O Livro da Semana. António Ladeira apresenta “Montanha Distante”

O Livro da Semana – dias 19 e 23 janeiro: ANTÓNIO LADEIRA (residente nos USA) autor de “MONTANHA DISTANTE”

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (10h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: ANTÓNIO LADEIRA, autor de “MONTANHA DISTANTE”

António Ladeira saiu de Portugal aos 24 anos e foi viver para os Estados Unidos. Doutorou-se em Línguas e Literaturas Hispânicas na Universidade da Califórnia e hoje é professor de literaturas lusófonas e diretor do programa de português da Texas Tech University. Já publicou cinco livros de poesia, dois livros de contos e é letrista do cantor-compositor luso-brasileiro Felipe Fontenelle e da cantora de jazz norte-americana Stacey Kent. Há pouco tempo, publicou o romance “Montanha Distante”.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com António Ladeira e descubra um romance distópico que, como todas as boas distopias, nos faz olhar para o nosso mundo com outros olhos.

Na Rádio Alfa, na quarta-feira às 12h30 (versão curta) e no domingo às 10h30 (versão longa). Repetição na terça-feira à 01h30 (versão longa).

Ou ouça aqui: 

Nuno Gomes Garcia, último livro publicado:

FC Porto vence e fica com seis pontos de vantagem na liderança

O FC Porto venceu hoje em casa o Famalicão (3-1), na 19ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, consolidando a liderança do campeonato, agora com seis pontos de vantagem para o campeão Sporting.

Depois da derrota dos ‘leões’ na receção ao quarto classificado Sporting de Braga (1-2), os ‘dragões’ não desperdiçaram a oportunidade e aumentarem a vantagem na frente.

O internacional luso Otávio abriu a contagem, aos 25 minutos, e depois assistiu o colombiano Luis Díaz, que fez o seu 14.º golo no campeonato, aos 37, antes de o iraniano Taremi sofrer, e depois converter, um penálti, aos 78.

O colombiano Uribe ainda foi expulso, aos 85 minutos, e o brasileiro Riccieli ainda reduziu, aos 90+1, mas a 14.ª vitória seguida na I Liga não esteve em questão, e os ‘azuis e brancos’ somam agora 53 pontos, contra 47 dos ‘verdes e brancos’, segundos. O Benfica é terceiro, com 44.

Os famalicenses, por seu lado, interromperam uma série de quatro jogos sem perder e seguem ‘aflitos’ em 16.º, com 16 pontos, numa partida em que tiveram apenas quatro suplentes no banco.

Antes, em Barcelos, o Gil Vicente consolidou o quinto lugar, graças a um golo de Pedrinho, aos 74 minutos. Os gilistas não perdem há quatro jogos e nos últimos 10 jogos só têm uma derrota.

Os algarvios, em sentido contrário, seguem em ‘queda livre’ na tabela, e hoje tiveram a missão dificultada ao jogarem com menos um desde os 25 minutos, após a expulsão de Lucas Fernandes.

Na tabela, a equipa de Ricardo Soares soma 30 pontos no quinto lugar, enquanto o conjunto orientado por Paulo Sérgio tem menos cinco, no oitavo, tendo sido ultrapassado pelo Vitória de Guimarães.

Os vimaranenses venceram na receção ao Estoril Praia e também ultrapassaram a equipa da Linha, que até esteve a vencer graças a um tento de André Franco, aos 29 minutos.

Um grande golo de Rochinha, de fora da área, aos 61 minutos, restabeleceu a igualdade, antes de o avançado colombiano Óscar Estupiñán ‘bisar’, aos 69 e 90+3, pondo fim a quatro jogos sem vencer dos minhotos.

Se a equipa de Pepa chegou aos 27 pontos, no sexto posto, os estorilistas perdem há três partidas, e só conseguiram ganhar um dos últimos nove, e são agora sétimos, com 25.

