Contra « discursos populistas e extremistas », mulheres da diáspora tomam posição
Reproduzimos aqui uma carta aberta subscrita por um pouco menos de 200 mulheres portuguesas da diáspora, maioritariamente residentes em França. Provenientes de percursos profissionais, sociais e geracionais diversos, estas cidadãs decidiram tomar posição pública para alertar para os riscos que a normalização de discursos populistas e extremistas representa para a democracia portuguesa.
« Somos mulheres lusodescendentes e/ou portuguesas da diáspora, exercendo profissões em diversos setores e assumindo diferentes responsabilidades sociais, culturais e associativas.
Médicas, professoras, advogadas, empresárias, artistas, investigadoras, agentes de manutenção, trabalhadoras dos serviços, porteiras, escritoras, dirigentes associativas, estudantes, cuidadoras, reformadas e mulheres eleitas (vereadoras, deputadas e outras posições representativas). Vivemos fora de Portugal, mas continuamos profundamente ligadas ao seu presente e futuro.
Conhecemos de perto os desafios enfrentados pelas mulheres portuguesas fora do país e a forma como estes refletem desigualdades e lacunas em Portugal: acesso à saúde, precariedade laboral, reconhecimento tardio das carreiras, sobrecarga das cuidadoras, fragilidade dos apoios sociais e distância administrativa. Estas realidades não podem permanecer invisíveis.
Num momento em que discursos populistas e extremistas ganham espaço, recusamos a instrumentalização do medo e do ódio. A divisão social e o oportunismo político não resolvem problemas reais; apenas fragilizam a democracia e aprofundam desigualdades.
Afirmamos o nosso compromisso com os valores democráticos: igualdade entre mulheres e homens, respeito pelos direitos humanos, justiça social, inclusão e solidariedade. Defendemos uma democracia viva, que proteja quem trabalha, quem cuida e quem constrói pontes entre países e culturas.
Escolhemos apoiar o candidato democrático António José Seguro, por representar estabilidade institucional, respeito pelas comunidades emigrantes e compromisso com uma democracia plural e responsável. Fazemo-lo por dever cívico, não por alinhamento partidário.
Apelamos às cidadãs e cidadãos, em Portugal e na diáspora, a participar de forma consciente e informada. A abstenção e a indiferença só favorece o candidato extremista.
Nós, mulheres da diáspora, escolhemos não ficar em silêncio. Não competimos por protagonismo, mas unimos forças para defender um futuro onde a dignidade, a igualdade e a Liberdade não são negociáveis. »
Assinam:
Adelaide de Matos
Adelaide Vanhove
Adeline Morais Afonso
Aida Magalhães
Albina Pedrosa Pacheco
Alexandrine Nõel
Alice Maria de Barros Correia
Alice Pereira
Alice Tereno
Altina Fidalgo Ribeiro
Amélia Barros
Amélia Queiros Teixeira
Ana Catarina Alberto
Ana Ferreira
Ana Lima
Ana Maria Dantas Silva
Ana Maria Torres
Ana Oliveira
Ana Patricia Trindade
Ana Rita Palma Martins
Ana Rita Rodrigues
Ana Rita Rodrigues Moreira
Anabela Rebelo Heitor
Andrea Sago
Anilda Furtado
Anna Martins (Nantes)
Anna Martins (Paris)
Annabela Simões
Annie Araújo Ferreira
Antónia dos Santos Correia
Aurea Carvalho Matos
Beatriz da Silva
Beatriz Proença
Belmira Abreu Barbosa
Benvinda de Jesus Sousa
Brigitte Le Beur Vanhove
Camille Jolly
Camille Pereira Dias
Carina Branco
Carina Sofia Fonseca Rebelo
Carla Cristina Malta Covas Lourenço
Carla Ribeiro
