Dia Mundial do Pão: símbolo de partilha e base da alimentação em todo o mundo

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Hoje, 16 de outubro, celebra-se o Dia Mundial do Pão, uma data instituída pela União Internacional de Padeiros e Afins (UIB) para homenagear um dos alimentos mais antigos e universais da história da humanidade.

Presente nas mesas de praticamente todas as culturas, o pão representa não apenas sustento, mas também partilha, tradição e identidade.

Desde o simples pão de trigo até às variações feitas com centeio, milho, arroz ou aveia, este alimento básico tem atravessado séculos e fronteiras. Em muitas sociedades, continua a ser um dos principais elementos nutricionais do quotidiano, fornecendo energia, fibras, vitaminas e minerais essenciais.

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o pão tem um papel crucial na segurança alimentar global. A produção de cereais, especialmente trigo, continua a ser uma prioridade estratégica em muitos países, numa tentativa de garantir o acesso a alimentos acessíveis e nutritivos para todas as populações.

Em Portugal, o pão faz parte do património cultural e gastronómico. O pão alentejano, o pão de milho do Minho ou a broa de Avintes são apenas alguns exemplos de variedades regionais que refletem a diversidade e riqueza da panificação nacional. Para além da sua importância nutricional, o pão assume também um papel simbólico: está presente em celebrações religiosas, tradições populares e rituais familiares.

Num tempo em que o desperdício alimentar é uma preocupação crescente, o Dia Mundial do Pão é também uma oportunidade para refletir sobre o valor do que consumimos. Estima-se que, só na Europa, cerca de 20% do pão produzido diariamente acaba por ser descartado. Promover o consumo consciente e valorizar os produtos locais são formas de combater este problema e de respeitar o trabalho dos agricultores e padeiros.

Neste dia, associações, escolas e panificadoras de todo o mundo organizam eventos, oficinas e campanhas de sensibilização, lembrando que o pão, mais do que um alimento, é um elo entre gerações, culturas e comunidades.

Portugal empata com Hungria e adia apuramento para a fase final

Portugal empatou 2-2 com a Hungria, na quarta jornada do Grupo F de qualificação europeia, e adiou a possibilidade de se apurar já hoje para a fase final do Mundial de futebol de 2026.

Um golo Dominik Szoboszlai, aos 90+1 minutos, empatou a partida a dois golos e ‘silenciou’ o Estádio José Alvalade, em Lisboa, que se preparava para festejar a nona presença portuguesa, sétima consecutiva, em fases finais.

A seleção lusa esteve muito perto de garantir o apuramento, depois de Cristiano Ronaldo marcar, aos 22 e 45+3 minutos, tornando-se no melhor marcador de sempre das fases de qualificação para Mundiais, ‘anulando’ o tento inaugural dos húngaros, marcado por Attila Szalai, aos oito minutos

Portugal, que na próxima jornada visita a República da Irlanda, lidera o Grupo F, com 10 pontos, mais cinco do que a adversária de hoje, que é segunda.

 

Com Agência Lusa.

Portugal goleia Gibraltar e isola-se no apuramento para o Europeu de futebol sub-21

A seleção portuguesa de futebol sub-21 venceu hoje a congénere de Gibraltar por 11-0, e isolou-se na liderança do Grupo B de qualificação para o Campeonato da Europa da categoria, a disputar em 2027.

Em Gibraltar, construiu uma das suas maiores goleadas de sempre com tentos de Diogo Travassos (08 e 84), Gustavo Varela (11 e 67), Rodrigo Mora (28), Fábio Baldé (51), Mateus Fernandes (56), Gabriel Brás (57), Youssef Chermiti (70), Gustavo Sá (90, de grande penalidade) e Geovany Quenda, (90+2).

Portugal, que segue invicto na qualificação, lidera o Grupo B, com 12 pontos, mais três do que a República Checa, segunda, que hoje perdeu por 2-1 com a Bulgária, terceira, com sete pontos.

A seleção comandada por Luís Freire, que nas jornadas anteriores bateu o Azerbaijão (5-0), a Escócia (2-0) e a Bulgária (3-0), visita na próxima jornada, em 18 de novembro, a República Checa.

 

Com Agência Lusa.

Eurovisão: Organização adia para dezembro decisão sobre participação de Israel

A União Europeia de Radiodifusão (UER), organizadora do festival Eurovisão da Canção, adiou para dezembro a decisão sobre se Israel vai poder participar no próximo evento, devido ao cessar-fogo alcançado para a Faixa de Gaza, confirmou segunda-feira aquela entidade.

Num comunicado enviado à agência francesa AFP, a UER revelou que “decidiu inscrever esta questão na ordem do dia da sua assembleia geral ordinária de inverno, que terá lugar em dezembro, em vez de organizar uma sessão extraordinária”, tal como tinha sido confirmado em setembro, na sequência de múltiplos apelos para que fosse implementado um boicote.

Esta decisão foi tomada “à luz dos recentes desenvolvimentos no Médio Oriente” e vai permitir aos países membros discutir de forma “aberta e em pessoa” sobre o próximo Festival Eurovisão da Canção, que vai acontecer na Áustria em 2026.

Nos últimos meses, Eslovénia, Espanha, Irlanda, Islândia e Países Baixos anunciaram que não vão participar na competição a realizar em Viena, em maio de 2026, caso Israel seja admitido como concorrente.

Em setembro, o conselho de administração da televisão pública espanhola, RTVE, aprovou « por maioria absoluta » o boicote à próxima edição, se Israel participar.

