Legislativas. MAI considera « deplorável » votos anulados de emigrantes

Mais de 80 por cento dos votos dos emigrantes do círculo da Europa nas legislativas de 30 de janeiro foram considerados nulos, na semana passada.

Considerando, portanto, as dúvidas que surgiram quanto ao direito de voto dos cidadãos portugueses no estrangeiro, o Ministério da Administração Interna garante que foi desenvolvido « um enorme esforço para assegurar, no contexto difícil que o país atravessava, a maior participação possível dos eleitores ».

Em comunicado, o MAI explica que terá sido uma « disputa em torno da validade jurídica do acordo que determinou a invalidade de um número tão elevado de boletins de voto », o que o Ministério deplora.

A Administração Eleitoral (AE) da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna « desenvolveu um enorme esforço para assegurar, no contexto difícil que o país atravessava, a maior participação possível dos eleitores, quer dos residentes em território nacional quer dos residentes no estrangeiro », começa por esclarecer em comunicado.

Sobre a polémica em torno da anulação dos votos, o MAI refere que « produziu e difundiu vários documentos em diferentes formatos (…) onde se explicitam os procedimentos a adotar e identificam os documentos a juntar pelo eleitor, designadamente a cópia do documento de identificação ».

Segundo a Lei Eleitoral da Assembleia da República, está prevista a realização de uma reunião de delegados das listas de candidatura para a escolha dos membros das mesas das assembleias de recolha e contagem de votos dos eleitores residentes no estrangeiro. E terá sido numa dessas reuniões que os delegados dos diferentes partidos acordaram « em aceitar os boletins de voto independentemente de virem ou não acompanhados de cartão de cidadão/bilhetes de identidade – uma opção que a própria CNE (Comissão Nacional de Eleições) subscreveu numa deliberação aprovada em outubro de 2019 ».

No comunicado, o MAI salienta que não tem responsabilidade neste caso, uma vez que « não participou » na reunião em que o acordo para se aceitar votos sem cópia do cartão de cidadão « foi estabelecido ».

Esta deliberação, citada pelo Ministério, « não releva para o exercício do direito de voto a identificação através de documento apropriado, uma vez que ela é, em primeira mão, assegurada pela receção da correspondência eleitoral sob registo pelo destinatário ou pessoa próxima ». Portanto, « a remessa pelo eleitor de cópia de documento de identificação serve, afinal e apenas, como reforço das, de si fracas, garantias do exercício pessoal do voto ».

Terá sido, segundo o comunicado, « a disputa em torno da validade jurídica do acordo que determinou a invalidade de um número tão elevado de boletins de voto », situação « que o MAI não pode deixar de deplorar, não só pelo significado desse resultado em termos de limitação do exercício de um direito fundamental a um número tão elevado de eleitores, como pela desvalorização do enorme esforço feito pela AE para garantir a mais ampla participação possível dos eleitores nacionais com residência no estrangeiro, neste contexto de pandemia ».

Realçando, ainda, o trabalho desenvolvido pelo MAI, a instituição afirma ainda que a sua disponibilidade e total dedicação a este processo « fica patente no aumento exponencial do número de boletins de voto enviados para os eleitores residentes no estrangeiro, na criação de cadernos eletrónicos para facilitação da descarga dos votos, no aumento do número de mesas de apuramento, no investimento para identificar um novo e mais amplo espaço para as operações de apuramento final, entre outros exemplos ».

« O MAI não se exime nem se demite das suas responsabilidades, tendo-se mostrado sempre inteiramente disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários ao integral apuramento do ocorrido, com vista à alteração das condições que propiciaram este lastimável episódio », conclui.
Segundo um edital publicado na sexta-feira sobre o apuramento geral da eleição do círculo da Europa, de um total de 195.701 votos recebidos, 157.205 foram considerados nulos, o que equivale a 80,32 por cento.

