Número de estrangeiros em Portugal duplicou em 10 anos

Número de estrangeiros em Portugal duplicou em 10 anos – Pordata

 

O número de estrangeiros em 2022 em Portugal era de 800 mil, o dobro de há 10 anos, um em cada três vive em risco de pobreza e já foi atribuída nacionalidade a meio milhão nos últimos 15 anos.

Num retrato da “população estrangeira e dos fluxos migratórios em Portugal”, por ocasião do Dia Internacional das Migrações que se assinala hoje, dia 18, a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, procurou avaliar o número e as condições de vida dos imigrante ou a evolução das concessões de nacionalidade e de títulos de residência.

O estudo concluiu que 76% dos estrangeiros são originários de países extracomunitários, com uma taxa de desemprego mais do dobro da média nacional, ganhando, em 2021, uma estimativa de “menos 94€ mensais do que a média nacional”.

Só em 2022, “entraram em Portugal 118 mil imigrantes, o valor mais alto desde que há registo”, tendo saído 31 mil para fora, “menos 23 mil (- 43%) do que o registado no ano marcado pelo maior número de saídas, em 2013”.

No ano passado, viviam em Portugal 798.480 cidadãos estrangeiros em situação legal ou em regularização pelos serviços, representando 7,6% do total da população.

“Nos últimos 15 anos, a nacionalidade portuguesa foi atribuída a cerca de meio milhão de estrangeiros (468.665), residentes e não residentes em Portugal”, refere o Pordata, salientando que essa concessão foi dada maioritariamente a cidadãos não residentes no país nos últimos dois anos e, em 2022, um terço das atribuições de nacionalidade destinaram-se a descendentes de judeus sefarditas portugueses.

O número de imigrantes diminuiu entre 2010 e 2015 mas, desde então tem havido um aumento muito grande e, como exemplo, entre 2018 e 2019, o crescimento foi de mais de 110 mil estrangeiros.

“Em comparação com a população portuguesa, a população estrangeira em Portugal tem uma proporção superior de homens e é mais jovem”, com uma idade mediana de 37 anos, menos sete que os valores dos portugueses.

“As nacionalidades mais representativas em Portugal são a brasileira (29,3%), britânica (6%), cabo-verdiana (4,9%), italiana (4,4%), indiana (4,3%) e romena (4,1%)”, pode ler-se no relatório do Pordata.

Este aumento da população estrangeira reflete-se no sistema de ensino, com o número de imigrantes inscritos a duplicar em cinco anos, passando para 105.955 no ano letivo de 2021/22.

No 1.º ciclo, uma em cada 10 crianças é estrangeira e um terço dos doutorandos é imigrante.

No plano laboral, segundo o Eurostat, citado pelo Pordata mais de terço têm contrato de trabalho temporário (a média é de 16% entre os trabalhadores portugueses) e Portugal é o quarto país da União Europeia com maior precariedade laboral entre os estrangeiros.

No que respeita à pobreza ou exclusão social, 31% dos estrangeiros residentes em Portugal estão nesse patamar, 11 pontos acima da média da população portuguesa, com esse problema a ser particularmente sentido entre quem vem de fora da Europa (34%).

“Desde 2019 que o número de imigrantes é três vezes maior do que o de emigrantes, contribuindo para os saldos migratórios positivos”, mas o número de emigrantes continua a ser relevante, refere o Pordata, que faz também uma análise do tema.

“Em 2022, saíram de Portugal 31 mil emigrantes, menos 23 mil do que o registado no ano marcado pelo maior número de saídas, em 2013” e, entre o perfil, destaca-se o facto de dois terços serem homens, com quase metade (47,6%) com o ensino superior.

Entre os que saíram no ano passado, 51% foram para outro Estado-membro e, numa análise aos anos anteriores, o Pordata concluiu que “em 2016, 2018, 2019 e 2021, saíram mais emigrantes com ensino superior do que com o ensino básico”.

Alfa/ com Lusa

Ligue 1. Lille de Paulo Fonseca empata com Paris SG no último lance do jogo (90+4′)

O Lille recebeu e empatou com o PSG em duelo da 16ª jornada da Ligue 1. Jonathan David no último lance do jogo (90+4′), conseguiu atirar para o fundo das redes, fazendo o 1-1.

