Covid-19: Mais de 14 milhões de pessoas em França já receberam uma dose de vacina

Covid-19: Mais de 14 milhões de pessoas em França já receberam uma dose de vacina

 

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Mais de 14 milhões de cidadãos em França já receberam pelo menos uma dose de vacina contra a covid-19, mas os hospitais franceses continuam a registar uma sobrecarga na assistência a infetados nas unidades de cuidados intensos.

De acordo com as autoridades francesas, até ontem à noite foram registados, em 24h, 220 mortos e 32.633 novos casos de infeção pelo novo coronavírus. Nas unidades de cuidados intensivos estão cerca de 6.000 doentes.

O país superou os 14 milhões de vacinados com pelo menos uma dose de inoculação, o que representa cerca de 21% da população total.

Quase 5,5 milhões de cidadãos receberam as duas doses da vacina, ou seja, cerca de 8% da população.

No processo de inoculação nacional, esta semana foi registado um incidente num centro de vacinação na região de Reims, onde 140 pessoas receberam, por engano, uma injeção de soro fisiológico em vez de uma dose da vacina da Pfizer/BioNTech.

França está a cumprir a reabertura gradual de atividade ao fim do terceiro confinamento. Na segunda-feira, reabrem as escolas do ensino pré-escolar e do primeiro ciclo, seguindo-se as restantes em 03 de maio.

Desde que começou a pandemia, em março de 2020, o país totaliza 102.742 mortos e 5,4 milhões de infetados.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.088.103 mortos no mundo, resultantes de mais de 145,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Covid-19: Mundo bate recorde de casos num dia e totaliza 3.088.103 mortos

Covid-19: Mundo bate recorde de casos num dia e totaliza 3.088.103 mortos

 

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Perto de 893 mil novos casos de covid-19 foram reportados em todo o mundo na sexta-feira, um número recorde desde o início da pandemia, que já provocou 3.088.103 mortos a nível mundial, segundo um balanço divulgado hoje pela AFP.

De acordo com o balanço diário feito com base em dados oficiais pela agência France-Presse (AFP), foram registados na sexta-feira 13.991 mortes e 892.677 novos casos em todo o mundo

Mais de um terço das novas infeções causadas pelo vírus SARS-CoV-2 foram registadas na Índia, que anunciou 332.730 novas infeções na sexta-feira e 346.786 no sábado, números também inéditos até agora para um único país.

Antes desta semana, o maior número de casos oficialmente reportados tinha sido 819.000 em 8 de janeiro, refere a agência de notícias francesa AFP.

Os países com mais mortes nas últimas 24 horas são o Brasil (2.914), a Índia (2.624) e os Estados Unidos (962).

Os Estados Unidos da América é o país mais afetado, tanto em número de mortes e como de casos, com 571.199 óbitos e 31.992.070 casos de infeção, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

Depois dos EUA, os países mais afetados são o Brasil, com 386.416 mortes e 14.237.078 casos, o México com 214.504 mortes e 2.323.430 casos, a Índia com 189.544 mortes e 16.610.481 casos e o Reino Unido com 127.385 óbitos e (4.401.109 infeções.

Entre os países mais atingidos, a Hungria tem o maior número de mortes em relação à sua população, com 271 mortes por 100.000 habitantes, seguida da República Checa (270), Bósnia e Herzegovina (250), Montenegro (232) e Bulgária (226).

A Europa totalizava às 10:00 GMT de hoje 1.045.965 mortes e 49.211.628 casos confirmados, a América Latina e Caraíbas 888.392 mortes (27.913.063 casos), os Estados Unidos e Canadá 595.072 mortes (33.153.693 casos), a Ásia 312.321 mortes (23.216.145 casos), o Médio Oriente 125.727 mortes (7.519.260 casos), a África 119.586 mortes (4.488.252 casos) e a Oceânia 1.040 mortes (42.605 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes de diagnóstico realizados aumentou significativamente e as técnicas de despistagem e rastreio melhoraram, levando a um aumento das infeções registadas e comunicadas.

