Fotos LUSA (José Coelho) – Obrigado grande campeão por tudo o que fizeste pelo desporto e por Portugal. Até sempre, Nelson Évora. Orgulho português.
O atleta, de 28 anos, assegurou um dos lugares na final, marcada para quinta-feira, às 11:00 locais (03:00 em Lisboa), reservada para quem superar por larga margem os 17,05 metros da marca de qualificação ou fique entre os 12 primeiros.
O campeão da Europa em pista coberta, que tem os 18,08 metros alcançados em 2015 como melhor marca pessoal e detém o recorde nacional (17,95), apresentou-se em Tóquio2020 com a melhor marca mundial do ano, com 17,92, obtida em 06 de julho.
O saltador, nascido em Cuba, que se naturalizou português em 2017, cumpre a estreia em Jogos Olímpicos, numa competição em que participam também Nelson Évora, campeão em Pequim2008, e Tiago Pereira.
Aos 37 anos, e três meses depois de ter sido operado ao joelho esquerdo, Nelson Évora não foi além de 15,39 e dois saltos nulos, falhando a qualificação para a final, reservada para quem saltar pelo menos 17,05 metros ou para os 12 melhores.
Nelson Évora chegou aos seus quartos Jogos Olímpicos, depois do ouro em Pequim2008, do sexto lugar no Rio2016 e do 40.º posto em Atenas2004, tendo 15,93 metros como melhor marca do ano.
O campeão da Europa em pista coberta, em 2015 e 2017, e ao ar livre, em 2018, tem como recorde pessoal 17,74 metros, alcançados em Osaka, no Japão, onde se sagrou campeão do mundo, em 2007.
No concurso olímpico do triplo salto participam ainda os estreantes Pedro Pablo Pichardo, já qualificado para a final, e Tiago Pereira.
A velocista, de 27 anos, natural de Oliveira de Azeméis, chegou a Tóquio2020 ao estabelecer o recorde nacional, que já lhe pertencia, em 50,59 segundos, em 03 de junho último, na cidade espanhola de Huelva.
Cátia Azevedo disputa pela segunda vez os Jogos Olímpicos, depois do 31.º lugar no Rio2016.
As semifinais dos 400 metros vão ser disputadas na quarta-feira, a partir das 19:30 locais (11:30 em Lisboa), e a final na sexta, às 21:35 (13:35).
O canoísta Fernando Pimenta conquistou hoje a medalha de bronze em K1 1.000 metros nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, a terceira medalha obtida por atletas portugueses, depois do bronze do judoca Jorge Fonseca e da prata da atleta Patrícia Mamona.
Fernando Pimenta, de 31 anos, que se tinha sagrado vice-campeão olímpico em Londres2012, em K2 1.000 metros, ao lado de Emanuel Silva, terminou a prova de K1 1.000 metros de Tóquio2020 em 3.22,478 minutos, apenas atrás dos húngaros Balint Kopasz, novo recordista olímpico, com 3.20,643, e Adam Varga (3.22,431).
Depois da brilhante prova declarou ter cumprido “um dos sonhos”, mas “faltou o outro, de ser campeão olímpico”.
Depois da estreia auspiciosa em Londres2012, numa longa carreira que engloba 105 pódios em competições internacionais, Fernando Pimenta foi ainda quinto classificado em K1 1.000 metros e sexto em K4 1.000 metros no Rio2016.
Com três medalhas conquistadas em Tóquio2020, uma vez que Jorge Fonseca alcançou a de bronze na categoria de -100 kg e Patrícia Mamona arrebatou a de prata no triplo salto, Portugal já igualou o melhor pecúlio em Jogos Olímpicos, reeditando as três subidas ao pódio de Los Angeles1984 e Atenas2004.
Portugal passou a contar com um total de 27 medalhas conquistadas em Jogos Olímpicos (quatro de ouro, nove de prata e 14 de bronze), duas das quais na canoagem, ambas com a participação de Fernando Pimenta, que integra agora o restrito grupo de atletas lusos com dois pódios no maior evento desportivo mundial.
Carlos Lopes obteve a prata nos 10.000 metros em Montreal1976 e o ouro na maratona em Los Angeles1984, Rosa Mota conquistou o bronze em Los Angeles1984 e o ouro em Seul1988, ambos na maratona, Fernanda Ribeiro foi campeã dos 10.000 metros em Atlanta1996 e bronze em Sydney2000 e o cavaleiro Luís Mena Silva arrebatou duas medalhas de bronze em desportos equestres, em Berlim1936 e em Londres1948.
Foto: Getty Images
(Fotografia de abertura AFP)
Patrícia Mamona, Jorge Fonseca, Fernando Pimenta e Pedro Picharro são atletas portugueses de grande mérito, reconhecido nacional e internacionalmente. Aqui ficam três linhas sobre cada um deles. São, todos, motivo de grande orgulho português.
