Estrangeiros em Portugal alcançam número mais elevado de sempre com brasileiros a liderar

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A população estrangeira residente em Portugal aumentou em 2019 pelo quarto ano consecutivo, totalizando 590.348 cidadãos, o valor mais elevado registado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras desde o seu surgimento, em 1976, revelou hoje o SEF.

“Em 2019 verificou-se, assim, pelo quarto ano consecutivo, um acréscimo da população estrangeira residente, com um aumento de 22,9% face a 2018, totalizando 590.348 cidadãos estrangeiros titulares de autorização de residência, valor mais elevado registado pelo SEF, desde o seu surgimento em 1976”, indica o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA) apresentado na cerimónia comemorativa do 44.º aniversário do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Segundo o SEF, os brasileiros mantêm-se como a principal comunidade estrangeira residente no país, representando no ano passado 25,6% do total, o valor mais elevado desde 2012.

No final de 2019, viviam em Portugal 151.304 brasileiros, seguido dos cabo-verdianos (37.436), Reino Unido (34.358), Roménia (31.065), Ucrânia (29.718), China (27.839), Itália (25.408), França (23.125) e Angola (22.691).

O RIFA destaca o aumento dos cidadãos oriundos do Reino Unido e de Itália, neste caso devido aos cidadãos de nacionalidade italiana serem naturais do Brasil.

Os imigrantes residem sobretudo no litoral, sendo que 68,6% está registada nos distritos de Lisboa, Faro e Setúbal, totalizando 405.089 cidadãos residentes, enquanto que em 2018 eram 330.763.

O relatório do SEF revela também que o aumento de novos residentes estrangeiros, registando-se no ano passado uma subida 38,7% de novos títulos emitidos face a 2018, um total de 129.155 e mais do dobro (110,3%) em relação a 2017.

Este serviço de segurança justifica este aumento com o crescimento dos novos títulos emitidos a cidadãos de nacionalidade brasileira (37,8% do total), um total de 48.796 de brasileiros que procuram Portugal em 2019 para se juntarem à família, trabalhar e estudar.

Também se registou em 2019 um aumento de imigrantes para trabalhar provenientes da Índia (4,9%) e do Nepal (3,9).

Segundo o RIFA, em 2019 viviam legalmente em Portugal 16.849 nepaleses e 17.619 indianos.

Em declarações aos jornalistas após a apresentação do RIFA, o ministro da Administração Interna afirmou que o relatório prova que Portugal é “um país atrativo em que a economia, segurança e a forma como entende positiva a migração como fenómeno regular tiveram um impacto muto significativo”.

“Entre 2015 e 2019 o número de estrangeiros em Portugal aumentou cerca de 200.000. Isto significa que foi este saldo migratório positivo que permitiu que, pela primeira vez , desde 2009, a população portuguesa tenha crescido em 2019, disse Eduardo Cabrita.

Este sábado. Debate no FB sobre homossexualidade e emigração. Luísa Semedo

Jovens associações portuguesas organizam debate em linha no FB sobre a homossexualidade e a emigração. Ouça a última crónica da escritora Luísa Semedo:

 

 

Covid-19: Portugal com mais seis mortos e 345 novos casos confirmados

Covid-19: Portugal com mais seis mortos e 345 novos casos confirmados

Covid-19: Portugal com mais seis mortos e 345 novos casos confirmados

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Portugal regista hoje mais seis mortos relacionados com a covid-19 do que na segunda-feira e mais 345 infetados, a maioria na Região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Os dados da DGS indicam 1.540 mortes relacionadas com a covid-19 e 39.737 casos confirmados desde o início da pandemia.

Em comparação com os dados de segunda-feira, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,4%. Já os casos de infeção subiram 0,9%.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado o maior número de surtos, a pandemia de covid-19 atingiu os 17.225 casos confirmados, mais 299 do que na segunda-feira, o que corresponde a 87% dos novos contágios.

Do total de pessoas infetadas em Portugal, 441 estão internadas, mais 17 do que na segunda-feira (+4%). O número de doentes internados em unidades de cuidados intensivos mantém-se nos 72.

Na distribuição dos casos infetados por concelhos, Lisboa é o que regista o maior número de casos (3.191), seguido por Sintra (2.325), Loures (1.680), Vila Nova de Gaia (1.622), Amadora (1.479), Porto (1.414), Matosinhos (1.292), Braga (1.256), Maia (950) e Odivelas (963).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções (17.329) e de mortes (814).