Em causa estão protestos apresentados pelo PSD após a maioria das mesas ter validado votos que não vinham acompanhados de cópia do cartão de cidadão (CC) do eleitor, como exige a lei. Como esses votos foram misturados com os votos válidos, a mesa da assembleia de apuramento geral acabou por anular os resultados de dezenas de mesas, incluindo votos válidos e inválidos, por ser impossível distingui-los uma vez na urna.

Com RTP.

Pequim2022: Ricardo Brancal termina em 37º no slalom gigante

O esquiador português Ricardo Brancal estreou-se hoje nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022 com o 37ª lugar na prova de slalom gigante, a 28,05 segundos do vencedor, o suíço Marco Odermatt.

Na sua primeira participação olímpica, na pista Ice River, em Yangqiing, o covilhanense, de 25 anos, conseguiu o objetivo de melhorar o 66.º posto de Arthur Hanse em PeyongChang2018 na disciplina.

Numa prova em que 40 dos 86 atletas não terminaram, Ricardo Brancal foi 46.º na primeira manga, com um tempo de 1.16,83 minutos, e foi mais lento e cauteloso na segunda descida, adiada devido à queda de neve, que fez em 1.20,57, somando 2.37,40 no conjunto das duas contagens.

A competição de esqui alpino foi arrebatada pelo líder do ‘ranking’ mundial, o suíço Marco Odermatt, que conquistou o primeiro título olímpico, seguido de perto pelo esloveno Zan Kranjec, medalha de prata, e o atual campeão do mundo, o francês Mathieu Faivre, que ganhou o bronze.

Ricardo Brancal, que antes da partida para Pequim considerava um ‘top 50’ um excelente resultado, tendo em conta o nível competitivo, e ambicionava superar o melhor lugar de Arthur Hanse, 38.º no slalom e 66.º no slalom gigante em PeyongChang2018, considerou que podia ter feito ainda melhor, mas salientou ser “um resultado muito bom para Portugal”.

O atleta, natural da Covilhã, que desde os 13 anos compete com as cores lusas, referiu a “pista muito difícil”, com más condições de visibilidade e partes muito geladas, que o fizeram não arriscar mais, para salvaguardar saídas de pista e a chegada ao final.

“O meu objetivo era terminar. Fisicamente, senti-me muito bem, seguro, sólido. Podia ter tirado três ou quatro segundos em cada manga, mas corria o risco de sair [de pista] e nos Jogos Olímpicos o que conta é ver a bandeira no resultado”, disse, no final da prova, Ricardo Brancal, em declarações à agência Lusa.

O esquiador, que tem preferência pelo slalom, competição marcada para quarta-feira, afirmou que, tendo em conta ter hoje conseguido um 37.º lugar, “talvez arrisque um pouco mais” na disciplina em que se sente mais confortável.

“Eu nunca me senti tão bem fisicamente, fiz uma boa preparação. Tenho as condições necessárias para fazer uma boa prova, agora, é também preciso ter um bocado de sorte e as coisas saírem no dia, porque o slalom, ao mínimo erro, não perdoa”, frisou Ricardo Brancal, em declarações à agência Lusa.

O chefe de missão, Pedro Farromba, salientou que “nunca antes um português tinha feito um resultado destes”, destacando que Vanina Oliveira, José Cabeça e Ricardo Brancal cumpriram o objetivo da comitiva de melhorar as classificações das anteriores edições, e afirmou-se “muito satisfeito” e com a obrigação de cumprir uma promessa.

“Agora, vamos desfrutar deste resultado antes do slalom. Tinha dito ao Ricardo que se ele melhorasse a classificação de Portugal, eu rapava a cabeça com uma lâmina… Vou ter de o fazer”, gracejou, em declarações à Lusa, o também presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal, Pedro Farromba.

Em Lillehammer1994, Georges Mendes cortou a meta no 31.º lugar no slalom, numa prova que contou com 40 atletas, mas Pedro Farromba destacou o resultado de hoje de Ricardo Brancal e recordou que “nessa altura as regras eram outras”.

Nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, que decorrem entre 04 e 20 de fevereiro, na China, Portugal está também representando no esqui alpino por Vanina Oliveira, 43.ª no slalom gigante e desclassificada no slalom, e por José Cabeça, que terminou no 88.º lugar nos 15 km estilo clássico no esqui de fundo.

Com Agência Lusa.

Benfica vence Santa Clara com ‘bis’ de Darwin

 O Benfica venceu hoje em casa o Santa Clara por 2-1, numa reviravolta assinada por um ‘bis’ do uruguaio Darwin Núñez, e aproximou-se do segundo lugar da I Liga portuguesa de futebol, em encontro da 22ª jornada.

A formação açoriana chegou ao intervalo em vantagem, com um golo do iraniano Mohebi, aos 20 minutos, mas, na segunda parte, o melhor marcador do campeonato, agora com 18 golos, deu o triunfo aos ‘encarnados’, com tentos aos 60, de penálti, e 62.

Na classificação, o Benfica, terceiro colocado, passou a somar 50 pontos, ficando a 10 do FC Porto e quatro do Sporting, que empataram na sexta-feira no Dragão (2-2), enquanto o Santa Clara, que não perdia há cinco jogos, manteve-se com 24, em 10º.

 

Resultados da 22ª jornada da I Liga de futebol (horas em Paris):

– Sexta-feira, 11 fev:

FC Porto – Sporting, 2-2 (1-2)

– Sábado, 12 fev:

Sporting de Braga – Paços de Ferreira, 2-1 (0-1)

Benfica – Santa Clara, 2-1 (0-1)

Portimonense – Boavista, 1-1 (1-1)

Estoril Praia – Tondela, 21:30

– Domingo, 13 fev:

Famalicão – Moreirense, 16:30

Belenenses SAD – Vitória de Guimarães, 19:00

Vizela – Gil Vicente, 21:30

– Segunda-feira, 14 fev:

Arouca – Marítimo, 21:15

Com Agência Lusa.

Manifestantes em Paris pedem fim das restrições e respeito pela liberdade

A « caravana da liberdade » convergiu hoje em Paris, bloqueando grande parte dos acessos à capital, com franceses a virem um pouco de todos os pontos do território para protestarem contras medidas anti-covid e pedir de volta a sua liberdade.

« Eu venho há sete meses manifestar-me para defender a liberdade e os direitos do Homem, porque esses direitos dizem que somos livres e iguais e já não o caso. Hoje somos livres sob a condição de termos recebido uma injeção com produtos experimentais », disse Justine, jovem francesa, em declarações à Agência Lusa.

Justine veio dos arredores de Paris, mas esta tarde, junto ao Museu do Louvre onde começou uma das manifestações da chamada « caravana da liberdade », semelhante aos movimentos que paralisaram várias cidades no Canadá, encontraram-se franceses um pouco de todo o país que se opõem à vacinação e a outras medidas de luta contra a pandemia.

« Gostava que a mobilização fosse como no Canadá, mas acho que as pessoas estão instaladas na sua realidade. Não veem o problema com as vacinas. Acho que as restrições devem acabar e se deve apostar num verdadeira tratamento e não ser obrigado a tomar uma vacina experimental », afirmou Amory, vindo de Amiens, na região de Somme.

O caminho para Amory foi « longo » para chegar até Paris, mas sem distúrbios, segundo relatou. As autoridades francesas instalaram vários controlos policiais em todas as vias de acesso à capital de forma a garantir que Paris não fica completamente isolada.

Já na capital, durante esta tarde, quando o cortejo chegou perto dos Campos Elísios, houve conflitos entre a polícia e os manifestantes, com cerca de 44 pessoas a serem detidas pelas autoridades e com as forças de segurança a lançarem granadas de gás lacrimogéneo para dispersar quem protestava.

