Covid-19/Portugal. Mais 8 mortos e 623 novos casos em 24h

Covid-19/Portugal:  Mais 8 mortos, 623 novos casos e 140 recuperados nas últimas 24 horas.

Esta segunda-feira, 21, os números totais da pandemia em Portugal são de 69.200 infetados e de 1.920 mortos, segundo o boletim diário da Direção Geral de Saúde.

De acordo com a DGS, há também hoje mais sete pessoas internadas (518) e menos dois internamentos em unidades de cuidados intensivos (61).

A DGS indica ainda que três mortes foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, quatro na região Norte e uma na região Centro.

Paulo Jorge Sousa Pinto, autor de « Dias da História”, no Livro da Semana

Paulo Jorge Sousa Pinto – “365 episódios da História de Portugal e do Mundo »

O LIVRO DA SEMANA, às quartas (9h30) e aos domingos (14h25). Com o apoio da Biblioteca da Fundação Calouste Gulbenkian de Paris.

Em destaque esta semana: PAULO JORGE SOUSA PINTO, autor de “DIAS DA HISTÓRIA”

Grande divulgador de História, autor e apresentador do programa “Os Dias da História” da Rádio Antena 2, Paulo Jorge Sousa Pinto adaptou parte desses mais de quinhentos programas para este livro com o mesmo nome. “365 episódios da História de Portugal e do Mundo” permite-nos viajar, dia após dia, através de continentes e séculos, e revisitar momentos essenciais da História mundial.

Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Paulo Jorge Sousa Pinto e desfrute do passado tendo sempre o futuro em vista.

 Na Rádio Alfa, à quarta (9h30, versão reduzida) e ao domingo (14h25, versão integral).

Tenir Paroles. Encenador luso-francês Demarcy-Mota lança a « Saison Solidaire » em Paris

De 23/09 a 09/10 – Théatre de la Ville/Paris

TROUPE DE L’IMAGINAIRE,
EMMANUEL DEMARCY-MOTA

TARIF SOLIDAIRE 10€ – GRATUIT POUR LES MOINS DE 14 ANS ET LE PERSONNEL SOIGNANT

CRÉATION AU THÉÂTRE DE LA VILLE

Une performance poétique avec 45 artistes, soignants et scientifiques, qui se sont engagés à nos côtés dans l’aventure des consultations poétiques par téléphone, démarrée au premier jour du confinement.

« Un acte de courage, d’audace et de bravoure dans un univers culturel où tout doit, pas à pas, se reconstruire. » Sceneweb

« Emmanuel Demarcy-Mota a mis au centre de son dispositif ces consultations poétiques, comme un sas de transition entre l’ancien et le nouveau monde. Avec un joli nom : Tenir paroles. » Le Monde

Semana das culturas estrangeiras. O problema de Portugal ter vendido o centro cultural do Camões em Paris

Semana das culturas estrangeiras em Paris.

Um dia há-de fazer-se a história dos prejuízos provocados à afirmação cultural portuguesa, por um Governo Passos/Portas, pela venda da sede que o Instituto Camões tinha na capital francesa.

Ouça aqui a última crónica na Alfa de João Pinharanda, diretor do Instituto Camões em Paris e conselheiro cultural da embaixada de Portugal em França:

Reunião do Conselho das Comunidades em Lisboa. Crise das associações é tema central

Emigrantes portugueses preocupados com carências e crise das associações.

Alfa/com Lusa 

 

O presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), que se reúne esta semana em Lisboa, considera que a carência que atinge os emigrantes e luso-descendentes e a crise do movimento associativo são os principais desafios atuais.

Esta reunião do Conselho Permanente da CCP vai decorrer entre terça e quinta-feira, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, e conta com conselheiros oriundos de vários países onde está presente a comunidade portuguesa, como o Brasil, Estocolmo, Namíbia, França, Venezuela, Bélgica e Estados Unidos.

Além de encontros com personalidades como o ministro dos Negócios Estrangeiros e a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, o primeiro-ministro e o Presidente da República, os conselheiros irão reunir-se com elementos do Governo de áreas como a Justiça e a Educação.

Entre os temas em análise, destaca-se a “nacionalidade, cidadania e participação cívico-eleitoral”, os “apoios sociais e serviços públicos para as comunidades”, a “língua, cultura e ensino do português” e a autonomia do CCP.

Vai ainda realizar-se uma celebração dos 40 anos da primeira reunião do CCP.

Para o presidente do CCP, Flávio Martins, esta é a altura de ser feito um balanço, uma vez que no próximo ano vão realizar-se eleições.

“Vai ser um encontro bem dinâmico. Esperamos boas conversas e conclusões que depois apresentaremos”, disse à Lusa.

A situação em que vivem muitos dos portugueses e luso-descendentes será seguramente abordada, até porque esta é uma das principais preocupações do CCP.

O objetivo é tornar estes portugueses carenciados “mais visíveis”, de modo a merecerem “um olhar mais atento”, nomeadamente do Estado português.

