FC Porto empata com Sporting e mantém seis pontos de avanço no topo da I Liga

O líder FC Porto manteve hoje os seis pontos de avanço sobre o Sporting, ao empatar em casa com os ‘leões’ (2-2), em jogo da 22.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Paulinho (08 minutos) e Nuno Santos (34) colocaram o Sporting a vencer por 2-0, com Fábio Vieira (38) e Mehdi Taremi (78) empataram para o FC Porto, que jogou em vantagem numérica desde os 49 minutos, por expulsão de Coates.

A partida acabou numa autêntica ‘batalha campal’ com o árbitro a distribuir vários cartões vermelhos.

O FC Porto, que interrompeu uma série de 16 vitórias consecutivas, continua invicto na I Liga, agora com 60 pontos, mais seis do que o Sporting e 13 do que o Benfica, que tem menos um jogo.

Resultados da 22ª jornada da I Liga de futebol (horas em Paris):

– Sexta-feira, 11 fev:

FC Porto – Sporting, 2-2 (1-2)

– Sábado, 12 fev:

Sporting de Braga – Paços de Ferreira, 16:30

Benfica – Santa Clara, 19:00

Portimonense – Boavista, 19:00

Estoril Praia – Tondela, 21:30

– Domingo, 13 fev:

Famalicão – Moreirense, 16:30

Belenenses SAD – Vitória de Guimarães, 19:00

Vizela – Gil Vicente, 21:30

– Segunda-feira, 14 fev:

Arouca – Marítimo, 21:15

Com Agência Lusa.

Legislativas: Recurso para o TC sobre votos da emigração não atrasa posse do Governo

Legislativas: Recurso para o Tribunal Constitucional sobre votos da emigração não atrasa posse do Governo

 

Alfa/Lusalinkedin sharing button
whatsapp sharing buttonO Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que o recurso para o Tribunal Constitucional sobre votos da emigração não atrasa a posse do novo Governo, prevista para 23 deste mês.

« Não, não, não. Está definido, e neste momento já está publicado o que deve ser publicado, ou em vias de ser publicado. Portanto, significa que os prazos de que se falou são os prazos que vão ser cumpridos, e eu tenciono manter a posse no dia 23, portanto, daqui por uma dezena de dias », declarou.

O chefe de Estado, que falava aos jornalistas em Brest, França, no final da cimeira internacional « Um Oceano », assinalou a disponibilidade de « vários partidos políticos » para uma eventual alteração da lei eleitoral sobre « o problema de junção ou não de uma cópia do cartão de cidadão » nos votos por correspondência na emigração.

« Isso permitirá à Assembleia da República resolver o problema », referiu.

Questionado se as eleições legislativas de 30 de janeiro ficam manchadas por mais de cem mil votos do círculo da Europa não terem sido considerados válidos, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: « Se há vontade de clarificar a lei, significa que era uma questão que podia levantar-se. Eu não vou comentar o processo eleitoral para a Assembleia da República ».

O Livre e o Volt Portugal recorreram hoje junto do Tribunal Constitucional da decisão de se invalidar mais de 157 mil votos de emigrantes nas eleições legislativas antecipadas, tomada no apuramento geral dos resultados, na sequência de protestos apresentados pelo PSD.

Mais de 80% dos votos dos emigrantes do círculo da Europa nas legislativas de 30 de janeiro foram considerados nulos, após protestos do PSD, mas a distribuição de mandatos mantém-se, com PS e PSD a conquistarem dois deputados cada nos círculos da emigração.

Atribuídos os mandatos da emigração, o PS conseguiu 119 dos 230 lugares na Assembleia da República, enquanto o PSD elegeu 73 deputados sozinho, subindo para 78 com os eleitos em coligação na Madeira e nos Açores.

Leia aqui um comentário de Daniel Ribeiro sobre a anulação de mais de 80% dos votos do círculo da Europa:

Mancha/Legislativas. É evidente que resultados da emigração devem ser invalidados. « Depois de porca roubada, tranca à porta »? Opinião

Pequim2022: José Cabeça torna-se o melhor português no esqui de fundo

O português José Cabeça terminou hoje a prova de 15 km estilo clássico no esqui de fundo em Pequim2022 na 88ª posição e tornou-se o melhor representante luso na disciplina nos Jogos Olímpicos.

