Covid-19: França regista 47.000 novos casos, o número mais elevado desde abril

A França registou 47.000 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, o número mais elevado desde abril, anunciou hoje o ministro da Saúde, Olivier Véran, na Assembleia Nacional.

“A situação está a agravar-se”, afirmou o ministro, em resposta a uma pergunta no parlamento, antes de indicar que o vírus está a aumentar a sua presença “em todo o território nacional” e os casos sobem a um ritmo de 60% por semana.

Por isso, o ministro instou a população a prosseguir o processo de vacinação com a inoculação da terceira dose, ou dose de reforço, que está disponível para todos os adultos do país.

“É necessário intensificar a campanha”, sublinhou.

O país tinha na segunda-feira 9.860 doentes com covid-19 hospitalizados, 1.749 dos quais em unidades de cuidados intensivos, mas “sem a vacina, os hospitais estariam sobrelotados”, reconheceu o titular francês da pasta da Saúde.

Sem contar com os números anunciados por Véran, a França registou 7,62 milhões de casos confirmados de covid-19 e 119.016 mortes.

No total, segundo dados de segunda-feira da Direção Geral de Saúde, 51,9 milhões de pessoas receberam em França pelo menos uma dose da vacina, o que corresponde a 77% da população, e 50,8 milhões têm a vacinação completa, o que equivale a 75,4%.

Além disso, foi administrada uma dose de reforço a 7,3 milhões de cidadãos franceses.

A covid-19 causou pelo menos 5.206.370 mortes em todo o mundo, de entre mais de 261,49 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa France-Presse (AFP), com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram, desde março de 2020, 18.441 pessoas e foram contabilizados 1.147.249 casos de infeção, de acordo com dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, foi recentemente detetada na África do Sul, tendo sido identificados, até ao momento, 13 casos desta nova estirpe em Portugal.

Com Agência Lusa.

Candidato presidencial francês Éric Zemmour apela a assimilação de muçulmanos

O pré-candidato presidencial francês Éric Zemmour disse hoje que já tem mais de metade dos apoios necessários à sua candidatura, apelando aos muçulmanos para que rejeitem as « imposições » do Islão e se assimilem na sociedade.

Acusado de xenofobia pela esquerda francesa, devido às suas posições anti-imigração, o ex-jornalista Zemmour apresentou hoje oficialmente a sua candidatura, através de um vídeo nas redes sociais, e já esta noite foi entrevistado pelo canal TF1, onde afirmou que, se eleito, será o Presidente de todos os franceses, pedindo que os muçulmanos se assimilem na sociedade.

« Peço a todos os muçulmanos que se assimilem e rejeitem o Islão, que quer impor um código jurídico e religioso no nosso país », referiu candidato da direita radical, de origem judia.

Apesar de no seu vídeo referir que a imigração não é a causa de todos os problemas de França, também defende que o fenómeno « agrava-os a todos ».

O vídeo mostra ainda imagens de jovens com véu muçulmano (‘hijab’), quando refere que a França « está a desaparecer ».

Questionado na TF1 sobre o vídeo, onde evoca Charles de Gaulle no anúncio de 1940 em que o então general apelava à resistência, Zémmour admitiu que « é uma referência ».

« Há meses que eu visito a França e tenho já muitos apoios. […] Já tenho entre 250 a 300, porque sei que muitos autarcas pensam e vão acabar por me apoiar. Peço, aliás, apoio aqui », disse Zémmour na entrevista.

O candidato referiu ter já a maioria dos apoios necessários, sendo em França necessárias 500 assinaturas de diferentes eleitos, desde deputados a autarcas.

Sobre os seus problemas com a justiça, que incluem duas condenações por incitação ao ódio, o Zemmour diz querer abolir a lei que condena determinadas opiniões na esfera pública.

« São delitos de opinião. Fui condenado por dar a minha opinião, por uma lei que penso querer suprimir as liberdades e por uma lei que eu quero abolir », indicou.

Com Agência Lusa.

O Livro da Semana. Paulo Moreiras apresenta “O CAMINHO DO BURRO”

O Livro da Semana. 1 e 5 dezembro: PAULO MOREIRAS, autor de “O CAMINHO DO BURRO”.

