CGT francesa diz-se solidária com greves em Portugal

Foto de abertura – CGTP

CGT francesa diz-se solidária com greves em Portugal

 

Alfa/com Lusa
linkedin sharing buttonwhatsapp sharing buttonO líder da central sindical francesa CGT, Philippe Martinez, mostrou-se hoje solidário com as greves em Portugal, afirmando que os sindicatos devem fazer um esforço maior para federar as lutas por melhores salários em toda a Europa.

« Estamos completamente solidários [com as greves em Portugal] e precisamos de refletir, dentro do movimento sindical, a forma como podemos federar ainda mais todas estas lutas na Europa, especialmente no que diz respeito aos salários », afirmou o líder da CGT (Confederação Geral de Trabalhadores), em declarações à agência Lusa.

A CGT, juntamente com mais 12 centrais sindicais em França, cumpre hoje mais um dia de protestos contra a reforma do sistema de pensões que visa aumentar a idade da reforma para 64 anos, entre outas medidas. Neste dia de luta, que trouxe às ruas de França milhares de pessoas, Philippe Martinez disse não esquecer a luta dos trabalhadores portugueses.

« Temos muita atenção ao que se passa em Portugal e noutros sítios, mas temos muito boas relações com a CGTP e já pude ir várias vezes a Portugal. Esta luta em Portugal por melhores salários está muito próxima do que fazemos aqui em França, porque por detrás desta luta contra a reforma das pensões, há a questão do poder de compra, e nós continuamos a lutar contra isso », declarou Martinez.

Em Portugal, decorre hoje mais um dia mobilização dos professores, organizado pela Fenprof, mas conta também com a participação da Federação Nacional de Educação (FNE) e outras sete organizações sindicais. Também os trabalhadores da CP e da IP cumprem mais um dia de greve, com a suspensão de 152 comboios.

Portugal vence na Polónia (3-65) e assegura meias-finais do Championship de râguebi

Num encontro onde os dois pontas portugueses foram absolutamente ‘demolidores’, com um ‘póquer’ de ensaios cada, Rodrigo Marta (14, 42, 47 e 79 minutos) e Vincent Pinto (20, 49, 65, 69), a Rugby Europe elegeu Mike Tadjer como homem do jogo.

 

O talonador do Perpignan foi o responsável pela consistência do ‘pack’ avançado e a seleção ressentiu-se da sua saída, especialmente nos alinhamentos com introdução portuguesa, ficando a dever a si mesma mais alguns ensaios e uma diferença ainda maior no marcador.

O selecionador de Portugal, Patrice Lagisquet, afirmou antes do encontro que os ‘lobos’ tinham de ir a Gdynia mostrar que estão noutro nível e Samuel Marques (02) apontou o caminho com o primeiro ensaio.

Os toques de meta sucederam-se a partir desse momento e, para além do médio de formação e dos ‘póqueres’ de Marta e Pinto, também Jerónimo Portela (28) e Mike Tadjer (38) deixaram a sua marca no encontro.

Portugal conseguiu, desta forma, um resultado melhor do que a Roménia (67-27) frente ao mesmo rival e ‘obriga’ o adversário da próxima semana a vencer hoje a Bélgica por pelo menos 60 pontos, se quiser chegar a Lisboa em vantagem no ‘goal average’.

Uma tarefa que podia ser ainda mais complicada para os ‘carvalhos’ se os ‘lobos’ tivessem mantido sempre o mesmo ritmo ofensivo na Polónia e não tivessem entrado, entre os 49 e os 65 minutos, no jogo quezilento e de constantes paragens, que convinha aos polacos, sem somar qualquer ponto.

Mais do que o resultado volumoso, a seleção traz da Polónia algumas lições para a semana de preparação para o jogo com a Roménia que venceu na Bélgica por, 5-49.

 

 

Jogo no Narodowy Stadion Rugby, em Gdynia.

Polónia – Portugal, 3-65.

Ao intervalo: 3-29.

Sob arbitragem do irlandês Andrew Cole, as equipas alinharam:

 

– Polónia: Quentin Cieslinski, Dominik Mohyla, Sylwester Gaska, Michal Kruzycki, Max Loboda, Kacper Palamarczuk, Siokivaha Taufui, Piotr Zeszutek, Sean Cole, Wojciech Piotrowicz, Grzegorz Szczepanski, Daniel Dula, Peter Hudson, Tomasz Pozniak e Ross Cooke.

