‘Chicote’ sem estalar a abrir nona ronda é novidade na I Liga em quase 20 anos

As 18 equipas da I Liga portuguesa de futebol continuam com os treinadores que iniciaram a época 2021/22, cenário que, a abrir a nona ronda, não se verifica na prova há quase 20 anos, desde 2002/03.

Nessa temporada, os primeiros a ‘cair’ foram Manuel Fernandes (Santa Clara) e Jesualdo Ferreira (Benfica), que saíram depois de 11 jornadas, sendo substituídos pelo brasileiro Carlos Alberto Silva e o espanhol José Antonio Camacho, respetivamente.

Depois disso, nenhuma edição do campeonato português atingiu a nona jornada sem ‘chicotadas’, algo que poderá agora repetir-se, caso nenhum presidente resolva aproveitar esta paragem de dois fins de semana – primeiro para seleções e depois para a Taça de Portugal – para operar mudanças.

Há três épocas, em 2018/19, o elenco manteve-se após oito jornadas, mas, antes de arrancar a nona, José Peseiro foi afastado do comando técnico do Sporting.

Na oitava jornada, os ‘leões’ até ganharam, por 3-0, na receção ao Boavista, com dois golos de Nani e um de Bruno Fernandes, colocando-se no quinto posto, a dois pontos de FC Porto e Sporting de Braga e um de Benfica e Rio Ave.

Mas, três dias volvidos, em 31 de outubro de 2018, o Sporting perdeu por 2-1 na receção ao Estoril Praia, então na II Liga, em encontro da fase de grupos da Taça da Liga, e o presidente Frederico Varandas trocou Peseiro pelo holandês Marcel Keizer.

Nas últimas 18 temporadas, só numa outra edição é que não ‘tombaram’ treinadores após as primeiras cinco rondas, cenário que se verificou em 2013/14, época em que o primeiro a ser despedido foi José Mota.

Depois de sete jornadas, José Mota foi ‘chicoteado’ do comando técnico do Vitória de Setúbal, que seguia no 14.º e antepenúltimo lugar, sendo substituído por José Couceiro, que viria a terminar o campeonato na sétima posição.

Após essa mudança, seguiram-se logo outras duas após a oitava jornada: o Olhanense trocou Abel Xavier por Paulo Alves e o Paços de Ferreira colocou Henrique Calisto no lugar de Costinha, técnico recentemente despedido do Nacional.

O recorde ‘negativo’ vai para três ‘chicotadas’ logo após a primeira ronda: Manuel Cajuda (Marítimo), em 2004/05, o atual selecionador nacional Fernando Santos (Benfica), em 2007/08, e Manuel Machado (Vitória de Guimarães), em 2011/12.

Nos outros campeonatos realizados depois de 2002/03, saíram treinadores após a segunda jornada em duas ocasiões (2003/04 e 06/07), depois da terceira em três (2008/09, 14/15 e 20/21), após a quarta em quatro (2005/06, 09/10, 10/11 e 19/20) e depois da quinta também em quatro (2012/13 e 15/16 a 17/18).

Há um ano, o estreante Tiago Mendes só ‘aguentou’ três jornadas no Vitória de Guimarães, enquanto Ricardo Soares (Moreirense) e Rui Almeida (Gil Vicente) ‘tombaram’ após a sétima e Lito Vidigal (Marítimo) depois da oitava.

Na presente temporada, os 18 treinadores que começaram continuam, para já, nos respetivos cargos, apesar de dois clubes seguirem sem vitórias, nos lugares de descida direta.

O Belenenses SAD, que Petit comanda desde a ronda 17 da edição 2019/20 da I Liga, soma quatro empates e quatro derrotas, seguindo no 17.º posto, e o Famalicão, com Ivo Vieira desde a jornada 23 da época passada, é último, com três empates e cinco derrotas.

Por seu lado, Vizela (Álvaro Pacheco), Marítimo (Julio Velázquez), Moreirense (João Henriques), Santa Clara (Daniel Ramos) e Arouca (Armando Evangelista) somam todos apenas um triunfo nas primeira oito rondas.

O campeonato já havia começado sob o signo da continuidade entre treinadores, nomeadamente nos primeiros, já que Sporting (Rúben Amorim), FC Porto (Sérgio Conceição), Benfica (Jorge Jesus) e Sporting de Braga (Carlos Carvalhal) mantiveram as opostas nos técnicos que haviam iniciado a época 2020/21.