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (10h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: PAULO MOREIRAS, autor de “O CAMINHO DO BURRO”.

Paulo Moreiras escreveu três romances históricos, entre os quais o excelente “A Demanda de D. Fuas Bragatela”, uma história que nos mergulha no mundo picaresco e na riqueza linguística da Idade Média portuguesa. Entretanto, o Paulo foi escrevendo também sobre gastronomia, uma das suas paixões. Agora, acaba de lançar este “O caminho do burro”, uma coletânea de contos editada pela Editora Visgarolho.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Paulo Moreiras e descubra este “O caminho do burro”, um livro que reúne contos escritos entre 1996 e 2017 e que serve para marcar os 20 anos de carreira literária do convidado.

Paulo Moreiras
Foto: Rui Miguel Pedrosa | www.ruimiguelpedrosa.com

Na Rádio Alfa, na quarta-feira às 12h30 (versão curta) e no domingo às 10h30 (versão longa). Repetição na terça-feira à 01h30 (versão longa). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Um programa da Rádio Alfa. Entrevista de Nuno Gomes Garcia:

 

Covid-19: Surto no Belenenses SAD coloca mais de 100 pessoas em isolamento

Mais de 100 pessoas da estrutura do Belenenses SAD estão em isolamento, devido a um surto do coronavírus SARS-CoV-2, associado à estirpe Ómicron, confirmou hoje à Lusa fonte oficial da equipa da I Liga de futebol.

Entre toda a estrutura do Belenenses SAD – jogadores, equipa técnica e ‘staff’ da equipa principal e de sub-23 – e os contactos diretos dos 13 casos positivos de infeção confirmados nos ‘azuis’, o número de pessoas em isolamento ultrapassa a centena.

Apenas na estrutura do Belenenses SAD, são cerca de 70 os elementos que estão em isolamento profilático, decretado pelas autoridades de saúde, que, segundo a mesma fonte, estão a ir “mais além” do que aquilo que o protocolo sanitário prevê, uma vez que os casos são originários da nova variante, detetada recentemente na África do Sul.

No sábado, o Belenenses SAD entrou em campo com apenas nove jogadores disponíveis para defrontar o Benfica – dois deles guarda-redes -, devido ao surto do coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, que atingiu o plantel.

O encontro foi suspenso no início da segunda parte, aos 48 minutos, depois de os ‘azuis’ terem ficado sem o número mínimo de futebolistas legalmente exigido para o desenrolar de um jogo (sete).

Para a segunda parte do encontro, o Belenenses SAD regressou com apenas sete atletas, mas a lesão de mais um jogador originou o fim do encontro, que o Benfica vencia por 7-0.

Na segunda-feira, o Belenenses SAD pediu a repetição do jogo com os ‘encarnados’.

A covid-19 provocou pelo menos 5.206.370 mortes em todo o mundo, entre mais de 261,49 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.441 pessoas e foram contabilizados 1.147.249 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Com Agência Lusa.

Zemmour, candidato ao Eliseu, não falou nem da Covid nem das vacinas. Por que razão?

Éric Zemmour, falou, é candidato ao Eliseu, mas não abordou, na declaração de candidatura, nem a Covid nem a questão sobre se as vacinas estão a ser desvalorizadas por alguns governos. E também por que razão as vacinas não estão a chegar a países africanos e asiáticos…

Enigma para um polemista que gosta de falar sobre tudo.

Crónica de  Daniel Ribeiro para ouvir, na Rádio Alfa, na quarta-feira, 01, às 7h15, 13h15, 16h30 e 19h45.

Ou ouça aqui: 

 

Liga de clubes repudia agressões aos árbitros do Estrela da Amadora-Benfica B

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) repudiou hoje as agressões à equipa de arbitragem do jogo Estrela da Amadora-Benfica B, da 12.ª jornada da II Liga, apelando “à serenidade de todos os agentes desportivos”.

