Pequim2022: Cinco medalhas colocam Quentin Fillon Maillet na história do biatlo

O francês Quentin Fillon Maillet somou esta terça-feira a quinta subida ao pódio nos Jogos Olímpicos de Inverno, tornando-se o atleta de biatlo mais medalhado na mesma edição da competição, ao alcançar a prata na estafeta masculina 4×7,5 km.

Fillon Maillet, que se junta a um restrito lote de 12 atletas com cinco subidas ao pódio na mesma edição de Jogos de Inverno, venceu, em Pequim, mais duas pratas e duas medalhas de ouro, e vai ainda disputar uma prova na sexta-feira.

Na prova que deu a prata a Maillet, Johannes Boe, que integrou o quarteto norueguês, alcançou o seu terceiro ouro e a quarta medalha nos Jogos Pequim2022. A Rússia, que compete sob a bandeira do seu comité olímpico, alcançou o bronze.

Na prova de big air, que encerrou o programa olímpico do snowboard, Su Yiming, de 17 anos, alcançou o ouro, que junta à prata conquistada em slopestyle, e deu à China o seu primeiro título olímpico na modalidade.

Su Yiming partilhou o pódio com o norueguês Mons Roisland, medalha de prata, e com o canadiano Max Parrot, que conquistou o bronze, dias depois de se ter sagrado campeão olímpico de slopestyle.

Ainda no snowboard, a austríaca Anna Grasser revalidou o título de big air, conquistado há quatro anos em PyeongChang, impondo-se à neozelandesa Zoi Sadowski Synott, que alcançou a prata, e à japonesa Kokoma Murase, que ficou com o bronze.

Na prova rainha do esqui alpino feminino, a descida, a suíça Corinne Suter juntou o título olímpico ao mundial, partilhando o pódio com as italianas Sofia Goggia e Nádia Delago, medalhas de prata e bronze, respetivamente.

Sofia Goggia, que defendia o título olímpico conquistado em 2018, chegou aos Jogos Pequim2022 depois de uma recuperação em tempo recorde de uma lesão ao joelho, que há cerca de três semanas a obrigava a utilizar muletas.

 

Com Agência Lusa.

Ucrânia: Rússia pronta para discutir medidas de construção de confiança – Putin

O Presidente russo, Vladimir Putin, declarou hoje que Moscovo está pronto para conversações com Estados Unidos e NATO sobre limites para colocação de mísseis e transparência militar, num novo sinal de desanuviamento da tensão com o Ocidente.

A declaração foi feita depois de a Rússia ter anunciado que está a retirar algumas tropas de manobras junto à fronteira da Ucrânia que causaram receio de uma potencial invasão do país.

Falando após uma reunião com o chanceler alemão, Olaf Scholz, Putin disse que os Estados Unidos e a NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte) rejeitaram a exigência de Moscovo de manter a Ucrânia e outras antigas repúblicas soviéticas fora da Aliança Atlântica, parar de enviar armas para perto das fronteiras da Rússia e retirar as forças da organização da Europa de Leste.

Mas os Estados Unidos e a NATO concordaram discutir uma série de medidas de segurança que a Rússia tinha anteriormente proposto.

Putin indicou que a Rússia está disposta a iniciar conversações sobre a limitação da instalação de mísseis de médio alcance na Europa, transparência de manobras militares e outras medidas de construção de confiança, mas enfatizou a necessidade de o Ocidente atender às principais exigências de Moscovo.

Com Agência Lusa.

Leonardo Jardim deixa comando técnico do Al Hilal

O treinador português Leonardo Jardim deixou o comando técnico do Al Hilal, anunciou hoje o clube da Arábia Saudita, que revelou que as duas partes chegaram a acordo para o fim do contrato.

“A direção do Al Hilal liderada por Fahad Bin Saad Bin Nafel decidiu assinar um acordo para a rescisão de contrato com o técnico Leonardo Jardim. Expressamos a nossa gratidão e apreço pelo seu trabalho durante a permanência no clube, desejando sucesso e a melhor das sortes na sua carreira”, refere o clube em comunicado.

