Comissão europeia ameaça proibir utilização do TikTok na Europa

Em causa está a rede social não evitar que os menores tenham acesso a vídeos « potencialmente mortais ».

A Comissão Europeia ameaçou esta quarta-feira proibir a utilização do TikTok na União Europeia, se os responsáveis pela rede social não evitarem que os menores tenham acesso a vídeos « potencialmente mortais », noticia a agência EFE.

A ameaça foi proferida pelo comissário europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton, ao conselheiro delegado do TikTok, Shou Zi Chew, durante uma reunião por videoconferência.

De acordo com o gabinete do comissário, Thierry Breton disse ao responsável do TikTok que será necessário existir mais cuidados para com o público jovem que utiliza aquela rede social, afirmando que « não é aceitável que por detrás de um ambiente aparentemente divertido e inofensivo » os utilizadores possam aceder facilmente a conteúdo perigoso.

Essa norma obrigará essas plataformas a eliminar o conteúdo ilegal e a melhorar a transparência relativamente ao funcionamento dos algoritmos que determinam o que os utilizadores podem ver na internet.

« Não hesitaremos em aplicar estas sanções se as nossas auditorias não demonstrarem um cumprimento total », afirmou Thierry Breton, apelando ao conselheiro delegado do TikTok que seja aplicada a diretiva muito antes do dia 1 de setembro.

A polémica nos Estados Unidos sobre o uso da aplicação chinesa agravou-se após a revelação de que a ByteDance, empresa proprietária do TikTok, usou a rede social para « monitorizar a localização física dos jornalistas utilizando os seus endereços IP ».

COM LUSA

O enigma: Cristiano Ronaldo na Arábia Saudita. Opinião

O enigma. Cristiano Ronaldo na Arábia Saudita.

Crónica de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews, para ouvir na Rádio Alfa na sexta-feira, 20.

Ou ouça aqui:

 

Greve geral « inédita » em França leva milhares à rua contra reforma do sistema de pensões

Imagem de abertura: arquivo

Greve geral « inédita » em França leva milhares à rua contra reforma do sistema de pensões

 

Alfa/com Lusaemail sharing button
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whatsapp sharing buttonPela primeira vez em 12 anos, os principais sindicatos franceses unem-se hoje numa greve geral « inédita » contra a reforma do sistema de pensões que visa aumentar a idade de reforma no país de 62 para 64 anos.

« É uma greve inédita, ou, pelo menos, há muito tempo que não acontecia conseguir juntar as oito principais centrais sindicais e ter todas a dizer que não querem esta reforma », disse à Agência Lusa Boris Plazzi, secretário-confederal da CGT.

« É mesmo excecional ter toda a gente de acordo e é por isso que muita gente vai fazer greve », adiantou.

A oposição ao projeto de reforma do sistema de pensões apresentado pela primeira-ministra Elisabeth Borne no dia 11 de janeiro conseguiu unir as confederações CFDT, CGT, FO, CFE-CGC, CFTC, UNSA, FSU e Solidaires.

Entre outras propostas, esta reforma prevê aumentar progressivamente a idade da reforma de 62 para 64 anos até 2030, fazer com que uma carreira contributiva completa tenha 43 anos de descontos e ainda acabar com regimes excecionais de pensões para quem integra a partir de agora o mercado de trabalho.

A resposta dos trabalhadores após a insistência de Emmanuel Macron de apresentar esta proposta – afastada da agenda mediática desde 2020 devido à pandemia de covid-19 – não se fez esperar e os sindicatos preveem « um dia negro » em todo o país.

« Esperamos uma grande adesão (…). Temos muitas respostas positivas das nossas bases que mostram que muita gente vai fazer greve, não só no setor público, mas também no setor privado. Haverá muita gente nas ruas. Temos mais de 200 manifestações previstas em todo o país », detalhou Boris Plazzi.

Nos transportes, prevê-se a circulação apenas de um TGV (comboio de alta velocidade) e de nenhum Intercidades. É possível também que um em cada cinco voos seja cancelado no aeroporto de Orly, nos arredores da capital.

Em Paris, três linhas de metro deverão fechar completamente e outras 10 apenas vão circular nas horas de ponta. É na capital que vai acontecer a maior manifestação do país, que vai bloquear a circulação entre a emblemática Place de la Republique e Nation.

