A pandemia, as novas tecnologias e a indústria da música. Análise

A pandemia de covid-19, as novas tecnologias e a indústria da música.

A sua morte chegou a ser anunciada, mas tudo está em evolução acelerada graças às novas tecnologias.

Análise de Pascal de Lima, economista e professor em SciencesPo, para ouvir na Rádio Alfa, na terça-feira, 27, às 2h30 – 5h45 – 6h45 – 10h30 – 13h15 – 16h15 – 20h00.

Ou aqui: 

 

25 de abril, 47 anos. Veja algumas fotos da manifestação em Lisboa

Fotos da agência Lusa da manifestação do 25 de abril de 2021 em Lisboa:

 

 

“Nomadland — Sobreviver na América” vence quase tudo nos Óscares

Óscar de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Atriz para « Nomadland – Sobreviver na América ». O filme de Chloé Zhao e com uma interpretação notável de Frances McDormand (Melhor Atriz), era o grande favorito nos Óscares deste ano. O Óscar do Melhor Ator foi para Anthony Hopkins, pelo seu papel em « O Pai ». 

 

 

A história de “Nomadland” é a odisseia de uma geração de sexagenários e septuagenários americanos que trabalharam como operários uma vida inteira e se descobriram numa situação social absolutamente insustentável a partir do crash económico de 2008 — e assim continuam até aos nossos dias.

« Nomadland – Sobreviver na América », protagonizado por Frances McDdormand, conta a história de uma mulher que viaja pela América como nómada, vivendo numa caravana, trabalhando em empregos temporários e sobrevivendo na estrada, na sequência de uma crise económica.

Embora o filme seja uma ficção, assenta em testemunhos reais de norte-americanos que vivem na estrada, sempre em trânsito, numa comunidade nómada mais envelhecida e nas margens da sociedade.

Chloé Zhao, sino-americana, foi a primeira mulher asiática nomeada para os Óscares e a segunda mulher a conquistá-lo, depois de Kathryn Bigelow, em 2020, por « Estado de Guerra ».

NOMADLAND — SOBREVIVER NA AMÉRICA
De Chloé Zhao
Com Frances McDormand, David Strathairn, Linda May (EUA/Alemanha)
Drama

Sporting vence Braga (0-1) e reforça liderança na I Liga

O Sporting regressou hoje aos triunfos graças a um golo solitário do Matheus Nunes na visita ao Sporting de Braga, no jogo ‘grande’ da 29ª jornada, e cimentou a liderança da I Liga de futebol.

Reduzidos a 10 desde os 18 minutos, devido à expulsão por acumulação de amarelos de Gonçalo Inácio, os ‘leões’, que tinham empatado em três dos últimos quatro jogos, incluindo na jornada anterior, marcaram o golo da vitória aos 81 minutos e somam agora 73 pontos, mais sete do que o segundo classificado, o FC Porto, que visita na segunda-feira o Moreirense.

Já o Sporting de Braga, que nos últimos 14 jogos só tinha perdido um, frente ao Benfica, falhou o assalto ao terceiro lugar do campeonato, ocupado precisamente pelas ‘águias’, mantendo-se com 58 pontos, menos dois do que o seu rival direto, que nesta jornada recebe o Santa Clara.

 

Resultados da 29ª jornada da I Liga de futebol:

– Domingo, 25 abr:

Boavista – Marítimo, 0-1 (0-0 ao intervalo)

Rio Ave – Paços de Ferreira, 1-1 (0-1)

Sporting de Braga – Sporting, 0-1 (0-0)

 

– Segunda-feira, 26 abr:

Belenenses SAD – Gil Vicente, 18:00

Benfica – Santa Clara, 20:00

Nacional – Vitória de Guimarães, 20:00

Famalicão – Tondela, 20:00

Moreirense – FC Porto, 22:15

 

– Terça-feira, 27 abr:

Farense – Portimonense, 22:45

 

Com Agência Lusa.

 

Homenagem/Paris. Fernão de Magalhães. 500º aniversário da sua morte

Embaixada de Portugal promove no dia 27 de abril, às 17 horas, uma homenagem ao navegador Fernão de Magalhães no 500º aniversário da sua morte, na rua Magellan, em Paris 8.

A homenagem inclui o “desfraldar” de um cartaz ( 140×200 cm) da autoria do duo Borderlovers ( artistas portugueses Ivo Bassanti e Pedro Amaral) e leitura de um texto descrevendo a sua morte (da autoria de Antonio Pigafetta), pelo artista Jorge Tomé.

