A surpresa chamada Moedas em Lisboa. Medina derrotado com Costa demasiado envolvido na campanha. Opinião

Autárquicas portuguesas. Uma surpresa chamada Moedas que passou para segundo plano os resultados a nível nacional. 

Fernando Medina derrotado com o Primeiro-ministro, António Costa, também a ser um dos perdedores da noite por ter estado demasiado envolvido na campanha.

Ouça, na Rádio Alfa, nesta segunda-feira, 27, a crónica de Daniel Ribeiro, a partir da capital portuguesa, sobre a vitória de Carlos Moedas em Lisboa que desmentiu todas as sondagens – para ouvir às 7h15, 13h15, 16h30 e 19h45. 

Ou ouça aqui: 

 

Portugal. Surpresa nas autárquicas. Socialistas perdem Lisboa. Carlos Moedas é o novo Presidente da Câmara

Alfa-Lisboa

« Ganhámos em Lisboa! ». Apoiantes de Carlos Moedas eufóricos depois de uma longa noite eleitoral de grande incerteza. Já passava das duas horas da madrugada (hora de Portugal continental) quando a vitória da coligação dirigida pelo PSD foi confirmada. 

 (Ouça, na Rádio Alfa, nesta segunda-feira, 27, a crónica de Daniel Ribeiro, a partir da capital portuguesa, sobre a vitória de Carlos Moedas em Lisboa que desmentiu todas as sondagens – para ouvir às 7h15, 13h15, 16h30 e 19h45)

 

As sondagens nunca previram a derrota de Fernando Medina e foram desmementidas. O líder do PSD, Rui Rio, outro dos vencedores da noite, fala em « excelente resultado » contra « comentadores e sondagens ».

Carlos Moedas consegue pôr fim ao domínio socialista da autarquia da capital, que já foi também o bastião do primeiro-ministro, António Costa, outro dos perdedores da noite, e que esteve presente ao lado de Medina no momento da derrota.

Carlos Moedas entrou na política em 2011, com Pedro Passos Coelho, foi comissário europeu e a sua vitória em Lisboa é histórica.

No entanto, a sua tarefa não será simples, bem pelo contrário, porque maioria da Câmara e da Assembleia municipal é de esquerda (PS+BE+CDU).

O novo presidente Carlos Moedas vai ter agora de encontrar uma solução de estabilidade que lhe permita governar a cidade nos próximos quatro anos.

« Ganhámos contra tudo e contra todos », exclamou Moedas no momento da vitória. « Foi uma derrota inesperada », disse António Costa.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Ao início da noite eleitoral, logo após o fecho das urnas, a incerteza era grande e as sondagens ainda davam alguma vantagem, mesmo mínima, a Medina:

Autárquicas/Portugal. Surpresas. Estimativas dão PS e PSD quase empatados em Lisboa (em desenvolvimento)

 

Autárquicas/Portugal. Surpresas. Estimativas dão PS e PSD quase empatados em Lisboa (em desenvolvimento)

Alfa- Lisboa

Autárquicas/Portugal/Sondagens/Fecho das Urnas: Sondagem da SIC, RTP, TVI e outras dão empate técnico em Lisboa, com Medina ligeiramente à frente de Moedas.

Rui Moreira ganha mas pode não ter maioria absoluta no Porto.

PS perde Coimbra e mantém Almada.

Taxa de abstenção muito elevada: entre 45 e 50%

A sondagem da TVI dá vantagem curta de Medina em Lisboa e dá Moreira a renovar mandato no Porto.

Em Lisboa a noite vai ser longa e a contagem dos votos vai ser decisiva: 

A sondagem da Pitagórica para a TVI atribui entre 38,6% e 32,6% dos votos a Fernando Medina (PS), para a Câmara de Lisboa. O seu principal adversário, Carlos Moedas (PSD) é creditado com um resultado entre os 35,3% e os 29,3% dos votos.