O técnico português liderou o Al Hilal no Mundial de clubes, levando a equipa ao quarto lugar. Depois de perder nas meias-finais frente ao Chelsea (1-0), a equipa foi de novo derrotada no jogo de atribuição do terceiro lugar, por 4-0, com o Al-Ahly.

Leonardo Jardim, de 47 anos, já passou pelo Mónaco (França) e Olympiacos (Grécia), tendo treinado também, em Portugal, Sporting, Sporting de Braga, Beira Mar, Chaves e Camacha.

O Al Hilal anunciou, pouco depois, que o argentino Ramón Díaz vai assumir o comando técnico da equipa, regressando ao clube onde já tinha trabalhado.

 

Com Agência Lusa.

Bruno Paixão, antigo árbitro, está a ser investigado por ser suspeito de receber dinheiro por serviços prestados ao Benfica

Bruno Paixão, antigo árbitro de futebol, está a ser investigado por ser suspeito de receber dinheiro por serviços prestados ao Benfica através de uma empresa de consultadoria.

Segundo noticia a CNN Portugal, saíram 1, 9 milhões de euros das contas do Benfica para uma pequena empresa de consultadoria informática, valor que suscitou alerta por parte do sistema bancário por suspeita de branqueamento de capitais, acabando por dar origem ao chamado processo ‘Saco Azul’, desencadeado em setembro de 2018.

Feita uma perícia financeira às contas da empresa surgiu também o nome de Bruno Paixão, ficando a suspeita que a empresa terá sido o veículo para o Benfica efetuar pagamentos ao antigo árbitro. Bruno Paixão já desmentiu à CNN Portugal qualquer ligação ao Benfica, garantindo que todo o caso não passa de mera coincidência, pois prestou efetivamente serviços à empresa em causa, a Best for Business.

A Polícia Judiciária e o Ministério Público, contudo, suspeitam que há indícios de prática de corrupção desportiva, que poderá ter sérias consequências para o Benfica, ainda que não esteja ainda deduzida qualquer acusação.

 

A TVI divulgou mais pormenores em torno da suposta ligação entre Bruno Paixão e o Benfica, apontando três jogos em que o antigo árbitro foi alvo de críticas por alegados erros a favor do clube encarnado.

O último dos quais remonta a 7 de abril de 2019, então com Bruno Paixão a desempenhar funções de videoárbitro. Diante do Feirense, os encarnados, já a perder por 0-1, sofreram o segundo golo, que viria a ser anulado por intervenção do VAR. No mesmo jogo, o Benfica viria a chegar ao empate através de penálti, validado também pelo VAR. Os encarnados, diga-se, viriam a vencer esse jogo por 4-1.

Bem antes, a 1 de fevereiro de 2014, o Benfica empatava a um golo com o Gil Vicente e um penálti assinalado por Bruno Paixão gerou muita polémica. Na época seguinte, a 9 de novembro de 2014, o árbitro esteve no Nacional-Benfica, que também deu polémica devido ao golo decisivo de Jonas.

Bruno Paixão, refira-se, terminou a carreira no final da época passada, em maio de 2021. Chegou à 1ª Categoria em 1999 e tornou-se internacional em 2004.

O Benfica emitiu um comunicado a reagir à notícia em torno da suposta ligação ao antigo árbitro Bruno Paixão, que estará a ser investigado por ser suspeito de receber dinheiro por serviços prestados ao Benfica através de uma empresa de consultadoria.

Eis o comunicado na íntegra:

«O Sport Lisboa e Benfica torna pública a resposta dos advogados da Benfica SAD às questões colocadas hoje pela TVI:
O processo vulgarmente designado por « Saco Azul » tramita sob o NUIPC 461/17.9TELSB, desde há já vários anos, no DIAP de Lisboa, tendo sido já inclusivamente objeto de um pedido de aceleração processual por parte da Benfica SAD.
Tanto quanto é do conhecimento da Benfica SAD, no processo em causa as diligências de inquérito foram já concluídas, aguardando o processo apenas o despacho final que põe termo ao inquérito.
No que respeita à factualidade objeto de investigação no referido processo, os representantes legais da Benfica SAD foram, nos termos da lei, confrontados exclusivamente por factos respeitantes a indícios de fraude fiscal, tendo o Ministério Público abandonado a tese inicial de branqueamento de capitais.
Mais esclarecemos que no âmbito do referido processo nunca a Benfica SAD ou os seus representantes legais foram confrontados com quaisquer factos que envolvessem o nome do Senhor Bruno Paixão e/ou quaisquer acusações de corrupção desportiva.
É o que nos cumpre dar nota.
Sem outro assunto de momento apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

Os Advogados da Benfica SAD,

Rui Patrício/Paulo Saragoça da Matta/João Medeiros»

 

Rui Pinto, o hacker envolvido na divulgação dos emails do Benfica, reagiu às notícias em torno da ligação entre o clube e o antigo árbitro Bruno Paixão.

