Paris SG conquista ‘Trophée des Champions’

O Paris SG conquistou hoje a ‘Supertaça’ de França, derrotando o Toulouse, adversário do Benfica na Liga Europa, por 2-0.

O sul-coreano Kang-in Lee colocou o campeão francês em vantagem aos 3′. Mbappé fixou o resultado final ainda na primeira parte (44′).

Entre os portugueses, Vitinha foi titular e esteve em bom plano durante o encontro. Danilo Pereira e Gonçalo Ramos não saíram do banco.

Destaque também para o reforço do PSG, o brasileiro Lucas Beraldo, fez os primeiros minutos no encontro, entrando aos 71′ para o lugar de Skriniar.

Este é o 12° ‘Trophée des Champions’ conquistado pela equipa da Capital francesa.

Veja a reação de Mbappé no final do encontro. Vídeo de Eric Mendes (Tribuna Desportiva)

 

 

Portugal. Ano passado foi « o melhor da história » para turismo com 25.000 ME de receitas

Ano passado foi « o melhor da história » para turismo com 25.000 ME de receitas – Governo

 

O secretário de Estado do Turismo disse hoje que 2023 foi o melhor ano turístico de sempre no país, com mais de 30 milhões de hóspedes, 77 milhões de dormidas e receitas de cerca de 25.000 milhões de euros.

« Foi de facto um ano muito positivo para o turismo do país, e também para Portugal no seu todo, um ano recorde no turismo, o melhor ano da história de sempre do turismo em Portugal », avançou o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Nuno Fazenda, numa sessão pública do Turismo de Portugal, em Lisboa.

O governante destacou os recordes alcançados nos vários indicadores de procura turística em 2023, com mais de 30 milhões de hóspedes, um crescimento de cerca de 10% face a 2019, que tinha sido o melhor ano turístico, e ainda 77 milhões de dormidas e receitas na ordem dos 25.000 milhões de euros, um crescimento de 37% face a 2019 e de 18,5% face a 2022.

Nuno Fazenda destacou ainda o crescimento em todas as regiões do país, ao longo de todo o ano. « Estamos a falar de uma alteração estrutural no nosso turismo », realçou.

O secretário de Estado disse acreditar que o turismo cresça « ainda mais em 2024 », apontando a confiança nas empresas e nos trabalhadores do setor, bem como nas políticas públicas para o turismo.

Alfa/ com Lusa

Dakar2024: Despedida da Audi e ‘dança de cadeiras’ marcam 46ª edição

Mudanças nas equipas de topo e a provável despedida da Audi após três anos de projeto híbrido marcam a 46ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno, que arranca sexta-feira, num percurso maioritariamente novo.

Com Agência Lusa.

Vencedor das duas anteriores edições nos automóveis (de um total de cinco vitórias que já tem), Nasser Al-Attiyah trocou a equipa oficial Toyota por um lugar na Prodrive, estrutura que atualmente faz correr os Hunter BRX e que, a partir de 2025, assume a preparação da equipa oficial da Dacia.

Na Prodrive, o príncipe qatari, de 53 anos, encontra o francês Sébastien Loeb, um dos seus principais rivais nos últimos anos e que tem, atualmente, no Dakar o principal objetivo de carreira, depois de ter deixado os ralis, especialidade em que foi nove vezes seguidas campeão do mundo (de 2004 a 2012).

« Órfã » de Al-Attiyah, a Toyota mantém a aposta no saudita Yazeed Al-Rajhi e no sul-africano Giniel de Villiers, vencedor em 2009, tendo contratado a jovem estrela norte-americana Seth Quintero, que brilhou nos veículos ligeiros (SSV).

Já a Audi chega a esta edição mais « musculada », no terceiro ano do seu projeto híbrido com o RS Q e-Tron, que deverá despedir-se das dunas sauditas.

