Morreu o guitarrista e fadista Carlos Macedo, intérprete de « Até o Rei ia ao Fado »

O fadista e guitarrista Carlos Macedo, eleito rei do fado em Moçambique, em 1972, morreu hoje de manhã, aos 79 anos, no Hospital de Santa Maria, disse à agência Lusa fonte da Casa do Artista.

Com uma carreira de 60 anos, Carlos Macedo foi fadista, guitarrista, autor de poemas – faceta que iniciou ainda menino -, compositor e construtor de guitarras.

O músico gravou os primeiros discos em Moçambique, quando cumpria o serviço militar obrigatório.

As lides musicais, porém, começaram mais cedo, quando aos 17 anos formou um conjunto típico com o seu nome, com o qual se apresentou nas rádios nacionais.

José Carlos de Campos Macedo nasceu em 09 de dezembro de 1946, em Lousado, Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga. Aos 15 anos começou a trabalhar numa fábrica têxtil, onde se manteve até ao serviço militar que cumpriu em Moçambique, onde residiu até 1975.

No regresso a Portugal, apresentou-se no Clube Mil e Um, em Lisboa, e, posteriormente, no Chaparro, em Cascais. Em 1976, fez parte do elenco da casa de fados Mal Cozinhado, no Porto.

Em finais de 1977, partiu para França, para passar a atuar na casa de fados Saudade, em Versailles, regressando mais tarde a Portugal, para cantar e tocar nas casas Senhora das Preces, Tabuinhas e Kopus Bar, na área da Grande Lisboa.

Em 1982, atuou no Embuçado, em Lisboa, e iniciou um período longo na casa de fados da fadista Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo, Senhor Vinho, onde se manteve até março de 2008.

Com Maria da Fé, Carlos Macedo realizou várias digressões nacionais, pela Europa e pela América do Sul, quer como guitarrista, quer como fadista.

Numa dessas digressões, ao Brasil, em 1984, por ocasião da denominada « Ponte Cultural », uma atuação sua, « feita de emergência », no Rio de Janeiro, « conquistou o Brasil », segundo noticiou o semanário Tal & Qual na época.

« Ele conquistou o Brasil enquanto Maria da Fé foi mudar de vestido », intitulou o semanário, explicando em seguida: « De repente, a grande cantora portuguesa Maria da Fé precisa de mudar de vestido e pede ao guitarrista Carlos Macedo que a substitua momentaneamente. Este canta três fados ‘Rapsódia’, ‘Recordação do Passado’ e ‘Até o Rei ia ao Fado’ e põe o público em delírio. Aplausos vibrantes e intermináveis. Estes momentos foram de autêntica glória para o grande artista Carlos Macedo, toda a plateia de pé aplaude entusiasticamente. No final a cantora brasileira Alcione cumprimenta o fadista e diz-lhe: ‘Você esteve simplesmente maravilhoso!’. No dia seguinte a imprensa brasileira, especialmente a do Rio de Janeiro, onde o espetáculo decorreu, dizia de Carlos Macedo: ‘Foi a surpresa da noite; foi a revelação de um fadista que sabe cantar Alfama com verdadeiros sentimentos' ».

Em 1975, gravou o seu primeiro álbum, que inclui o êxito « Até o Rei ia ao Fado » (Tó Moliças/Carlos Macedo).

Até ao final da década de 1980, gravou oito álbuns, aos quais se juntam « Fado », « O Nosso Amor Está por um Triz », « Desejos », « Este Meu Fado » e « Entre Nós e o Fado », saído em 2010 e que pôs fim a uma ausência de dez anos dos estúdios. Como guitarrista gravou com diversos artistas portugueses.

Entre os seus êxitos contam-se « Campa Florida », « Nosso Amor, Meu Amor », « Quero ir à Minha Terra » e « Sou Peregrino ».

 

Com Agência Lusa.

Portugal na final do Europeu de râguebi após exibição completa contra Espanha

Uma seleção portuguesa de râguebi sólida na defesa, disciplinada e altamente eficaz no último terço do terreno apurou-se hoje para a final do Rugby Europe Championship, após vencer a Espanha (26-7), nas meias-finais, em Lisboa.

