Incêndios: Portugal envia dois aviões e uma equipa para combater fogos em França

Portugal vai enviar na sexta-feira para França duas aeronaves e uma equipa de sete elementos para auxiliar no combate aos incêndios rurais na região de Saumos, informou hoje a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Segundo a ANEPC, Portugal vai mobilizar a capacidade nacional rescEU sendo a missão constituída por duas aeronaves do tipo Fire Boss (aviões bombardeiros médios anfíbios) e por uma equipa de sete elementos, integrando dois representantes da ANEPC, três pilotos e dois mecânicos do operador aéreo.

“Na sequência dos incêndios rurais que afetam o município de Saumos, em França, e em resposta à ativação do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (UCPM) pelas autoridades francesas, Portugal, através da Autoridade ANEPC, mobiliza na sexta-feira a capacidade rescEU posicionada em território nacional, para apoiar as operações de combate aos incêndios”, afirma a autoridade em comunicado.

A partida está prevista para as 08:30, com as aeronaves a descolarem do Aeródromo de Vila Real, estando a chegada ao Aeroporto de Bordeaux-Mérignac prevista para as 13:00 (hora local).

O apoio logístico à missão será assegurado pela Força Aérea Portuguesa, através de uma aeronave C-130, responsável pelo transporte do pessoal e do equipamento de manutenção das aeronaves e que partirá da Base Aérea n.º 6, no Montijo.

A capacidade destacada integra a reserva europeia rescEU, criada no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para reforçar a resposta dos Estados-Membros perante emergências de grande dimensão, nomeadamente incêndios rurais, sempre que as capacidades nacionais se revelem insuficientes.

A ANEPC adianta que mantém o acompanhamento permanente da evolução da situação e do perigo de incêndio rural, assegurando que este destacamento é efetuado sem comprometer a capacidade de resposta operacional em território nacional.

 

Com Agência Lusa.

Menina de 1 ano morre esquecida no interior de viatura de um colégio em Almada

Uma menina com 1 ano de idade morreu hoje no interior de uma viatura de um colégio, na Avenida do Cristo Rei, em Almada, no distrito de Setúbal, confirmaram à Lusa fontes da PSP e do INEM.

Segundo a PSP, a menina terá ficado esquecida no interior da viatura do colégio.

Contactado pela agência Lusa, o INEM informou que foi acionado às 15:53 para uma ocorrência relacionada com uma criança do sexo feminino, de 1 ano, tendo sido mobilizados para o local os Bombeiros Voluntários de Cacilhas, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e a Unidade Móvel de Intervenção Psicológica de Emergência (UMIPE) do INEM.

O INEM adianta ainda que à chegada das equipas de socorro foram iniciadas de imediato manobras de reanimação, mas que, “apesar dos esforços das equipas, não foi possível reverter a situação, tendo o óbito sido verificado no local ».

 

Com Agência Lusa.

Professores do Ensino Português no Estrangeiro contestam em Lisboa novo regime jurídico

Professores do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) manifestaram-se hoje, em Lisboa, para exigir aumentos salariais, a redução do horário letivo e a melhoria das condições de trabalho, contestando a proposta do novo regime jurídico apresentada pelo Governo.

Os sindicatos representativos dos professores e o Governo iniciaram, no passado dia 28 de maio, as reuniões do processo negocial relativas à revisão do Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro (RJEPE), cuja pasta é tutelada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Em declarações à Lusa, a professora Teresa Kueffer, do EPE Suíça, presente na manifestação, explicou que as tabelas salariais não são atualizadas há anos, desde 2009 para a maioria e desde 1997 para os leitores, e que trabalhar num país fora da zona euro agrava a perda de rendimentos.

« Temos os problemas gerais que toda a gente tem. O nosso ordenado não é suficiente para cobrir as despesas, depois do pagamento do IRS [e] da segurança social », disse Teresa Kueffer, contando que recebe « em euros, num país onde se faz tudo em francos [suíços] » e que tem « um custo de vida elevadíssimo ».

A professora classificou as condições salariais como « deploráveis ».

A par das questões remuneratórias, os professores do EPE na Suíça enfrentam problemas burocráticos com a emissão tardia de formulários essenciais para o acesso aos seguros de saúde e a falta de reembolso de despesas de transporte entre escolas.

