Lisboa. Lula apela aos imigrantes brasileiros em Portugal para que voltem

Foto:António Cotrim, Lusa

Presidente eleito do Brasil apela aos imigrantes brasileiros em Portugal para que voltem ao país.

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Alfa/com Lusa (adaptação Alfa)linkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO Presidente eleito do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, apelou hoje aos imigrantes brasileiros em Portugal para que voltem para o país, que « logo, logo » os poderá receber « de braços abertos ».

« Às vezes fico triste quando vejo brasileiros e brasileiras morando em outros países por não conseguirem encontrar oportunidades de estudar ou trabalhar no seu país », disse Luís Inácio Lula da Silva.

Referindo de seguida que no tempo em que foi Presidente do Brasil, nomeadamente em 2007 e 2008, uma coisa de que se orgulha é que “muita gente que estava fora do Brasil voltou […], porque tinha oportunidade de emprego e porque as pessoas se sentiam bem ».

Agora, acrescentou Lula quer que suceda o mesmo.

« Eu espero que vocês comecem a voltar para o Brasil », afirmou, garantindo que « logo, logo o país estará de braços abertos para os receber ».

Num discurso muito emotivo, Lula da Silva, que falou hoje de manhã com 200 representantes dos imigrantes brasileiros em Portugal, apelou também à não violência e agradeceu o voto da « maioria esmagadora » da comunidade imigrante em Portugal », garantindo que só pode pagar agora « com gratidão ».

No seu segundo e último dia de visita a Portugal Lula da Silva teve este encontro no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa com 200 representantes de instituições representativas da comunidade brasileira, de onde saiu diretamente para o aeroporto de Figo Maduro, para o voo de regresso ao Brasil.

O objetivo desta visita foi retomar o relacionamento entre o Brasil e Portugal.

Na sexta-feira, primeiro dia de visita oficial a Lisboa, Lula da Silva encontrou-se com o Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa e com o primeiro-ministro, António Costa.

Lula da Silva, 77 anos, foi eleito em 30 de outubro, data da segunda volta das eleições presidenciais brasileiras como Presidente do Brasil, com 50,90% dos votos, derrotando Jair Bolsonaro (extrema-direita), que obteve 49,10%, quando estavam contadas 99,93% das secções eleitorais.

Lula da Silva, que já cumpriu dois mandatos entre 2003 e 2011, regressará, assim, ao Palácio do Planalto, em Brasília, depois de tomar posse no dia 01 de janeiro de 2023.

Em Lisboa. Lula garante que cuidará da Amazónia como património da Humanidade

Lula garante que cuidará da Amazónia como património da Humanidade

 

email sharing buttonAlfa/ com Lusa
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whatsapp sharing buttonO Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, garantiu sexta-feira em Lisboa que vai cuidar da Amazónia “como um património da Humanidade”.

Lula da Silva, que falava numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, frisou a soberania do Brasil relativamente à Amazónia, mas reconheceu a importância de partilhar com o mundo a pesquisa para se descobrir o potencial da biodiversidade”.

“Esse compromisso nós assumimos de dizer ao mundo que nós vamos proibir o garimpo ilegal, que nós vamos proibir madeireiros ilegais, que nós vamos proibir as invasões de terras ilegais, que nós vamos preservar as terras indígenas e vamos preservar várias de preservação ambiental, que elas continuem intocáveis, para que o povo possa ter certeza que o Brasil está cumprindo com a sua tarefa“, acrescentou.

Lula da Silva considera a questão climática como sendo “um desafio para a Humanidade”.

“Nós não temos dois planetas Terra, nós temos um único. E é esse único que nós vamos cuidar. Cuidar com muita responsabilidade e por isso eu fiz questão de dizer que os países mais ricos têm que assumir com os compromissos, porque em Doha, em 2009, foi aprovado que os países ricos iriam fazer um fundo de 100 mil milhões de dólares para ajudar os países emergentes dos países que ainda têm florestas preservadas e até agora não foi juntado sequer um dólar do compromisso feito”, acusou.

No plano da governança global, Lula da Silva defendeu uma solução “mais representativa, sobretudo na questão climática”.