O atleta, natural de Évora, de 25 anos, terminou a competição, realizada no Centro Nacional de Cross-Country, na zona de Zhangjiakou, em 49.12,0 minutos, a 11.17,2 do vencedor, entre 99 participantes.

O finlandês Livo Niskanen juntou à medalha de bronze nos 30 km no esquiatlo o título nos 15 km estilo clássico, depois de ter ganhado ouro em Sochi2014 na velocidade por equipas e em PeyongChang2018 ter subido ao lugar mais alto do pódio nos 50 km estilo clássico.

O russo Alexander Bolshunov, medalha de ouro nos 30 km de esquiatlo, foi medalha de prata nos 15 km na prova de ‘cross-country’ e o norueguês Johannes Hoesflot Klaebo, campeão olímpico na velocidade também em Pequim2022, foi terceiro.

O três vezes campeão olímpico na disciplina, o suíço Dario Cologna, terminou na 44.ª posição.

Na sua primeira experiência olímpica, José Cabeça, que começou a esquiar apenas há dois anos com o intuito de chegar aos Jogos Olímpicos, tinha como objetivo alcançar a melhor classificação de sempre de um português na disciplina, meta conseguida em Pequim2022 pelo também triatleta, que almeja ser o primeiro atleta luso a marcar presença nas edições de inverno e de verão.

Antes de José Cabeça, participaram na competição de esqui de fundo, nos 15 km estilo clássico, Danny Silva, 94.º classificado em Turim2006 e 95.º em Vancouver2010, no estilo livre, enquanto Kequyen Lam ficou no 113.º lugar em PyeongChang 2018, no estilo livre.

Em declarações à agência Lusa, o eborense sublinhou “a dureza” da prova e os efeitos “da altitude”, mas disse ter “evoluído tecnicamente” ao longo do percurso e salientou ter ficado “à frente de atletas que fazem isto quase desde que nasceram”.

“Cheguei muito exausto, porque a prova foi muito dura, mas acho que foi algo brilhante. Estou orgulhoso do trabalho que temos feito. Conseguimos em dois meses o que alguns não fazem em dois anos. Se em dois meses fiz isto, imagino o que posso fazer em quatro anos”, realçou o atleta olímpico, em declarações à agência Lusa, referindo-se aos dois meses de treino presencial com o treinador, o norueguês Ragnar Bragvin Andresen, com quem começou a ter contacto em maio, via ‘online’.

O eborense lembrou ter chegado a Pequim com 150 pontos, a melhor pontuação de um português no esqui de fundo, quando os mínimos olímpicos eram 300 pontos, o que demonstra o “nível competitivo superior” à anterior edição.

José Cabeça vincou que para Pequim2022 conseguir a qualificação “já era incrível” e o pensamento está nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno, nos quais tem a ambição de se apresentar como “um atleta competitivo”.

“Ganhei a atletas que têm muito menos pontos do que eu, isso mostra o nível de evolução que tenho pela frente, para nos próximos Jogos Olímpicos ser um atleta competitivo e não apenas alguém que deu o seu melhor, mas que ainda não está no nível em que vai estar. Não estou a dizer que quero estar nos 10 melhores, mas fazer um resultado que deixe toda a gente orgulhosa e que as pessoas percebam que é possível atingir um nível muito elevado, se uma pessoa trabalhar para isso”, frisou José Cabeça.

O atleta de 25 anos via na televisão as provas de esqui de fundo (cross-country) e, depois dos últimos Jogos Olímpicos de Inverno, em PeyongChang, começou a interessar-se e a fazer testes de aproximação à modalidade em cima de uns ‘roller ski’, esquis com rodas.

No Campeonato do Mundo de esqui nórdico de 2021, em Oberstdorf, na Alemanha, José Cabeça conseguiu uma pontuação que abriu uma vaga para Portugal nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, na prova de 10 km estilo livre.

O atleta de Évora, que continua a treinar triatlo, fez provas em ‘roller ski’, modalidade aceite para pontuar para a qualificação olímpica e tem acesso a uma pista interior de neve no Dubai, onde se encontra a trabalhar como treinador pessoal, formas de treino que lhe têm permitido progredir.