Os parisienses tinham chegado à vantagem aos 66 minutos, através da marcação de uma grande penalidade convertida por Mbappé.

Vitinha e Danilo foram titulares no PSG, Tiago Santos entrou no Lille na segunda parte.

Com este resultado, o PSG soma 37 pontos, alarga para cinco, a vantagem sobre o Nice 32, ao passo que o Lille, segura o quarto lugar, agora com 28 pontos, os mesmos que o Brest e fica mais perto do terceiro posto, ocupado pelo Mónaco, com 30.

Golo madrugador de Tengstedt vale vitória ao Benfica em Braga

O Benfica subiu hoje provisoriamente à liderança da I Liga de futebol, ao impor-se por 0-1 na visita ao quarto classificado Sporting de Braga, em jogo da 14ª jornada, na véspera do clássico entre Sporting e FC Porto.

O golo de Tengstedt, aos três minutos, permitiu aos ‘encarnados’ regressarem aos triunfos, após dois empates nas rondas anteriores, e isolarem-se, à condição, no primeiro lugar, com 33 pontos, mais dois do que Sporting e FC Porto, que se defrontam na segunda-feira.

Já o Sporting de Braga mantém-se na quarta posição da I Liga, com 29 pontos, vendo interrompida uma série de quatro vitórias consecutivas para o campeonato e sofrendo apenas a segunda derrota em casa esta época.

 

Resultados da 14ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 15 dez:

Farense – Estrela da Amadora, 0-0

 

– Sábado, 16 dez:

Rio Ave – Vizela, 1-1 (0-0)

Arouca – Gil Vicente, 3-0 (1-0)

Boavista – Vitória de Guimarães, 1-1 (0-1)

 

– Domingo, 17 dez:

Desportivo de Chaves – Casa Pia, 1-3 (1-2)

Moreirense – Portimonense, 5-2 (2-1)

Famalicão – Estoril Praia, 1-1 (1-1)

Sporting de Braga – Benfica, 0-1 (0-1)

 

– Segunda-feira, 18 dez:

Sporting – FC Porto, 21:15

 

Com Agência Lusa.

PS/Portugal. Só votaram 22 militantes em Paris. « Agora é preciso humildade e muita energia » – Deputada Nathalie de Oliveira

Eleições para secretário-geral do Partido Socialista português. Pedro Nuno Santos venceu com 62% dos votos.

Na secção Paris/île de France apenas participaram na votação 22 militantes, tendo 14 votado em José Luís Carneiro, 5 em Daniel Adrião e 3 em Pedro Nuno Santos.

Ao contrário, a secção do Partido Socialista de Metz, « bastião » da deputada socialista pelo círculo da Europa, Nathalie de Oliveira, votou quase por unanimidade em Pedro Nuno Santos – apenas 2 militantes votaram em José Luís Carneiro.

Dos 122 militantes inscritos na Secção de Metz,  94 votaram nestas diretas para a votação interna no PS.

No geral, nas secções em França do PS português a afluência às urnas foi fraquíssima e mesmo nula. Por exemplo, em Lyon, ninguém votou, segundo informa Carlos Pereira, diretor do Lusojornal.

Ouça aqui a entrevista da deputada Nathalie de Oliveira, neste domingo, no programa Passagem de Nível.

Entrevista de Artur Silva:

 

 

 

 

Portugal. Pedro Nuno Santos é o novo líder do PS. Costa e Carneiro já o felicitaram

Alfa

Pedro Nuno Santos é o novo secretário-geral do Partido Socialista português. António Costa e José Luís Carneiro felicitaram-no ainda antes de serem conhecidos os resultados provisórios das eleições diretas internas.

O novo líder socialista alcançou 62% dos votos contra o seu principal rival que obteve 36%, segundo os resultados provisórios divulgados esta noite pela PS.

Com efeito, Pedro Nuno Santos foi eleito secretário-geral do PS, com 24.080 votos, correspondentes a 62%, nas eleições diretas realizadas na sexta-feira e hoje, sábado.

José Luís Carneiro foi o segundo mais votado, com 14.868 votos (36%), e Daniel Adrião ficou em terceiro lugar, com 382 votos (1%), anunciou o presidente da Comissão Organizadora do Congresso do PS, Pedro do Carmo, na sede nacional deste partido, em Lisboa.

O candidato à liderança do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, fala aos jornalistas durante uma declaração politica após as eleições diretas para a escolha do novo secretário-geral do partido, Lisboa, 16 de dezembro 2023. MIGUEL A. LOPES/LUSA

Depois de conhecidos os resultados, Pedro Nuno Santos disse estar confiante na unidade, elogiou António Costa e disse que o partido é exemplo de estabilidade. 

Leia aqui um resumo do discurso do novo líder do PS, através de um despacho da agência Lusa:

« O secretário-geral eleito do PS, Pedro Nuno Santos, manifestou-se hoje confiante na unidade do seu partido para as legislativas, apontando-o como exemplo de estabilidade por ter na sua história apenas nove líderes contra 19 do PPD/PSD.

Pedro Nuno Santos falava a seguir à proclamação dos resultados oficiais das eleições para o cargo de secretário-geral do PS, que se realizaram entre sexta-feira e sábado, em que derrotou as candidaturas de José Luís Carneiro e de Daniel Adrião.

Em relação aos resultados das eleições diretas para o cargo de secretário-geral do PS, o novo líder dos socialistas cumprimentou « os camaradas » de partido que “foram circunstancialmente” seus adversários, José Luís Carneiro e Daniel Adrião, elogiando o contributo que deram para o debate interno.

“Contamos com eles para a unidade. No PS, fazemos confrontos internos, mas terminados ficamos unidos. Somos um partido inteiro. O PS sempre teve essa capacidade de se unir”, sustentou.

Neste ponto, assinalou que o PS, desde a sua fundação, em 1973, apenas teve nove líderes até hoje, enquanto o PPD, fundado em 1974, já teve 19 presidentes.

“É essa que estabilidade que nos caracteriza que também projetamos para o país”, defendeu.

Na parte inicial da sua intervenção, o novo líder do PS também recebeu uma prolongada salva de palmas quando evocou Mário Soares, fundador e primeiro secretário-geral do PS, que em 2024 faria 100 anos, dizendo: “É o nosso maior”.

Além da questão da unidade interna, depois da referência a Mário Soares, afirmou ter “orgulho” no legado do primeiro-ministro, António Costa, referindo que esteve com a sua liderança “do primeiro até ao último dia”. Recebeu então uma prolongada salva de palmas por parte dos seus apoiantes. »

 

 

Desporto Associativo – 16 Dezembro 2023

Um programa de Sousa Gomes. O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque.

Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão à 1h, na noite de segunda para terça-feira).

Ouça aqui:

 

Foto. Sousa Gomes – Desporto Associativo / Rádio Alfa

 

Programa PNAID apoiou 155 milhões de euros de investimento da diáspora em Portugal

Programa PNAID apoiou 155 ME de investimento da diáspora em Portugal

O Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora (PNAID) apoiou o investimento de 155 milhões de euros no país, revelou hoje, dia 15 o secretário de Estado das Comunidades.

“O PNAID é fundamental como medida central do Governo para atrair investimento. Temos 277 estatutos de investidor e 155 milhões de investimento realizado no nosso país, mas queremos fazer mais e olhar para o futuro”, afirmou Paulo Cafôfo na sessão de encerramento da segunda edição dos Encontros do PNAID, que se realizam em Viana do Castelo.

O governante identificou a “importância das comunidades” para Portugal como uma matéria “onde tem de haver consenso nacional”, esperando que o Governo saído das eleições antecipadas de março do próximo ano mantenha os planos definidos para 2024, nomeadamente a realização do primeiro congresso mundial de associações portuguesas no mundo.

“Não há futuro para Portugal se não houver interligação e intermediação com a diáspora portuguesa”, disse.

A secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira, assinalou também que o PNAID tem “resultados expressivos e, independentemente do Governo que se segue, deve ter continuidade”.

De acordo com a governante, o programa apoiou 135 projetos e envolveu “155 milhões de euros de investimento, muitos através de fundos europeus de programas regionais”.