“É preciso que a gente tenha uma governança global, com mais representatividade, e eu estou defendendo que a ONU de hoje não pode continuar sendo a ONU de 1948. O mundo mudou, a geopolítica mudou, as pessoas mudaram, a cultura mudou e, portanto, o Conselho de Segurança da ONU precisa mudar. Precisa ter mais gente representando todos os continentes e precisa acabar com a ideia de que um país pode ter o direito de veto. Ninguém é superior a ninguém”, frisou.

O Presidente eleito do Brasil está de visita a Portugal depois de ter participado na 27.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP27), em Sharm el-Sheikh, no Egito.

Luiz Inácio Lula da Silva, que já cumpriu dois mandatos como Presidente do Brasil, entre 2003 e 2011, foi novamente eleito em 30 de outubro, na segunda volta da eleição presidencial brasileira, com 50,9% dos votos, derrotando o chefe de Estado brasileiro em exercício, Jair Bolsonaro.

Portugal empata com Estados Unidos e apura-se para Mundial de râguebi França2023

A seleção portuguesa de râguebi qualificou-se hoje para o Mundial de França2023, após empatar com os Estados Unidos 16-16, no Dubai, na terceira e última jornada do torneio final de repescagem para a competição.

Uma penalidade convertida por Samuel Marques na bola de jogo permitiu aos ‘lobos’ igualar o marcador e garantir o apuramento para o França2023, uma vez que detinha vantagem sobre os EUA no primeiro critério de desempate, a diferença de pontos marcados e sofridos nos três jogos do torneio.

Ao intervalo, Portugal vencia por 10-9, com um ensaio de Raffaele Storti (08 minutos), transformado por Samuel Marques (09), que converteu também uma penalidade (37), contra três penalidades do norte-americano AJ MacGinty (03, 22, 40).

Na segunda parte, Marques (50) voltou a acertar entre os postes, mas um ensaio de Kapeli Pifeleti (60), transformado por AJ MacGinty (60), deixou os ‘lobos’ atrás no marcador (13-16), valendo a capacidade de reação da equipa orientada por Patrice Lagisquet, que permitiu colocar o jogo no meio-campo norte-americano no final do encontro e conquistar a penalidade decisiva.

Os portugueses e os norte-americanos disputavam a última vaga no França2023, após ambos vencerem os primeiros encontros do torneio final de repescagem, frente aos campeões asiáticos, Hong Kong, e aos vice-campeões africanos, o Quénia.

Portugal tinha falhado o apuramento através do agregado de resultados dos Europe Championship de 2021 e 2022, mas obteve o direito a disputar a repescagem, no Dubai, após a Espanha ter sofrido uma penalização de 10 pontos por utilização irregular de um jogador.

Esta é apenas a segunda vez que Portugal vai disputar o Campeonato do Mundo de râguebi, após a única e histórica participação, em 2007, também em França.

A seleção portuguesa vai integrar o Grupo C do Campeonato do Mundo, com País de Gales, Austrália, Ilhas Fiji e Geórgia.

O Mundial de râguebi de 2023 realiza-se em França, de 08 de setembro a 28 de outubro.

 

Com Agência Lusa.

“Qatar não respeita os direitos humanos”. PR Marcelo critica mas vai ao estádio ver o Portugal-Gana

Mundial2022: “Qatar não respeita os direitos humanos”

 

Alfa/ com Lusa
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whatsapp sharing buttonO Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse ontem que “o Qatar não respeita os direitos humanos”, a três dias do arranque do Mundial2022 de futebol, mas vai assistir ao Portugal-Gana, em 24 de novembro.

“O Qatar não respeita os direitos humanos. Toda a construção dos estádios e tal…, mas, enfim, esqueçamos isto. É criticável, mas concentremo-nos na equipa. Começámos muito bem e terminámos em cheio”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, na zona de entrevistas rápidas no Estádio José Alvalade.

O Presidente da República falava após a vitória de Portugal sobre a Nigéria, por 4-0, no último particular antes da partida para o Qatar, na sexta-feira, para disputar o Campeonato do Mundo.