Se no início tentava aprender a técnica a observar outros atletas e a ver vídeos, a aposta na modalidade e a bolsa de preparação permitiram-lhe experimentar na neve a melhor forma de melhorar nas descidas e chegou à China com cinco meses de treino em neve.

Nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, que decorrem entre 04 e 20 de fevereiro, na China, Portugal está também representando no esqui alpino por Vanina Oliveira, 43.ª no slalom gigante e desclassificada no slalom, e por Ricardo Brancal, que entra em ação em 13 de fevereiro (slalom gigante) e 16 (slalom).

Com Agência Lusa.

Mancha/Legislativas. É evidente que resultados da emigração devem ser invalidados. « Depois de porca roubada, tranca à porta »? Opinião

Opinião: Daniel Ribeiro

Alguém em Portugal, certamente o Tribunal Constitucional, terá de invalidar os resultados das legislativas no que respeita aos votos dos portugueses residentes no estrangeiro.

Perante a posição dos dois principais partidos, PS e PSD, que elegeram como habitualmente dois deputados cada um e parecem satisfeitos com isso (o PS desistiu do recurso que anunciou), alguém com autoridade incontestável deverá tomar uma decisão sobre este assunto, que é uma mancha grave no processo eleitoral.

Basta um dado para justificar a invalidação, porque algo de muito anormal se passou: 83% dos votos do círculo da Europa foram invalidados e apenas 3% dos de Fora da Europa o foram.

A questão é esta: Serão apenas os eleitores residentes na Europa que não incluiram as cópias do Cartão do Cidadão nos envelopes ou, então, por que razão os votos sem Cartão terão sido separados ou contabilizados numas mesas e noutras não?

Alguém terá de explicar tamanha diferença nos dois círculos, porque a desconfiança e as suspeitas sobre a contagem e os resultados são enormes. 

Não adianta nada que o Governo, os deputados, os principais partidos e outros, venham agora prometer uma reforma da lei eleitoral.

« Depois de porca roubada, trancas à porta »?

Afinal, o que se passou com a contagem dos votos dos portugueses que residem por esse mundo fora?

Seria bom que as explicações viessem rapidamente – e de forma que toda a gente as compreenda.

 

Leia mais sobre este tema, aqui, num despacho da Lusa:

Legislativas: MNE lamenta « desconsideração objetiva » dos votos dos emigrantes

 

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, criticou hoje a anulação de 80% dos votos do círculo da Europa nas legislativas, considerando que houve « uma desconsideração objetiva » de milhares de portugueses que vivem no estrangeiro.

« Do ponto de vista do Ministério dos Negócios Estrangeiros passou-se uma coisa muito positiva que foi mais 100 mil portugueses votaram desta vez em relação a 2019. Como ministro dos Negócios Estrangeiros, não entrando nas questões de ordem partidária, tenho a lamentar que a mesa de apuramento da Europa tenha decidido anular 80% desses votos », disse Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações à Agência Lusa em Paris.

O ministro português está em França desde quinta-feira para participar em diversas reuniões da presidência francesa do Conselho da União Europeia, tendo aliado na sua agenda visitas a diversos consulados. Esta sexta-feira, após uma reunião no Consulado-geral de Portugal em Paris, o governante, também cabeça de lista do PS pelo círculo eleitoral fora da Europa, lamentou a invalidação dos votos dos portugueses no estrangeiro após recurso do PSD junto das mesas de contagem.

« Sei que isso não teve consequências do ponto de vista da representação parlamentar, visto que qualquer que fosse o método de cálculo, daria um deputado para o PS, um deputado para o PSD na Europa e fora da Europa, não há nenhuma consequência que distorça a escolha dos portugueses. Agora há, evidentemente, uma desconsideração objetiva de milhares e milhares de portugueses residentes na Europa que viram invalidado o seu voto », declarou.

Para Augusto Santos Silva, o método de apuramento já tinha sido previamente acordado entre os partidos, mas houve uma « mudança de ideias » por parte do PSD.

