José Rodrigues, produtor de vinho de Bordéus e a história da bandeira portuguesa à entrada do domínio

(Foto de abertura, José Rodrigues, por Carlos Pereira, em Bordéus)

José Rodrigues, um grande produtor de vinho de Bordéus e a história da bandeira portuguesa hasteada à entrada do seu domínio.

Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir, na quinta-feira, 07, na Rádio Alfa, às 7h15, 13h15, 16h30 e 19h45.

Ou ouça aqui:

 

 

OE2022: Portugal regressa ao nível de riqueza pré-pandemia no próximo ano

 O Governo considerou hoje que está a proceder a uma revisão em alta Das estimativas de crescimento até 2022 e manifestou-se “otimista” de que Portugal regressará aos níveis de riqueza pré-pandemia de covid-19 no próximo ano.

Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo secretário de Estado da Administração Fiscal, António Mendes, após o executivo ter recebido os partidos com representação parlamentar sobre as linhas gerais da proposta de Orçamento do Estado para 2022.

Vários partidos referiram que o executivo antecipa para este ano um crescimento de 4,6% e de 5,5% em 2022, mas António Mendes apenas adiantou que as projeções de crescimento do deste ano e do próximo “estarão claramente acima” do que estava previsto no programa de estabilidade.

“Os números em que estamos a trabalhar estão claramente acima daquilo que estava projetado o programa de estabilidade. Recordo que hoje o Banco de Portugal falou de um crescimento de 4,8% para este ano – e nós estamos ainda a afinar o valor final. Mas o crescimento ficará muito acima dos 4% previstos. Ficará, ainda, acima dos 5% previstos para 2022”, disse.

De acordo com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, “no conjunto agregado dos dois anos, 2021 e 2022, Portugal terá a capacidade de regressar aos níveis de riqueza pré-pandemia”.

“E isso é uma boa notícia para os portugueses. A política económica e orçamental do Governo permitiu-nos conduzir a um Orçamento do Estado para 2022 que, ao contrário de outras situações, permite fazer escolhas sobre a dimensão e a incidência do aumento do rendimento das famílias”, sustentou.

Perante os jornalistas, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais disse também que a taxa de desemprego “encontra-se já abaixo dos 7%, muito melhor do que constava em todas as previsões, incluindo o programa de estabilidade”.

“A taxa de desemprego será continuamente desagravada ao longo de 2022. Isto significa que o país tem possibilidades de fazer escolhas e o Orçamento é um exercício de escolhas. Felizmente, conduzimos uma política económica e orçamental de maneira que o país possa fazer escolhas”, sustentou.

Interrogado se o Governo tem agora margem para responder às exigências de maior despesa de partidos como o PCP e o Bloco de Esquerda, António Mendes voltou a referir-se à importância de o país “não dar um passo maior do que a perna” e advogou que o rigor de anos anteriores possibilitou a resposta à crise pandémica provocada pela covid-19.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais alegou que, para o próximo ano, “haverá muita atenção à política de rendimentos, seja do ponto de vista da política fiscal, seja do ponto de vista prestacional”.

“Temos uma grande prioridade na classe média, em particular nas famílias mais jovens com filhos. Temos, também, uma prioridade na recuperação do investimento, quer público, quer provado, alicerçado, seguramente, no Plano de Recuperação e Resiliência, mas, igualmente, na vertente fiscal. Um investimento que permita ao país aproveitar este envelope financeiro para ultrapassar os seus problemas estruturais”, acrescentou.

Neste contexto, o secretário de Estado adiantou que o Governo “está bastante otimista com a apresentação da sua proposta de Orçamento do Estado para 2022, porque é boa para o país e, por isso, será seguramente uma proposta em que a generalidade dos portugueses não terá dificuldade em se identificar”.

Com Agência Lusa.

Mundial2022: Dalot ambiciona mais chamadas à seleção para “conquistar o seu espaço”

O futebolista Diogo Dalot manifestou hoje a ambição de estar habitualmente nos eleitos de Portugal para conquistar o “seu espaço” e ter oportunidade de jogar, nomeadamente no particular diante do Qatar e com Luxemburgo, de qualificação para o Mundial2022.

O defesa direito do Manchester United, de 22 anos, soma apenas duas internacionalizações pela equipa principal das ‘quinas’, ambas no Euro2020, disputado no verão, mas, mesmo tendo a forte concorrência de João Cancelo, tem bem delineado o que tem de fazer para ser opção.