Carla Teixeira Oliveira
Carolina Borges Andrade
Cathy Pereira Dias
Chantal Luis da Silva
Christine Pires Beaune
Clara de Azevedo
Claudia Daniela Gomes dos Santos
Claudia Sofia Lopes dos Santos
Cristina Alves
Daniela Costa
Debora Cabral Arruda
Delfina Monteiro Moura
Delphine Vanhove
Dina Pires
Edite Cerejo
Eleonor Patricio do Nascimento Moreira
Elisabete Cunha Teixeira
Elsa Béatrice Gomes de Araújo
Elsa Martins Carvalho Cepinha
Elsa Seabra
Elza Isaac
Emília Ribeiro
Estelle da Mota
Eva Marie dos Reis
Fanny Oliveira
Fátima Fernandes da Silva
Fátima Lima
Fernanda Alves
Francisca Monge
Ilda Nunes
Inês Clara Mendes
Isabel Araújo Pereira
Isabel Barradas
Isabel Vincent
Jenny Carneiro
Jessica Ramos
Joana Catarina Valente
Joana Rodrigues
Judith da Graça Morais Vaz
Juliana de Sousa Botelho
Julieta Teixeira
Lana Novais
Lara Heitor
Luciana Soares Gouveia
Lucie Palmeira
Luisa Semedo
Lurdes Abreu
Lurdes Veiga
Madeleine Pereira
Mafalda Sofia Rodrigues dos Santos Camelo
Manuela dos Santos
Manuela Francisco
Margarida da Costa Antunes
Marguerite Amaral
Maria Albertina Cunha
Maria Alice de Sousa Francisco
Maria Alice Esteves Alves Coutinho
Maria Alice Mota Francisco
Maria Amélia Ribeiro Teixeira
Maria Araújo
Maria Aurora Freitas Mesquita
Maria Cristina de Miranda Branco
Maria da Conceição Alves Lopes
Maria da Glória Neves Santos Malho
Maria da Graça Sendão Gomes
Maria da Graça Gomes Bento
Maria da Luz Pires Delgado
Maria da Mota Oliveira
Maria da Saudade de Gameiro Carreira Francisco
Maria das Dores Teixeira Carvalho
Maria de Fátima Pereira Araújo
Maria de Fátima Teixeira
Maria de Lurdes da Silva Loureiro
Maria de Lurdes Gabriel
Maria de Lurdes Galvão Rodrigues
Maria do Carmo Ferreira Gomes
Maria do Céu Tomas Fernandes
Maria Elisa da Cunha da Silva
Maria Emilia de Almeida Ribeiro
Maria Emilia Martins de Sá Gonçalves
Maria Esperança Moreno Pereira Nunes
Maria Francisca Adão Gonçalves Mateus
Maria Gracinda da Cruz Maranhão
Maria Helena Teixeira Esteves Batista
Maria Hélène Euvrard Oliveira
Maria José Henriques
Maria José Pereira de Almeida Gomes
Maria Luisete Exposto
Maria Madalena Pais Silva Hermet
Maria Manuela dos Santos Perreira Santos
Maria Odette de Miranda Branco
Maria Ricardina Mendes Sousa
Maria Susete Gonçalves Fernandes
Mariana Fidalgo Ribeiro
Mariana Nogueira Madeira
Marilia Ribeiro
Marion Oliveira de Sousa
Mathilde Ortola-Vanhove
Matilde Quintelas Tavares
Mélanie Lourenço
Mónica Cunha
Natália Cerveira da Costa
Natália Santos
Natália Soares
Nathalie de Oliveira
Nathalie Marques Chansard
Odete Pires
Olga Diegues
Olinda da Silva Mergulhão
Olinda Mendes Sobreira
Otília Fereira
Paula das Dores Caetano Marques
Paula Lobo Rodrigues
Rita Maria de Sena Amaral Thomas
Rosa Figueira Chaves Sousa
Rosa Silva Oliveira
Rosário Duarte da Costa
Rosinda Araújo
Rosinda Lopes Freitas
Sandra Afonso
Sandra Barbosa Moura
Sandra Ferreira Lapinha
Sandrine Palmeira
Silvia Gabriel Fernandes
Silvia Meliciano
Sofia Margarida Sousa da Costa Antunes
Solana Fernandes
Sophie Abreu
Susana Paula Prior Alves
Susana Tereno
Suzete Quintelas Tavares
Teresa Pereira Monteiro
Teresa Rebelo
Vanessa Carvalho
Vanessa Sérgio
Vera Lúcia Pereira
Virginie Pires
Zoé Esteves
Guitarrista António Chainho morre aos 88 anos
O músico e compositor António Chainho morreu hoje na sua residência em Alfragide, nos arredores de Lisboa, no dia em que completaria 88 anos, disse à Lusa o seu agente artístico.
