Benfica sofre nova derrota em Newcastle e continua sem pontuar

O Benfica foi hoje derrotado na visita aos ingleses do Newcastle, por 3-0, na terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões de futebol, e continua sem pontuar na prova.

Em St. James’ Park, os ‘magpies’ adiantaram-se no marcador com um golo de Anthony Gordon, aos 32 minutos, e ampliaram a vantagem na segunda parte, com dois tentos do recém-entrado Harvey Barnes, aos 70 e 83.

O Benfica, que vinha de duas derrotas na ‘Champions’ frente a Qarabag (3-2), em casa, e Chelsea (1-0), em Londres, averbou o terceiro desaire no mesmo número de jogos da fase de liga e continua com zero pontos, enquanto o Newcastle somou o segundo triunfo e tem seis.

 

 Resultados da terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões em futebol (horas em Paris):

– Terça-feira, 21 out:

Kairat Almaty, Caz – Pafos, Chp, 0-0

FC Barcelona, Esp – Olympiacos, Gre, 6-1

Arsenal, Ing – Atlético Madrid, 4-0

Newcastle, Ing – Benfica, Por, 3-0

Villarreal, Esp – Manchester City, Ing, 0-2

PSV Eindhoven, Hol – Nápoles, Ita, 6-2

Bayer Leverkusen, Ale – Paris Saint-Germain, Ale, 2-7

Union Saint-Gilloise, Bel – Inter Milão, Ita, 0-4

Copenhaga, Din – Borussia Dortmund, Ale, 2-4

– Quarta-feira, 22 out:

Athletic Bilbau, Esp – Qarabag, Azb, 18:45

Galatasaray, Tur – Bodo/Glimt, Nor, 18:45

Sporting, Por – Marselha, Fra, 21:00

Mónaco, Fra – Tottenham, Ing, 21:00

Atalanta, Ita – Slavia Praga, Cze, 21:00

Bayern Munique, Ale – Club Brugge, Bel, 21:00

Chelsea, Ing – Ajax, Hol, 21:00

Real Madrid, Esp – Juventus, Ita, 21:00

Eintracht Frankfurt, Ale – Liverpool, Ing, 21:00

 

Com Agência Lusa.

Emmanuel Macron afirma que não há « revogação nem suspensão » da reforma da segurança social, mas sim um « adiamento »

O Presidente da República falou esta terça-feira, 21 de outubro, sobre a suspensão da reforma das pensões. Sublinhou que não se trata de uma “revogação”, mas sim de um “adiamento”.

Emmanuel Macron declarou que a suspensão da reforma das pensões é antes “um adiamento” do prazo da reforma e não a sua “revogação”, durante uma deslocação à Eslovénia, esta terça-feira, 21 de outubro.

“Não é nem uma revogação, nem uma suspensão, é o adiamento de um prazo — o próximo prazo, o dos 63 anos a 1 de janeiro de 2027 — que foi adiado para 1 de janeiro de 2028, com um financiamento através de poupanças”, declarou.

“Uma reforma necessária”
Sébastien Lecornu “fê-lo num espírito de apaziguamento”, acrescentou, sublinhando que “a reforma que tinha sido aprovada era uma reforma necessária para o país”.

Emmanuel Macron afirmou também que “há possibilidades de realizar um referendo” para reformar o sistema de pensões, mas isso pressupõe que primeiro seja “alcançado” um “acordo” sobre os contornos do sistema.

Com BFMTV.

Ex-Presidente francês Nicolas Sarkozy na prisão de La Santé, Paris

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy chegou à prisão de La Santé, em Paris, para cumprir a pena de cinco anos. O antigo chefe de Estado foi condenado por associação criminosa no caso do financiamento líbio da sua campanha presidencial de 2007, por ter recebido fundos do regime de Muammar Kadhafi.

Nicolas Sarkozy chegou à prisão pelas 09:40 (08:40 em Lisboa).

À saída de casa, o ex-presidente disse que « a verdade vai triunfar ».