Já na cidade do Porto, o favorito Rui Moreira (independente) deverá obter, segundo esta sondagem, entre 45,2% e 39,2%. O candidato independente é seguido por Tiago Barbosa Ribeiro (PS) com um resultado entre 19,7% e 13,7% dos votos. Vladimiro Feliz (PSD) deverá obter entre 18,2% e 12,2%.

Às 21h25 locais, no PS falava-se em vitória do partido em Lisboa e no País. No PSD saudava-se a « vitória » de Moedas.

PSD diz que « sondagens falharam estrondosamente », que em Lisboa tudo pode acontecer e que Coimbra está ganha pelo partido laranja.

Já o grupo Correio da Manhã avança com a vitória de Medina em Lisboa: 

« O socialista Fernando Medina em Lisboa e o independente Rui Moreira no Porto são reeleitos nas autárquicas deste domingo. PS de Manuel Machado perde Coimbra para uma coligação apoiada pelo PSD e o CDS e liderada por José Manuel Silva.
Estas são as previsões das sondagens à boca da urna realizada pela Intercampos para o CM/CMTV/Jornal de Negócios realizada este domingo com o objetivo de identificar o resultado da votação para as Autárquicas 2021.
Fernando Medina é o vencedor das eleições autárquicas em Lisboa e deverá recolher entre 33,2% e 37,6% dos votos. Carlos Moedas é o segundo com uma percentagem entre 29,9% e 34,3%. Medina necessita de uma coligação de esquerda para governar a capital. », escreve o CM.

Já o « independente » Santana Lopes ganha na Figueira da Foz.  A RTP avança o regresso de Santana Lopes à Figueira da Foz, com 41% a 46% da votação. O PS surge no segundo lugar, com 33% a 37%.

Mais tarde, já depois das duas horas da manhã, em Lisboa, a notícia da vitória de Calos Moedas caiu como uma bomba, desmentindo todas as sondagens. Leia aqui:

Portugal. Surpresa nas autárquicas. Socialistas perdem Lisboa. Carlos Moedas é o novo Presidente da Câmara

 

Santa Clara empata com Sporting de Braga com golo nos descontos

Um golo aos 90+5 minutos permitiu hoje ao Santa Clara empatar em casa com o Sporting de Braga (1-1), em jogo da sétima jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Paulo Oliveira colocou, aos 71 minutos, o Sporting de Braga em vantagem, mas Lincoln empatou aos 90+5, interrompendo uma série de duas derrotas seguidas do Santa Clara.

Com este resultado, os bracarenses mantêm-se na quinta posição, com 12 pontos, enquanto o Santa Clara segue na 16ª e antepenúltima posição, com cinco pontos.

Resultados da sétima jornada da I Liga:

– Sexta-feira, 24 set:

Sporting – Marítimo, 1-0 (0-0 ao intervalo)

Gil Vicente – FC Porto, 1-2 (1-1)

– Sábado, 25 set:

Moreirense – Arouca, 2-1 (1-0)

Vitória de Guimarães – Benfica, 1-3 (0-2)

Tondela – Famalicão, 3-2 (1-1)

– Domingo, 26 set:

Santa Clara – Sporting de Braga, 1-1 (0-0)

Portimonense – Vizela, 21:30

– Segunda-feira, 27 set:

Paços de Ferreira – Belenenses SAD, 20:00

Boavista – Estoril Praia, 22:15

Com Agência Lusa.