« Não houve falta de informação, mas é público e notório que houve um partido político que aceitou um método de apuramento que permitir contar todos os votos e, depois, mudou aparentemente de ideias e apresentou uns protestos, que uma mesa de apuramento eleitoral na Europa considerou válidos e invalidou votos. E uma mesa fora da Europa, não », explicou.

O governante afirmou ainda que a lei eleitoral para os portugueses que vivem fora do território nacional deve mudar.

« A lei eleitoral é uma competência exclusiva da Assembleia da República e já, pelo menos do meu conhecimento, um grupo parlamentar anunciou que vai proceder a esta mudança, porque isto não pode ser. Estamos todos a fazer um enorme esforço para aumentar a participação cívica e eleitoral dos portugueses nos assuntos de Portugal », indicou.

O ministro Negócios Estrangeiros defendeu ainda que a discussão sobre os métodos de voto « é legítima », incluindo o voto eletrónico, mas que existem já dois métodos de voto válido, presencial e por correspondência.

Mais de 80% dos votos dos emigrantes do círculo da Europa nas legislativas de 30 de janeiro foram considerados nulos, após protestos do PSD, mas a distribuição de mandatos mantém-se, com PS e PSD a conquistarem dois deputados cada nos círculos da emigração.

Segundo o edital publicado hoje sobre o apuramento geral da eleição do círculo da Europa, de um total de 195.701 votos recebidos, 157.205 foram considerados nulos, o que equivale a 80,32%.

Em causa estão protestos apresentados pelo PSD após a maioria das mesas ter validado votos que não vinham acompanhados de cópia do cartão de cidadão (CC) do eleitor, como exige a lei.

Como esses votos foram misturados com os votos válidos, a mesa da assembleia de apuramento geral acabou por anular os resultados de dezenas de mesas, incluindo votos válidos e inválidos, por ser impossível distingui-los uma vez na urna.

Jovem suspeito de preparar ataque « terrorista » em Lisboa é ouvido hoje em tribunal

(na foto de abertura: Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde o jovem estaria a planear um ataque para esta sexta-feira)

Polícia Judiciária impede « ação terrorista » e deteve ontem suspeito de 18 anos, natural da região de Leiria – é nestes termos que a notícia está a ser dada em Portugal.

 

O jovem vai ser ouvido nesta sexta-feira para primeiro interrogatório.

email sharing button
linkedin sharing buttonA Polícia Judiciária diz ter impedido assim uma “ação terrorista” e ter apreendido várias armas proibidas, designadamente facas.
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Em comunicado citado pela Lusa, com o título “Impedida ação terrorista”, a PJ diz que a investigação que levou à detenção foi desencadeada “por suspeitas de atentado dirigido a estudantes universitários da Universidade de Lisboa”.

Através da Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT), a PJ encetou hoje a operação, cumprindo mandados de busca domiciliária.

“Face à gravidade das suspeitas, foi atribuída a máxima prioridade à investigação, a qual permitiria, no dia hoje, às primeiras horas do dia, interromper a atividade criminosa em curso”, detalha.

Segundo a PJ, foram apreendidos “vastos elementos de prova, que confirmariam as suspeitas iniciais”.

Além de armas proibidas foram apreendidos outros artigos, “suscetíveis de serem usados na prática de crimes violentos” e vasta documentação, “além um plano escrito com os detalhes da ação criminal a desencadear”.

O arguido, detido em flagrante pela posse das armas, está também indiciado pela prática do crime de terrorismo. Será, como se referiu acima, na sexta-feira presente a primeiro interrogatório judicial.

Ucrânia: Biden alerta que conflito entre EUA e Rússia será uma “guerra mundial”

Ucrânia: Biden alerta que conflito entre EUA e Rússia será uma “guerra mundial”

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Alfa/Lusa
whatsapp sharing buttonO Presidente dos Estados Unidos Joe Biden voltou a aconselhar os seus cidadãos na Ucrânia a deixarem o pais, lembrando que um possível conflito entre as forças norte-americanas e russas será uma “guerra mundial”.

Numa entrevista ao canal NBC News, o chefe de Estado norte-americano voltou a emitir um alerta para os cidadãos do seu país na Ucrânia.

« Os cidadãos norte-americanos devem sair agora », referiu Biden.