“Muitas vezes estas pessoas enfrentam dificuldades, mas não vão ao posto consular dizer que precisam de ajuda, acabando por se integrar nas redes de apoio dos países onde vivem”, disse.

No apoio a estas pessoas tem um papel determinante as associações de emigrantes, mas estas também atravessam grandes dificuldades, alertou Flávio Martins.

Sem arriscar números exatos, este conselheiro disse acreditar que entre 70% a 80% das associações espalhadas pelo mundo estão encerradas há mais de seis meses e que muitas não conseguirão voltar a abrir devido à crise profunda que atravessam.

Uma situação que dificulta ainda mais o auxílio aos portugueses em crise, adiantou.

Em matéria de desafios, o presidente do CCP elege uma maior participação das comunidades na sociedade portuguesa, nomeadamente através da “alteração da lei eleitoral, que veio para assegurar uma maior participação”.

“É um desafio do Governo, dos próprios partidos políticos, dos órgãos de soberania uma maior participação na sociedade”.

Flávio Martins insistiu na proposta do CCP de alteração do antigo Bilhete de Identidade vitalício para o Cartão do Cidadão, a ser proporcionado gratuitamente pelo Governo português, pois os seus portadores não estão no recenseamento automático, nem estão registados na Segurança Social.

“Será uma forma de se tornarem potencialmente eleitores e terem uma proteção do Estado se vierem a Portugal, uma vez que passarão a ter o registo na Segurança Social”, afirmou.

Cheira um pouco a Troika. O plano de apoios financeiros da UE visto à lupa. Análise de Pascal de Lima

O plano de relançamento europeu visto à lupa pelo economista e professor em SciencesPo, Pascal de Lima. 

Boa parte dos apoios financeiros estão condicionados a políticas de austeridade nos diversos países, o que coloca um problema e cheira um pouco à época da Troika.

Crónica de Pascal de Lima para ouvir na Rádio Alfa, na terça-feira, 22, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

Covid-19/França. 12 mortos e 10.569 novos casos em 24h

Covid-19/França. Mais 12 mortos e 10.569 novas infeções em 24 horas

 

facebook sharing button
A França registou mais 10.569 novas infeções de covid-19 em 24 horas, um número inferior aos registados nos dias anteriores, mas a redução poderá estar a ser influenciada pelo encerramento de vários laboratórios ao fim de semana.

De acordo com o boletim epidemiológico diário divulgado ontem ao fim do dia pela Agência Nacional de Saúde francesa, 12 pessoas morreram também  em 24 horas, número que eleva para 31.585 o número de mortos desde o início da pandemia de covid-19.

O número total de infetados desde o início da pandemia situa-se agora nos 453.763.

Segundo as autoridades locais há agora mais 40 novos surtos de covid-19 no país, elevando o total para 1.045.

Filipe Albuquerque fala em “sonho concretizado” após vencer as 24 Horas de Le Mans em LMP2

O piloto português Filipe Albuquerque (United Autosports) considera « um sonho concretizado » ter vencido hoje a prova das 24 Horas de Le Mans em automobilismo, na classe LMP2, « por Portugal ».

O triunfo valeu ao piloto de Coimbra, que faz equipa com os britânicos Phil Hanson e Paul di Resta no Oreca, a conquista matemática da Taça do Mundo de Resistência. Para que o título seja efetivo, basta a Albuquerque alinhar à partida da última prova, no Bahrain.

« Pontualmente, já o conseguimos, mas, regulamentarmente, precisamos de alinhar na última corrida no Bahrain. Por isso, para já, podemos festejar a vitória em Le Mans, o resto virá a seu tempo. A equipa fez um trabalho extraordinário, nós pilotos demos sempre o nosso melhor e não tenho dúvida que somos justos vencedores », disse Albuquerque, que viveu o último turno de condução a partir das boxes.

O piloto luso considerou que foi uma « corrida incrível ».

« Foi uma corrida muito suada, mas trazemos o caneco para casa. Foi mesmo até à última volta », comentou Albuquerque, após ver o companheiro Phil Hanson cortar a meta em primeiro, batendo a equipa do outro português em prova, António Félix da Costa (Jota).

As últimas voltas foram de cortar a respiração, com o Oreca da equipa de Albuquerque a ter de ir às boxes reabastecer a sete minutos do final.

No entanto, Phil Hanson, que quase se despistava à entrada e à saída das boxes, conseguiu sair à frente do britânico Anthony Davidson, um dos companheiros de Félix da Costa, juntamente com o mexicano Robert González.

Davidson acabaria por parar uma volta mais tarde, também para reabastecer, deixando Filipe Albuquerque com um suspiro de alívio.

« Não estava à espera que eles fossem parar. Foi de loucos. Uma corrida dura, todos dentro do limite. Conseguimos ganhar nós e a equipa está toda de parabéns. É um sonho concretizado. Ganhar Le Mans por Portugal foi ótimo », concluiu o conimbricense.

Esta é a segunda vitória portuguesa na mais emblemática das provas de resistência na Europa depois de, em 2012, Pedro Lamy ter vencido a categoria GT AM.

Para Félix da Costa, foi um « excelente resultado ».