Nas escolas em todo o país, estima-se que pelo menos 70% dos professores façam greve e os próprios alunos apelaram à greve, tendo a intenção de barricar vários liceus. Também os hospitais vão estar parados, especialmente os serviços das urgências, sobrecarregados nos últimos meses.

A ameaça de escassez dos combustíveis volta também a assustar os franceses que dependem do carro para as suas deslocações quotidianas, já que os trabalhadores das refinarias também vão aderir à greve. Este setor já tem mais greves previstas em janeiro e em fevereiro.

Segundo uma sondagem da revista « Le Point », levada a cabo pelo instituto Cluster17, dois terços dos franceses são favoráveis a esta greve geral, especialmente os mais jovens, com 75% dos inquiridos entre os 18 e os 24 anos a responderem estar ao lado dos grevistas.

« Os preços explodiram em França e temos trabalhadores e famílias completas numa situação muito complicada », assegurou o líder da CGT.

« O Governo deveria ajudar as pessoas a terem dinheiro para acabar o mês, em vez de fazer reformas. Há já fatores suficientes de inquietude na sociedade, que levam a um clima social muito tenso e podem trazer muita gente à rua, durante muito tempo », adiantou à Lusa.

A greve é apoiada pela coligação de esquerda Nova União Popular Ecológica e Social, que integra a França Insubmissa, os socialistas, os ecologistas e os comunistas, assim como por outras forças de esquerda que não estão representadas na Assembleia Nacional.

Já a direita, ou seja Os Republicanos, debatem internamente se apoiam esta proposta do Governo de Borne, sendo que só o seu voto pode viabilizar a reforma no hemiciclo, dado que o partido de Macron não dispõe de maioria parlamentar.

A alternativa, que desagrada à classe política francesa em geral, é forçar a aprovação desta reforma através do artigo 49.3, que permite ao Governo francês fazer aprovar determinados textos sem votação formal no Parlamento. Este é um passo que os sindicatos consideram « antidemocrático ».

« É um ato antidemocrático muito forte. O 49.3 já fui usado várias vezes desde o início do mandato, em junho de 2022, e contorna a oposição na Assembleia Nacional. Se usam este artigo, é porque o Governo não tem argumentos para convencer nem a sociedade nem os outros partidos de que esta é uma boa reforma para o país », declarou Boris Plazzi.

Esta lei começará a ser discutida na Assembleia Nacional em fevereiro e continuará a ser apreciada até ao final da sessão legislativa em junho.

Nessa altura, o Governo poderá recorrer ao artigo 49.3 e aplicar o novo sistema já a partir de setembro de 2023, caso não tenha o apoio para a provação no hemiciclo.

Comunidades. O PS volta a dizer não ao voto eletrónico. Deputado Paulo Pisco « a engolir sapos ». Opinião

Voto eletrónico nas comunidades.

As reviravoltas do PS sobre o assunto com o deputado Paulo Pisco a « engolir sapos » e a dizer agora que, afinal, também é contra a mudança do sistema eleitoral.

Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir na quinta-feira, 19, na Rádio Alfa.

Ou ouça aqui:

 

 

Portugal empata com Brasil do Mundial de andebol com decisão de videoárbitro no final

Em Gotemburgo, Portugal apresentava-se como favorito para este confronto com a seleção « canarinha » e empatou 28-28, num final inédito, com a equipa de arbitragem a expulsar um jogador português e a assinalar um livre de 7 metros, revertendo a decisão de dar a partida por finalizada com vitória portuguesa.

Mesmo assim, Portugal mantém intacta a hipótese de qualificação para os quartos de final, embora estes 2 pontos de uma eventual vitória sobre os brasileiros fosse determinantes para as contas do apuramento.No regresso do selecionador Paulo Pereira ao banco, após cumprir três jogos de suspensão na fase preliminar, Portugal esteve na frente do marcador na primeira parte, com 12-11 ao intervalo.No segundo tempo, o Brasil até chegou à vantagem de dois golos, em duas ocasiões, mas Portugal rapidamente anulou a desvantagem e voltou para a frente do marcador.Neste confronto com o Brasil, Portugal jogou com todas as cautelas e estava avisado sobre as potencialidades dos brasileiros. O jogo foi renhido – Portugal vencia por 26-25 a quatro minutos do fim -, foi bem difícil, mas no final a seleção portuguesa até podia ter ganho pela margem mínima não fosse a decisão algo inédita de marcar um livre a 1 segundo do fim da partida.