O “mestre da guitarra portuguesa”, como era referido pela crítica especializada internacional, encerrou a carreira de 60 anos em setembro de 2024, tendo nesse ano editado o derradeiro álbum, “O Abraço da Guitarra”, no qual homenageou os que através da rádio foram os seus mestres.
António Chainho nasceu em S. Francisco da Serra, no distrito de Setúbal, a 27 de janeiro de 1938, e começou a tocar no meio fadista na década de 1960.
Com Agência Lusa.
FC Porto vence Gil Vicente e soma 11º triunfo seguido
O líder FC Porto somou hoje a 11ª vitória consecutiva na I Liga portuguesa de futebol, ao bater em casa o Gil Vicente, por 3-0, no jogo que encerrou a 19ª jornada da competição.
Samu, aos 37 minutos, de grande penalidade, Martim Fernandes, aos 75, e William Gomes, aos 86, marcaram os golos da equipa comandada por Francesco Farioli, que ainda viu os gilistas ficarem reduzidos a 10 jogadores, face à expulsão de Martín Fernández, aos 69, apenas dois minutos após ser lançado em campo.
Os ‘dragões’ seguem isolados no topo da I Liga, com 55 pontos, mantendo os sete de vantagem sobre o Sporting, segundo, e 10 face ao Benfica, terceiro, enquanto o Gil Vicente perdeu o quarto posto para o Sporting de Braga e caiu para quinto, com 31.
Resultados da 19ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:
– Sexta-feira, 23 jan:
Casa Pia – AVS, 3-3 (1-0 ao intervalo)
– Sábado, 24 jan:
Moreirense – Santa Clara, 1-0 (0-0)
Arouca – Sporting, 1-2 (0-1)
Estoril Praia – Vitória de Guimarães, 4-2 (1-2)
– Domingo, 25 jan:
Nacional – Rio Ave, 4-0 (1-0)
Famalicão – Tondela, 3-0 (1-0)
Benfica – Estrela da Amadora, 4-0 (1-0)
Sporting de Braga – Alverca, 5-0 (4-0)
– Segunda-feira, 26 jan:
FC Porto – Gil Vicente, 3-0 (1-0)
Programa da 20ª jornada:
– Sexta-feira, 30 jan:
Vitória de Guimarães – Moreirense, 21:45
– Sábado, 31 jan:
Santa Clara – Estoril Praia, 16:30
Rio Ave – Arouca, 19:00
Alverca – Estrela da Amadora, 21:30
– Domingo, 01 fev:
Gil Vicente – Famalicão, 16:30
Sporting – Nacional, 19:00
Tondela – Benfica, 21:30
– Segunda-feira, 02 fev:
AVS – Sporting de Braga, 19:45
Casa Pia – FC Porto, 21:45
Com Agência Lusa.
Presidenciais: Emigrantes dão vitória a Ventura na 1.ª volta e participação aumenta
O apuramento dos 109 consulados, concluído hoje, deu a vitória a André Ventura na votação dos círculos da emigração para as eleições presidenciais, seguido por António José Seguro, e confirmou-se ainda um aumento da participação neste ato eleitoral.
O candidato mais votado no estrangeiro foi André Ventura, líder do Chega, com 40,93%, seguido de António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista (PS), com 23,69%, e João Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 15,88%.
Em quarto ficou Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 7,97%, à frente de Henrique Gouveia e Melo com 5,23%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2,71%, Jorge Pinto (Livre) 1,27% e António Filipe (PCP) 1,04%.
O cantor Manuel João Vieira conseguiu obter 0,93%, sendo que o sindicalista André Pestana recolheu 0,31% e Humberto Correia 0,04%.
Segundo os dados do Ministério da Administração Interna (MAI), os portugueses emigrantes na Europa, América e África deram a vitória a Ventura nesta primeira volta. Já na Ásia e Oceânia, o mais votado foi Luís Marques Mendes.
Nas eleições presidenciais votaram 72.756 (4,09%) dos 1.777.019 emigrantes inscritos para este escrutínio, sendo que a taxa de abstenção (95,91%) diminui face às últimas eleições presidenciais (2021), em que votaram apenas 29.153 (1,88%) dos 1.549.380 emigrantes.
Para estas eleições presidenciais, o número de recenseados aumentou na diáspora para os 1.777.010, são mais cerca de 192 mil do que nas legislativas de 2025. E mais 227 mil face às presidenciais de 2021.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, em 18 de janeiro, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31,12% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23,52%.
Os portugueses que residem no estrangeiro poderão exercer o seu direito de voto em 07 e 08 de fevereiro, para a segunda volta destas eleições, sendo que apenas o poderão fazer presencialmente, o que representa dificuldades acrescidas, dadas as grandes distâncias que em alguns casos têm de percorrer.
De acordo com uma fonte oficial da Comissão Nacional de Eleições (CNE), vão ser distribuídos novos boletins de voto, mas alguns emigrantes poderão ter de utilizar os boletins da primeira volta se os novos não chegarem a tempo.
Rádio Alfa com LUSA
Oeiras vai homenagear presos políticos de Caxias com painel de azulejos de Graça Morais
O município de Oeiras vai homenagear os presos políticos da Prisão de Caxias, durante a ditadura, com um painel de azulejos da artista plástica Graça Morais que será apresentado quinta-feira no Palácio Anjos, em Algés, anunciou hoje a autarquia.
A obra, com cerca de seis metros de altura e 20 metros de comprimento, ficará instalada junto ao Estabelecimento Prisional de Caxias e será um « gesto artístico e ético de evocação da resistência e da luta pela liberdade », indica um comunicado da Câmara Municipal de Oeiras.
A apresentação da obra de homenagem “aos milhares de presos políticos detidos em Caxias até ao 25 de Abril de 1974”, prevista para as 18:30, incluirá, além do desenho final do painel, os esboços preparatórios realizados por Graça Morais, que estará presente na sessão, assim como o presidente do município, Isaltino Morais.
« Este painel afirma-se como um gesto artístico e ético de evocação da resistência e da luta pela liberdade, convocando a memória histórica para o espaço expositivo do Palácio Anjos enquanto lugar de consciência e testemunho », sublinha o texto.
Graça Morais « é uma das mais relevantes artistas plásticas portuguesas contemporâneas, com uma obra marcada por uma profunda reflexão sobre a memória, a identidade e a condição humana », acrescenta ainda o comunicado sobre a autora, nascida em 1948, em Trás-os-Montes.
Os estudos e o desenho do painel poderão ser visitados gratuitamente no Palácio Anjos, a partir de 30 de janeiro.
Com um percurso artístico de mais de 50 anos, Graça Morais tem traduzido nas suas obras a preocupação com o sofrimento e a crueldade, explorando os dramas da atualidade e as múltiplas facetas da natureza humana, como o medo, a exclusão e a perda, temas recorrentes no seu trabalho.
Formada em Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, a artista realizou mais de uma centena de exposições no país e no estrangeiro, onde a sua obra está representada em coleções de arte contemporânea, desde a Fundação Calouste Gulbenkian ao Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Brasil.
Graça Morais criou cenografias para teatro, ilustrou dezenas de obras de escritores e poetas portugueses – como José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa-Luís, Miguel Torga e Manuel António Pina – e é autora de painéis de azulejos em Lisboa, Bragança, Vila Real, Porto e Moscovo, entre outras cidades.
Em 2008 foi inaugurado o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, da autoria do arquiteto Souto de Moura, com uma exposição de obras da artista, representativas das várias séries do seu trabalho, entre 1982 e 2005.
A pintora, distinguida em 2023 com o Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural, já foi agraciada com o Grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, com a Medalha de Mérito Cultural e o doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Rádio Alfa com LUSA
Presidenciais: Montenegro reitera que não vai apoiar nenhum candidato porque está focado em governar
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reafirmou hoje que não vai apoiar nenhum dos dois candidatos da segunda volta das eleições presidenciais porque o seu foco é governar o país.
“Eu não estou em silêncio, o que eu estou é focado na minha tarefa e na minha missão que é governar o país”, afirmou Luís Montenegro à saída da apresentação da Carteira Digital da Empresa no Palácio da Bolsa, no Porto.