Dois ensaios de Rodrigo Marta (27 e 55 minutos), ambos transformados por Domingos Cabral, que somou, ainda, quatro penalidades (15, 39, 60, 71) no Estádio do Restelo, permitiram aos ‘lobos’ igualar o seu melhor triunfo de sempre contra os ‘leones’, repetindo os 19 pontos de diferença (35-16) conseguidos há 23 anos, em Coimbra.

E a seleção portuguesa só não superou esse registo devido a um breve instante de distração que permitiu ao terceira linha Alex Saleta (68) sair de uma formação ordenada, com a bola na mão, sem oposição, para somar os únicos pontos dos espanhóis já para lá de metade da segunda parte.

Um detalhe que não mancha aquela que foi, provavelmente, a exibição mais completa de Portugal desde a chegada do selecionador Simon Mannix, e logo contra o velho rival ibérico que, há um ano, afastou os ‘lobos’ da decisão.

A jogar contra o vento, na primeira parte, a seleção lusa esteve seguríssima a defender no seu meio-campo, não consentido qualquer brecha aos espanhóis e, mais importante, não cedendo, sequer, uma penalidade que lhes permitisse somar pontos alvejando os postes.

Além disso, sempre que foi à área de 22 metros adversária, somou pontos, em duas penalidades de Domingos Cabral (15, 39) e num ensaio de Rodrigo Marta (27), ‘assistido’ por Tomás Appleton, a concluir um lance em que Hugo Camacho surpreendeu a defesa contrária ao cobrar de forma rápida uma penalidade à entrada dos 22 metros.

A vencer por 13-0 ao intervalo, Portugal voltou a entrar sólido na segunda parte e, agora, com o vento a favor, já conseguia usar o temível jogo ao pé das suas linhas atrasadas para empurrar os espanhóis para o seu meio-campo.

O inevitável Rodrigo Marta (55) consolidou o seu estatuto de melhor marcador de ensaios de sempre da seleção portuguesa, ao assinar o seu 43.º toque de meta pelos ‘lobos’, e uma penalidade de Domingos Cabral (60) deixou a Espanha a mais de três ensaios transformados de distância no marcador (23-0).

Cabral (71) fechou as contas com uma última penalidade, já após o ensaio espanhol, para ir mantendo as distâncias, mas o triunfo já não fugia, perante uma Espanha de cabeça perdida que nunca se encontrou consigo mesma no Restelo, dando a sensação de já ter a cabeça na final, mas esquecendo-se de que, primeiro, precisava de vencer a meia-final.

Os ‘leones’ ainda voltaram a cruzar a linha de meta já nos descontos, mas o videoárbitro viu que Martiniano Cian tinha pisado a linha e a diferença no marcador manteve-se em 19 pontos, o que deve permitir a Portugal (16.º) ultrapassar a Espanha (15.º) na próxima atualização do ranking mundial.

A final do Rugby Europe Championship 2026 está prevista para domingo, 15 de março, no Estádio Municipal de Butarque, em Leganés, nos arredores de Madrid.

Portugal volta à decisão, dois anos depois, contra a Geórgia, o mesmo adversário contra o qual perdeu a final de há três anos, em Badajoz (38-11), e de há dois anos, em Paris (36-10), e que venceu o torneio em 17 ocasiões, oito das quais de forma consecutiva.

Jogo no Estádio do Restelo, em Lisboa.

Portugal – Espanha, 26-7.

Ao intervalo: 13-0.

Sob arbitragem do irlandês Kean Davison, as equipas alinharam:

– Portugal: Luís Lopes, Luka Begic, António Prim, Martim Bello, José Madeira, David Wallis, Nicolas Martins, José Líbano Monteiro, Hugo Camacho, Domingos Cabral, Simão Bento, Tomás Appleton, Rodrigo Marta, Vincent Pinto e Manuel Vareiro.

Jogaram ainda: Cody Thomas, Nuno Mascarenhas, Diogo Hasse Ferreira, Guilherme Costa, João Granate, Tomás Amado, Guilherme Vasconcelos e Manuel Cardoso Pinto.

Ensaios (2): Rodrigo Marta (27, 55).

Conversões (2): Domingos Cabral (28, 56).

Penalidades (4): Domingos Cabral (15, 39, 60, 71).

Treinador: Simon Mannix

– Espanha: Hugo Pirlet, Álvaro García, Jon Zabala, Matt Foulds, Ignacio Piñeiro, Alex Saleta, Manex Arcieta, Vicente Boronat, Kerman Aurrekoetxea, Lucian Richardis, Alberto Carmona, Gonzalo López Bontempo, Alvar Gimeno, Martiniano Cian e John Wessel Bell.