Rebelo de Sousa explicou aos jogadores que este será “um campeonato muito difícil”, não só por uma inédita calendarização no inverno europeu, como pelas “condições muito difíceis, da construção dos estádios aos direitos humanos”.

Hoje, a associação Frente Cívica pediu ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, António Costa, e ao presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, que boicotem o evento.

Nesta entrevista, afirmou que estará no Qatar para assistir à estreia da seleção portuguesa: “Para a semana, no Portugal-Gana, lá estarei”.

Quanto à performance desportiva, apreciou o jogo de hoje, que mostrou que os 26 convocados poderão “estar à altura das circunstâncias” na fase final do Mundial, tendo mostrado “competência técnica e espírito de equipa”.

Marcelo Rebelo de Sousa disse, entretanto, que os jogadores devem encarar “cada desafio como uma final”, e que acredita numa possível vitória na final, “mas é muito difícil”.

Embora as autoridades do Qatar neguem, várias organizações apontam para milhares de mortes naquele país entre 2010 e 2019 em trabalhos relacionados com o Mundial, com um relatório do jornal britânico The Guardian, de fevereiro deste ano, a cifrar o valor em 6.500 óbitos, número que muitos consideram conservador.

Além das mortes por explicar, o sistema laboral de ‘kafala’ e os trabalhos forçados, sob calor extremo e com longas horas de trabalho, entre outras agressões, têm sido lembradas e expostas há anos por organizações não-governamentais e relatórios independentes.

Ao longo dos últimos anos, numerosas organizações e instituições têm apelado também à defesa dos direitos de adeptos, e não só, pertencentes à comunidade LGBTQIA+, tendo em conta a perseguição de que são alvo no Qatar.

Várias seleções, como Dinamarca, Austrália ou Estados Unidos, posicionaram-se ativamente contra os abusos ou a favor da inclusão e proteção, quer dos migrantes quer da comunidade LGBTQIA+, tanto a viver no país como quem pretenda viajar para assistir aos jogos.

O Campeonato do Mundo masculino de futebol vai decorrer entre 20 de novembro e 18 de dezembro, com a seleção portuguesa apurada e inserida no grupo H, com Uruguai, Gana e Coreia do Sul.

Consulados, ensino de português, cultura e outros destaques do Passsagem de Nível do dia 20

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo 20 de novembro 2022. Das 12h00 às 14h00

Temas em destaque:

-O Orçamento Geral do Estado para 2023 e as Comunidades Portuguesas: consulados, ensino, apoio social a idosos carenciados, movimento associativo,
Conselho das Comunidades…
Convidados:
Paulo Cafôfo, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas
Paula Santos, líder parlamentar do PCP na Assembleia da República

Stª Casa da Misericórdia de Paris, balanço das reuniões de reflexão com outras instituições para melhorar as acções a fim de ajudar as pessoas mais carenciadas
Convidada: Ilda Nunes, Provedora da Stª Casa da Misericórdia de Paris

-4ª Edição da celebração da proclamação do Cante Alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco, concerto de cante alentejano e de polifonias do Norte de Portugal, dia 25 de Novembro na MVAC14, 22 rue Deparcieux, Paris 14.
Convidados:
Carlos Balbino, fundador do grupo Cantadores de Paris (Cante Alentejano)
Sofia Costa, grupo de polifonias do Norte de Portugal (associação EmCanto)

-20ª Edição do festival JAZZYCOLORS/FICEP: concerto do trio de jazz português “Os Cíntia”, dia 25 de Novembro no Paris-Prague Jazz Club-Centre Tchèque, 18 rue Bonaparte, Paris 6, às 20h00
Convidado: Simão Bárcia, guitarrista

“PODER PODER”, um tema musical que associa duas canções: “Me gustas tu” de Manu Chao e “Grande Poder” do Mestre Verdelinho, para relembrar a Amazónia e a necessidade de defender o planeta
Convidado: Udi Fagundes, autor, compositor, interprete, na origem deste trabalho

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

 

Nota: Emissão com redifusão na noite de 4ª para 5a feira, entre as 0h00 e as 2h00

Cristiano Ronaldo assume provável despedida da prova no Qatar

O futebolista internacional português Cristiano Ronaldo, que representa os ingleses do Manchester United, admitiu hoje que “provavelmente” vai disputar no Qatar a quinta e última presença numa fase final de um mundial.