Com este empate, Portugal deixa em aberto a passagem aos quartos de final, tendo em conta que pode vencer Cabo Verde na sexta-feira e acalentar a chance de ser segundo do grupo, com particular favoritismo para a Suécia, seleção coanfitriã campeã europeia e vice-campeã mundial, e que é a última adversária de Portugal na « main round », no domingo.

 

Com RTP.

TEMPESTADE 2.1 PODCAST – 14 DE JANEIRO 2023 : ANDREIA

O programa dos luso-descendentes e dos luso-dependentes com a Cap Magellan. Todos os Sábados, entre as 14h e as 16h, só… na Rádio Alfa.

A Léa, Julie, Toni e o Antonin agitaram mais uma tarde com quizzs, música e atualidades.

Esta semana a convidada foi a Cantora Andreia.

Aqui fica a emissão

 

PASSAGE À NIVEAU – 15 JANVIER 2023

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Domingo 15 de Janeiro 2023

Entre as 12h00 e as 14h00

Aqui fica a emissão.

Crise na TAP. Presidente executiva, Christine Ourmières-Widener, ouvida hoje no Parlamento

Presidente executiva da TAP ouvida hoje no parlamento sobre indemnização a Alexandra Reis e a crise na empresa.

 

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Alfa/com Lusa (adaptação Alfa)twitter sharing button
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whatsapp sharing buttonA presidente executiva da TAP, a francesa Christine Ourmières-Widener, vai hoje ao parlamento, para dar explicações sobre a indemnização de 500.000 euros à antiga administradora Alexandra Reis, que foi também presidente da NAV e secretária de Estado.

A audição da responsável da companhia aérea acontece na sequência do requerimento potestativo do Chega, depois de o grupo parlamentar do PS ter rejeitado a proposta de audição num primeiro momento.

O caso da indemnização de meio milhão de euros paga à antiga secretária de Estado Alexandra Reis, pela saída antecipada da administração da TAP, levou à demissão do ex-ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e a uma remodelação no Governo.

A Inspeção-Geral de Finanças está a preparar um relatório sobre o caso, mas o Correio da Manhã avançou, em 14 de janeiro, que a Parpública e a Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) não foram informadas, nem autorizaram o pagamento da indemnização a Alexandra Reis.

Além da polémica indemnização, a TAP tem feito manchetes nos jornais por outros motivos, entre os quais a contratação de uma amiga pessoal de Christine Ourmières-Widener para assumir a direção do departamento de melhoria contínua e sustentabilidade, ou a intenção de substituir a frota de carros da empresa para administradores e diretores.

O negócio não andou para a frente e a companhia decidiu, então, atribuir 450 euros aos diretores que não chegaram a receber carro, para usar numa plataforma eletrónica de transporte.

No que diz respeito a questões laborais, a TAP está em negociações com o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) para evitar uma nova greve de tripulantes no final do mês, depois de uma paralisação de dois dias, no início de dezembro, que teve um impacto de cerca de oito milhões de euros na empresa.

TAP: Tribunal de Contas avança com auditoria à companhia área

O presidente do Tribunal de Contas (TdC), José Tavares, anunciou hoje que a instituição vai avançar com uma auditoria à TAP, após as notícias vindas a público sobre a companhia aérea.

« Temos também prevista uma auditoria em TAP », disse hoje José Tavares, numa audição na Comissão de Orçamento e Finanças, no parlamento.

O responsável do TdC respondia à pergunta do deputado social-democrata Hugo Carneiro sobre se a instituição previa uma ação de auditoria à TAP.

José Tavares realçou que perante polémicas o Tribunal tende a manter-se à margem, mas « acompanha, vê, ouve e lê », estando prevista a ação no plano da instituição.

 

Com Agência Lusa.

Presidente da Federação Francesa de Futebol investigado por assédio moral e sexual

Investigação a Noël Le Graët, recentemente afastado do cargo, surge na sequência do depoimento de Sonia Souid, representante de vários jogadores franceses.