« Partimos de sétimo, andámos para a frente, andámos para trás, esprememos ao máximo as laranjas. Não ganhei eu, ganhou o Filipe Albuquerque, a taça está muito bem entregue », felicitou o piloto de Cascais.

Hoje, a vitória na 88.ª edição prova gaulesa sorriu, pelo terceiro ano consecutivo, ao Toyota oficial do suíço Sébastien Buémi, do neozelandês Brendon Hartley (que substituiu o espanhol Fernando Alonso) e do japonês Kazuki Nakajima.

A equipa da marca nipónica deu 387 voltas ao traçado francês, mais cinco do que os segundos classificados, o norte-americano Gustavo Menezes, o brasileiro Bruno Senna e o francês Norman Nato, num Rebellion.

O outro Toyota, do argentino José Maria López, do britânico Mike Conway e do japonês Kamui Kobayashi, fechou os lugares do pódio após sofrer problemas mecânicos, já a seis voltas dos vencedores.

Com Agência Lusa.

Tour: O orgulho de Nelson Oliveira por ter subido ao pódio em Paris 

O ciclista Nelson Oliveira expressou hoje o orgulho sentido pela presença no pódio da Volta a França, onde subiu para celebrar o triunfo por equipas da Movistar, e reconheceu as dificuldades sentidas numa edição diferente, devido à covid-19.

 

 

“Faço um balanço bom, já que esta Volta a França era um pouco estranha, diferente de todas as outras, devido à pandemia que tivemos. Felizmente, parece que correu bem. Chegámos a Paris, era esse o objetivo”, declarou à agência Lusa, após ter subido, de máscara no rosto e na companhia dos seus companheiros, ao pódio final, nos Campos Elísios.

Na sua quinta presença na ‘Grande Boucle’, o único corredor português em prova terminou a geral individual na 55.ª posição, a mais de três horas do vencedor, o esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), e ajudou a formação espanhola a conquistar, pela quinta vez em seis anos, a classificação por equipas, diante da todo-poderosa Jumbo-Visma,

“É sempre uma honra saber que o nosso país está representado no pódio, embora seja de uma forma diferente, porque é uma classificação por equipas. Sei que outros portugueses já subiram ao pódio em anos anteriores, mas é sempre um motivo de orgulho estar lá em cima”, confessou à Lusa.

Estar no palco dos vencedores nos Campos Elísios é, segundo o ciclista de Vilarinho do Bairro (Anadia), de 31 anos, “algo difícil de descrever e, sendo a terceira vez, ainda mais especial é”.

“Principalmente para nós, gregários, que trabalhamos tanto para os líderes, é um prémio subir ao pódio. Por vezes, parece fácil ganhar isto, mas é muito difícil uma classificação por equipas no Tour. As pessoas pensam que as equipas não querem. Não, querem e muito, porque há equipas que não sobem ao pódio nem uma vez e nós temos tido essa sorte nos últimos anos e sinto-me bastante orgulhoso por mais uma vez estar lá em cima”, vincou.

Para Nelson Oliveira, o melhor da 107.ª edição, que começou em 29 de agosto, em Nice, e acabou hoje, em Paris, foi mesmo estar presente e ter chegado a Paris.

“Esse era o objetivo desde o início. A equipa também cumpriu com o seu, que era estar nos ’10 mais’, creio até que correu bastante melhor do que esperávamos [Enric Mas foi quinto], já que este tem sido um ano bastante difícil para a Movistar [tem apenas uma vitória na temporada]. Agora, o pior foi a pandemia”, apontou.

Considerando que esta Volta a França foi “realmente” muito dura, o melhor contrarrelogista português reconheceu que esperava “um bocadinho melhor” de si.

“Mas esta temporada, como disse, é bastante diferente e tivemos de nos adaptar a muita coisa e já levamos um ano muito cansativo psicologicamente”, completou.

 

Com Agência Lusa.

Tour: Esloveno Tadej Pogacar é o vencedor da 107ª edição

 O ciclista esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) venceu hoje a 107ª Volta a França, ao cortar a meta, nos Campos Elísios, integrado no pelotão, no final da 21ª e última etapa conquistada pelo irlandês Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep).

Pogacar, de 21 anos, é o primeiro esloveno a conquistar o Tour e o ciclista mais jovem no pós-guerra a fazê-lo, e vai ser acompanhado no pódio final pelo seu compatriota Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo a 59 segundos, e pelo australiano Richie Porte (Trek-Segafredo), terceiro a 03.30 minutos.

A 21ª e última etapa, uma ligação de 122 quilómetros entre Mantes-la-Jolie e Paris, foi ganha pelo camisola verde, Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep), com o tempo de 02:53.32 horas, diante do campeão do Mundo, o dinamarquês Mads Pedersen (Trek-Segafredo), e do eslovaco Peter Sagan (Bora-hansgrohe).

Nélson Oliveira da Movistar, o único português na edição deste ano do Tour, foi 54° na última etapa, terminando no 55° lugar da classificação geral individual a 3h01’41 » do camisola amarela.

 

Com Agência Lusa.