« Quando nos deslocamos, as horas que nos deslocamos, o trabalho que é feito, que equivale a horas de direção turma, sem redução, deslocações por vezes de uma hora, duas horas, três horas, para ir dar um curso, sem que haja essa consideração a nível de tempo de serviço. Nós estamos oficialmente a trabalhar quando nos deslocamos, de um curso para o outro, estamos em serviço, mas esse tempo praticamente não é contabilizado », referiu.

Em França, a situação é « insustentável », descreveu a professora Carla Lourenço, destacando a disparidade entre o subsídio de refeição pago pelo Estado português e a realidade económica do país de acolhimento.

« Eu com seis euros em Paris não consigo almoçar, nem sequer no McDonald’s. Se não nos ajudam a ter uma vida digna nos países em que estamos – e na região de Paris o nível de vida é bastante elevado -, não vamos conseguir sobreviver, não sei como é que vou fazer », declarou Carla Lourenço, lembrando que a inflação e a carga fiscal acumularam perdas substanciais desde o período da Troika.

A docente alertou também para o volume de trabalho não remunerado, referindo a participação em eventos culturais fora do horário laboral, a ausência de reduções de horário pela idade e o tempo gasto em deslocações não compensadas entre escolas distantes.

Já a professora Carla Guerreiro, que leciona na Alemanha, apelidou a proposta de revisão do regime jurídico de « uma bomba atómica » em vez da « revolução » prometida pela tutela.

Apesar de reconhecer avanços em pontos específicos trazidos pelas rondas negociais, como a cobertura das despesas de bagagem em fim de comissão de serviço, o subsídio de instalação e o pagamento de uma viagem a Portugal de três em três anos, a professora apontou falhas graves na componente pedagógica e na avaliação.

« Apresentaram-nos tabelas salariais que baixam o salário e que são omissas quanto ao enquadramento fiscal e de aposentação. Além disso, propõem uma avaliação anual intercalar feita por alunos menores de idade e sem maturidade, o que é desprovido de lógica », criticou Carla Guerreiro.

A docente da rede alemã alertou para a redução das horas semanais dedicadas aos alunos, que desceu para cerca de um terço em termos comparativos com anos anteriores, dificultando o aprofundamento de autores clássicos como Camões ou Gil Vicente e conteúdos de História de Portugal.

Para pressionar o executivo e exigir que as tabelas salariais reflitam o real custo de vida nos respetivos países, os professores do EPE submeteram uma petição, que contava, ao princípio da tarde de hoje, com 8.836 subscrições.

Os docentes não descartam o recurso a outras formas de luta caso as negociações com a tutela não assegurem garantias de dignidade profissional.

Segundo o presidente do Sindicato de Professores no Estrangeiro (SPE), Bruno Silva, estão em negociação a redução do horário letivo, o recrutamento, a avaliação, as remunerações e a proteção social.

Bruno Silva disse que foram enviadas novas contrapropostas sobre estas matérias.

O processo negocial do novo regime tem ainda previsto duas reuniões, uma a 27 de julho e outra a 31 de julho ou 03 de agosto, ainda por confirmar.

 

Com Agência Lusa.

Mundial2026: Vozinha no onze ideal, ao lado de Rodri, Messi e Mbappé

O guarda-redes cabo-verdiano Vozinha foi escolhido para o onze ideal do Mundial2026, que integra três futebolistas da campeã Espanha – entre os quais o médio Rodri, eleito melhor jogador do torneio – e igual número da França.

A Argentina, que perdeu na final com a Espanha, por 1-0, após prolongamento, tem dois representantes na melhor equipa do Campeonato do Mundo, com destaque para o avançado Lionel Messi, que recebeu a ‘Bola de Prata’, enquanto entre os franceses sobressai a presença do avançado Kylian Mbappé, ‘Bola de Bronze’ e melhor marcador da competição, com 10 golos.

O defesa Nuno Mendes era o único português entre os candidatos ao ‘onze’ ideal do Mundial2026, no qual a seleção lusa foi eliminada nos oitavos de final pelos espanhóis, ao perder também por 1-0, mas não foi escolhido, tal como o guarda-redes espanhol Unai Simón, que recebeu a ‘Luva de Ouro’, galardão para o melhor guardião, e foi superado por Vozinha, a figura mais destacada de Cabo Verde.