 

A justiça francesa abriu na segunda-feira um inquérito contra o presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), Noël Le Graët, por assédio moral e sexual, informou esta terça-feira o Ministério Público de Paris, citado pela AFP.

A investigação surge na sequência do depoimento de Sonia Souid, representante de vários jogadores internacionais gauleses, que na semana passada lançou várias acusações contra Le Graët, presidente da FFF desde 2011, mas cujo afastamento do cargo já foi aprovado pelo organismo federativo.

Disse-me na cara, no apartamento dele, muito claramente, que se pretendia contar com a sua ajuda teria de ‘ir para a panela’ [expressão francesa, que significa, entre outras, a obrigatoriedade de aceitar um ato sexual]”, revelou Souid, em entrevista ao diário desportivo L’Équipe e à rádio RMC.

O inquérito a Le Graët foi aberto após a audição da representante de futebolistas por elementos da Inspeção-Geral da Educação, Desporto e Investigação, menos de uma semana após a decisão do Comité Executivo da FFF de afastar o líder federativo, substituído de forma interina pelo vice-presidente Philippe Diallo.

Le Graët, de 81 anos, cujo mandato terminaria em 2024, não resistiu a mais uma polémica, na sequência de declarações efetuadas sobre o treinador Zinedine Zidane que o próprio reconheceu terem sido “desajustadas” e que motivaram a intervenção da ministra francesa dos Desportos, Amélie Oudéa-Castera.

 

Em 8 de janeiro, pouco depois de a FFF ter prolongado até 2026 o contrato com o selecionador Didier Deschamps, Le Graët efetuou comentários pouco respeitosos sobre Zidane, apontado por alguns órgãos de comunicação social como um possível sucessor do atual técnico dos vice-campeões mundiais.

Se Zidane tentasse falar comigo, nem falaria com ele. O que lhe iria dizer? Provavelmente: Olá senhor, não se incomode, procure outro clube. Acabei de acertar tudo com Didier [Deschamps]”, afirmou, em entrevista à rádio RMC.

Questionado sobre a possibilidade de Zidane ocupar o lugar de Tite à frente da seleção do Brasil, Le Graët respondeu: “Não sei, ficaria surpreendido. Mas, pouco me importa, ele que vá para onde quiser. Vocês são muito pró-Zidane, dediquem-lhe um programa especial para que encontre um clube ou uma seleção“.

No dia seguinte, pediu desculpa ao antigo futebolista internacional, considerado um dos melhores jogadores franceses de sempre, admitindo que não deveria ter dado a entrevista, porque “o que procuravam era a polémica, opondo Didier [Deschamps] a Zidane, dois monumentos do futebol francês”.

O longo consulado de Le Graët ficou marcado por várias polémicas e comportamentos, alegadamente, sexistas, do líder federativo, que deveria disputar com Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, a candidatura da UEFA a um lugar no Conselho da FIFA.

“É importante que o Comité Executivo da FFF avalie bem a situação, num momento de reflexão que o convido a ter”, declarou Amélie Oudéa-Castera, antes da reunião do órgão federativo, assinalando que existem membros no seu seio com capacidade para “colocar esta federação no bom caminho”.

Segundo a ministra, Le Graët teve uma “falha na função de representação” do futebol gaulês, com declarações que “falharam seriamente”, pelo que deixou um aviso: “Não quero mais estas situações. Ele acostumou-nos com estes despropósitos”.

A governante apontou para algumas frases polémicas do dirigente, em relação a fenómenos de racismo e homofobia no futebol, considerando que as mesmas “podem chocar as comunidades”, além de prejudicarem a imagem de França e ofenderem os franceses.

 

Entretanto, Noel Le Graet, reagiu em comunicado enviado à AFP, Le Graet nega «todas as acusações de assédio moral ou sexual ou quaisquer outros crimes», deixando ainda um reparo à ministra dos Desportos, Amélie Oudéa-Castéra.

Para os advogados de Le Graet, «a independência desta auditoria administrativa está seriamente posta em causa face às inúmeras ingerências e pressões políticas da Ministra».

 

Com Agências AFP, Lusa e Observador.

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