O número de casos diagnosticados, refere a AFP, reflete apenas uma fração do real número total de infeções, com uma proporção significativa de casos menos graves ou assintomáticos a não serem recenseados.

Este balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da agência de notícias francesa junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Devido a correções feitas pelas autoridades ou a notificações tardias, o aumento dos números diários pode não corresponder exatamente aos dados publicados no dia anterior, segundo referiu a AFP.

Covid-19/Portugal. 2 mortes nas últimas 24 horas e 567 novos casos

Covid-19: Portugal regista duas mortes nas últimas 24 horas e 567 novos casos

 

Despacho da Lusa, com base no relatório de hoje da DGSfacebook sharing button

Portugal regista hoje duas mortes atribuídas à covid-19, 567 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e uma nova redução do número de internamentos em enfermaria, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim da DGS, estão hoje internados em enfermaria 342 doentes, menos 42 em relação a sexta-feira, e 98 em unidades de cuidados intensivos, o mesmo valor da véspera.

Pelo segundo dia consecutivo este ano, Portugal tem menos de 100 pessoas nos cuidados intensivos. O valor de hoje e de sexta-feira é igual ao reportado em 28 de setembro, dia em que estavam também internados 98 doentes.

Recuperaram da doença desde sexta-feira 626 pessoas, elevando para 792.377 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

Desde o início da pandemia Portugal já contabilizou 833.964 casos confirmados e 16.959 óbitos.

Há 24.628 casos ativos em Portugal, menos 61 em relação a sexta-feira, e 23.802 pessoas estão em vigilância pelas autoridades de saúde, mais 691 do que no dia anterior.

De acordo com os mais recentes dados da DGS, até ao fim de sexta-feira Portugal tinha 2.856.538 pessoas vacinadas contra a covid-19, das quais 774.170 imunizadas com as duas doses.

Relativamente ao número de novos casos os valores de hoje são semelhantes aos registados nas últimas semanas, com oscilações diárias.

Uma das mortes reveladas hoje foi contabilizada na região Norte e a outra na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 220 novas infeções, contabilizando-se até agora 315.624 casos e 7.190 mortos.

A região Norte tem 215 novas infeções por SARS-CoV-2 e desde o início da pandemia já contabilizou 334.977 casos de infeção e 5.335 mortes.

Estas duas regiões têm hoje, em conjunto, 76,7% do total de novas infeções.

Na região Centro registaram-se mais 59 casos, acumulando-se 118.422 infeções e 3.009 mortos.

No Alentejo foram assinalados mais nove casos, totalizando 29.671 infeções e 970 mortos desde o início da pandemia.

Na região do Algarve o boletim de hoje revela que foram registados 25 novos casos, acumulando-se 21.533 infeções e 356 mortos.

A região Autónoma da Madeira registou 25 casos, contabilizando 9.087 infeções e 68 mortes devido à covid-19 desde março de 2020.

Os Açores têm hoje 14 novos casos e contabilizam 4.650 casos e 31 mortos desde o início da pandemia, segundo a DGS.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 378.305 homens e 455.353 mulheres, mostram os dados da DGS, segundo os quais há 306 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Do total de vítimas mortais, 8.909 eram homens e 8.050 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

Do total de mortes, 11.162 eram pessoas com mais de 80 anos, 3.608 com idades entre os 70 e os 79 anos e 1.518 tinham entre os 60 e os 69 anos.

Na sexta-feira foi divulgado que o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-Cov-2 em Portugal manteve-se nos 0,98 (0,99 no Continente) enquanto a incidência de casos de infeção por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias desceu para 72,1.

Os dados do Rt e da incidência são atualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.088.103 mortos no mundo, resultantes de mais de 145,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Covid-19: Comerciantes cortam trânsito e exigem reabertura da fronteira em Chaves

Covid-19: Comerciantes cortam trânsito e exigem reabertura da fronteira em Chaves e noutros locais

 

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A manifestação dos comerciantes raianos de Chaves e Verín teve a participação de um maior número de espanhóis, que cortaram a estrada para exigir aos governos ibéricos a reabertura de fronteiras, perante os impactos económicos da pandemia.

