Cristiano Ronaldo marca hat-trick e faz história na vitória do United

O Manchester United venceu (3-2), este sábado, em Old Trafford, o Tottenham em jogo da 29ª jornada da Liga inglesa. Cristiano Ronaldo marcou os três golos dos « red devils ». O internacional português tornou-se o melhor marcador de sempre em competições oficiais.

Mais um dia histórico na carreira de Cristiano Ronaldo. O capitão da seleção nacional marcou um hat-trick em Old Trafford e, além de ter sido decisivo na vitória do Manchester United diante do Tottenham, chegou aos 807 golos e ultrapassou Josef Bican, tornando-se o melhor marcador de sempre em competições oficiais.

Num jogo em que Bruno Fernandes não alinhou, o madeirense inaugurou o marcador aos 13 minutos, com um remate de fora da área. Harry Kane empatou de grande penalidade, ao minuto 35 e, apenas três minutos depois, Cristiano Ronaldo aproveitou da melhor forma uma assistência e Jadon Sancho para voltar a deixar os « red devils » na frente.

Na segunda metade, Maguire marcou na própria baliza e na sequência de um pontapé de canto de Alex Telles, CR7 fez, de cabeça, o hat-trick e deu os três pontos à equipa da casa.

O Manchester United regressa, assim, aos lugares de acesso à Champions, agora no quarto lugar com 50 pontos. Já o Tottenham segue no sétimo lugar com 45 pontos.

 

https://twitter.com/ManUtd/status/1502726758365286403

 

Com JN.

Foto. Getty Images.

Ucrânia: “Em nome de Deus, parem!”

O papa Francisco fez hoje um novo apelo para acabar com a invasão russa da Ucrânia e a guerra, denunciando as duras repercussões nas crianças e exortando: « Em nome de Deus, parem! ».

« Nunca guerra! Pensem acima de tudo nas crianças, cuja esperança de uma vida digna é tirada: crianças mortas, feridas, órfãs, crianças que têm resíduos de guerra como brinquedos. Em nome de Deus, parem! », publicou o papa no Twitter.

Francisco não escondeu a sua profunda preocupação com a guerra que eclodiu na Ucrânia, após o ataque do regime de Vladimir Putin, e até ofereceu a mediação da Santa Sé.

O seu secretário de Estado, Pietro Parolin, o ‘primeiro-ministro’ do Vaticano, conversou com ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, e transmitiu-lhe a vontade da Santa Sé de « fazer tudo, colocar-se ao serviço da paz ».

Além da ajuda enviada, Francisco enviou dois cardeais à Ucrânia para oferecer os seus serviços à população e aos deslocados: o polaco Konrad Krajewski e o checo Michael Czerny, secretário da Seção de Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O papa fez também uma visita surpresa à embaixada russa na Santa Sé, um dia após o ataque da Rússia à Ucrânia, para expressar a sua profunda preocupação.

Por sua vez, numa entrevista publicada hoje pelos meios de comunicação social do Vaticano, Parolin mostrou-se apologista da diplomacia, ressalvando que a doutrina social da Igreja “sempre reconheceu a legitimidade da resistência armada contra a agressão”.

« Mas acho que diante do que está a acontecer é essencial perguntar: estamos a fazer os possíveis para chegar a uma trégua? A resistência armada é o único caminho? Estas palavras, perante a morte de mulheres e crianças, milhões de deslocados e a destruição de um país podem parecer utópicas. Mas a paz não é uma utopia », defendeu.

O ‘primeiro-ministro’ do Vaticano reiterou a “total disponibilidade” da Santa Sé para qualquer tipo de mediação que possa favorecer a paz na Ucrânia.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 564 mortos e mais de 982 feridos entre a população civil e provocou a fuga de cerca de 4,5 milhões de pessoas, entre as quais 2,5 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

Com Agência Lusa.

Legislativas: Voto presencial de emigrantes na Europa decorre hoje e domingo. Há problemas com voto por correspondência

Legislativas: Voto presencial de emigrantes na Europa decorre hoje e domingo. Na sua edição de hoje, o Jornal de Notícias informa que atraso na chegada dos boletins de voto ao domicílio dos eleitores « deixa eleições em risco »

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Alfa/ com Lusa e JN
whatsapp sharing buttonO voto presencial dos portugueses residentes na Europa para a repetição das eleições legislativas decorre hoje e domingo, continuando a votação por via postal através de boletins que têm de chegar a Portugal até ao próximo dia 23.

Para esta modalidade de voto presencial estão inscritos 400 eleitores, sendo o número de eleitores inscritos no círculo da Europa de 946.841.

O voto presencial decorre hoje e domingo nas respetivas embaixadas e consulados de Portugal, entre as 08:00 e as 19:00 (hora local), mas apenas podem votar presencialmente os eleitores que o tenham solicitado até 05 de dezembro de 2021.

Os restantes eleitores poderão votar por correio, devendo para tal fazer a sua escolha nos boletins que foram e estão a ser enviados, os quais devem incluir uma cópia do documento de identificação.

Na sua edição de hoje, o Jornal de Notícias informa que atraso na chegada dos boletins de voto ao domicílio dos eleitores « deixa eleições em risco ».

A falta de uma cópia do documento de identificação em numerosos votos de emigrantes esteve na origem da repetição, no círculo da Europa, das eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro.

Mais de 157 mil votos dos eleitores do círculo da Europa, 80% do total, foram anulados após, durante a contagem, terem sido misturados votos válidos com votos inválidos, não acompanhados de cópia do documento de identificação, como exige a lei.

Chamado a pronunciar-se sobre a anulação desses votos, o Tribunal Constitucional (TC) declarou a nulidade das eleições nestas assembleias.

Após a decisão do TC, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) deliberou que a repetição da votação presencial no círculo da Europa terá lugar em 12 e 13 de março e os votos por via postal serão considerados se recebidos até dia 23.

Ligue 1. Lille e Saint-Étienne empatam a zero na abertura da jornada 28

O Lille e o Saint-Étienne empataram a zero, em jogo da 28ª jornada da Ligue 1. Quatro portugueses estiveram no onze do actual campeão francês, Renato Sanches, Tiago Djaló, José Fonte e Xeka.

O equilíbrio acabou por ser a nota dominante nesta partida.

De realçar a lesão de Renato Sanches, aos 25 minutos, que levou o português a ser substituído por Onana. Os outros três portugueses em campo cumpriram os 90 minutos.

 

Benfica e Vizela empatam 1-1 no jogo que abriu a 26ª jornada da I Liga portuguesa de futebol

O Benfica resistiu hoje à expulsão prematura de Adel Taarabt e evitou uma derrota na receção ao Vizela, alcançando um empate 1-1, no jogo que abriu a 26ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Os ‘encarnados’ ficaram reduzidos a 10 elementos logo aos seis minutos, por expulsão do médio marroquino, e ainda viram os visitantes adiantarem-se no marcador, por intermédio de Cassiano, aos 65, mas conseguiram evitar o desaire graças a um tento do jovem Henrique Araújo, aos 75, um minuto depois de ter sido lançado pelo treinador Nélson Veríssimo.

O Benfica, terceiro classificado, com 58 pontos, colocou-se a três do Sporting (61), segundo, e a nove do líder FC Porto (67), mas poderá ver os rivais aumentarem a vantagem pontual nesta ronda, sendo que os ‘dragões’ recebem o Tondela no domingo e os ‘leões’ visitam o Moreirense, na segunda-feira.

Já o Vizela somou o sexto encontro consecutivo sem vencer no campeonato e mantém-se no 14º posto, com 25 pontos.

 

Com Agência Lusa.

Foto. RTP.

Ucrânia, solidariedade e cultura no Passagem de Nível deste domingo, 13/03

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo 13 de Março 2022, Das 12h às 14h

Temas:

-A associação Hirond’ailes mobiliza-se para ajudar a população ucraniana vítima da
invasão militar russa e acolhe dois jovens estudantes angolanos refugiados em França
Convidados:
Suzette Fernandes, Presidente da associação Hirond’ailes
Vera Lúcia, benévola da associação
Teresa e Domingos, os dois jovens angolanos refugiados na região parisiense

-Mais de uma centena de músicos e de instituições culturais europeias criaram uma
cadeia de solidariedade com o povo ucraniano
Convidado: Jorge Chaminé, barítono e Presidente-fundador do Centre Européen de
Musique

-No âmbito da Temporada Cruzada França-Portugal, o Festival de filmes europeus de
Paris organiza de 17 ao 31 de Março a Mostra Imaginários coloniais com a projecção de
dezenas de documentários e de filmes que mostram o olhar do cinema português sobre a
questão colonial
Convidados:
Ariel de Bigault, autora, realizadora e coordenadora da mostra
Fernando Matos Silva, produtor e realizador, que foi militar na Guiné-Bissau e em
Angola
Ivo Ferreira, realizador

 

-A edição 2022 da Biennale für aktuelle Fotografie em Mannheim, na Alemanha, abre as suas portas no dia 19 de Março. O tema este ano: Narrativas da Resistência
Convidada: Silvy Crespo, fotógrafa, vai expor o seu trabalho intitulado “A terra dos
elefantes”

Apresentação e Coordenação: Artur Silva

Programa com redifusão na noite de 4ª para 5ª feira, entre as 0h00 e as 2h00

UE/Cimeira: Líderes europeus prometem apoiar integração da Ucrânia « sem demora »

UE/Cimeira: Líderes europeus prometem apoiar integração da Ucrânia « sem demora »

 

Alfa / com Lusafacebook sharing button
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Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) prometeram apoiar « sem demora » a Ucrânia na integração europeia, num comunicado divulgado hoje.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, destacou uma das conclusões do encontro em Versalhes, França: « sem demora, reforçaremos ainda mais os nossos laços e aprofundaremos a nossa parceria para apoiar a Ucrânia na prossecução do caminho europeu ».

Já o Presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, escreveu, na rede social Twitter, que a cimeira da UE foi « uma noite histórica em Versalhes ».

« Depois de cinco horas de discussões acaloradas, os líderes da UE disseram ‘sim’ à euro-integração ucraniana. O processo começou. Agora cabe a nós e aos ucranianos concretizá-la rapidamente. A nação ucraniana heroica merece saber que é bem-vinda à UE », afirmou.

No comunicado conjunto, « o Conselho Europeu reconheceu as aspirações europeias e a escolha europeia da Ucrânia », lembrando a legitimidade do pedido de Kiev « para se tornar membro da União Europeia ».

« O Conselho [Europeu] agiu rapidamente e convidou a Comissão [Europeia] a apresentar o parecer sobre este pedido, em conformidade com as disposições pertinentes dos tratados. Até lá e sem demora, reforçaremos ainda mais os nossos laços e aprofundaremos a nossa parceria para apoiar a Ucrânia na prossecução do seu caminho europeu. A Ucrânia pertence à nossa família europeia », de acordo com o comunicado.

Os líderes europeus exigiram ainda « que a segurança das instalações nucleares da Ucrânia seja imediatamente assegurada com a assistência da Agência Internacional da Energia Atómica » e que « a Rússia cesse a ação militar e retire todas as forças e equipamento militar de todo o território da Ucrânia imediata e incondicionalmente, e respeite plenamente a integridade territorial, soberania e independência da Ucrânia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas ».

Por outro lado, lembraram que já adotaram « sanções significativas » contra a Rússia e que se mantêm dispostos « a avançar rapidamente com mais sanções ».

Os chefes de Estado e de Governo da UE iniciaram na quinta-feira uma cimeira de dois dias originalmente consagrada à economia, mas que focada na defesa e energia, por força da ofensiva russa na Ucrânia.

Agendada há muito pela atual presidência francesa do Conselho da UE, esta cimeira era dedicada integralmente ao “novo modelo europeu de crescimento e investimento”, mas a invasão da Ucrânia pela Rússia, há duas semanas, e as consequências do conflito para o bloco europeu impuseram alterações na ordem de trabalhos do encontro.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 516 mortos e mais de 900 feridos entre a população civil e provocou a fuga de mais de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

Sporting de Braga vence Mónaco na primeira mão dos ‘oitavos’ da Liga Europa

O Sporting de Braga adiantou-se hoje ao Mónaco na ‘corrida’ aos quartos de final da Liga Europa de futebol, ao vencer por 2-0 na receção aos monegascos, em jogo da primeira mão dos ‘oitavos’.

Abel Ruiz inaugurou o marcador logo aos três minutos e o jovem Vítor Oliveira, que tinha substituído o avançado espanhol, fixou o resultado, aos 89, assinando o 12º golo na temporada, o primeiro nas competições europeias.

O encontro da segunda mão está agendado para a próxima semana, em 17 de março, no Mónaco, a partir das 18:45.

Com Agência Lusa.

Foto. RTP.

UEFA abre inquérito disciplinar ao Paris Saint-Germain e ao seu presidente

A UEFA abriu hoje um inquérito disciplinar ao Paris Saint-Germain, ao seu presidente Nasser Al-Khelaifi e ao diretor desportivo Leonardo, pelo comportamento destes dirigentes após a eliminação frente ao Real Madrid, na Liga dos Campeões de futebol.

Em declarações à AFP, um porta-voz do organismo refere o artigo 15º do regulamento disciplinar do órgão, que sanciona o “comportamento incorreto de jogadores e dirigentes”, nomeadamente o seu ponto 11 que aborda os “princípios gerais de conduta”.

A moldura penal dos culpados por “comportamento antidesportivo” e incumprimento de “instruções dadas pelo árbitro” vai desde jogos de suspensão a multas.

De acordo com os media espanhóis, no final da derrota por 3-1 em Madrid – com reviravolta na última meia hora quando os gauleses controlavam o jogo e estavam dois golos à frente na eliminatória – os dois dirigentes tiveram “comportamento agressivo” em relação ao árbitro.

O primeiro dos três golos de Karim Benzema (que marcou aos 61, 76 e 78 minutos) é o alvo das maiores críticas, pois os dirigentes entendem que o francês fez falta sobre o guarda-redes do PSG Gianluigi Donnarumma no início do lance, sem que o árbitro sancionasse a alegada falta ou sequer consultasse o videoárbitro (VAR).