Como forma de compensar os 100 quilogramas de peso que os Audi têm a mais face à concorrência, a organização permitiu um aumento de 15 Kw, o que se traduz em mais 20 cavalos de potência.

“Permite acompanhar os pilotos da frente sem termos de arriscar tanto”, vaticinou o veterano Carlos Sainz, que faz equipa com o francês Stéphane Peterhansel e com o alemão Mathias Ekstrom.

Perfil da prova deste ano

O aumento de potência dos Audi é uma das novidades da edição deste ano, que conta com um percurso 60% novo, novas designações das categorias e uma etapa que se disputa em dois dias, na qual a organização fornece alimentação e tendas aos pilotos, que estarão incontactáveis pelo resto do mundo e sem assistência exterior.

Ao todo, serão 7.891 quilómetros, 4.727 deles cronometrados, a disputar entre sexta-feira e 19 de janeiro, num total de 13 jornadas 8prólogo e 12 etapas).

Até às verificações, estavam inscritos 778 participantes, 135 deles estreantes, em 434 veículos – 137 motas, 10 quads, 72 ultimates (carros) e 46 camiões.

A estes juntam-se 42 veículos challenger (antigos T3) e 36 SSV (antigos T4), estando ainda inscritos 66 carros clássicos e 14 Dakar classic.

Nas motas, a armada da KTM, liderada pelo argentino Kevin Benavides, vencedor em 2023, e pelo australiano Toby Price, comparte favoritismo com os irmãos gémeos da Husqvarna (com o argentino Luciano Benavides à cabeça).

Na GasGas, outra subsidiária da KTM, pontificam o britânico Sam Sunderland e o australiano Daniel Sanders.

A principal oposição aos austríacos deverá chegar por parte da equipa Honda, gerida pelo português Ruben Faria.

O chileno Pablo Quintanilla e o norte-americano Ricky Brabec serão os chefes de fila da marca nipónica.

Nota ainda para a Hero, com os portugueses Joaquim Rodrigues Jr. e Sebastian Bühler e o piloto do Botswana Ross Branch.

Entre os veículos ligeiros, o português João Ferreira (Can Am) concentra atenções na categoria dos veículos derivados de série (SSV).

Nos protótipos, destaque para a presença do austríaco Lukas Lauda, filho do antigo tricampeão de Fórmula 1, Nikki Lauda (1975, 1977 e 1984), que fará a sua estreia no Dakar.

Ambições lusas nas duas rodas e nos SSV

As maiores ambições portuguesas na 46.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno, que arranca na sexta-feira, na Arábia Saudita, estão concentradas nas categorias das motas e dos SSV, os veículos ligeiros.

Ao todo, estão inscritos 23 pilotos portugueses, sete deles nas motas, com destaque para os « oficiais » Rui Gonçalves (Sherco) e Joaquim Rodrigues Jr. (Hero).Aos 38 anos, o transmontano Rui Gonçalves ambiciona um lugar entre os 15 primeiros classificados, poucos meses depois de ter sido pai pela primeira vez.“Se fizer uma prova sem problemas, posso conseguir um resultado interessante”, disse o antigo vice-campeão mundial de motocrosse (2009), que vai para a sua quarta participação.

Por sua vez, o barcelense Joaquim Rodrigues Jr. sabe, à partida, que este será um ano difícil para as suas aspirações. O cunhado do malogrado Paulo Gonçalves (vítima de uma queda mortal na sétima etapa do Dakar2020) partiu uma perna na edição de 2023. Depois de uma longa recuperação, regressava à competição em Marrocos, em outubro, mas uma queda no « shakedown » (teste) da prova africana provocou uma fratura de uma omoplata.

“Sem corridas, perdemos o ritmo”, frisou Joaquim Rodrigues Jr, à partida da sétima participação, que tem como melhor resultado o 11.º posto em 2021 e uma vitória em etapas (em 2022).