À hora marcada, pelas 19:00, os comerciantes de Feces de Abaixo, na Galiza, Espanha, com o apoio dos vizinhos de Verín, pegaram na faixa com a frase em galego ‘Apertura da Fronteira Xá’ e encaminharam-se para a fronteira entre Portugal e Espanha, cortando o trânsito nos dois sentidos durante cerca de 40 minutos.

Estes empresários raianos têm exigido a reabertura da fronteira, encerrada pela segunda vez desde 31 de janeiro devido à pandemia de covid-19 e realizaram pela segunda sexta-feira consecutiva este protesto, que teve pela primeira vez a participação de comerciantes de Chaves, no distrito de Vila Real.

Chaves e Verín, localidades separadas por 28 quilómetros, formam mesmo desde 2008 uma eurocidade, um projeto de cooperação transfronteiriço que envolve a partilha de um cartão de cidadão que dá acesso a piscinas, bibliotecas, eventos, formações ou concursos, bem como uma agenda cultural e mais recentemente transportes.

No entanto, os comerciantes raianos não se chegaram a encontrar na manifestação de hoje, pois os portugueses, em menor número, ficaram junto ao Ponto de Passagem Autorizado (PPA) em Vila Verde da Raia, enquanto os galegos avançaram pelo controlo espanhol até ao limite da fronteira, a ponte por cima do rio Tâmega que delimita os dois países.

Puri Regueiro, proprietária de um supermercado em Feces de Abaixo, foi uma das cerca de 100 pessoas presentes do lado espanhol. A segurar a faixa e com um microfone na mão pediu a reabertura da fronteira.

A galega explicou que 90% dos clientes são habitualmente portugueses e que todos estes meses de fronteira fechada estão a causar « impactos económicos elevados ».

“Este é mais um dia de luta. Somos lutadores e esperam-nos pela frente mais dias, mas vamos continuar”, garantiu.

Na ponte que marca a fronteira entre os dois países houve depois um ‘encontro diplomático’ entre o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, e da Câmara de Verín, Gerardo Seoane, que em nome da eurocidade têm solicitado a reabertura da fronteira aos cidadãos das duas localidades.

“Muitos comércios de Feces de Abaixo, Verín e Chaves funcionam com residentes dos espaços da eurocidade e estes têm vivido momentos difíceis”, apontou Nuno Vaz.

O autarca flaviense reforçou o pedido endereçado aos governos dos dois países para que os eurocidadãos possam “ter um estatuto diferente e circular entre as duas localidades desde que os critérios de saúde devido à pandemia estejam salvaguardados”.

Também Gerardo Seoane apontou “a particularidade de uma raia que durante 800 anos não tem existido”.

“Podemos estudar se a fronteira já existiu mais à frente ou atrás, mas na prática nunca foi real, e as relações pessoais e comerciais assim o dizem. Há outras formas de limitar as zonas de segurança sem repor fronteiras”, salientou.

No lado português, Helena Teixeira, proprietária de uma recauchutagem em Chaves, que tem diversos clientes espanhóis, marcou presença na fronteira “para mostrar a indignação”.

“Estivemos em menor número mas saímos daqui satisfeitos e vamos continuar a aparecer às sextas-feiras até termos uma resposta. Esperamos que os nossos governantes olhem por nós e pela nossa saúde financeira”, destacou.

Também presente na manifestação, o presidente da Associação Empresarial do Alto Tâmega (ACISAT), Vítor Pimental, salientou que há comércios em Chaves, como lojas de retalho ou restaurantes, em que 50% dos clientes são espanhóis.

“Neste momento atravessa-se muitas dificuldades e, perante os números baixos de covid-19, não representa riscos acrescidos abrir as fronteiras”, apontou.

Na quarta-feira o primeiro-ministro afastou o levantamento para breve das restrições de circulação nas fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha, alegando que essa decisão será tomada apenas quando os dois países concluírem estarem reunidas as condições de segurança.

« O Governo procede a uma revisão quinzenal da situação. Portanto, para já, as fronteiras vão manter-se fechadas no espírito de boa colaboração que temos mantido com Espanha », declarou António Costa.