Os rumores de ‘mexidas’ já começaram, como é habitual após o acumular de resultados insatisfatórios para os presidentes, mas, para já, o ‘plantel’ de hoje dos treinadores é o mesmo do dia em que arrancou a edição 2021/22 da I Liga portuguesa de futebol.

Com Agência Lusa.

05/10. Valorizar emigrantes e imigrantes que moldam identidade nacional – Marcelo. A Rádio Alfa faz 34 anos hoje

05 de Outubro: Temos de valorizar emigrantes e imigrantes que moldam identidade nacional – Marcelo. Rádio Alfa também festeja hoje 34 anos.

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whatsapp sharing buttonO Presidente da República defendeu hoje que Portugal tem de valorizar os seus emigrantes e imigrantes, sem discriminação, afirmando que uns e outros, com a sua diversidade, moldam a identidade nacional e lhe dão projeção universal.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou esta mensagem na cerimónia comemorativa do 111.º aniversário da Implantação da República, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Lisboa, num discurso em que apelou a « um Portugal mais inclusivo ».

« O Portugal que somos nunca vencerá os desafios da economia e do conhecimento se não soubermos assumir sem traumas nem complexos que a nossa identidade nacional é feita da valorização dos nossos emigrantes espalhados pelo mundo, cerca de seis milhões, e também dos imigrantes, 600 mil nas estatísticas – e num caso como noutro bem mais nos factos em descendentes e cruzamentos diversificados », declarou.

O chefe de Estado acrescentou que a identidade nacional é feita « de raças, culturas, religiões, costumes, práticas, às dezenas e centenas, com a sua diferença e o seu direito à não discriminação ».

« Elas e eles moldam essa identidade nacional, dão projeção universal, natalidade, riqueza material e espiritual que é de todos nós », prosseguiu, pedindo « não discriminação, lá fora e cá dentro, plenamente assumida ». A Rádio Alfa também festeja hoje 34 anos. 

Nesta intervenção, de perto de nove minutos, Marcelo Rebelo de Sousa fez um balanço do desenvolvimento do país, considerando-o insuficiente, e deixou um alerta sobre a situação do mercado livreiro, da cultura e da comunicação social.

« Não podemos esquecer a língua e a cultura que tudo abarcam. Como é que podemos falar a sério de termos a quinta ou sexta língua mais usada no mundo e a primeira no hemisfério sul aceitando tantas vezes como sociedade e como facto natural a situação económico-financeira crítica que vivemos no livro, nalguma comunicação artística ou na comunicação social? », questionou.

Segundo o Presidente da República, Portugal deu « tantas vezes passos muito importantes » em termos de desenvolvimento, mas ainda assim acabou « por ficar para trás » em comparação com outros países, « mesmo depois de anos ou décadas de crescimento e convergência económica ».

No seu entender, é preciso uma aposta mais abrangente no conhecimento com « muitos, muitos mais na educação, na ciência e na cultura ».

« Os que temos são mais e melhores do que eram há 10, há 20, há 30 anos – e, quando muito bons, dos melhores dos melhores de todo o mundo – mas precisamos de muitos, muitos mais, nas escolas, nos centros de investigação, nas empresas e nas instituições sociais », disse.

216 mil crianças foram abusadas sexualmente diretamente pelo clero católico em França desde 1950

Alfa – foto de abertura: AFP/Fred Tanneau

No total, mais de 300 mil crianças e adolescentes foram vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica em França, segundo um relatório apresentado hoje, terça-feira, 05.

A investigação – a que a Rádio Alfa já se referiu (ler no ‘link’ mais abaixo) – sobre abusos sexuais na Igreja Católica francesa revelou que cerca de 216 mil crianças foram vítimas destes crimes diretamente cometidos por religiosos e clérigos desde 1950.

O número foi avançado nesta terça-feira, 05, por Jean-March Sauvé, chefe da comissão independente que elaborou o relatório.

A comissão foi criada pelos bispos católicos em França no final de 2018 para lançar luz sobre os abusos e restaurar a confiança dos franceses na Igreja e fez um trabalho independente em relação à Igreja.

O número de vítimas sobe para 330.000 quando considerados « agressores leigos que trabalham em instituições da Igreja Católica », nomeadamente nas capelanias, professores nas escolas católicas ou em movimentos juvenis, disse o presidente da Comissão Independente sobre os Abusos da Igreja (Ciase), Jean-Marc Sauvé, duranta a apresentação do relatório à imprensa.

https://radioalfa.net/entre-2-900-e-3-200-pedofilos-na-igreja-catolica-francesa-desde-1950-comissao/

O Livro da Semana. AGNALDO BATA apresenta “SONHOS MANCHADOS, SONHOS VIVIDOS”

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (10h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

 

AGNALDO BATA, autor de “SONHOS MANCHADOS, SONHOS VIVIDOS”. Entrevista de Nuno Gomes Garcia.

 

 

Em destaque esta semana: Escritor moçambicano AGNALDO BATA apresenta o seu livro “SONHOS MANCHADOS, SONHOS VIVIDOS”. 

Agnaldo Bata nasceu em Chamanculo, nos arredores de Maputo, em 1991, e vive em Paris, onde estuda Sociologia. Aos 30 anos de idade, já tem dois romances publicados: “Na Terra dos Sonhos” (2017) e “Sonhos Manchados, sonhos vividos”, distinguido com uma menção honrosa na 2ª edição do concurso Literário INCM-Eugénio Lisboa, uma importante rampa de lançamento para novos autores moçambicanos.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Agnaldo Bata e descubra um livro que explora as relações de amizade entre jovens que partilham os mesmos sonhos, mas que também é um alerta para os problemas que atingem a sociedade moçambicana.

Um programa da Rádio Alfa, na quarta-feira às 12h30 (versão curta) e no domingo às 10h30 (versão longa). Repetição na terça-feira à 01h30 (versão longa). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Entrevista de Nuno Gomes Garcia:

Pandora Papers. Estados endividados elaboram orçamentos de contenção, quando biliões « voam » para paraísos fiscais. Opinião

Pandora Papers. 

Revelado mais um escândalo mundial de fugas ao fisco envolvendo políticos e biliões, quando os Estados estão cada vez mais endividados.

É um novo escândalo de grande envergadura à escala global voltando a colocar o foco no problema dos que fogem a pagar impostos. Como acontece em França e em Portugal, os governos tentam elaborar orçamentos de contenção e têm de decidir entre travar a dívida ou apoiar a retoma. Biliões continuam a « voar » para paraísos fiscais.  

 

Crónica de Daniel Ribeiro para ouvir na Rádio Alfa, na quarta-feira, 06, às 7h15, 13h15, 16h30 e 19h45.

Ou ouça aqui: 

 

Facebook, Instagram e Whatsapp com problemas a nível mundial

As redes sociais Facebook, Instagram e WhatsApp estão a registar problemas a nível mundial, de acordo com queixas de utilizadores feitas no portal Downdetector, segundo a agência Efe.

De acordo com a agência espanhola, utilizadores de países como os Estados Unidos, México, França, Roménia, Noruega, Geórgia, Grécia já registaram no portal Downdetector que estão a ter problemas.

Em Portugal, os problemas estão a ser sentidos sensivelmente desde as 16:30, constatou a agência Lusa relativamente ao Facebook e Instagram.

No caso da aplicação de troca de mensagens WhatsApp, quando os utilizadores enviam mensagens, aparece o ícone de um relógio e a mensagem não é enviada.

Com Agência Lusa.

Som. Seleção de Futsal condecorada pelo Presidente da República

A seleção nacional de Futsal foi condecorada pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique. Um ordem honorífica que distingue a prestação de serviços relevantes a Portugal e que foi agora atribuída aos jogadores e equipa técnica depois da conquista do Mundial.

Na receção aos novos campeões do mundo de futsal, no Palácio de Belém, o presidente da República, Marcelo Sousa, discursou sem apoio de cábulas, e, emocionado, mostrou-se orgulhoso por mais uma página escrita a tinta de ouro no livro da história da Seleção Nacional antes de condecorar a comitiva.

«A primeira palavra vai para o Fernando Gomes. Quase a atingir dez anos nesta missão, e por feliz coincidência, fomos sucessivamente ganhando tudo ou quase tudo, difícil é saber o que não ganhámos. Fica aqui uma palavra muito solidária e grata pela sua determinação e amor a Portugal», salientou.

Dirigindo-se aos jogadores agradeceu e, mais uma vez, enalteceu o feito: «Alguns já aqui estiveram, quando fomos campeões da Europa. Éramos os melhores da europa, faltava isto: hoje somos os melhores do mundo. Jorge Braz disse-o antes da final: merecemos vencer, somos dos melhores do mundo. Tínhamos mostrado isso nas qualificações e, jogo após jogo, até ao final. Merecemos e ganhámos.»

Especial palavra a Ricardinho
A terminar a intervenção, o Presidente da República endereçou uma palavra a Ricardinho:

 

Ricardinho depois da condecoração, falou aos jornalistas destacando o feito conseguido por toda a equipa:

 

Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, espera que o título conquistado pela Seleção Nacional de futsal conquistado no Mundial seja o primeiro de muitos e que resulte, não só de incentivo aos jovens para a prática da modalidade, como também num crescente apoio ao desenvolvimento da mesma.

E seguiu-se o anúncio: «Arrancaremos no início de 2022 a fase três da Cidade do Futebol com a construção do pavilhão das seleções nacionais de futsal.»

 

O selecionador Jorge Braz afirmou hoje, no regresso da seleção portuguesa de futsal a solo luso, que a equipa só pensa agora em “desfrutar” do estatuto de melhores do mundo, depois da conquista do Mundial da Lituânia.

 

A seleção portuguesa de futsal sagrou-se no domingo pela primeira vez campeã mundial, ao vencer por 2-1 a Argentina, que detinha o título, na final do Campeonato do Mundo de 2021, disputada em Kaunas, na Lituânia.

Portugal chegou a deter uma vantagem de dois golos, graças ao ‘bis’ de Pany Varela, aos 15 e 28 minutos, mas a seleção sul-americana, que defendia o título mundial conquistado em 2016, na Colômbia, reduziu por Claudino, aos 28, e manteve a incerteza até ao fim.

Portugal, que tinha como melhor resultado de sempre na competição o terceiro lugar alcançado em 2000, na Guatemala, tornou-se o quarto país a erguer o troféu, depois de Brasil, Espanha e Argentina, juntando o título mundial ao europeu, que conquistou, também pela primeira vez, em 2018, na Eslovénia.

Com Agência Lusa/RTP/aBola.

 

 

Saiba porque vão continuar a aumentar os preços da energia e de outros produtos. Análise

Preços da energia e de outros produtos, como o vestuário, peças para automóveis e outros vão continuar a aumentar. 

Análise de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo, para ouvir, na Rádio Alfa, nesta terça-feira, 05, às 7h15, 13h15, 16h30 e 19h45.

Ou ouça aqui: 

 

 

“Pandora Papers”. Investigação sobre paraísos fiscais identifica três portugueses entre centenas de políticos mundiais

Investigação sobre paraísos fiscais identifica três políticos portugueses, 31 líderes mundiais, actuais e antigos, e mais de 330 políticos e funcionários públicos, de 91 países e territórios, entre os quais nove de Angola, nove do Brasil e um em Moçambique. Os portugueses identificados são Manuel Pinho (PS), Nuno Morais Sarmento (PSD) e Vitalino Canas (PS).

O ICIJ, o consórcio que revelou os Luanda Leaks e os Panama Papers, está de volta, numa investigação feita a partir de 12 milhões de ficheiros com origem nalguns dos maiores paraísos fiscais do planeta. Entre os nomes descobertos estão o atual primeiro-ministro da República Checa, o rei da Jordânia e o antigo chefe de governo britânico Tony Blair. 

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Alfa/ com Expresso/Lusa
Foto de abertura/Lusa: antigo ministro da Economia Manuel Pinho whatsapp sharing buttonA nova investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação identifica três políticos portugueses com “segredos financeiros”, políticos que o semanário Expresso diz serem Manuel Pinho, Nuno Morais Sarmento e Vitalino Canas.

A nova investigação do consórcio (ICIJ, na sigla em inglês), chamada “Pandora Papers”, põe a descoberto os “segredos financeiros” de 35 líderes mundiais (atuais e antigos) e de mais de 330 políticos e funcionários públicos, de 91 países e territórios, entre os quais Portugal.

Segundo o jornal Expresso, que faz parte do consórcio, os três portugueses envolvidos são os antigos ministros Nuno Morais Sarmento (PSD) e Manuel Pinho (PS) e o antigo deputado socialista Vitalino Canas.

O Expresso revela que Nuno Morais Sarmento, atualmente vice-presidente do PSD, foi o beneficiário de uma companhia offshore registada nas Ilhas Virgens Britânicas que serviu para comprar uma escola de mergulho e um hotel em Moçambique; Vitalino Canas teve uma procuração passada para atuar em nome de uma companhia, também registada nas Ilhas Virgens Britânicas, para abrir contas em Macau; e Manuel Pinho era o beneficiário de três companhias offshore e transferiu o seu dinheiro para uma delas quando quis comprar um apartamento em Nova Iorque.