“Não é como se estivéssemos a lidar com uma organização terrorista. Estamos a lidar com um dos maiores Exércitos do mundo. É uma situação muito diferente e as coisas podem enlouquecer rapidamente”, acrescentou.

Questionado sobre quais cenários é que podiam leva-lo a enviar militares para resgatar norte-americanos em fuga do país, Biden atirou que “não existem”.

“Esta será uma guerra mundial quando os norte-americanos e a Rússia começarem a atirar uns nos outros”, frisou.

« Estamos num mundo muito diferente do que já estivemos », apontou ainda.

Na quinta-feira o Departamento de Estado tinha emitido um aviso de que os Estados Unidos “não poderão evacuar cidadãos norte-americanos em caso de ação militar russa em qualquer lugar da Ucrânia”.

Em caso de conflito na Ucrânia, o serviço consular regular seria “severamente impactado”, explicava.

Na quarta-feira, a Casa Branca aprovou um plano do Pentágono para que os seus militares destacados na Polónia construam abrigos temporários e possam auxiliar cidadãos norte-americanos numa eventual retirada da Ucrânia, em caso de invasão pela Rússia.

Este plano envolveria os 1.700 militares que o chefe de Estado norte-americano autorizou que fossem destacados para a Polónia na semana passada.

Estas tropas, da 82.ª Divisão Aerotransportada, não estão autorizadas a entrar na Ucrânia em caso de conflito, e não há planos para que participem em operações de evacuação aérea, como as que ocorreram no Afeganistão, segundo revelaram fontes oficiais ao canal televisivo CNN.

Mas nos próximos dias estes militares vão construir abrigos, como tendas e outras instalações temporárias, na fronteira polaco-ucraniana, segundo noticiou também a CNN e o The Wall Street Journal.

Segundo uma avaliação militar e da inteligência norte-americana, os militares russos podem lançar uma invasão em grande escala, com tanques, que poderiam chegar à capital ucraniana, Kiev, em 48 horas.

Biden realçou ainda que se Putin é « tolo o suficiente para entrar, ele é inteligente o suficiente para, de facto, não fazer nada que possa impactar negativamente os cidadãos norte-americanos ».

Questionado se transmitiu essa ideia ao chefe de Estado russo, Biden respondeu que “sim”.

A Ucrânia e os seus aliados ocidentais acusam a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de tropas na fronteira ucraniana para invadir novamente o país, depois de lhe ter anexado a península da Crimeia em 2014.

A Rússia nega qualquer intenção bélica, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança, incluindo garantias de que a Ucrânia nunca fará parte da NATO.

Milhares de votos da Europa foram para o lixo. PS não recorre. Nova geração de emigrantes fez aumentar participação

Participação eleitoral dos emigrantes nas legislativas subiu, mas segundo o especialista em emigração Jorge Arroteia o aumento da participação das comunidades deveu-se à nova geração de emigrantes e não a qualquer esforço de mobilização das autoridades ou dos partidos. Mas milhares de votos não contaram. O PS deu o dito por não dito e anunciou que afinal não recorre da anulação de mais de 80% dos votos (157 mil) no círculo da Europa e promete mudar a lei eleitoral. No círculo fora da Europa a anulação de votos não chegou a 3%.

 

Extrato de um despacho da Lusa sobre o voto dos portugueses no estrangeiro:

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“Embora não seja possível de imediato fazer uma associação entre a população que votou e o estrato etário desta mesma população, eu inclino-me para já para que isso tenha justamente a ver com a participação de uma emigração mais jovem, mais participativa, mais interessada nos destinos da sua terra, do seu país”, disse o professor catedrático da Universidade de Aveiro, Jorge Arroteia.

Os votos dos círculos da emigração foram já publicados e revelam um aumento da participação, de 12,05% nas legislativas de 2019 para 20,67% este ano no círculo da Europa e de 8,81% para 10,86% no círculo Fora da Europa.

Em números absolutos, o número total de eleitores passou de 158.252 em 2019 para 257.791 em 2022, o que representa um aumento de 62%.

Para Jorge Arroteia, estes números resultam dos “fluxos migratórios mais recentes (…) que têm sido fundamentalmente constituídos por emigrantes mais novos, a chamada nova geração de emigrantes, com maior experiência política, com maior participação cultural, com maior participação associativa, como maior envolvimento cívico”.