Num jogo com duas expulsões, uma para cada lado, o Marítimo e o lanterna-vermelha Belenenses SAD contentaram-se com um ponto, ao empatarem a uma bola, numa partida em que o camaronês Joel Tagueu ‘desfalcou’ os madeirenses, aos 44, e o holandês Jordan van der Gaag os ‘azuis’, aos 67.

O brasileiro Safira abriu o marcador da marca de grande penalidade, aos 13 minutos, e Matheus Costa empatou a partida no Funchal, aos 45+5, com a segunda parte a não render golos.

Os insulares continuam em bom momento, ainda que não tenham conseguido uma quarta vitória seguida, e são nonos, com 24 pontos. O Belenenses SAD é último, com 12, quatro abaixo da ‘linha de água’.

Segue-se a ‘final four’ da Taça da Liga, com Benfica-Boavista e Sporting-Santa Clara, antes da 20ª ronda, que arranca no próximo domingo, já depois de Estoril Praia e Arouca acertarem calendário, numa partida em atraso da 18ª jornada, na quinta-feira.

Resultados da 19ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 21 jan:

Arouca – Benfica, 0-2 (0-1 ao intervalo)

Paços de Ferreira – Boavista, 1-1 (1-0)

– Sábado, 22 jan:

Moreirense – Santa Clara, 0-2 (0-1)

Tondela – Vizela, 2-3 (2-1)

Sporting – Sporting de Braga, 1-2 (1-0)

– Domingo, 23 jan:

Marítimo – Belenenses SAD, 1-1 (1-1)

Vitória Guimarães – Estoril Praia, 3-1 (0-1)

Gil Vicente – Portimonense, 1-0 (0-0)

FC Porto – Famalicão, 21:30

Com Agência Lusa.

Resultados da 19ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 21 jan:

Arouca – Benfica, 0-2 (0-1 ao intervalo)

Paços de Ferreira – Boavista, 1-1 (1-0)

– Sábado, 22 jan:

Moreirense – Santa Clara, 0-2 (0-1)

Tondela – Vizela, 2-3 (2-1)

Sporting – Sporting de Braga, 1-2 (1-0)

– Domingo, 23 jan:

Marítimo – Belenenses SAD, 1-1 (1-1)

Vitória Guimarães – Estoril Praia, 3-1 (0-1)

Gil Vicente – Portimonense, 1-0 (0-0)

FC Porto – Famalicão, 3-1 (2-0)

Programa da 20ª jornada (horas em Paris):

– Domingo, 30 jan:

Portimonense – Tondela, 16:30

Vizela – Vitória Guimarães, 16:30

Sporting de Braga– Moreirense, 19:00

FC Porto – Marítimo, 21:30

– Segunda-feira, 31 jan:

Estoril Praia – Paços de Ferreira, 20:00

Famalicão – Arouca, 22:15

– Quarta-feira, 02 fev:

Belenenses SAD – Sporting, 21:15

Benfica – Gil Vicente, 21:15

Santa Clara – Boavista, 21:15

Com Agência Lusa.

Portugal bate Países Baixos e está quase nos ‘quartos’ do Euro2022 de futsal

A seleção portuguesa de futsal somou o segundo triunfo em dois jogos no Euro2022, ao bater os anfitriões Países Baixos por 1-4, em Amesterdão, colocando-se a um ‘passo’ dos quartos de final.

Oualid Saasouni, na própria baliza, Pany Varela, que ‘bisou’, e Afonso Jesus marcaram os golos do ‘cinco’ de Jorge Braz, que se isolou na liderança do Grupo A, com seis pontos, contra três de Ucrânia (6-1 à Sérvia) e Países Baixos e nenhum dos sérvios.

Na última jornada, marcada para sexta-feira, Portugal, campeão mundial e europeu em título, qualifica-se mesmo perdendo por quatro golos com a Ucrânia, sendo que até pode ser derrotado por mais, se os anfitriões não vencerem a Sérvia.

Com Agência Lusa.

Covid-19: OMS admite que pandemia pode terminar em breve na Europa

Covid-19: OMS admite que pandemia pode terminar em breve na Europa

 

Alfa/ com Lusa

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whatsapp sharing buttonO diretor da OMS Europa, Hans Kluge afirmou hoje que a variante Ómicron, que pode infetar 60% dos europeus até março, iniciou uma nova fase da pandemia de covid-19 na Europa que a pode aproximar do seu fim.