Medalha de prata no triplo salto em Tóquio, nasceu em São Jorge de Arroios, em Lisboa, a 21 de novembro de 1988. É uma atleta do Sporting CP, de ascendência angolana. Tem vários títulos nacionais e internacionais no curriculo
Medalha de bronze em judo em Tóquio (categoria de -100kg) nasceu no dia 30 de outubro de 1992 em São Tomé e Príncipe. Passou a viver em Portugal desde os 11 anos de idade, onde é atleta do Sporting CP. Tem vários títulos nacionais e internacionais no curriculo
Medalha de bronze em Tóquio em K1 1.000. É um canoísta português nascido a 13 de agosto de 1989 em Ponte de Lima. Tem vários títulos nacionais e internacionais no curriculo. Actualmente, é atleta do SL Benfica.
Medalga de ouro em Tóquio, Pedro Pablo Pichardo, ganhou de forma incontestável o concurso. Nasceu em Cuba a 30 de junho de 1993 e é naturalizado português desde há poucos anos. Com a nacionalidade cubana obteve duas medalhas de prata em Mundiais de atletismo. Com a nacionalidade portuguesa, venceu o europeu em pista cobefrta e é agora campeão Olímpico. É um atleta do SL Benfica.
Antes dos triunfos conquistados agora nos Jogos Olímpicos de Tóquio, todos eles ganharam, anteriormente, vários títulos internacionais, a diversos níveis e do maior relevo, para Portugal.
Merecem sem dúvida as homenagens que lhe são feitas, atualmente, ao mais alto nível, em Portugal, a começar pelo Presidente da República e pelo Primeiro-ministro. E também pelo povo português, que seguiu os seus percursos com grandes entusiasmo e paixão.

A portuguesa Patrícia Mamona recebeu hoje a medalha de prata do triplo salto dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, após subir ao pódio no Estádio Olímpico, um dia depois de ter terminado a prova na segunda posição.
É a vice-campeã olímpica.
Triplista portuguesa foi coroada com a prata no Estádio Olímpico, depois de ter batido o recorde nacional.
Foto Reuters/DYLAN MARTINEZ
O plano, que prevê igualmente a recomendação da vacinação de crianças e adolescentes entre os 12 e os 17 anos, foi elaborado por funcionários do Ministério da Saúde e deve ser finalizado numa reunião agendada para esta segunda-feira entre o ministro Jens Spahn e os titulares da pasta da Saúde nos 16 Estados regionais da Alemanha.
Em causa está o envio de equipas móveis de vacinação a estabelecimentos residenciais para idosos para a administração de vacinas com a tecnologia mRNA, ou seja, Pfizer/BioNTech e Moderna, independentemente da vacina administrada anteriormente a estes utentes.
Os médicos poderão também dar uma dose de reforço aos idosos e pacientes com sistemas imunitários comprometidos.
Segundo o documento, alguns estudos recentes demonstraram a redução progressiva do nível de imunidade contra a covid-19 conferida pela vacinação, o que poderá colocar novamente em risco as pessoas mais vulneráveis.
Apesar de ter uma taxa de incidência mais baixa do que a maioria dos países europeus, a Alemanha tem registado um aumento de casos nas últimas semanas devido à disseminação da variante Delta do vírus SARS-CoV-2.
Simultaneamente, as autoridades germânicas manifestaram alguma preocupação com o abrandamento da vacinação, num momento em que somente 52% dos alemães estão totalmente vacinados, e, por isso, querem também abrir todos os centros de vacinação do país aos jovens entre 12 e 17 anos. As escolas e universidades poderão igualmente organizar vacinações.
No sábado, o ministro da Saúde alemão revelou através da rede social Twitter que um em cada cinco jovens na faixa etária dos 12-17 anos já tinha recebido uma primeira dose da vacina.
« Há vacinas suficientes para todos os grupos etários: todos os que quiserem podem ser vacinados », afirmou Jens Spahn.
De acordo com a informação avançada pelo Instituto Robert Koch, a entidade encarregada de controlar e combater epidemias na Alemanha, foram registados 2.097 novos casos e uma morte nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, o país já registou mais de 3,7 milhões de casos e 91.659 óbitos.
. Israel
Israel é o primeiro país do mundo a aplicar a terceira dose da vacina da Pfizer à população com mais de 60 anos. Os especialistas decidiram que esta é a via para reduzir os riscos das novas variantes que podem afetar a população adulta israelita.
Segundo informou a cadeia televisiva portuguesa, SIC Notícias, o objetivo é aumentar os anticorpos que nos protegem do covid-19. Por agora a administração da terceira dose é só para pessoas com mais de 60 anos. A única condição é que tenham sido vacinados com a segunda dose há, pelo menos, cinco meses.