Espanha foi o primeiro país do grupo conhecido como « Big 5 » a anunciar este boicote. Os « Big 5 » são Espanha, Reino Unido, França, Alemanha e Itália, os maiores contribuintes da organização, e as suas canções têm acesso direto à final em cada edição.

Nos Países Baixos, a associação de radiodifusão pública Avrotros justificou a decisão citando as « graves violações da liberdade de imprensa » cometidas por Israel em Gaza.

A Áustria, país anfitrião do festival em 2026, por seu lado, lamentou os apelos ao boicote caso Israel participe na próxima edição, adiantou a AFP.

Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, nos dois últimos anos, que mataram pelo menos 67 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.

Nos últimos dias entrou em vigor um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, impulsionado pelos Estados Unidos e negociado ao longo de vários dias em Sharm el-Sheikh com a mediação de delegações do Egito, do Qatar e da Turquia.

O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela UER, fundada em 1950, em cooperação com operadores públicos de mais de 35 países, entre os quais a Rádio e Televisão de Portugal (RTP).

O concurso realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.

Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.

 

Com Agência Lusa.

PM francês anuncia suspensão da reforma das pensões até janeiro de 2028

O primeiro-ministro francês anunciou hoje a suspensão “até janeiro de 2028” da reforma das pensões aprovada em 2023, condição inegociável dos socialistas para não apresentarem uma moção de censura ao segundo Governo de Sébastien Lecornu.

“Vou propor ao parlamento, neste outono, que suspendamos a reforma das pensões de 2023 até às eleições presidenciais. A idade de reforma não será aumentada de agora até janeiro de 2028, tal como solicitou especificamente a CFDT [o principal sindicato de França]”, disse Lecornu no discurso de política geral perante os deputados da Assembleia Nacional.

No entanto, o governante advertiu “muito claramente” que “suspender por suspender não faz sentido” e sublinhou que não se trata de fazer “qualquer coisa”, pelo que esta suspensão terá de “ser compensada”, já que “custará 400 milhões de euros em 2026 e 1,8 mil milhões em 2027”.

 

Com Agência Lusa.

Tribuna Desportiva – 13 Outubro 2025

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

Primeira Hora:

 

Segunda Hora:

Cabo Verde faz história, São Tomé despede-se com vitória

Cabo Verde apurou-se hoje pela primeira vez para o Campeonato do Mundo de futebol, tornando-se a 22ª seleção finalista na edição de 2026, ao triunfar na receção ao Essuatíni (3-0), na 10ª e última jornada da qualificação africana.

No Estádio Nacional, na Praia, os ‘tubarões azuis’, 70.º classificados do ranking da FIFA, assinalaram o dia mais importante da sua história com três golos na segunda parte, de Dailon Livramento (48 minutos), do Casa Pia, de Willy Semedo (54), e do recém-entrado Stopira (90+1), do Torreense, garantindo o primeiro lugar do Grupo D, único de acesso direto à fase final da prova.

Cabo Verde terminou com 23 pontos, contra 19 dos Camarões, recordistas africanos de presenças em Mundiais (oito) e cinco vezes campeões continentais, que empataram em casa com Angola (0-0) e terão de aguardar até terça-feira para saber se vão ser um dos quatro melhores segundos colocados das nove ‘poules’ com entrada no play-off, que se realiza em novembro e definirá o representante africano na repescagem intercontinental.

Nessa contabilidade, os jogos de cada equipa frente aos sextos e últimos classificados dos respetivos grupos vão ser descontados, devido à retirada de Eritreia na ‘poule’ E.

Quarto país lusófono a aceder à fase final, após Brasil, Portugal e Angola, Cabo Verde juntou-se a Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia e Gana entre as seleções do seu continente no Mundial2026, cujo lote de estreantes também inclui, para já, Jordânia e Uzbequistão.

Atrás dos ‘tubarões azuis’ e dos Camarões ficou a Líbia, terceira, com 16 pontos, que ainda poderia rumar ao play-off, mas não passou do ‘nulo’ na Maurícia (0-0), quinta, com seis, atrás de Angola, quarta, com 12, e à frente do Essuatíni, sexto e último, com três.

No Grupo H, a já apurada Tunísia finalizou um percurso invencível e sem golos sofridos na receção à Namíbia (3-0), ao marcar por Ali Abdi, de penálti, Hannibal Mejbri e Ferjani Sassi, para contabilizar 28 pontos em 30 possíveis, bem distante dos 15 dos namibianos.

A Namíbia terminou na segunda posição, fora do acesso à próxima fase e em igualdade pontual com a Libéria, terceira, que empatou na Guiné Equatorial (1-1), quinta, com 11.

Sob alçada do treinador português Ricardo Monsanto, que foi expulso perto do fim, São Tomé e Príncipe quebrou uma série de nove derrotas na qualificação com um triunfo na receção ao Malawi (1-0), realizada na Tunísia, voltando a vencer pela primeira vez desde março de 2022, na sequência de quatro empates e 13 derrotas nas diversas competições.

Ronaldo Lumungo, do Paços de Ferreira, festejou de penálti e encaminhou os primeiros três pontos do conjunto lusófono, sexto e último, atrás dos malauianos, quartos, com 13.

Já na ‘poule’ B, cuja vaga direta será decidida entre Senegal e RD Congo, Sudão do Sul e Togo empataram (0-0), enquanto, no Grupo C, que tem Benim, África do Sul e Nigéria na luta pelo comando, o Lesoto venceu na receção em solo sul-africano ao Zimbabué (1-0).

A 23ª edição do Mundial decorre entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 e contará pela primeira vez com 48 seleções participantes, numa inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá, todos automaticamente qualificados como anfitriões, aos quais se juntam já 19 apurados.

 

Com Agência Lusa.