« É plausível que a região esteja a chegar ao fim da pandemia », disse o principal responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS) na Europa, ainda assim pedindo cautela, devido à imprevisibilidade do vírus.

“Quando a vaga da Ómicron diminuir, haverá, por algumas semanas ou meses, imunidade geral. Seja por causa da vacina ou porque as pessoas ficarão imunes devido às infeções, para além de uma quebra por causa da sazonalidade”, acrescentou Kluge, embora reconhecendo que ainda não foi atingido o estágio da endemia.

« Endémico significa (…) que podemos prever o que vai acontecer. Este vírus surpreendeu-nos mais de uma vez. Devemos, portanto, ter muito cuidado », insistiu o responsável da OMS na Europa.

Na região da OMS Europa – que inclui 53 países, alguns deles localizados na Ásia Central – a Ómicron foi responsável por 15% dos novos casos de covid-19, em 18 de janeiro, mais de metade do que na semana anterior, segundo dados da OMS.

Na União Europeia e no Espaço Económico Europeu (EEE), esta variante surgiu no final de novembro, revelando-se mais contagiosa que a Delta, sendo agora dominante, de acordo com dados da agência europeia de saúde.

Kluge considera que, perante o recente aumento de casos de contaminação, as políticas de saúde devem agora centrar-se em “minimizar a disrupção e em proteger as pessoas vulneráveis”, em vez de procurar diminuir a intensidade da transmissão do vírus.

A covid-19 provocou pelo menos 5,58 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países, incluindo em Portugal.

França travou 37 ataques terroristas no mandato de Macron – Governo

França travou 37 ataques terroristas no mandato de Macron – garante o Governo

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Alfa/com Lusawhatsapp sharing buttonA França travou 37 ataques terroristas e seis planos de ataque da extrema-direita, desde que Emmanuel Mácron foi eleito Presidente, em 2017, disse hoje o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, em entrevista ao Le Journal du Dimanche (JDD).

« Houve três grandes avanços que devem ser atribuídos a Emmanuel Macron. Primeiro, o reforço sem precedentes contra a ameaça terrorista: 37 ataques terroristas e seis projetos de ataque de extrema-direita foram desarticulados », disse Darmanin, defendendo as políticas de segurança executiva.

O ministro também elogiou a duplicação dos meios dos serviços secretos internos e a criação de 10 mil postos adicionais na polícia e na polícia militar (Gendarmerie Nationale).

A entrevista no JDD surge no contexto das eleições presidenciais de abril, nas quais a direita e a extrema-direita tentam dominar o debate público com questões sobre segurança e identidade.

As sondagens apontam que a candidata de direita, Valérie Pécresse, e a candidata de extrema-direita, Marine Le Pen, lutam para chegar à segunda volta contra Emmanuel Mácron, sendo que, nesta entrevista, o ministro do Interior francês considerou que « Le Pen é a mais pessoa perigosa para o país”.

« Se Marine Le Pen assumir responsabilidades, será a discórdia nacional e depois a guerra civil », disse o ministro, que criticou a direita conservadora por recuperar as questões da extrema-direita para evitar a fuga de votos.

Legislativas portuguesas. « Diáspora refém da eleição dos mesmos partidos e representantes ». Opinião

Lido em Portugal (« Observador »):

« (…) A defesa de uma representação emigrante (na AR) adequada à dimensão desta comunidade passa necessariamente por uma discussão sobre a lei eleitoral, que data de 1979 e está claramente desajustada da realidade em matéria de representatividade na Assembleia da República (…) – (o sistema atual) impede a pluralidade na representação da diáspora, que há décadas se encontra refém da eleição dos mesmos partidos e representantes. »

Por Natércia Rodrigues Lopes, Cabeça-de-lista do Partido LIVRE pelo círculo eleitoral da Europa em artigo com o título:
Emigrantes: longe da vista, longe da Constituição?