“Sexta presença em 2026? Vai ser difícil. Se será o meu último Mundial? Provavelmente. Estou muito otimista. Temos um treinador fantástico e uma grande geração de jogadores. Estou convicto de que vamos fazer um grande Mundial2022”, frisou o capitão da seleção nacional, na segunda parte da entrevista concedida a uma estação televisiva britânica.

A 22.ª edição da prova realiza-se no Qatar, entre domingo e 18 de dezembro, em plena temporada 2022/23, com Portugal a encarar Gana (24 de novembro), Uruguai (dia 28) e Coreia do Sul (02 de dezembro), orientada pelo treinador luso Paulo Bento, no grupo H.

“Não somos favoritos. Nunca o somos. Provavelmente, são França, Espanha, Argentina, Alemanha e Brasil. Claro que a Inglaterra tem uma chance, assim como Portugal. Vai ser diferente, mas não me importa que aconteça no inverno. Falam de que não foi uma boa opção escolher o Qatar, mas deveriam ter pensado nisso antes. Temos de nos focar no futebol e em dar boas-vindas às pessoas, que querem desfrutar deste Mundial2022. Vejo um bom torneio e acho que o Qatar está preparado. Sinto uma boa energia”, referiu.

Advertindo que será “duro e extremamente difícil”, Cristiano Ronaldo lembra que “tudo é possível”, confidenciando mesmo que “já sonhou uma vez” em juntar o cetro mundial aos êxitos logrados com a equipa das ‘equinas’ no Euro2016 e na Liga das Nações de 2019.

“Sinto-me muito bem. Sinto que vou fazer um Mundial brutal. Estou mental e fisicamente preparado. É o que é. A vida é boa. Estou bem e feliz por fazer esta entrevista, que vai gerar polémica, mas é assim”, atirou, na sequência de um início de temporada 2022/23 atribulado no Manchester United, com três golos em 16 jogos, 10 dos quais como titular.

O avançado madeirense, de 37 anos, revelou que “terminaria a carreira” no imediato se, perante uma eventual final entre Portugal e Argentina, fizesse os mesmos dois golos do ‘albiceleste’ Lionel Messi antes de concretizar o ‘hat-trick’ decisivo já perto do apito final.

“Isso seria bom demais. Não esperaria um sonho assim tão bom quanto esse [risos]. Se Portugal alcançar a final e alguém que não eu marcar, mesmo que seja o guarda-redes, não me importa. Serei a pessoa mais feliz do mundo. Se isso acontecesse, posso dizer que terminaria a minha carreira”, expressou, mostrando vontade em “jogar mais dois ou três anos no máximo” e terminar a carreira “aos 40”, mesmo que “a vida seja dinâmica”.

Durante a conversa com o jornalista inglês Piers Morgan, ‘CR7’ elogiou o avançado dos franceses do Paris Saint-Germain, que se notabilizou nos espanhóis do FC Barcelona, com ambos a disputarem a ribalta do futebol mundial ao longo da última década e meia.

“Como jogador é extraordinário, mágico, de topo. Partilhámos o relvado 16 anos. Tenho uma boa relação com ele. Não somos amigos de falar ao telefone ou de ir a casa um do outro, mas é como se fosse um colega de equipa e respeito-o. Até as nossas mulheres são argentinas. O que vou dizer dele? Grandes coisas. É um grande homem e fez tudo pelo futebol. Se é o melhor que vi para além de mim? Provavelmente, sim, tal como o [Zinédine] Zidane”, avaliou, aludindo ao treinador francês que o orientou no Real Madrid.

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi vão lutar por um inédito título à quinta participação num campeonato do mundo, depois de terem congregando sucessos em 12 das 13 Bolas de Ouro atribuídas de 2008 a 2021 e em 10 de 12 Botas de Ouro entre 2007/08 e 2018/19.

Se o argentino comanda essas distinções (sete contra cinco Bolas de Ouro e seis contra quatro Botas de Ouro), o luso foi por mais vezes vencedor (cinco contra quatro) e melhor marcador (sete contra seis, incluindo o ‘cetro’ que partilharam) da Liga dos Campeões.