Já António Maio (Yamaha), oito vezes campeão nacional de todo-o-terreno, participou em quatro edições desde 2019 e ambiciona um lugar entre os 15 primeiros “para tentar um lugar numa equipa de fábrica”.

O militar da GNR tem como melhor resultado um 21.º lugar em 2022.

Mário Patrão (KTM), antigo campeão nacional de enduro e todo-o-terreno, volta a participar na classe Maratona, sem assistência exterior, categoria que ambiciona vencer. O piloto natural de Seia promoveu um projeto de sustentabilidade ambiental, plantando centenas de árvores na Serra da Estrela antes da partida para a edição deste ano do Dakar.

O algarvio Alexandre Azinhais (KTM) participa pela terceira vez. Empresário da restauração, fez a sua estreia em 2021 (desistiu por falha mecânica), voltou em 2022, com uma mota de enduro adaptada, e foi 69.º. Afastou-se um ano da competição para estar mais tempo com a família mas acaba por regressar agora, novamente com uma mota de rali.

Já Bruno Santos Fernandes (Husqvarna) é empresário, pai de dois filhos, piloto de enduro há 12 anos e vai cumprir a sua primeira participação no Dakar depois do quinto lugar na classe Rally 2 no Abu Dhabi Desert Challenge em 2023, com a ambição de terminar nos 25 primeiros da geral.

Nas duas rodas está ainda inscrito como português o empresário de construção civil israelita Gad Nachmani (KTM), que tem dupla nacionalidade.

Ainda nas motas vai estar presente o luso-germânico Sebastian Bühler (Hero), que compete com licença alemã mas está radicado há vários anos em Portugal, desde que os pais visitaram o país em férias, tendo já vencido o campeonato português de todo-o-terreno e por três vezes a Baja de Portalegre, de 2018 a 2020.

Sem aspirações nos automóveis

Nos automóveis, o experiente Paulo Fiúza navega o lituano Vaidotas Zala (Mini), e Gonçalo Reis o espanhol Pau Navarro (Mini). Reis participou de mota em 2017, quando foi 26.º e segundo da classe maratona. No ano passado navegou Hélder Rodrigues, que este ano não participa. José Marques navega o lituano Petrus Gintas (MO).

Nos Challenger (antigos T3), destaque para as duplas Mário Franco/Daniel Jordão (Can-Am) e João Monteiro/Nuno Morais (Can-Am), a que se junta o antigo campeão nacional de todo-o-terreno, Ricardo Porém (Can-Am), navegado pelo argentino Augusto Sanz. Duas vezes campeão nacional de todo-o-terreno em automóveis, esta é a quinta participação do leiriense, que quer um lugar dentro do « top-5 ».

João Ferreira é destaque nos SSV

Nos SSV, o também leiriense João Ferreira faz dupla com o experiente Filipe Palmeiro, num Can-Am preparado pela South Racing, com ambições à vitória. Fausto Mota (que corre com licença espanhola) navega o brasileiro Cristiano Batista (Can-Am).

A 46.ª edição do rali Dakar de todo-o-terreno arranca na sexta-feira, com um prólogo, em Alula, e termina no dia 19, após 12 etapas, em Yanbu.

Esta é a quinta vez consecutiva que a prova se disputa inteiramente na Arábia Saudita.

Clássicos com toque português

A versão histórica do rali Dakar de todo-o-terreno, o Dakar Classic, conta, este ano, com um toque português, já que estão inscritos cinco participantes, em três veículos, dois deles da marca lusa UMM.

Nesta categoria, que segue a caravana da prova principal, entre sexta-feira e 19 de janeiro, mas com veículos que fizeram a história da prova das décadas de 1970, 1980 e 1990, estão inscritos cerca de uma centena de participantes.Os portugueses João António Costa e Luís Miguel Calvão participam com um jipe UMM nacional, na categoria para carros históricos, que se disputa à margem da prova principal.“Sendo um apaixonado pelo todo-o-terreno, participar no Dakar foi sempre um objetivo”, disse João Costa, em declarações ao site oficial da prova.

