Desporto Associativo – 10 Janeiro 2026
O desporto amador e as equipas das Associações portuguesas de França em destaque. Um programa de Sousa Gomes.
Desporto Associativo, todos os Sábados, entre as 17h e as 18h (redifusão às 2h, na noite de segunda para terça-feira).
Ouça aqui:
Vitória SC bate rival Sporting de Braga e ergue troféu pela primeira vez
O Vitória SC conquistou hoje pela primeira vez a Taça da Liga de futebol, ao vencer o rival Sporting de Braga, por 2-1, em Leiria, após reviravolta, novamente com um golo de Alioune Ndoye.
Na inédita final entre os rivais minhotos, o Sporting de Braga adiantou-se no marcador, aos 17 minutos, por Dorgeles, de livre direto, tendo o Vitória de Guimarães chegado ao triunfo com golos de Samu, de grande penalidade, aos 59, e de Ndoye, que já tinha ‘bisado’ frente ao Sporting, na meia-final (2-1), aos 83.
O Sporting de Braga, que procurava o quarto troféu, na sua sexta final, podia ter relegado a decisão para as grandes penalidades, não fosse o guarda-redes vitoriano Charles ter defendido um castigo máximo cobrado por Zalazar, aos 90+11.
Após a terceira reviravolta na prova – já tinha vencido 3-1 no terreno do líder da I Liga, FC Porto, nos quartos de final – o Vitória de Guimarães, que sucede no historial ao Benfica, recordista de títulos, com oito, torna-se no sétimo clube a erguer a Taça da Liga, em 19 edições, naquele que é o seu terceiro troféu nacional, depois da Supertaça Cândido de Oliveira de 1988 e da Taça de Portugal de 2012/13.
Resultados da edição de 2025/26 da Taça de Liga de futebol:
QUARTOS DE FINAL
– Terça-feira, 28 out:
Sporting (+) – Alverca, 5-1
– Quarta-feira, 29 out:
Sporting de Braga (+) – Santa Clara, 5-0
Benfica (+) – Tondela, 3-0
– Quinta-feira, 04 dez:
FC Porto – (+) Vitória SC, 1-3
MEIAS-FINAIS
– Terça-feira, 06 jan 2026:
Sporting – (+) Vitória SC, 1-2
– Quarta-feira, 07 jan 2026:
Benfica – (+) Sporting de Braga, 1-3
FINAL
– Sábado, 10 jan 2026:
Vitória SC – Sporting de Braga, 2-1
Vitória SC vence a Taça da Liga de futebol
(+) Apurado para a próxima eliminatória
– Ranking:
1. Benfica – 8 títulos
2. Sporting – 4
3. Sporting de Braga – 3
4. Vitória de Setúbal – 1
. Moreirense – 1
. FC Porto – 1
. Vitória SC – 1
Com Agência Lusa.
Novas ambulâncias anunciadas pelo primeiro-ministro já tinham sido anunciadas pelo Governo de António Costa em 2023.
O anúncio foi feito na quinta-feira com pompa e circunstância pelo primeiro-ministro no Parlamento, mas não é novo. O processo de aquisição de 275 novas viaturas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), por 16,8 milhões de euros, já está previsto nos orçamentos do INEM desde 2024, e foi autorizado um ano antes pelo Governo de António Costa.
Mas há mais: o número de veículos e a verba agora anunciada até é inferior à de 2023. José Luís Carneiro já desafiou o chefe do Executivo a dizer se sabia que as novas ambulâncias foram decididas pelo Executivo socialista.
São 275 novas viaturas para o INEM: 63 ambulâncias, 34 viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) e 78 « outros veículos ».
A boa nova, que vai renovar a frota do INEM, foi dada por Luís Montenegro, no primeiro debate quinzenal do ano, e numa altura em que se sucedem o número de mortos à espera de ambulâncias, sobretudo na margem sul do Tejo.
Mas, tal como o JN anunciou na altura, a aquisição dos veículos já decorre desde 2023, quando o Governo de António Costa autorizou o INEM a adquirir 312 veículos de emergência por 19 milhões de euros.
Os encargos ficariam a cargo dos orçamentos do instituto nos três anos seguintes.
O primeiro-ministro realçou, perante os deputados, que se trata do « maior investimento do género na última década » para « resolver um problema crónico » do « passado », mas esqueceu-se do início do processo.
O reforço anunciado é, por isso, o mesmo e numa dimensão menor, com menos ambulâncias e verba orçamentada. O « Jornal Público », que cita fonte do INEM, disse sexta-feira que a variação dos valores e do número de viaturas explica-se porque não foram adjudicados todos os lotes. Os que ficaram de fora serão alvo de um novo procedimento concursal.
Segundo o mesmo jornal, o relatório final do concurso pelo Conselho Diretivo da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP) também só foi aprovado esta semana. A queda do Governo socialista precipitou o desenrolar do processo por mais anos, uma vez que a compra apenas foi reprogramada a 30 de agosto de 2024 e o pedido de abertura do concurso enviado para a ESAP em outubro de 2024.
Depois de mais de dois anos à espera, a entrada em funcionamento das novas viaturas não é para já. Fonte do INEM disse ao « Público » que as empresas vencedoras dos lotes adjudicados terão agora de fazer as alterações aos veículos, nomeadamente transformar as carrinhas em ambulâncias com células sanitárias para transporte de doentes. Um processo que levará mais três a seis meses, já depois do pico da gripe que está a provocar o caos nas urgências. As entregas serão parceladas.
Desconhecimento ou omissão
Já após o anúncio do primeiro-ministro no Parlamento, o secretário-geral do PS desafiou Luís Montenegro a esclarecer se sabia que o concurso para a compra de novos veículos para o INEM foi decidido por António Costa ou se « faltou à verdade » aos deputados. Caso o chefe do atual Governo tenha optado por omitir a informação, José Luís Carneiro considera que deve um pedido de desculpa, já que mentir ao Parlamento é « inaceitável numa democracia qualificada », e até vai mais longe: « nos Estados Unidos da América dava um ‘impeachment’ [processo com vista à destituição] do presidente ».
« Ora, esqueceu-se de dizer ou omitiu, que esse concurso foi uma decisão de uma resolução do Conselho de Ministros de 2023, do dia 29 de novembro, uma resolução de um governo do Partido Socialista », afirmou na Assembleia da República o socialista que, em 2023, era ministro da Administração Interna de António Costa. « Depois, o atual Governo fez uma revisão a esta decisão no dia 29 de agosto de 2024. A pergunta que há a fazer é: porque é que só agora, ao fim de tanto tempo, se está a anunciar a ida para concurso das ambulâncias para a emergência médica », acrescentou.
Questionado sobre o que levou José Luís Carneiro a recordar, apenas no dia seguinte ao debate quinzenal, que o reforço para o INEM tinha sido decidido há mais de dois anos, o líder do PS respondeu que só agora teve acesso à resolução do Conselho de Ministros a que aludiu. E revelou, ainda, ter tido a informação de que « houve a decisão de mobilizar técnicos de emergência médica para os centros de operações de socorro, para o CODU, o que significou tirar técnicos da emergência médica para as ambulâncias ».
Com JN, Jornal Público, Jornal Expresso e RTP.
UE/Mercosul: Acordo será assinado no dia 17 no Paraguai
O acordo comercial celebrado pela União Europeia com os países do Mercosul será assinado no Paraguai a 17 de janeiro, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros argentino.
« Vamos assinar um acordo histórico a 17 de janeiro no Paraguai, o mais ambicioso entre os dois blocos », disse o ministro Pablo Quirno na rede social X.
Este acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores.
O Brasil, a maior economia do bloco sul-americano, é um forte entusiasta do acordo, dado que o país é uma grande potência agrícola.
Inicialmente, o Presidente brasileiro, Lula da Silva, esperava que o tratado fosse assinado em dezembro na cimeira do Mercosul, na cidade de Foz do Iguaçu, no sul do Brasil, quando Brasília detinha a presidência rotativa do Mercosul.
Mas a assinatura teve de ser adiada devido a divisões europeias.
