Benfica vence Rio Ave e mantém-se a um ponto do líder Sporting

O Benfica manteve-se hoje a um ponto do líder Sporting, ao vencer em casa o Rio Ave, por 4-1, em jogo da 17ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Guga (09 minutos) ainda deu vantagem aos vila-condenses, mas Di María (29), António Silva (61), o estreante Marcos Leonardo (80) e João Mário (90+1) deram a vitória às ‘águias’, que jogaram desde os 58 minutos em vantagem numérica, após a expulsão de Aderlan Santos.

O Benfica mantém-se no segundo posto, com 42 pontos, a um do líder Sporting e com mais sete do que o FC Porto, que ainda joga hoje com o Sporting de Braga, quarto classificado, enquanto o Rio Ave é 16º, com 15.

 

Resultados da 17ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 12 jan:

Portimonense – Farense, 1-0 (0-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 13 jan:

Casa Pia – Famalicão, 0-2 (0-1)

Desportivo de Chaves – Sporting, 0-3 (0-1)

Estoril Praia – Moreirense, 1-3 (0-2)

 

– Domingo, 14 jan:

Gil Vicente – Estrela da Amadora, 1-1 (1-0)

Benfica – Rio Ave, 4-1 (1-1)

Vizela – Boavista, 1-4 (0-2)

FC Porto – Sporting de Braga, 21:30

 

– Segunda-feira, 15 jan:

Vitória de Guimarães – Arouca, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Portugal/Eleições. Pedro Nuno, líder do PS, acusa Chega de mentir aos portugueses

Pedro Nuno acusa Chega de mentir aos portugueses e apresentar propostas impossíveis 

 

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, afirmou hoje que metade das propostas do Chega são impossíveis de concretizar e “a outra metade é impossível aceitar”, acusando o partido de mentir aos portugueses.

“O Chega apresenta-se perante os portugueses com a mentira, com a manipulação, com o único objetivo de seduzir aqueles que estão descontentes, aqueles que estão zangados. Mas a pergunta que nós temos de colocar e todos têm de colocar é se têm soluções”, declarou Pedro Nuno Santos, no encerramento do XXI Congresso do PS/Madeira, no Funchal.

“Não, o Chega não tem soluções para os problemas do país. Grita, fala alto, mas não tem solução para nenhum problema nacional”, considerou o secretário-geral socialista, acrescentando que o Congresso do Chega, a decorrer em Viana do Castelo, « é o congresso da mentira ».

Pedro Nuno Santos disse que “50% das propostas que o Chega faz são impossíveis de realizar”, dando como exemplo a medida para que nenhuma pensão tenha valor inferior ao salário mínimo nacional.

“O líder do Chega não foi capaz de explicar como é que financia mais sete mil, oito mil milhões de euros por ano e não conseguiu ser convincente porque não é possível. Rebentava com o Orçamento do Estado e rebentava com o sistema público de pensões”, apontou.

Acusando aquele partido de desrespeitar “quem trabalhou uma vida inteira”, o dirigente socialista salientou que “o PS continuará a aumentar rendimentos, mas fará isso com sentido de responsabilidade”.

“Nenhum reformado quer conviver com propostas irresponsáveis que podem pôr em causa o sistema público de pensões”, sustentou.

Pedro Nuno Santos referiu, por outro lado, que a outra metade das propostas feitas pelo Chega “é impossível de aceitar”.

“Nós vimos o líder do Chega a desvalorizar o investimento que é feito na igualdade de género em Portugal. […] Serve propósitos de retórica, mas aquilo que eles fazem todos os dias e que fizeram este fim de semana é desvalorizar o combate à discriminação que continua a existir entre homens e mulheres em Portugal, a desvalorização do combate à violência doméstica que continua a existir em Portugal”, lamentou.

“Na realidade, o Chega não respeita as mulheres em Portugal, não respeita as nossas avós, as nossas mães, não respeita as mulheres portuguesas”, reforçou, defendendo que “só o PS no governo pode assegurar que não há retrocesso nos direitos das mulheres”.

O secretário-geral do PS acrescentou que os socialistas, ao contrário « do partido que está hoje reunido no Congresso », têm « uma visão de respeito, uma visão de humanismo para com todos, para com os outros ».

« Nós temos uma visão comunitária da vida. Os problemas de uns são os problemas de todos, nós queremos resolver os problemas do país em conjunto”, vincou.

Alfa/ com Lusa

Chega. Convenção encerra com intervenção de André Ventura, reeleito com 98,9% dos votos

Chega/Convenção: Reunião magna do partido nacionalista encerra com eleição dos órgãos diretivos e intervenção de André Ventura, que foi reeleito com 98,9% dos votos.