Sarkozy, 70 anos, é o primeiro ex-chefe de Estado da História de França a ser preso e deve ser colocado numa ala especial da cadeia de La Santé, numa das 15 celas de nove metros quadrados da unidade de confinamento solitário.

Desta forma, Nicolas Sarkozy vai evitar qualquer contacto com outros reclusos, garantindo a segurança pessoas e impedindo qualquer fotografia não autorizada captada através de telemóveis.

Sarkozy foi o 23.º Presidente de França tendo ocupado o cargo entre 2007 e 2012.

De acordo com a edição de hoje do jornal Le Figaro, Sarkozy reuniu-se na passada sexta-feira com o atual chefe de Estado, Emmanuel Macron.

A notícia cita fontes da presidência francesa.

O antigo chefe de Estado foi considerado culpado por ter permitido que dois conselheiros do Ministério do Interior (equivalente ao Ministério da Administração Interna) iniciassem negociações em Tripoli com o objetivo de financiar secretamente a campanha presidencial de 2007.

Os advogados de Nicolas Sarkozy devem apresentar um pedido de libertação do ex-presidente que recorreu da sentença, logo que entre na prisão. A sentença, recorde-se, foi decretada no passado dia 25 de setembro.

Antes de entrar na cadeia de La Santé, Nicolas Sarkozy reiterou que está inocente e que a verdade vai triunfar. Através de uma mensagem nas redes sociais e que foi divulgada momentos antes de entrar na prisão de Paris, o antigo presidente disse que está « a ser fechado » na cadeia.

Por outro lado, Sarkozy escreveu ainda que sente « profunda tristeza pela França, que se vê humilhada pela expressão de uma vingança que elevou o ódio a um nível sem precedentes ». Acrescentou ainda que o « preço a pagar é esmagador », mas não especificou o teor da declaração.

Ao jornal La Tribune, no domingo, Sarkozy garantiu que não tem medo de ir preso e que vai manter a cabeça erguida. Embora vá cumprir a pena detido numa cadeia, terá condições especiais na prisão, como ter uma sela própria com uma cama, casa de banho com duche, um frigorífico, uma secretária e luz durante a noite.

 

Com Agência Lusa, RTP, La Tribune, Le Figaro e BFMTV.

Comité europeu anti-tortura apela a Portugal para acabar « completamente” com maus-tratos policiais

O Comité europeu anti-tortura apela às autoridades portuguesas para que “erradiquem completamente” com os maus-tratos físicos praticados pelas polícias, avançando que continuam as queixas apesar dos progressos registados nos últimos anos.

No relatório hoje divulgado sobre uma visita a Portugal em 2024, o Comité para a Prevenção da Tortura (CPT) do Conselho da Europa refere que observou “uma diminuição” das alegações de maus-tratos por parte de agentes da autoridade em comparação com visitas anteriores ao país”, tendo também sido tomadas medidas pelas autoridades portuguesas para resolver esta questão.

No entanto, destaca, que “continuem a existir preocupações”, tendo recebido várias alegações de maus-tratos físicos praticados pelas polícias portuguesas, incluindo “o uso excessivo da força durante a detenção”.

“Os alegados maus-tratos consistiam principalmente em socos, pontapés no corpo e/ou na cabeça e, ocasionalmente, o uso de cassetetes”, indica o documento.

As denúncias também incluíam ser atirado contra a parede, pressão na cabeça com o pé ou no pescoço com o joelho ou cassetete, “apesar de as pessoas detidas já terem sido controladas”, escreveram os relatores, dando também conta de relatos de ameaças verbais e atos de humilhação.

No documento são feitas referências à necessidade de garantir cuidados médicos e melhores relatórios sobre lesões.

“As autoridades portuguesas devem manter-se vigilantes e prosseguir os seus esforços, em consonância com uma política de “tolerância zero”, a fim de erradicar completamente os maus-tratos policiais. Devem, em particular, melhorar a comunicação desses casos, tanto internamente como aos órgãos de investigação competentes, e proporcionar formação adequada aos agentes responsáveis pela aplicação da lei”, recomendam os peritos do Comité Europeu para a Prevenção da Tortura e Tratamento Desumano.