Sem parar para prestar declarações aos jornalistas e enquanto se dirigia para a saída, o chefe do executivo, quando questionado sobre se o seu silêncio não poderia ser entendido como um sinal de fraqueza, disse compreender as perguntas e todo o debate político que se faz noutras dimensões da vida política do país, mas, neste momento, está apenas focado em governar.
“Estou focado naquela que é a minha tarefa principal que é conduzir a política do Governo e conduzir o país para um nível de desenvolvimento económico, de pujança económica mais elevado”, insistiu.
António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no dia 18 de Janeiro, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.
Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, com 11%.
À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve, 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, que ficou abaixo do cantor Manuel João Vieira que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.
Rádio Alfa com LUSA
Presidenciais: Paulo Portas anuncia voto em António José Seguro na segunda volta
O ex-presidente do CDS-PP Paulo Portas anunciou hoje que votará em António José Seguro na segunda volta das presidenciais, afirmando que escolhe o “candidato moderado” e criticando quem vê nesta uma eleição entre “direita e esquerda”.
No seu espaço de comentário semanal na TVI, Paulo Portas começou por dizer que votará no “candidato moderado”, porque “sabe muito bem desde o início em quem nunca votaria para Presidente da República”, argumentando que cabe a um chefe de Estado “unir o país” e “representar o melhor da comunidade”, duas características que não disse não reconhecer no candidato André Ventura, que é também líder do Chega.
“Não me parece de todo que o outro candidato, aquele senhor que grita muito, fosse para a Presidência da República unir o que quer que fosse, porque ele só sabe dividir, pôr uns contra os outros, dividir a nação em tribos, em raças, em etnias, em confissões religiosas, e isso é o contrário da função presidencial”, criticou.
Apesar de reconhecer “divergências doutrinárias” com António José Seguro, ex-secretário-geral do PS e apoiado pelo partido, o antigo vice-primeiro-ministro explicou que as divergências com o líder do Chega “são de outra natureza” e têm a ver como o humanismo e a forma como se olha para o ser humano.
Paulo Portas disse ainda ver no candidato a Belém apoiado pelo PS um “político decente”, lembrando o seu papel “num momento muito difícil para Portugal” e criticando quem vê que nesta segunda volta, em 08 de fevereiro, esteja em causa apenas uma eleição entre esquerda e direita.
“Para aqueles que dizem que isto é uma eleição entre a direita e a esquerda, isso é um grande exagero. É uma eleição entre um político que à esquerda é talvez o mais próximo do centro e um político que está à direita da direita e que se junta ao extremismo que está na moda lá fora. E, portanto, eu não tenho nenhuma dúvida sobre qual é a escolha”, resumiu.
Rádio Alfa com LUSA
Presidenciais: Cavaco Silva vota em António José Seguro
O antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva reiterou hoje que António José Seguro é “uma pessoa honesta e educada”, numa nota em que sugere que votará no candidato apoiado pelo PS na segunda volta das eleições presidenciais.
Numa nota escrita enviada à Lusa, Cavaco Silva, que apoiou Luís Marques Mendes na primeira volta, refere a inspiração de Francisco Sá Carneiro, de quem foi ministro, e sublinha ser “um social-democrata e um estudioso da social-democracia moderna”.
“Os portugueses podem, portanto, inferir com facilidade e sem margem para dúvidas em quem votarei na segunda volta das eleições presidenciais de 08 de fevereiro”, declara.
O antigo chefe de Estado e antigo primeiro-ministro recorda o que escreveu num dos seus livros sobre o candidato presidencial que defrontará André Ventura na segunda volta de 08 de Fevereiro: “Sempre vi em António José Seguro (com quem mantive dezenas de contactos) uma pessoa honesta e educada, qualidades de um político que muito continuo a valorizar”.
“Repito o que disse aquando da primeira volta: estas eleições são muito importantes para o futuro do país. Num tempo de tantas incertezas e de graves ameaças, Portugal precisa de um Presidente da República de bom senso e credível na cena internacional que contribua para a defesa dos interesses nacionais”, afirmou.
Rádio Alfa com LUSA