Covid-19/França. Macron quer reduzir recolher obrigatório. 400 mortos em 24h

Covid-19: Emmanuel Macron prevê reduzir horário de recolher obrigatório

 

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O Presidente francês disse ontem que o início do recolher obrigatório às 19.00 « é cedo » e o país prepara-se para uma reabertura progressiva em maio, no entanto, o número de pacientes em estado grave continua a subir.

« Vamos tentar retardar um pouco o recolher obrigatório porque 19.00 é cedo », disse Emmanuel Macron numa visita a uma escola nos arredores de Paris.

Esta segunda-feira as crianças voltaram às creches e escolas primárias, com o regresso prometido para as escolas básicas e liceus marcada para a próxima semana, terminando assim o terceiro período de confinamento.

Até ao fim de maio, é possível que o Governo autorize ainda a reabertura de locais culturais e esplanadas, mas o recolher obrigatório seria para manter entre as 19:00 e as 06:00, no entanto, o Presidente parece estar a rever este horário.

Contudo, o número de pacientes graves continua a subir, com mais de 6 mil franceses atualmente internados nas unidades de cuidados intensivos. É a primeira vez desde maio de 2020 que há tantos pacientes em estado grave no país.

Nas últimas 24 horas morreram 400 pessoas devido ao vírus, elevando o número total desde o início da pandemia para 103.287 óbitos.

Já foram vacinadas em França 14.297.308 pessoas com a primeira dose da vacina contra a covid-19 e quase 6 milhões já tomaram a segunda dose.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.109.991 mortos no mundo, resultantes de mais de 147 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

FC Porto empata com Moreirense 1-1

O FC Porto empatou hoje em casa do Moreirense 1-1, em jogo da 29ª jornada da I Liga de futebol, e acaba a ronda a seis pontos do comandante Sporting.

Um golo de Ferraresi, aos 37 minutos, adiantou a equipa de Moreira de Cónegos, tendo o FC Porto chegado à igualdade aos 86, por Taremi, na conversão de uma grande penalidade, mas os ‘dragões’, apesar da intensa pressão, não conseguiram completar a reviravolta, que quase conseguiam aos 90+3, mas o espanhol Toni Martinez estava em fora de jogo por 10 centímetros.

Com este empate, o FC Porto continua confortável no segundo lugar, agora com 67 pontos, menos seis do que o líder Sporting e mais quatro do que o Benfica, terceiro, enquanto o Moreirense é sétimo, com 36 pontos.

 

Resultados da 29ª jornada da I Liga de futebol:

– Domingo, 25 abr:

Boavista – Marítimo, 0-1 (0-0 ao intervalo)

Rio Ave – Paços de Ferreira, 1-1 (0-1)

Sporting de Braga – Sporting, 0-1 (0-0)

 

– Segunda-feira, 26 abr:

Belenenses SAD – Gil Vicente, 2-1 (0-1)

Benfica – Santa Clara, 2-1 (1-0)

Nacional – Vitória de Guimarães, 1-0 (1-0)

Famalicão – Tondela, 2-2 (2-2)

Moreirense – FC Porto, 1-1 (1-0)

 

– Terça-feira, 27 abr:

Farense – Portimonense, 22:45

 

Com Agência Lusa.

Liga. Benfica vence Santa Clara por 2-1, Nacional regressa às vitórias (1-0 diante do Vitória SC) e Famalicão empata com Tondela (2-2)

O Benfica venceu hoje por 2-1 na receção ao Santa Clara, em jogo da 29ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, consolidando o terceiro lugar.

A equipa lisboeta regressou aos triunfos no Estádio da Luz, onde tinha perdido com o Gil Vicente, graças ao autogolo de Carlos Júnior, aos 26 minutos, e ao golo de Chiquinho, aos 73, tendo Anderson Carvalho anotado o tento solitário dos açorianos, aos 62.

Na Madeira, um golo de Pedro Mendes permitiu hoje ao Nacional levar de vencida em casa o Vitória de Guimarães 1-0, mantendo os madeirenses ‘vivos’ na luta pela manutenção.