Jogaram ainda: Santiago Ovejero, Luca Tabarot, Joel Merkler, Imanol Urraza, Matheo Triki, Estanislao Bay, Iñaki Mateu e Alejandro Laforga

Ensaios (1): Alex Saleta (68).

Conversões (1): Lucian Richardis (68).

Treinador: Pablo Bouza

Ação disciplinar: Nada a registar.

Assistência: cerca de 4.000 espetadores.

 

Com Agência Lusa.

FC Porto ‘desperdiça’ vantagem de dois golos e empata na visita ao Benfica

O líder FC Porto empatou hoje 2-2 na visita ao Benfica, na 25ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, num jogo em que esteve a vencer por dois golos de diferença, mas permitiu a recuperação dos ‘encarnados’.

No Estádio da Luz, em Lisboa, os ‘dragões’ inauguraram o marcador com um golo do dinamarquês Froholdt, aos 10 minutos, e ampliaram a vantagem com um tento do polaco Pietuszewski, aos 40, mas os ‘encarnados’ responderam na segunda parte, com golos do norueguês Schjelderup, aos 69, e do luxemburguês Leandro Barreiro, aos 88.

Com este resultado, aliado ao empate do Sporting na visita a Braga (2-2), o FC Porto lidera o campeonato com 66 pontos, mantendo quatro pontos de vantagem sobre o Sporting, segundo, e sete em relação ao Benfica, terceiro e que continua invicto na I Liga.

 

Resultados da 25ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 06 mar:

Famalicão – Arouca, 1-0 (0-0 ao intervalo)

– Sábado, 07 mar:

Alverca – AVS, 0-0

Moreirense – Nacional, 1-1 (1-0)

Sporting de Braga – Sporting, 2-2 (1-2)

Estoril Praia – Casa Pia, 0-0

– Domingo, 08 mar:

Estrela da Amadora – Gil Vicente, 2-2 (0-1)

Benfica – FC Porto, 2-2 (0-2)

Santa Clara – Vitória de Guimarães, 21:30

– Segunda-feira, 09 mar:

Tondela – Rio Ave, 21:15

 

Com Agência Lusa.

« PASSAGE À NIVEAU » – Emissão de 08 Março de 2026

Passagem de Nível, magazine de informação na Rádio Alfa com coordenação e apresentação de Artur Silva, aos domingos entre as 12h-14h.

Redifusão na noite de terça para quarta-feira (seguinte) às 00h.

Ou aqui:

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Passagem de Nível com Artur Silva – em estúdio Métin Yavuz (DVD) Presidente da ´Mairie’ de Valenton (94). Eleições municipais em França 15 e 22 de março.

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Passagem de Nível – Domingo 08 Março de 2026. Os destaques

Bandidos do Cante vencem o Festival da Canção 2026

Os Bandidos do Cante e o tema “Rosa” foram hoje os vencedores da final do Festival da Canção 2026 e vão representar Portugal no 70º Festival Eurovisão da Canção, na Áustria, e no qual irão participar 35 países.

A canção foi a mais votada, tendo alcançado 22 pontos, entre 12 pontos do público e 10 do júri.

Em segundo lugar ficou o tema “Jurei”, de Dinis Mota, enquanto a canção “Fumo”, do grupo Nunca Mates o Mandarim, conseguiu a terceira classificação.

A edição portuguesa deste ano do festival, que decorreu no sábado nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos, no concelho de Oeiras (Lisboa), contou com dez canções a concurso, selecionadas em duas semifinais.

Os Bandidos do Cante vão agora representar Portugal no 70.º Festival Eurovisão da Canção, marcado para maio, na Áustria.

A edição portuguesa deste ano ficou marcada pela polémica em torno da participação de Israel no Festival da Eurovisão, o que fez com que alguns dos participantes tivessem anunciado que caso ganhassem não representariam Portugal.

Anteriormente, numa publicação nas redes sociais, Os Bandidos do Cante referiram que, “se um dia o público e o júri” entendessem que a canção que apresentam devia vencer, iriam “representar Portugal com responsabilidade, respeito e dignidade”.