Operação comercial “Olá Portugal” nos hipermercados Carrefour de França

A cadeia Carrefour está a dar destaque, até 3 de maio, a produtos e sabores tradicionais portugueses em mais de uma centena de hipermercados por toda a França.

A iniciativa tem o apoio do AICEP.

« A operação tem como objetivo dar a conhecer a vasta e rica cultura gastronómica portuguesa », indica o AICEP.

« Olá Portugal » começou no dia 20 de Abril, prolongando-se até dia 3 de Maio.

« Os produtos alimentares disponíveis estão destacados nos corredores centrais em vários hipermercados do país e, no caso do Carrefour em Pontault Combault, o espaço dedicado aos sabores portugueses conta ainda com um stand da empresa Canelas que visa a promoção do fabrico artesanal português », informa o AICEP.

O catálogo do Carrefour “Olá Portugal” pode ser consultado no seguinte link.

Imagens do « Olá Portugal » no Carrefour, em Pontault Combault:

 

Três detidos na investigação à morte de funcionária da polícia francesa

Três detidos na investigação à morte de uma funcionária da polícia francesa esfaqueada por um homem que foi morto a tiro pelas autoridades, na esquadra de Rambouillet, perto de Paris.

 

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As três pessoas detidas têm ligações com o agressor, Jamel G., um tunisino de 36 anos, que é desconhecido das autoridades francesas e que estava em território francês de forma ilegal.

A polícia continua as investigações e fez buscas, uma delas na casa do agressor.

A funcionária foi atacada na esquadra de polícia de Rambouillet, cerca de 45 quilómetros a sudoeste de Paris, não sendo conhecido ainda o motivo do agressor, mas suspeita-se de que se tratou de um ataque terrorista.

Assassino terá gritado « deus é grande » em árabe no momento do ataque.

A brigada antiterrorista do Ministério Público está a investigar o caso.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, e o ministro do Interior, Gérald Darmanin, já mostraram interesse pelo caso, dizendo que pretendem prestar o seu apoio aos agentes da esquadra de Rambouillet.

Covid-19/Portugal. Números mantêm-se estáveis. Mais 1 morto e 506 infetados em 24h

Covid-19: Portugal regista uma morte nas últimas 24 horas e 506 novos casos

 

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email sharing button Portugal regista hoje uma morte atribuída à covid-19, 506 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e uma nova redução do número de internamentos em enfermaria e cuidados intensivos, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim da DGS estão hoje internados em enfermaria 384 doentes, menos 11 em relação a quinta-feira, e 98 em unidades de cuidados intensivos, menos seis.

É a primeira vez este ano que Portugal tem menos de 100 pessoas nos cuidados intensivos. O valor de hoje é igual ao reportado a 28 de setembro, dia em que estavam também internados 98 doentes.

Desde o início da pandemia Portugal já contabilizou 833.397 casos confirmados e 16.957 óbitos.

Especial 25 de Abril no « Passagem de Nível ». Resistência, luta contra o fascismo e a guerra colonial, desobediência. Entrevistas

« Passagem de nível » na Rádio Alfa. Domingo 25 Abril, das 12h00 às 14h00. 25 de abril, 47 anos depois. Um programa de Artur Silva

Especial 25 de Abril: Resistência, desobediência, luta contra o fascismo e contra a guerra colonial

-Exposição “1940 L’exil pour la vie” que retraça o êxodo do ano 1940 e a acção do Cônsul-Geral de Portugal em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, que salvou milhares de pessoas das garras nazis. Exposição virtual nos “Archives départementales de la Gironde » (pode ver esta exposição em vídeo também no nosso site em artigo autónomo)


Convidados:

Victor Pereira, um dos comissários da exposição

Manuel Dias, do Comité Sousa Mendes de Bordeaux

Uma exposição – Aristides de Sousa Mendes, « o exílio da vida » – que vai estar aberta ao público em Portugal, a partir do dia 27 de Abril, no Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, na Fortaleza de Peniche

 