O português, que morou vários anos nos Emirados Árabes Unidos, já participou na edição de 2022 mas não resistiu a um regresso.

O objetivo é “deixar José Megre orgulhoso, onde quer que ele esteja”, frisou, em alusão àquele que é considerado o « pai » do todo-o-terreno nacional, já falecido.

Nesta categoria participam ainda Paulo Oliveira (com licença moçambicana) e Arcélio Couto, em outro UMM. Ambos já têm experiência nas motas.

Por fim, Alexandre Freitas compete nos Camiões Clássicos, num Iveco, com Luca Macini e Marco Giannecchini.

Com Agência Lusa.

Portugal. Costa quer que TGV avance já este mês e diz: nem países ricos desperdiçam 750 milhões

O primeiro-ministro em gestão considerou hoje essencial a existência de condições políticas para avançar já este mês com o comboio de alta velocidade (TGV) e afirmou que nem países ricos desperdiçam um financiamento de 750 milhões de euros.

António Costa deixou este aviso em declarações aos jornalistas no final de uma visita à futura estação da Estrela, do Metropolitano de Lisboa, depois de questionado sobre a possibilidade de não haver consenso político suficiente, nomeadamente com o PSD, para que o país tome decisões ainda este mês sobre a futura linha de comboio de alta velocidade, num momento em que o Governo se encontra limitado de poderes por estar em gestão.

O primeiro-ministro começou por referir que, em 2023, essa linha de alta velocidade entre Lisboa, Porto, Braga e Vigo não teve financiamento da União Europeia “por falta de maturidade do projeto, designadamente por não estar lançado o concurso”.

“Agora, temos a oportunidade de obter um financiamento até 750 milhões de euros da União Europeia se tivermos o concurso aberto até à data limite para a apresentação de candidaturas, que é no final de janeiro. Espero que toda a gente compreenda a necessidade imperiosa de lançarmos o concurso para não se desperdiçar um financiamento importante”, assinalou o líder do executivo.

Mas António Costa foi ainda mais longe nas advertências sobre os alegados riscos de uma ausência de decisão a breve prazo em relação a esta matéria.

“Bem sei que às vezes temos a ideia de que, como a situação económica hoje está melhor do que há uns anos e como uma situação orçamental se encontra equilibrada, então tudo é possível. Temos hoje felizmente um maior grau de liberdade e de possibilidade, mas nenhum país, mesmo os mais ricos, se podem dar ao luxo de desperdiçar um financiamento de 750 milhões de euros para uma obra que é estruturante para o desenvolvimento do país”, argumentou.

António Costa considerou depois que, na sua perspetiva, atualmente “é consensual em todo o país essa linha [de TGV] e essa prioridade” à obra entre Lisboa e Vigo.

“É por aí que temos de começar, e temos de avançar”, salientou.

Perante os jornalistas António Costa apontou que, desde 2015, consta dos programas de governos que todas as grandes obras públicas a realizar em Portugal devem ser aprovadas com um consenso amplo, com a aprovação de pelo menos dois terços dos deputados da Assembleia da República.

“Por isso, apresentámos ao parlamento o Plano Nacional de Investimentos, definindo quais os projetos mais relevantes nas áreas da mobilidade e do ambiente até ao final desta década. Esse plano foi votado por quase três quartos da Assembleia da República”, assinalou.

O líder do executivo indicou a seguir que já foi concluída uma avaliação ambiental estratégica. “Portanto, o Plano Nacional de Investimentos está definido, onde se inclui a construção de uma linha de alta velocidade entre Lisboa, Porto, Braga e Vigo”.

“Essa é a linha prioritária da rede de alta velocidade em Portugal”, acrescentou.