« Os grandes protestos estão a organizar-se, mas é complicado porque a polícia na região parisiense é muito dura. Já vimos bem o que aconteceu com os coletes amarelos, portanto protestar causa medo em muita gente. Esperamos que a polícia se junte a nós », explicou Justine.

Para esta francesa, os anúncios do alívio das medidas contra a covid-19, especialmente o fim da máscara no interior de espaços fechados é apenas uma jogada política que antecede as eleições presidenciais de 2022.

« O discurso avança em função das condições. Agora o Governo vê que há uma grande oposição, portanto pensam em recuar já que o povo não está contente. Como muitos, tenho medo que isto seja temporário por causa das eleições e que depois das eleições voltem as grandes restrições », detalhou.

Para quem veio a este protesto, os potenciais candidatos que representam a sua perspetiva de gestão da crise são Florian Philippot, antigo número dois de Marine Le Pen, e Nicolas Dupont-Aignan, que chegou a unir forças com Le Pen nas últimas eleições.

« Ao menos, essas pessoas têm princípios e eles amam a França, já Emmanuel Macron vemos bem que não gosta do nosso país. Outros candidatos, como Jean-Luc Melenchon, por quem votei em 2017, são uns vira-casacas », considerou Justine.

Tendo escolhido não se vacinar, Amory gostava que a sua vida, limitada desde a entrada em vigor do passe vacinal no ano passado, voltasse ao normal.

« Não vou ao ginásio, não vou à piscina, não vou ao restaurante, diminuí as minhas interações sociais. Gostava de voltar à minha vida de antes e tenho medo de que me imponham mais restrições », lamentou.

Entre as pessoas detidas pela polícia está Jerôme Rodrigues, o colete amarelo de origem portuguesa que perdeu um olho em janeiro de 2019. Cerca de 300 pessoas foram identificadas pela polícia, numa operação que envolveu 7.200 agentes em toda a cidade.

Com Agência Lusa.

Chelsea bate Palmeiras e conquista mundial de clubes pela primeira vez

O Chelsea conquistou hoje pela primeira vez o Mundial de clubes de futebol, ao vencer o Palmeiras, do treinador português Abel Ferreira, por 2-1, após prolongamento, na final da edição de 2021, em Abu Dhabi.

Um penálti do alemão Kai Havertz – já autor do golo da vitória na ‘Champions’ -, aos 117 minutos, selou o triunfo dos ingleses, depois de Raphael Veiga anular, aos 64, também de penálti, o golo inaugural dos ‘blues’, do belga Romelu Lukaku, aos 54.

A formação vencedora da ‘Champions’ de 2020/21, no Estádio do Dragão, no Porto (1-0 ao Manchester City), tinha sido a última equipa europeia a perder uma final do Mundial de clubes, em 2012, face aos brasileiros do Corinthians (0-1).

Com Agência Lusa.

Temporada Cruzada lança « fogo de artifício » de Portugal em Paris

A inauguração oficial da obra « As Três Graças », de Pedro Cabrita Reis, no jardim das Tulherias, em Paris, serviu de pontapé de saída para nove meses de intercâmbios culturais, num momento de « grande alegria » entre os dois países.

« Estou muito comprometida que esta celebração aconteça ao mais alto nível. Queremos que o público venha, mas também o poder político para mostrar a importância deste evento. Este é um fim de semana particularmente rico, é como se houvesse um fogo de artifício de Portugal em França que vai reunir milhares de pessoas e é uma grande alegria », disse a ministra francesa da Cultura, Roselyne Bachelot, em declarações à Agência Lusa.

Coube a Roselyne Bachelot acolher hoje no Jardim da Tulherias, junto ao Museu do Louvre, o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, em deslocação oficial em França para participar na abertura da Temporada Cruzada França-Portugal, que vai durar até outubro.