 

 

Com CNN Portugal/TVI e aBola.

Grupo Total « acompanha » Macron. « Pai Natal chega pouco antes das Presidenciais ». Opinião

Custo de vida. O grupo Total decide dar uma ajudazinha a Emmanuel Macron e toma algumas medidas para apoiar os seus clientes. 

« O Pai Natal chega pouco tempo antes das presidenciais », comenta Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo.

Crónica para ouvir na terça-feira, 15, na Rádio Alfa.

Ou ouça aqui:

 

 

Votos anulados. Rio denuncia « República Socialista das Bananas”. Lesgilstivas/Emigrantes

Legislativas: Rio acusa Van Dunem de normalizar mistura de votos válidos com inválidos

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whatsapp sharing buttonO presidente do PSD acusou ontem a ministra Francisca Van Dunem de considerar normal que se tivessem misturado “propositadamente” votos válidos com inválidos em mesas de apuramento dos resultados das legislativas no círculo da Europa.

Esta posição de Rui Rio, citada pela agência Lusa, foi transmitida na sua conta pessoal na rede social “Twitter”, depois de esta manhã o Ministério da Administração Interna ter emitido um comunicado em que se classifica como “deplorável” o desfecho de um processo que teve como resultado a anulação de mais de 80% dos votos no círculo da Europa.

A senhora ministra [Francisca Van Dunem] que é magistrada de carreira acha que uma dúzia de pessoas pode decidir não cumprir a lei, e também acha normal que se misture propositadamente os votos válidos com os inválidos para que todos sejam anulados. Tudo natural numa República Socialista das Bananas”, escreveu o líder social-democrata.

No comunicado ontem de manhã difundido pelo MAI, também citado pela Lusa, não consta qualquer referência ao episódio de em várias mesas de apuramento dos resultados terem sido misturados votos que cumpriram todos os requisitos legais de identificação com votos (sob protesto por parte do PSD) que não vinham acompanhados pela cópia de documento de identificação, como a lei exige.

A mistura de votos válidos com votos sob protesto no apuramento dos resultados dos círculos da emigração levou já o PSD a anunciar que irá apresentar uma queixa-crime no Ministério Público.

« Não vamos deixar passar isto em claro », afirmou Rui Rio na sexta-feira, no Porto, considerando que tem de « haver um processo-crime para quem cometeu este crime para que, da próxima vez, estas coisas não aconteçam e não fiquem impunes ».

Em relação ao caso dos votos que não se fizeram acompanhar por cópia de documento de identificação – e que motivaram a anulação de cerca de 80% do total de votos do círculo da Europa -, o MAI classifica como “deplorável” a situação criada, mas salienta que o Ministério esteve fora deste processo.

“Este é um resultado que o MAI não pode deixar de deplorar, não só pelo significado desse resultado em termos de limitação do exercício de um direito fundamental a um número tão elevado de eleitores, como pela desvalorização do enorme esforço feito pela Administração Eleitoral (AE) para garantir a mais ampla participação possível dos eleitores nacionais com residência no estrangeiro, neste contexto de pandemia”, salienta-se no comunicado.

Sobre a polémica em torno da anulação dos votos, o MAI começa por referir que a Administração Eleitoral (AE) da Secretaria-Geral do Ministério, “produziu e difundiu vários documentos em diferentes formatos (…) onde se explicitam os procedimentos a adotar e identificam os documentos a juntar pelo eleitor, designadamente a cópia do documento de identificação”.

A seguir, o MAI indica que a Lei Eleitoral da Assembleia da República prevê a realização de uma reunião de delegados das listas de candidatura para a escolha dos membros das mesas das assembleias de recolha e contagem de votos dos eleitores residentes no estrangeiro.

