Proteção Civil alerta para chuva forte nas zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal

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A Proteção Civil alertou hoje para a possibilidade de chuva forte durante o fim do dia de hoje e sexta-feira nas zonas de Lisboa, do Oeste, e da península de Setúbal, com risco de cheias rápidas.

“O problema não serão as cheias lentas que estamos a ter em outras zonas, mas sim as cheias rápidas com impacto significativo na vida das pessoas, nomeadamente pelo alagamento de garagens e de zonas de estacionamento”, explicou em conferência de imprensa o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), acrescentando que o quadro de chuva intensa vai verificar-se a partir das 18:00 de hoje.

Mário Silvestre referiu ainda que, além das três zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal, também a região da Lezíria do Tejo pode ter chuva intensa.

Em relação ao rio Tejo, o comandante nacional da Proteção Civil referiu que “houve uma subida significativa dos caudais em virtude de maior descarga feita pelas barragens espanholas”.

O último balanço da Proteção Civil dá conta de 16.270 ocorrências registadas devido ao mau tempo, que envolveram mais de 55 mil operacionais e, só nas últimas quatro horas, foram registadas cerca de 250 ocorrências.

As ocorrências mais relevantes continuam a ser as quedas de árvores, as inundações e as derrocadas, acrescentou Mário Silvestre.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que desde 28 de janeiro provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

 

Mau tempo: Ministro diz que irá demorar « semanas » reparação de troço da A1 em Coimbra.

A section of Highway 1 (A1), the main highway connecting Lisbon to Porto, collapsed on Wednesday night following the breach of the Casais dam, following severe weather in Coimbra, Portugal, 12 February 2026. Sixteen people died in Portugal following the passage of storms Kristin, Leonardo, and Marta, which also left many hundreds injured and homeless. MIGUEL A. LOPES/LUSA

 

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu hoje que serão precisas várias semanas para reparar o troço da Autoestrada 1 (A1) que desabou após o rompimento do dique nos Casais, em Coimbra.

Durante uma visita ao local, Pinto Luz sublinhou aos jornalistas « a velocidade e a violência das águas », que descreveu como « uma situação absolutamente anormal ».

A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explicou a BCR – Brisa Concessão Rodoviária.

« Temos hoje 15 camiões com enrocamento para reforçar a quebra que surgiu. Amanhã de manhã, mais camiões vêm reforçar com enrocamento », disse Pinto Luz, citado pela emissora RTP Notícias.

O recurso a enrocamento, blocos de rocha compactados, « é a única coisa que nós podemos fazer enquanto as águas não descerem », admitiu o ministro.

Pinto Luz disse também que a fissura, no sentido norte-sul, « pode alastrar » para o outro sentido.

O dirigente acrescentou que, « enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo ».

« Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviços dos portugueses », disse Pinto Luz.

« O compromisso do Governo é de absoluto comprometimento com esta solução. Estamos com todos os meios mobilizados e não sairemos daqui enquanto não conseguimos com todas as equipas colocar outra vez a A1 em funcionamento », garantiu o ministro.

A Brisa sugeriu hoje aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da autoestrada no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou o IC2.

Num comunicado enviado hoje às redações, a concessionária admitiu que, « não sendo possível, neste momento, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação », está empenhada em « minimizar transtornos » e que « poderão ser usadas como vias alternativas o corredor A8/A17/A25 ou o IC2 ».

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu na terça-feira, nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

 

Com Agência Lusa.

Tempestade Nils: cinco departamentos do sul da França em alerta vermelho; um morto e 900 mil lares sem eletricidade

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Cinco departamentos do sul do país – Savoie, Aude, Gironde, Pyrénées-Orientales e Lot-et-Garonne – estão esta quinta-feira, 12 de fevereiro, em alerta vermelho devido à passagem da tempestade Nils, uma tempestade « de força pouco frequente ».

A tempestade provocou a morte de um homem e deixou cerca de 900.000 lares sem eletricidade.

O homem, de 55 anos, era condutor de um pesado e morreu na região das Landes, onde durante a noite se registaram rajadas de vento de 162 km/h em Biscarrosse, no litoral.

Foi atingido por um ramo que atravessou o para-brisas enquanto circulava numa estrada de quatro vias perto de Dax.

Na Aude, as escolas vão reabrir na sexta-feira, após a passagem da tempestade.

Com Agências

JO2026: Emeric Guerillot iguala melhor prestação portuguesa em esqui alpino

O estreante Emeric Guerillot igualou hoje a melhor prestação de sempre de um português em provas de esqui alpino nos Jogos Olímpicos de Inverno, ao ser 32º no Super G de Milão-Cortina2026.

Na sua estreia em Jogos Olímpicos, Emeric Guerillot, de 18 anos, gastou 1.31,43 minutos para cumprir a descida no centro de esqui do Stelvio, igualando o 32.º lugar de Georges Mendes no slalom em Lillehammer1994.

Emeric Guerillot foi apenas o segundo português a participar no Super G, depois de Georges Mendes, que não terminou a descida em Lillehammer1994.

O suíço Franjo van Allmen começa a cotar-se como uma das grandes figuras de Milão-Cortina2026, depois de conquistar o seu terceiro título, juntando o Super G aos de downhill e de combinado por equipas.

Van Allmen, de 24 anos, gastou 1.25,32 minutos para concluir a descida, menos 0,13 segundos do que o norte-americano Ryan Siegle-Cochran, que repetiu o segundo lugar de Pequim2022, e 0,28 do que o compatriota Marco Odermatt, terceiro.

Emeric Guerillot vai ainda disputar o slalom gigante (14 fevereiro) e o slalom (16), com a irmã Vanina Guerillot a estar presente no slalom gigante (15) e no slalom (17), enquanto José Cabeça corre os 10 km estilo livre de esqui de fundo (13).

 

Com Agência Lusa.

Roberto de Zerbi sai do Marselha

O italiano Roberto de Zerbi deixou, por mútuo acordo, de ser treinador do Marselha, três dias depois da goleada frente ao Paris Saint-Germain (5-0), anunciou o clube da Liga francesa.

“Após discussões com todos os envolvidos na gestão do clube, […] decidiu optar-se por uma mudança no comando da equipa principal”, lê-se num comunicado do Marselha, publicado durante a madrugada de hoje.

O emblema marselhês indica que esta foi “uma decisão coletiva, difícil, tomada após cuidadosa ponderação, no interesse do clube”, tendo em conta “os desafios desportivos deste final de temporada”.

“O Marselha está agradecido a Roberto De Zerbi pelo seu compromisso, empenho, profissionalismo e seriedade, marcados pelo segundo lugar conseguido na temporada 2024/25 [da Liga francesa]”, lê-se.

O italiano, de 46 anos, tinha sido anunciado como treinador do Marselha em junho de 2024, com um contrato de três temporadas, que acabou por não chegar ao fim, com a goleada sofrida em casa do PSG a ser decisiva para a saída de De Zerbi.

Neste momento, o Marselha ocupa o quarto lugar da Liga francesa, a 12 pontos do líder PSG, além de ter sido eliminado na fase de liga da Liga dos Campeões, ao terminar no 25.º posto, primeiro fora da zona de qualificação para o play-off.

Na ‘Champions’, o Marselha perdeu com o Sporting (2-1) e viu a sua eliminação ser confirmada pela vitória do Benfica sobre o Real Madrid (4-2).

 

Com Agência Lusa.

Margem direita do canal do rio Mondego rebentou junto à A1

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A margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, rebentou hoje à tarde, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), disse à agência Lusa o presidente da Associação de Agricultores do Vale do Mondego.

João Grilo, que tem uma propriedade agrícola perto do local, estava a vistoriar as margens quando aquela parte do canal principal do Mondego rebentou, pelas 17:45. Fonte da Proteção Civil confirmou à Lusa que ocorreu uma rutura do dique em Casais, na margem direita do Mondego, junto da ponte da autoestrada, ao quilómetro 191.

De acordo com este empresário agrícola, há o perigo de haver um novo rebentamento também na margem direita, junto ao Centro Hípico de Coimbra, mais a montante.

Já Armindo Valente, também empresário agrícola e vice-presidente da Associação de Beneficiários da Obra Hidroagrícola do Mondego, confirmou o rebentamento do dique direito do canal principal do Mondego, tendo assistido à água a galgar a margem direita do rio para dentro do canal de rega adjacente.

“Eu estava lá em cima, na autoestrada [A1], porque fui informado que a água estava a galgar de dentro do Mondego para dentro do canal de rega. Saí de lá e, nem cinco minutos depois, o dique cedeu debaixo da autoestrada”, explicou.

Indicou que a água que está a sair do canal principal do Mondego está a inundar os campos do bloco de rega de São Martinho do Bispo, na margem direita, no município de Coimbra.

A povoação de São Martinho do Bispo fica na margem esquerda do Mondego, e não está a ser diretamente afetada por este rebentamento.

Questionado sobre qual o percurso desta água nas próximas horas, Armindo Valente explicou que a enxurrada irá, à partida, na direção do município de Montemor-o-Velho e povoações de Casal Novo do Rio e Ereira, esta última isolada há uma semana precisamente pela água acumulada no vale central.

Armindo Valente frisou que com o rebentamento da margem a água poderá ficar nos campos agrícolas, entre o canal principal do Mondego e o chamado leito periférico direito – que recolhe água das povoações ao longo da estrada nacional (EN) 111 e as canaliza para o Mondego, a jusante da povoação de Alfarelos (Soure) – mas também poderá partir o dique esquerdo do periférico direito e ameaçar diretamente o município de Montemor-o-Velho, tal como sucedeu em 2019.

“Se a água entrar no periférico direito [partindo a margem esquerda desse leito], depois só a margem direita impedirá que chegue ao Casal Novo do Rio, a Montemor-o-Velho e à Ereira. Vamos ver se as margens aguentam”, explicou.

Por outro lado, após as cheias de 2019, o município de Montemor-o-Velho fez pressão para que fosse instalado (o que sucedeu) um “dique fusível” entre os campos agrícolas e o periférico direito, precisamente para poder receber água que vem do vale central, sem que a margem desse leito quebrasse.

Esse dique só poderá funcionar se a altura de água acumulada nos campos for superior à que corre no periférico direito, o que agora deverá suceder, com o rebentamento do dique.

Com Agência Lusa.

Ministra da Administração Interna demite-se e Presidente aceita – oficial

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A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, pediu a demissão e o Presidente da República aceitou-a, segundo uma nota oficial divulgada.

« O Presidente da República aceitou o pedido de demissão da Ministra das Administração Interna, que entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo Primeiro-Ministro, que assumirá transitoriamente as respetivas competências, nos termos do artigo 6.º, n.º 2, da Lei Orgânica do Governo (Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho), logo que a exoneração se torne efetiva », refere uma nota oficial de Belém.

A constitucionalista Maria Lúcia Amaral assumiu a pasta da ministra da Administração Interna em 05 de junho 2025, com a posse do XXV Governo, depois de ter estado oito anos à frente da Provedoria de Justiça, instituição responsável por receber queixas de cidadãos que vejam os direitos fundamentais violados.

Com 68 anos, Maria Lúcia Amaral substituiu no cargo Margarida Blasco.

Maria Lúcia Amaral, que foi a primeira mulher à frente da Provedoria de Justiça, foi eleita pela Assembleia da República para o Tribunal Constitucional em 2007 e cinco anos mais tarde tornou-se vice-presidente do Palácio Ratton, cargo que ocupou até 2016.

Nascida em Angola a 10 de junho de 1957, a ministra da Administração Interna é jurista e professora catedrática da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou as disciplinas de Direito Constitucional, Direito Público Comparado, História das Ideias Políticas, Direitos Fundamentais, Justiça Constitucional e Metodologia Jurídica.

É membro de várias associações científicas de Direito Público e de Direito Constitucional, disciplinas às quais dedicou toda a sua atividade de investigação e publicação.

 

Com Agência Lusa.

Presidenciais 2026: Seguro garante vitória na Europa pela margem mínima

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António José Seguro venceu o voto dos portugueses residentes na Europa por uma diferença de 216 votos face a André Ventura.

O apuramento dos votos dos portugueses residentes na Europa terminou com uma diferença mínima entre os dois candidatos mais votados. António José Seguro acabou por superar André Ventura por 216 votos no conjunto dos consulados europeus.

A contagem ficou concluída após serem conhecidos os resultados da Áustria, o último consulado a fechar o processo. Entre os 2.423 eleitores inscritos naquele país, apenas 392 exerceram o direito de voto. A maioria optou por Seguro, que reuniu 332 votos, enquanto Ventura ficou com 49.

Com os 42 consulados europeus contabilizados, Seguro alcançou 31.505 votos, contra 31.289 do líder do Chega.

Apesar de Ventura ter obtido vantagem em países com comunidades portuguesas mais expressivas, como França e Suíça, o desfecho acabou por ser decidido pelo voto registado em Viena (Áustria).

No total, a participação dos eleitores portugueses na Europa fixou-se nos 6,1%.

Confira os resultados aqui

Com Agências.

Mau tempo: Ministra do Ambiente admite redirecionar fundos europeus para reparar estragos

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A ministra do Ambiente e Energia afirmou hoje que o Governo vai ter de redirecionar verbas dos fundos europeus para responder aos estragos provocados pelas sucessivas depressões, incluindo danos em diques, margens de rios, arribas e pequenas barragens.

Em declarações aos jornalistas na Valada, no concelho do Cartaxo, Maria da Graça Carvalho adiantou que o Governo vai analisar os fundos disponíveis (Fundo de Coesão, Fundo Ambiental e Plano de Recuperação e Resiliência) para redirecionar prioridades e financiar as obras urgentes, acrescentando que o Governo está a avaliar as necessidades com o apoio das autarquias.

A decisão sobre a reorientação de fundos será tomada “pelo primeiro-ministro, em conjunto com os ministros da Economia e da Coesão”, disse a governante.

Maria da Graça Carvalho explicou ainda que o levantamento dos prejuízos “ainda não está concluído”, devido à persistência de chuva intensa em várias zonas do país, mas adiantou que há danos “em praticamente todo o litoral”, com particular preocupação nas arribas, onde os deslizamentos “são rápidos” e não permitem retirar pessoas com a mesma antecedência que nas cheias.

 

Com Agência Lusa.

Mau tempo: Primeiro-ministro responde 4ª feira no parlamento sobre atuação do Governo

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O primeiro-ministro regressa na quarta-feira ao parlamento para um debate quinzenal que deverá ficar marcado pela resposta do Governo às consequências do mau tempo que causou 15 mortes nas últimas duas semanas.

Com parte do país (68 concelhos) em situação de calamidade até domingo, Luís Montenegro responderá, pela primeira vez, na Assembleia da República à oposição, que criticou a atuação do executivo, sobretudo na fase inicial de resposta à depressão Kristin, com vários partidos a pedirem a demissão da ministra da Administração Interna.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

O debate quinzenal realiza-se ainda três dias depois da eleição do novo Presidente da República, o antigo secretário-geral do PS António José Seguro, que venceu com quase 67% e 3,48 milhões de votos, quando faltam votar 20 freguesias, de oito municípios, que pediram o adiamento do sufrágio para o próximo domingo devido ao mau tempo.

O outro candidato, o presidente do Chega, André Ventura, obteve mais de 1,7 milhões de votos (cerca de 33%), o que o levou a autointitular-se no domingo “líder da direita.

Já o primeiro-ministro defendeu no domingo que “nada mudou” para a governação com esta eleição presidencial e insistiu, por várias vezes, que se abre agora um período de 3,5 anos sem eleições nacionais, referindo-se ao final previsto da legislatura, no outono de 2029.

O debate quinzenal abrirá com uma intervenção inicial de Luís Montenegro, e André Ventura – que retomará o mandato de deputado que suspendeu durante a campanha – será o primeiro a questionar o chefe do Governo, seguindo-se PS, IL, Livre, PCP, BE, PAN, JPP, antes das bancadas que suportam o Governo, CDS-PP e PSD.

Sobre a resposta ao mau tempo, o primeiro-ministro tem defendido que o Governo fez tudo o que era possível desde o início e que este ainda não é o momento de fazer a avaliação do executivo, mas de responder às situações de emergência no terreno.

Nas duas últimas semanas, o Governo realizou dois Conselho de Ministros centrados na resposta ao mau tempo – um extraordinário, a 01 de fevereiro, onde aprovou os primeiros apoios a famílias e empresas, quer para ajuda à subsistência quer à reconstrução das habitações e fábricas destruídas, que o primeiro-ministro estimou totalizaram 2,5 mil milhões de euros.

Na quinta-feira passada, além de ter sido prolongada a situação de calamidade até ao próximo domingo, foi formalizada a isenção de portagens em alguns trechos de autoestradas das zonas afetadas pelo mau tempo e aprovado um regime jurídico excecional e transitório de simplificação administrativa e financeira destinado a viabilizar a reconstrução e reabilitação, sem controlo administrativo prévio.

A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, tem sido o alvo preferencial das críticas da oposição – com vários partidos a pedirem a sua substituição no Governo -, mas estas estenderam-se a outros membros do executivo na gestão da crise, como o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o da Defesa Nacional, Nuno Melo, ou o da Economia e da Gestão Territorial, Manuel Castro Almeida.