A solenidade do momento não escapou ao chefe de Estado português: « É dos sítios mais privilegiados em França, nas Tulherias. Temos aqui o Louvre, maior museu francês e dos maiores do mundo. Agora está aqui um grande criador português, outros criadores estarão durante nove meses. Estas temporadas duram seis meses, a portuguesa dura nove meses e vai até outubro. Tem música, exposições, tem tudo », sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

O sol de Lisboa estendeu-se esta tarde a Paris para o lançamento dos cerca de 500 eventos que vão acontecer nos dois países nos próximos meses, com a ministra portuguesa da Cultura, Graça Fonseca, a sublinhar a importância desta iniciativa para a internacionalização dos artistas portugueses.

« A internacionalização dos artistas portugueses é um objetivo comum e estratégico, não apenas na forma como projetamos o país, mas a forma como podemos apoiar os artistas portugueses naquilo que é a sua presença no contexto internacional », disse a governante, mencionando o lançamento na semana passada do plano da Ação Cultural Externa.

No relvado do Jardim das Tulherias, figuras da cultura portuguesa como Joana Vasconcelos, mas também das instituições nacionais, como Isabel Mota, presidente do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian, cruzaram-se com altos representantes do Instituto Francês e figuras da comunidade portuguesa em França.

« Estamos muito felizes de podermos estar juntos, aqui, com todas estas pessoas com quem trabalhámos durante dois anos, num dia lindo em Paris », descreveu a comissária francesa desta temporada, Victoire Bidegain di Rosa.

Mais do que uma montra para os artistas, este é o momento para renovar o conhecimento mútuo entre os dois países, de forma a criar novos laços.

« É verdade que precisamos conhecer melhor Portugal, não só as praias ou um amigo português com quem bebemos um copo em Paris ou Lisboa, mas conhecer os artistas, os ‘designers’ e há um movimento crescente entre os dois países », declarou Roselyne Bachelot.

De forma a lançar esta temporada em Portugal, a ministra francesa vai estar esta semana em Lisboa acompanhada por uma comitiva de jornalistas franceses que vão assistir à inauguração da retrospetiva do artista francês Gérard Fromanger, no Museu Berardo.

Cabe agora ao público, tanto em França como em Portugal, acolher esta iniciativa, voltando, após o período da pandemia, às salas de espetáculo.

« Este início de 2022 traz-nos a todos algum alívio em relação à situação pandémica e é muito importante a mensagem de que a cultura é segura, e demonstrou-se que assim era, mas precisamos mesmo que as pessoas voltem de forma muito expressiva aos teatros, aos cinemas, às exposições e às escolas », sublinhou Graça Fonseca.

Para o artista no centro desta inauguração, a sua obra « As Três Graças », feita em cortiça e aço, serviu o propósito da arte, que é aproximar os povos.

« O que é mais emocionante numa circunstância destas é sentir que uma obra de arte pode ser um lugar de encontro em que se fazem todas as convergências de política cultural, económica, diplomática, tolerância que devem reger a relação entre os países europeus. A arte convoca a isso », concluiu Pedro Cabrita Reis.

Com Agência Lusa.

Ucrânia: Marcelo Rebelo de Sousa tem como posição não se pronunciar em público sobre esta matéria

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje em França que a sua posição face à situação na Ucrânia é não se pronunciar em público sobre esta matéria, em qualquer momento, mesmo em Portugal.

Em declarações à comunicação social, em Paris, questionado sobre a notícia de que os Estados Unidos da América preveem que a Rússia inicie um ataque à Ucrânia dentro de dias, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: « Não me vou pronunciar sobre essa matéria ».

« É uma matéria em que eu tenho a posição que é não me pronunciar sobre ela, mesmo em Portugal. Porque são questões muito sensíveis. Vejam que não encontram chefes de Estado ou chefes de Governo a fazerem declarações públicas sobre essas matérias, fora de um quadro muito específico, que não é aquele que justifica que eu me pronuncie neste momento », acrescentou.

Interrogado se aconselha os portugueses que estão na Ucrânia a deixarem o país, o chefe de Estado disse: « Eu não aconselho coisa nenhuma sobre essa matéria ».