“A LPFP, confrontada com a agressão à equipa de arbitragem constituída por Miguel Nogueira, Nuno Pereira, José Luzia e Pedro Brás (…), vem repudiar todo e qualquer ato de violência, que envolva um agente do futebol profissional e que não pode, em circunstância alguma, ocorrer num recinto desportivo”, indica o organismo.

Em nota publicada no sítio oficial da LPFP na Internet, o organismo representativo dos clubes apelou “à serenidade de todos os agentes desportivos, que devem pautar por uma postura pedagógica, banindo de uma vez discursos inflamados e que em nada beneficiam a imagem do futebol profissional português”.

O árbitro Miguel Nogueira relatou ao Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a existência de agressões no jogo entre o Estrela da Amadora e o Benfica B, o que levou aquele órgão a participar a ocorrência ao Conselho de Disciplina (CD) federativo.

“O árbitro do Estrela da Amadora-Benfica B, da II Liga, relatou ao CA, esta segunda-feira, agressões no corredor de acesso ao balneário utilizado pela equipa de arbitragem no Estádio José Gomes. Um dos responsáveis pela agressão foi identificado pelas forças de segurança presentes no estádio”, informou hoje o CA, em comunicado.

No encontro disputado na segunda-feira, o Benfica B venceu por 6-3 o Estrela da Amadora, que acabou reduzido a nove jogadores, por expulsão de André Duarte e Afonso Figueiredo.

Logo após o encontro, o clube da Reboleira contestou a arbitragem, tendo o diretor executivo, Marco Ferreira, anunciado que vai “agir criminalmente” contra o árbitro assistente Nuno Pereira, exigindo « um pedido de desculpas da Liga, do Conselho de Disciplina e da equipa de arbitragem ».

O Benfica B lidera a II Liga, após 12 jornadas, com 26 pontos, mais 10 do que o Estrela da Amadora, que ocupa o nono posto.

Com Agência Lusa.

Três franceses resgatados de um veleiro na Madeira, um deles já cadáver

TRÊS TRIPULANTES FRANCESES DE UM VELEIRO, UM DELES JÁ CADÁVER, RESGATADOS POR NAVIO CRUZEIRO AO LARGO DA MADEIRA
A informação foi dada pelo Jornal da Madeira e foi confirmada a seguir por outros orgãos de informação.

Três tripulantes de um veleiro francês foram resgatados pelo navio cruzeiro Mein Schiff 1, que acostou esta manhã no Porto do Funchal. Aquando da chegada das equipas de socorro, um deles já se encontrava sem vida.

O capitão do Porto do Funchal, José Guerreiro Cardoso, confirmou ao JM o desembarque, na manhã desta terça-feira, de três tripulantes, um deles já cadáver, de uma embarcação que pediu socorro quando se encontrava a 500 milhas a sudoeste da Madeira.

Trata-se de um veleiro francês, conforme explicou o capitão de mar e guerra, que esclareceu ainda que o resgate foi coordenado pelo centro de salvamento de Gris-Nez, de França, sendo que o salvamento acabou por ser assumido pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), por se encontrar mais perto da embarcação.

O resgate acabou por ser efetuado pelo navio cruzeiro Mein Schiff 1, após um desvio quando se encontrava a caminho da Madeira.

Tratam-se de três indivíduos do sexo masculino, com idades entre os 30 e os cerca de 60 anos.

A Polícia Marítima irá tomar conta da ocorrência, tendo o consulado sido informado durante esta manhã por questões de repatriamento dos cidadãos franceses.

Covid-19/Suíça. Viajantes portugueses obrigados a apresentar teste negativo e a cumprir quarentena

Alfa

Covid-19. Suíça obriga viajantes portugueses a novas regras: teste negativo e o cumprimento de uma quarentena de 10 dias. Certificado de vacinação completa já não chega para entrar no país. 

As autoridades suíças exigem teste negativo e o cumprimento de uma quarentena de 10 dias a certos viajantes, incluindo os provenientes de Portugal.

Estas medidas surgem em consequência de Portugal ter entrado na lista de países com casos da variante Ómicron.

O certificado digital de vacinação deixa pois de ser suficiente para entrar na Suíça, onde passa a ser obrigatório apresentar um teste negativo e cumprir quarentena de 10 dias.