A seleção africana estreou-se em Mundiais com um sensacional empate 0-0 com a Espanha e o seu veterano guarda-redes, de 40 anos, foi o principal responsável pela proeza, cotando-se como o único jogador presente na melhor equipa da prova que não chegou aos quartos de final: Cabo Verde foi eliminado pela Argentina nos ‘16 avos’, ao perder por 3-2, após prolongamento.

À frente do guardião cabo-verdiano, a defesa é composta pelos laterais espanhóis Porro e Cucurella, com o argentino Lisandro Martínez e o francês Upamecano a serem os centrais escolhidos, após uma votação da qual não fazia parte nenhum dos elementos do elogiado eixo defensivo da Espanha, entre os quais Pau Cubarsí, eleito o melhor jogador jovem.

Rodri, ‘Bola de Ouro’ do Mundial2026, partilha o meio-campo com o francês Olise e o inglês Bellingham, cujas seleções se defrontaram no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares, que terminou com a vitória da Inglaterra por invulgar 6-4.

O ataque ficou entregue a Messi, segundo melhor marcador do torneio, com oito golos, ao ‘Bota de Ouro’ Mbappé, que se tornou o melhor marcador em fases finais, com 22 tentos, e ao norueguês Erling Haaland, terceiro mais concretizador da prova, a par de Bellingham, ambos com sete remates certeiros.

O Mundial2026, o primeiro alargado a 48 seleções, realizou-se entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

 

Com Agência Lusa.

Sporting de Braga vence em casa dos sérvios do Zeleznicar Pancevo

O Sporting de Braga venceu hoje por 0-1 na visita aos sérvios do Zeleznicar Pancevo, em jogo da primeira mão da segunda pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Conferência de futebol.

O duelo que opôs os quartos classificados das ligas de Portugal e Sérvia na época passada foi decidido com um golo de Ricardo Horta, aos 67 minutos, de grande penalidade, que permite aos minhotos partirem em vantagem para o duelo da segunda mão, em 30 de julho, a partir das 20:00, em Braga.

Caso elimine a formação sérvia, o Sporting de Braga terá pela frente os azeris do Neftchi ou os bielorrussos do Dínamo de Minsk na terceira pré-eliminatória, cujos jogos estão agendados para 06 e 13 de agosto.

 

Com Agência Lusa.

PS questiona Governo sobre eliminação de emigrantes das listas de médico de família

O PS questionou a ministra da Saúde sobre a razão da suprimir os emigrantes das listas de médico de família em Portugal e quer saber a razão por que o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) não foi ouvido sobre a mesma.

Numa carta dirigida à ministra Ana Paula Martins, através do presidente da Assembleia da República, o PS refere que “a recente decisão de excluir os portugueses residentes no estrangeiro da elegibilidade para manutenção ou atribuição de médico de família” vem agravar a falta de confiança no funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), apontada frequentemente pelos portugueses no estrangeiro para não regressarem ao seu país.

“O Governo já tinha anteriormente admitido retirar os emigrantes das listas de médicos de família, mas a orientação agora divulgada pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em vigor desde 04 de julho, estabelece de forma inequívoca que os portugueses residentes no estrangeiro deixam de estar elegíveis para manutenção ou atribuição de médico de família”, lê-se no texto que acompanha a pergunta.

O grupo parlamentar do PS lamenta que esta decisão surja precisamente no período do verão, quando milhares de portugueses emigrados regressam temporariamente ao país.

Para o PS, a grave carência de médicos de família, reconhecida pelo próprio Governo, “não pode ser resolvida à custa da exclusão de cidadãos portugueses residentes no estrangeiro”.

O PS quer saber o número de emigrantes que vão ser penalizados com esta decisão do Governo, “uma vez que em meados de 2024 admitia que pelo menos 50.000 seriam remetidos para uma lista paralela”.

“Suscita igualmente preocupação o facto de esta decisão ter sido adotada sem que tenha sido ouvida a Conselho das Comunidades Portuguesas”, apesar de a lei determinar que as matérias respeitantes aos portugueses residentes no estrangeiro devem ser submetidas à sua apreciação.

O PS questiona, assim, a ministra da Saúde sobre se esta considera que “a exclusão dos emigrantes do acesso a médico de família é uma medida discriminatória, que faz aumentar a desconfiança em relação ao sistema de saúde e o afastamento em relação a Portugal dos portugueses residentes no estrangeiro”.