A região de Lisboa e Vale do Tejo regista 17.225 infeções e 446 mortos, a região Centro 248 óbitos e 4.014 casos confirmados, o Algarve 15 óbitos e 536 pessoas infetadas e o Alentejo dois mortos e 397 pessoas com covid-19.

Os Açores apresentam 144 casos de infeção pelo novo coronavírus SARA-Cov-2 e 15 mortes, enquanto a Madeira tem 92 pessoas infetadas e nenhum óbito registado.

Os dados do relatório da DGS indicam que, do total de mortes registadas até hoje, 775 são mulheres e 765 homens.

Por faixa etária, o maior número de mortes regista-se entre as pessoas com 80 ou mais anos (1.033), seguida pela faixa entre os 70 e os 79 anos (298). Entre a população com idades compreendidas entre os 60 e 69 anos há 140 mortes.

Os dados da DGS registam ainda 49 mortes na faixa etária entre os 50 e os 59 anos, 17 entre os 40 e os 49 anos, uma entre os 30 e os 39 anos e duas na faixa etária dos 20 aos 29 anos.

Relativamente ao total de casos de infeção, os dados apontam que 22.353 são mulheres e 17.384 homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (6.659), seguida da faixa entre os 50 e os 59 anos (6.345) e das pessoas com idades compreendidas entre os 30 e os 39 anos (6.269).

Nas faixas etárias mais jovens, entre os 20 e os 29 anos, registam-se 5.724 casos e, entre os 10 e os 19 anos, 1.550.

Nas crianças até aos nove anos verificam-se 1.069 casos, precisam os dados da Direção-Geral da Saúde.

Segundo a DGS, 38% dos doentes apresentaram tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 11% dificuldade respiratória.

A aguardar resultado laboratorial de testes estão 1.759 pessoas e em vigilância pelas autoridades de saúde estão 30.248.

Desde o dia 01 de janeiro, Portugal registou 366.777 casos suspeitos, refere o boletim, adiantando que há 25.829 pessoas dadas como recuperadas, mais 281 do que na segunda-feira.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 472 mil mortos e infetou mais de 9,1 milhões de pessoas em todo o mundo.

Mais de 4,4 milhões de casos foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

 

Segunda volta das municipais. Entrevistas: hoje L. Cathala (11h) e S.Gerinte (11h30)

A Rádio Alfa prossegue hoje com entrevistas a candidatos à segunda volta das « municipais » francesas. No programa, hoje, às 11h, Laurent Cathala (Créteil) e, às 11h30, Sylvie Gerinte (Marolles en Brie)

 

Covid-19: Mercado automóvel na UE regista queda histórica de 25%

Covid-19: Mercado automóvel na União Europeia regista queda histórica de 25%

 

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O mercado automóvel europeu deve registar uma queda histórica de 25% devido à crise sanitária, anunciaram hoje os construtores em comunicado.

O registo de matrículas de viaturas novas na União Europeia (sem contar com o Reino Unido) deve passar das 12,8 milhões de unidades em 2019 para as 9,6 milhões este ano, de acordo com a Associação dos Construtores Europeus de Automóveis (ACEA)

 As medidas para combater a pandemia da covid-19 paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos.

Conselho das Comunidades pede um subsídio de funeral para portugueses do estrangeiro

Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa envia uma moção ao Governo pedindo um direito mortuário para os portugueses residentes no estrangeiro.

Leia aqui, na íntegra a moção do CRCPE proposta ao Governo português, assinada pelo seu presidente Pedro Rupio:

Exma. Sra. Berta Nunes,
Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas,
( c/ cópia para a Presidência do Conselho de Ministros)

No relatório estatístico de 2019, elaborado pelo Observatório da Emigração, é possível
verificar um envelhecimento da população portuguesa residente no estrangeiro. Quando em
2001, os mais de 65 anos constituíam 10% dos emigrantes portugueses, esse valor subiu para 15% em 2011 1 . Não havendo dados mais atualizados sobre a matéria, é todavia provável que essa tendência tenha continuado a evoluír no mesmo sentido esta última década.
Esta nova realidade veio inflacionar o número de casos comunicados a este Conselho
Regional do Conselho das Comunidades Portuguesas de cidadãos portugueses residentes no
estrangeiro que encontram dificuldades, nomeadamente de âmbito logístico e financeiro, tanto na questão da trasladação de corpos de familiares para Portugal, como para o próprio ato funerário. Na Europa, o financiamento do funeral e de uma trasladação de cadáver para
Portugal pode avizinhar os 5.500 euros, se o transporte for feito por via terrestre. Por via
aérea, a despesa poderá aproximar os 6.500 euros, situação que coloca muitos compatriotas
numa situação delicada por não conseguirem assumir tais nivéis de despesas. De facto, a Lei
portuguesa está desprovida de menção ao direito mortuário do cidadão português falecido no estrangeiro. A este respeito, importa salientar que o cidadão português falecido no estrangeiro tem de ver consagrado na Lei a sua pertença cultural pela morte e o direito de ser sepultado no seu país natal.
Pelos motivos acima expostos, e ao abrigo da Lei n°66-A/2007, de 11 de dezembro do
Conselho das Comunidades Portuguesas, nomeadamente do artigo 2° respeitante às suas
competências, o Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa vem por este
meio e por iniciativa própria, propôr ao membro do Governo responsável pelas áreas da
emigração e das comunidades portuguesas a criação de legislação e a adoção de medidas
que visem a repatriação de cidadãos portugueses falecidos e que reforcem o apoio às
famílias atingidas nesse tipo de adversidades, designadamente através de um subsídio de
funeral para portugueses residentes no estrangeiro mas também através de um
acompanhamento administrativo e moral adequado por parte da rede consular.

Pedro Rupio
Presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa

Crise na Europa. Um plano financeiro ambicioso que não pode falhar. Por Pascal de Lima

A caminho de um acordo financeiro para salvar a  União Europeia?

O ambicioso plano financeiro que está sobre a mesa para relançar a Europa, visto à lupa pelo economista e professor em SciencesPo, Pascal de Lima.

Ouça aqui a CRÓNICA desta terça-feira, 23, de Pascal de Lima:

Covid-19/Portugal. Recuo no desconfinamento. O que muda, hoje, em Lisboa

Multa nos ajuntamentos, quase tudo a fechar às 20h, mais polícia: o que muda a partir das 00h em 15 freguesias da região de Lisboa. Estas 15 freguesias continuam em estado de calamidade. As novas medidas foram anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, devido ao facto de ser nesta região que se concentra a maioria de novos casos de covid-19

Alfa/Expresso. Por Helena Bento

Depois de uma reunião, esta segunda-feira, com autarcas, o ministro da Administração Interna e a ministra da Saúde, António Costa anunciou novas medidas para conter a propagação do vírus da covid-19, que tem afetado a Área Metropolitana de Lisboa mais do que qualquer outra zona do país. Entram em vigor às zero horas de terça-feira, 23 de junho, e são as seguintes:

PROLONGADO O ESTADO DE CALAMIDADE EM 15 FREGUESIAS

Ainda não se conhece o nome de todas as freguesias em que será prolongado o estado de calamidade, mas sabe-se que a medida abrangerá todo o concelho da Amadora (que tem seis freguesias), o concelho de Odivelas (quatro freguesias) e duas freguesias de Loures: Sacavém e Camarate.

O nome das restantes três será conhecido esta tarde, sendo esperada a divulgação da lista completa ao final da tarde desta segunda-feira. Segundo António Costa, é nestas freguesias “que se situa o núcleo do problema (…) sendo possível localizar [em algumas delas] as áreas residenciais onde há uma incidência particular”, daí a necessidade de implementar medidas de vigilância especial.

Afastada foi a possibilidade de se criar uma cerca sanitária à semelhança da adotada em Ovar, sugestão feita, aliás, pelo autarquia desta cidade e vice-presidente do PSD, Salvador Malheiro – tratando-se de áreas residenciais específicas, será possível “controlar os riscos” e “obter resultados sem as limitações da cerca”, acrescentou o primeiro-ministro.

António Costa anunciou também que nas zonas onde foram rastreados surtos, haverá uma aposta na georreferenciação, ou um “aperfeiçoamento das ferramentas de georreferenciação”, como disse, “visto que hoje já é possível georreferenciar ao nível da rua e do próprio prédio as situações que exigem maior vigilância”.

Será ainda promovido, nessas zonas, o Programa Bairros Saudáveis, com o objetivo de desenvolver projetos comunitários de reforço da prevenção do contágio por covid-19, estando ainda prevista uma articulação “mais forte” entre as autarquias e as autoridades de saúde para diminuir os prazos de notificação e resultados laboratoriais; haverá um reforço das visitas de vigilância para confirmar que regras como o confinamento obrigatório para pessoas infetadas estão a ser cumpridas. “Serão adoptadas medidas que permitam libertar os profissionais de saúde pública das visitas domiciliárias a quem está sob confinamento ou em regime de vigilância.”

REFORÇO DO PODER DAS FORÇAS DE SEGURANÇA

Outra das novas medidas — e que não abrangerá apenas as tais 15 freguesias mas toda a Área Metropolitana de Lisboa — tem que ver com o reforço do poder das forças de segurança, o que significa, por exemplo, que ajuntamentos com mais de 10 pessoas poderão vir a ser punidos com uma multa, conforme explicou António Costa, sem, contudo, entrar em detalhes sobre valores. Haverá ainda um reforço do número de agentes da PSP e de militares da GNR nas ruas, para promover ações pedagógicas sobre o vírus e o contágio.

REDUÇÃO DE HORÁRIO DE LOJAS E CAFÉS

Lojas e cafés passam a fechar às 20h00, excepto os restaurantes que servirem refeições ao jantar.

MAIS FISCALIZAÇÃO

Foi também anunciado um reforço da fiscalização, seja do comércio (em concreto, os centros comerciais, onde será reforçado o controlo do número de entradas e também ao nível da circulação), seja da construção civil (estaleiros e transporte de trabalhadores).

Covid-19: Trump admite que número de mortos nos EUA atinja os 150 mil

Covid-19: Trump admite que número de mortos nos EUA atinja os 150 mil

 

O balanço da pandemia do novo coronavírus nos EUA pode superar os 150 mil mortos, estimou o Presidente do país, Donald Trump, durante uma entrevista na Casa Branca, o que compara com as atuais 120 mil vítimas mortais.

O balanço atual é “provavelmente de 115 (115 mil), mas pode ir um pouco mais acima, até 150 (150 mil), talvez mesmo mais, mas ter-se-iam perdido dois a quatro milhões de vidas” se o país não tivesse tomado medidas para diminuir a propagação do novo coronavírus, disse Trump, durante uma entrevista à rede noticiosa por cabo Spectrum News.

Trump referiu-se ao modelo avançado pelo Imperial College of London, que anunciou em meados de março um balanço possível de 2,2 milhões de mortes nos EUA se nenhuma medida fosse tomada.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, que é uma referência neste assunto, o balanço das mortes nos EUA atingiu hoje os 120 mil.

“Fizemos um bom trabalho e agora estamos a repor o país de pé”, declarou, durante a entrevista realizada na Casa Branca.

Interrogado sobre a oportunidade de organizar novos encontros de campanha eleitoral, quando vários estados do sul e oeste do país conhecem um novo surto de infeções, Trump disse que a segurança sanitária não estava a ser negligenciada.

“Nós estamos preocupados com a segurança”, afirmou. “Queremos desembaraçar-nos desta coisa”, acrescentou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 469 mil mortos e infetou quase 9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Covid-19: França diminui número de pacientes graves

Covid-19: França diminui número de pacientes graves

 

A França deu ontem conta de uma nova diminuição do número de doentes com covid-19 nos cuidados intensivos, indicando que irá reforçar a vigilância no território ultramarino da Guiana Francesa, onde o vírus circula de forma intensa.

As autoridades sanitárias francesas referiram que estão hospitalizados 9.693 pacientes infetados com o novo coronavírus, dos quais 701 estão nas unidades de cuidados intensivos, menos 26 do que na passada sexta-feira.

A Direção Geral da Saúde (DGS) francesa considerou “preocupante” a situação na Guiana (Francesa, no norte da costa Atlântica da América do Sul), onde o vírus “está ativamente a circular” na zona do litoral e em quase todas as cidades.

Os níveis de contágio superaram a barreira de alerta, o que levou as autoridades sanitárias francesas a reforçar a vigilância, com o envio de uma missão de três profissionais para coordenar a resposta dos serviços locais.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 468 mil mortos e infetou quase 9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.