FC Porto e Vitória SC empatam no encerramento da jornada 23
O FC Porto perdeu hoje a oportunidade de se colocar a quatro pontos da liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao empatar 1-1 na receção ao Vitória de Guimarães, no encontro de encerramento da 23ª jornada.
Fábio Vieira adiantou, aos 67 minutos, os ‘dragões’, que só ganharam um dos últimos sete jogos na prova, mas, aos 86, o suplente Umaro Embaló restabeleceu a igualdade.
O ‘onze’ de Martín Anselmi é terceiro, com os mesmos 47 pontos do Sporting de Braga, quarto, e a seis de Sporting (2-2 fora com o AVS) e Benfica (3-0 ao Boavista), enquanto o Vitória, que só ganhou um dos últimos 11 jogos, é oitavo, com 32.
Resultados da 23ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:
– Sexta-feira, 21 fev:
Sporting de Braga – Nacional, 1-0 (1-0 ao intervalo)
– Sábado, 22 fev:
Casa Pia – Gil Vicente, 1-0 (0-0)
Benfica – Boavista, 3-0 (1-0)
Estoril Praia – Rio Ave, 2-1 (0-0)
– Domingo, 23 fev:
Estrela da Amadora – Santa Clara, 0-0
Arouca – Farense, 2-2 (0-1)
AVS – Sporting, 2-2 (0-2)
Famalicão – Moreirense, 2-0 (0-0)
– Segunda-feira, 24 fev:
FC Porto – Vitória de Guimarães, 1-1 (0-0)
Com Agência Lusa.
Macron sublinha necessidade de garantias para paz estável e duradoura para a Ucrânia
O Presidente francês, Emmanuel Macron, sublinhou hoje perante o homólogo norte-americano, Donald Trump, a necessidade de « garantias » para a Ucrânia alcançar uma paz « estável e duradoura » com a Rússia.
Macron falava à margem de um encontro com Trump na Casa Branca, no dia em que se assinalam três anos sobre o início da invasão russa, e enquanto decorrem contactos diretos entre Washington e Moscovo sobre um acordo de paz na Ucrânia, dos quais foram excluídos o bloco europeu e Kiev.
Em declarações à imprensa na Sala Oval da Casa Branca, Macron definiu como « objetivo comum, claramente, construir a paz, uma paz sólida e duradoura », com « grande respeito pela coragem e resiliência do povo ucraniano ».
« Partilhamos o objetivo da paz, mas estamos muito conscientes da necessidade de garantias para alcançar uma paz estável que permita que a situação estabilize », acrescentou.
Na última semana, Trump adotou uma postura conciliatória em relação à Rússia e crítica em relação à Ucrânia e em particular ao seu Presidente, Volodymyr Zelesnsky.
Horas antes do encontro, os Estados Unidos votaram ao lado da Rússia e de aliados deste país como a Bielorrússia, contra uma resolução não vinculativa da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) exigindo o fim das hostilidades na Ucrânia e reafirmando a soberania, independência, unidade e integridade territorial ucraniana.
A resolução em causa, apresentada pela Ucrânia e pela União Europeia, foi ainda assim aprovada com 93 votos a favor, 18 contra e 65 abstenções.
O texto europeu, que contou com o voto a favor de Portugal, reitera a exigência para que a Rússia retire imediata, completa e incondicionalmente todas as suas forças militares da Ucrânia e pede uma resolução pacífica para a guerra na Ucrânia.
Na Casa Branca, onde Trump monopolizou quase por completo as respostas à imprensa durante meia hora, o Presidente francês disse estar a participar no encontro como « amigo », sublinhando que os dois países são aliados há séculos e que também tem uma relação de « amizade pessoal » com Trump, com quem trabalhou « muito bem » no passado, incluindo durante o seu primeiro mandato (2017-2021).
Falando em nome da Europa, Macron disse que o continente estava pronto para « dar um passo em frente para ser um parceiro mais forte » na defesa e na segurança, em linha com o pedido de Trump.
Apesar do tom cordial do encontro, com sorrisos, apertos de mão e um Trump que disse « adorar » a língua francesa, ambos os líderes tiveram um pequeno desentendimento no final do encontro quando Trump disse que a Europa dá à Ucrânia a sua ajuda sob a forma de « empréstimos » que são depois recuperados.
Macron, depois de lhe tocar levemente no braço, ressalvou: « Na verdade, para ser franco, pagámos 60%. Pagámos 60% da dívida total ».
Explicou ainda que parte dos fundos europeus destinados à Ucrânia provêm dos 30 mil milhões de euros de ativos russos congelados na Europa, ao que Trump respondeu: « Se acredita nisso, para mim está tudo bem ».
Embora Trump tenha afirmado que os Estados Unidos prestaram mais ajuda à Ucrânia do que a Europa, os dados mostram o contrário.
Os países europeus, incluindo a União Europeia, atribuíram um total de 132 mil milhões de euros, enquanto Washington atribuiu 114 mil milhões de dólares em assistência total, abrangendo a ajuda humanitária e militar. No entanto, os Estados Unidos superaram a Europa no fornecimento de ajuda militar, de acordo com dados oficiais.
O Presidente norte-americano mostrou-se confiante de que o conflito na Ucrânia pode terminar « dentro de semanas » e disse estar convencido de que Putin aceitará a presença de forças militares europeias na Ucrânia, no âmbito de um eventual acordo de paz.
« Acho que a guerra pode acabar em breve. Dentro de semanas. Acho que sim. Acho que podemos acabar com ela em semanas se formos inteligentes. Se não formos inteligentes, ela vai continuar e continuaremos a perder pessoas jovens e bonitas que não deveriam estar a morrer. E não queremos isso », disse Trump.
Trump anunciou que Zelensky deverá visitar a Casa Branca ainda esta semana ou na próxima semana.
« Gostaria de me encontrar com ele na Sala Oval. Estamos a trabalhar no acordo, estamos muito perto de um acordo final, que incluirá terras raras (minérios) e outras coisas. Gostaria que ele viesse aqui para o assinar », disse Trump.
O anúncio da visita de Zelensky à Casa Branca surge no meio de escalada de tensão entre Kiev e Washington e depois de o Presidente norte-americano ter chamado Zelensky de « ditador não eleito ».
Questionado sobre se também chamaria ao Presidente russo, Vladimir Putin, de ditador, Trump respondeu que não usa essas palavras com ligeireza.
Putin aceita europeus em acordo de paz e investimento dos EUA em territórios ocupados
O Presidente russo, Vladimir Putin, mostrou-se hoje favorável à participação dos europeus na resolução do conflito na Ucrânia e a investimento norte-americano para explorar minerais estratégicos nos territórios ucranianos ocupados pelo exército russo.
« Estamos prontos para atrair parceiros estrangeiros para os nossos novos territórios históricos que foram devolvidos à Rússia. Há aqui certas reservas. Estamos prontos para trabalhar com os nossos parceiros, incluindo os americanos, nas novas regiões », disse Putin numa entrevista televisiva.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e « desnazificar » o país vizinho; anunciou em setembro desse ano a anexação das províncias de Donetsk e Lugansk (leste) e de duas outras – Kherson e Zaporijia – cujo território é em parte controlado por forças ucranianas.
A entrevista foi divulgada no dia em que se assinalam três anos sobre o início da invasão russa e enquanto decorrem contactos diretos entre Washington e Moscovo sobre um acordo de paz na Ucrânia, excluindo o bloco europeu e Kiev.
Putin afirmou que os europeus « podem participar » na resolução do conflito na Ucrânia.
Em relação ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que hoje recebeu líderes europeus em Kiev, o líder russo sustentou que está a tornar-se uma « figura tóxica » na Ucrânia.
Com Agência Lusa.
« O nosso único objetivo é ajudar quem precisa » refere Ilda Nunes
Ilda Nunes, provedora da Santa Casa da Misericórdia de Paris, apelou hoje à solidariedade dos ouvintes da Rádio Alfa. A associação, fundada em 1994, enfrenta o risco de ficar sem sede a partir do final de março de 2025.
Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13 do dia 24 de fevereiro de 2025:
A Santa Casa da Misericórdia de Paris ocupa atualmente o segundo andar de um edifício em Porte de Vanves (Paris 14). No entanto, a renda risca de triplicar… A SCM precisa então urgentemente da sua ajuda!
Faça um donativo: https://scmp.assoconnect.com/collect/description/219380-i-santa-casa-da-misericordia-de-paris-en-ligne.
Relembre-se, a Santa Casa da Misericórdia de Paris foi fundada a 13 de junho de 1994 por um grupo de militantes do meio associativo e social que já então estavam preocupados com as dificuldades com às quais se confrontavam alguns compatriotas, conscientes de que a precariedade iria agravar-se num futuro próximo. Por isso, uniram-se esforços e aproveitaram as competências respetivas para proporcionar melhores condições de vida, dedicando parte do seu tempo a suprir as necessidades mais básicas de pessoas em dificuldade.
Didier Caramalho
Sporting empata com AVS e perde liderança isolada da I Liga
O campeão Sporting empatou hoje 2-2 na visita ao AVS, na 23ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, desperdiçando uma vantagem de dois golos e a possibilidade de continuar isolado na liderança do campeonato.
Na Vila das Aves, os ‘leões’ adiantaram-se no marcador com um golo do costa-marfinense Ousmane Diomande, aos oito minutos, e ampliaram a vantagem pelo sueco Viktor Gyökeres, aos 33, com o AVS a reduzir, aos 71, por Zé Luís, de penálti, e a chegar ao empate aos 90+6, por Gustavo Mendonça, numa altura em que o Sporting já estava reduzido a 10 por expulsão de Diomande, aos 78.
Com este resultado, o Sporting, que não vence há três jogos na I Liga, continua em primeiro, com 53 pontos, mas agora em igualdade com o Benfica, enquanto o AVS somou o segundo empate seguido e é 16º, lugar do play-off de manutenção, com 20.
Resultados da 23ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:
– Sexta-feira, 21 fev:
Sporting de Braga – Nacional, 1-0 (1-0 ao intervalo)
– Sábado, 22 fev:
Casa Pia – Gil Vicente, 1-0 (0-0)
Benfica – Boavista, 3-0 (1-0)
Estoril Praia – Rio Ave, 2-1 (0-0)
– Domingo, 23 fev:
Estrela da Amadora – Santa Clara, 0-0
Arouca – Farense, 2-2 (0-1)
AVS – Sporting, 2-2 (0-2)
Famalicão – Moreirense, 21:30
– Segunda-feira, 24 fev:
FC Porto – Vitória de Guimarães, 21:15
Com Agência Lusa.
PASSAGE À NIVEAU – 23 fevereiro 2025
Passagem de Nível, magazine de informação da Rádio Alfa com coordenação e apresentação de Artur Silva, aos domingos entre as 12h-14h.
Redifusão na noite de terça para quarta-feira (seguinte) às 00h.
Ou aqui:

Atentado Mulhouse. Chamava-se Lino Sousa Loureiro e vivia a cerca de quinhentos metros do local
O português assassinado ontem em Mulhouse era de Ermesinde e chamava-se Lino Sousa Loureiro. Lino tinha 69 anos e vivia a menos de 500 metros do local onde ocorreu o incidente.
Natural de Ermesinde, Lino, estava em França desde 1992, conforme confirmou Rui Barata, Conselheiro das Comunidades Portuguesas em Estrasburgo, ao LusoJornal.
Rui Barata descreveu-o como uma pessoa calma e de temperamento pacífico. Lino era um frequentador regular da Associação Portuguesa de Mulhouse, onde gostava de jogar cartas com outros membros da comunidade.
Também era conhecido entre os amigos pela alcunha de « Artur Jorge », por causa do seu bigode, que se assemelhava ao do famoso treinador de futebol.
Lino Sousa Loureiro era casado e pai de um filho. A tragédia causou grande consternação entre os membros da comunidade portuguesa local, que lamentam profundamente a perda de Lino.
O agressor era conhecido pela polícia e pelos serviços de investigação. Tinha 37 anos, era argelino, tinha mandato de expulsão do território francês e foi imediatamente detido.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse não haver dúvida de que o ataque com uma arma branca foi um “ato de terrorismo” e “islâmico”.
Com Lusojornal.
« Lino deve ser lembrado como um bom português e um bom pai de família » sugere Armindo Mendes