Jogaram ainda: Jakub Burek, Jake Wisniewski, Thomas Fidler, Arkadiusz Janeczko, Arthur Klis, Dawid Plichta, Dawid Banaszek e Dominik Morycki.

Penalidades (1): Wojciech Piotrowicz (06).

Treinador: Christian Hitt

 

– Portugal: David Costa, Mike Tadjer, Diogo Hasse Ferreira, José Madeira, Martim Belo, David Wallis, Nicolas Martins, Thibault de Freitas, Samuel Marques, Jerónimo Portela, Rodrigo Marta, Tomás Appleton, José Lima, Vincent Pinto e Simão Bento.

Jogaram ainda: André Arrojado, Duarte Diniz, António Prim, Duarte Torgal, Manuel Picão, Pedro Lucas, Pedro Bettencourt e Nuno Sousa Guedes.

Ensaios (11): Samuel Marques (02), Rodrigo Marta (14, 42, 47, 79), Vincent Pinto (20, 49, 65, 69), Jerónimo Portela (28), Mike Tadjer (38).

Conversões (4): Samuel Marques (03, 21, 48, 50), Jerónimo Portela (80).

Treinador: Patrice Lagisquet

 

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Dawid Plichta (75).

 

Por disputar:

3ª jornada:

– Sábado, 18 fev:

Polónia – Bélgica, 21:15

– Domingo, 19 fev:

Portugal – Roménia, 16:00

Os dois primeiros classificados qualificam-se para as meias-finais.

 

 

Com Agência Lusa

 

 

Mais de 24 mil mortos no sismo na Turquia e Síria

Mais de 24 mil mortos no sismo na Turquia e Síria – último balanço provisório, às 9h, hora de Paris. Resgates continuam nos escombros, 120 horas depois do primeiro terramoto. 

 

Alfa/com Lusa (Adaptação Alfa)email sharing button
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whatsapp sharing buttonMais de 24 mil pessoas morreram em consequência do violento sismo que abalou na segunda-feira o sul da Turquia e a Síria, segundo balanços oficiais divulgados hoje.

De acordo com a Afad, organismo de socorro turco, 20.665 cadáveres foram, até agora, retirados dos escombros na Turquia, e 3.553 corpos foram contabilizados na Síria, indica um balanço também oficial.

Estes números elevam para 24.218 o total de mortos nos dois países atingidos por um terramoto de magnitude 7,8 na escala de Richter, a que se seguiram várias réplicas, uma das quais de magnitude 7,5.

Equipas de emergência resgataram hoje várias pessoas que estiveram soterradas sob escombros, em diferentes cidades da Turquia, durante mais de 120 horas.

Masallah Çiçek, uma mulher de 55 anos, foi resgatada com vida esta madrugada das ruínas do seu apartamento em Diyarbakir, no sudeste da Turquia, 122 horas após o terremoto.

A agência de notícias oficial turca Anadolu disse que a mulher estava ferida e foi hospitalizada, enquanto as equipas de resgate continuaram os trabalhos em busca de um outro possível sobrevivente sob os escombros do mesmo prédio.

Outro resgate foi transmitido ao vivo pelos canais de televisão turcos de madrugada, quando uma outra mulher, Violet Tabak, de 70 anos, foi retirada com vida de um prédio desabado em Kahramanmaras, no sul do país, 121 horas após o sismo.

No entanto, as esperanças de encontrar mais sobreviventes vão diminuindo a cada minuto que passa e os trabalhos de resgate já pararam em algumas áreas, com as equipas a começarem a remover os escombros.

A Afad, sob a tutela do Ministério do Interior da Turquia, indicou que cerca de 160 mil membros de equipas de busca e salvamento – incluindo equipas internacionais e ONG – estão a trabalhar nas áreas afetadas.

A equipa portuguesa de 53 elementos enviada para a Turquia já está a operar nas missões de busca e salvamento no país, avançou na sexta-feira o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.

O subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários e Coordenador de Socorro de Emergência, Martin Griffiths, anunciou hoje uma doação especial de 25 milhões de dólares (23,3 milhões de euros) para reforçar os esforços de socorro na Síria.

Os recursos, provenientes do Fundo Central de Resposta a Emergências das Nações Unidas, vão tentar responder às necessidades mais urgentes das centenas de milhares de pessoas afetadas pelos terremotos, disse a ONU num comunicado.

Griffiths está em Gaziantep, no sul da Turquia, e desloca-se no domingo a Aleppo, no noroeste da Síria.

O Governo sírio anunciou na sexta-feira que vai aceitar ajuda internacional que será enviada para zonas controladas por forças rebeldes a partir de áreas sob o seu controlo.

Portugal. Ensino Superior. Contingente especial para lusodescendentes alargado à 2a fase de candidatura

Contingente especial para lusodescendentes alargado à 2a fase de candidatura

 

Um comunicado da associção de Cap Magellan: 

O governo português acaba de anunciar que, para o próximo ano lectivo, o contingente especial de acesso ao ensino superior reservado a lusodescendentes vai estender-se à segunda fase de candidaturas. As universidades e politécnicos passam a ter que bloquear 3.5% das suas vagas na segunda fase de candidaturas.

Até aqui, o contingente especial de 7% de vagas só existia na primeira fase de candidaturas no acesso ao ensino superior. É agora completado por um contingente de 3.5% de vagas na segunda fase de candidaturas.

A Cap Magellan fica satisfeita com este anúncio que vai no sentido dos pedidos feitos pela associação junto das autoridades portuguesas com o objetivo de facilitar a inscrição dos lusodescendentes nas instituições de ensino superior em Portugal.

Assim, nos Estados gerais da Lusodescendência « Trabalhar juntos », organizados em Paris a 28 e 29 de janeiro de 2023, a Cap Magellan tinha convidado a Direção geral do Ensino Superior e a agência nacional Erasmus Mais a apresentar o contingente especial de 7%, insistindo tanto a/ na complexidade das diferentes fases de inscrição como b/ na quantidade de pessoas que beneficiaram desse acesso e c/no alargamento da quota reservada a lusodescendentes à segunda fase de candidaturas.

A Cap Magellan vai continuar o seu trabalho de divulgação da informação, em Franca, junto do público alvo, com o objetivo de aumentar o número de beneficiários (cerca de 700 em 2022 nos 3500 lugares disponíveis), sensibilizando também as autoridades portuguesas ligadas aos negócios estrangeiros (Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, DGACCP), à Juventude (Secretaria de Estado da Juventude e Desporto, IPDJ) e ao Ensino Superior (Secretaria de Estado do Ensino Superior, DGES, Erasmus+), para além dos deputados portugueses eleitos pelo círculo Europa, Paulo Pisco e Nathalie de Oliveira.

Maria Beatriz Rocha Trindade homenageada em Paris. Destaques do Passagem de Nível de 12/02

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo, 12 de Fevereiro. Das 12h00 às 14h00

Temas em destaque:

-Modificação do cálculo das pensões de reforma, as mulheres vão ser as mais prejudicadas, obrigadas a trabalharem mais anos e sem um montante consequente de pensões para viver condignamente.
Convidada: Julie Ferrua, co-secretária nacional da Union Syndicale Solidaires

-Livro: “De Mai 68 au Mouvement de Libération des Femmes (MLF) », Editions du Croquant
Convidada: Monique Dental, do Réseau Féministe “Ruptures”, que co-dirigiu a publicação.

-A Mairie de Paris vai homenagear no dia 17 de Fevereiro Maria Beatriz Rocha Trindade, professora catedrática, autora da obra mais extensa sobre a temática da emigração.
Convidado: Manuel Dias, um dos impulsionadores da homenagem e co-fundador do Comité Aristides Sousa Mendes

-Ensino da Língua Portuguesa em França: Estão abertas as inscrições na Secção Internacional de Português no Collège La Nacelle, em Corbeil-Essonnes, e uma manhã porta abertas está agendada para o sábado 11 de Março.
Convidados:
Etienne Galand, director do Collège La Nacelle
Vanessa Carvalho, professora e responsável da Secção Internacional Portuguesa no Colégio

-Ajuda humanitária às populações do Norte de Moçambique, região do Cabo Delgado: centenas de milhares de pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas vítimas de ataques terroristas.
Convidado: Kevin Goldberg, director-geral da ONG Solidarités International, que se encontra actualmente no Norte de Moçambique.