Portugal. 419 estudantes emigrantes e lusodescendentes colocados no ensino superior

Portugal/ensino superior: Mais de 49 mil novos estudantes colocados, 33% ficam de fora. Este número inclui 419 estudantes emigrantes e lusodescendentes, crescendo 6% face ao ano anterior (quando tinham sido colocados 396 candidatos) e 151% face a 2015 – em linha com os esforços desenvolvidos na iniciativa “Estudar e Investigar em Portugal”, informa o Gabinete do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em nota consultada pela Alfa.  Na mesma nota, a Direção-Geral do Ensino Superior estima que ano letivo se inscrevam mais de 100 mil novos estudantes, tendo em conta as diferentes formas de ingresso no ensino superior público e privado. No ano passado, previa-se cerca de 95 mil novos alunos. Segunda fase de colocações arranca dia 27 e termina a 08/10.

linkedin sharing button
Alfa/com/Lusa e fonte oficial (Governo) – (adaptação Alfa)whatsapp sharing buttonMais de 49 mil novos estudantes entraram agora para o ensino superior, tendo ficado sem colocação 33% dos candidatos à primeira fase do concurso nacional de acesso, revelam dados divulgados hoje pelo Ministério do Ensino Superior.

Há 49.452 novos estudantes no ensino superior público, é o segundo maior número de colocados nos últimos 30 anos. O recorde foi ultrapassado apenas no ano passado, quando quase 51 mil alunos ficaram colocados na primeira fase.

Mas este é também o ano, na última década, em que mais alunos ficaram de fora: dos 64 mil candidatos, 14.552 não conseguiram ainda um lugar no ensino superior.

Metade dos candidatos que conseguiram colocação ficou na escola que tinha escolhido como primeira opção e um total de 82% dos alunos conseguiu vaga numa das suas três primeiras opções.

Três em cada cinco estudantes ficaram colocados numa universidade, tendo os restantes conseguido uma vaga num politécnico: No subsistema universitário estão 30.030 e no politécnico 19.422.

Para a primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) foram disponibilizadas 55.307 vagas, das quais sobraram 6.393 para a segunda, que arranca na segunda-feira e termina a 8 de outubro.

Para responder ao elevado número de candidatos, o Ministério divulgou no início do mês que iria haver mais 3.080 vagas para esta primeira fase, das quais 160 seriam em cursos com maior concentração de melhores alunos. Nestes cursos ficaram agora colocados quase 4.900 novos estudantes, um aumento de 7% face ao ano passado.

Já nos cursos de medicina o aumento em relação ao ano passado foi de apenas mais sete alunos: existem agora 1.555 caloiros neste curso, segundo os dados do MCTES.

Quatro em cada dez alunos (21.401) entraram em cursos nas áreas STEAM – Ciências, Tecnologias, Engenharia, Artes e Matemática. E a procura por cursos nas áreas de competências digitais também tem aumentando, sendo este ano 6.820 estudantes (mais 20% do que em 2015).

Também há mais alunos em instituições localizadas em regiões com menor densidade demográfica. São 12.318 estudantes, com diversas instituições do interior a aumentar o número de colocados face ao ano anterior, como a Universidade de Évora, e os institutos politécnicos de Beja, Portalegre, Bragança, Guarda, Santarém, Viseu e Tomar.

No que toca aos estudantes com deficiência, entraram agora para o ensino superior 315 estudantes através do contingente especial, o dobro dos que conseguiram uma vaga em 2015.

“Estudar e Investigar em Portugal”

Foram ainda colocados 419 estudantes emigrantes e lusodescendentes, crescendo 6% face ao ano anterior (quando tinham sido colocados 396 candidatos) e 151% face a 2015 – em linha com os esforços desenvolvidos na iniciativa “Estudar e Investigar em Portugal”, informa o Gabinete do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em nota consultada pela Alfa. 

A Direção-Geral do Ensino Superior estima que ano letivo se inscrevam mais de 100 mil novos estudantes, tendo em conta as diferentes formas de ingresso no ensino superior público e privado. No ano passado, previa-se cerca de 95 mil novos alunos.