Alfa/ com Lusa (adaptação Alfa)

Avião em chamas em aeroporto/Tóquio. 379 pessoas salvas. 5 tripulantes de avião da Guarda Costeira mortos na colisão

As primeiras imagens do avião em chamas num incêndio com grandes proporções eram terríveis e apontavam para uma tragédia de enorme dimensão. Mas todos os passageiros e tripulantes do avião comercial foram salvos. No entanto, cinco membros da Guarda Costeira japonesa morreram na colisão do seu aparelho com aquele avião comercial da Japan Airlines num aeroporto de Tóquio.

O choque entre os aviões ocorreu na pista do aeroporto de Haneda, um dos mais movimentados do Japão, pouco depois da aterragem do aparelho comercial, proveniente da ilha de Hokkaido, cerca das 18 horas locais, 10 horas em Paris.

As agências, designadamente a Lusa, descreveram a situação desta forma:

« Todos os 367 passageiros e 12 tripulantes que se encontravam a bordo do Airbus A-350 foram retirados em segurança. Imagens da televisão mostravam o avião inteiramente consumido pelas chamas, que bombeiros tentavam extinguir.

O Ministério do Território, das Infraestruturas e dos Transportes do Japão anunciou a abertura de um inquérito para determinar as causas do acidente ».

 

Veja o vídeo:

Mensagem de Ano Novo. PR Marcelo diz que 2024 será ano decisivo e apela à participação nas eleições

O Presidente da República considera que 2024 será um ano ainda mais decisivo do que 2023 e apelou à participação dos portugueses nos atos eleitorais, salientando que o país será aquilo que os votantes quiserem.

 

Estas posições foram transmitidas por Marcelo Rebelo de Sousa na sua tradicional mensagem de Ano Novo, numa conjuntura de crise política, com o Governo em gestão e eleições legislativas antecipadas marcadas para 10 de março.

Na sua sétima mensagem de Ano Novo – em 2021 não fez porque era recandidato nas eleições presidenciais desse ano -, transmitida em direto a partir da Sala das Bicas do Palácio de Belém, em Lisboa, o chefe de Estado fez uma alusão à demissão de António Costa das funções de primeiro-ministro no passado dia 07 de novembro.

« Ficou claro que, depois da legítima decisão pessoal de cessar funções de quem foi o segundo mais longo chefe do Governo em democracia e o mais longo neste século, deveríamos estar todos atentos e motivados para as eleições de março, para percebemos como vai ser o tempo imediato em Portugal, na avaliação como na escolha”, declarou o Presidente da República.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, “2023 acabou com mais desafios e mais difíceis do que aqueles com que havia começado”.

“Mas a democracia nunca tem medo de dar a palavra ao povo e nisso se distingue da ditadura. Portugueses, 2024 irá ser largamente aquilo que os votantes, em democracia, o quiserem. Em Portugal, em março; na Europa, em junho; na maior potência do mundo, em novembro; e antes disso, em fevereiro, nos Açores. Um ano, afinal, ainda mais decisivo do que o ano de 2023”, advertiu o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que todos desejam que este ano possa ser diferente de 2020 e 2021, com a pandemia, de 2022 e 2023 com as guerras”.

“Ou seja, possa ser finalmente de maior esperança no mundo, de maior esperança na Europa, e também por isso de maior esperança entre nós”, completou.

Antes, Marcelo Rebelo de Sousa apontou que em Portugal, no último ano, “ficou claro que contas certas, maior crescimento e emprego, qualificação das pessoas e investimento e exportações são essenciais”.

“Mas ficou também claro que crescimento sem justiça social, isto é, sem redução da pobreza e das desigualdades entre pessoas e territórios, não é sustentável. Ficou claro que efetivo acesso à saúde, à educação, à habitação, à solidariedade social é uma peça chave para que haja justiça social e crescimento. Ficou claro que a Administração Pública e a justiça podem fazer a diferença nestes anos em que dispomos de fundos europeus irrepetíveis e de uso urgente”, acrescentou.

Alfa/ com Lusa

Feliz 2024

Milhares de pessoas assistiram ao fogo-de-artifício com final apoteótico no Funchal.