« Portanto, não há pronúncia sobre esta matéria em público, quer neste momento, quer noutro momento, quer aqui nesta situação – que é de um encontro cultural entre Portugal e França – quer porventura noutra situação », reforçou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República falava aos jornalistas após a inauguração de uma obra do artista plástico português Pedro Cabrita Reis, no âmbito da « Temporada Portugal-França 2022 ».

Perante a insistência para que comentasse a atual situação na Ucrânia, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou a sua opção de não falar em público deste tema: « Já perceberam que eu tenho resistido a pronunciar-me sobre a matéria e estou a resistir a pronunciar-me sobre a matéria, o que quer dizer que entendo que não me devo pronunciar sobre ela ».

Com Agência Lusa.

Macron diz não esquecer a contribuição dos emigrantes portugueses para construir a França

O Presidente francês disse hoje que a França não esquece o contributo dado por centenas de milhares de emigrantes portugueses que ajudaram a construir o país e que os gauleses têm orgulho de ter acolhido quem fugiu da ditadura.

« A França não esquece a contribuição dos portugueses na sua reconstrução, na sua expansão económica, quando acolheu entre os anos 50 e até ao fim dos anos 70, centenas de milhares que vieram procurar no nosso país um futuro melhor, longe da austeridade de um ditador », disse Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu, em declarações recolhidas pelos jornalistas.

O chefe de Estado francês organizou esta noite no Palácio do Eliseu um jantar para assinalar a abertura oficial da Temporada Cruzada entre a França e Portugal ao lado do sue homólogo Marcelo Rebelo de Sousa.

Este jantar reuniu dezenas de pessoas, entre elas figuras portuguesas e francesas, incluindo os ministros portugueses Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, e Graça Fonseca, ministra da Cultura, e os ministros franceses Jean-Yves Le Drian, ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Michel Blanquer, ministro da Educação, ou Elisabeth Moreno, ministra da Igualdade.

No seu brinde inicial, o Presidente francês disse que a França deve muito a Portugal, nomeadamente a participação na Primeira Guerra Mundial, assim como « o compromisso dos cidadãos portugueses na resistência, a coragem do cônsul em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes » que salvou milhares de franceses, entre eles 10 mil judeus.

O Presidente francês disse que a França tentou dar « um bom acolhimento » a todos os portugueses que chegaram a terras gaulesas entre os anos 50 e o fim dos anos 70, lembrando ainda a passagem de vultos como Mário Soares que se exilaram em Paris para depois construir a democracia em Portugal.

« Partilhamos um destino comum, no seio da União Europeia e todos, esta noite, são testemunhas deste laço nunca rompido entre os dois países. Vocês encarnam a vitalidade e diversidade das relações franco-portuguesas e, do fundo coração, agradeço-vos », declarou o Presidente lembrando que há « dois milhões de portugueses » em França e atualmente cerca de 50 mil franceses a viver em Portugal.

Emmanuel Macron falou da saudade, da pintora Maria Helena Vieira da Silva que viveu grande parte da sua vida em Paris, citou Virgílio Ferreira e destacou as figuras de relevo da cultura de origem portuguesa como Emmanuel Demarcy-Mota, à frente do Theatre de la Ville, ou José-Manuel Gonçalves, que dirige o centro de arte Centquatre, assim como Tiago Rodrigues que vai assumir a liderança do Festival de Avignon.

O chefe de Estado falou ainda das relações económicas entre os dois países, com um investimento de 13 mil milhões de euros da França em Portugal e a criação de 100 mil postos de trabalho que dependem de empresas francesas.

Começa oficialmente este fim de semana a Temporada Cruzada entre França e Portugal que vai promover cerca de 400 eventos entre os dois países até outubro.

Com Agência Lusa.