“Cada vez que somos chamados à seleção, para além de ser um orgulho, sabemos que temos de estar preparados para jogar e para não jogar, respeitando sempre as decisões do ‘mister’. Tenho a ambição de estar aqui o maior número de vezes possível. É assim que quero continuar, à procura do meu espaço e das oportunidades que me possam dar”, começou por dizer Diogo Dalot, em conferência de imprensa.

O companheiro de equipa e de seleção de Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo admitiu que é um privilégio partilhar o balneário com “os melhores”, nomeadamente com o capitão das ‘quinas’.

“Quem o faz é um privilegiado. É tentar retirar o melhor possível da partilha do balneário com ele [Cristiano], um orgulho enorme partilhar o balneário com os melhores. A forma como se prepara e interage, dentro e fora do campo, confirmou-se quando cheguei à seleção”, confessou.

Sobre o duplo compromisso internacional, Dalot alerta que “não vão ser jogos fáceis” e, apesar de um deles ser de caráter particular, é para “encarar de igual forma”.

“Acho que é unânime que não vão ser jogos fáceis. A preparação é sempre feita da mesma maneira. Vamos ter dois jogos difíceis, temos de os encarar de igual forma, mesmo sendo um deles de preparação. Depois dos jogos, olharemos mais para a frente. Não adianta dizer que vai ser mais ou menos decisivo”, concluiu.

A seleção portuguesa joga com o Qatar no sábado, às 21:15, em encontro particular, e três dias depois defronta o Luxemburgo, às 20:45, para o Grupo A de qualificação para o Mundial2022, sendo que ambas as partidas se realizam no Estádio Algarve.

Portugal lidera o Grupo A de qualificação para o Campeonato do Mundo do próximo ano, com 13 pontos, mais dois do que a Sérvia (11), segunda colocada, e mais sete face ao Luxemburgo (seis), que é terceiro, com menos um jogo, à frente de República da Irlanda (dois) e Azerbaijão (um).

A fase de grupos da qualificação europeia para o Mundial2022 termina em novembro e o vencedor de cada um dos 10 grupos apura-se diretamente para a fase final, enquanto os segundos classificados vão disputar os ‘play-offs’ de apuramento, aos quais se juntarão dois vencedores de grupos da Liga das Nações que não consigam qualificar-se diretamente para a fase final ou para os ‘play-offs’.

Destas 12 equipas presentes nos ‘play-offs’, que serão disputados em março de 2022, sairão os últimos três representantes europeus no próximo Campeonato do Mundo, que vai decorrer no Qatar, entre 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022.

Com Agência Lusa.

11ª Gala portuguesa da Câmara de Paris (“Hôtel de Ville”). Organização da Cap Magellan

Alfa

« No dia 9 de outubro assista à 11.ª edição da Noite de Gala da Câmara Municipal de Paris no “Hôtel de Ville” ou no seu ecrã », informa a associação Cap Magellan (fundada em 1991), que é, como sempre, a organizadora do evento.

A Noite de Gala na Câmara Municipal de Paris é organizada desde 2011 e  « tem como objetivo valorizar os artistas franco-portugueses locais ». Trata-se de uma iniciativa da cidade de Paris com uma programação da responsabilidade da Cap Magellan, associação que nasceu com o o principal objetivo de promover a língua portuguesa, a cultura lusófona e os portugueses de França, bem como seus descendentes.

São esperados na sala 650 convidados (entradas apenas com convite).

A associação informa em comunicado que « a versão digital, que foi um sucesso no ano passado, volta este ano de forma a que possa acompanhar a Gala ao vivo na página Facebook e no Youtube da Cap Magellan. A Gala oferecerá uma alternância de animações musicais com atribuições de prémios. Juntará personalidades de todos os meios: artistas, empresários, associações, professores, oficiais, além de estudantes lusófonos ou lusófilos ».

A Gala será apresentada por José Carlos Malato e Sónia Carneiro (apresentadores de televisão).

Entre os espetáculos, destaques para:

A Filarmónica Portuguesa de Paris; Beatriz Silva, jovem fadista e os seus três músicos e os duetos da Gala: Luciano Cadô & Avria; Mariana Ramos & Elsinha; João Mendonza & Lou Teixeira.