Nuno Morais Sarmento, advogado, foi ministro nos governos de Durão Barroso e Santana Lopes; Vitalino Canas, advogado, foi deputado socialista entre 2002 e 2019, secretário de Estado nos governos de António Guterres e porta-voz do PS durante a liderança de José Sócrates; e Manuel Pinho, economista que foi administrador do BES, foi ministro da Economia entre 2005 e 2009, no governo de Sócrates, sendo atualmente professor na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Os três portugueses na lista dos Pandora Papers prestaram esclarecimentos ao Expresso. Morais Sarmento justifica o acesso a uma companhia offshore com as “limitações” aos estrangeiros existentes na altura em Moçambique, Manuel Pinho diz não ter “nenhum rendimento por declarar às autoridades fiscais seja de onde for” e Vitalino Canas assegura que o caso referido se insere na prática de advocacia “nos termos da lei portuguesa”.

No mapa da investigação do ICIJ, surgem identificados outros 19 políticos lusófonos, nove em Angola, nove no Brasil e um em Moçambique.

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação publicou hoje um novo trabalho no qual revela que 14 líderes mundiais no ativo esconderam fortunas de milhares de milhões de dólares para não pagarem impostos.

A este número juntam-se 21 líderes que já não estão no poder e que também ocultaram propriedades e rendimentos.

Entre os nomes referidos na investigação estão o rei Abdallah II da Jordânia, os Presidentes de Ucrânia, Quénia e Equador, o primeiro-ministro da República Checa e mais de 130 bilionários (mencionados pela revista Forbes) de países como Rússia, Estados Unidos e Turquia, bem como celebridades, líderes religiosos, membros de famílias reais ou traficantes de droga e bandidos profissionais.

A investigação revela “os mecanismos interiores de uma economia subterrânea que beneficia os mais ricos e influentes, à custa de todos os outros”.

A Investigação denuncia que “muitos dos poderosos agentes que podiam ajudar a acabar com o sistema de paraísos fiscais estão, ao contrário, a beneficiar dele – escondendo ativos em companhias e fundos de fachada, enquanto os seus governos pouco fazem para abrandar o fluxo global de dinheiro ilícito que enriquece criminosos e empobrece nações”.

O ICIJ – que em 2016 publicou os “Panama Papers”, sobre paraísos financeiros – diz ter baseado esta nova investigação numa “fuga sem precedentes”, envolvendo cerca de dois milhões de documentos, trabalhados por 600 jornalistas, a “maior parceria da história do jornalismo”.

Jornalistas, tecnologia e tempo foi o trio necessário para analisar os milhões de documentos, durante mais de um ano.

O BES, de Ricardo Salgado, vota a ser mencionado com destaque nesta investigação através da  « Alcogal, uma ‘maternidade’ de companhias offshore para o Grupo Espírito Santo que se tornou a preferida dos políticos », escreve o Expresso, que acrescenta:

« Sociedade de advogados no Panamá que é um dos alvos da fuga de informação dos Pandora Papers registou mais de 600 empresas de fachada para núcleo de Ricardo Salgado e clientes do BES. Metade dos políticos e funcionários públicos encontrados nos Pandora Papers estão associados a companhias incorporadas pela Alcogal ».

Futsal/Mundial: Ricardinho eleito o melhor jogador do campeonato

O internacional português Ricardinho foi distinguido como o melhor jogador do Mundial de futsal de 2021, que Portugal conquistou hoje pela primeira vez, ao vencer na final a Argentina, por 2-1, em Kaunas, na Lituânia.

O capitão português foi distinguido como o ‘MVP’ (Jogador Mais Valioso) do Mundial, à frente do compatriota Pany Varela, autor dos dois golos de Portugal na final, enquanto Douglas Júnior, do Cazaquistão, ficou em terceiro.

Ricardinho, de 36 anos, foi igualmente considerado o melhor nos Europeus de 2007 e 2018, e na carreira foi distinguido seis vezes como o melhor jogador de futsal do mundo, em 2010, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018.

O melhor marcador do Mundial de 2021 foi o brasileiro Ferrão, como nove golos, seguido de Pany Varela, segundo ‘artilheiro’ da prova, com oito.

Nos restantes prémios, a seleção cazaque, que Portugal afastou nas meias-finais (2-2 após prolongamento e 4-3 no desempate por grandes penalidades), recebeu o prémio de ‘fair-play’, e Sarmiento, da Argentina, foi eleito o melhor guarda-redes.

https://twitter.com/selecaoportugal/status/1444762120084758528

Com Agência Lusa.