“Há 50 anos, até aos anos 70, nós tínhamos uma emigração adulta. A partir do momento em que os enfermeiros começaram a emigrar para a Suíça, para França, é uma emigração muito mais jovem. (…) Nos anos 70 tínhamos analfabetos. Hoje temos diplomados, licenciados, mestres, doutores”, exemplificou.

Questionado sobre os alegados esforços de mobilização eleitoral por parte de partidos e autoridades, o especialista defende que “esse é o discurso oficial, o discurso político e de proximidade, mas na prática (…) há um distanciamento muito grande” entre os emigrantes e o país.

“A emigração continua a ser um estandarte que em determinados momentos se levanta e acena, mas depois os mecanismos de integração e articulação não funcionam”, disse Jorge Arroteia, sublinhando que os agentes da administração pública e política “não têm tido a devida atenção com a população emigrante”.

Sobre a anulação de 80% dos votos dos emigrantes do círculo da Europa devido a um protesto do PSD, o especialista disse: “Há alguém que não fez o trabalho de casa. E não foi a população emigrante, que quis participar e quis votar”.

“São 150 mil votos, são 150 mil emigrantes que ficaram de fora, que reclamam o seu direito de cidadania”, lamentou.

Mais de 80% dos votos dos emigrantes do círculo da Europa nas legislativas de 30 de janeiro foram considerados nulos, após protestos do PSD, mas a distribuição de mandatos mantém-se, com PS e PSD a conquistarem dois deputados cada nos círculos da emigração.

Segundo o edital publicado ontem sobre o apuramento geral da eleição do círculo da Europa, de um total de 195.701 votos recebidos, 157.205 foram considerados nulos, o que equivale a 80,32%.

Em causa estão protestos apresentados pelo PSD após a maioria das mesas ter validado votos que não vinham acompanhados de cópia do cartão de cidadão do eleitor, como exige a lei.

Como esses votos foram misturados com os votos válidos, a mesa da assembleia de apuramento geral acabou por anular os resultados de dezenas de mesas, incluindo votos válidos e inválidos, por ser impossível distingui-los uma vez na urna.

FC Porto-Sporting em contas do título à entrada para o último terço da I Liga

FC Porto e Sporting protagonizam na sexta-feira, no Estádio do Dragão, um clássico que pode ser crucial nas ‘contas’ pelo título, com maior risco para os lisboetas, à 22ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

O jogo ‘grande’ pode deixar, em caso de vitória, o FC Porto – que empatou na primeira volta em Alvalade -, com mais nove pontos do que o rival e vantagem no confronto direto, enquanto o Sporting precisa de relançar a sua candidatura.

À entrada para o último terço do campeonato, a margem para se fazerem contas e capitalizarem erros é cada vez menor, e as derrotas com Santa Clara (fora) e Sporting de Braga (em casa) vieram complicar a matemática ‘leonina’.

O FC Porto isolou-se na liderança, e está invicto, com 19 vitórias – 16 das quais consecutivas – para igualar o seu melhor registo de sempre na I Liga – e dois empates, e reforçou a sua candidatura, cabendo agora ao Sporting correr atrás do prejuízo.

Quanto aos ‘onzes’ do jogo marcado para sexta-feira (21:15), face aos compromissos europeus da semana seguinte, o Sporting na Liga dos Campeões com o Manchester City, e o FC Porto na Liga Europa com a Lazio, existem ainda algumas dúvidas.

O lateral Porro viu um quinto amarelo e é baixa importante para Rúben Amorim, que tem Pedro Gonçalves em dúvida, devido a fadiga muscular, enquanto, no FC Porto, o guarda-redes Diogo Costa saiu lesionado, com colar cervical, mas deverá recuperar.

Na última época, que consagrou o Sporting campeão 19 anos depois, os dois rivais empataram os jogos disputados na I Liga e já nesta verificou-se novo empate na visita do FC Porto a Alvalade, com Nuno Santos a marcar para os ‘leões’, e Luis Díaz, entretanto transferido para o Liverpool, para os ‘dragões’.