Legislativas: Comunidade em França queixa-se de falta de campanha e representatividade

Legislativas: Comunidade em França queixa-se de falta de campanha e representatividade

Alfa/com Lusa

 

Portugueses em França dizem sentir-se esquecidos na campanha eleitoral, com muitos eleitores a denunciarem pouca informação sobre candidatos e programas, assim como falta de representatividade sem cabeças de lista dos maiores partidos a virem da comunidade.

« Os partidos vão gastar cerca de sete milhões de euros nesta campanha e eu gostaria que cada partido tornasse público quais foram as verbas que aplicaram para os dois círculos da emigração e que depois fizéssemos a divisão pelo número de eleitores. Parece-me que o investimento quase inexistente », afirmou Rui Ribeiro Barata, conselheiro das Comunidades Portuguesas em Estrasburgo, em declarações à agência Lusa.

Os portugueses registados nos consulados em França estão a receber corretamente os seus boletins de voto pelo correio, mas questionam-se sobre o investimento dos diferentes partidos políticos na campanha eleitoral, já que muitos se queixam nas redes sociais e entre os seus pares de falta de informação para escolher entre as diferentes formações políticas.

« As cartas estão a chegar ao domicílio dos portugueses e esta semana tive um telefone de uma portuguesa a dizer que não sabia em quem votar porque não tem qualquer informação sobre o que cada lista propõe », relatou o conselheiro.

Também Isabel Sousa Cardoso, dirigente da Associação Cultural Portuguesa de Estrasburgo, referiu que “a campanha é inexistente » e queixa-se que nem nos debates em Portugal se fala dos emigrantes e dos seus problemas.

« A campanha eleitoral está a ser quase inexistente e na campanha em Portugal pouco se fala da emigração. Quando se assiste aos debates, os cinco milhões de portugueses fora de Portugal pouco ou nada são mencionados. Isso é pena », lamentou a dirigente associativa, que integra também o PSD em França.

Para Isabel Sousa Cardoso, a covid-19 não deve ser desculpa para a falta de campanha nos círculos da Europa e fora da Europa, já que há outras formas de chegar aos eleitores.

« A covid é uma desculpa esfarrapada [para a falta de campanha]. Quem quer chegar às pessoas chega, através das redes sociais, panfletos, e-mails », indicou.

No entanto, estas eleições legislativas antecipadas só vieram agravar queixas antigas da comunidade, como a falta de representatividade na Assembleia da República e no próprio Governo.

« As pessoas não compreendem porque é só podemos eleger quatro deputados. A pergunta que me colocam é também porque é que não há um ou uma secretária de Estado oriunda das comunidades », disse Isabel Barradas, funcionária consular em Bordéus, que integra a Comissão Política Nacional do PS.

Constam das listas eleitorais para o escrutínio de 30 de janeiro no círculo da Europa 926.312 eleitores e 595.478 no círculo fora da Europa, um número que aumentou exponencialmente após o recenseamento automático dos portugueses no estrangeiro, em 2018. Apesar disso, estes dois círculos só elegem dois deputados cada, uma discrepância face a outros círculos em Portugal com menos população que elegem mais deputados.

« Esta fórmula de quatro deputados no estrangeiro vem de 1978, todos os círculos eleitorais em Portugal sofrem atualizações mediante os censos, exceto os círculos da emigração », lamentou Rui Ribeiro Barata, dando voz a uma reivindicação antiga do Conselho das Comunidades Portuguesas.

Para Isabel Sousa Cardoso, o problema é também a falta de candidatos, especialmente cabeças de lista, oriundos das comunidades, tendo em conta que França, por exemplo, tem milhares de eleitos a nível local e regional de origem portuguesa.

« Então os portugueses têm qualidade para ser eleitos cá fora, mas não para serem eleitos em Portugal? Nós temos gente com muito talento e boa vontade », questionou a dirigente associativa.