O tento de Pedro Mendes, obtido logo aos sete minutos, permitiu aos insulares interromperem uma série de 10 jogos consecutivos a perder.

Por fim, o Famalicão e Tondela empataram hoje 2-2 em que a equipa beirã esteve a perder por 2-0, mas igualou com golos marcados nos ‘descontos’ da primeira parte.

Num encontro em que o resultado ficou fechado ao intervalo, a equipa famalicense chegou a deter dois golos de vantagem, marcados por Ivo Rodrigues (10 minutos) e Leonardo Campana (28), mas os visitantes empataram ‘fora de horas’, por Mario González (45+2) e Jhon Murilo (45+3).

 

Resultados da 29ª jornada da I Liga de futebol:

– Domingo, 25 abr:

Boavista – Marítimo, 0-1 (0-0 ao intervalo)

Rio Ave – Paços de Ferreira, 1-1 (0-1)

Sporting de Braga – Sporting, 0-1 (0-0)

 

– Segunda-feira, 26 abr:

Belenenses SAD – Gil Vicente, 2-1 (0-1)

Benfica – Santa Clara, 2-1 (1-0)

Nacional – Vitória de Guimarães, 1-0 (1-0)

Famalicão – Tondela, 2-2 (2-2)

Moreirense – FC Porto, 22:15

 

– Terça-feira, 27 abr:

Farense – Portimonense, 22:45

Von der Leyen/Sofagate: “Senti-me magoada, sozinha, como mulher e como europeia”

Von der Leyen diz que se sentiu “magoada e sozinha » no incidente protocolar na Turquia. O caso, que deu grande polémica, ocorreu numa reunião realizada a 7 de Abril em Ancara, na Turquia, na qual apenas Erdogan e Charles Michel tiveram direito a cadeiras, enquanto a Ursula Von der Leyen foi reservado um lugar secundário num sofá lateral. Por isso, o incidente ficou conhecido como sofagate.

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A presidente da Comissão Europeia assumiu hoje, num debate no Parlamento Europeu, em Bruxelas, que se sentiu “magoada e sozinha” no incidente protocolar ocorrido durante a sua recente deslocação à Turquia, sublinhando que tal aconteceu unicamente por ser mulher.

Num debate sobre os resultados da reunião em Ancara entre os presidentes do Conselho Europeu, Charles Michel, e da Comissão, e o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, muito aguardado à luz do incidente diplomático que o marcou, conhecido como «sofagate», Ursula Von der Leyen, ao tomar a palavra, abordou imediatamente o episódio e o facto de não lhe ter sido reservada uma cadeira, mostrando a sua revolta por tal ter sucedido apenas por ser mulher.

“Sou a primeira mulher a presidir à Comissão Europeia. Eu sou a presidente da Comissão Europeia, e é assim que esperava ser tratada quando visitei a Turquia há duas semanas: como presidente da Comissão. Mas não fui. Não posso encontrar nos Tratados da UE qualquer justificação para a forma como fui tratada, pelo que tenho de concluir que aconteceu porque sou uma mulher”, começou por dizer.

Questionando “o que teria acontecido se usasse fato e gravata”, Von der Leyen observou que, pelas fotos de anteriores reuniões no palácio presidencial de Ancara, nunca notou falta de cadeiras. “Mas também não vi mulheres nessas fotografias”, acrescentou.

“Senti-me magoada, sozinha, como mulher e como europeia”, disse então, realçando que aquilo que está em causa não tem a ver “com disposição de assentos ou protocolo”, mas sim “com os valores que a União Europeia defende”, como a igualdade de género, muito longe ainda de estarem garantidos.

Ursula von der Leyen disse ter noção de que está “numa posição privilegiada”, pois, enquanto “presidente de uma instituição muito respeitada por todo o mundo e, ainda mais importante, enquanto líder”, pode falar e fazer-se ouvir, mas tal não acontece com “milhões de mulheres que são magoadas todos os dias, em todos os cantos do planeta”, mas cuja voz não é ouvida.