O jogo ‘grande’ e que abre a jornada antecede a receção de sábado do Benfica ao Santa Clara (19:00), com os ‘encarnados’ quase alheados do ‘clássico’, quando distam 12 pontos do FC Porto e estão a seis do Sporting.

A última jornada deu um ‘tímido’ balão de oxigénio às ‘águias’, que venceram na visita ao Tondela (3-1), depois de verem o presidente Rui Costa descer ao balneário a seguir à derrota caseira com o Gil Vicente (1-2).

Com o Santa Clara (10.º), que esta época derrotou (e afastou) o FC Porto na Taça da Liga e impôs a primeira derrota ao Sporting na I Liga, as dificuldades devem aumentar, com o Benfica a encontrar um adversário que atravessa a sua melhor série.

Desde a vitória nos Açores diante do Sporting, o Santa Clara ainda não perdeu, somando uma sequência de três vitórias e dois empates, o último dos quais fora com o Gil Vicente, num jogo em que Lincoln e Cryzan foram expulsos e são baixas importantes na Luz.

Também no sábado, o Sporting de Braga (quarto) – que perdeu na última ronda na visita ao rival Vitória de Guimarães -, recebe o Paços de Ferreira (12.º), emblema que não vence há cinco jogos, com quatro empates, e está pontualmente perto da zona de descida.

Igualmente em séries longas sem vencer estão Portimonense (oitavo), há sete jornadas, e Boavista (13.º), há seis e também ligeiramente acima da zona de despromoção, que se defrontam nesta 22.ª ronda.

Uma crise de resultados que se estende ao Estoril Praia, equipa que ainda ‘segura’ o sétimo lugar com base num bom arranque de época, mas já não vence desde a 14.ª jornada, quando derrotou em 12 de dezembro de 2021 o Belenenses SAD.

Na jornada, os estorilistas recebem no domingo o Tondela (14.), outro perigosamente perto da zona de risco, e quando entre o 17.º lugar, o primeiro de descida direta, e o 12.º existe apenas uma diferença de quatro pontos.

No domingo, o embate entre Famalicão (17.º) e Moreirense (15.º) é de ‘aflitos’, enquanto o cada vez mais último Belenenses SAD (18.º) – com duas vitórias em 21 jogos -, recebe o Vitória de Guimarães (sexto), antes do embate entre Vizela (11.º) e Gil Vicente (quinto).

A ronda fica completa apenas na segunda-feira, com o também em ‘risco’ Arouca (16.º) a receber o Marítimo (nono).

Programa da 22ª jornada (horas em Paris):

– Sexta-feira, 11 fev:

FC Porto – Sporting, 21:15.

– Sábado, 12 fev:

Sporting de Braga – Paços de Ferreira, 16:30.

Benfica – Santa Clara, 19:00.

Portimonense – Boavista, 19:00.

Estoril Praia – Tondela, 21:30.

– Domingo, 13 fev:

Famalicão – Moreirense, 16:30.

Belenenses SAD – Vitória de Guimarães, 19:00.

Vizela – Gil Vicente, 21:30.

– Segunda-feira, 14 fev:

Arouca – Marítimo, 21:15.

Com Agência Lusa.

PR Marcelo este fim de semana em visita a França

Visita do Presidente da República a França

A notícia é divulgada no site da Presidência portuguesa.

« O Presidente da República participará na One Ocean Summit 2022, que terá lugar em Brest, no dia 11 de fevereiro.

Partirá de seguida para Paris, onde estará presente num jantar em sua honra, oferecido pelo Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, por ocasião da abertura da Temporada Cruzada Portugal-França.

No dia seguinte, o Presidente da República assistirá à inauguração da instalação “As Três Graças” de Pedro Cabrita Reis no Jardim das Tulherias, e ao concerto na Philharmonie de Paris, com a pianista Maria João Pires e a Orquestra Gulbenkian. »

Ucrânia/Rússia. A situação na Ucrânia é bem mais complexa do que parece. Análise

Tensão entre a Ucrânia, a Rússia e o Ocidente.

A situação na Ucrânia é bem mais complexa do que parece e as suas ligações à Rússia também.

Vá mais longe na análise, ouça esta crónica de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews – na sexta-feira, na Rádio Alfa, ou aqui, em podcast: