« Sacar » foi a palavra mais pesquisada no dicionário Priberam em 2025

« Sacar » foi a palavra mais pesquisada no dicionário ‘online’ Priberam em 2025, sem ter relação direta com algum acontecimento marcante, mas muitas outras que refletiram a atualidade nacional e internacional, como indostânicos ou remissão, estiveram em destaque.

 

« A crise política em Portugal, desencadeada por uma ‘moção’ que provocou a demissão do governo e eleições legislativas, ou o ‘cessar-fogo’ em Gaza, cidade devastada pela ‘desnutrição’ que motivou uma ‘flotilha’ de apoio humanitário, são alguns dos eventos deste ano que influenciaram as pesquisas no Priberam » e que levaram à escolha de 24 palavras, feita com a Agência Lusa, que pelo nono ano consecutivo se juntou ao Priberam para selecionar as palavras mais pesquisadas e que ilustram o ano que está a terminar, esclarecem as duas entidades em comunicado.

As 24 palavras (duas por cada mês) que definiram o ano encontram-se disponíveis no ‘site’ oanoempalavras.pt, cada uma delas ilustrada com fotografias e notícias da Lusa sobre o evento em causa, e são apresentadas por ordem cronológica, de janeiro a dezembro, permitindo aceder diretamente ao significado de cada palavra no Dicionário Priberam e ao artigo da Lusa sobre a notícia que motivou as pesquisas.

« As palavras, ou às vezes apenas uma, são também uma maneira de olhar para o ano que nos acaba. A associação é instantânea e clara. Panteão recorda-nos Eça, moção a queda do Governo e as eleições, conclave o novo Papa, descarrilamento o elevador da Glória, cessar fogo a guerra em Gaza e até uma inusitada hérnia nos remete para um grave problema de Estado: a saúde do Presidente. Passámos por tudo isto e agora o ano aqui está, condensado em 24 palavras, sobre 24 magníficas fotografias, do melhor que a Lusa tem. É uma parceria conseguida – a das palavras, das fotos, e da Lusa com a Priberam », destacou a diretora de informação da Lusa, Luísa Meireles.

Carlos Amaral, diretor executivo da Priberam, comentou, por sua vez, que este projeto « mostra de que forma a língua acompanha a atualidade » e que, com « a colaboração da Lusa, na qualidade dos textos noticiosos e das imagens, as pesquisas no Dicionário Priberam ganham uma contextualização, permitindo identificar tendências, preocupações e curiosidades que marcam cada ano » e oferecendo « uma forma distinta de rever o ano no mundo que nos rodeia ».

De acordo com os promotores da iniciativa, o Ano em Palavras de 2025 oferece « uma visão plural do ano, cruzando política, diplomacia, cultura, arte, desporto, ciência, ambiente e temas sociais, compondo um retrato lexical, fotográfico e noticioso acessível ».

Scut e Panteão foram as palavras que marcaram janeiro, mês em que a agenda pública foi marcada pelo fim das portagens nas SCUT e a trasladação de Eça de Queirós para o Panteão Nacional.

As palavras que caracterizaram fevereiro foram terras raras e fumos negros, por causa do início das conversações entre a Ucrânia e os Estados Unidos sobre terras raras, e da homenagem do FC Porto ao ex-presidente Pinto da Costa, que morreu aos 87 anos.

Março foi definido pelas palavras tarifas e moção, devido à imposição do aumento de tarifas de importação, por Donald Trump, e à queda do Governo português, após o chumbo de uma moção de confiança.

Em abril, o Vaticano anunciou um conclave para eleger o sucessor do Papa Francisco, e um apagão deixou a Península Ibérica sem eletricidade durante várias horas, o que justificou que as palavras mais procuradas tenham sido precisamente conclave e apagão.

As palavras de maio foram convulsões e labirintite, a propósito das convulsões captadas pelo fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, que morreu aos 81 anos, e a labirintite do presidente do Brasil, Lula da Silva.

Em junho, as palavras eleitas foram selfie e atrocidade, por causa do episódio de um turista que danificou um quadro setecentista ao tentar tirar uma ‘selfie’ em Itália, e da crítica da ONU aos critérios aplicados a crimes de atrocidade.

Julho foi um mês marcado pelos vocábulos jota e talude, na sequência do acidente que vitimou os futebolistas Diogo Jota e André Silva e da demolição de barracas no Bairro do Talude Militar, que causaram forte impacto nacional.