O Comité expressou “profunda preocupação com falhas persistentes na resposta do sistemas de justiça criminal” português, que afirma representarem um risco para a confiança nas autoridades portuguesas.

“Em relação ao acesso a um advogado, este direito não parece ser garantido a pessoas sob custódia policial em todos os casos, desde o início da privação de liberdade”, observaram os autores do relatório.

Para ilustrar algumas situações, o comité cita o caso de um homem detido pela PSP que relatou ter sido manietado e deitado pelos agentes ao chão, enquanto o pontapearam, desferiram-lhe socos e bateram-lhe com um bastão na cabeça, entre outras agressões que foram confirmadas no relatório da enfermeira que o assistiu na prisão.

“O CPT continuou a constatar omissões por parte dos estabelecimentos prisionais, bem como da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) e da Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça, na comunicação de eventuais casos de maus-tratos por agentes da autoridade ao Ministério Público, bem como casos em que alegações ou informações indicativas de maus-tratos não foram objeto de resposta, ou foram insuficientemente céleres, por parte deste serviço”, acrescenta-se no documento.

O comité destacou ainda a necessidade de melhorar a comunicação e a partilha de informações entre os órgãos de investigação criminal e disciplinar, especialmente nos casos em que os processos disciplinares e penais decorrem em paralelo.

 

Com Agência Lusa.

Lítio: Tribunal indefere ação para anular contrato de concessão da mina em Botricas

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela indeferiu a ação interposta pela Junta de Freguesia de Covas do Barroso, em Boticas, distrito de Vila Real, para anular o contrato de concessão da mina do Barroso, adiantou hoje a Savannah.

Em comunicado, a empresa britânica revelou que a ação da Junta de Freguesia de Covas do Barroso, interposta em 2023 contra o Ministério do Ambiente, na qual a Savannah foi identificada como contraparte, visava a declaração de nulidade ou, subsidiariamente, a anulação do contrato de concessão da mina do Barroso de 2016.

“O tribunal declarou improcedente a ação e absolveu o Ministério do Ambiente e a Savannah, confirmando assim, de forma inequívoca, a validade e conformidade do contrato de concessão”, sublinhou.

Contudo, a Junta de Freguesia de Covas do Barroso tem a possibilidade de recorrer para o Tribunal Central Administrativo.

“Esta decisão representa a oitava decisão judicial consecutiva favorável à Savannah, num total de oito decisões tomadas entre sentenças, recursos e providências cautelares”, assinalou a empresa britânica.

A mina do Barroso obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) condicionada em 2023, a Savannah prevê iniciar a produção de lítio em 2027.

“Recebemos com satisfação a decisão clara tomada pelo tribunal neste caso que reforça o sólido enquadramento jurídico que sustenta o nosso projeto”, disse o diretor executivo da Savannah Resources, Emanuel Proença, citado no comunicado.

E acrescentou: “É pena termos de enfrentar estes processos infundados, apresentados repetidamente pelo mesmo pequeno grupo de reclamantes que, acreditamos, não representam a opinião das comunidades locais”.

A mina do Barroso foi considerada um projeto estratégico pela Comissão Europeia em março de 2025, mas tem sido contestada localmente por populares, autarcas e ambientalistas.

Nos últimos anos, foram realizadas várias manifestações e submetidos processos judiciais, entre outras ações de luta contra a exploração mineira neste território.

Em setembro, a Savannah anunciou que as prospeções no concelho de Boticas confirmaram “maiores quantidade de lítio” na área da mina do Barroso, com o “recurso confirmado” a situar-se nos 39 milhões de toneladas.

 

Com Agência Lusa.

Parlamento Europeu dá luz verde a novas cartas que possibilitam condução aos 17 anos

O Parlamento Europeu deu hoje “luz verde” à modernização das regras sobre cartas de condução na União Europeia, permitindo que jovens de 17 anos conduzam ao lado de um condutor experiente e a utilização de uma licença digital.