 

A Rádio Alfa deseja-lhe um feliz ano novo

2024. O que disse o PR Macron aos franceses neste fim de ano. Declaração oficial e integral

(Alfa – Palácio do Eliseu)

 

VŒUX DU PRESIDENT DE LA REPUBLIQUE AUX FRANCAIS

Françaises, Français, de métropole, de nos outre-mer et de l’étranger,

En vous présentant mes voeux, je veux commencer par exprimer notre gratitude à tous pour nos compatriotes qui, ce soir encore, protègent, soignent, aident, assurent la continuité de la vie de la Nation. Grâce à eux, nous pouvons passer ces moments d’une année à l’autre en famille et avec nos proches. Et en ces instants, je veux aussi dire particulièrement mon affection à ceux qui sont malades ou resteront seuls.

2023 aura été marquée par la poursuite de la guerre en Ukraine, la guerre aujourd’hui au Proche-Orient et les bombardements sur Gaza ; par les attaques terroristes du 7 octobre dernier en Israël où 41 Français ont été assassinés, et ce soir je pense à leurs familles comme je pense aux familles de nos compatriotes encore retenus en otage. Nous ne les oublions pas.

Marquée encore par la tension géopolitique croissante, les conséquences des dérèglements climatiques sur notre territoire, des actes terroristes sur notre sol. Par des divisions, des gestes de haine, parfois, des violences, à plusieurs occasions, qui fragilisent la cohésion de la Nation. Enfin, l’inflation a sévi qui rend tout plus difficile : se loger, se déplacer, faire ses courses.

Il y eut bien sûr des moments heureux, des moments de fierté, mais je sais combien la peur du retour de la guerre, du déclassement, de la perte de contrôle sont bien là.

Pourtant, je suis convaincu, et ce n’est pas un faux optimisme, que dans ce contexte de crises peut naître le meilleur.

C’est pourquoi, je n’ai cessé de suivre la même logique : agir avec détermination et constance pour aujourd’hui et pour demain. Depuis sept ans, là où vous m’avez placé, je tâche de rendre la France plus forte et plus juste, de libérer, protéger, unir. Tel est le cap et nous le tenons. Et il en fut de même en 2023.

En 2023, la France est sans doute l’un des pays occidentaux qui, en dépit du contexte, a pris le plus de décisions, conduit le plus de transformations. Certaines, comme la réforme des retraites, étaient, je le sais, impopulaires. Je les assume car je m’y étais engagé et elles étaient nécessaires au pays. Tous ces mois passés ont donc été bien loin de l’impuissance qu’on nous prédisait, et c’est heureux. Et je veux ici tout particulièrement en remercier la Première ministre et son gouvernement.

En 2023, nous avons agi, agi au service de l’objectif de réindustrialisation et de plein-emploi, dont les premiers résultats sont là. Les retraites, l’assurance chômage, la relance de nos industries vertes, l’accélération de France 2030, la refondation du lycée professionnel, la réforme de Pôle emploi et du revenu de solidarité active, la réforme du marché européen de l’électricité : toutes ces grandes transformations ont été décidées, votées, et ont commencé à entrer en vigueur durant cette année.

Et nous avons continué cette année de créer des emplois, tout en réduisant encore plus rapidement nos émissions de gaz à effet de serre et ce, conformément à nos engagements. Ceci prouve que vous êtes au rendez-vous de la mobilisation.

Grâce à ce réarmement économique, nous continuons d’être en mesure de financer notre modèle social, de nous protéger contre les crises ou l’inflation mais aussi d’investir pour réarmer nos services publics. Et c’est ce que nous avons fait.

Nous avons investi dans notre école, notre santé afin de mieux accompagner et de mieux corriger les inégalités de destin. Nous avons posé les fondations d’une planification écologique inédite et dégagé des moyens massifs pour accompagner chacun de vous dans cette transition.