A presidente da Comissão notou então que o incidente, que ocorreu a 07 de abril, conhecido como «sofagate» tornou-se rapidamente « viral » pois havia câmaras que registaram o incidente.

“Não houve necessidade de legendas nem de tradução, as imagens falaram por si. Mas todos sabemos: milhares de incidentes semelhantes, a maioria dos quais bastante mais graves, não são vistos e ninguém sabe deles”, afirmou.

Reiterando que, no encontro com Erdogan, reforçou a sua “profunda preocupação” com a saída da Turquia da Convenção de Istambul para a prevenção e combate à violência contra mulheres e crianças, pois “a saída de um dos fundadores do Conselho da Europa é um sinal terrível”, para mais no atual contexto da pandemia, Von der Leyen deixou também advertências para ‘dentro’ da UE.

“Para sermos credíveis, também temos de atuar em casa. Vários Estados-membros ainda não ratificaram a Convenção e outros estão a pensar abandoná-la. Isto não é aceitável. Qualquer tipo de violência contra mulheres e crianças é crime e deve ser punido como tal”, disse, merecendo aplausos do hemiciclo.

Von der Leyen anunciou que, até final do corrente ano, a Comissão vai apresentar propostas legislativas para prevenir violência contra mulheres e crianças, e propor a extensão da lista de crimes para incluir todas as formas de crimes de ódio.

Ainda antes da intervenção da presidente da Comissão, teve a palavra Charles Michel, que voltou a lamentar e a tentar justificar o incidente e a sua atuação.

“Já expressei publicamente por diversas vezes a minha consternação pela situação que foi criada. Os factos concretos são conhecidos: a equipa de protocolo do Conselho não teve acesso prévio à sala de reuniões, e a Comissão não enviou a sua equipa. As equipas [protocolares] não tiveram, por isso, acesso à distribuição dos lugares antes do encontro”, começou por justificar.

Reiterando que está comprometido, em conjunto com Von der Leyen, em “tudo fazer para que esta situação nunca mais se repita”, tendo sido dadas “instruções nesse sentido” às equipas protocolares e diplomáticas, Charles Michel justificou por que razão não interveio e se limitou a sentar-se na cadeira que lhe foi atribuída, ao lado de Erdogan.

“Sei que as circunstâncias levaram muitos de vós a considerar que eu deveria ter tido um comportamento diferente na ocasião. É uma crítica que naturalmente registo, mas naquele momento decidi não reagir de outra forma de modo a não criar um incidente político que achei que seria ainda mais grave, e que arriscaria arruinar meses de preparativos políticos e diplomáticos”, explicou.

Admitindo que as imagens “podem dar a sensação a muitas mulheres de se sentirem ofendidas”, Charles Michel reafirmou o seu “compromisso total, completo, absoluto de apoiar as mulheres e a igualdade de género”, matéria que diz ter abordado muitas vezes durante o seu percurso político.

“Nos últimos dias, muitos de vós contactaram-me a propor que utilize este incidente para defender ainda de forma mais forte o papel e os direitos das mulheres. E quero aproveitar esta mão estendida”, disse, concretizando que podem contar com o seu forte compromisso e os seus melhores esforços “para tentar mobilizar os Estados-membros e tentar desbloquear” propostas de diretivas que visam a igualdade de género.

O incidente diplomático ocorreu na reunião realizada em 07 de abril passado em Ancara, na qual apenas Erdogan e Charles Michel tiveram direito a cadeiras, enquanto a Ursula Von der Leyen foi reservado um lugar secundário num sofá lateral, razão pela qual o incidente ficou conhecido como ‘sofagate’.

Estoril Open: Nuno Borges avança para a segunda ronda

O tenista português Nuno Borges estreou-se hoje com uma vitória no quadro principal do Estoril Open, ao eliminar o australiano Jordan Thompson, no Clube de Ténis do Estoril, onde está a decorrer o torneio do ATP Tour.