O acordo UE-Mercosul permitirá aos europeus exportar mais veículos, maquinaria, vinhos e bebidas espirituosas para a América do Sul.
No sentido oposto, facilitará a entrada na Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja.
Com Agência Lusa.
Passagem de Nível – Domingo 11 Janeiro de 2026. Os destaques
«Passagem de nível» na Radio Alfa, Apresentação e Coordenação de Artur Silva. Domingo dia 11 de Janeiro de 2026, Entre as 12h00 e as 14h00.




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Paris Saint-Germain conquista Supertaça de França pela 14ª vez da história
O Paris Saint-Germain conquistou a Supertaça de França pela 14ª vez, ao vencer o Marselha no desempate por grandes penalidades (4-1), após uma igualdade 2-2 num encontro em que Gonçalo Ramos marcou no final do encontro.
No Kuwait, o avançado luso foi um dos ‘heróis’ da equipa de Luis Enrique, ao empatar a contenda aos 90+5 minutos, depois de o Paris Saint-Germain, com Nuno Mendes, Vitinha e João Neves no ‘onze’, ter começado melhor, com um golo de Dembélé (13) a passe de Vitinha.
Os marselheses conseguiram a reviravolta, com um penálti de Greenwood (76) e um autogolo de Pacho (87).
Depois de Safonov ser o ‘herói’ da conquista da Taça Intercontinental ao Flamengo, foi outro guarda-redes, Chevalier, a ‘brilhar’ neste desempate, negando os remates de O’Riley e Traoré, enquanto Gonçalo Ramos, Vitinha e Nuno Mendes marcaram para os parisienses, que venceram 4-1.
Este é o quarto ‘Troféu dos Campeões’ seguido do Paris Saint-Germain, 14º da sua história nesta competição.
Com Agência Lusa.
Macron acusa EUA de se afastarem de aliados e alerta para divisão do mundo
O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje que os Estados Unidos se estão a “afastar gradualmente” de alguns aliados e a desrespeitar normas internacionais, alertando para a tentação das grandes potências de dividir o mundo.
No discurso anual aos embaixadores franceses, Macron defendeu que as instituições do multilateralismo estão a funcionar de forma cada vez menos eficaz, num contexto marcado pela afirmação de potências como os EUA, a Rússia e a China.
O chefe de Estado francês denunciou ainda o que classificou como uma crescente “agressão neocolonial” nas relações diplomáticas, rejeitando a lógica da “lei do mais forte”.
As declarações surgiram num contexto internacional tenso, após a recente operação militar norte-americana na Venezuela para capturar o Presidente, Nicolás Maduro, bem como perante as reiteradas intenções do Presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a Gronelândia, mesmo pela força.
Macron citou também a guerra da Rússia na Ucrânia, que se aproxima do quarto ano, e as ameaças chinesas em relação a Taiwan, além do que descreveu como agressividade comercial de Pequim.
Perante este cenário, o Presidente francês apelou para que a UE não se resigne a um papel apenas moral e defendeu o reforço do poder militar europeu, bem como a proteção das regras económicas e tecnológicas do bloco.
Macron sublinhou a necessidade de defender e reforçar a legislação europeia que regula o setor tecnológico, incluindo a Lei dos Serviços Digitais e o quadro europeu de proteção de dados, que considerou parte de um “escudo democrático” contra interferências externas.
O Presidente francês defendeu ainda a implementação, a partir deste ano, de uma agenda acelerada para as preferências comerciais europeias e a simplificação do mercado único e do mercado de capitais, sublinhando que a Europa precisa de “existir plenamente” enquanto bloco de 450 milhões de habitantes.
Sem mencionar diretamente o acordo comercial entre a UE e o Mercosul, cuja assinatura está prevista para a próxima semana, Macron insistiu na inclusão de cláusulas de espelhamento para garantir que os produtos importados cumprem as normas europeias, posição que sustenta a oposição francesa ao acordo e visa proteger, em particular, o setor agrícola.
Com Agência Lusa.