Nous avons aussi en 2023, voté pour les années à venir des lois historiques pour nous protéger. Loi historique pour nos militaires : en une décennie, le budget de nos armées aura ainsi été doublé. Loi historique pour nos policiers, nos gendarmes, nos magistrats, nos greffiers, afin d’assurer l’ordre et l’unité républicaines en assumant de créer des milliers de postes pour mieux vous protéger. Nous continuerons de rétablir l’autorité partout où elle manque face aux incivilités et à la délinquance.

En matière d’immigration, la loi votée en décembre, comme l’accord conclu au niveau européen, nous donnent les instruments nécessaires pour faire mieux respecter les principes de la République c’est à dire à la fois lutter contre les passeurs et l’immigration clandestine et mieux intégrer ceux qui ont vocation à demeurer sur notre sol : réfugiés, étudiants, chercheurs, travailleurs.

Alors je sais bien sûr les impatiences, oserais-je dire que je les partage, même si les premiers changements sont visibles. Je sais que vous voudriez que nous fassions plus et plus vite. Et c’est pour atteindre cet objectif que l’année 2024 doit avant tout être une année de détermination. Agir, agir encore, dans l’intérêt de la Nation.

Nous serons déterminés à agir pour l’école, l’enfance et l’éducation, afin de rétablir le niveau de nos élèves, l’autorité de nos professeurs et la force de notre enseignement laïc et républicain. Après le réarmement économique, le réarmement de l’Etat et de nos services publics, il nous faudra ainsi engager notre réarmement civique. La France c’est une culture, une Histoire, une langue, des valeurs universelles qui s’apprennent dès le plus jeune âge, à chaque génération.

Nous serons déterminés, aussi, à rendre notre République plus forte en luttant contre la délinquance, en nous attaquant plus fermement aux discriminations, en permettant des progrès concrets pour l’égalité entre les femmes et les hommes, pour la petite enfance, pour nos compatriotes en situation de handicap.

Déterminés, nous le serons à agir pour amplifier notre réarmement industriel, technologique, scientifique. Nous devrons tout faire pour atteindre notre ambition de plein-emploi, continuer d’innover, mais aussi d’attirer les talents comme les entreprises et produire davantage en France. Ainsi, nous nous engagerons l’année prochaine dans des grands chantiers de pointe, du nucléaire à l’intelligence artificielle ou aux transports. Pour qu’en 2027 nous ayons dix ans d’avance là où en 2017, nous avions dix ans de retard.

En 2024, nous aurons à accélérer encore nos efforts et simplifier drastiquement la vie de nos entrepreneurs, de nos agriculteurs, de nos commerçants, nos artisans, nos élus et en particulier nos maires, et pour de nombreux secteurs, dont celui du logement.

Enfin, nous serons déterminés à agir pour qu’en 2024, notre écologie, cette écologie à la française, notre planification continuent de se déployer comme un modèle et un chemin singulier, qui nous permettront de sortir des énergies fossiles et de gagner en indépendance et en progrès. La France, qui produit déjà l’électricité parmi les plus décarbonées d’Europe, sortira totalement du charbon d’ici 2027. Et c’est ce même combat que nous porterons à l’international avec entre autres notre Pacte pour les peuples et la planète.

2024, année de la détermination, de l’efficacité, des résultats. Et j’aurai l’occasion dans les semaines qui viennent de vous dire comment notre Nation relèvera ces défis.

Mes chers compatriotes, l’action n’est pas une option. L’action est notre devoir pour les générations futures. Voilà pourquoi je serai inlassablement du côté de ceux qui agissent au service du pays et jamais de ceux qui, refusant de vous dire la réalité pour justifier de ne rien faire, à la fin nous affaiblissent. Jamais du côté de ceux qui privilégient, les calculs électoraux, les petits arrangements ou leurs intérêts personnels.