Na sessão plenária, na cidade francesa de Estrasburgo, os eurodeputados apoiaram a revisão das regras para as cartas de condução, com novas disposições relativas aos condutores recém-encartados, à carta de condução digital e à inibição de conduzir.

Esta é uma atualização das regras da União Europeia (UE) para as cartas de condução, “com o objetivo de melhorar a segurança e reduzir as colisões rodoviárias, que resultam na perda de quase 20.000 vidas por ano nas estradas da UE”, de acordo com a assembleia europeia.

Com as novas regras, os jovens de 17 anos poderão obter a carta de condução de automóveis ligeiros (categoria B), mas terão de conduzir acompanhados por um condutor experiente até atingirem 18 anos.

Passa também a estar previsto, pela primeira vez, um período probatório mínimo de dois anos para os condutores recém-encartados com regras e sanções mais rigorosas quanto à condução sob a influência do álcool e à não utilização de cintos de segurança ou de sistemas de retenção para crianças.

Para atenuar a escassez de condutores profissionais, as novas regras permitem que as pessoas com 18 anos obtenham a carta de condução de camiões (categoria C) e com 21 anos a carta de condução de autocarros (categoria D), desde que sejam titulares de um certificado de aptidão profissional. Caso não sejam, será necessário ter 21 e 24 anos, respetivamente, para conduzir esses veículos.

Outra novidade reside na versão digital da carta de condução, que deve passar a estar acessível a partir de um telemóvel, o novo principal formato na UE, quando hoje em dia é um cartão físico.

Quanto à formação, o exame para atribuição da carta de condução passará a incluir conhecimentos sobre os riscos de ângulo morto, os sistemas de assistência ao condutor, a abertura segura das portas e os riscos de distração com a utilização do telefone.

Relativamente à validade, as cartas de condução passarão a estar disponíveis 15 anos para motociclos e automóveis, com a possibilidade de os Estados-membros reduzirem esse período para 10 anos se a carta de condução for utilizada como documento de identificação nacional.

As cartas de condução para camiões e autocarros serão válidas por cinco anos.

Previsto está que os países da UE possam reduzir o período de validade para os condutores com idade igual ou superior a 65 anos a fim de submeter os titulares a uma maior frequência de exames médicos ou cursos de atualização.

Para obter a primeira carta de condução ou aquando do pedido de renovação, o condutor deverá ser aprovado num exame médico, que inclui testes de visão e de saúde cardiovascular.

É ainda estipulada a troca de informações entre os países da UE sobre apreensão, suspensão ou restrição de uma carta, com vista a impedir a condução imprudente no estrangeiro.

As novas regras entrarão em vigor no 20.º dia após a sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia, com os Estados-membros a disporem de três anos para transpor a diretiva para o direito nacional e mais um ano para preparar a sua aplicação.

Esta revisão foi inicialmente proposta pela Comissão Europeia em março de 2023.

 

Com Agência Lusa.

Cabo não respeitava especificações nem estava certificado para transporte de pessoas

O cabo que unia as duas cabinas do elevador da Glória e que cedeu no seu ponto de fixação da carruagem que descarrilou não respeitava as especificações da Carris, nem estava certificado para uso em transporte de pessoas.

As informações constam do relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) ao acidente ocorrido com o elevador da Glória, em Lisboa, em 03 de setembro, e que causou 16 mortos e cerca de duas dezenas de feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.

Segundo o documento, a que a agência Lusa teve hoje acesso, “o cabo instalado não estava conforme com a especificação” da Carris para utilização no ascensor da Glória, nem “estava certificado para utilização em instalações para o transporte de pessoas”.

O GPIAAF acrescenta que o cabo “não era indicado para ser instalado com destorcedores nas suas extremidades, como é o sistema no ascensor da Glória (e no ascensor do Lavra)”.

A investigação detetou falhas no processo de aquisição do cabo pela Carris e nos mecanismos internos de controlo desta empresa responsável pelos ascensores.

“A utilização de cabos multiplamente desconformes com as especificações e restrições de utilização deveu-se a diversas falhas acumuladas no seu processo de aquisição, aceitação e aplicação pela CCFL [Companhia Carris de Ferro de Lisboa], cujos mecanismos organizacionais de controlo interno não foram suficientes ou adequados para prevenir e detetar tais falhas”, sustenta o GPIAAF.