Venezuela: EUA planeiam controlar venda de petróleo indefinidamente
Os Estados Unidos planeiam controlar indefinidamente a venda de petróleo venezuelano e depositar as receitas dessas transações em contas geridas por Washington, anunciou hoje o secretário norte-americano da Energia, Chris Wright.
« Vamos colocar no mercado o petróleo bruto que está a sair da Venezuela, primeiro este petróleo que está atualmente retido, e depois, indefinidamente, venderemos toda a produção venezuelana no mercado », declarou Wright numa conferência de Energia da Goldman Sachs em Miami (sul).
O secretário afirmou que está a « trabalhar em cooperação direta com os venezuelanos », após o anúncio na terça-feira do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que Caracas vai entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos para venda no mercado.
Chris Wright sublinhou que Washington permitirá a venda de petróleo bruto venezuelano para refinarias nos Estados Unidos e em todo o mundo, « mas estas vendas serão feitas pelo governo norte-americano e os fundos serão depositados em contas controladas pelo governo ».
« E depois, a partir daí, esses fundos podem regressar à Venezuela para beneficiar o povo venezuelano, mas precisamos de ter esse poder e esse controlo sobre as vendas de petróleo para impulsionar as mudanças que simplesmente precisam de acontecer na Venezuela », disse.
Trump planeia reunir-se na Casa Branca na sexta-feira com os líderes das maiores companhias petrolíferas.
Após a captura, no passado sábado, do deposto líder venezuelano, Nicolás Maduro, Trump estimou que, dentro de 18 meses, as companhias petrolíferas norte-americanas irão reativar o setor petrolífero da Venezuela.
A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo bruto do mundo, representando 17% do total, mas atualmente contribui apenas com 1% da produção global.
Face ao ceticismo das companhias petrolíferas, Wright reconheceu que serão necessários « dezenas de milhares de milhões de dólares e um tempo considerável » para revitalizar a indústria venezuelana.
No entanto, afirmou que « a oportunidade é enorme », manifestando confiança de que « em pouco tempo, poderiam obter várias centenas de milhares de barris de petróleo adicionais por dia a curto e médio prazo ».
« Pensem em quão enormes devem ser os recursos, se [a Venezuela] ainda está a produzir 800 mil ou 900 mil barris por dia depois desta má gestão », declarou.
A Casa Branca afirmou hoje que mantém « máxima influência » sobre o Governo interino da Venezuela e confirmou que os Estados Unidos já começaram a vender crude venezuelano apreendido, no âmbito de um alegado acordo com Caracas.
« Obviamente, neste momento temos a máxima influência sobre as autoridades interinas na Venezuela », disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em conferência de imprensa.
A porta-voz confirmou ainda que o Governo dos EUA « já começou a negociar petróleo venezuelano no mercado global em benefício dos Estados Unidos », recorrendo a grandes empresas internacionais de comércio de matérias-primas e a bancos de referência para assegurar a execução e o apoio financeiro das vendas de crude e derivados.
As declarações surgiram depois de Washington ter apreendido hoje mais dois petroleiros sancionados ligados à Venezuela, um dos quais transportaria cerca de dois milhões de barris de crude nas Caraíbas.
Um dos petroleiros, Marinera, tem bandeira russa e Moscovo já exigiu um « tratamento humano e digno » para os membros da tripulação, mas a porta-voz da Casa Branca explicou que Washington considera esse navio « sem bandeira ».
Leavitt precisou que o crude incluído nesse entendimento corresponde a « petróleo sancionado que estava armazenado em barris, a bordo de navios », acrescentando que o Governo interino venezuelano, que ainda não confirmou formalmente qualquer acordo, « concordou em libertar » esse petróleo, que deverá « chegar aos Estados Unidos muito em breve ».
Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.
Na segunda-feira, Maduro e a mulher prestaram breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou que “Portugal respeita sempre e acha que se deve respeitar a legalidade e a Carta das Nações Unidas”, sublinhando que há “aspetos benignos” da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, desde logo “a queda de Maduro”.
A comunidade portuguesa e lusodescendentes na Venezuela, na sua maioria da Madeira, é estimada em meio milhão de pessoas.
Rádio Alfa com LUSA