A Áustria venceu o 69.º Festival Eurovisão da Canção, que aconteceu em Basileia, na Suíça, com o tema “Starmania”, interpretada por JJ, numa edição em que Portugal conseguiu o 21.º lugar, com “Deslocado” dos NAPA.

Este ano serão 35 os países a competir na Eurovisão, após desistências de Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia, devido à participação de Israel no concurso, e regressos à competição da Bulgária, Roménia e Moldávia, ao fim de três, dois e um ano de ausência, respetivamente.

Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, nos dois últimos anos, que mataram pelo menos 72 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.

O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela União Europeia de Radiodifusão (UER) em cooperação com operadores públicos de televisão de mais de 35 países, entre os quais a RTP.

O Festival Eurovisão da Canção realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.

Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.

Portugal participou pela primeira vez no Festival Eurovisão da Canção em 1964, tendo entretanto falhado cinco edições (em 1970, 2000, 2002, 2013 e 2016).

Em 2017, Portugal venceu pela primeira e única vez o concurso com a canção “Amar pelos dois”, de Luísa Sobral, interpretada por Salvador Sobral.

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Com Agência Lusa.

Sporting Braga ‘resgata’ empate nos descontos frente ao Sporting

O Sporting de Braga e o Sporting empataram hoje 2-2, na 25ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, com os ‘arsenalistas’ a chegarem à igualdade com um golo já aos 90+6 minutos.

Em Braga, os ‘leões’ adiantaram-se no marcador com um golo de Gonçalo Inácio, aos 22 minutos, mas o Sporting de Braga chegou ao empate aos 34, por Ricardo Horta, antes de o colombiano Luis Suárez, aos 45+2, de grande penalidade, dar nova vantagem ao Sporting. Já aos 90+6, também de penálti, o uruguaio Zalazar fez o golo do empate para os bracarenses.

Com este resultado, o Sporting continua em segundo, com 62 pontos, a três do líder FC Porto e com mais quatro do que o Benfica, terceiro, equipas que se defrontam domingo no Estádio da Luz, enquanto o Sporting de Braga, que vinha de dois triunfos, continua em quarto, com 46.

 

Resultados da 25ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sexta-feira, 06 mar:

Famalicão – Arouca, 1-0 (0-0 ao intervalo)

– Sábado, 07 mar:

Alverca – AVS, 0-0

Moreirense – Nacional, 1-1 (1-0)

Sporting de Braga – Sporting, 2-2 (1-2)

Estoril Praia – Casa Pia, 21:30

– Domingo, 08 mar:

Estrela da Amadora – Gil Vicente, 16:30

Benfica – FC Porto, 19:00

Santa Clara – Vitória de Guimarães, 21:30

– Segunda-feira, 09 mar:

Tondela – Rio Ave, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Portugal goleia Eslováquia e lidera grupo na qualificação para o Mundial feminino

A seleção portuguesa feminina de futebol venceu hoje a Eslováquia por 4-0, em jogo da segunda jornada do Grupo B3, na qualificação para o Mundial de 2027, e lidera a ‘poule’ de forma isolada.

Depois do triunfo na estreia frente à Finlândia (2-0), a formação das ‘quinas’, que caiu para a Liga B ao ser quarta classificada do Grupo A3 da Liga das Nações de 2025, bateu hoje em Barcelos as eslovacas, com golos apontados por Ana Capeta, aos 19 e 44 minutos, Carolina Santiago, aos 48, e Jéssica Silva, aos 74.

Na classificação, de um grupo que qualifica os três primeiros para os play-offs e promove o primeiro à Liga A, Portugal lidera isolado com seis pontos, seguindo-se a Eslováquia e a Finlândia, ambas com três, enquanto a Letónia segue em último, ainda sem pontuar.

 

Com Agência Lusa.

Passagem de Nível – Domingo 08 Março de 2026. Os destaques

«Passagem de nível» na Radio Alfa, Apresentação e Coordenação de Artur Silva. Domingo dia 08 Março de 2026, Entre as 12h00 e as 14h00.

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-Le 48è Festival International de Films de Femmes de Créteil, prévu du 6 au 14 mars 2026 est reporté à une data ultérieur, selon un communiqué de l’organisation de l’évènement. La baisse des financements publics, plus de 30 % et le contexte économique, n’a pas permis la réalisation du Festival – le Conseil Départemental du Val-de-Marne a supprimer ses subventions.
-Convidada : Jackie Buet, co-fundadora e directora do Festival.
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48è Festival International de Films de Femmes de Créteil.
em colaboração com a Coordenação do Ensino português em França.
O tema deste ano « O português, língua international de comunicação e de cultura ».
Convidado : António Oliveira, secretário-geral da ADEPBA.
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Concurso Escolar 2026 : Organizado pela Adepba : Association pour le Développement du Portugais et de la lusophonie.
-Histoire de l’Afrique Lusophone (édition augmentée et actualisée) de Arnelle Enders et Michel Cahen, Editions Chandeigne & Lima (2025).
30 ans après la 1er édition il était imperatif de faire une nouvelle édition à expliqué l’historien Michel Cahen.
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Histoire de l’Afrique Lusophone (édition augmentée et actualisée).
– Fábio Lopez, fondateur, directeur artistique et chorégraphe de la compagnie Ballet Illicite, a reçu le 18 février dernier la Médaille d’or du Rayonnement culturel de la Renaissance française, dans la salle de fêtes d’Anglet (Pays Basque).
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Fábio Lopez, fondateur, directeur artistique et chorégraphe de la compagnie Ballet Illicite.
-Armande de Polignac – Piano Works, label : GRAND Piano (Naxos) en première mondiale le CD est en vente depuis le 27 février.
Bruno Belthoise (piano solo) avec João Costa Ferreira (dans les œuvres pour piano à quatre mains).
Et un Concert du cycle Musicorama – Saison 2025/2026, qui aura lieu le lundi 16 mars à 19h, à l’Ambassade du Portugal.
Ce concert, intitulé « Compositrices inspirées », proposera des œuvres d’Armande de Polignac, Michèle Reverdy. Mel Bonis et une nouvelle œuvres en création mondiale de la compositrice portugaise Inés Badalo.
Convidado: Bruno Belthoise, pianista.
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Concert du cycle Musicorama – Saison 2025/2026, qui aura lieu le lundi 16 mars à 19h, à l’Ambassade du Portugal..
-Livre “FOOT MANIFESTO”,15 propositions pour sauver le balon rond, Editions Divergences (2026). Sous la direction de Mickaël Correia et Sébastien Thibault.
Convidado: Micka Correia, journalista na Mediapart.
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Livre “FOOT MANIFESTO”,15 propositions pour sauver le balon rond, Editions Divergences (2026).

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Passagem de nível » na Radio Alfa 
Apresentação e Coordenação: Artur Silva
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Jornalista Artur Silva.
Nota: Emissão com redifusão no na noite de 3a para 4a feira, a partir das 0h00 e no podcast www.radioalfa.net
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Zonas de difusão da Radio Alfa : FM (98.6): Paris et région parisienne
Dab+ : Paris, Lille, Lyon, Strasbourg, Monaco et Côte d’Azur e www.radioalfa.net

Mort d’António Lobo Antunes : Michel Chandeigne évoque l’œuvre d’un immense écrivain portugais

L’écrivain portugais António Lobo Antunes est décédé ce jeudi 5 mars. Considéré comme l’un des auteurs portugais les plus influents de la seconde moitié du XXᵉ siècle, il a été récompensé en 2007 par le Prix Camões, la plus importante récompense de la littérature lusophone. Le libraire, éditeur et traducteur, Michel Chandeigne, nous en parle.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 06 mars 2026 :

 

Michel Chandeigne est l’une des figures françaises les plus engagées dans la diffusion de la culture lusophone. En 1986, il fonde à Paris la Librairie portugaise et brésilienne, à deux pas du Panthéon : aujourd’hui, l’unique librairie en France entièrement consacrée aux littératures lusophones. Six ans plus tard, il crée avec Anne Lima les Éditions Chandeigne & Lima, une maison indépendante dédiée à la littérature, aux récits de voyage et à l’histoire des mondes lusophones.

António Lobo Antunes
António Lobo Antunes

Parallèlement à son travail d’éditeur, Michel Chandeigne a signé ou dirigé de nombreux ouvrages et traduit près d’une quarantaine de recueils de poésie portugaise, contribuant à faire découvrir au public français des auteurs majeurs comme Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade ou Nuno Júdice. Sous le pseudonyme de Xavier de Castro, il s’est également imposé comme un spécialiste reconnu de l’histoire des grandes explorations, notamment à travers ses travaux consacrés au voyage de Ferdinand Magellan.