O Presidente de Israel Isaac Herzog foi o primeiro cidadão do mundo a ser vacinado, junto a sua esposa Michal no hospital Sheba de Telavive. O Primeiro Ministro Naftali Bennett acompanhou o presidente, mas ainda não foi vacinado por ter só 49 anos.
O Governo de Israel decidiu acelerar esta nova operação de vacinação para tentar travar o número de infetados com a variante Delta que aumenta todos os dias. Já alcançou mais de 2.000 pessoas diariamente.
Testes serológicos realizados recentemente mostram que a maioria dos adultos israelitas tiveram uma redução drástica no número de anticorpos depois de meio ano. A decisão de avançar com a terceira dose da vacina provocou controvérsia dentro e fora do país.
A estratégia israelita é conviver com a pandemia da melhor maneira possível. Os médicos não têm a certeza se a terceira dose seja a tática correta, mas pelo menos estão convencidos de que não causará danos.
No total, são 1.139 os pacientes que se encontram hospitalizados nestas unidades, sendo que, em 24 horas, se registaram 69 novas entradas.
Segundo dados das autoridades de saúde francesas, foram registadas 18 mortes em 24 horas, bem como 19.600 novos casos.
O número de camas dos cuidados intensivos com doentes com covid-19 estava abaixo de um milhar a 07 de julho, após vários meses sob controle, mas nos últimos três dias voltou a superar esse número e já regista uma sequência de 12 dias a aumentar.
A pressão hospitalar no país tem subido, registando atualmente 7.581 pacientes, após 312 internamentos nas últimas 24 horas. O número era de 6.843 há uma semana.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.220.816 mortos em todo o mundo, entre mais de 197,8 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse, divulgado no domingo.
A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.
Eis o que declarou em Tóquio, à RTP, logo a seguir à sensacional prova:
« Estou nas nuvens, estou sem palavras. Parece tudo super surreal. A primeira coisa que me vem à cabeça é o meu treinador, a minha família e este grande país que é Portugal. Vinha confiante da qualificação e sabia que este seria um momento especial para mim. São cinco anos a trabalhar para este momento, 20 anos de triplo salto. Estou orgulhosa de todos nós, da reação do público… Disseram que Portugal era um país pequeno, mas que consegue coisas grandes. O apoio dos portugueses foi fundamental. »
No primeiro ensaio da final, Patrícia Mamona, de 32 anos, já tinha hoje melhorado em 25 centímetros, para 14,91 metros, a sua melhor marca nacional, que estava nos 14,66, alcançados em 09 de julho último, na etapa da do Mónaco da Liga de Diamante.
A saltadora cumpre a sua terceira presença em Jogos Olímpicos, depois do sexto posto no Rio2016 e do 13.º lugar em Londres2012.
Agora é medalha de prata. Parabéns Campeã! É a segunda medalha para portugal nos Jogos Olímpicos Tóquio2020!
Patrícia Mamona, de 32 anos, só foi batida pela venezuelana Yulimar Rojas, bicampeã do mundo, com 15,67 metros, que estabeleceu um novo recorde do mundo. No terceiro lugar ficou a espanhola Ana Peleteiro, com 14,87.
A portuguesa, campeã da Europa em pista coberta, em 2021, e ao ar livre, em 2016, chegou à final do triplo ao saltar na primeira tentativa da qualificação 14,60 metros, menos seis centímetros do que o seu recorde nacional, que alcançou em 09 de julho e que hoje bateu por 35 centímetros, à quarta tentativa.
A detentora dos recordes nacionais de Portugal (19,75 metros) e dos Camarões (18,37), lançou 19,29, 18,95 e 19,17, assegurando um lugar entre as oito finalistas, fase em que obteve 19,57, 19,45 e 19,45, ficando a apenas cinco centímetros da terceira classificada, a neozelandesa Valerie Adams (19,62), campeã em Pequim2008 e Londres2012 e prata no Rio2016.
À frente da atleta natural dos Camarões, que se naturalizou portuguesa em 2019, além de Adams, ficou apenas a chinesa Lijiao Gong, campeã do mundo em 2017 e 2019, e nova campeã olímpica, com 20,58 metros, e a norte-americana Raven Saunders, medalha de prata, com 19,79.
Auriol Dongmo, campeã da Europa em pista coberta em 2021, chegou ao concurso olímpico com o quinto registo do ano, com o recorde nacional de 19,75 metros, alcançado em Huelva, em Espanha, em 03 de junho.
No Rio2016, a lançadora foi 12.ª classificada, então ao serviço dos Camarões.
No fim da prova, declarou:
Auriol Dongmo ficou a cinco centímetros da medalha de bronze na final olímpica do lançamento do peso feminino