Mesmo pertencendo à secção do PSD em França, Isabel Sousa Cardoso considera que há uma « desilusão » quando o seu próprio partido não ouve as suas estruturas nas comunidades e não leva em conta as propostas para candidatos vindos de pessoas que estão emigradas ou portugueses nascidos noutros países.

« Esses candidatos ficam em número dois ou suplentes, isso não dá motivação para ir votar », lamentou.

Para Isabel Barradas, é também necessário haver mais portugueses das comunidades nas estruturas internas dos partidos, de forma a mudar a atual lógica de nomeação dos candidatos.

« Ainda somos poucos das comunidades a integrar os órgãos dirigentes dos partidos políticos. Começa a haver uma sensibilidade, mas não somos suficientes », disse a socialista.

Para mudar este cenário, Isabel Barradas considerou que o melhor sinal era nomear um membro do próximo Governo oriundo das comunidades.

« O sinal mais importante que o próximo ou próxima secretária de Estado das Comunidades seja alguém oriundo das comunidades, ou outro membro do Governo. Acho que seria um gesto forte », concluiu.

O Presidente da República convocou eleições legislativas antecipadas para 30 janeiro de 2022 na sequência do “chumbo” do Orçamento do Estado de 2022, no parlamento, em 27 de outubro.

Deira, berço comercial do Dubai e ponto turístico onde também se fala português – reportagem

Deira, berço comercial do Dubai e ponto turístico onde também se fala português

 

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Deira, berço comercial do Dubai, antes do ‘boom’ do petróleo de Abu Dhabi, é hoje um dos principais pontos turísticos da cidade, marcado pelo cheiro a especiarias e pela azáfama nos tradicionais mercados, onde também se ouve falar português.

Junto às margens do Creek, sobrevoado por gaivotas e corvos, juntam-se os tradicionais barcos de madeira, conhecidos como ‘abras’, que funcionam como ‘táxis’, fazendo pequenas travessias até às zonas históricas, que preservam o antigo centro da cidade, como os mercados tradicionais de Deira ou Bur Dubai.

Outras embarcações, que funcionam como restaurantes, alguns aparentemente abandonados, servem de atração para os turistas e de abrigo para alguns gatos que por lá circulam.

É nos ‘souks’ que se concentra a maior agitação. Centenas de pessoas percorrem ruas estreitas de pequenas lojas, onde o cheiro a incenso e especiarias predomina.

Os vendedores convidam os turistas a entrar e a conhecer as suas lojas, “sem compromisso”, mas com insistência, pedem-lhes que cheirem as especiarias, comprem ‘cashemira’ ou experimentem fatos tradicionais. Dificilmente se contentam com um não.

As misturas de chás também estão expostas à entrada das lojas e os vendedores não hesitam em recomendá-las. Para as dores de costas, barriga inchada, circulação, insónias, sistema nervoso, constipações ou problemas respiratórios, são algumas das sugestões apresentadas.

Há também alguma roupa contrafeita, relógios, perfumes, ambientadores, candeeiros, ímanes, baralhos de cartas, postais, camelos de peluche e montras carregadas de ouro.

Os preços nunca estão indicados e são sempre inflacionados numa primeira abordagem. Os turistas regateiam até chegarem a um valor que consideram justo.

Além de dirhams (moeda local), muitas vezes, também são aceites euros e dólares, além dos cartões visa ou crédito, não sem antes os vendedores deixarem claro que a estas opções acresce a taxa cambial.

Muitos pedem para que os turistas fotografem as suas lojas, levem cartões e divulguem o negócio.

Só as câmaras de televisão não são, por norma, bem-vindas. Os vendedores olham com desconfiança. Dizem que não é bom falar, enquanto outros fazem algumas questões, visivelmente incomodados.

É no ‘spice souk’ que Fazal Khor tem a sua loja, carregada de chás, especiarias e incensos, que tem registado um aumento no número de clientes impulsionado pela Expo Dubai.

“Este é bom para a pressão arterial, este chá de canela, lavanda, pimenta e cardamomo é relaxante, bom para dormir, e este é bom para os problemas de estômago e costas. Isto é açafrão”, indicou à Lusa, garantindo que, além dos turistas, muitas pessoas do Dubai visitam o espaço.