-Teatro musical: “Saudade Ici et Là-bas”, representação da peça no Théâtre Silvia Monfort, em Saint-Brice-sous-Forêt (95), 6ª feira dia 17 Fevereiro às 20h00.
Conviadados:
Isabel Ribeiro, actriz e autora da peça
Dan Inger dos Santos, actor, autor, compositor e intérprete

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Programa com redifusão na noite de 4ª para 5a feira, entre as 0h00 e as 2h00

Portugal/Igreja católica. Anunciada redução dos custos com visita do Papa durante a JMJ

Alfa

Valor do altar-palco principal da JMJ, junto ao Rio Tejo, reduzido para 2,9 milhões de euros. Câmara anuncia redução dos custos com a visita do Papa Francisco para a Jornada, que provocaram forte polémica. 

Finalmente, o altar-palco do Parque Tejo, onde vai decorrer o encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) vai ter quase metade da altura e da capacidade em relação ao que estave previsto.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que também anunciou que o altar do Parque Eduardo VII, em Lisboa, vai custar cerca de 450 mil euros que vão ser suportados pela Fundação JMJ (Igreja católica).

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whatsapp sharing buttonSegundo informa a agência Lusa, o custo do altar-palco da JMJ em Lisboa foi reduzido de 4,2 milhões para 2,9 milhões de euros. A Câmara sublinha que “até 25 milhões” do investimento camarário no evento “ficarão na cidade”.
No Parque Tejo a despesa terá “uma redução substancial da altura do palco de 9 para 4 metros”, anunciou Moedas, avançando também que, em vez das 2 mil pessoas que estavam previstas para ficar lá sentadas, o altar-palco terá lugar para cerca de 1240 pessoas. A infraestrutura vai passar de 5.000 metros quadrados para 3.250.

“Temos uma redução de custos para o erário público de 1,7 milhões de euros”, disse Moedas em conferência de imprensa, afirmando que a revisão do investimento permite manter “a dignidade e a segurança de que o evento necessita e merece”.

Os custos da JMJ têm estado em destaque depois de ser conhecido que a construção do altar-palco do espaço do Parque Tejo foi adjudicada à Mota-Engil por 4,24 milhões de euros (mais IVA), somando-se a esse valor 1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura.

Os custos e os luxos previstos inicialmente com a JMJ provocaram forte polémica em Portugal.

Na conferência de imprensa de hoje, onde foram anunciadas as reduções de custos, foi muito notada a ausência de representantes do Governo e da Câmara de Loures, ambos também envolvidos na organização da JMJ.

Maqueta inicial para o altar-palco principal junto ao rio Tejo:

PSD quer alargar voto por correspondência aos emigrantes nas presidenciais e europeias

PSD quer alargar voto por correspondência aos emigrantes nas presidenciais e europeias. E propõe também um projeto-piloto de voto eletrónico, não vinculativo, nas próximas europeias para os residentes no estrangeiro.

 

facebook sharing buttonAlfa/ com DN Madeira e Lusa (adaptação Alfa)
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whatsapp sharing buttonO PSD vai insistir no alargamento da possibilidade de voto de correspondência para os emigrantes nas eleições presidenciais e europeias e propor um projeto-piloto de voto eletrónico, não vinculativo, nas próximas europeias para os residentes no estrangeiro.

Estes são os objetivos centrais de um projeto-lei que os sociais-democratas entregam hoje na Assembleia da República e que retoma, na parte do voto por correspondência, diplomas entregues em anteriores legislaturas.

No projeto-lei, a que a Lusa teve acesso, o PSD recorda que, na noite em que foi reeleito nas presidenciais de 2021, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu a necessidade de uma revisão legislativa antes de novas eleições, para passar a contemplar, nomeadamente, o voto por correspondência – uma possibilidade que já existe para os emigrantes nas eleições legislativas -, e salienta que esta é também “uma pretensão há muito sugerida pelas comunidades portuguesas no estrangeiro”.