“Se já jantámos juntos? Não. Por que não? Adoro conhecer pessoas, partilhar ideias e aprender coisas e novas histórias e cérebros. Farei isso. Sou boa pessoa, tenho um bom coração e não gosto de criticar as pessoas. Não é a forma como levo a vida”, finalizou.

Ronaldo arrependido de ter abandonado jogo do Manchester United antes do fim

 

O futebolista internacional português Cristiano Ronaldo mostrou-se hoje arrependido por ter abandonado o jogo do Manchester United face ao Tottenham antes do fim, apesar da desavença com o treinador neerlandês Erik ten Hag.

“Vou ser sincero: arrependo-me ou talvez não. Não sei. É complicado dizer a 100%, mas digamos que me arrependo. Ao mesmo tempo, senti-me provocado pelo treinador. Não permito que um treinador me coloque apenas três minutos no jogo. Peço desculpa, mas não sou esse tipo de jogador. Sei o que posso dar à equipa”, atirou o capitão da seleção nacional, na segunda parte da entrevista concedida a uma estação televisiva britânica.

Em 19 de outubro, o avançado ficou de fora do ‘onze’ no triunfo caseiro sobre os ‘spurs’ (2-0), da 12.ª jornada da Liga inglesa, sendo que, nos minutos finais do encontro, quando se apercebeu que não iria entrar em campo, deixou repentinamente a zona técnica junto aos bancos de suplentes para caminhar em direção ao túnel de acesso aos balneários.

“Não tenho respeito por ele [Erik ten Hag], porque não mostra respeito por mim. Estamos nessa situação. As coisas não correram bem por causa disso. A empatia não existe. Ele continua a dizer coisas à imprensa que acredita que são boas para se proteger a si e ao Manchester United. Gosto de homens que não mentem, são honestos e falam de forma frontal. Agora, não vou negociar o meu moral, porque está sempre intacto”, prosseguiu.

Suspenso pelos ‘red devils’ no dia seguinte, Cristiano Ronaldo voltaria a competir em 27 de outubro, quando cumpriu os 90 minutos e fechou o marcador do êxito na receção aos moldavos do Sheriff (3-0), para a quinta e penúltima ronda do grupo E da Liga Europa.

“Fiquei desapontado com o comunicado do Manchester United. Nunca tive problema com clubes ou treinadores e suspenderam-me três dias. Senti muito isso. A nível desportivo, senti-me humilhado. Lembro-me de chegar a casa, o [filho] Cristianinho perguntar se eu não ia jogar e rir-se. Por um lado, estava relaxado, mas desapontado. Não sou perfeito e cometi um erro, mas fizeram fogo com a imprensa e isso desapontou-me”, reconheceu.

O atribulado início de temporada 2022/23 saldou-se com três golos e duas assistências em 16 jogos, 10 dos quais como titular, num total de 1.050 minutos, volvido o atraso na chegada à pré-época sob alçada de Erik ten Hag, contratado aos neerlandeses do Ajax.

“Estive muito mal por causa de coisas que não disse a ninguém. Nas férias, a minha filha mais nova sofreu bronquite e esteve uma semana no hospital. As pessoas lá inventaram histórias de que eu não queria viajar, mas sou um ser humano e têm de entender que irei estar sempre ao lado da minha família. Não vou negociar nada para além disso”, frisou.

Conforme um dos excertos da conversa com o jornalista inglês Piers Morgan divulgados desde domingo, ‘CR7’ sentiu-se “traído” pela estrutura, lamentando que “os diretores e o presidente duvidassem da sua palavra e não acreditassem que algo se estava a passar”.

“A culpa é sempre minha e o problema sou eu. É como se fosse a ovelha negra. Se fazes bem ou mal, arranjam críticas. Até na seleção. Nos últimos meses, essas críticas foram muito más a nível profissional e familiar. Surpreendeu-me bastante. Olharam-me como o mau da fita, mas isso não é verdade e deviam ouvir os factos da minha boca”, contestou.