Autárquicas/Portugal. Mais de 9,3 milhões de eleitores chamados a votar

Autárquicas: Mais de 9,3 milhões de eleitores chamados a eleger órgãos do poder local. De entre os inscritos, 29.814 são cidadãos estrangeiros, 13.924 dos quais naturais de Estados-membros da União Europeia e 15.890 de países terceiros, nomeadamente Cabo Verde, Brasil, Reino Unido e Venezuela

email sharing button
linkedin sharing buttonAlfa / Com Lusa
whatsapp sharing buttonMais de 9,3 milhões de eleitores podem votar hoje nas eleições autárquicas portuguesas, às quais se apresentam mais de duas dezenas de partidos e mais de 60 grupos de cidadãos.

No total, 9.323.688 cidadãos estão inscritos nos cadernos eleitorais, segundo os dados do recenseamento disponibilizados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI).

De entre os inscritos, 29.814 são cidadãos estrangeiros, 13.924 dos quais naturais de Estados-membros da União Europeia e 15.890 de países terceiros, nomeadamente Cabo Verde, Brasil, Reino Unido e Venezuela.

A votação decorre este ano entre as 08:00 e as 20:00 locais (quando as mesas de voto fecharem nos Açores, serão 21:00 no restante território português).

Além do voto antecipado para cidadãos detidos, hospitalizados ou noutras situações previstas na lei, os eleitores em confinamento obrigatório por causa da covid-19 ou residentes em estruturas residenciais das quais não devam ausentar-se devido à pandemia puderam votar nos dias 21 e 22 de setembro, mediante inscrição prévia.

Nas autárquicas são disponibilizados a cada eleitor três boletins de voto: um para eleger o executivo de uma das 308 câmaras municipais, outro para a assembleia municipal e um terceiro para a eleição das assembleias de freguesia.

Há 3.091 assembleias de freguesia no país, mas 22 freguesias têm tão poucos eleitores que estes vão escolher os seus autarcas num plenário de cidadãos, onde a votação pode ser de braço no ar.

Este plenário de cidadãos eleitores decorre nas freguesias com 150 ou menos eleitores e é marcado para depois do dia oficial das autárquicas, pelo que hoje os cidadãos destas localidades apenas votarão para os municípios.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) estima que tenham sido apresentadas, no total, cerca de 12.370 listas candidatas, das quais cerca de 1.035 são de grupos de cidadãos eleitores.

Este número das chamadas candidaturas independentes é semelhante ao de 2017, ano das anteriores autárquicas, quando se apresentaram 948 listas de cidadãos às freguesias e mais 93 às câmaras.

A partir dos orçamentos de campanha entregues à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos conclui-se que concorrem às autárquicas, isoladamente ou em coligações, mais de 20 partidos: Aliança, BE, CDS-PP, Chega, Ergue-te, Iniciativa Liberal, JPP, Livre, MAS, MPT, Nós, Cidadãos!, PAN, PCP e PEV (que formam a CDU), PCTP/MRPP, PDR, PPM, PS, PSD, PTP, RIR e Volt Portugal.

Dos 308 concelhos do país, segundo os orçamentos apresentados, apenas 64 contam este ano com candidaturas de grupos de cidadãos. Em quatro municípios, há dois movimentos em cada: Albufeira (no distrito de Faro), Sabrosa (Vila Real), Redondo (Évora) e Castelo de Paiva (Aveiro).

Segundo um levantamento da agência Lusa, cerca de 63% (194) dos 308 concelhos têm pelo menos uma mulher como candidata à presidência de uma câmara, com Braga a registar o maior número – cinco candidaturas. Por outro lado, são 114 os concelhos sem qualquer mulher candidata à presidência do município.

No próximo mandato, as autarquias têm, entre os seus principais desafios, a conclusão do atual processo de descentralização de competências, a reversão da reforma administrativa de 2013 (permitindo às freguesias que cumpram os critérios – e que o pretendam – voltar atrás no processo de fusão, a partir do final de 2022) e o acompanhamento da crise gerada pela pandemia de covid-19.

Benfica vence em Guimarães o Vitória SC e mantém percurso 100% vitorioso na I Liga

O Benfica manteve hoje o percurso 100% vitorioso na I Liga portuguesa de futebol, ao vencer em casa do Vitória de Guimarães, por 1-3, em jogo da sétima jornada.