 

Homenagens e animações previstas:

  1. « Claire et Antho » com a presença de Claire Théault e Anthony Figueiredo

2. « L’Âme d’un Cycliste » com a presença de Nuno Tavares

3. « Je te promets » com a presença de Bruno Sanches

4. « Alma Viva » com a presença de Cristèle Alves Meira e Arthur Brigas

5. Stomy Bugsy

 

Os prémios que serão distribuidos:

  1. Prémio Cap Magellan – Fundação Calouste Gulbenkian do Melhor Aluno do Ensino Secundário

2.Prémio Cap Magellan do Melhor Estudante

3.Prémio Cap Magellan – Império do Melhor Projeto Associativo

4.Prémio Cap Magellan – Jean Pina Entreprise da Melhor Iniciativa de Cidadania

5.Prémio Cap Magellan – Fidelidade do Melhor Jovem Empresário

6.Prémio Cap Magellan – Vilamoura – Trace Toca da Melhor Revelação Musical Artística

A entrada no dia 9 de outubro será apenas com convite e com a apresentação do Certificado Digital.

Mais informações sobre a Noite da Gala  no website da Cap Magellan : www.capmagellan.com

Os municípios e a relação paradoxal com os emigrantes, os esquecidos da campanha autárquica. Opinião

Os municípios e a relação paradoxal com a emigração (…) Uma grande parte deles tem com os seus conterrâneos residentes no estrangeiro uma relação paradoxal, como se vê pelo facto de as suas necessidades ao nível dos serviços municipais terem estado praticamente ausentes dos programas e campanhas eleitorais.

 

Por Paulo Pisco, deputado PS

Toda a região Centro e Norte do país está particularmente marcada pela emigração, que a partir da década de 50 do século passado pode ter diminuído de intensidade em alguns momentos, mas nunca deixou de existir. Esta é, portanto, uma realidade estrutural que caracteriza a identidade de praticamente todos os concelhos. E, no entanto, uma grande parte deles tem com os seus conterrâneos residentes no estrangeiro uma relação paradoxal, como se vê pelo facto de as suas necessidades ao nível dos serviços municipais terem estado praticamente ausentes dos programas e campanhas eleitorais.

Basta referir que o acréscimo do rendimento disponível dos habitantes das freguesias, os investimentos e a atividade económica, a recuperação do património e de habitação, o apoio às instituições sociais e recreativas e os atos de solidariedade são ações muito características dos residentes no estrangeiro, vitais para a sustentação de milhares de famílias e a revitalização dos territórios. Substituem-se muitas vezes àquilo que os municípios não conseguem fazer, são fundamentais para uma melhor qualidade de vida de tantos idosos com pensões baixas e nunca falham quando uma tragédia acontece, quando há incêndios ou cheias destruidoras.

E, no entanto, esta realidade tão presente foi praticamente ignorada nas campanhas e nos programas eleitorais para as autarquias. O possível argumento de que isto acontece porque não votam nas eleições locais não podia ser pior, porque revela uma falta de reconhecimento e ingratidão insuportáveis. Ainda por cima porque agora, com a facilidade da mobilidade e os bens e atividade nos dois países, já não vêm só para as férias grandes,

Natal ou Páscoa, mas voltam ao país muito mais vezes ao longo do ano. Sobretudo nas regiões Centro e Norte, não há quem não tenha um familiar que já emigrou ou que tenha regressado depois de anos a trabalhar no estrangeiro. Além do mais, são portugueses ou lusodescendentes que mantêm uma ligação muito forte às suas raízes e têm sempre uma grande apetência para investir na sua terra de origem ou na dos pais.

A existência dos Gabinetes de Apoio ao Emigrante, que começaram a ser criados em 2002 e existem em funcionamento em perto de 150 municípios, não é suficiente para a criação do vínculo com os residentes no estrangeiro. Até porque alguns funcionam de maneira relativamente deficiente, embora outros também tenham serviços de qualidade, que vão para além do mero fornecimento de informações em período de férias em matérias como impostos, segurança social, educação, legalização de viaturas ou investimentos. Seria muito importante que também em períodos eleitorais mostrassem preocupação com os seus conterrâneos no estrangeiro com políticas municipais para eles.

Como se não bastasse este distanciamento incompreensível, há câmaras que desaproveitam totalmente o potencial de investimento no concelho dos residentes no estrangeiro com burocracias intoleráveis, por vezes mesmo o desesperante pequeno poder de alguns funcionários que, em vez de os ajudarem a resolver os problemas, só lhes complicam a vida, levando tempos intermináveis para a aprovação dos projetos e das autorizações, o que é um grande obstáculo ao próprio desenvolvimento local e ao combate ao despovoamento.