O madeirense, de 37 anos, ilustra essa visão com o jogo caseiro de pré-época diante dos espanhóis do Rayo Vallecano (1-1), em 31 de julho, quando deixou Old Trafford antes do apito final, dizendo que “mais oito futebolistas” também o fizeram, mas “só falaram” de si.

“Ele [Erik ten Hag] sempre me disse que, como não fiz a pré-temporada, deveria esperar pela minha oportunidade, mas não fez esse procedimento com todos os jogadores. Não vou mencionar nomes. Depois, o Manchester United estava muito mal nos últimos cinco anos e queriam limpar a casa, mas a maneira como fizeram disso algo tão grande mostra que a comunicação não foi a melhor. Não é possível estar 21 anos no topo se não se for profissional. Toda a vida fui dos melhores profissionais, mas entristeceram-me”, reiterou.

O vencedor de cinco Bolas de Ouro (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) criticou também a decisão do treinador neerlandês em evitar a sua utilização na goleada sofrida na casa do Manchester City (3-6), no dérbi da nona jornada do Premier League, em 02 de outubro.

“São desculpas. Ele pode ter uma opinião diferente e respeito-o, mas desculpas a toda a hora têm perna curta e não fazem sentido. Não me coloca diante do Manchester City por respeito à minha carreira, mas já me queria pôr a jogar três minutos contra o Tottenham. Não fez sentido. Acho que fez de propósito”, terminou Cristiano Ronaldo, que tem estado inserido no estágio de preparação da seleção nacional para a fase final do Mundial2022.

Com Agência Lusa.

Mundial2022: Portugal vence Nigéria no último teste antes do Qatar

A seleção portuguesa de futebol goleou hoje a Nigéria por 4-0, no último encontro de preparação para o Mundial2022 do Qatar, disputado no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

Um ‘bis’ de Bruno Fernandes, aos nove e 35 minutos, este de grande penalidade, na primeira parte, e golos de Gonçalo Ramos (82) e João Mário (84), já na reta final da partida, permitiram a Portugal construir um triunfo claro sobre os nigerianos, orientados pelo português José Peseiro e que vão falhar o Campeonato do Mundo, que arranca no domingo no Qatar.

Na sexta-feira, a comitiva lusa partirá para o Qatar, tendo estreia marcada no grupo H do Mundial2022 para 24 de novembro, diante do Gana, antes de defrontar o Uruguai, em 28 novembro, e a Coreia do Sul, de Paulo Bento, em 02 de dezembro.

A 22ª edição do Campeonato do Mundo arranca no domingo, com o duelo entre o anfitrião Qatar e o Equador, para o grupo A, e termina em 18 de dezembro.

 

Com Agência Lusa.

Centenário do nascimento de José Saramago. A falta que ele nos faz! Opinião

Centenário do nascimento de José Saramago.

A falta que nos faz a sua imaginação para nos ajudar a interpretar este mundo tão complexo e complicado.

Crónica de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews, para ouvir na Rádio Alfa, na sexta-feira, 18.

Ou ouça aqui:

 

Conselho das comunidades diz que voto eletrónico para emigrantes está cada vez mais longe

Conselho das comunidades diz que voto eletrónico para emigrantes está cada vez mais longe

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Alfa/com Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonA possibilidade dos emigrantes portugueses votarem eletronicamente para as eleições em Portugal está hoje mais afastada, com apenas o PSD a manter a intenção de apresentar uma proposta neste sentido, segundo o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP).

A ideia foi avançada pelo presidente do Conselho Permanente do CCP, que ontem terminou uma reunião extraordinária de três dias, em Lisboa, com a questão da alteração da lei que regulamenta este órgão consultivo do Governo para as comunidades a dominar os encontros.

Ao fim de três dias em que mantiveram, entre outros, contactos com os grupos parlamentares, os conselheiros saem com a ideia de que o voto eletrónico para as eleições em Portugal está mais longe e que nem sequer a possibilidade de um projeto-piloto para esta modalidade de voto durante as eleições para o CCP, previstas para 2023, é certa.

Defensor do alargamento das modalidades de voto pelas comunidades, o CCP também não encontrou no secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, com quem hoje se reuniu, diligências no sentido da ideia avançar.

