Sete adeptos do Sporting acusados de tentativa de homicídio de apoiantes do FC Porto

O Ministério Público (MP) acusou sete adeptos do Sporting de tentativa de homicídio qualificado de cinco apoiantes do FC Porto, entre outros crimes, após um jogo de hóquei em patins entre os dois clubes, anunciou hoje aquele órgão constitucional.

De acordo com a informação divulgada no sítio oficial na Internet, o MP deduziu acusação na quarta-feira contra sete arguidos, um dos quais como reincidente, pela prática, em coautoria, de cinco crimes de homicídio qualificado, na forma tentada.

Os adeptos do Sporting, cinco dos quais estão em prisão preventiva e dois sujeitos a prisão domiciliária com pulseira eletrónica, estão ainda acusados de 10 crimes de ofensas à integridade física qualificados, um crime de incêndio, cinco crimes de roubo (um qualificado e consumado e quatro na forma tentada) e três crimes de dano qualificado.

Na base da investigação do DIAP de Lisboa, em coadjuvação da Polícia Judiciária, estão factos ocorridos em 10 de junho, no Lumiar, em Lisboa, onde cinco adeptos do FC Porto foram agredidos e sofreram queimaduras, tendo necessitado de receber tratamento hospitalar, após o quinto jogo das meias-finais do Nacional de hóquei em patins da época 2024/25.

Segundo a acusação, os arguidos “atuaram em grupo, no âmbito de um plano que visou atear fogo às viaturas em que seguiam os elementos do clube rival – o que conseguiram concretizar relativamente a um dos veículos -, com os ocupantes no seu interior, não lhes permitindo que saíssem, desferindo pancadas e bastonadas, apedrejando as vítimas e carros, e apropriarem-se de objetos de valor que os mesmos tivessem na sua posse”.

 

Com Agência Lusa.

Eurovisão: Contas feitas 35 países vão competir no concurso em 2026

A União Europeia de Radiodifusão (UER) confirmou hoje que 35 países vão competir no 70º Festival Eurovisão da Canção, após algumas desistências, devido à participação de Israel no concurso, e regressos à competição.

“Trinta e cinco estações irão enviar canções e artistas para Viena, para o concurso de 2026, que irá acontecer entre 12 e 16 de maio”, afirma a UER, num comunicado hoje divulgado.

Em competição no 70.º Festival Eurovisão da Canção estarão temas da Albânia, Arménia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Moldávia, Montenegro, Roménia, Noruega, Polónia, Portugal, São Marino, Sérvia, Suécia, Suíça, Ucrânia e Reino Unido.

Este mês, após ter sido decidido, durante a assembleia geral da UER, que Israel poderia participar no Festival Eurovisão da Canção 2026, caso assim entendesse, Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia anunciaram que não participariam na 70.ª edição do concurso.

Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, nos dois últimos anos, que mataram pelo menos 67 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.

O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela UER em cooperação com operadores públicos de televisão de mais de 35 países, entre os quais a RTP.

No comunicado hoje divulgado, a UER não refere os boicotes, mas destaca o regresso ao concurso da Bulgária, da Roménia e da Moldávia, ao fim de três, dois e um ano de ausência, respetivamente.

A 70.ª edição do concurso volta a ter duas semifinais, marcadas para 12 e 14 de maio, nas quais competem 15 canções em cada uma.

Em 2026, as semifinais do festival voltam a ter júris profissionais – o que já não acontecia desde 2022 – e tanto nas semifinais como na final é feita uma repartição de “aproximadamente 50/50 entre os votos do júri e do público”, de acordo com novas regras aprovadas na assembleia-geral ordinária de inverno da UER que aconteceu no início deste mês.

Os júris passam a integrar sete elementos (anteriormente eram cinco), têm de representar uma “variedade de experiências profissionais” ligadas à música e às artes e têm de assinar um compromisso de imparcialidade.

“Cada júri incluirá pelo menos dois jurados entre 18 e 25 anos”, anunciou no início do mês a UER.

Além disso, o número máximo de votos possível para cada espectador (feitos ‘online’, por SMS ou chamada telefónica) é reduzido de vinte para dez.

Na final, que acontece em 16 de maio, além dos 20 temas escolhidos em cada uma das semifinais (dez em cada uma) irão competir também as canções de quatro dos ‘Big 5’ (Reino Unido, França, Alemanha e Itália) e o país anfitrião (Áustria).

Fazem parte dos ‘Big 5’ as televisões públicas que contribuem com mais verbas para a União Europeia de Radiodifusão e, assim, para a organização do Festival Eurovisão da Canção. Espanha é o quinto país do grupo dos ‘Big 5’.

O Festival Eurovisão da Canção realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.

Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.

O representante de Portugal no concurso é escolhido no Festival da Canção, organizado pela RTP, que em 2026 irá decorrer em fevereiro e março, repartido, como habitualmente, em duas semifinais (em 21 e 28 de fevereiro) e final (em 07 de março).

Em novembro, a RTP anunciou os 16 artistas e bandas que irão compor temas para o concurso.