Ora, numa dessas reuniões, os delegados dos diferentes partidos acordaram “em aceitar os boletins de voto independentemente de virem ou não acompanhados de cartão de cidadão/bilhetes de identidade – uma opção que a própria CNE (Comissão Nacional de Eleições) subscreveu numa deliberação aprovada em outubro de 2019”.

A seguir, o MAI cita mesmo o teor da deliberação então tomada pela CNE: “Não releva para o exercício do direito de voto a identificação através de documento apropriado, uma vez que ela é, em primeira mão, assegurada pela receção da correspondência eleitoral sob registo pelo destinatário ou pessoa próxima. A remessa pelo eleitor de cópia de documento de identificação serve, afinal e apenas, como reforço das, de si fracas, garantias do exercício pessoal do voto”.

Após esta referência à posição tomada pela CNE em 2019, o MAI salienta que “não participou” na reunião em que o acordo para se aceitar votos sem cópia do cartão do cidadão “foi estabelecido”.

“Não foi, nem tinha de ser, ouvida sobre o seu sentido. Como decorre da lei, à Administração Eleitoral do MAI apenas compete disponibilizar o local para os partidos reunirem”, acrescenta-se.

O Livro da Semana, Helena Terra apresenta “Bonequinha de Lixo”

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (10h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: HELENA TERRA, autora de “BONEQUINHA DE LIXO”.

Helena Terra acaba de lançar no Brasil “Bonequinha de Lixo”. Um romance de frases curtas, rápidas e contundentes que, através da voz de Maria Clara, a sua protagonista, denuncia aquilo que é talvez a maior e mais constante tragédia que afeta a humanidade desde os dealbares da História: a discriminação e a opressão das mulheres.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Helena Terra e descubra um romance marcado pela nossa época.

Na Rádio Alfa, na quarta-feira às 12h30 (versão curta) e no domingo às 10h30 (versão longa). Repetição na terça-feira à 01h30 (versão longa). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

 

Ouça aqui:

 

Liga/Resultados. Gil Vicente reforça quinto lugar europeu com triunfo em Vizela

O Gil Vicente consolidou hoje o quinto lugar europeu na visita ao Vizela, vencendo por 0-1 o jogo da 22ª jornada da I Liga de futebol, graças a uma grande penalidade convertida por Fran Navarro.

O 12º golo de Fran Navarro no campeonato, marcado aos 27 minutos, de penálti, valeu os três pontos à equipa de Barcelos, que beneficiou da derrota, horas antes, do Vitória de Guimarães diante do Belenenses SAD (1-0) para distanciar-se no quinto lugar, o último de acesso às competições europeias, com 37 pontos, mais sete do que os vimaranenses.

Já o Vizela, que não perdia há três jogos, somou a quinta derrota em casa na I Liga – três das quais contra os ‘grandes’ – e manteve-se com os mesmos 23 pontos, no 11º lugar.

Resultados da 22ª jornada da I Liga de futebol (horas em Paris):

– Sexta-feira, 11 fev:

FC Porto – Sporting, 2-2 (1-2)

– Sábado, 12 fev:

Sporting de Braga – Paços de Ferreira, 2-1 (0-1)

Benfica – Santa Clara, 2-1 (0-1)

Portimonense – Boavista, 1-1 (1-1)

Estoril Praia – Tondela, 21:30

– Domingo, 13 fev:

Famalicão – Moreirense, 5-0 (4-0)

Belenenses SAD – Vitória de Guimarães, 1-0 (0-0)

Vizela – Gil Vicente, 0-1 (0-1)

– Segunda-feira, 14 fev:

Arouca – Marítimo, 0-3 (0-2)

Programa da 23ª jornada (horas de Paris):

– Sexta-feira, 18 fev:

Boavista – Benfica, 21:15

 

– Sábado, 19 fev:

Gil Vicente – Belenenses SAD, 16:30

Paços de Ferreira – Vizela, 19:00

Vitória de Guimarães – Arouca, 21:30

 

– Domingo, 20 fev:

Marítimo – Famalicão, 16:30

Sporting – Estoril Praia, 19:00

Moreirense – FC Porto, 21:00

Tondela – Sporting de Braga, 21:45

 

– Segunda-feira, 21 fev:

Santa Clara – Portimonense, 21:15

 

Com Agência Lusa.