Este organismo lembra, contudo, que, anteriormente, cabos iguais estiveram em uso durante 601 dias no ascensor da Glória (e 606 dias no ascensor do Lavra), sem incidentes.

“Desta forma, naturalmente se conclui que, neste momento, não se pode afirmar se interveio, ou que intervenção teve, a utilização deste tipo de cabo não conforme na rotura ocorrida aos 337 dias de utilização, sendo certo para a investigação que houve outros fatores que tiveram forçosamente de intervir”, aponta o GPIAAF.

A investigação sublinha que “a zona onde o cabo rompeu não era passível de inspeção visual sem desmontagem do destorcedor do trambolho superior [zona de fixação do cabo]”.

“Uma análise macroscópica das extremidades dos cordões rompidos evidencia roturas progressivas, portanto, ocorrendo gradualmente ao longo do tempo, e de diversos tipos. As peritagens metalográficas que serão realizadas no decurso da investigação esclarecerão os mecanismos de rotura envolvidos”, lê-se no relatório preliminar.

O GPIAAF revela também que, “imediatamente antes da preparação para o início da viagem” do acidente, na cabina 1, que se encontrava no cimo da Calçada da Glória, estavam 27 pessoas, incluindo uma criança e o guarda-freio, enquanto no interior da cabina 2, junto à Praça dos Restauradores, estavam 33 pessoas, incluindo três crianças e o guarda-freio.

“Portanto, ambas bem abaixo da sua lotação máxima de 42 ocupantes”, frisa este organismo, acrescentando que no dia do acidente os ascensores “haviam realizado 53 viagens no total”.

“A ocupação média foi de 22 passageiros na cabina 1 e de 17 passageiros na cabina 2, sendo que a lotação máxima de 42 passageiros foi atingida em duas viagens na cabina 1 e em uma viagem da cabina 2”, constatou a investigação.

No relatório preliminar, o GPIAAF adianta ainda que ambos os ascensores “estavam equipados com quatro câmaras de videovigilância, cada um, e com um dispositivo dotado de acelerómetros [equipamentos para medir a aceleração] de baixa precisão”, dando conta de que na Calçada da Glória “existem também diversas câmaras de vigilância”.

“Tal permitiu à investigação estabelecer com o rigor suficiente a sequência de eventos que antecederam o acidente”, indica o documento.

O primeiro embate ocorreu a uma velocidade estimada de entre os 41 e os 49 quilómetros hora, tendo decorrido 33 segundos desde a preparação para a viagem e 20 segundos desde o início do movimento.

 

Investigação deteta falhas e falta de supervisão na manutenção

A investigação ao acidente do elevador da Glória, em Lisboa, detetou falhas e omissões na manutenção do ascensor, apontando também a falta de formação dos funcionários e de supervisão dos trabalhos efetuados pela empresa prestadora do serviço.

O acidente com o elevador da Glória, ocorrido a 03 de setembro, causou 16 mortos e cerca de duas dezenas de feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.

No relatório preliminar do acidente, hoje divulgado e a que a Lusa teve acesso, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) diz que as inspeções previstas para o dia do acidente “estão registadas como executadas, embora detenha evidências de que não foram feitas no período horário indicado na correspondente folha de registo”.

“Durante o período de operação do ascensor por várias vezes um trabalhador do prestador de serviços observou os veículos e falou com os guarda-freios”, refere a investigação, dando conta da existência de um plano de manutenção diária, semanal, mensal e semestral.

Segundo os investigadores, “embora as ações de manutenção contratualmente previstas e planeadas estivessem a ser registadas como cumpridas em sistema de registo próprio, ao qual a Carris tem acesso direto, foram recolhidas evidências de que tal registo não corresponde às tarefas que efetivamente foram executadas”.

“Há evidência de execução de tarefas críticas de forma não padronizada com parâmetros de execução e validação díspares”, lê-se no relatório preliminar.