“Sim, [a Expo] trouxe muitas pessoas da Rússia, do Brasil, do Japão ou do Qatar”, exemplificou, voltando em seguida ao ‘cardápio’ da sua loja.

Cinco vezes ao dia, os locais são chamados a rezar. Ecoam pelas ruas orações em árabe e muitos respondem em uníssono. Em frente à mesquita, que fica nas redondezas, juntam-se vários grupos. Os sapatos acumulam-se nas escadas e estendem-se pequenos tapetes nos quais as pessoas se ajoelham.

Nos mercados tradicionais e nas ruas dos bairros do centro histórico também se fala de Portugal, sobretudo de futebol. Ronaldo, Carlos Queiroz e há até quem saiba de cor o nome principais clubes.

“O Ronaldo é o meu jogador preferido […]. Quero aprender a língua portuguesa. Tenho muitos clientes do Brasil. O sotaque é um pouco diferente, mas a língua é a mesma”, disse à Lusa Baber Daud, que também tem uma loja de especiarias em Deira, avançando logo algumas palavras em português.

Daud, oriundo do Paquistão, está há cerca de 12 anos no Dubai, cidade que diz amar, mas “em sonhos” continua a viajar para a Califórnia.

“Temos muitos turistas de diferentes países da Europa e da América”, como Portugal, Brasil, Itália e Alemanha, referiu.

Para o comerciante, a Expo Dubai tem levado mais turistas a Deira e a covid-19 já não os afasta.

“Não há muitos casos de covid-19 no Dubai. Está controlado. Agora já é normal. Antes, [os turistas] tinham receios. Agora, quando ficamos doentes, vamos ao médico e tomamos medicamentos”, acrescentou.

Asjad Ali Malik, que em conjunto do Daud, é dono da loja DAMT, garante que hoje os Emirados Árabes Unidos não são apenas petróleo, mas o resultado de um grande investimento no turismo e também em segurança.

“Depois de 1966, quando encontrámos petróleo, o sheik Zayed decidiu que também iríamos investir no turismo […]. Do ponto de vista económico, as pessoas pensam que os Emirados Árabes Unidos são só petróleo, mas, neste momento, isso é errado”, afirmou, vincando que este recurso contribuiu com apenas 3% para a economia local em 2021.

Malik explicou ainda que, em complemento da aposta no turismo, foi realizado um grande investimento em segurança.

“Se houver paz, podemos investir, podemos ir para o país com o propósito da educação ou para aproveitar. Hoje, o Dubai e Abu Dhabi são das cidades mais seguras do mundo”, concluiu.

Andebol/Europeu: Islândia derrota França e entra nas contas das meias-finais

A seleção de andebol da Islândia venceu hoje a França por 29-21, em Budapeste, na Hungria, e entrou nas contas do Grupo I da fase principal do Euro2022, no qual a covid-19 continua a fazer baixas nas várias equipas.

Por seu lado, a Dinamarca venceu a Croácia, por 27-25, e passou a líder do grupo, só com vitórias e com um pé nas meias-finais, enquanto os Países Baixos somaram os primeiros dois pontos com um triunfo sobre o Montenegro (34-30).

A Islândia, que venceu o Grupo B da primeira fase só com vitórias, surpreendeu a desorientada campeã olímpica França, sem algumas das suas referências, como o pivô Ludovic Fabregas, e ao intervalo vencia já por 17-10.

Eficaz na concretização e bem defensivamente, com o ‘muro’ Victor Hallgrímsson, de apenas 21 anos, na baliza (com uma eficácia na primeira parte de 50 por cento), a Islândia construiu uma vantagem que chegou aos nove golos aos 25-16.

A Islândia, que perdeu o primeiro jogo da ‘main round’ (fase principal) com a Dinamarca (28-24), venceu por 29-21 e passou a somar quatro pontos no Grupo 1, quando falta defrontar a Croácia (segunda-feira) e o Montenegro (quarta-feira).

Omar Magnusson, com 10 golos, e Viggo Kristjansson, com nove, foram os principais marcadores na seleção islandesa, enquanto na francesa esse papel foi desempenhado por Aymeric Minne, Nicolas Tournat e Hugo Descat, todos com cinco.

A França, que vinha de quatro vitórias consecutivas, perdeu pela primeira vez no Euro2022, e caiu da liderança para a segunda posição do grupo, com quatro pontos, como a Islândia (terceira), sendo que só os dois primeiros seguem para as ‘meias’.

A bicampeã mundial Dinamarca manteve a sua prestação 100 por cento vitoriosa no Euro2022, somando frente à Croácia o quinto triunfo consecutivo, por 27-25, depois de três no Grupo A da primeira fase e de um no primeiro jogo da fase principal.

A Dinamarca, que chegou ao intervalo a vencer por apenas um golo (12-11), depois de ter estado com uma vantagem de quatro (8-4), teve pela frente uma aguerrida formação croata que, ainda sem pontos, sabia que uma derrota a deixaria em difícil situação.

Impulsionada pelo maestro Mikkel Hansen, e bem apoiada pelo guarda-redes Niklas LLandin, a seleção dinamarquesa teve dificuldade em descolar da croata, mas venceu por 27-25, assumindo isolada a liderança do Grupo I, com seis pontos.

Os Países Baixos venceram por 34-30 o Montenegro, numa partida em que o herói improvável foi o guarda-redes holandês Thijs Van Leeuwen, de 34 anos, considerado o homem do jogo, chamado à última hora para colmatar a falta de elementos para a baliza.

Com vários casos de covid-19 entre os postes, a seleção dos Países Baixos chegou mesmo a inscrever na ficha de jogo com a França o treinador de guarda-redes, Gerrie Eijers, de 41 anos, retirado o ano passado, que ainda entrou e fez três defesas.

Os Países Baixos conquistaram os primeiros dois pontos da fase principal e seguem na quarta posição, de parceria com o Montenegro (quinto), igualmente com dois. A vice-campeã europeia Croácia fecha o grupo ainda sem qualquer ponto.

A terceira ronda do grupo, concentrado na Nave de Budapeste, na Hungria, está marcada para segunda-feira e terá os jogos Islândia-Croácia (15:30 em Paris), Dinamarca-Países Baixos (18:00) e Montenegro-França (20:30).

Com Agência Lusa.

Foto – Jornal L’équipe.

Sporting de Braga vence Sporting em Alvalade com golo de Gorby nos descontos

O Sporting de Braga impôs hoje a segunda derrota na I Liga de futebol ao Sporting, ao vencer em Alvalade por 1-2, na 19.ª jornada, num resultado que pode colocar os ‘leões’ a seis pontos do FC Porto.

Um golo de Gorby, aos 90+7 minutos, selou a reviravolta dos ‘arsenalistas’, que tinha sido iniciado aos 52, com uma grande penalidade de Galeno, depois de, na primeira parte, Pedro Gonçalves dar vantagem aos ‘leões’, aos 24.

O Sporting, que sofreu o segundo desaire em três jogos, manteve-se com 47 pontos, a três do FC Porto, que recebe no domingo o Famalicão, e com mais três do que o Benfica, terceiro, enquanto o Sporting de Braga conta 35 e reforçou o quarto posto.

Resultados da 19ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 21 jan:

Arouca – Benfica, 0-2 (0-1 ao intervalo)

Paços de Ferreira – Boavista, 1-1 (1-0)

– Sábado, 22 jan:

Moreirense – Santa Clara, 0-2 (0-1)

Tondela – Vizela, 2-3 (2-1)

Sporting – Sporting de Braga, 1-2 (1-0)

– Domingo, 23 jan:

Marítimo – Belenenses SAD, 1-1 (1-1)

Vitória Guimarães – Estoril Praia, 3-1 (0-1)

Gil Vicente – Portimonense, 1-0 (0-0)

FC Porto – Famalicão, 21:30

Com Agência Lusa.