Crónica de João Pinharanda, conselheiro cultural da embaixada de Portugal em França e diretor do Instituto Camões em Paris, para ouvir, na Rádio Alfa, na segunda-feira, 26 de abril, às 2h30 – 5h45 – 6h45 – 10h30 – 13h15 – 16h15 – 20h00.

Ou aqui:

 

 

Covid-19/Portugal. Mais 6 mortos e 478 infetados em 24h

Informação DGS/Portugal:

Covid-19. Portugal regista seis mortes e 478 novas infeções

Portugal regista hoje seis mortes atribuídas à covid-19 e 478 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS)

De acordo com o boletim da DGS, estão hoje internados em enfermaria 348 doentes, mais seis do que no sábado, e 98 em unidades de cuidados intensivos, o mesmo valor da véspera.

Recuperaram da doença desde sábado 308 pessoas.

Desde o início da pandemia Portugal já contabilizou 834.442 casos confirmados e 16.965 óbitos.

25 de Abril: Álbuns de José Afonso lançados entre 1968 e 1981 vão ser reeditados

25 de Abril: Autor de « Grândola, Vila Morena », uma das canções escolhidas para senha do avanço das tropas, na Revolução de Abril de 1974, que hoje assinala 47 anos. José Afonso morreu em 23 de fevereiro de 1987

 

Alfa/com Lusafacebook sharing button
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email sharing button Os 11 álbuns de José Afonso lançados originalmente entre 1968 e 1981 vão ser reeditados, anunciou hoje a família do músico, que vai avançar para o projeto em parceria com a editora Lusitanian Music.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a família de José Afonso revelou que, “neste 25 de Abril, o lançamento digital do ‘single’ ‘Coro da Primavera’ marca o regresso às edições discográficas da obra de José Afonso”.

“A família de José Afonso decidiu, em parceria com a editora Lusitanian Music, avançar com a edição dos 11 álbuns de José Afonso originalmente editados entre 1968 e 1981 mas indisponíveis há vários anos, assumindo a importância cultural de disponibilizar esta música ao mundo”, pode ler-se no texto.

José Afonso lançou em 1968 o seu disco de estreia na editora Orfeu, de Arnaldo Trindade, sob o título “Cantares do Andarilho”, que incluía temas como “Natal dos Simples” e “Vejam Bem”.

Até 1981, editou uma série de álbuns que se tornaram marcos da música portuguesa, desde “Contos Velhos Rumos Novos” (1969) a “Fados de Coimbra e Outras Canções” (1981), passando por “Traz Outro Amigo Também” (1970), “Cantigas do Maio” (1971), “Eu Vou Ser Como a Toupeira” (1972), “Venham Mais Cinco” (1973), “Coro dos Tribunais” (1974), “Com as Minhas Tamanquinhas” (1976), “Enquanto há Força” (1978) e “Fura Fura” (1979).

Segundo o mesmo comunicado, “o projeto prevê uma sequência de edições, nos formatos clássicos (CD e vinil) e no ecossistema digital, lançadas sob um novo selo, agora criado pela Lusitanian para divulgar esta obra única no panorama da música nacional e internacional”.

As novidades sobre o projeto serão disponibilizadas “em data a anunciar brevemente », através do ‘site’ www.joseafonso.net.

Os 11 discos já haviam sido alvo de reedição pela Orfeu, entre 2012 e 2013, para assinalar os 25 anos da morte do compositor.

Na altura, os 11 álbuns foram restaurados e remasterizados digitalmente pelo engenheiro de som António Pinheiro da Silva, e a edição contava com novos textos que contextualizam o momento em que foram feitos, no percurso de José Afonso.

Em setembro do ano passado, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) abriu o processo de classificação da obra fonográfica do músico José Afonso por considerar que representa « valor cultural de significado para a Nação”.

De acordo com o anúncio então publicado em Diário da República, foi determinada a abertura do procedimento de classificação de um conjunto de 30 fonogramas da autoria do compositor e intérprete José Afonso, bem como de 18 cópias digitais de ‘masters’ de produção de um conjunto de cassetes gravadas pelo autor e de um conjunto de entrevistas.

Esta foi a primeira vez que a DGPC iniciou um processo de classificação de uma obra fonográfica, revelou o Ministério da Cultura, acrescentando que ajudará a “consolidar informação relativa à obra gravada, publicada ou não, do artista”.