E se o Governo confirma que, doravante, “o acesso aos cuidados de saúde pelos portugueses residentes no estrangeiro dependerá do pagamento prévio dos cuidados prestados ou da apresentação do Cartão Europeu de Seguro de Doença”.

 

Com Agência Lusa.

França proíbe acesso às redes sociais a menores de 15 anos

O parlamento francês aprovou em definitivo uma proposta de lei que proíbe o acesso às redes sociais a menores de 15 anos, tornando-se o primeiro país da União Europeia a aplicar esta interdição a adolescentes desta idade.

A medida, que entrará em vigor em setembro, foi aprovada com 279 votos a favor e 81 contra e era um promessa de final de mandato do Presidente francês, Emmanuel Macron.

Outros países europeus, incluindo Portugal, estão a discutir ou já adotaram medidas semelhantes, mas fixaram, na maioria dos casos, a idade nos 16 anos.

As novas regras vão exigir que as plataformas implementem mecanismos de verificação da idade. O texto aprovado inclui também a proibição de telemóveis nas escolas secundárias.

 

Com Agência Lusa.

Tribuna do Mundial – 20 de Julho de 2026

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna do Mundial (Tribuna Desportiva durante a fase final do Mundial 2026) é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

Primeira Hora:

 

Segunda Hora:

 

 

 

Morreu o cantor Luís Represas

O cantor Luís Represas, que integrava os Trovante, morreu hoje aos 69 anos vítima de doença prolongada, de acordo com a agência que o representava.

O cantor Luís Represas comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo atuado em março com a banda no Meo Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto.

Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador.

 

Perfil: Óbito/Luís Represas: Músico deixa 50 anos de canções entre os Trovante e a solo

O músico Luís Represas, que morreu hoje aos 69 anos, dizia que o essencial de um artista é ter-se uma identidade, contruída em 50 anos de carreira entre os Trovante e em nome próprio, ao lado de dezenas de outros músicos.

“A minha impressão digital, aquilo que me faz ser eu e que me faz ser diferente dos outros, é o fundamental. Isso é que é o meu barco, o meu barco é esse e é nesse barco que tenho que navegar. E que eu quero e que gosto de navegar”, afirmou à agência Lusa em 2024, quando editou o álbum « Miragem ».

Para celebrar os 50 anos de carreira, Luís Represas tinha anunciado dois concertos para abril de 2027 nos coliseus de Lisboa e do Porto. Em março passado tinha atuado com os Trovante em concertos esgotados na Meo Arena (Lisboa) e no Pavilhão Rosa Mota (Porto).

Luís Represas nasceu em Lisboa em 1956 e pouco antes de completar 20 anos, no verão de 1976, fundou os Trovante com os amigos e o irmão – João Gil, Manuel Faria, Artur Costa e João Represas – e um ano depois saiu o álbum “Chão Nosso”.

Esse disco de estreia assinalou a identidade musical do grupo, fortemente influenciado pela música de cariz popular e tradicional e pelo rock. Trovante era ainda “uma mistura de trova, músico ambulante, e avante, para a frente, no melhor sentido da palavra”, como contou Manuel Faria numa biografa da banda publicada em 2003.

Os Trovante permaneceriam ativos até aos anos 1990, editando, por exemplo, “Baile no Bosque” (1981) e “Cais das Colinas” (1983), e até hoje reuniram-se algumas vezes depois, nomeadamente em 1999, em 2006 e em 2017.

Luís Represas lança-se a solo em 1993, com o álbum “Represas”, fruto de uma viagem a Cuba, onde foi gravado, e onde tocou com vários músicos, entre os quais Pablo Milanés (1943-2022).

Com músicas como “Fora de Tempo”, “Neva sobre a marginal” e “Feiticeira”, este álbum foi fundamental no seu percurso: “Foi um reencontro comigo próprio”, como contou à agência Lusa em março passado, quando anunciou os concertos de 2027.

Esses dois caminhos no percurso musical contaminaram-se um ao outro, disse.

“A primeira fase é a do aparecimento do Trovante, em 1976, e toda essa fase, até 1992, a história já foi mais do que contada, está mais do que contada, fez-se espetáculos [o grupo voltou a juntar-se ao vivo algumas vezes, a última das quais em março deste ano], onde a história se contou ainda mais”, referiu.