Yaremchuk (30 e 41 minutos) e João Mário (73) marcaram os golos dos ‘encarnados’, com Bruno Duarte (78), de grande penalidade, a reduzir para os vitorianos.

O Benfica lidera o campeonato com 21 pontos, mais quatro do que FC Porto e Sporting, enquanto o Vitória de Guimarães segue no 10º posto, com sete pontos.

Resultados da sétima jornada da I Liga:

– Sexta-feira, 24 set:

Sporting – Marítimo, 1-0 (0-0 ao intervalo)

Gil Vicente – FC Porto, 1-2 (1-1)

– Sábado, 25 set:

Moreirense – Arouca, 2-1 (1-0)

Vitória de Guimarães – Benfica, 1-3 (0-2)

Tondela – Famalicão, 3-2 (1-1)

– Domingo, 26 set:

Santa Clara – Sporting de Braga, 19:00

Portimonense – Vizela, 21:30

– Segunda-feira, 27 set:

Paços de Ferreira – Belenenses SAD, 20:00

Boavista – Estoril Praia, 22:15

Com Agência Lusa.

A. Merkel. Portugueses (e outros europeus) votariam nela para « Presidente » da UE em vez de Macron

Alfa

Depois de 16 anos de Ângela Merkel, marcando como poucos a União Europeia, é  a hora da mudança. Eis três nomes com possibilidades de formarem Governo: Scholz, Laschet ou Baerbock.

Legislativas neste domingo, 26, na Alemanha. Os alemães vão às urnas para eleger os deputados que serão depois responsáveis por escolher o próximo (ou a próxima) Chanceler. Pela primeira vez, há três candidatos ao cargo e todos já estiveram à frente das sondagens. Parece certo que está à vista uma nova coligação para governar a Alemanha.

A maioria das pessoas questionadas, nomeadamente os holandeses (58%), espanhóis (57%) e portugueses (52%), votariam em Angela Merkel em vez de Emmanuel Macron para um cargo de « presidente » da Europa.

Trata-se de uma pesquisa do European Council on Foreign Relations que realça que os portugueses estão entre os três primeiros povos europeus que escolheriam Angela Merkel para um cargo de “presidente” da Europa.

European Council on Foreign Relations, um grupo de estudos internacionais fundado em 2007 e com sede em Londres, realizou uma série de sondagens sobre “o que esperam os europeus depois das eleições na Alemanha” com base no fim do que chamou “merkelismo”, a saída de Angela Merkel, de 67 anos, do cargo de chanceler para o qual foi eleita pela primeira vez em novembro de 2005.

Uma das pesquisas analisada mostra que a maioria das pessoas questionadas, nomeadamente os holandeses (58%), espanhóis (57%) e portugueses (52%), “votariam em Angela Merkel em vez de Emmanuel Macron” para um cargo de “presidente” da Europa.

A sondagem, feita em 12 países da UE (Alemanha, Áustria, Bulgária, Dinamarca, Espanha, França, Hungria, Itália, Países-Baixos, Polónia, Portugal e Suécia) revela que a ainda Chancheler recolheria 41% dos votos, contra 14% para o Presidente francês.

A FOTO de « despedida » de Merkel

Angela Merkel em momento insólito a dar comida a papagaios

A dois dias das eleições legislativas, que marcam a despedida da chanceler do cargo, Merkel tornou-se na notícia do fim da campanha eleitoral com esta foto que já se tornou ‘viral’:

 

Não vai faltar o « fiel amigo » em Portugal. Quota na pesca de bacalhau aumenta 168%

Quota de Portugal na pesca de bacalhau aumenta 168% em 2022

 

Alfa/com Lusa(adaptação Alfa)whatsapp sharing buttonA quota portuguesa na pesca de bacalhau aumenta 168% em 2022, passando de 293 toneladas para 784 toneladas, após uma semana de “intensas negociações” entre várias organizações, anunciou hoje a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

“As negociações foram difíceis, em particular, no que respeitava ao bacalhau, mas os resultados finais foram positivos”, lê-se em comunicado.