O GPIAAF conta que, no dia do acidente e no anterior, o cabo não foi observado no fosso, nem tal estava previsto nos procedimentos de manutenção, “embora o caderno de encargos seja contraditório em relação a este aspeto específico”.

“A lubrificação do cabo, prevista com periodicidade semanal, está registada como tendo sido realizada em 28 de agosto. A inspeção mensal ao cabo está registada como tendo sido realizada em 1 de setembro”, constataram os investigadores.

De acordo com GPIAAF, “o local do cabo onde este se rompeu não era passível de ser observado em qualquer destas inspeções”, sublinhando que, nesta fase, não é possível concluir “se algum indício de anomalia no cabo poderia ou não ser observado algum tempo antes da rotura na parte visível junto ao trambolho [ponto de fixação do cabo]”.

Há mais de 20 anos que a manutenção do ascensor da Glória está contratada pela Carris a um prestador de serviços.

A manutenção é assegurada pela mesma empresa desde 2019, contando com um corpo de cinco trabalhadores, à data do acidente.

“O processo de formação dos cinco técnicos, com experiências a variar entre os 11 anos e os 8 meses na empresa, é assente em passagem de conhecimento prático em ambiente de trabalho, sem recurso a ações de formação teórica ou cursos técnicos específicos nos vários equipamentos intervencionados sob os contratos vigentes”, refere o GPIAAF.

O conhecimento “foi sendo passado ao longo dos anos dos técnicos da Carris para os executantes do prestador de serviços e destes em sucessão”.

Os procedimentos de execução (normas), desenhados pela Carris, “há já largos anos que não sofreram qualquer atualização nem o prestador de serviços conta com o necessário corpo de engenharia com o conhecimento técnico especializado em funiculares e meios para o desenvolvimento, atualização e adaptação das ações de manutenção à realidade da operação”.

“Não há, por parte do quadro técnico do prestador de serviços de manutenção, no que respeita ao modo específico de execução dos trabalhos, qualquer orientação aos trabalhadores ou supervisão, a qual é feita pela fiscalização da Carris”, frisa o GPIAAF.

O sistema de qualidade do prestador também não assegura o “levantamento de fragilidades ou a identificação de oportunidades de melhoria com foco nas suas atividades de manutenção, estando voltado maioritariamente para as questões de higiene e segurança no trabalho”.

 

Com Agência Lusa.

Emmanuel Macron considera “normal do ponto de vista humano” ter recebido Nicolas Sarkozy antes da sua prisão.

O antigo Presidente da República, condenado a cinco anos de prisão efetiva no caso líbio, deverá começar a cumprir a pena esta terça-feira, 21 de outubro, na ‘prison de la Santé’, em Paris.

“Era normal, do ponto de vista humano, que eu recebesse um dos meus antecessores”. Em deslocação à Eslovénia, Emmanuel Macron comentou o muito falado encontro com Nicolas Sarkozy no Eliseu, numa altura em que o ex-chefe de Estado se prepara para iniciar a sua pena de prisão esta terça-feira, 21 de outubro, na prisão da Santé, em Paris, no âmbito do processo líbio.

O chefe de Estado aproveitou ainda a ocasião para reafirmar a sua posição firme sobre a separação de poderes, recordando já ter feito “declarações públicas muito claras sobre a independência judicial”.

Estas palavras fazem eco das fortes condenações que expressou recentemente após as ameaças de morte dirigidas aos magistrados que julgaram Nicolas Sarkozy — ataques que classificou de “inadmissíveis”.

“O Estado de direito é o alicerce da nossa democracia. A independência do poder judicial, a sua imparcialidade e a proteção dos magistrados que a exercem são os seus pilares essenciais”, declarou então o Presidente da República.

Duas investigações foram, aliás, abertas na sequência dessas ameaças.

 

Cela de 11 m², sem telemóvel…
Condenado no passado dia 25 de setembro por “associação criminosa” pelo tribunal correccional de Paris, Nicolas Sarkozy foi considerado culpado de ter permitido que os seus colaboradores próximos solicitassem financiamentos ilícitos ao regime líbio de Muammar Kadhafi. Foi, no entanto, absolvido das acusações de “receptação de desvio de fundos públicos” e de “corrupção passiva”.

 

O antigo presidente cumprirá a pena numa cela de 11 metros quadrados, equipada com uma janela selada e uma pequena televisão, mas sem telemóvel. Ficará em isolamento. Segundo informações avançadas pelo Le Figaro, levará consigo duas obras: O Conde de Monte Cristo, em dois volumes, e a biografia de Jesus, de Jean-Christian Petitfils.

 

Num gesto de apoio, o seu filho, Louis Sarkozy, partilhou no sábado passado um apelo a uma concentração no 16º arrondissement de Paris, no dia da entrada do pai na prisão.

 

Com Agências e BFMTV.

Primeiro-ministro defende que imigrantes ilegais na UE devem retornar aos países de origem

O primeiro-ministro defendeu hoje que os imigrantes ilegais na UE devem retornar aos países de origem e argumentou que a Europa só alocará « bons recursos humanos » à sua economia se tiver uma « imigração regulada ».

Na conferência de imprensa de encerramento dos trabalhos da cimeira dos Países do Sul da União Europeia (MED9), na cidade de Portoroz, Eslovénia, Luís Montenegro sublinhou a relevância da imigração para a coesão social e económica da União Europeia (UE), afirmando que se trata de um “fator de competitividade económica”, mas ressalvou a necessidade de regulação.

“Nós precisamos de mão de obra. Mas só é possível nós alocarmos bons recursos humanos à nossa economia se tivermos uma imigração regulada, se as nossas fronteiras tiverem o controlo que precisamos para integrar bem, para dar esperança a quem procura na Europa uma oportunidade de trabalho e para não fomentarmos a imigração ilegal”, defendeu.

O primeiro-ministro argumentou também que a imigração ilegal deve ter como consequência “o retorno daqueles que chegam à Europa” ao país de origem e apelou ao “combate às redes ilegais, máfias organizadas, que estão a traficar seres humanos”.

Montenegro adiantou que os países do sul da UE presentes na cimeira “estão muito de acordo quanto à necessidade de implementar pactos sobre a imigração”, porque, acrescentou, “isso vai dar mais competitividade à economia, com absorção no mercado de trabalho da mão de obra que precisamos e com a consequência que tem de ser implementada para aqueles que violam estas regras”.

O primeiro-ministro reiterou também que o bloco europeu precisa de avançar com a União de Poupança e Investimentos e um mercado único de capitais.

Luís Montenegro afirmou ainda que a UE “precisa de ser mais competitiva do ponto de vista energético”, enfatizando que há capacidade produtiva, em particular de energia verde, e que a Europa “não pode tardar em cumprir projetos de interligação” e de ligação a outras áreas geográficas como o norte de África.

 

Montenegro concorda com proibição da burca no espaço público.

O primeiro-ministro disse hoje concordar com o projeto aprovado no parlamento para proibir o uso da burca no espaço público, argumentando que está em causa o direito à segurança.

“Tenho uma opinião muito clara relativamente ao processo legislativo que decorre na Assembleia da República. Se fosse deputado na Assembleia da República teria votado a favor da proposta de legislação que está hoje em curso, incluindo no fundo a utilização de meios pelos quais as pessoas podem andar com a cara tapada em espaços públicos. Ou seja, a utilização de outras formas de tapar o rosto dos cidadãos”, disse.

Na conferência de imprensa de encerramento dos trabalhos da cimeira dos Países do Sul da União Europeia (MED9), na cidade de Portoroz, Eslovénia, Luís Montenegro argumentou que está em causa o “direito à segurança e à perceção de segurança” e lembrou que “o direito da liberdade de uma pessoa acaba quando esse direito coloca em causa os direitos de outras pessoas”.

“Não vale a pena andarmos com grandes discussões filosóficas sobre aquilo que é uma concepção de vida tranquila entre todos aqueles que compõem a nossa comunidade”, acrescentou.