Desde o final dos Trovante até hoje “vem uma história que se calhar não foi tão contada, mas foi muito vivida”.

“Foi necessário arranjar uma distância em relação ao passado, sem me divorciar do passado, porque o passado faz parte daquilo que sou artisticamente e musicalmente. Mas foi preciso encontrar essa distância para não continuar a fazer coisas que fazia antigamente, ou de repente começar-me a baralhar e perder o meu norte”, partilhou.

Em 1996, editou “Cumplicidades”, álbum que contou com a colaboração do pianista Bernardo Sassetti (1970-2012). Seguiram-se “A hora do lobo” (1998), “Código Verde” (2000), “Reserva Especial” (2001) e “Fora de Mão” (2003).

Em 2008 voltou a editar um álbum gravado na íntegra em Cuba, “Olhos nos olhos”, e em 2011 volta a juntar-se a João Gil, cúmplice dos Trovante, para um álbum conjunto: “Luís Represas e João Gil”. Depois, editou “Cores” (2014), “Boa hora” (2018) (distinguido pela Sociedade Portuguesa de Autores), “Miragem” (2024) e vários álbuns ao vivo.

Da história de Luís Represas faz parte ainda o apoio à independência de Timor-Leste.

Foi convidado pelo então Presidente da República Jorge Sampaio para o acompanhar na visita oficial a Timor-Leste. Mais tarde, seria condecorado com a Medalha da « Ordem de Timor-Leste” pelo Presidente Taur Matan Ruak.

Em 2005 foi igualmente distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador.

A agência que o representa lembra que Luís Represas colaborou com Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sassetti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown, entre muitos outros músicos.

Ao longo da vida, Luís Represas também enveredou pela restauração, tendo liderado a gestão de um bar-restaurante em Lisboa, editou um livro infantil, “A coragem de Tição”, e apresentou o programa de televisão “Língua Mãe”.

 

Seguro chora morte de amigo e afirma que « Portugal, em dor, canta as suas canções »

O Presidente da República, António José Seguro, lamentou hoje a morte do cantor Luís Represas, afirmando estar, a chorar a morte de um amigo e um dos maiores artistas do país.

« Os maiores deixam um país a cantar. O Luís Represas será sempre um dos nossos maiores. E Portugal, em dor, canta as suas canções », lê-se numa longa nota de pesar publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

António José Seguro, que está em Cabo Verde em visita de Estado, escreve que « há vozes que não pertencem apenas a quem as canta », mas « pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo ».

 

PM lamenta morte de uma das maiores referências musicais do país

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, lamentou a morte de Luís Represas, hoje aos 69 anos, considerando o cantor como uma das maiores referências musicais do país, cujo óbito representa « uma grande perda ».

“Luís Represas é uma das nossas maiores referências musicais. A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de “sede de infinito… e dizê-lo cantando a toda a gente”, escreveu o primeiro-ministro nas suas redes sociais.

Luis Montenegro apresenta as suas “mais sentidas condolências”, à “família, aos amigos e a todos os que foram tocados pela sua obra”.

 

Com Agência Lusa.

 

 

 

 

 

 

Mundial2026: Espanha soma segundo título ao vencer Argentina

A Espanha conquistou hoje pela segunda vez o Mundial de futebol, ao vencer a Argentina, que era a campeã em título, por 1-0, após prolongamento, na final da 23.ª edição, em East Rutherford, nos Estados Unidos.

Um golo do suplente Ferran Torres, aos 106 minutos, carimbou o título do conjunto europeu, que repetiu 2010, ano em que também venceu a final por 1-0, no tempo extra, então face aos Países Baixos, com um tento de Andrés Iniesta.

A formação espanhola, que só tinha disputado a final de há 16 anos, iguala os dois cetros de Uruguai (1930 e 1950) e França (1998 e 2018) – duas formações que afastou da edição 2026 – no quinto lugar do ‘ranking’, liderado pelo ‘penta’ do Brasil.

O conjunto de Luis de la Fuente junta o Mundial ao Campeonato da Europa de 2024, sendo agora a detentora das duas principais provas de seleções.

Por seu lado, a Argentina perdeu pela quarta vez na final, como em 1930, 1990 e 2014, mantendo-se com três títulos, arrebatados em 1978, 1986 e 2022, no quarto lugar do ranking.

 

Com Agência Lusa.