“Consideramos que o direito de opção entre votar presencialmente ou por correspondência, atualmente consagrado na lei eleitoral para a Assembleia da República (…) por ser uma medida que potencia a participação eleitoral dos cidadãos portugueses residentes no estrangeiro, deve ser estendido, quer às eleições presidenciais, quer às eleições europeias”, propõe o PSD.

Na exposição de motivos, os sociais-democratas referem que a participação eleitoral dos cidadãos portugueses residentes no estrangeiro tem ficado “muito aquém do que é desejável”, tendo votado nas últimas presidenciais apenas 1,88% dos inscritos e nas europeias de 2019 somente 0,96% do universo total.

O partido salienta ainda que a alteração que introduziu esta possibilidade, em 2018 “por impulso do PSD” na Lei Eleitoral para a Assembleia da República, “veio aumentar, de sobremaneira, a participação eleitoral dos portugueses residentes no estrangeiro”.

No diploma agora apresentado, o PSD propõe ainda que o Governo promova “de forma permanente uma campanha de informação junto dos eleitores recenseados no estrangeiro relativamente ao modo como podem exercer, nos termos da lei eleitoral, o seu direito de opção entre votar presencialmente ou por correspondência”, “devendo criar para o efeito um portal na internet, sem prejuízo de outras formas de divulgação da informação”.

Nas últimas eleições legislativas, em janeiro de 2022, a votação no círculo da Europa teve de ser repetida, após o Tribunal Constitucional declarar a nulidade das eleições nestas assembleias, o que atrasou o arranque da XV e atual legislatura.

Nessa ocasião, mais de 157 mil votos dos eleitores do círculo da Europa foram anulados por, durante a contagem, terem sido misturados votos válidos com votos inválidos, não acompanhados de cópia do documento de identificação, como exige a lei.

No projeto-lei do PSD, propõe-se também que, nas eleições europeias de 2024, se implemente “um projeto-piloto não vinculativo de voto eletrónico não presencial para os eleitores residentes no estrangeiro”, obrigando o Governo a criar um portal para este efeito.

Este voto eletrónico (que por ser um projeto-piloto não dispensaria o exercício do direito de voto presencial ou por correspondência) passaria pela validação da identidade do eleitor através de um de quatro meios: através da Chave Móvel Digital; com o cartão de cidadão e respetivo código PIN, através do leitor do cartão de cidadão; através de código secreto e irrepetível remetido ou para o endereço de correio eletrónico; ou para o número de telemóvel registado no cartão de cidadão.

“Obriga-se a que, no momento da divulgação provisória dos resultados eleitorais após o encerramento das urnas, sejam divulgados também, com o mesmo nível de detalhe, o resultado dos votos contabilizados com o projeto-piloto”, refere o projeto do PSD, que pretende igualmente que o Governo envie ao parlamento um relatório detalhado sobre a experiência “identificando oportunidades de melhorias e as principais falhas ou constrangimentos identificados”.

No seu projeto de revisão constitucional, o PSD tem igualmente uma proposta para que a votação eletrónica seja possível em atos eleitorais e referendos.

Portugal. Ministério da Cultura assegura despesas de divulgação de « Ice Merchants » para os Óscares

Cinema português de animação. Ministério da Cultura de Portugal assegura despesas de divulgação de « Ice Merchants » para os Óscares

 

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twitter sharing buttonAlfa/ com Lusa (Adaptação Alfa)
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whatsapp sharing buttonO Ministério da Cultura vai assegurar as “despesas inerentes à representação e à promoção” do filme “Ice Merchants”, de João Gonzalez, na corrida aos Óscares, disse hoje à agência Lusa fonte da tutela de Pedro Adão e Silva.

“Não fazia sentido que tendo um filme sido nomeado para os Óscares – e apoiado pelo ICA [Instituto do Cinema e Audiovisual] na sua produção com 90.000 euros – não fosse igualmente apoiado nesta fase decisiva e que corresponde a um reconhecimento do mérito, em primeiro lugar, dos seus autores – em particular de João Gonzalez – mas também do cinema de animação português”, referiu o Ministério da Cultura.