O último debate quinzenal com o primeiro-ministro no parlamento realizou-se a 21 de janeiro, dominado pelo tema das presidenciais, e o próximo já está marcado para 25 deste mês.

 

Com Agência Lusa.

UE prepara sistema de mensagens via satélite para funcionar mesmo em apagão total

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A Comissão Europeia está a preparar um sistema de comunicação por satélite que permitirá alertar todos os cidadãos da União Europeia em caso de emergência, mesmo em caso de apagão total, foi hoje anunciado em Estrasburgo.

 

Num debate no Parlamento Europeu (PE) sobre fenómenos meteorológicos extremos, em particular em Portugal, sul de Itália, Malta e Grécia, a comissária europeia para a Preparação e a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, adiantou que, « através do sistema de satélites Galileu, vai ser possível dentro em breve enviar mensagens a todos os cidadãos da UE em caso de emergência, mesmo que haja um apagão total ».

A comissária reconheceu que as políticas atuais já não estão à altura das catástrofes: « Precisamos de prevenção, reparação e recuperação, mais instrumentos e mais bem adaptados » e, nesse sentido, Bruxelas irá apresentar em breve uma estratégia integrada para o clima e uma comunicação sobre combate a incêndios florestais.

No debate de hoje, o executivo comunitário estabeleceu que a UE « não está suficientemente preparada para os impactos » das catástrofes naturais, que colocam « desafios crescentes », defendendo ser « preciso pensar para além da resposta imediata, nas consequências a longo prazo ».

Neste sentido, a comissária adiantou que, perante o risco de incêndios florestais no próximo verão, o executivo comunitário está preparar uma « comunicação sobre o combate aos incêndios e gestão de risco ».

« Infelizmente, sabemos que estes eventos trágicos em Espanha, Portugal, Malta e Grécia não serão os últimos desta magnitude », referiu também, Lahbib, destacando que Bruxelas « está a preparar também uma estratégia integrada para a resiliência climática com medidas para as pessoas e as empresas, que traz mais clareza e informação sobre os riscos próprios de cada Estado-membro ».

A comissária destacou que a UE está pronta para ajudar os Estados-membros recentemente afetadas por tempestades, referindo ainda que a luta contra as alterações climáticas pode ser reforçada com fundos de Coesão, da política agrícola, fundo social europeu, do programa Eramus+ nomeadamente na qualificação das forças de intervenção no sentido da recuperação.

« A UE tem de melhorar a preparação, combinar as forças nacionais com a coordenação europeia para melhor responder às necessidades perante fenómenos meteorológicos extremos », defendeu a comissária.

No debate, intervieram eurodeputados portugueses, tendo Lídia Pereira (PSD) destacado que « os eventos extremos deixaram de ser exceção » e avisando que, « se os tempos mudaram, a ação política também tem de mudar ».

João Cotrim Figueiredo (IL) sugeriu a criação de um plano europeu de adaptação a catástrofes naturais e o fortalecimento do mecanismo de solidariedade europeu.

O eurodeputado João Oliveira (PCP) manifestou « incompreensão face à ausência de pedido de auxílio » pelo Governo de Lisboa ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil e pediu « medidas de fundo » e mecanismos de apoio financeiro para além do Programa de Recuperação e Resiliência.

Já Marta Temido (PS) lembrou que a bacia do Mediterrâneo e a Península Ibérica se tornaram a « zona zero da crise climática da Europa: vivemos entre incêndios devastadores e inundações catastróficas » e considerou que a coordenação nacional é essencial, « qualquer que seja o mecanismo europeu que está por detrás ».

O eurodeputado Tiago Moreira de Sá (Chega) sublinhou que, em situações de emergência, « os apoios europeus têm de ser mais rápidos, eficazes e menos burocráticos », referindo também que « quando as populações precisam de ajuda imediata, a reposta não pode ficar refém de burocracias, procedimentos lentos ou calendários administrativos ».

Catarina Martins (BE) apontou o dedo a « uma maioria de irresponsáveis » no PE que « recua em todos os compromissos climáticos », apelando a que a UE « esteja à altura do enorme movimento de solidariedade », nomeadamente em Portugal.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

Hoje de manhã estavam ainda 35 mil clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica em consequência do mau tempo.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas e o Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

 

Com Agência Lusa.

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