-A Associação José Afonso (AJA) e as comemorações dos 47 anos da « Revolução dos Cravos »
Convidados: Francisco Fanhais e Manuel Freire

-No retrovisor da Radio Alfa, “Passagem de Nível” de 20 de Abril 2014 com, entre outros,  Pedro Barroso, José Dias, Antonio Topa e Artur de Oliveira

De Palavra em Punho: antologia poética da resistência – de Fernando Pessoa ao 25 Abril, edições Campo das Letras
Convidado: José Fanha, poeta, escritor e companheiro de estrada dos cantores de intervenção

Exilados políticos, desertores, refractários que lutaram contra o fascismo e a guerra colonial
Convidados:
Fernando Cardoso, Presidente da Aep61-74 (Associação de Exilados Politicos
Portugueses), Hugo dos Santos, jornalista e cineasta, um dos responsáveis da exposição “Refuser la guerre coloniale” que esteve patente na Cidade Universitária de Paris e cujo catálogo foi publicado

Apresentação e coordenação: Artur Silva

Megacentro de dados. Sines recebe maior investimento estrangeiro em Portugal desde a Autoeuropa

Sines recebe investimento até €3,5 mil milhões em megacentro de dados. Investimento vai criar 1200 postos de trabalho qualificados e pode colocar Portugal no centro da rede de dados europeia. ‘Data centre’ em Sines é « maior investimento estrangeiro desde Autoeuropa » – Governo

 

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O secretário de Estado da Internacionalização apontou à Lusa o “enorme potencial de exportação de serviços” do projeto anglo-americano de um ‘data centre’ em Sines, que destaca como “o maior investimento estrangeiro captado pelo país desde a Autoeuropa”.

“Tem o potencial de ser o maior investimento estrangeiro captado pelo país desde a Autoeuropa”, disse Eurico Brilhante Dias em declarações à agência Lusa no âmbito da apresentação, na sexta-feira, do projeto de um megacentro de dados global a instalar em Sines pela empresa de capitais anglo-americanos start campus.

Segundo a empresa, em causa está um investimento de “até 3.500 milhões de euros” num ‘campus Hyperscaler Data Centre’, com capacidade até 450 Megawatts (MW), que “criará até 1.200 postos de trabalho diretos altamente qualificados e pode vir a gerar 8.000 novos empregos indiretos até 2025”.

O secretário de Estado salientou que o projeto – denominado Sines 4.0 – “altera uma parte importante das características do investimento” que tem sido captado para Sines, dada o seu perfil de “transição digital e energética”.

“É um projeto de transição digital pelas oportunidades que os ‘data centres’ e a economia dos dados nos vão dar neste século XXI e, ao mesmo tempo, é de transição energética, porque cada vez mais quem investe procura localizações que possam ser abastecidas a partir de energias renováveis”, afirmou.

O governante destacou ainda o “enorme potencial de exportação de serviços” do investimento, classificado desde março como Projeto de Interesse Nacional (PIN) e cujo contrato de localização em Sines foi assinado hoje com a AICEP Global Parques.

“Estamos a falar de um investimento que tem potencial – segundo informação da própria empresa – para ter aproximadamente entre 700 a 1.200 postos de trabalho e que tem, evidentemente, a possibilidade de sermos prestadores de serviços. Estamos, no essencial, a falar de um ‘data centre’ que, mais tarde, irá transacionar serviços com o exterior. Portanto é, ao mesmo tempo, um grande investimento estrangeiro com enorme potencial de exportação de serviços”, realçou.

Recordando que “o ano 2020 foi particularmente difícil para a economia mundial e, também, para a economia portuguesa, apesar do ‘stock’ de investimento direto estrangeiro ter aumentado em 2020 em Portugal”, Brilhante Dias destacou este projeto como “sem dúvida, o maior investimento estrangeiro que o país captou desde a Autoeuropa”.

O investimento da start campus – empresa detida pelos norte-americanos da Davidson Kempner Capital Management LP (Davidson Kempner) e pelos britânicos da Pioneer Point Partners – é apresentado na sexta-feira numa cerimónia em que participam o primeiro-ministro, António Costa, os ministros de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, e ainda o secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Hugo Santos Mendes.