Na quarta-feira, em entrevista à agência Lusa, o produtor Bruno Caetano disse que estava à procura de financiamento para divulgar o filme “Ice Merchants”, de João Gonzalez, nos Estados Unidos, nas semanas que faltam para a cerimónia dos Óscares, marcada para 12 de março.

“Estamos a tentar procurar apoio por parte de instituições portuguesas, do Estado português, ao mesmo tempo em que estamos a pedir apoios regionais que nos permitam investir mais na divulgação do filme durante o próximo mês e meio”, contou Bruno Caetano.

O produtor Bruno Caetano e o realizador João Gonzalez estarão, em breve, de partida para Los Angeles, Califórnia, para todo um trabalho de divulgação de “Ice Merchants”, que está nomeado para o Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Questionado hoje pela agência Lusa sobre se estaria previsto algum apoio, o Ministério da Cultura explicou que o ministro Pedro Adão e Silva “foi contactado diretamente, segunda-feira última, pelos produtores do filme ‘Ice Merchants’, e desde logo começou a trabalhar numa solução”.

“Na quarta-feira, teve uma reunião com o produtor e naturalmente que despesas inerentes à representação e à promoção nesta fase final dos Óscares serão assumidas pelos Ministério da Cultura”, referiu, sem especificar o valor das mesmas.

“Ice Merchants”, que tem feito um percurso premiado por festivais desde maio de 2022, quando se estreou e foi premiado em Cannes, foi produzido pela cooperativa portuguesa Cola Animation, em coprodução com França e Reino Unido.

O filme teve um orçamento de cerca de 100.000 euros e contou com distribuição internacional pela Agência da Curta-Metragem, que o colocou em festivais que os produtores consideraram importantes para o percurso fora de portas.

Bruno Caetano explicou que a distribuição do filme na América do Norte ficou a cargo da revista The New Yorker e foi ainda contratado um gestor de campanha para, dentro das regras impostas pela academia dos Óscares, dar a conhecer “Ice Merchants”.

“Agora chegamos a esta fase final da nomeação e estamos numa posição um bocado tramada. Nós somos uma cooperativa sem fins lucrativos, não somos uma empresa com lucro, estamos a lutar contra gigantes, de David contra Golias, em que não temos tesouraria para acompanhar a situação em que estamos”, lamentou Bruno Caetano.

Nas contas do produtor, já foram gastos cerca de 11.000 euros na divulgação e são precisos, “num mínimo olímpico”, cerca de 30.000 euros, “já contando com passagens aéreas e estadias” para estar em Los Angeles a promover o filme.

Segundo o Ministério da Cultura, Pedro Adão e Silva “está muito empenhado em que este filme continue o seu percurso de sucesso e reconhecimento público, testemunhado pelo facto de ter já sido premiado em diversos festivais e agora ter tido uma inédita nomeação para os Óscares”.

Para Bruno Caetano, “a animação portuguesa está no topo do mundo”.

“São poucos os países que têm filmes de animação com tantos prémios em tantos festivais de primeira categoria. Como é que nós, sendo o parente mais pobre, conseguimos fazer isto? Às vezes com muito esforço”, disse.

A cerimónia da 95.ª edição dos Óscares está marcada para 12 de março em Los Angeles, Califórnia.

Além de “Ice Merchants”, na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação estão também nomeados « The Boy, the Mole, the Fox and the Horse », de Charlie Mackesy e Matthew Freud, « The Flying Sailor », de Amanda Forbis e Wendy Tilby, « My Year of Dicks », de Sara Gunnarsdóttir, e « An Ostrich Told Me the World Is Fake and I Think I Believe It », de Lachlan Pendragon.

UE decide acelerar regresso de migrantes e dar fundos para proteger fronteiras

UE decide acelerar regresso de migrantes e dar fundos para proteger fronteiras

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Alfa/com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonA UE decidiu, na quinta-feira, tomar medidas para acelerar o regresso de migrantes em situação irregular e atribuir mais fundos para proteger as fronteiras externas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, salientou, numa conferência de imprensa no final da reunião, a necessidade de os países permanecerem unidos para alcançarem resultados.

A responsável explicou também as duas linhas de ação que a UE vai seguir: por um lado, progredir no sentido do Pacto Europeu sobre Migração e Asilo, em negociação há dois anos e meio, e por outro lado, avançar com medidas operacionais « que podem ser adotadas agora ».

« Identificámos um pacote de medidas a trabalhar para que possamos encontrar uma forma de controlar e gerir o fluxo migratório », disse o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

A migração foi colocada na agenda da cimeira para coincidir com o aumento dos fluxos migratórios através da rota dos Balcãs ocidentais e do Mediterrâneo central.

Além do aumento das chegadas de migrantes, os sistemas de acolhimento de muitos Estados-membros, como a Bélgica e os Países Baixos, foram esticados até ao limite depois de a UE ter recebido mais de quatro milhões de refugiados da Ucrânia em apenas um ano.

Outro fator de preocupação, especialmente para os países da Europa de Leste, é que os migrantes poderão ser novamente alvo de exploração, como o foram em 2021, quando a Bielorrússia facilitou a transferência de milhares de cidadãos sírios, afegãos e iraquianos para as fronteiras da Europa, numa tentativa de desestabilizar a UE.

Por estas razões, os líderes da UE aprovaram conclusões que encorajam a adoção de medidas operacionais para avançar nas questões mais urgentes, enquanto prosseguem as negociações sobre o Pacto Europeu sobre Migração e Asilo, documento que deverá estar concluído até 2024.

As conclusões sublinharam a chamada « dimensão externa » da migração, aspeto sobre o qual existe maior consenso a nível europeu, envolvendo a proteção das fronteiras externas, o regresso daqueles que não têm o direito de pedir proteção internacional e a cooperação com os países de origem.

Entre outros elementos, os 27 querem o financiamento de « medidas dos Estados-membros que contribuam diretamente para o controlo das fronteiras externas da União, tais como projetos-piloto de gestão de fronteiras, bem como para a melhoria do controlo das fronteiras em países-chave nas rotas de trânsito para a UE ».

Os Estados-membros pediram também a Bruxelas a mobilização imediata de fundos e meios para « ajudar os Estados-membros a reforçar as capacidades e as infraestruturas de proteção das fronteiras, os meios de vigilância, incluindo vigilância aérea, e o equipamento ».

Sporting de Braga elimina Benfica nos penáltis e segue na Taça de Portugal

O Sporting de Braga qualificou-se hoje, pela 19ª vez, para as meias-finais da Taça de Portugal de futebol, ao vencer o Benfica por 5-4 no desempate por grandes penalidades, após o empate 1-1 no final do prolongamento.

Os ‘encarnados’, recordistas de troféus (26), adiantaram-se por Gonçalo Guedes, aos 15 minutos, mas ficaram reduzidos a 10 elementos aos 31, por expulsão de Alexander Bah, pouco antes de o líbio Al Musrati repor a igualdade para os minhotos, aos 36.

Com a igualdade a subsistir até ao final do tempo regulamentar e, depois, do prolongamento, em que o Benfica ainda viu Morato também ser expulso, aos 120 minutos, o duelo acabou por ser decidido da marca do castigo máximo, com o norueguês Aursnes a ser o único a falhar um pontapé.

Nas meias-finais, que serão disputadas a duas mãos, o Sporting de Braga vai defrontar o Nacional, da II Liga, que hoje eliminou o Casa Pia, ao vencer por 5-2 no prolongamento.

A outra meia-final vai colocar frente a frente o FC Porto, detentor do troféu, e o Famalicão, que na quarta-feira bateram Académico de Viseu e BSAD, respetivamente.

 

Resultados dos quartos de final da Taça de Portugal de futebol, que na quarta e na quinta-feira:

Quartos de final:

– Quarta-feira, 08 fev:

(+) Famalicão (I) – B SAD (II), 4-1.

Académico de Viseu (II) – (+) FC Porto (I), 0-1.

 

– Quinta-feira, 09 fev:

Casa Pia (I) – (+) Nacional (II), 2-2, 2-5 após prolongamento.

(+) Sporting de Braga (I) – Benfica (I), 1-1 (5-4gp).

(+) Apurado para as meias-finais.

– Meias-finais (primeira mão de 25 a 27 de abril e segunda mão de 02 a 04 de maio):

FC Porto (I) – Famalicão (I).

Nacional (II) – Sporting de Braga (I).

– Final (04 de junho).

 

Com Agência Lusa.

 

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