Nous devons donc continuer ce réarmement de la Nation face au dérèglement du monde. Car la force de caractère est la vertu des temps difficiles.

2024 sera aussi une année de choix décisifs.

Nous aurons à faire le choix d’une Europe plus forte, plus souveraine, à la lumière de l’héritage de Jacques Delors. Une Europe qui œuvre à la paix au Proche-Orient et sur notre propre continent, en continuant à soutenir le peuple ukrainien et avec lui, notre sécurité, notre liberté, nos valeurs.

Vous aurez au mois de juin prochain à vous prononcer sur la poursuite de ce réarmement de notre souveraineté européenne face aux périls : arrêter la Russie et soutenir les Ukrainiens ou céder aux puissances autoritaires en Ukraine ; continuer l’Europe ou la bloquer ; poursuivre la transition écologique et productive ou revenir en arrière ; affirmer la force des démocraties libérales ou céder aux mensonges qui sèment le chaos.

2024 sera enfin l’année de nos fiertés françaises. Fierté pour ces milliers de compagnons, d’artisans, d’entrepreneurs qui ont pris part au magnifique chantier pour rebâtir Notre-Dame-de-Paris dont la flèche s’élance à nouveau vers le ciel et coiffe une cathédrale qui rouvrira le 8 décembre prochain.

Nous sommes une Nation de compagnons de bâtisseurs, capable, quand elle s’unit, de résister, de se relever. Oui, en cinq années, comme promis, nous aurons rebâti la cathédrale et accompli l’impossible.

Nous sommes cette Nation qui, lorsqu’elle est fière d’elle-même, porte toujours un espoir universel.

2024, nous célèbrerons aussi notre Histoire. 80 ans après 1944, nous serons fiers de notre passé, de nos héros aux destins mêlés. Soldats des armées alliées, mais aussi Français de naissance ou de préférence, Français et étrangers de la Résistance. Tous en lutte pour que soit libérée une France fidèle à l’esprit des Lumières, et à l’esprit de notre Révolution.

2024 sera une année de fierté de la langue française. Après avoir restauré le château de Villers-Cotterêts et y avoir créé la Cité internationale de la langue française, nous y accueillerons dans quelques mois le monde de la Francophonie.

2024 sera aussi une année de fierté française, sportive, puisque les Jeux Olympiques et Paralympiques seront, chez nous, en France, et ainsi comme chez eux, en métropole comme dans nos outre-mer.

Nous serons fiers de nos athlètes, de nos artistes, de nos paysages, de cette fête populaire, permise par des milliers de bénévoles, bâtissant aussi pour notre Nation un héritage sportif. Par notre engagement à tous qui commencera dès demain.

Oui, 2024 sera vous l’avez compris un millésime français. Parce que c’est une fois par décennie que l’on commémore avec cette ampleur notre Libération. C’est une fois par siècle que l’on accueille les Jeux Olympiques et Paralympiques. Et c’est une fois par millénaire que l’on rebâtit une cathédrale. C’est une fois par génération que le destin de la suivante se joue comme sans doute il se joue maintenant.

2024, année de détermination, de choix, de régénération, de fierté. Au fond, une année d’espérance.

Oui, cette année, beaucoup de notre avenir se détermine. Alors, à nous de faire ensemble. A nous de choisir plutôt que de subir, à nous de tracer la route plutôt que de suivre.

Et notre Histoire toute entière nous enseigne que la volonté de quelques-uns peut abattre toutes les fatalités. Alors à nous de faire, oui, d’agir ensemble, de continuer de dépasser les clivages, les corporatismes, car il y a en notre peuple les ressorts profonds pour relever ces défis.

Mes chers compatriotes, je vous souhaite une très belle et une très heureuse année 2024.

Pour que la France puisse s’unir, agir et resplendir. Qu’elle soit digne de l’« indéfinissable splendeur de ceux qui sont destinés aux grandes entreprises », parce que c’est nous.

Vive la République.

Vive la France.

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