“O PNAID é dirigido especificamente aos nossos emigrantes e lusodescendentes, cruza diferentes tipos de apoio e medidas e um é instrumento de desenvolvimento e coesão territorial”, sustentou.

Isabel Ferreira defendeu o apoio ao investimento da diáspora em Portugal como forma de “resposta ao desafio demográfico e desenvolvimento sustentável nas regiões” nacionais.

A diáspora, disse, é “um ponto central na missão da coesão territorial”.

Os Encontros do PNAID, o maior evento de investimento da diáspora, contaram com cerca de 700 participantes.

Dirigido a cidadãos portugueses residentes fora de Portugal que pretendem investir no país ou expandir o seu negócio, o encontro visa “promover o investimento da diáspora, fomentar as exportações, apoiar a internacionalização dos negócios locais e contribuir para a coesão territorial através do potencial empreendedor das comunidades portuguesas”.

“É o momento para conhecer as políticas, programas, prioridades e oportunidades de investimento em Portugal”, de acordo com a página do PNAID (Ministério dos Negócios Estrangeiros).

Trata-se de uma iniciativa conjunta do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e da secretária de Estado do Desenvolvimento Regional.

A segunda edição é organizada pelo município de Viana do Castelo, em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, tendo como temas em destaque a « Economia Azul, Energias Renováveis e Sustentabilidade » e « Agenda Cultural, Património e Ciência ».

Alfa/ com Lusa

Acesso gratuito ao SNS pelos emigrantes. Governo recuou mas isso não esconde a discriminação. Opinião

Daniel Ribeiro

Foi o que popularmente se chama uma enorme canilada (do Governo).

O Governo anunciou que, a partir de janeiro de 2024, os emigrantes portugueses passariam a ser classificados como inativos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que, a partir dessa data, teriam de pagar o atendimento num serviço que, afinal, foi criado para TODOS os portugueses a ele terem acesso gratuito.

Num SNS envolvido em pleno numa grande polémica devido à CUNHA para um tratamento de quatro milhões de euros a duas gémeas luso-brasileiras, a notícia caiu como uma bomba.

Os emigrantes protestaram de imediato porque a sua discriminação em relação aos outros portugueses era uma evidente injustiça.

Perante os protestos, o Governo recuou de imediato e anunciou oficialmente que, afinal, os « emigrantes portugueses continuarão a ter pleno acesso ao SNS ».

Tudo isto acaba de acontecer em período de campanha para eleições antecipadas, mas a primeira decisão do Governo é de uma gravidade extrema.

Discriminar portugueses, seja no que for, no caso no acesso a tratamentos de saúde por emigrantes, é incrível, inaceitável e uma grande injustiça. É impensável.

 

 

Eleições no PS português, Revolução dos Cravos, ensino do português… sumário do Passagem de Nível de 17/12

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 17 Dezembro 2023. Das 12h às 14h. 

–Eleições directas internas para a sucessão de António Costa no cargo de secretário-geral do Partido Socialista Português (PS) dias 15 e 16 de dezembro. Resultados e reacções.

–Concurso escolar 2024 da ADEPBA, para os alunos de Português de todos os graus de ensino em França. O tema é “Revolução dos Cravos – 25 de abril 1974”
Convidado: António Oliveira, secretário-geral da ADEPBA

-A situação do Ensino Português no Estrangeiro (EPE)
Convidada: Teresa Duarte Soares, secretária-geral do Sindicato dos Professores da
Comunidades Lusófonas (SPCL)

-Balanço da eleição para o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) e a situação do Ensino de Português na área consular de Estrasburgo
Convidado: Rui Ribeiro Barata, conselheiro das comunidades portuguesas

–Bevinda em concerto dia 20 de dezembro no Festival Bacchus & Cies (Bésançon) e nos primeiros meses de 2024, espectáculos na região parisiense

-Último encontro mensal, deste ano, da Associação Gaivota, dia 17 de dezembro às 16h00 no Château Lorenz (Bry-sur-Marne), com a fadista Cláudia Costa
Convidada: Maria-José Henriques, presidente da associação Gaivota

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Artur Silva - Passagem de NÍvel
Podcast – Passagem de Nível

Programa com redifusão na noite de 3ª para 4a feira, entre as 0h00 e as 2h00