Pour l’ALFA 10/13, Michel Chandeigne revient sur la vie et l’œuvre de l’écrivain portugais António Lobo Antunes, disparu jeudi à l’âge de 83 ans.

Didier Caramalho

Aos 83 anos, morreu António Lobo Antunes, um dos nomes maiores da literatura portuguesa

O escritor português António Lobo Antunes morreu esta quinta-feira, deixando um legado literário marcante com cerca de quatro dezenas de livros publicados. Considerado um dos autores portugueses mais influentes da segunda metade do século XX, foi distinguido com o Prémio Camões em 2007.

A primeira hora do ALFA 10/13 desta quinta-feira, 5 de março, foi totalmente dedicada ao desaparecimento de António Lobo Antunes:

 

António Lobo Antunes nasceu a 1 de setembro de 1942, na freguesia de Benfica, em Lisboa, no seio de uma família da alta burguesia. O pai era um reconhecido neurologista português. Frequentou o Liceu Camões e formou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1969. Apesar de a escolha do curso ter sido motivada sobretudo pelo desejo de corresponder às expectativas familiares, acabaria por especializar-se em psiquiatria após regressar da guerra colonial. Pois, entre 1970 e 1973 esteve em Angola, mobilizado numa experiência que viria a influenciar profundamente a sua obra literária.

A carreira literária começou em 1979, com a publicação de Memória de Elefante e Os Cus de Judas, a que se seguiu Conhecimento do Inferno em 1980. Estes primeiros romances, fortemente autobiográficos e ligados à experiência da guerra, tornaram-se rapidamente referências na literatura contemporânea portuguesa.

Em 1981 publicou Explicação dos Pássaros, obra que aprofundava temas como a angústia humana e a complexidade psicológica das personagens, refletindo também a sua experiência como psiquiatra. O reconhecimento consolidou-se com Fado Alexandrino (1983) e, dois anos depois, com Auto dos Danados, romance que lhe valeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores.

A partir da década de 1980, os livros de Lobo Antunes começaram a ser traduzidos e publicados em vários países europeus, incluindo Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido, bem como no Brasil, Estados Unidos e Canadá. Em 1987 recebeu o Prémio Literário Franco‑Português pela tradução francesa de Os Cus de Judas, o primeiro grande reconhecimento internacional da sua carreira.

Durante vários anos, António Lobo Antunes conciliou a literatura com a prática médica no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa. A partir de 1985 passou a dedicar-se sobretudo à escrita, embora tenha mantido durante algum tempo uma presença semanal no hospital, que dizia ser uma forma de preservar o equilíbrio mental. O escritor descrevia frequentemente a escrita como um processo exigente e solitário, insistindo que “um escritor tem de escrever” e que esse trabalho requer disciplina, humildade e persistência.

Ao longo de mais de quarenta anos publicou dezenas de romances, entre os quais As Naus (1988), Tratado das Paixões da Alma (1990), A Ordem Natural das Coisas (1992), A Morte de Carlos Gardel (1994), Manual dos Inquisidores (1996) e O Esplendor de Portugal (1997). Nos seus livros, o autor explorou frequentemente memórias pessoais e uma visão crítica da história portuguesa. Em 1999, venceu novamente o Grande Prémio de Romance da APE com Exortação aos Crocodilos. Nos anos seguintes publicou obras como Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura (2000), Que Farei Quando Tudo Arde? (2001), Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo (2003) e Eu Hei-de Amar Uma Pedra (2004). Nas últimas duas décadas manteve um ritmo constante de publicação, com títulos como Ontem Não Te Vi em Babilónia (2006), O Meu Nome é Legião (2007), O Arquipélago da Insónia (2008), Que Cavalos São Aqueles que Fazem Sombra no Mar? (2009), Comissão das Lágrimas (2011), Caminho Como uma Casa em Chamas (2014) e O Tamanho do Mundo (2022).

O seu livro mais recente, Crónicas II, chegou às livrarias em outubro do ano passado, reunindo quase duas centenas de textos.

Formado em medicina, acabou por encontrar na literatura a sua verdadeira forma de existir: uma vocação que o tornou numa das figuras centrais da literatura portuguesa contemporânea.

Didier Caramalho

Mort d’António Lobo Antunes : Michel Chandeigne évoque l’œuvre d’un immense écrivain portugais