Entretanto, no dia 10 de dezembro, a maioria anunciou a recusa em representar Portugal na Eurovisão, caso vença o Festival da Canção, em protesto contra a participação de Israel no concurso.

« Com palavras e com canções, agimos dentro da possibilidade que nos é dada. Não compactuamos com a violação dos Direitos Humanos”, afirmam os artistas e bandas, entre os quais Cristina Branco, Bateu Matou, Rita Dias e Djodje, num comunicado conjunto enviado à Lusa.

Quando a RTP anunciou que Portugal participaria no 70.º Festival Eurovisão da Canção, estruturas representativas de trabalhadores da estação pública contestaram a decisão, considerando que deveria ser revista.

Os trabalhadores da RTP consideram que “manter a KAN [a televisão pública israelita] no certame contribui para a legitimação e normalização de um Estado acusado de crimes de guerra” e dizem ser “incompreensível que a RTP tenha confirmado a participação de Portugal e apoiado a aprovação das novas regras que, na prática, mantêm Israel — e a KAN — na competição”.

Também o músico Salvador Sobral – que deu a Portugal a única vitória no Festival Eurovisão da Canção, em 2017, com “Amar pelos dois”, tema composto por Luísa Sobral – criticou a decisão da RTP.

Para Salvador Sobral, trata-se de um exemplo de “cobardia política, (…) coerente com a cobardia institucional, das instituições públicas”.

Um outro vencedor do Festival Eurovisão da Canção, o cantor suíço Nemo, que deu a vitória ao seu país em 2024, anunciou na semana passada que irá entregar o troféu, em protesto contra a participação de Israel em 2026.

“Não se trata de indivíduos ou artistas. O concurso tem sido utilizado repetidamente para suavizar a imagem de um Estado acusado de atos criminosos, enquanto a UER insistia que a Eurovisão ‘não é política’”, defendeu o artista numa publicação partilhada nas redes sociais.

 

Com Agência Lusa.

Pedro Abrunhosa lança novo álbum em janeiro: chama-se “Inverbo”

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O primeiro álbum de Pedro Abrunhosa em mais de cinco anos chega já em janeiro e traz consigo 11 canções.

Pedro Abrunhosa vai editar o seu novo álbum a 16 de janeiro. Intitulado Inverbo, o sucessor de Corpo i Alma de 2020, é composto por 11 canções, entre as quais está o já conhecido single ‘Não Te Ausentes de Mim’.

O disco será apresentado ao vivo pela primeira vez na Super Bock Arena, nos dias 23 e 24 de janeiro, e na MEO Arena, a 31 de janeiro.

Sobre este novo projeto, Pedro Abrunhosa sublinha a importância da poesia na construção das canções, descrevendo o álbum como um conjunto de histórias de “rendição e ausência”. O músico afirma ainda ao jornal Expresso: “É no poema que residem a intimidade e o mistério da canção” e acrescenta que “é pela palavra que a canção se enraíza e perdura no inconsistente de tantos”.

Inverbo assinala assim o regresso de uma das figuras mais reconhecidas da música portuguesa e inaugura uma nova etapa na sua produção artística.

Rádio Alfa com Expresso/BLITZ

Benfica goleia na visita ao Moreirense com um ‘hat-trick’ de Pavlidis

O Benfica goleou hoje por 0-4 na visita ao Moreirense, na 14ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, com o grego Pavlidis a marcar três golos no regresso dos ‘encarnados’ aos triunfos.

Em Moreira de Cónegos, o avançado dos ‘encarnados’ Pavlidis conseguiu um ‘hat-trick’, com golos apontados aos 36, 57 e 70 minutos, passando a somar 13 tentos no campeonato, que lhe garantem a liderança da lista de melhores marcadores. O outro golo foi apontado pelo norueguês Aursnes, aos 76.

Com este resultado, o Benfica, que na ronda anterior empatou com o Sporting (1-1) continua em terceiro, com 32 pontos, a três dos ‘leões’ e a cinco do líder FC Porto, que só joga segunda-feira com o Estrela da Amadora, enquanto o Moreirense não vence há quatro rondas e é oitavo, com 20.

 

Resultados da 14ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Sábado, 13 dez:

Casa Pia – Gil Vicente, 1-1 (0-1 ao intervalo)

Rio Ave – Vitória de Guimarães, 0-1 (0-1)

Sporting – AVS, 6-0 (3-0)

 

– Domingo, 14 dez:

Famalicão – Estoril Praia, 4-0 (2-0)

Moreirense – Benfica, 0-4 (0-1)

Arouca – Alverca, 21:30

 

– Segunda-feira, 15 dez:

Nacional – Tondela, 18:30

Sporting de Braga – Santa Clara, 19:45

FC Porto – Estrela da Amadora, 21:45

 

Com Agência Lusa.

« PASSAGE À NIVEAU » – 14 Dezembro de 2025

Passagem de Nível, magazine de informação na Rádio Alfa com coordenação e apresentação de Artur Silva, aos domingos entre as 12h-14h.

Redifusão na noite de terça para quarta-feira (seguinte) às 00h.

Ou aqui:

Autoridades classificam ataque a praia australiana como « ato terrorista »

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A polícia australiana considerou um “ato terrorista” contra a comunidade judaica o ataque com tiros na praia de Bondi, Sydney, que causou pelo menos 12 mortos.

Segundo vários media, pelo menos 12 pessoas foram mortas, incluindo um dos dois atacantes, e há três dezenas de feridos transportados para os hospitais da zona.

Segundo o governador do estado australiano de Nova Gales do Sul, Chris Minns, “este ataque visava a comunidade judaica de Sydney no primeiro dia do Hanukkah”, festa judaica que estava a ser celebrada naquele momento pela multidão na praia.

Por seu turno, o chefe da polícia estadual, Mal Lanyon, classificou o ataque como “ato terrorista”, pelo tipo de ação dos dois suspeitos e uso de armas semiautomáticas.

Centenas de pessoas reuniram-se para um evento na praia de Bondi, que celebrava o início do festival judaico de Hanukkah.

A polícia disse que “vários itens suspeitos localizados nas proximidades” estavam a ser examinados por agentes especializados, incluindo um dispositivo explosivo improvisado encontrado num dos carros do suspeito.

Lanyon disse que o número de mortos no tiroteio era “fluido” e que ainda estavam a chegar feridos aos hospitais.

Imagens aparentemente filmadas por um membro do público e transmitidas pelos canais de televisão australianos mostraram alguém aparentemente derrubando e desarmando um dos atiradores.

Lachlan Moran, 32 anos, de Melbourne, estava à espera da sua família nas proximidades quando ouviu tiros, disse à agência de notícias Associated Press.

“Ouvi alguns estalos, entrei em pânico e fugi. Comecei a correr. Tive essa intuição. Corri o mais rápido que pude”, disse Moran, que ouviu tiros intermitentes durante cerca de cinco minutos.

“Todos largaram os seus pertences e tudo o que tinham e começaram a correr, as pessoas choravam, foi horrível”, acrescentou.

O primeiro-ministro Anthony Albanese disse num comunicado que os seus pensamentos estavam com todos os afetados.

Por seu turno, o líder da Associação Judaica da Austrália classificou o ataque como uma “tragédia”, mas considerou que era “totalmente previsível”, perante aquilo que considerou ser uma onda de antissemitismo no país.

O governo australiano “foi alertado repetidamente, mas não tomou as medidas adequadas para proteger a comunidade judaica”, afirmou Robert Gregory à agência de notícias francesa AFP.

Mortes em tiroteios em massa são extremamente raras na Austrália. Um massacre em 1996 na cidade de Port Arthur, na Tasmânia, onde um atirador solitário matou 35 pessoas, levou o governo a endurecer drasticamente as leis sobre armas e tornou muito mais difícil para os australianos adquirirem armas de fogo.

 

Com Agência Lusa.

Movimento no Aeroporto da Madeira regressa à normalidade

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O movimento no Aeroporto Internacional da Madeira – Cristiano Ronaldo, que esteve condicionado nos últimos dois dias devido ao mau tempo, está hoje a decorrer com normalidade, segundo a informação na página da ANA- Aeroportos de Portugal.

Na sexta-feira e no sábado o arquipélago da Madeira foi afetado pela depressão Emília com vento forte, queda de neve e chuva, pontualmente forte.

Mais de uma centena de voos foram cancelados, o que afetou milhares de passageiros, tendo os aviões começado a aterrar na ilha da Madeira a partir das 02:54 de hoje.

O Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC) da Madeira informou que até às 08:00 de hoje registou um total de 325 ocorrências relacionadas com as condições meteorológicas adversas.

“Com o desagravamento da situação, prevê-se uma reposição gradual dos condicionamentos preventivos ao longo do dia de hoje”, lê-se na informação do SRPC.

Segundo este serviço, nos últimos dias foram notificadas 194 quedas de árvores, 29 quedas de elementos de construção, 37 quedas de rede elétrica, nove movimentos de massadas, entre outras ocorrências.

Todos os concelhos da Madeira foram afetados pelo mau tempo, tendo sido o Funchal o que teve necessidade de mais intervenções, com 110 situações, seguindo-se o de Santa Cruz (74), Machico (45) e Calheta (31).

Nestas ocorrências estiveram envolvidos 712 operacionais e 339 meios técnicos, menciona ainda o SRPC.

Por seu turno, a capitania do Porto do Funchal prolongou hoje os avisos de agitação marítima e vento fortes para o arquipélago até às 06:00 de segunda-feira.

Com base nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o vento vai ser “fresco a muito fresco, por vezes forte (na ordem dos 60 quilómetros por hora) no início da manhã, diminuindo gradualmente para moderado a fresco a partir da tarde, por vezes muito fresco até início da noite”.

Na costa norte, as ondas vão ser até os cinco metros, “diminuindo gradualmente para 2 a 3 metros”, sendo até os 2,5 metros na parte sul.

Esta autoridade regional reforça as recomendações a ter na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeira, nomeadamente a necessidade de reforço e vigilância das embarcações, evitar locais expostos à agitação marítima e não praticar pesca lúdica.

 

Com Agência Lusa.