Luís Montenegro afirmou que, depois de o diploma ser aprovado na generalidade, o parlamento “pode agora aprofundar e escolher a opção legislativa em concreto com as suas exceções”.

“Mas o princípio é um princípio correto no qual eu me revejo e, portanto, faço votos para que o processo legislativo se encerre”, concluiu.

PSD, IL e CDS-PP aprovaram na sexta-feira, na generalidade, o projeto de lei do Chega que visa proibir a utilização de burca em espaços públicos, invocando os direitos das mulheres e questões de segurança.

A iniciativa contou com os votos favoráveis do Chega, PSD, IL e CDS-PP, votos contra de PS, Livre, BE e PCP, e a abstenção de PAN e JPP.

Questionado sobre se concorda com o líder do Governo espanhol, Pedro Sánchez, sobre a necessidade de acabar com a mudança de hora, o primeiro-ministro respondeu que é “uma matéria para a qual tem disponibilidade para aprofundar”, mas que ainda não o fez, acrescentando que haverá “outras oportunidades para tomar a decisão correta no espaço europeu”.

Depois de um dia de reuniões de trabalho na cimeira do MED9, o primeiro-ministro falou, em conferência de imprensa, ao lado de homólogos europeus, como Pedro Sánchez ou Emmanuel Macron, respondendo a uma pergunta da imprensa portuguesa, como previamente definido pela organização.

À margem da conferência de imprensa, Luís Montenegro recusou responder a perguntas da comunicação social portuguesa presente no local.

 

Com Agência Lusa.

Joias de Napoleão em parte incerta. Louvre mantém portas fechadas após assalto histórico

O Museu do Louvre não abriu portas esta segunda-feira aos visitantes, após o estranho assalto de domingo, em que quatro assaltantes levaram oito « joias da coroa francesa ».

A polícia francesa começou a “caça ao homem” e tenta recuperar as peças.

O roubo em plena luz do dia, que parece tirado de uma tela de cinema, está a gerar polémica e debate, principalmente no cenário político francês, que já vivia dias atribulados.

Depois de primeiras indicações de que o museu ia abrir e estando centenas de pessoas nas filas – algumas passando mesmo a segurança – a direção do Museu em consonância com o Ministério Público, o perfeito de polícia e a ministra da Cultura decidiram manter encerrado o Museu do Louvre.
“Após o assalto de ontem ao Louvre, o museu lamenta informar que permanecerá fechado ao público hoje”, lê-se numa mensagem no site do museu. “Os visitantes que já compraram bilhetes serão reembolsados automaticamente”.

O Louvre, o museu mais visitado do mundo, foi fechado repentinamente no domingo após um assalto à galeria Apollon, lar das joias da coroa francesa. O museu foi alvo de parte de um ousado assalto à luz do dia, em plena capital francesa, no qual joias napoleónicas inestimáveis foram roubadas.

Um grupo de quatro homens roubou joias no domingo de manhã utilizando um empilhador estacionado na margem do rio Rena, fazendo-o subir até à altura de uma janela do primeiro andar do museu. Foram roubadas oito joias « de inestimável valor patrimonial », entre as quais a tiara da imperatriz Eugénia (mulher de Napoleão III, imperador de 1852 a 1870) e dois colares.

Os homens entraram na Galeria Apollo depois de partirem os vidros da janela. E, segundo o Ministério francês da Cultura, a coroa da imperatriz foi deixada para trás durante a fuga dos assaltantes e encontra-se a ser avaliado.

A “caça ao homem” começou imediatamente. A polícia francesa procura os quatro indivíduos que orquestraram este assalto que tem tanto de estranho como de espetacular.

O canal francês TF1 revelou, esta segunda-feira, que as autoridades encontraram nas redondezas do museu alguns objetos dos assaltantes – um maçarico, gasolina, luvas, um walkie-talkie, um cobertor.

Já no domingo tinha sido encontrada, a coroa da imperatriz Eugénia.

E enquanto as autoridades tentam localizar os criminosos, surgem questões de como o conseguiram fazer e quem podia estar interessado nas peças.

 

Com RTP, TF1, AFP e BFMTV.

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