Com efeito, André Ventura foi ontem reeleito presidente do Chega com uma esmagadora maioria de 98,9% dos votos na 6.ª Convenção Nacional do partido, que decorre em Viana do Castelo e termina neste domingo, 14, à tarde.

A 6.ª Convenção Nacional do Chega termina com a eleição dos órgãos diretivos nacionais, a votação das alterações aos estatutos e um discurso final de André Ventura.

Desporto Associativo – 13 Janeiro 2024

Um programa de Sousa Gomes. O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão à 1h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

Sporting vence em Chaves e assegura liderança no fecho da primeira volta

O Sporting reforçou hoje o primeiro lugar da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer por 0-3 na visita ao último classificado, Desportivo de Chaves, em jogo da 17ª jornada, a última da primeira volta.

Paulinho (44 minutos), Trincão (52) e Pedro Gonçalves (56) marcaram os golos dos ‘leões’, que asseguraram a sétima vitória seguida em todas as competições e também a liderança isolada do campeonato no fecho da primeira volta.

A formação de Alvalade soma 43 pontos, mais quatro do que o Benfica (39), segundo, que no domingo recebe o Rio Ave, enquanto o Desportivo de Chaves segue na 18ª e última posição, com 11, tendo averbado o sétimo desaire nos últimos nove encontros na prova.

Resultados da 17.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 12 jan:

Portimonense – Farense, 1-0 (0-0 ao intervalo)

 

– Sábado, 13 jan:

Casa Pia – Famalicão, 0-2 (0-1)

Desportivo de Chaves – Sporting, 0-3 (0-1)

Estoril Praia – Moreirense, 21:30

 

– Domingo, 14 jan:

Gil Vicente – Estrela da Amadora, 16:30

Benfica – Rio Ave, 19:00

Vizela – Boavista, 19:00

FC Porto – Sporting de Braga, 21:30

 

– Segunda-feira, 15 jan:

Vitória de Guimarães – Arouca, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Portugal qualifica-se para a Ronda Principal do Euro2024 de andebol

A seleção portuguesa de andebol viu confirmado o apuramento para a Ronda Principal do Campeonato da Europa que decorre na Alemanha, face à vitória da Dinamarca sobre a Grécia, por 40-28, na segunda jornada do Grupo F.

Faltando apenas uma jornada por disputar na primeira fase, Portugal, que hoje bateu a República Checa (30-27), e Dinamarca dividem a liderança, ambos com quatro pontos, enquanto os gregos e os checos continuam sem pontuar e já não têm qualquer possibilidade de alcançar um dos dois primeiros lugares, que dão acesso à ronda seguinte.

Na última jornada do Grupo F, agendada para segunda-feira, a seleção nacional vai defrontar precisamente os tricampeões mundiais para decidir quem assegura o primeiro posto da ‘poule’, a partir das 20:30 (hora em Paris), depois de Grécia e República Checa jogarem entre si (18:00).

Esta é a terceira vez que Portugal se qualifica para a ‘main round’ de um Europeu de andebol, após 2002 e 2020, sendo que na próxima fase a equipa lusa e a Dinamarca vão ficar integradas no Grupo II, juntamente com os dois primeiros classificados dos grupos D e E da primeira fase.

O Euro2024 de andebol decorre até 28 de janeiro, na Alemanha.

 

Com Agência Lusa.

Eleições/Portugal. “Não estamos para aí virados”, diz Jerónimo sobre reedição da ‘geringonça’

Eleições: “Não estamos para aí virados”, diz Jerónimo sobre reedição da ‘geringonça’.

 

O ex-secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa afirmou hoje que o partido “não está virado” para a reedição de uma nova ‘geringonça’ “por razões da vida, por razões políticas” e para manter a sua “palavra de honra para com os portugueses”.

Em declarações aos jornalistas à margem do Encontro Nacional do PCP sobre eleições e a ação do partido, que decorre hoje em Lisboa, Jerónimo de Sousa foi questionado se haveria vantagem em voltar reeditar-se a ‘geringonça’, que o próprio negociou em 2015.

Na resposta, o ex-secretário-geral comunista, que deixou a liderança do partido em novembro de 2022, considerou que, na campanha para as legislativas de 2022, o PS “agigantou o medo da direita”, com o discurso “aqui d’el rei que vem aí o diabo”, e agora “o problema de fundo, os problemas nacionais estão aí por resolver”.