Seria, por isso, da maior importância que os municípios ganhassem consciência de que todos perdem quando as inércias se instalam e a falta de consideração e respeito pelo tempo e dinheiro é recorrente, desperdiçando o importante contributo que os residentes no estrangeiro querem dar para o desenvolvimento local e para o repovoamento do país, esse problema tão dramático que vai assolando todo o interior, tornando-o cada vez mais difícil de habitar.

(Artigo publicado pelo jornal Público e enviado à Alfa pelo autor)

 

112 anos. Morreu o homem mais velho de França. Portugal tem mais de 5 mil pessoas com 100 e mais anos

Pelo seu lado, Portugal tem mais de 5 mil pessoas com 100 e mais anos e a previsão é para duplicar até 2050.

A genética conta para a longevidade mas é o estilo de vida e a forma de a encarar (prazer de viver) que mais conta, segundo especialistas.

« Portugal é o terceiro país da Europa com maior percentagem de idosos (21,7% em 2018), depois da Itália (22,7%) e da Grécia (21,9%), e em que o peso dos jovens é mais reduzido (13,8%), ultrapassado apenas pela Itália (13,3%) e a Alemanha (13,5%). É uma situação quase inversa ao que se passava em 1960, quando éramos o sexto país com maior percentagem de jovens (29,3%) e o quarto em que a proporção dos maiores de 65 anos era menor (8%) », refere o estudo « Como envelhecem os portugueses », de Maria João G. Moreira, publicado pela Pordata em 2020 (citado pelo Diário de Notícias).

Benfica empata com Bayern na estreia da fase de grupos da ‘Champions’ feminina

O Benfica empatou hoje a zero com as alemãs do Bayern Munique, quartas do ‘ranking’ da UEFA, na estreia no Grupo D da Liga dos Campeões de futebol feminino, em encontro disputado no Benfica Campus, no Seixal.

As ‘encarnadas’ são a primeira equipa portuguesa a chegar a uma fase tão adiantada da prova, sendo que estão a participar numa histórica primeira edição com fase de grupos para as melhores 16 equipas, divididas em quatro grupos de quatro.

Na próxima jornada, em 14 de outubro, a formação comandada por Filipe Patão vai jogar ao reduto das francesas do Lyon, recordistas de vitórias na prova (sete) e primeiras da hierarquia europeia, que hoje venceram fora as suecas do Häcken por 3-0.

https://twitter.com/UEFAcom_pt/status/1445494061737988105

Com Agência Lusa.

Mundial2022: Rúben Neves recusa que Portugal esteja “à vontade” no grupo de qualificação

O médio Rúben Neves recusou hoje que a seleção portuguesa de futebol esteja “à vontade” na liderança do Grupo A de qualificação para o Mundial2022 e mostrou-se “muito feliz” por contar com o contributo do estreante Matheus Nunes.

O jogador do Wolverhampton, que falava em conferência de imprensa, na Cidade do Futebol, em Oeiras, recordou que o futebol é fértil em surpresas, pelo que a vantagem pontual para a Sérvia, segunda colocada do grupo, com menos dois pontos, não traz qualquer tipo de conforto à equipa das ‘quinas’.

“À vontade, não. Não há jogos fáceis, como já ficou demonstrado inúmeras vezes. Sabemos que teremos de estar ao nosso melhor nível para vencer o Luxemburgo. Mas, antes disso, há um jogo com o Qatar e, para nós, não há jogos amigáveis”, disse.

O jogador, de 24 anos, é um dos vários médios chamados por Fernando Santos para os compromissos com o Qatar e o Luxemburgo, num lote do qual faz igualmente parte o estreante Matheus Nunes, do Sporting.

“Temos um leque enorme de jogadores para ser chamado e estamos habituados a isso. O ‘mister’ tem uma tarefa extremamente difícil para escolher a convocatória e escolhe sempre em função do melhor para a seleção. O Matheus é um excelente jogador e estamos muito felizes por tê-lo cá connosco”, referiu.

Apesar de somar apenas nove partidas oficiais como titular da seleção, Rúben Neves assegurou que motivação é coisa que não falta a quem é convocado.

A seleção portuguesa joga com o Qatar no sábado, em encontro particular, e três dias depois defronta o Luxemburgo, para o Grupo A de qualificação para o Mundial2022, sendo que ambas as partidas se realizam no Estádio Algarve.

Portugal lidera o Grupo A de qualificação para o Campeonato do Mundo do próximo ano, com 13 pontos, mais dois do que a Sérvia (11), segunda colocada, e mais sete face ao Luxemburgo (seis), que é terceiro, à frente de República da Irlanda (dois) e Azerbaijão (um).

A fase de grupos da qualificação europeia para o Mundial2022 termina em novembro e o vencedor de cada um dos 10 grupos apura-se diretamente para a fase final, enquanto os segundos classificados vão disputar os ‘play-offs’ de apuramento, aos quais se juntarão dois vencedores de grupos da Liga das Nações que não consigam qualificar-se diretamente para a fase final ou para os ‘play-offs’.

Destas 12 equipas presentes nos ‘play-offs’, que serão disputados em março de 2022, sairão os últimos três representantes europeus no próximo Campeonato do Mundo, que vai decorrer no Qatar, entre 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022.

Com Agência Lusa.

Morreu FERNANDO ECHEVARRÍA, poeta e figura incontornável da Praça do Chatelet, em Paris

Segundo o Lusojornal, que deu a notícia da sua morte, « Fernando Echevarría, filho de pai português e de mãe espanhola, nasceu em 1929, em Cabezon de la Sal (Espanha). Em 1931, a família instala-se em Portugal (Grijó). Depois de ter frequentado o seminário, prossegue os estudos de filosofia, publica o seu primeiro livro e passa a dar aulas no ensino secundário. Em 1961 parte para Paris e em fins de 1963, depois de ter aderido ao Movimento de Ação Revolucionária, parte para Argel. Em 1966 regressa novamente a Paris, faz parte da direção da LUAR de 1964 até 1974, e leciona francês até se aposentar. A sua obra poética está reunida nos dois volumes de “Obra Inacabada”, publicados em 2016 pela Afrontamento.

Seleção: Fonte, Trincão e Rafael Leão convocados

 José Fonte, Trincão e o estreante Rafael Leão foram hoje chamados à seleção portuguesa, face à indisponibilidade de Rafa e Domingos Duarte para os jogos com Qatar e Luxemburgo, informou hoje a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

De acordo com a informação divulgada no site oficial do organismo, o avançado do Benfica e o defesa do Granada “foram dispensados, depois de a Unidade de Saúde e Performance da FPF ter avaliado a situação clínica”.

Desta forma, o selecionador Fernando Santos optou por chamar o central do Lille José Fonte, que estava ausente das opções desde o Euro2020, o extremo do Wolverhampton Trincão e o avançado do AC Milan Rafael Leão, convocado pela primeira vez para a seleção principal.

O grupo de 25 jogadores às ordens de Fernando Santos concentra-se hoje na Cidade do Futebol, em Oeiras, onde começará a preparar o particular com o Qatar, no sábado, e o duelo com o Luxemburgo, em 12 de outubro, a contar para o Grupo A de qualificação para o Mundial2022, ambos no Estádio Algarve.

A partir das 18:00 (hora em Paris), a seleção nacional realiza um treino na Cidade do Futebol, com os primeiros 15 minutos abertos aos jornalistas. Pouco antes do início da sessão, um jogador a designar falará em conferência de imprensa, às 17:30.

Portugal lidera o Grupo A de qualificação para o Campeonato do Mundo do próximo ano, com 13 pontos, mais dois do que a Sérvia (11), segunda colocada, e mais sete face ao Luxemburgo (seis), que é terceiro, à frente de República da Irlanda (dois) e Azerbaijão (um).

A fase de grupos da qualificação europeia para o Mundial2022 termina em novembro e o vencedor de cada um dos 10 grupos apura-se diretamente para a fase final, enquanto os segundos classificados vão disputar os ‘play-offs’ de apuramento, aos quais se juntarão dois vencedores de grupos da Liga das Nações que não consigam qualificar-se diretamente para a fase final ou para os ‘play-offs’.

Destas 12 equipas presentes nos ‘play-offs’, que serão disputados em março de 2022, sairão os últimos três representantes europeus no próximo Campeonato do Mundo, que vai decorrer no Qatar, entre 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022.

 

Com Agência Lusa.