Também Nigéria, Canadá e Japão foram adicionados à lista suíça.

Segundo informa a RTP, após a chegada à Suíça, entre o quarto e sétimo dia, os passageiros visados pelas novas regras têm ainda de fazer um teste rápido ou PCR.

O INSA, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, anunciou na segunda-feira que foram identificados 13 casos da variante Ómicron em Portugal.

Portugal/Covid-19. Testes obrigatórios. Controlos serão aleatórios nas fronteiras terrestres

Alfa

Governo de Portugal esclareceu ontem à noite as regras sobre os testes negativos à Covid-19 nas fronteiras terrestres.

Certificado de vacinação completa já não chega para entrar em Portugal. Testes são obrigatórios mas os controlos serão aleatórios e feitos por amostragem, o que quer dizer que nem todas as viaturas serão controladas.

« A Guarda Nacional Republicana e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras realizam operações de fiscalização nos pontos de passagem na fronteira (…) o plano de fiscalização deve atender ao fluxo de tráfego em cada ponto de passagem… », lê-se no despacho publicado na noite de ontem, segunda-feira, 29.

O diploma entra em vigor a partir do dia 1 de dezembro de 2021 e será aplicado até 9 de Janeiro de 2022.

Recorde-se que quem se recusar a fazer um teste antes de entrar no país ou não tenha consigo um teste negativo válido (feito 48 horas ou 72 horas antes, segundo a natureza dos testes) incorre numa multa entre 300 e 800 euros.

Já no que respeita aos transportes via aérea, as companhias aéreas, as entidades responsáveis pela gestão dos aeroportos ou os armadores dos navios de passageiros ou respectivos representantes legais,  arriscam o pagamento de uma coima de 20 mil a 40 mil euros por cada passageiro que embarque sem os testes requeridos.

Saiba mais aqui: 

Multa de 300 a 800 euros a quem entrar em Portugal por via terrestre, marítima e fluvial sem teste negativo à covid-19

PR Marcelo volta a vetar decreto sobre a Eutanásia

Eutanásia: PR devolve diploma sem promulgação à Assembleia da República. É o segundo veto de Marcelo Rebelo de Sousa sobre a chamada morte medicamente assistida.

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email sharing buttonAlfa / com Lusa (adaptação Alfa)
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whatsapp sharing buttonO Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, devolveu ontem à Assembleia da República, sem promulgação, o decreto sobre a morte medicamente assistida, envolvendo a eutanásia e o suicídio medicamente assistido.

“O Presidente da República decidiu, hoje, devolver à Assembleia da República o decreto sobre morte medicamente assistida, envolvendo a eutanásia e o suicídio medicamente assistido, recebido no dia 26 de novembro”, lê-se numa nota divulgada hoje no ‘site’ da Internet da Presidência.

A nota adianta que o “Presidente da República devolveu, sem promulgação, o Decreto da Assembleia da República n.º 199/XIV, de 5 de novembro de 2021, que regula as condições em que a morte medicamente assistida não é punível e altera o Código Penal, nos termos da nota e da mensagem infra”.

Ao devolver o diploma, Marcelo Rebelo de Sousa formulou duas solicitações.

O Presidente da República solicita que seja clarificado “o que parecem ser contradições no diploma quanto a uma das causas do recurso à morte medicamente assistida”.

“O decreto mantém, numa norma, a exigência de “doença fatal” para a permissão de antecipação da morte, que vinha da primeira versão do diploma. Mas, alarga-a, numa outra norma, a “doença incurável” mesmo se não fatal, e, noutra ainda, a “doença grave”. O Presidente da República pede que a Assembleia da República clarifique se é exigível “doença fatal”, se só “incurável”, se apenas “grave”, escreve.

O chefe de Estado solicita também que se deixe de “ser exigível a ‘doença fatal’”.

“O Presidente da República pede que a Assembleia da República repondere a alteração verificada, em cerca de nove meses, entre a primeira versão do diploma e a versão atual, correspondendo a uma mudança considerável de ponderação dos valores da vida e da livre autodeterminação, no contexto da sociedade portuguesa”, refere.

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