Legislativas. PSD apresenta queixa-crime sobre contagem dos votos dos emigrantes

Legislativas: PSD faz queixa no MP para responsabilizar quem contou votos dos emigrantes

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Alfa/Lusa
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whatsapp sharing buttonO presidente do PSD anunciou ontem que vai apresentar no início da próxima semana uma queixa no Ministério Público (MP) para responsabilizar quem, “com dolo e conscientemente”, cometeu um “crime” na contagem dos votos da emigração.

“No início da próxima semana apresentaremos uma queixa no MP porque entendemos que as pessoas devem ser alvo do respetivo processo-crime face ao rompimento com a lei de forma dolosa porque sabiam o que estavam a fazer e falsearam o resultado e, assim, 80% dos votos não puderam ser considerados”, afirmou Rui Rio numa conferência de imprensa realizada na sede do partido, no Porto.

Sem saber precisar, o social-democrata adiantou que a queixa-crime será contra incertos, membros das mesas ou presidentes das mesas.

“Essa é uma questão técnico-jurídica que não é a minha especialidade”, referiu.

Rui Rio foi claro em dizer que tem de haver um processo-crime para quem cometeu este crime para que, numas próximas eleições, a situação não volte a repetir-se.

“Não [pessoas responsáveis] podem ficar impunes”, vincou.

Mais de 80% dos votos dos emigrantes do círculo da Europa nas legislativas de 30 de janeiro foram considerados nulos, após protestos do PSD, mas a distribuição de mandatos mantém-se, com PS e PSD a conquistarem dois deputados cada nos círculos da emigração.

Segundo o edital publicado na quinta-feira sobre o apuramento geral da eleição do círculo da Europa, de um total de 195.701 votos recebidos, 157.205 foram considerados nulos, o que equivale a 80,32%.

Em causa estão protestos apresentados pelo PSD após a maioria das mesas ter validado votos que não vinham acompanhados de cópia da identificação do eleitor, como exige a lei.

Como esses votos foram misturados com os votos válidos, a mesa da assembleia de apuramento geral acabou por anular os resultados de dezenas de mesas, incluindo votos válidos e inválidos, por ser impossível distingui-los uma vez na urna.

PSG bate Rennes com golo nos descontos de Mbappé a passe de Messi

 Um golo de Kylian Mbappé, assistido pelo argentino Lionel Messi, aos 90+3 minutos, permitiu hoje ao líder Paris Saint-Germain vencer em casa o Rennes por 1-0, na abertura da 24.ª jornada da Liga francesa de futebol.

Face ao único adversário que o tinha derrotado na prova (2-0, à nona jornada), os parisienses voltaram a ter enormes dificuldades, resolvendo o encontro apenas nos descontos, pelo jogador que, antes, já tinha tido várias oportunidades.

Na parte final, e embora sempre mais preocupado em defender, o Rennes tentou replicar o triunfo de 03 de outubro de 2021 e acabou traído em contra-ataque.

Um corte do português Nuno Mendes, entrado apenas aos 84 minutos, lançou Icardi, que não toucou da melhor maneira para Messi, mas permitiu ainda ao argentino dominar a bola e isolar Mbappé, que colocou em jeito junto ao poste esquerdo, aos 90+3.

Foi o 12.º golo na prova para Mbappé e a sétima assistência para Messi, no que foi o quinto encontro em que o ‘onze’ de Mauricio Pochettino ganhou pontos nos descontos: 2-1 na receção ao Lyon e em Metz e 1-1 em Lens e Lorient.

Antes, Mbappé já tinha sido o protagonista, mas pelas oportunidades falhadas, aos 40, 61 e 63 minutos, o primeiro com um remate ao poste esquerdo.

Na classificação, e a quatro dias de receber o Real Madrid, para a primeira mão dos oitavos de final da ‘Champions’, o PSG passou a somar 59 pontos, provisoriamente mais 16 do que o Marselha, segundo colocado, que joga domingo em Metz.

Com Agêncoa Lusa.

Foto. www.linternaute.com

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