De segunda a sexta-feira decorreu a 43.ª reunião anual da Organização de Pescas do Atlântico Noroeste (NAFO), realizada em videoconferência, envolvendo cerca de 150 participantes.

De acordo com a DGRM, a reunião anual “é de extrema importância para a frota de pesca portuguesa, que opera em águas internacionais, uma vez que visa estabelecer as possibilidades de pesca para o bacalhau, palmeta e cantarilho, espécies relevantes para a dieta alimentar dos portugueses”.

Com o apoio do representante da União Europeia (UE) e de algumas partes contratantes, segundo a DGRM, foi possível manter as quotas das várias espécies com interesse para Portugal, acrescentando o apoio do total admissível de captura do bacalhau para o próximo ano.

Na edição deste ano da reunião da NAFO, além das partes contratantes, tiveram presentes organizações não governamentais (ONG’s), cientistas e observadores, entre os quais armadores nacionais com interesse na pesca do bacalhau.

A 44.ª reunião anual da NAFO acontecerá em Portugal em 2022.

Turismo/Portugal. “O mal terá passado” mas quebra de 56% em 2021 é “um desastre”

“O mal terá passado” mas quebra de 56% em 2021 é “um desastre” – CTP

linkedin sharing button
whatsapp sharing buttonAlfa/ com Lusa
O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) acredita que “o mal terá passado”, referindo-se aos efeitos da pandemia de covid-19 no setor, mas aponta que a quebra de 56% estimada para este ano “é um desastre”.

“O que nós acreditamos é que o mal terá passado, estão reunidas as condições para a retoma do turismo”, afirmou Francisco Calheiros, em entrevista à Lusa.

No entanto, e ainda que o setor tenha entrado numa trajetória ascendente de recuperação com o verão, o responsável descartou “um certo otimismo” de que se tem falado.

“[Perdas de] 63% em 2020, 56% em 2021, é tudo um desastre. Para quem? Para o norte, passando pelas ilhas, as agências, os hotéis, passando pelos restaurantes, é tudo péssimo. […] 2020 e 2021 foram dois anos terríveis”, apontou.

O responsável explicou que, apesar de o mercado nacional ter crescido mais de 6% em julho, o internacional decresceu 76% e, uma vez que o nacional representa menos de um terço da atividade turística, as perspetivas da CTP para 2021 são de quebras de 56%, em relação a 2019.

“Acho que há dados que convém nós termos a noção: o ano de 2020 regressou a 1993. E há um dado ainda mais curioso: o janeiro e fevereiro de 2020 foram iguais aos [do ano] de 74”, sublinhou.

Francisco Calheiros destacou o sucesso do processo de vacinação em Portugal, que tem um impacto “enorme” no turismo.

“Sendo nós, neste momento, um destino extraordinariamente seguro, não há razão nenhuma para que não comecemos e retomar já em 2022 o crescimento e todos esperamos que em 2023 consigamos atingir os números de 2019, sem nunca esquecer que os anos 2017, 2018 e 2019 foram anos extraordinários, talvez os melhores anos do turismo português”, afirmou.

Assim, o presidente da CTP prevê que os meses de outubro e de novembro sejam melhores do que os do ano passado e que janeiro seja melhor do que o mesmo mês dos dois anos anteriores.

Francisco Calheiros lembrou que, antes da crise provocada pela pandemia, o saldo da balança comercial do país foi positivo por causa do turismo, com uma contribuição de cerca de 12.000 milhões.

“A balança [comercial] tomou uma proporção tal que conseguiu que todas as outras atividades – que são deficitárias – com o turismo, a balança de Portugal fosse positiva. E isto para a imagem de um país é extremamente importante”, realçou.