“Portanto, o futuro dessa situação muito específica, muito especial, creio que não estamos para aí virados por razões da vida, por razões políticas e por razões de manter a nossa palavra de honra para com os portugueses”, disse.

Jerónimo de Sousa acrescentou ainda que, “independentemente da companhia”, o PCP vai continuar a lutar pela aprovação de propostas que sejam “positivas para os trabalhadores, para o povo, para os reformados”.

Ciclista Iúri Leitão conquistou inédito terceiro título europeu de scratch

O ciclista português Iúri Leitão sagrou-se ontem campeão europeu de scratch, vencendo a prova pela terceira vez, depois de 2020 e 2022, nos Europeus de pista em Apeldoorn.

O ciclista luso, de 25 anos, terminou a prova em 16.40 minutos, a uma média de 54 quilómetros por hora, e teve um arranque determinante a nove voltas do fim para selar o título.

Leitão, natural de Viana do Castelo, bateu o polaco Bartodsz Rudyk, segundo, e o austríaco Tim Wafler, terceiro, para dar a Portugal a primeira medalha nesta edição dos Europeus.

O atual campeão do mundo de omnium, uma disciplina olímpica, soma este título europeu aos já conquistados, na mesma disciplina, em 2020 e 2022, conquistando a sétima medalha em campeonatos da Europa.

Em 2021, Rui Oliveira foi o campeão da Europa desta disciplina, mas Leitão é, a partir de hoje, o único tricampeão europeu de scratch, acima dos dois ouros do espanhol Sebastian Mora.

 

Com Agência Lusa.

Xutos & Pontapés celebram hoje 45 anos de « rock à portuguesa »

Os Xutos & Pontapés celebram hoje 45 anos de “rock à portuguesa”, com um concerto em Lisboa para 200 pessoas, já esgotado, e têm anunciada para este ano uma digressão destinada a comemorar a carreira do grupo.

O nascimento oficial dos Xutos & Pontapés aconteceu faz hoje 45 anos, em 13 de janeiro de 1979, no salão de baile dos Alunos de Apolo, em Lisboa, numa noite em que tocaram quatro músicas em pouco mais de cinco minutos.

Na altura, o grupo, que chegou a chamar-se Delirium Tremens e depois Beijinhos e Parabéns, integrava os jovens Zé Pedro, Kalú, Tim e Zé Leonel, influenciados pelo punk-rock que entrava em força na cena musical estrangeira.

No início da década de 1980, em anos diferentes, Zé Leonel abandonou o grupo, e entraram João Cabeleira e Gui.

Quarenta e cinco anos depois do primeiro concerto, o grupo persiste na música portuguesa com mais de uma dezena de álbuns e muitas canções que servem de âncora para um clã do rock com milhares de fãs de várias gerações.

Na sexta-feira de manhã, a banda anunciou nas redes sociais a realização de um “concerto único” no Tokyo para festejar 45 anos “de rock à portuguesa”, para o qual seriam colocados à venda 200 bilhetes.

Algumas horas depois, era anunciado que a lotação do concerto estava esgotada, com “a promessa de um concerto comemorativo de 45 anos a anunciar em breve onde todos possam estar presentes”.

Em dezembro, os Xutos & Pontapés anunciaram um concerto para 13 de abril, no Pavilhão Multiusos de Guimarães, no âmbito da digressão intitulada “Olá, vida malvada” destinada a comemorar os 45 anos de carreira do grupo.

Mesmo depois da morte do guitarrista Zé Pedro, em 2017, a banda manteve-se ativa, em palco e em estúdio, com Tim (vocalista e baixista), João Cabeleira (guitarrista), Gui (saxofonista) e Kalú (baterista).

No final de 2019, editaram “40 Anos a Dar no Duro”, um duplo álbum que reúne as 40 músicas mais marcantes da carreira da banda, alinhadas por ordem cronológica.

A coletânea começa por “Sémen”, o primeiro ‘single’ da banda, com letra de Zé Leonel e música de Tim, lançado em 1981 pelo radialista António Sérgio e produtor do álbum de estreia da banda, “78/82”, editado em 1982.

O alinhamento de celebração dos 40 anos dos Xutos & Pontapés fecha com “Mar de Outono”, tema retirado de “Duro”, o mais recente álbum de originais da banda, editado em janeiro de 2019.

“Duro” foi o primeiro álbum que editaram após a morte de Zé Pedro, mas o registo inclui gravações feitas ainda por este músico.

Em 2022 e 2023, a banda assinalou os 35 anos do disco “Circo de Feras” com vários concertos pelo país, que chegaram a contar com a participação do guitarrista Tó Trips.