Em Espanha, noticia-se que os dois responsáveis do PSG « demonstraram um comportamento agressivo e tentaram entrar no balneário » da equipa de arbitragem, liderada pelo holandês Danny Makkelie.

“Quando o árbitro pediu para que saíssem, bloquearam a porta e o presidente [Nasser Al-Khelaifi] bateu intencionalmente na bandeira de um dos assistentes, acabando por parti-la”, terá confessado o juiz do jogo, segundo os media locais.

Os diários desportivos espanhóis Marca e As relatam mesmo que Nasser Al-Khelaïfi e Leonardo entraram, por engano, no balneário do delegado do Real Madrid ao jogo, Megía Dávila, enquanto procuravam o dos árbitros.

Do lado dos parisienses a versão é diferente, assumindo que a dupla tentou falar com o árbitro, tendo insistido nessa pretensão quando a mesma foi recusada.

O tom do desagrado terá subido quando perceberam que a cena estava a ser filmada, tendo ambos pedido ao autor da filmagem para parar de o fazer.

Com a vantagem de 1-0 trazida de Paris, o PSG adiantou-se aos 39 minutos, com novo golo de Kylian Mbappé, traduzindo o melhor futebol da sua equipa, que poderia ter chegado ao intervalo com vantagem maior, dada a sua supremacia.

Na etapa complementar o desafio parecia controlado, quando o controverso lance mudou tudo, com os ‘merengues’ imparáveis na procura da reviravolta ante um agora irreconhecível PSG que se afundou e acabou eliminado.

Com Agência Lusa.

UE/Cimeira: Costa diz que adesão não é a resposta urgente de que Ucrânia precisa

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que a adesão à União Europeia não é a resposta adequada para “o que a Ucrânia hoje precisa”, pois é um processo moroso e imprevisível, e impõe-se agora é uma “resposta urgente e efetiva”.

À chegada a uma cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da UE em Versalhes, França, dominada pela agressão militar russa à Ucrânia e a resposta do bloco europeu, e numa altura em que alguns Estados-membros defendem um procedimento rápido para a adesão da Ucrânia – já formalmente solicitada por Kiev, em 28 de fevereiro -, Costa disse que há várias outras possibilidades de apoiar o país e dar confiança aos ucranianos que não através de um processo “necessariamente demorado, necessariamente incerto”.

“Nós sabemos por experiência própria: apresentámos o pedido de adesão em (19)77, entrámos em (19)86. […] Não sei se ainda se lembram que até nós ouvimos aquela canção do «queremos ver Portugal na CEE», porque a certa altura já era mesmo um tema de humor. São processos sempre muito longos”, disse o chefe de Governo, recordando que “há países que estão há anos, e anos e anos a negociar e ainda não conseguiram a adesão”.

Segundo António Costa, “o que a Ucrânia hoje precisa é de uma resposta urgente e efetiva”, e cabe aos 27 serem “imaginativos, dar uma resposta que seja concreta, rápida e que produza o efeito essencial, que é apoiar a reconstrução da Ucrânia, dar confiança aos ucranianos no futuro do seu desenvolvimento económico”.

“E entre a adesão e o acordo de associação que já existe, há várias hipóteses onde é preciso ser imaginativo e saber trabalhar, para que a resposta seja efetiva, rápida, urgente, e não seja algo que se estenda no tempo”, sustentou, apontando também que “é claro que não” há procedimentos rápidos de adesão contemplados nos Tratados.

A Eslováquia, vizinha da Ucrânia, anunciou hoje que vai propor na cimeira informal de Versalhes um roteiro para que este país possa aderir ao bloco comunitário em cinco anos.

O objetivo é que a Ucrânia « alcance a harmonização total da sua legislação e das suas instituições no prazo de cinco anos, para que possa funcionar como um Estado-membro », refere um comunicado do governo eslovaco.

Os chefes de Estado e de Governo da UE iniciam hoje em Versalhes uma cimeira de dois dias originalmente consagrada à economia, mas que se focará agora na defesa e energia, por força da ofensiva russa na Ucrânia.

Agendada há muito pela atual presidência francesa do Conselho da UE, esta cimeira era dedicada integralmente ao “novo modelo europeu de crescimento e investimento”, mas a invasão da Ucrânia pela Rússia, há duas semanas, e as consequências do conflito militar para o bloco europeu impuseram inevitavelmente alterações na ordem de trabalhos do encontro, que já não será exclusivamente de cariz económico.

Os líderes dos 27, entre os quais o primeiro-ministro António Costa, vão designadamente discutir, no histórico Palácio de Versalhes, formas de reduzir a dependência europeia do petróleo e do gás russo e como lidar com o aumento dos preços da energia.

Com Agência Lusa.