O jovem natural da Maia, de 24 anos, que figura no 331.º lugar no ‘ranking’ ATP, precisou de uma hora e 50 minutos para levar de vencida o adversário, 61.º colocado na hierarquia mundial, em dois ‘sets’, com os parciais de 7-6 (7-5) e 6-3.

Uma vez conquistado o seu primeiro triunfo num quadro principal ATP, Nuno Borges vai defrontar agora na segunda ronda o vencedor do encontro entre o jovem espanhol Carlos Alcaraz, de 17 anos, número 120 do mundo, e o croata Marin Cilic (42.º ATP), campeão do Open dos Estados Unidos, em 2014.

Com Agência Lusa.

Esperança. Dia sem mortes por covid-19 em Portugal. Desde agosto que isso não acontecia

Dia sem mortes por covid-19 em Portugal

Já não acontecia desde 2 de Agosto.

Há mais 17 pessoas internadas nos hospitais portugueses em relação ao último balanço da DGS, num total de 365 doentes hospitalizados.

Os dados divulgados esta segunda-feira são referentes às últimas 24 horas.

Com efeito segundo a DGS, Portugal registou, em 24 horas, zero mortes e 196 novos casos de infecção de covid-19.

Já não havia zero mortes desde 2 de Agosto.

O boletim da DGS desta segunda-feira dá conta de 24.662 casos ativos, menos 130 do que na véspera e também 326 recuperados. Há contudo mais 17 doentes internados.

Dia Mundial da Língua portuguesa comemorado com 150 atividades em 44 países

Dia Mundial da Língua portuguesa comemorado com 150 atividades em 44 países

 

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O Dia Mundial da Língua Portuguesa, que se comemora em 05 de maio, vai ser assinalado em 44 países com mais de 150 atividades, foi hoje anunciado em Lisboa.

Coordenadas pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (IC), as comemorações decorrerão « em todas as regiões do mundo » e abrangem as dimensões geográfica, da investigação, de tradução, da ligação a outras artes e de mobilização das populações « num conjunto de mais de 150 atividades em 44 países » explicou, em conferência de imprensa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Com uma agenda que inclui conferências, colóquios, concertos, concursos literários e de poesia e iniciativas académicas, o segundo Dia Mundial da Língua Portuguesa vai decorrer em formato misto presencial e virtual e irá também refletir sobre a pandemia.

O Dia Mundial da Língua Portuguesa contará ainda com uma sessão comemorativa em formato presencial, a partir de Lisboa, que irá celebrar a « projeção global » de uma « língua que é dos moçambicanos, dos brasileiros, dos angolanos, dos são-tomenses, dos guineenses, dos cabo-verdianos e dos timorenses » disse.

« No próximo dia 05 de maio, em todas as grandes regiões do mundo, na África como nas Américas, na Ásia e Oceânia como na Europa e no Médio Oriente e Norte da África haverá iniciativas em torno da língua portuguesa », acrescentou Santos Silva.

Segundo o ministro, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, China, Itália e Moçambique serão os países com mais atividades comemorativas do Dia Mundial da Língua Portuguesa.

« O português em Portugal está hoje muito enriquecido com os fluxos e os contributos que falantes de português em outras variedades, residindo em Portugal, vão dando à variedade europeia da língua portuguesa, como também a língua depende dos usos literários e está constantemente a ser recriada pelos seus escritores, artistas, cineastas, atores e intérpretes », disse.

Por isso, as comemorações pretendem mostrar além da projeção global da língua, a natureza multifacetada dos seus usos.

Neste contexto, Santos Silva destacou a realização de colóquios, conferências, exposições e semanas da língua na Alemanha, Argentina e Finlândia, bem como a publicação de obras portuguesas em mandarim, na China, e de uma edição bilingue da obra de Ilse Rosa, na Alemanha.

Apontou a inauguração de uma exposição de artistas lusófonos na Alemanha e a exibição do filme Pedro e Inês, de António Ferreira, com uma mesa-redonda de discussão sobre o filme e com a presença do realizador na Sérvia.

O chefe da diplomacia sublinhou ainda o facto de muitas das atividades do programa não « serem realizadas apenas por portugueses » e envolverem missões diplomáticas de outros países, bem como institutos e redes culturais desses países, nomeadamente a Rede Brasil Cultural.

Santos Silva considerou ainda « muito importante » a componente do programa de mobilização das pessoas para o uso da língua, dando como exemplo, a realização, em Angola, do concurso #escreveumpoemacamoes, que desafia as pessoas a escreverem ou declamarem um poema em língua portuguesa divulgando-o nas redes sociais do instituto Camões, e de um concurso literário, em Moçambique, que desafia os estudantes a escreverem « pequenas estórias pandémicas ».

A programação deste ano reedita também a iniciativa do ano passado que envolveu a rede do instituto Camões em que cada aluno ou professor dos departamentos de português no estrangeiro escolhe um espaço exterior, um jardim ou uma praça, para ler um texto em língua portuguesa.

Uma ideia que no ano passado, devido às restrições da pandemia, se limitou às janelas, mas que esta ano, poderá voltar ao espaço exterior em vários sítios, disse Santos Silva.

O programa das comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa foi apresentado hoje, em Lisboa, numa conferência de imprensa conjunta do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e dos secretários de Estado do Cinema, Audiovisual e Media, Nuno Artur Silva, do Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, e adjunto e da Educação, João Costa.

O programa de comemorações desta efeméride conta com iniciativas promovidas pelas áreas dos Negócios Estrangeiros, Cultura, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Educação, em Portugal e está disponível no site do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) proclamou, em 2019, 05 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, na sequência da proposta de todos os países lusófonos, apoiada por mais 24 Estados, incluindo países como a Argentina, Chile, Geórgia, Luxemburgo ou Uruguai.

Total retira todo o pessoal de Palma. Projeto de gás em Moçambique suspenso

Moçambique/Ataques: Petrolífera Total diz que projeto foi suspenso mas não está cancelado

 

Alfa/com Lusa

A petrolífera Total disse hoje à Lusa que o projeto de gás em Moçambique não foi cancelado, mas sim suspenso até que as condições de segurança permitam o reinício dos trabalhos na província de Afungi.

« No ambiente atual, a Total não pode continuar a operar na província de Cabo Delgado de maneira segura e eficiente, por isso todo o pessoal do projeto foi retirado do local e não voltará até que as condições o permitam », disse fonte da petrolífera francesa em resposta à Lusa.

« A Total continua comprometida com Moçambique e com o desenvolvimento do projeto da Área 1 quando as condições o permitirem, e continuará a acompanhar a evolução da situação com grande atenção, em estreito contacto com as autoridades », disse a porta-voz da empresa, quando questionada sobre se a declaração de “força maior” implica a suspensão ou o cancelamento do projeto.

Anastasia Zhivulina referiu que « a ‘força maior’ foi declarada porque a Total é incapaz de cumprir as suas obrigações em resultado da severa deterioração da situação de segurança em Cabo Delgado, um assunto que está completamente fora do controlo da Total », acrescentando que o projeto está suspenso, e não cancelado.

As declarações à Lusa a partir de Paris, a sede da empresa, surgem horas depois de a petrolífera ter justificado com motivos de « força maior » a retirada de todo o pessoal do norte de Moçambique, após o agravamento da violência armada de rebeldes, com o ataque a Palma, em 24 de março, junto ao projeto de gás.

Avaliado em 20 mil milhões de euros, trata-se do maior investimento privado em curso em África.

« Considerando a evolução da situação de segurança no norte da província de Cabo Delgado, em Moçambique, a Total confirma a retirada de todo o pessoal do projeto Moçambique LNG do local de Afungi. Esta situação leva a Total, como operadora do projeto Moçambique LNG, a declarar força maior », lê-se em comunicado.