Segundo Flávio Martins, a resistência deve-se, sobretudo, a dúvidas com a segurança do processo, pelo que um projeto-piloto afigura-se, para este conselheiro no Rio de Janeiro, Brasil, mais oportuna que nunca.

“Há hoje mais resistência ao voto eletrónico do que em julho passado”, disse Martins, recuando para a altura da reunião do CCP, em Lisboa.

Esta resistência vem “dos mais diversos partidos, do PS, à direita, à esquerda”, avançou, ressalvando que o PSD é o único partido que manifestou a intenção de avançar com uma proposta neste sentido.

O PSD foi, aliás, o partido que mais avançou nas matérias que estiveram na base desta reunião extraordinária do CCP em Portugal, tendo-se comprometido em apresentar um projeto-lei com uma proposta de alteração da lei que regula o funcionamento do CCP até ao final de novembro.

Também o PS elaborou uma proposta que deverá apresentar até ao final do ano ou, o mais tardar, no início do próximo, a qual não é ainda do conhecimento dos conselheiros.

Flávio Martins reiterou a necessidade desta lei ser alterada e serem levadas em conta as alterações que as próprias comunidades portuguesas sofreram nas últimas décadas, a começar pelo aumento do número de eleitores, que passou de 245.000 em 2014 para 1,432 milhões em 2019.

O CCP também reivindica um gabinete de apoio ao conselho, uma vez que, a concretizar-se a pretensão deste órgão se pronunciar sobre matérias relacionadas com as comunidades, abordadas no parlamento, será necessário um espaço próprio.

O aumento de conselheiros de 80 para 100 também é uma medida defendida pelo CCP, assim como uma verba maior do que a contemplada no Orçamento do Estado para 2023, definida em 350.000 euros, quando o CCP tinha apresentado uma proposta de 440.000 euros.

Segundo Flávio Martins, até ao momento apenas o PCP apresentou uma proposta de alteração do valor para 2023, defendendo uma verba de 600.000 euros.

No final destes três dias de trabalhos, Flávio Martins disse que, após o consenso manifestado pelos partidos sobre a necessidade da lei mudar, é preciso agora concretizar esta mudança e manifestou-se esperançoso de que, após a sua aprovação e publicação, seja possível a realização das eleições para o CCP no segundo semestre de 2023 e, em novembro do próximo ano, ser realizado o plenário para a tomada de posse da sua nova composição.

O CCP é um órgão consultivo do Governo para as questões das comunidades, composto atualmente por um máximo de 80 conselheiros, eleitos por mandatos de quatro anos.

Republicanos recuperam maioria na câmara de representantes dos EUA

Republicanos recuperam maioria na câmara de representantes dos EUA

 

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Alfa/ com Lusa
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whatsapp sharing buttonOs republicanos garantiram na quarta-feira a recuperação do controlo da câmara de representantes dos EUA, podendo tornar-se um obstáculo à estratégia política do Presidente Joe Biden.

Depois de ter perdido a hipótese de recuperar o senado, o Partido Republicano conseguiu uma ligeira minoria na câmara baixa do Congresso, muito longe da “onda vermelha” (a cor do partido), prometida pelo ex-Presidente Donald Trump como desfecho das eleições intercalares que decorreram no passado dia 08.

Com alguns círculos eleitorais ainda por esclarecer, os republicanos atingiram na quarta-feira os 218 lugares que garantem a maioria na câmara de representantes, suficiente para criar dificuldades à agenda política de Joe Biden, nos próximos dois anos.

Com este resultado, o Congresso dos EUA regressa ao modelo de “casa dividida”, com o senado controlado pelos democratas e com a câmara de representantes liderada pelos republicanos.

O Partido Republicano não esperou pelos resultados finais para começar a escolher o líder da maioria na câmara baixa do Congresso, tendo indicado o nome de Kevin McCarthy para substituir a democrata Nancy Pelosi.

McCarthy venceu o primeiro embate – afastando o senador Rick Scott, que era apoiado por Donald Trump – mas para ficar com o lugar de Pelosi, terá de se sujeitar a uma votação final, no início do próximo ano, onde precisará do apoio da maioria dos 435 membros da câmara de representantes.