A decisão surgiu um ano depois de o parlamento ter aprovado um projeto de resolução do Partido Comunista Português (PCP) que recomendava ao Governo a classificação da obra de José Afonso como de interesse nacional, com vista à sua reedição e divulgação.

Há um ano, também a Associação José Afonso (AJA) reuniu mais de 11 mil assinaturas numa petição pública que apelava à mesma decisão.

Na altura, em nota divulgada à Lusa, a família de José Afonso, detentora dos direitos da obra musical, manifestava o apoio à classificação da obra e recordava que estava a « colaborar diretamente com o Ministério da Cultura, desde 2018 », para que se desenvolvesse o processo.

Ainda em 2019, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, afirmava publicamente que não foi por falta de vontade que o processo de classificação não se iniciou mais cedo, mas porque não existia acesso às ‘masters’ e ao conteúdo das gravações originais de José Afonso.

Quando foi lançada a petição de pedido de salvaguarda, o presidente da AJA, Francisco Fanhais, explicava que se estava perante « um imbróglio jurídico », porque a Movieplay, a editora que detém os direitos comerciais da obra de José Afonso, estava « em situação de insolvência » e não se sabia « do paradeiro dos ‘masters’ das músicas gravadas pelo Zeca Afonso », comprometendo a sua reedição.

José Afonso nasceu em 02 de agosto de 1929 em Aveiro e começou a cantar enquanto estudante em Coimbra, tendo gravado os primeiros discos no início dos anos 1950 com fados de Coimbra, pela Alvorada, « dos quais não existem hoje exemplares », refere a AJA na biografia oficial do músico.

Autor de « Grândola, Vila Morena », uma das canções escolhidas para senha do avanço das tropas, na Revolução de Abril de 1974, que hoje assinala 47 anos, José Afonso morreu em 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada cinco anos antes.

Serviço em ‘streaming’ para a comunidade portuguesa em França lançado hoje

A Frantugal, um serviço de ‘streaming’ como a Netflix, destinado à comunidade portuguesa em França com conteúdos próprios produzidos e protagonizados por lusodescendentes, é lançado hoje, disse à Lusa o fundador da empresa.

« Queremos dar a palavra aos lusodescendentes que têm coisas a dizer e que têm um lugar quer seja em Portugal ou em França e o nosso projeto quer ser um ponto de encontro para isso », afirmou Michael Mendes, fundador da Frantugal, em declarações à Agência Lusa.

A Frantugal vai ser lançada hoje oficialmente e é um serviço de subscrição, com vários conteúdos à volta dos lusodescendentes, com produção própria de programas e uma seleção de filmes, documentários e séries em português.

Micael Mendes considera que apesar de « um percurso de integração muito bem-sucedido », a comunidade ainda é « olhada de uma forma muito antiquada » quando essa imagem já não corresponde à verdadeira dinâmica da comunidade e de Portugal como país.

Assim, a Frantugal vai ter conteúdos sobre a atualidade da comunidade, um programa dedicado aos eleitos locais de origem portuguesa no país e também um programa com desportistas lusodescendentes em França. Uma série documental chamada « História e Herança », que conta a história da comunidade em França, também estará disponível.

Ainda em negociações com algumas produtoras portuguesas estão conteúdos como filmes e séries.

Este é um projeto que também seduziu Florian Pittion-Rossillon, cofundador e ex-jornalista, que não hesitou em juntar-se ao projeto.

« O objetivo é mostrar a diversidade das identidades dos portugueses e que não há uma identidade homogénea hoje em dia. […] Com o tempo apercebi-me que a comunidade está tão bem integrada e estamos tão habituados a que eles estejam lá, que nem os conhecemos como deve ser », explicou este francês sem raízes portuguesas.

No primeiro ano do projeto, Michael Mendes espera ter 50 mil subscrições, adicionando lusodescendentes de países como Bélgica, Luxemburgo ou Suíça e também pessoas de outras comunidades lusófonas nesses países.

Outro ponto que a Frantugal quer explorar é dar a conhecer aos franceses um outro lado de Portugal.

« Também é um canal que vai agradar a quem não tem origens portuguesas e quer descobrir a história e a cultura portuguesas », acrescentou Micael Mendes, mostrando também vontade de incorporar a comunidade francesa que já reside em Portugal.

Além do serviço de televisão ‘on demand’, a Frantugal está também nas redes sociais, onde interage com uma crescente comunidade portuguesa.

 

Com Agência Lusa.

Dia da Liberdade. PM Costa atribui mérito cultural a Sérgio Godinho, um dos cantores da liberdade

25 Abril/Comemorações do Dia da Liberdade: Primeiro-ministro, António Costa atribui mérito cultural a Sérgio Godinho e abre ao público jardins de São Bento. Previsto concerto de Sérgio Godinho que será disponibilizado nas diversas plataformas digitais do Governo no domingo, às 17:30. E a RTP1 exibirá o concerto no mesmo dia, às 19:10. (Horas de Lisboa).

A Rádio Alfa apresenta hoje uma emissão especial 25 de abril, das 12h às 14h, programa Passagem de Nível.

 

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O primeiro-ministro atribui domingo, 25 de Abril, a medalha de mérito cultural ao músico Sérgio Godinho e abre ao público com normas de segurança os jardins de São Bento, onde será inaugurada uma escultura de Fernanda Fragateiro.

« Os jardins da residência oficial estarão abertos ao público, respeitando as regras definidas pelas autoridades de saúde, a partir das 15:30 », lê-se num comunicado hoje divulgado pelo gabinete de António Costa.

No mesmo comunicado, o gabinete de líder do executivo refere que vai assinalar o 47º aniversário da revolução de Abril de 1974, com um programa cultural diversificado online, a partir das 15:00, que poderá ser acompanhado através de plataformas digitais.

« Não sendo possível comemorar a festa da democracia como habitualmente, este ano a residência oficial irá cumprir a tradição de forma diferente, convidando os portugueses para um programa online », assinala-se.

Um dos momentos altos desse programa acontecerá ao fim da tarde com a apresentação de um concerto de Sérgio Godinho, acompanhado ao piano por Filipe Raposo.

Segundo o gabinete do primeiro-ministro, o concerto foi gravado esta semana nos jardins de São Bento e terá « uma plateia feita de cravos vermelhos, porque o público estará em casa ».

« No ano em que Sérgio Godinho completa 50 anos de carreira, o Governo entendeu prestar pública homenagem a um dos grandes renovadores da música portuguesa, atribuindo-lhe a medalha de mérito cultural no dia em que se evoca a afirmação da liberdade », salienta-se no texto.

Antes, pelas 15:00, com a presença de António Costa, será inaugurada nos jardins de São Bento uma nova obra de arte pública, « A Poesia é » – uma escultura de Fernanda Fragateiro.

De acordo com o gabinete do primeiro-ministro, o concerto de Sérgio Godinho será disponibilizado nas diversas plataformas digitais do Governo no domingo, às 17:30. E a RTP1 exibirá o concerto no mesmo dia, às 19:10.

A cerimónia de Inauguração da escultura de Fernanda Fragateiro será transmitida em direto no Twitter, Facebook e Youtube do Governo.

Saiba mais sobre as comemorações do 25 de abril, aqui: 

47 anos do 25/4. Comemorações em Lisboa. Emissão especial na Alfa a partir das 12h

47 anos do 25/4. Comemorações em Lisboa. Emissão especial na Alfa a partir das 12h

25 Abril: Parlamento assinala data com restrições pelo segundo ano consecutivo devido à covid-19. Manifestação em Lisboa também com participação limitada devido à pandemia. A Rádio Alfa evoca o aniversário da « Revolução dos Cravos » com um programa especial Passagem de Nível, das 12h às 14h. 

 

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 A sessão solene comemorativa do 25 de Abril no parlamento terá hoje e pelo segundo ano consecutivo restrições devido à pandemia de covid-19, mas desta vez sem contestação por parte de qualquer partido.

A Assembleia da República repetirá, com pequenas diferenças, o modelo restritivo de presenças de deputados e convidados que foi adotado em 2020, então contestado por partidos como CDS-PP e o Chega, que foram contra a realização da cerimónia, ou PAN e IL que defenderam outro formato, e que gerou duas petições ‘online’, uma pelo cancelamento e outra a favor da sessão solene, a juntarem centenas de milhares de assinaturas.

Esta polémica acabou, aliás, por dominar muitos dos discursos do ano passado, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a defender, na sua intervenção, que a sessão solene do 25 de Abril era « um bom e não um mau exemplo » e que seria « civicamente vergonhoso » o parlamento demitir-se de exercer todos os seus poderes.

A sessão solene na Assembleia pela República arrancará pelas 10:00, com apenas 47 deputados nas bancadas (mais um do que no ano passado, já que há mais uma deputada com a condição de não inscrita, a ex-PAN Cristina Rodrigues), mantendo-se a distribuição feita em 2020: 19 deputados do PS, 13 do PSD, quatro do BE e quatro do PCP e um deputado de cada um dos restantes partidos (CDS-PP, PAN, PEV, IL, Chega) mais a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira (ex-Livre).

Quanto ao Governo, vai estar representado na sessão solene pelo primeiro-ministro, António Costa, pelos ministros de Estado e da Economia (Pedro Siza Vieira), da Presidência (Mariana Vieira da Silva) e das Finanças (João Leão), bem como pelo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, e pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

O número total de convidados é semelhante ao do ano passado, cerca de 60, mas em 2020 compareceram menos de 20, número que poderá subir ligeiramente. Ainda assim, são esperadas pouco mais de cem pessoas na Sala das Sessões entre deputados, convidados e comunicação social (também com presença reduzida).

O antigo Presidente da República, Ramalho Eanes, será, pelo segundo ano consecutivo, o único ex-chefe de Estado a marcar presença hoje no parlamento, com Jorge Sampaio a declinar o convite por razões de saúde e Cavaco Silva por continuar “a respeitar as regras sanitárias devido à pandemia”.

Também assistirá à sessão solene o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, que no ano passado faltou por opção, e três elementos da Associação 25 de Abril, incluindo o presidente, o coronel Vasco Lourenço, que esteve ausente há um ano.

De acordo com o cerimonial, está prevista a chegada de todos os convidados e altas entidades até às 09:55, hora marcada para o Presidente da República chegar ao parlamento.

Às 10:00 horas, será executado o hino nacional pela banda da Guarda Nacional Republicana, formada nos Passos Perdidos, outra diferença em relação a 2020, quando foi reproduzida uma gravação.

Caberá ao presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, fazer a primeira intervenção, seguindo-se os partidos, por ordem crescente de representatividade.

Depois dos deputados únicos João Cotrim Figueiredo (IL) e André Ventura (Chega), que terão três minutos cada, falarão, por esta ordem e com tempo limite de seis minutos, Mariana Silva (PEV), André Silva (PAN), Pedro Mota Soares (CDS-PP), Alma Rivera (PCP), Beatriz Gomes Dias (BE), Rui Rio (PSD) e Alexandre Quintanilha (PS).

As deputadas não inscritas voltarão a não poder intervir na sessão solene e Cristina Rodrigues já prometeu levar uma camisola com uma mensagem de protesto.

A última intervenção será, como sempre, a do chefe do Estado, prevista para as 11:10, numa sessão que deverá durar cerca de hora e meia e cujo encerramento será assinalado com nova execução do hino nacional pela banda da GNR.

Outra das diferenças em relação ao ano passado será a obrigatoriedade do uso de máscaras por todos os presentes, que em 2020 não foi considerado necessário pela Direção Geral de Saúde nem pelo presidente da Assembleia da República, e que apenas a deputada do PSD Filipa Roseta utilizou.

Depois de encerrar a sessão solene no comemorativa do 47º aniversário do 25 de Abril no parlamento, o Presidente da República conversa com jovens e capitães de Abril, no antigo Picadeiro Real do Palácio de Belém, a partir das 15:00.

Quanto ao primeiro-ministro, logo após participar na sessão solene na Assembleia da República, inaugura ao fim da manhã a Unidade de Saúde Familiar de Algueirão-Mem Martins, no concelho de Sintra.

A partir das 15:30, tal como aconteceu até 2019, os jardins da residência oficial em São Bento estarão abertos ao público, embora com normas de segurança sanitária por causa da covid-19.

Em São Bento, pelas 15:00, António Costa inaugura uma escultura de Fernanda Fragateiro e pelas 17:30 atribui a medalha de mérito cultural ao músico Sérgio Godinho, que surgirá também num concerto pré-gravado com transmissão pelas redes sociais Twitter do primeiro-ministro, Facebook e Youtube do Governo. A RTP1 também exibirá o concerto pelas 19:10.

Durante a tarde está prevista uma manifestação em Lisboa limitada devido à pandemia.

Saiba mais aqui sobre o programa especial 25 de abril, Passagem de Nível, na Rádio Alfa, aqui: 

Especial 25 de Abril no « Passagem de Nível ». Resistência, luta contra o fascismo e a guerra colonial, desobediência. Entrevistas