Legislativas. MAI considera « deplorável » votos anulados de emigrantes

Mais de 80 por cento dos votos dos emigrantes do círculo da Europa nas legislativas de 30 de janeiro foram considerados nulos, na semana passada.

Considerando, portanto, as dúvidas que surgiram quanto ao direito de voto dos cidadãos portugueses no estrangeiro, o Ministério da Administração Interna garante que foi desenvolvido « um enorme esforço para assegurar, no contexto difícil que o país atravessava, a maior participação possível dos eleitores ».

Em comunicado, o MAI explica que terá sido uma « disputa em torno da validade jurídica do acordo que determinou a invalidade de um número tão elevado de boletins de voto », o que o Ministério deplora.

A Administração Eleitoral (AE) da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna « desenvolveu um enorme esforço para assegurar, no contexto difícil que o país atravessava, a maior participação possível dos eleitores, quer dos residentes em território nacional quer dos residentes no estrangeiro », começa por esclarecer em comunicado.

Sobre a polémica em torno da anulação dos votos, o MAI refere que « produziu e difundiu vários documentos em diferentes formatos (…) onde se explicitam os procedimentos a adotar e identificam os documentos a juntar pelo eleitor, designadamente a cópia do documento de identificação ».

Segundo a Lei Eleitoral da Assembleia da República, está prevista a realização de uma reunião de delegados das listas de candidatura para a escolha dos membros das mesas das assembleias de recolha e contagem de votos dos eleitores residentes no estrangeiro. E terá sido numa dessas reuniões que os delegados dos diferentes partidos acordaram « em aceitar os boletins de voto independentemente de virem ou não acompanhados de cartão de cidadão/bilhetes de identidade – uma opção que a própria CNE (Comissão Nacional de Eleições) subscreveu numa deliberação aprovada em outubro de 2019 ».

No comunicado, o MAI salienta que não tem responsabilidade neste caso, uma vez que « não participou » na reunião em que o acordo para se aceitar votos sem cópia do cartão de cidadão « foi estabelecido ».

Esta deliberação, citada pelo Ministério, « não releva para o exercício do direito de voto a identificação através de documento apropriado, uma vez que ela é, em primeira mão, assegurada pela receção da correspondência eleitoral sob registo pelo destinatário ou pessoa próxima ». Portanto, « a remessa pelo eleitor de cópia de documento de identificação serve, afinal e apenas, como reforço das, de si fracas, garantias do exercício pessoal do voto ».

Terá sido, segundo o comunicado, « a disputa em torno da validade jurídica do acordo que determinou a invalidade de um número tão elevado de boletins de voto », situação « que o MAI não pode deixar de deplorar, não só pelo significado desse resultado em termos de limitação do exercício de um direito fundamental a um número tão elevado de eleitores, como pela desvalorização do enorme esforço feito pela AE para garantir a mais ampla participação possível dos eleitores nacionais com residência no estrangeiro, neste contexto de pandemia ».

Realçando, ainda, o trabalho desenvolvido pelo MAI, a instituição afirma ainda que a sua disponibilidade e total dedicação a este processo « fica patente no aumento exponencial do número de boletins de voto enviados para os eleitores residentes no estrangeiro, na criação de cadernos eletrónicos para facilitação da descarga dos votos, no aumento do número de mesas de apuramento, no investimento para identificar um novo e mais amplo espaço para as operações de apuramento final, entre outros exemplos ».

« O MAI não se exime nem se demite das suas responsabilidades, tendo-se mostrado sempre inteiramente disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários ao integral apuramento do ocorrido, com vista à alteração das condições que propiciaram este lastimável episódio », conclui.
Segundo um edital publicado na sexta-feira sobre o apuramento geral da eleição do círculo da Europa, de um total de 195.701 votos recebidos, 157.205 foram considerados nulos, o que equivale a 80,32 por cento.

Em causa estão protestos apresentados pelo PSD após a maioria das mesas ter validado votos que não vinham acompanhados de cópia do cartão de cidadão (CC) do eleitor, como exige a lei. Como esses votos foram misturados com os votos válidos, a mesa da assembleia de apuramento geral acabou por anular os resultados de dezenas de mesas, incluindo votos válidos e inválidos, por ser impossível distingui-los uma vez na urna.

Com RTP.

Pequim2022: Ricardo Brancal termina em 37º no slalom gigante

O esquiador português Ricardo Brancal estreou-se hoje nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022 com o 37ª lugar na prova de slalom gigante, a 28,05 segundos do vencedor, o suíço Marco Odermatt.

Na sua primeira participação olímpica, na pista Ice River, em Yangqiing, o covilhanense, de 25 anos, conseguiu o objetivo de melhorar o 66.º posto de Arthur Hanse em PeyongChang2018 na disciplina.

Numa prova em que 40 dos 86 atletas não terminaram, Ricardo Brancal foi 46.º na primeira manga, com um tempo de 1.16,83 minutos, e foi mais lento e cauteloso na segunda descida, adiada devido à queda de neve, que fez em 1.20,57, somando 2.37,40 no conjunto das duas contagens.

A competição de esqui alpino foi arrebatada pelo líder do ‘ranking’ mundial, o suíço Marco Odermatt, que conquistou o primeiro título olímpico, seguido de perto pelo esloveno Zan Kranjec, medalha de prata, e o atual campeão do mundo, o francês Mathieu Faivre, que ganhou o bronze.

Ricardo Brancal, que antes da partida para Pequim considerava um ‘top 50’ um excelente resultado, tendo em conta o nível competitivo, e ambicionava superar o melhor lugar de Arthur Hanse, 38.º no slalom e 66.º no slalom gigante em PeyongChang2018, considerou que podia ter feito ainda melhor, mas salientou ser “um resultado muito bom para Portugal”.

O atleta, natural da Covilhã, que desde os 13 anos compete com as cores lusas, referiu a “pista muito difícil”, com más condições de visibilidade e partes muito geladas, que o fizeram não arriscar mais, para salvaguardar saídas de pista e a chegada ao final.

“O meu objetivo era terminar. Fisicamente, senti-me muito bem, seguro, sólido. Podia ter tirado três ou quatro segundos em cada manga, mas corria o risco de sair [de pista] e nos Jogos Olímpicos o que conta é ver a bandeira no resultado”, disse, no final da prova, Ricardo Brancal, em declarações à agência Lusa.

O esquiador, que tem preferência pelo slalom, competição marcada para quarta-feira, afirmou que, tendo em conta ter hoje conseguido um 37.º lugar, “talvez arrisque um pouco mais” na disciplina em que se sente mais confortável.

“Eu nunca me senti tão bem fisicamente, fiz uma boa preparação. Tenho as condições necessárias para fazer uma boa prova, agora, é também preciso ter um bocado de sorte e as coisas saírem no dia, porque o slalom, ao mínimo erro, não perdoa”, frisou Ricardo Brancal, em declarações à agência Lusa.

O chefe de missão, Pedro Farromba, salientou que “nunca antes um português tinha feito um resultado destes”, destacando que Vanina Oliveira, José Cabeça e Ricardo Brancal cumpriram o objetivo da comitiva de melhorar as classificações das anteriores edições, e afirmou-se “muito satisfeito” e com a obrigação de cumprir uma promessa.

“Agora, vamos desfrutar deste resultado antes do slalom. Tinha dito ao Ricardo que se ele melhorasse a classificação de Portugal, eu rapava a cabeça com uma lâmina… Vou ter de o fazer”, gracejou, em declarações à Lusa, o também presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal, Pedro Farromba.

Em Lillehammer1994, Georges Mendes cortou a meta no 31.º lugar no slalom, numa prova que contou com 40 atletas, mas Pedro Farromba destacou o resultado de hoje de Ricardo Brancal e recordou que “nessa altura as regras eram outras”.

Nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022, que decorrem entre 04 e 20 de fevereiro, na China, Portugal está também representando no esqui alpino por Vanina Oliveira, 43.ª no slalom gigante e desclassificada no slalom, e por José Cabeça, que terminou no 88.º lugar nos 15 km estilo clássico no esqui de fundo.

Com Agência Lusa.

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