 

Com Agência Lusa.

Eleições/Portugal. Chega/Convenção: Ventura quer mostrar um partido “candidato a governar”

Chega/Convenção: Ventura quer mostrar um partido “candidato a governar”

 

O presidente do Chega, André Ventura, quer mostrar na VI Convenção Nacional que o partido « é candidato a governar » o país e identificou PS e PSD como principais adversários nas eleições legislativas de março.

« Espero que estes três dias sejam, para o Chega, um momento de afirmação, em que assume definitivamente que é candidato a governar Portugal e que, por isso, vai querer estar numa luta a três com o PS e com o PSD », afirmou.

O líder do Chega defendeu que o partido « está pronto » para ser governo, antecipando que « pode estar a acabar o tempo em que foram apenas dois partidos a governar Portugal ».

« É essa credibilidade, esse desejo e essa ambição que eu gostava de passar neste congresso, que eu gostava de passar aos militantes do Chega e dizer aos portugueses que há uma alternativa, mesmo que eles olhem hoje para o centro-direita e para a direita e possam pensar que não há », sustentou.

André Ventura falava aos jornalistas à chegada à VI Convenção Nacional do Chega, que decorre entre hoje (sexta-feira) e domingo em Viana do Castelo, na qual é recandidato à liderança.

« O Chega tem de deixar de ser o partido que seja a voz do protesto, que pode continuar a ser, mas tem também a responsabilidade de, neste congresso, perante aquilo que as sondagens lhe atribuem, ser um partido de governo e de apresentação de soluções », disse, mas recusou tratar-se de « uma questão de moderação ».

O líder do Chega reiterou que o objetivo do partido é vencer as eleições legislativas de 10 de março.

“O Chega não está só empenhado em liderar o espaço do centro-direita e da direita, o Chega vem para vencer estas eleições, e é esse o novo objetivo”, disse, apontando que PS e PSD serão os principais adversários.

« É evidente, porque são quem está neste momento à nossa frente. Portanto, se nós queremos governar, os nossos adversários são o PS e o PSD », sustentou, salientando que « o Chega apresenta-se a estas eleições para governar » e apresentar as soluções que tem para o futuro do país.

“É isto que este congresso deverá ser. Mais do que as alterações estatutárias e as eleições dos órgãos, estando à beira de uma eleição geral, nacional, o Chega deve ter a responsabilidade de dizer que quer governar, que proposta tem para governar, e quem tem”, salientou.

O recandidato à liderança à liderança recusou que esta seja uma mudança nos objetivos do partido, e apontou que constitui “uma mudança no caminho que deve fazer a partir de agora”.

“Evidentemente que o nosso maior adversário, pela destruição que tem feito ao país e pela sua incapacidade de assumir responsabilidade, será o PS e Pedro Nuno Santos. Mas como o PSD também já deu mostras de que não fará ou não faria muito diferente do PS, estes são os adversários que temos que ultrapassar nas próximas semanas, e eu penso que com as sondagens que temos, com a força que vamos ter, isso é possível”, defendeu.

Ventura defendeu também que a responsabilidade do Chega é mostrar o que aporta de diferente “face ao PS e ao PSD para mudar Portugal”.

Questionado se houve ou não conversas com o deputado António Maló de Abreu (que deixou o PSD nos últimos dias) para integrar as listas do Chega nas legislativas, Ventura recusou-se comentar neste momento, indicando que os candidatos a deputados serão conhecidos nos próximos dias.

« Não é uma questão que me envolva só a mim », afirmou, indicando ter « o dever de salvaguardar pessoas e informações » e que isso lhe foi pedido.

Ventura adiantou que, além de dirigentes e militantes do Chega, contará também com « nomes de variadíssimos partidos », havendo « uma prevalência grande de nomes do PSD ».

André Ventura aproveitou ainda para « dedicar o esforço deste congresso, a luta deste congresso, simbolicamente, aos milhares de polícias, forças de segurança, guardas prisionais que estão em luta pelo país todo ».

« Estamos com eles, estamos ao lado deles, e este congresso será também para lhes dar soluções », apontou.

Os trabalhos da 6.ª Convenção Nacional do Chega arrancaram pelas 20:32 apenas para assinalar a abertura das urnas para eleição da Mesa deste órgão, tendo fechado logo de seguida para este ato eleitoral.

Com o lema da reunião magna « Limpar Portugal », a entrada de André Ventura, para uma sala ainda a metade, foi marcada por gritos do nome do líder e recandidato a presidente do partido, com uma música de fundo.

Alfa/ com Lusa