Com início de construção previsto para 2022, envolvendo 900 pessoas numa primeira fase e até 2.700 no total, o Sines 4.0 deverá inaugurar no final de 2023 o primeiro dos cinco edifícios projetados.

Num comunicado enviado à Lusa, a empresa anglo-americana aponta “pelo menos cinco grandes vantagens” que fazem de Sines uma localização “única e com potencial para se tornar num dos ‘campus’ de ‘data centres’ líderes da Europa”: Energia, escala, conectividade, arrefecimento e topografia marinha.

A nível energético, é destacada a disponibilidade de obter “energia de baixo custo a partir de fontes renováveis, através de muito boa conectividade com a rede elétrica nacional e com fácil acesso a energia verde competitiva, incluindo solar, eólica e (no futuro) de hidrogénio”.

Outros dois “fatores críticos de sucesso” de Sines são a “escala, com opções de terrenos e com potencial de expansão significativa para mais de 450 MW”, e a “conectividade, através dos cabos submarinos intercontinentais atualmente em construção” e da “excelente conectividade com o interior do continente europeu”.

A possibilidade de “arrefecimento a preço competitivo, altamente eficiente e sustentável” é outro “trunfo” do local: Através de instalações de refrigeração de água existentes, é possível usar a água do oceano para manter os servidores em temperaturas ideais e com potencial de reutilização do calor residual do Sines 4.0 para clientes industriais vizinhos.

Finalmente, os promotores salientam a “topografia marinha única da plataforma continental em Sines, que a torna numa excelente localização, com segurança e a baixo custo para a futura amarração de novos cabos submarinos”.

Pelo seu lado, o Expresso de hoje sublinha que « o objetivo deste megacentro de dados é dar resposta à procura de grandes empresas internacionais de tecnologia de streaming, processamento e armazenagem de dados, empresas de redes sociais e aplicações ».

“Os clientes-alvo são as empresas de grande crescimento mundiais, como a Amazon, o Facebook, a Google ou a Microsoft, que representam mais de metade do tráfego mundial de dados”, informa o semanário, citando um dos envolvidos no projeto.

Portugal quer incentivar empresas estrangeiras a comprar em Portugal

Iniciativa AICEP « Rede de Fornecedores »

« Com o objetivo de apoiar as empresas portuguesas no complexo contexto da pandemia, a AICEP relançou recentemente a iniciativa Rede de Fornecedores, em francês “Approvisionnement au Portugal”, no sentido de sensibilizar as empresas estrangeiras para as vantagens de comprar em Portugal », informa Eduardo Henriques, conselheiro económico e comercial da embaixada de Portugal e diretor do AICEP em Paris.

Com esta iniciativa, o AICEP pretende designadamente ajudar as empresas, no caso francesas, a identificar « fornecedores portugueses competitivos », propondo também, segundo o responsável « reuniões online B2B com as empresas mais qualificadas para responder às necessidades das empresas ».

« Neste sentido, a Delegação da AICEP em Paris propõe-se acompanhar as empresas francesas interessadas em criar/expandir a sua Rede de Fornecedores em Portugal e a guiá-las ao longo de todo o processo, fornecendo-lhes as informações necessárias e respondendo a todas as eventuais questões », explica Eduardo Henriques.

A delegação da AICEP em Paris informa que está disponível para dar mais informações através do seguinte e-mail: aicep.paris@portugalglobal.pt

« Portugal é um país que apoia a modernização, com uma confiança crescente em setores inovadores que valorizam/integram tecnologia, tais como as energias renováveis, mobilidade elétrica, automóvel e aeronáutica. Nos designados setores tradicionais, desde o agroalimentar à moda, o país é líder num leque diversificado de setores, inspirando marcas globais a investir em Portugal e a comprar produtos/soluções a empresas portuguesas inovadoras », acrescenta.

Site da iniciativa: 

https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/FMfcgxwLtZwmQwQLffdVgJgnmmljrSGX?projector=1&messagePartId=0.1