Em agosto, o agravamento da desnutrição em Gaza e o incendiarismo responsável pelos fogos em Portugal dominaram as preocupações humanitárias e ambientais, ditando a escolha das palavras desnutrição e incendiarismo.

O trágico descarrilamento do elevador da Glória e as ações da flotilha Global Sumud fizeram com que descarrilamento e flotilha fossem as palavras em destaque no mês de setembro.

O acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas e a aprovação da lei que proíbe a burca em espaços públicos fizeram de cessar-fogo e burca as palavras de outubro.

Novembro foi o mês dos termos temperança e bambu, depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter evocado a temperança no cinquentenário do 25 de novembro e de um incêndio em Hong Kong ter demonstrado os riscos de andaimes de bambu.

Por fim, dezembro ficou marcado por hérnia e revelia, devido à notícia da hérnia encarcerada de Marcelo Rebelo de Sousa, assim como da condenação à revelia no Irão do cineasta premiado em Cannes 2025, Jafar Panahi.

Outras pesquisas que estiveram em destaque em 2025 no Priberam, e que refletem a atualidade, incluem indostânicos, remissão (do cancro da Princesa de Gales), pneumonia (do Papa Francisco), brutalista e napa (a propósito dos Óscares e do Festival da Canção), verificação (nas redes sociais), dobradinha (do Sporting no campeonato e na taça de Portugal), reprivatização (da TAP), hambúrguer e moderado (episódios da política nacional), supertufão (na Ásia), improcedente (humorista processada por sketch foi absolvida), megaoperação (da polícia do Rio de Janeiro contra grupo de crime organizado), surdolímpico (Portugal conquistou três medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze nos Jogos Surdolímpicos), tarefeiro (médicos tarefeiros e SNS) ou ainda greve geral.

Segundo o comunicado dos organizadores, o Dicionário Priberam incorporou perto de 5.000 novos vocábulos e locuções, mais de 6.000 sinónimos e de 300 antónimos, totalizando agora mais de 172.300 entradas e mais de 279.300 definições.

Brasil e Portugal continuam a ser os primeiros países na lista da proveniência das pesquisas, com a novidade de a China e Singapura passarem a ocupar o 3.º e 4.º lugares, à frente de Angola e Moçambique.

Os dispositivos móveis, em particular os baseados no sistema operativo Android, lideraram o número de acessos.

 

Com Agência Lusa.

Paris Saint-Germain condenado a pagar 61ME ao futebolista francês Kylian Mbappé

O Paris Saint-Germain foi hoje condenado pelo Tribunal do Trabalho de Paris a pagar quase 61 milhões de euros (ME) em bónus e salários em atraso ao futebolista Kylian Mbappé, referentes ao término do seu contrato em 2024.

Além do bónus e salários reclamados pelo internacional gaulês, de 26 anos, avaliados em cerca de 55 ME, o tribunal incluiu também o pagamento de férias, elevando o valor final para 61 ME, de acordo com cálculos feitos pelos advogados do avançado dos espanhóis do Real Madrid.

O tetracampeão francês defende que existiu um acordo verbal, estipulando que Mbappé sairia sem quaisquer custos, abdicando de parte dos valores devidos no final do seu contrato, para proteger a estabilidade financeira do clube, mas o extremo interpôs várias ações, com o tribunal a dar razão ao jogador dos ‘merengues’, que deixou de receber os salários e prémios referentes a abril, maio e junho de 2024.

“Mbappé cumpriu escrupulosamente as suas obrigações desportivas e contratuais durante sete anos, até ao último dia. Fez tudo o que estava ao seu alcance para evitar litígios, chegando ao ponto de retirar uma queixa de assédio num espírito de conciliação. No total, procurava o pagamento dos seus salários e bónus há mais de 18 meses”, afirmaram os seus representantes.

O tribunal impôs a execução provisória da sentença, o que significa que o emblema parisiense, no qual Mbappé alinhou durante sete temporadas, terá de pagar mesmo que recorra, o que é expectável.

O clube dos portugueses Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, que considerou o comportamento de Mbappé “desleal”, por saber a intenção do jogador de deixar o emblema após a época 2023/24, viu ainda todas as suas reivindicações, no total de 450 ME, rejeitadas pelos juízes.

O Paris Saint-Germain acusou Mbappé de incumprir um acordo assinado em agosto de 2023, que, supostamente, previa uma redução salarial caso deixasse o clube sem custos de transferência, um acordo que, segundo o clube, visava proteger a sua estabilidade financeira.

Segundo o clube, o jogador escondeu a sua decisão de não renovar o contrato durante quase 11 meses, de julho de 2022 a junho de 2023, impedindo a negociação de uma transferência, o que causou grandes prejuízos financeiros e levou os parisienses a acusá-lo de violar as obrigações contratuais e os princípios da boa-fé e da lealdade.

 

Com Agência Lusa.

Portugal exclui envio de militares para cenário de guerra

O ministro dos Negócios Estrangeiros afastou hoje o envio de portugueses para um cenário de guerra na Ucrânia, mas admitiu que Portugal possa integrar uma « força de paz » num contexto de um acordo com garantias de segurança.

« Portugueses, para um cenário de guerra não irão, isso é certo. Mas, se houver paz, não é a primeira vez que fazemos parte de forças de paz », disse Paulo Rangel, respondendo a uma pergunta do Chega durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

O governante destacou o trabalho « louvável » de militares portugueses na República Centro-Africana, integrados em missões das Nações Unidas e da União Europeia, ou o envolvimento de militares portugueses na Eslováquia e Roménia, no âmbito da NATO.

A participação portuguesa nas missões nestes dois países europeus, aliás, « é muito parecido com o que podem vir a pedir [a Portugal] para integrar futuramente na Ucrânia, se houver um tratado de paz ou um acordo que garanta níveis de segurança absolutamente indisputáveis », salientou o chefe da diplomacia.

Rangel admitiu outros tipos de cooperação, como « na retaguarda », exemplificando com a presença portuguesa nos Países Bálticos e Lituânia, e através da indústria de defesa.

 

Com Agência Lusa.

 

Grande Prémio de Portugal regressa ao Mundial de Fórmula 1 em 2027 e 2028

O Grande Prémio de Portugal vai voltar a integrar o Mundial de Fórmula 1, por dois anos seguidos, em 2027 e 2028, no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), anunciou hoje o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.

O acordo entre o Governo português e os promotores do campeonato foi assinado em Londres, mas a data da realização do Grande Prémio só vai ser conhecida em junho de 2026, quando for definido o calendário do Campeonato do Mundo de 2027, sendo previsível que integre a ‘temporada’ europeia, durante a primavera.

« Associamo-nos ao anúncio que está a ser feito em Londres a esta hora, que Portugal volta a integrar o calendário do Grande Prémio de Fórmula 1 já em 2027, no Autódromo Internacional do Algarve, e também está previsto que a prova regresse em 2028 », disso o ministro da tutela.

Estas vão ser as 19.ª e 20.ªs edições do Grande Prémio de Portugal, novamente no Algarve, depois das corridas iniciais, em 1958 e 1960, no circuito da Boavista, no Porto, a de 1959 em Monsanto, em Lisboa, e entre 1984 e 1996 no Autódromo do Estoril, em Cascais.

A Fórmula 1 regressou a Portugal em 2020, após 24 anos de ausência do Mundial, na sequência da reorganização dos calendários devido à pandemia de covid-19, para a primeira de duas edições em Portimão, que vai voltar ao Mundial.

O britânico Lewis Hamilton, sete vezes campeão do mundo, então na escuderia Mercedes, venceu as duas últimas corridas em solo luso.

Em 14 de agosto, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha revelado, durante a Festa do Pontal, do PSD, em Quarteira, que estava tudo encaminhado para o regresso do Grande Prémio de Portugal ao Algarve.

 

Com Agência Lusa.

Duas crianças, de três e cinco anos, morreram na sequência de uma violenta explosão

Duas crianças, de três e cinco anos, morreram na sequência de uma violenta explosão ocorrida ao final da tarde de segunda-feira, 15 de dezembro, num prédio em Trévoux, cidade nos arredores de Lyon, em França.

Segundo a imprensa portuguesa, o pai das crianças é natural de Cavez, no concelho de Cabeceiras de Basto. As crianças foram retiradas dos escombros em paragem cardiorrespiratória, mas infelizmente não sobreviveram.

O incidente ocorreu às 17h50, no rés-do-chão de um prédio residencial de quatro andares, devido a uma fuga de gás. A deflagração causou grandes danos na fachada e projetou detritos nas ruas, fragilizando a estrutura do edifício, que não chegou a desabar.

Cerca de 30 pessoas receberam assistência médica imediatamente, sendo quatro delas em estado grave. Cinquenta bombeiros, 36 veículos e equipas médicas e cinotécnicas foram mobilizados para o socorro. Um perímetro de segurança foi estabelecido, e a população foi instruída a evitar a área.

Duas escolas próximas sofreram danos materiais, mas não houve feridos. Os residentes desalojados, cerca de 50 pessoas, foram temporariamente acolhidos num ginásio. O plano de emergência municipal e uma célula de apoio médico-psicológico foram ativados para assistir os afetados.

O presidente da câmara de Trévoux, Marc Péchoux, destacou a solidariedade da comunidade face a esta situação dramática, enquanto as buscas por outras possíveis vítimas continuam.

Com Agências.

 FC Porto vence Estrela da Amadora e passará Natal na liderança isolada

O FC Porto assegurou hoje que irá passar o Natal na liderança isolada da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer em casa o Estrela da Amadora, por 3-1, no jogo que encerrou a 14ª jornada.

Samu, aos 17 minutos, de grande penalidade, Francisco Moura, aos 63, e Lopes Cabral, aos 73, na própria baliza, assinaram os golos do 13.º triunfo dos ‘dragões’ no campeonato, sendo que, pelo meio, Abraham Marcus ainda chegou a empatar o encontro, aos 60.

Com apenas mais uma ronda por disputar até ao Natal, o conjunto comandado por Francesco Farioli segue invicto no topo da I Liga, com 40 pontos, mais cinco do que o segundo colocado, o Sporting, enquanto o Estrela da Amadora é 14.º, com 14.

 

Resultados da 14ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sábado, 13 dez:

Casa Pia – Gil Vicente, 1-1 (0-1 ao intervalo)

Rio Ave – Vitória de Guimarães, 0-1 (0-1)

Sporting – AVS, 6-0 (3-0)

 

– Domingo, 14 dez:

Famalicão – Estoril Praia, 4-0 (2-0)

Moreirense – Benfica, 0-4 (0-1)

Arouca – Alverca, 1-0 (0-0)

 

– Segunda-feira, 15 dez:

Nacional – Tondela, 3-1 (0-0)

Sporting de Braga – Santa Clara, 1-0 (1-0)

FC Porto – Estrela da Amadora, 3-1 (1-0)

 

Programa da 15ª jornada:

– Sexta-feira, 19 dez:

Estoril Praia – Sporting de Braga, 21:15

 

– Sábado, 20 dez:

Gil Vicente – Rio Ave, 19:00

Estrela da Amadora – Moreirense, 21:30

 

– Domingo, 21 dez:

AVS – Nacional, 16:30

Tondela – Casa Pia, 19:00

Santa Clara – Arouca, 21:30

 

– Segunda-feira, 22 dez:

Alverca – FC Porto, 19:45

Benfica – Famalicão, 21:45

 

– Terça-feira, 23 dez:

Vitória de Guimarães – Sporting, 21:45

 

Com Agência Lusa.

TC considera inconstitucionais normas dos dois decretos sobre nacionalidade

O Tribunal Constitucional (TC) declarou hoje inconstitucionais normas do decreto do parlamento que revê a Lei da Nacionalidade e de outro que cria a perda de nacionalidade como pena acessória no Código Penal.

Na leitura pública destas decisões, no Palácio Ratton, em Lisboa, foi anunciado que houve unanimidade relativamente a três das quatro normas do decreto que revê a Lei da Nacionalidade declaradas inconstitucionais, bem como quanto às normas do decreto que cria perda de nacionalidade como pena acessória.

O TC aprovou hoje dois acórdãos sobre estes decretos, em resposta a dois pedidos de fiscalização preventiva da constitucionalidade submetidos por 50 deputados do PS em 19 de novembro.

O decreto do parlamento que revê a Lei da Nacionalidade e outro que altera o Código Penal para incluir a perda de nacionalidade como pena acessória, ambos com origem numa proposta de lei do Governo PSD/CDS-PP, foram aprovados em 28 de outubro, com 157 votos a favor, de PSD, Chega, IL, CDS-PP e JPP, e 64 votos contra, de PS, Livre, PCP, BE e PAN.

A maioria com que foram aprovados, superior a dois terços dos deputados, permite a sua eventual confirmação, mesmo perante as inconstitucionalidades declaradas pelo TC, nos termos da Constituição.

 

Com Agência Lusa.

Árbitros dos ‘oitavos’ da Taça de Portugal vão usar câmaras corporais

Os árbitros dos jogos dos oitavos de final da Taça de Portugal vão usar câmaras corporais pela primeira vez nas competições nacionais, a título experimental, informou hoje a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

O organismo federativo assinalou que a utilização de ‘bodycams’ “poderá estender-se a outras competições nacionais” – sem indicar quais – e abre “um novo capítulo na relação entre arbitragem, tecnologia e espetáculo desportivo”, colocando Portugal em uma “posição de vanguarda no futebol europeu”.

“É mais um passo na inovação e uma abordagem pioneira, provando que é possível conjugar novas tecnologias com a arbitragem. A possibilidade dos adeptos, que estão a seguir o jogo pela televisão poderem aceder à visão do árbitro irá proporcionar uma experiência diferente, mais próxima e mais humana, do jogo”, disse o presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, Luciano Gonçalves.

Entre os jogos dos oitavos de final da Taça de Portugal, destaca-se o encontro do Sporting, detentor do troféu, no estádio do Santa Clara, na quinta-feira, no mesmo dia em que o FC Porto recebe o Famalicão, enquanto o Benfica, recordista de títulos, com 26 troféus, joga no recinto do Farense, na quarta-feira.

 

Com Agência Lusa.

Sete adeptos do Sporting acusados de tentativa de homicídio de apoiantes do FC Porto

O Ministério Público (MP) acusou sete adeptos do Sporting de tentativa de homicídio qualificado de cinco apoiantes do FC Porto, entre outros crimes, após um jogo de hóquei em patins entre os dois clubes, anunciou hoje aquele órgão constitucional.

De acordo com a informação divulgada no sítio oficial na Internet, o MP deduziu acusação na quarta-feira contra sete arguidos, um dos quais como reincidente, pela prática, em coautoria, de cinco crimes de homicídio qualificado, na forma tentada.

Os adeptos do Sporting, cinco dos quais estão em prisão preventiva e dois sujeitos a prisão domiciliária com pulseira eletrónica, estão ainda acusados de 10 crimes de ofensas à integridade física qualificados, um crime de incêndio, cinco crimes de roubo (um qualificado e consumado e quatro na forma tentada) e três crimes de dano qualificado.

Na base da investigação do DIAP de Lisboa, em coadjuvação da Polícia Judiciária, estão factos ocorridos em 10 de junho, no Lumiar, em Lisboa, onde cinco adeptos do FC Porto foram agredidos e sofreram queimaduras, tendo necessitado de receber tratamento hospitalar, após o quinto jogo das meias-finais do Nacional de hóquei em patins da época 2024/25.

Segundo a acusação, os arguidos “atuaram em grupo, no âmbito de um plano que visou atear fogo às viaturas em que seguiam os elementos do clube rival – o que conseguiram concretizar relativamente a um dos veículos -, com os ocupantes no seu interior, não lhes permitindo que saíssem, desferindo pancadas e bastonadas, apedrejando as vítimas e carros, e apropriarem-se de objetos de valor que os mesmos tivessem na sua posse”.

 

Com Agência Lusa.

Eurovisão: Contas feitas 35 países vão competir no concurso em 2026

A União Europeia de Radiodifusão (UER) confirmou hoje que 35 países vão competir no 70º Festival Eurovisão da Canção, após algumas desistências, devido à participação de Israel no concurso, e regressos à competição.

“Trinta e cinco estações irão enviar canções e artistas para Viena, para o concurso de 2026, que irá acontecer entre 12 e 16 de maio”, afirma a UER, num comunicado hoje divulgado.

Em competição no 70.º Festival Eurovisão da Canção estarão temas da Albânia, Arménia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Moldávia, Montenegro, Roménia, Noruega, Polónia, Portugal, São Marino, Sérvia, Suécia, Suíça, Ucrânia e Reino Unido.

Este mês, após ter sido decidido, durante a assembleia geral da UER, que Israel poderia participar no Festival Eurovisão da Canção 2026, caso assim entendesse, Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia anunciaram que não participariam na 70.ª edição do concurso.

Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, nos dois últimos anos, que mataram pelo menos 67 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.

O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela UER em cooperação com operadores públicos de televisão de mais de 35 países, entre os quais a RTP.

No comunicado hoje divulgado, a UER não refere os boicotes, mas destaca o regresso ao concurso da Bulgária, da Roménia e da Moldávia, ao fim de três, dois e um ano de ausência, respetivamente.

A 70.ª edição do concurso volta a ter duas semifinais, marcadas para 12 e 14 de maio, nas quais competem 15 canções em cada uma.

Em 2026, as semifinais do festival voltam a ter júris profissionais – o que já não acontecia desde 2022 – e tanto nas semifinais como na final é feita uma repartição de “aproximadamente 50/50 entre os votos do júri e do público”, de acordo com novas regras aprovadas na assembleia-geral ordinária de inverno da UER que aconteceu no início deste mês.

Os júris passam a integrar sete elementos (anteriormente eram cinco), têm de representar uma “variedade de experiências profissionais” ligadas à música e às artes e têm de assinar um compromisso de imparcialidade.

“Cada júri incluirá pelo menos dois jurados entre 18 e 25 anos”, anunciou no início do mês a UER.

Além disso, o número máximo de votos possível para cada espectador (feitos ‘online’, por SMS ou chamada telefónica) é reduzido de vinte para dez.

Na final, que acontece em 16 de maio, além dos 20 temas escolhidos em cada uma das semifinais (dez em cada uma) irão competir também as canções de quatro dos ‘Big 5’ (Reino Unido, França, Alemanha e Itália) e o país anfitrião (Áustria).

Fazem parte dos ‘Big 5’ as televisões públicas que contribuem com mais verbas para a União Europeia de Radiodifusão e, assim, para a organização do Festival Eurovisão da Canção. Espanha é o quinto país do grupo dos ‘Big 5’.

O Festival Eurovisão da Canção realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.

Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.

O representante de Portugal no concurso é escolhido no Festival da Canção, organizado pela RTP, que em 2026 irá decorrer em fevereiro e março, repartido, como habitualmente, em duas semifinais (em 21 e 28 de fevereiro) e final (em 07 de março).

Em novembro, a RTP anunciou os 16 artistas e bandas que irão compor temas para o concurso.

Entretanto, no dia 10 de dezembro, a maioria anunciou a recusa em representar Portugal na Eurovisão, caso vença o Festival da Canção, em protesto contra a participação de Israel no concurso.

« Com palavras e com canções, agimos dentro da possibilidade que nos é dada. Não compactuamos com a violação dos Direitos Humanos”, afirmam os artistas e bandas, entre os quais Cristina Branco, Bateu Matou, Rita Dias e Djodje, num comunicado conjunto enviado à Lusa.

Quando a RTP anunciou que Portugal participaria no 70.º Festival Eurovisão da Canção, estruturas representativas de trabalhadores da estação pública contestaram a decisão, considerando que deveria ser revista.

Os trabalhadores da RTP consideram que “manter a KAN [a televisão pública israelita] no certame contribui para a legitimação e normalização de um Estado acusado de crimes de guerra” e dizem ser “incompreensível que a RTP tenha confirmado a participação de Portugal e apoiado a aprovação das novas regras que, na prática, mantêm Israel — e a KAN — na competição”.

Também o músico Salvador Sobral – que deu a Portugal a única vitória no Festival Eurovisão da Canção, em 2017, com “Amar pelos dois”, tema composto por Luísa Sobral – criticou a decisão da RTP.

Para Salvador Sobral, trata-se de um exemplo de “cobardia política, (…) coerente com a cobardia institucional, das instituições públicas”.

Um outro vencedor do Festival Eurovisão da Canção, o cantor suíço Nemo, que deu a vitória ao seu país em 2024, anunciou na semana passada que irá entregar o troféu, em protesto contra a participação de Israel em 2026.

“Não se trata de indivíduos ou artistas. O concurso tem sido utilizado repetidamente para suavizar a imagem de um Estado acusado de atos criminosos, enquanto a UER insistia que a Eurovisão ‘não é política’”, defendeu o artista numa publicação partilhada nas redes sociais.

 

Com Agência Lusa.