« A Total expressa a sua solidariedade para com o governo e povo de Moçambique e deseja que as ações desenvolvidas » pelo país e parceiros « permitam o restabelecimento da segurança e estabilidade na província de Cabo Delgado de forma sustentada ».

É a primeira vez que a petrolífera recorre ao conceito de ‘force majeure’ usado em direito para justificar o incumprimento de determinadas obrigações com fatores externos.

Uma semana depois do ataque de 24 de março contra a sede de distrito de Palma, a petrolífera retirou todo o pessoal e abandonou por tempo indeterminado o recinto do projeto de gás na península de Afungi, seis quilómetros a sul da vila.

O projeto tinha até agora início de produção previsto para 2024 e é nele que estão ancoradas muitas das expectativas de crescimento económico de Moçambique na próxima década.

Governo acompanha caso do português assassinado na África do Sul

Caso do emigrante português asfixiado até à morte no domingo passado de manhã, em Joanesburgo, na África do Sul: em resposta à agência Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, indicou lamentar « profundamente a morte de um compatriota assassinado em Joanesburgo ».

Segundo o MNE, o consulado-geral de Portugal em Joanesburgo está já em contacto com a família da vítima, que se chamava António Vieira e era um comerciante português de 80 anos, natural de Pombal, casado e pai de dois filhos.

Foi asfixiado por três homens na loja de uma estação de serviço de que é proprietário em Bedforview, Joanesburgo, na África do Sul. Segundo o Jornal da Madeira, trata-se do terceiro português morto por asfixia naquele país em menos de um ano.

Uma representante do Consulado português em Joanesburgo esteve presente no local do crime.

O Livro da Semana. Duas próximas edições: histórias de pobreza no Brasil e de sucesso em Portugal

O Livro da Semana, Rádio Alfa. Os dois próximos programas de Nuno Gomes Garcia (com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris). 

28 abril e 2 maio: LAURA DE MELLO E SOUZA, autora de “LES DÉCLASSÉS DE L’OR”

 

5 e 9 de maio: JOSÉ LUÍS PEIXOTO, autor de “ALMOÇO DE DOMINGO”

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (14h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque 28/4 e 2/5: LAURA DE MELLO E SOUZA, autora de “LES DÉCLASSÉS DE L’OR”.

A historiadora e professora Laura de Mello Souza publicou, em 1982, “Os Desclassificados do Ouro: a pobreza em Minas Gerais”, um estudo sobre o Brasil colonial do século XVIII e um livro que foi acolhido como algo de profundamente original e que logo se transformou em clássico.

 Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Laura de Mello Souza e descubra um livro onde, num mundo que girava em torno de mestres europeus e africanos escravizados, se estuda uma classe até então esquecida: a classe dos homens livres e pobres.

Na Rádio Alfa, na quarta-feira às 12h30 (versão curta) e no domingo às 14h30 (versão longa). Repetição na terça-feira à 01h30 (versão longa).

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (12h30), aos domingos (14h30) e às terças (01h30). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque na semana seguinte, 5/5 e 9/5: JOSÉ LUÍS PEIXOTO, autor de “ALMOÇO DE DOMINGO”.

“Almoço de Domingo” é o mais recente livro de José Luís Peixoto. Um livro que tem origem nas conversas que o escritor foi mantendo com Rui Nabeiro, o célebre empresário de Campo Maior. Aos 90 anos de idade, Rui Nabeiro tem hoje o seu nome marcado a letras de ouro não só no Alentejo mas também em todo o país graças à sua visão empresarial que o tornou no magnata do café em Portugal.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com José Luís Peixoto e descubra um romance que, partindo da pobreza alentejana do dealbar da ditadura, nos ajuda a compreender parte da História do século XX português.

Na Rádio Alfa, na quarta-feira às 12h30 (versão curta) e no domingo às 14h30 (versão longa). Repetição na terça-feira à 1h30 (versão longa).

Entrevistas do escritor Nuno Gomes Garcia, cujo mais recente livro é: