SOM. « Convite a um exemplar desconfinamento artístico, mas em Portugal ».

Crónica de segunda, 18.

« Convite a um exemplar desconfinamento artístico, mas em Portugal ». Em França é impossível, mesmo no dia dos museus.

Ouça aqui a última crónica de João Pinharanda, historiador de Arte, diretor do Instituto Camões em Paris : 

 

Morreu o diplomata José Cutileiro

 

Morreu o diplomata José Cutileiro

José Cutileiro morreu neste domingo em Bruxelas, noticiou a TSF. O diplomata e escritor tinha 85 anos  e era comentador habitual de política de de diplomacia designadamente na Antena1 e no Expresso.

Covid-19/Portugal. Restaurantes receiam abrir para depois encerrarem

Sobrevivência. Como se prepararam os chefes e empresários para voltar à atividade na segunda-feira, 18. As dúvidas sobrepõem-se às certezas. Restaurantes: Receio de abrir portas para depois encerrar

Desinfeção a fundo no restaurante Mauritânia Grill, em Leça da Palmeira (Porto)<span class="creditofoto"> FOTO RUI DUARTE SILVA</span>

Desinfeção a fundo no restaurante Mauritânia Grill, em Leça da Palmeira (Porto)FOTO RUI DUARTE SILVA

Alfa/Expresso (Parcial) Por CONCEIÇÃO ANTUNES, HUGO FRANCO E MARGARIDA CARDOSO

A última refeição na Taskinha do Pão Mole, em Cascais, foi um cozido à portuguesa servido por Gabriela Fitas aos clientes na véspera de ter sido decretado o primeiro estado de emergência, a 18 de março. Quase dois meses depois, a empresária decidiu entregar as chaves do estabelecimento ao senhorio e já não vai abrir mais as portas. “Temos capacidade para 32 pessoas e com metade dos lugares não me sustentaria. Além disso, vivíamos dos almoços de grupos e havia muita rotatividade de clientes. Tudo isso é agora impossível com as desinfeções entre cada refeição. Os restaurantes pequenos não vão ter hipóteses de sobreviver com as novas regras”, vaticina.

Sem direito a receber o subsídio de desemprego, aos 57 anos a empresária foi obrigada a ir viver com os pais, no Alentejo. “Tive de despedir as empregadas e fiquei com algumas dívidas a fornecedores e tenho contas da luz e da água por pagar.” A mágoa em abandonar o negócio com sete anos é quase palpável. “Isto é o que mais gosto de fazer na vida.”

Os dados de um inquérito da principal associação de hotelaria e restauração (AHRESP) revelam que 27% destas empresas ponderam avançar para a insolvência por não terem capacidade para enfrentar as limitações impostas pelas autoridades de saúde. E a esmagadora maioria dos donos dos restaurantes que vão reabrir nesta segunda fase do desconfinamento (88%) garante que o negócio só sobreviverá com a ajuda do Governo. “Prevejo que 40% a 50% dos restaurantes vão desaparecer até ao fim do ano: entre os que não reabrem de vez e os que abrem as portas e que depois vão ser obrigados a encerrar quando se aperceberem que não têm clientes”, argumenta José Avillez.

O conhecido empresário e chefe de cozinha confidencia ao Expresso que deverá fechar 20% dos seus restaurantes. “Tenho de me concentrar nos projetos e nos postos de trabalho que vou conseguir salvar.” A abertura está agendada para 1 de junho, nesta fase só o Bairro do Avillez.

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Covid-19: Diplomacia tenta desembarcar portugueses há 75 dias num navio

Covid-19: Diplomacia tenta desembarcar portugueses há 75 dias num navio – Governo

Covid-19: Diplomacia tenta desembarcar portugueses há 75 dias num navio - Governo

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 A secretária de Estado das Comunidades disse hoje à Lusa que a rede diplomática tem acompanhado portugueses retidos há mais de 75 dias em navios-cruzeiro, mas explicou que têm sido impedidos de sair pelo México e Estados Unidos.

“A situação das tripulações retidas em navios-cruzeiro, ao largo dos Estados Unidos e México, está a ser acompanhada de forma muito próxima pela rede diplomática, no sentido de garantir o desembarque das tripulações”, afirmou Berta Nunes, numa declaração enviada à agência Lusa.

O desembarque encontra-se, no entanto “impedido pelas normas sanitárias e de segurança em vigor naqueles países”, acrescentou.

O caso passa-se com a tripulação de vários navios da companhia Seabourn, que ficaram retidos ao largo do México e dos Estados Unidos no âmbito das medidas de segurança aplicadas para conter a pandemia da covid-19.

A Lusa tentou contactar alguns dos portugueses que estão num dos navios, mas, até ao momento, foi impossível estabelecer ligação.

No entanto, um desses portugueses enviou um e-mail, explicando estar ancorado na baía de Porto Vallarta, no México, a bordo do Koningsdam.

“Não tenho a certeza de quantos portugueses temos a bordo, considerando que temos membros da tripulação de oito navios diferentes e mais de 70 nacionalidades”, refere, adiantando que têm sido cumpridas todas as regras necessárias para o desembarque.

Cumprimos a “distância social, usamos uma máscara facial em todos os momentos numa área pública, [estamos em] cabine individual, [os] horários de refeições [são] de meia hora [e] para um certo número limitado de pessoas, [cumprimos a] higienização obrigatória de mãos e a verificação de temperatura duas vezes por dia”, garantiu.

Referindo que já ultrapassaram os 75 dias em autoisolamento, o português garante que não foi registado a bordo nenhum caso de infeção pelo coronavírus que provoca a covid-19.

“Estamos todos saudáveis e em boa forma e, portanto, não entendemos qual a razão que leva todos os países a que chegamos a recusar o nosso pedido de desembarque” e “a oportunidade de regressar aos nossos países”, lamenta, acrescentando não entender também o tratamento de governos e políticos.

A edição de hoje do Jornal de Notícias adianta estarem 14 portugueses no navio, além de outros tripulantes de diferentes nacionalidades.

A embarcação começou o seu percurso em Miami, nos Estados Unidos, com o objetivo de passar por todos continentes.

“Entretanto, após algumas paragens, alguns portos começaram a proibir-nos a entrada. No Sri Lanka, por exemplo, só conseguimos receber provisões. Fizemos então uma travessia de 18 dias, sem parar, até a Austrália porque nenhum porto antes disso nos deixou desembarcar. Até porque a seguir ao Sri Lanka era a Ásia”, contou uma das portuguesas a bordo, Joana Ferreira, ao JN.

Segundo a mesma fonte, os hóspedes conseguiram desembarcar a 18 de março, quando chegaram à Austrália, mas a tripulação manteve-se a bordo, até porque se pensava que a pandemia seria “algo temporário”.

Seguiram depois viagem até ao Havai, Los Angeles e, por fim, México, onde foi sempre negado o desembarque de qualquer elemento da tripulação que não fosse originário do país.

A 28 de abril, a tripulação, já em isolamento, foi transferida para um segundo navio, que acolhe tripulações de outros barcos da mesma companhia, com a justificação de que “supostamente seria mais fácil ir para casa”, lembrou.

Na declaração hoje enviada à Lusa, a secretária de Estado das Comunidades assegurou que “a rede diplomática tem feito diligências, em conjunto com outros países com nacionais retidos a bordo, tanto junto das empresas, como das autoridades norte-americanas e mexicanas”.

O objetivo das diligências é, segundo Berta Nunes, procurar que, “no diálogo com empresas e autoridades locais, os cidadãos nacionais possam ser autorizados a desembarcar o mais rapidamente possível”.

“No que respeita ao navio Konigsdam, com 12 nacionais a bordo, entre quase duas centenas de tripulantes europeus, prosseguem diligências para que seja autorizado o desembarque pelas autoridades locais e federais do México”, concluiu.

Francesa Nexity investe €68 milhões em novos prédios nas zonas do Porto e Lisboa

HABITAÇÃO Nexity investe €68 milhões no Porto e Lisboa

A notícia é dada pelo Expresso que indica que um prédio em Dafundo e um dos projetos de Leça da Palmeira avançam já em outubro. O terceiro, também em Leça, virá depois.

Estes projetos de três edifícios integrarão 299 apartamentos e alguns avançam ainda em tempo de pandemia.

« A promotora imobiliária francesa Nexity, que saiu de Portugal em 2008, decidiu regressar ao país e prepara-se para aplicar, numa primeira fase de investimento, €68 milhões em habitação em Leça da Palmeira, no Grande Porto, e no Dafundo, na Grande Lisboa », escreve o jornal.

“A Nexity veio em 2000 e ficou com um terreno em Lisboa onde construiu o Amoreiras Plaza, que depois vendeu. Nessa altura, o objetivo era ficar à procura de projetos comerciais, só que em 2008 houve questões com os licenciamentos e, depois, a crise financeira internacional. Em 2018 percebeu que havia falta de casas para a classe média, fez um plano de negócio de longo prazo e eu comecei a trabalhar em maio desse ano, a construir a equipa que, neste momento, tem 12 pessoas”, conta ao Expresso o diretor-geral da Nexity em Portugal, Fernando Vasco Costa.

(…)

Os preços das casas dos dois primeiros projetos já estão definidos. No Dafundo oscilarão “entre 150 mil a 1 milhão de euros” e em Leça “haverá T2 a partir de 195 mil euros e T3 desde 260 mil euros”. Já as vendas deverão ser lançadas em setembro deste ano.

A empresa francesa anuncia novos projetos  fututos na área da habitação e escritórios no valor de 160 milhões de euros, anuncia o Espresso.

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https://www.rtp.pt/noticias/mundo/espanha-emigrantes-portugueses-tambem-sao-afetados_v1229474

Covid-19: França regista 96 mortos em 24 horas

Covid-19: França regista 96 mortos em 24 horas

Covid-19: França regista 96 mortos em 24 horas

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 O número total de mortos em França, por causa da pandemia provocada pelo novo coronavírus, aumentou hoje para 27.625, com mais 96 óbitos registados nas últimas 24 horas, anunciou o Ministério da Saúde francês.

Do total de vítimas mortais causadas pelo vírus, 17.412 foram registadas em unidades hospitalares e 10 213 ocorreram em lares de idosos e centros para pessoas que, por motivos de saúde ou incapacidade, necessitam de prestação de cuidados constantes.

Atualmente há 19.432 pessoas hospitalizadas em França devido à vovid-19, 2.132 das quais estão internadas nos cuidados intensivos.

A França é atualmente o quarto país no mundo com mais mortos devido ao vírus, a seguir aos Estados Unidos (87.493 mortos), Reino Unido (34.466 mortos) e Itália (31.763 mortos).

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 307 mil mortos e infetou mais de 4,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Emigrantes. MEU INCERTO MÊS DE AGOSTO. Clarificação, precisa-se

MEU INCERTO MÊS DE AGOSTO. ENTRE O TEMOR, A INCERTEZA E A SAUDADE, OS EMIGRANTES PORTUGUESES PREPARAM-SE PARA VOLTAR A CASA

Querem voltar mas não sabem como, nem o que lhes vai acontecer no país onde guardam raízes. Os tempos de incerteza da covid-19 vieram abalar os rituais dos emigrantes e lusodescendentes, habituados a vir a Portugal no verão. O Governo prometeu que tudo fará para lhes assegurar a vinda, mas ainda são muitas as incógnitas quanto ao que os próximos meses lhes reservam.
Meu incerto mês de agosto. Entre o temor, a incerteza e a saudade, os emigrantes portugueses preparam-se para voltar a casa
MÁRIO CRUZ/LUSA

No passado dia 8 de maio, o Governo pôs fim aos “rumores infundados” que corriam pelas redes sociais, de que a vinda das comunidades portuguesas para o nosso país passar as férias de verão seria indesejada pelas autoridades.

“O objetivo do governo é que os emigrantes possam vir a Portugal no Verão para reencontrar as suas famílias e, como sempre têm feito, para apoiar na recuperação da economia”, lê-se na nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Os rumores, porém, tinham razão de ser: antes das férias da Páscoa, foi de facto pedido pelo ministro Augusto Santos Silva — assim como por autarcas de localidades como Vila Real ou Fornos de Algodres — para que as comunidades emigrantes optassem por ficar pelo país de acolhimento, em vez de viajar para Portugal.

Mas, apesar de tal ter ocorrido há pouco mais de um mês, os tempos e as circunstâncias eram outros. No início de abril, o país atravessava uma fase crítica da pandemia com um estado de emergência vigente, a ideia de clausura estava na ordem do dia e pedia-se aos emigrantes para não cumprir em Portugal o recolhimento que deveriam fazer nas respetivas terras a que passaram a chamar casa.

Daqueles que, mesmo assim, quiseram regressar, muitos desistiram depois de ver os seus voos cancelados, e os que ainda recorreram a fazer o percurso de carro, depararam-se com controlos nas fronteiras e notificações para cumprirem quarentena (entretanto revertidas).

Agora, montado sobre os bons resultados que as últimas semanas trouxeram e uma aparente estabilização da covid-19 a nível europeu, o Governo quer que a história seja outra no verão, e que, apesar de despojados da folia de outros anos, os emigrantes e lusodescendentes regressem às suas raízes.

No entanto, ainda são várias as incógnitas que impedem os vários emigrantes entrevistados pelo SAPO24 de saber com certeza se tanto eles como os seus familiares e amigos poderão vir para Portugal passar a época — ou se as contingências a que poderão ser obrigados justificam o esforço.

Em causa estão voos incertos, fronteiras fechadas e o risco de terem de vir a cumprir quarentena, tanto em Portugal como no seu país de acolhimento. Como tal, há vários que veem a data aproximar-se sem terem feito os preparativos de viagem necessários.

Clarificação, precisa-se

Elodie já tem um voo marcado desde março, comprado dez dias antes de ser decretado o confinamento obrigatório em França, mas a sua viagem tem um “ponto de interrogação” por cima. Apesar das romarias de carros ocuparem o imaginário dos emigrantes a chegar a Portugal nos meses de verão, a lusodescendente enjoa em viagens longas e prefere ir de avião.

Nascida e residente em Paris, a professora de pré-primária de 31 anos passa férias na zona de Pombal, de onde a família é proveniente, desde que se lembra. O que antes era um verão inteiro passado em Portugal nos tempos de juventude, agora resume-se a “três ou quatro semanas”, ditadas pela responsabilidade do trabalho e da maternidade. No entanto, esta pode ser “a primeira vez” que falha uma vinda.

Apesar de ter ida garantida para Portugal, Elodie não sabe em que condições pode voltar a Paris, já que comprou bilhetes de volta para um aeroporto, de Orly, que se encontra fechado. “É mesmo uma confusão porque acho que mesmo só à última da hora é que vamos saber”, desabafa.

Para além disto, o problema, para si, é que não só não sabe o que lhe vai acontecer quando chegar a Portugal, como também falta perceber o que é que o Governo francês vai implementar nos próximos meses. “França está a dizer que vamos poder viajar outra vez à Europa, mas depois Portugal diz que não sabe se quer ou não. Se me deixarem ir, acho que vou. Mas se houver impedimentos, terei de ficar cá”, aponta.

Amandine, de resto, reporta problemas semelhantes. Também ela lusodescendente, esta designer gráfica de 36 anos não vai viajar neste verão, preferindo aguardar por novembro com otimismo cauteloso, por considerar que, por essa altura, se vai saber melhor como lidar com a pandemia.

No entanto, para já, Amandine diz que “a maior parte” da sua comunidade “está à espera de saber se vai poder ir”, incluindo as suas duas irmãs e a sua mãe. « Eu sei que o Governo português disse que ia tentar fazer de tudo para que os emigrantes pudessem visitar as suas famílias, mas nós também aqui precisamos de saber do nosso lado se vai ser possível — o Governo francês também tem de nos dar essa opção de viajar ».

A confusão das lusodescendentes é causada pela falta de clarificação que neste momento existe quanto às viagens e às medidas a implementar, não só em Portugal, como na União Europeia, onde cada país ainda está a manter as suas próprias regras mediante a fase da pandemia em que se encontra.

Sendo um setor que, em condições normais, já assumiria um enorme peso na economia de muitos países da União Europeia, o turismo afigura-se agora essencial para ajudar à difícil recuperação da crise pandémica nos cofres dos estados-membros, com o nosso país à cabeça.

É por isso que a UE já fez avançar as diretrizes para promover uma certa retoma até aos meses de verão, deixando, inclusive, a ressalva de que os países da União Europeia deveriam dar livre-conduto a quem se deslocasse para visitar a família.

No entanto, um dos pressupostos para que isso aconteça é a abertura das fronteiras entre os países do espaço Schengen, encerradas por razões sanitárias durante a fase crítica da pandemia. Se a União Europeia já fez saber que pretende, num futuro próximo, manter-se fechada ao mundo, dentro de portas quer que a livre circulação volte a instaurar-se. Só que os países não estão a trabalhar ao mesmo ritmo: se a Alemanha, a Suíça ou a Bélgica já fizeram saber que esperam a 15 de junho já ter as suas fronteiras abertas, em França ainda nada avançou e em Espanha admite-se que as fronteiras possam ficar fechadas até julho, para além do país estar a impôr quarentena de 14 dias a qualquer estrangeiro — fora algumas exceções — que entre no seu território.

O Governo português, pelo seu lado, tem procurado dar alguns sinais positivos. No que toca às restrições dos voos provenientes de fora da UE, o Ministério da Administração Interna, respondendo a um email enviado pelo SAPO24, garantiu que continua a manter como exceções à interdição de tráfego aéreo “os voos oriundos de países com importantes comunidades portuguesas”: países africanos lusófonos, Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), Reino Unido, Estados Unidos da América, Venezuela, Canadá e África do Sul.

Por outro lado, na sua nota, o MNE mencionou como está « a trabalhar para assegurar que, em qualquer cenário de evolução da situação na fronteira terrestre, venha a ser possível aos portugueses residentes no estrangeiro e com outra residência ou familiares em Portugal deslocarem-se ao nosso país no período de férias de verão ». Portugal, recorde-se, mantém a fronteira fechada com Espanha até, pelo menos, 15 de junho.

Esta informação, inclusive, foi secundada pela Direção-Geral da Saúde, que em resposta a um email do SAPO24 assegurou, para já, que os emigrantes que venham para Portugal não sofrerão quaisquer restrições à sua entrada.

“À  data, não existem restrições à entrada de pessoas em Portugal continental (cidadão nacional ou estrangeiro). Assim, se um emigrante pretender entrar em Portugal continental, poderá fazê-lo”, responde a DGS.

A DGS adianta também que, para as férias de verão, os emigrantes que “chegarem por via aérea, em voos com destino a Portugal autorizados, poderão entrar normalmente no aeroporto, sem restrições”, ressalvando, porém, que “se chegarem por via terrestre, para conseguir chegar às fronteiras, estes emigrantes deverão ter obtido autorização de circulação, de todos os estados membros que irão atravessar durante o trajecto desde o país onde estão a residir até à fronteira terrestre”.

No entanto, nem o MNE nem a DGS responderam ao SAPO24 se vão impor períodos de quarentena aos visitantes ou se vão testá-los para covid-19 à chegada. Também a este respeito, o secretário de Estado da Saúde pouco adiantou numa das conferências de imprensa diárias para fazer um ponto de situação quanto à pandemia. Questionado sobre este tema, António Lacerda Sales apenas disse que não haver “nada definido”, sendo tais medidas “articuladas com os diferentes países de onde provierem os nossos emigrantes”.

 

Porque é que vamos testá-los a eles? Os que estão cá também vão ser testados permanentemente?” 

De entre as autarquias contactadas pelo SAPO24 quanto à potencial vinda dos emigrantes portugueses no verão, a posição generalizada é de que ainda é cedo para falar em possíveis medidas.

No entanto, José Manuel Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, afirmou perentoriamente que a sua vinda não representa um risco ou a necessidade de um plano reforçado. “Não estou a prever fazer qualquer tipo de plano suplementar, apenas e só porque os emigrantes vêm. Esse plano já está em cima da mesa com a abertura gradual que estamos a fazer”, adianta.

“É evidente que nós não temos de ter medidas acrescidas quando eles chegarem, temos é de ter um plano que terá de existir e que já estará no terreno com boas práticas, com a relação entre o que há de ser a segurança no dia-a-dia com algumas regras que vão alterar um pouco aquilo que é a nossa dinâmica normal”, afirmou também o autarca em conversa ao SAPO24.

Ao contrário do que aconteceu na Páscoa, quando ”houve uma determinação global e uma limitação daquilo que era a circulação”, assim como o controlo apertado “que fazia sentido” ter — a Régua também notificou emigrantes a cumprir quarentena nessa fase —, José Manuel Gonçalves diz que tais medidas agora não fazem sentido, a começar pela imposição da quarentena.

“Isso será para muitos o seu período de férias. Não faz sentido tomarmos esse tipo de medidas”, defende o autarca, pugnando antes por um “dispositivo montado de resposta à pandemia e um centro de testes a funcionar”. No entanto, este deve manter a sua função de diagnóstico enquanto resposta a casos suspeitos e não para profilaticamente testar todos os emigrantes recém-chegados.

“Penso que isso não se justifica, não conseguiríamos operacionalizar isso com toda a gente que chega”, apontou o presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, deixando também uma questão: “Porque é que vamos testá-los a eles? Os que estão cá também vão ser testados permanentemente? Temos de ter em conta essa realidade”.

De resto, o autarca concede que não haverá as festas sazonais de outros anos, mas que isso não impede os emigrantes de terem “todo o direito de vir à sua terra natal, estar com a sua família e os seus amigos”, sendo, por isso, necessário arranjar “um equilíbrio para que isso possa acontecer”.

José Manuel Gonçalves não deixou de mencionar o papel de recuperação económica que os emigrantes poderão ter — a par de um esforço de reforçar a atratividade para o turismo interno —, mas, apesar de não ser “uma questão disciplicente”, o autarca disse que o fator principal é “sentirem-se de cá e serem recebidos por quem é de cá”.

O autarca deixou ainda a nota de que considera que as fronteiras com Espanha vão “obrigatoriamente ter de abrir, a não ser que os próximos tempos nos deem sinais claros de um agravamento acentuado da pandemia”, pois “há uma pressão muito grande para retomarmos a economia, porque a dada altura vamos ser com uma situação em que não morremos da doença mas podemos morrer da cura”.

“Se for para cumprir quarentena, não vale a pena ir.”

Sendo uma medida que potencialmente esgota grande parte do período de férias de que dispõem, a questão da quarentena é um assunto sensível para os emigrantes.

Para Elodie, neste momento, já não é uma questão de escolha. “Eu tenho bilhete marcado desde 15 de julho até 26 de agosto, se tiver de ficar 15 dias [de quarentena], depois tenho quatro semanas para aproveitar. Mas para quem tem férias muito curtas, é complicado”, aponta. Quanto a si, sempre é melhor ficar retida “numa casa com quintal e jardim” do que num “num apartamento de 40 m2 sem varanda nem jardim” onde tem estado retida, sublinha.

No entanto, nem toda a gente poderá ver o copo meio cheio nesta situação. “Se for para cumprir quarentena, não vale a pena ir”, atira Fausto, que não vai viajar este ano por estar a recuperar de um acidente de trabalho. “Estar longe de quem queremos ver… acho que não vale a pena ir de férias!”, conclui.

O carpinteiro de 32 anos, natural da Mêda, está radicado em Payerne, na Suíça, há 10, e costuma fazer a sua viagem de carro atravessando a Europa até chegar a Portugal. O seu irmão está neste momento “a planear ir como faz normalmente”, sendo que “só não vai se houver impedimento”.

No entanto, este emigrante confessa que, junto da comunidade portuguesa onde se insere, existem algumas pessoas que talvez não venham a Portugal este ano dadas as circunstâncias, especialmente porque, fazendo as suas viagens de carro, ainda não fizeram os preparativos e não se sentem vinculadas a uma viagem como quem compra um bilhete de avião.

“É complicado estar a cancelar tudo, porque o meu dinheiro já está investido naqueles bilhetes e não posso cancelar os voos. As companhias só devolvem o dinheiro se forem elas a cancelar na altura”, lamenta Elodie, adiantando também conhecer quem esteja a aguardar até à última da hora para se meter num carro e vir para Portugal, « nem que seja por uma semana”.

No entanto, um pouco mais a norte, há quem encare a atual situação com um pouco mais de leveza. Dada a situação de desconfinamento em que o país se encontra, Miguel sente-se “relativamente tranquilo”. Há nove meses em Bruxelas, na Bélgica, o engenheiro civil de 27 anos já tem um voo marcado para julho, mês onde a sua empresa “tem um período fixo de férias, pois todo o setor da construção fecha durante três semanas”.

Miguel tinha, então, “voo comprado para passar esse tempo em Portugal”, se bem que “com estas notícias todas”, não sabe se “o voo se vai concretizar ou não”. No entanto, o engenheiro civil acredita que não haja medidas na Bélgica que o impeçam de realizar a viagem.

“Aqueles fins de semana em que era possível fazer de escapadinha agora podem ser um mês inteiro só de quarentena”

Se Miguel já tinha um voo marcado antes do início da pandemia, Estrela ainda não comprou bilhete e não sabe quando o vai fazer.

A viver na República da Irlanda há perto de uma década, a ilustradora e artista de storyboard natural de Alhandra, de 33 anos, costuma voltar a Portugal de três em três meses. Foi, aliás, devido a essa frequência, que teve a sorte de visitar o país duas semanas antes do início da pandemia.

Se normalmente costumava planear as viagens com antecedência dado o encarecimento dos voos para Portugal, desta vez está a aguardar novidades, mesmo sabendo que os voos estão “a ficar com uma pressão incrível, porque as companhias estão a perder dinheiro”. “Não faço ideia de que medidas existem, portanto não estou a marcar voos nenhuns. Já estou a pôr na cabeça que me vai custar um dinheirão, quando finalmente puder ir”, confessa.

Parte da sua rotina anual envolve passar férias com a família em agosto em Sesimbra, mas Estrela não sabe se vai conseguir cumprir o ritual. “Agora está a começar a ser um problema porque não sabemos quando é podemos voltar a casa. Toda a gente aqui na Irlanda diz: ‘tudo bem, façam férias mas pelo país’. Mas ninguém está a falar sobre os emigrantes que querem ir a casa”, diz.

No seu caso, existe um forte dissuasor quanto à hipótese de viajar a Portugal este verão: qualquer pessoa que regresse à Irlanda de outro país, terá obrigatoriamente de fazer quarentena de 14 dias. “O medo é esse, exatamente. Até porque, quanto ao meu trabalho, não sei se posso voltar e posso tirar 14 dias para ficar fechada em casa”, indica.

O caso piora de figura com a possibilidade de passar também um período de quarentena em Portugal. “A mim não me interessa vir ver a minha família e ficar trancada em casa”, diz, sublinhando que tem saudades, mas que não quer “ficar trancada em casa, ainda num local de férias onde ficar em casa é uma tortura”.

No entanto, Estrela considera tal medida inevitável. “Não estou a ver o Governo a deixar de fazer a quarentena, porque também não quero ser um perigo público”, observa, lembrando que “o risco é muito maior” de contrair a doença quando se anda por um aeroporto ou dentro de um avião “por mais cuidado que as pessoas tenham”, porque “é um ponto de encontro de muita gente”.

É por isso que a ilustradora diz estar “nesta situação” com um grupo de amigos emigrantes. Um dos elementos desse grupo é Maria, de 32 anos, que vive do outro lado da fronteira. Residente em Belfast, na Irlanda do Norte, a designer em animação digital costuma ir a Portugal uma vez por estação e, tal como Estrela, foi a Portugal mesmo antes da pandemia, para celebrar o seu aniversário com os pais.

Porém, agora não sabe quando vai regressar ou se são os pais que vão visitá-la. “Eu iria fazer planos por volta de abril, mas como veio o coronavírus, nem tomei a iniciativa com a esperança de que, por esta altura, já soubesse de qualquer coisa e pudesse marcar”, admite.

Tal como a República da Irlanda, também a Irlanda do Norte impõe quarentena de 14 dias a quem regresse, como parte do pacote de medidas recentemente aprovado pelo Reino Unido. “Aqueles fins de semana em que era possível fazer de escapadinha agora podem ser um mês inteiro só de quarentena”, realça, dizendo não saber se deva “ir e passar 14 dias enfiada a fazer quarentena longe dos meus pais e para poder estar lá com eles a seguir e depois voltar e fazer quarentena outras duas semanas”.

Enquanto não se decide nem a situação se clarifica, Maria dá graças à internet por manter o contacto, até porque voos é coisa que não abunda neste momento. “Em tempos normais, costumava ter imensos aviões a voar por cima de minha casa. Agora são três ao dia e devem ser voos internacionais ou de carga, nada que se compare com o que era antes”, diz.

No entanto, apesar de todas as adversidades, Maria continua a manter a vontade de ir a Portugal, nem que seja em setembro, mas a verdade é que “o tempo está a voar mais depressa do que imaginava numa situação destas”.

“Muitas pessoas estão a ser informadas que não vão voltar ao escritório. Por isso tenho amigos a pensar se não era melhor ir para Portugal nestes tempos”

Este era suposto ser um verão mágico para Jéssica. Afinal de contas, mais do que significar “férias”, seria dentro de dois meses que a jornalista de 26 anos se casaria. No entanto, a pandemia obrigou a mudar os planos.

“Ia-me casar agora em junho em Portugal. Adiámos primeiramente para agosto mas já mudámos outra vez para agosto de 2021, porque vimos que as coisas não estavam a melhorar, adianta Jéssica, esperando, entre risos, que se consiga “casar dentro da próxima década”.

Em Londres há quase nove anos, a jornalista diz não fazer “as férias de agosto como os emigrantes de antigamente”, tentando “ir a Portugal de três em três meses”, sendo que “muitas vezes calha no verão, porque calham casamentos ou outros eventos”.

Tendo já recebido o reembolso dos bilhetes de junho, Jéssica diz que a sua viagem em agosto está em stand-by. “Vamos se esse voo puder ir em frente e se me sentir segura para o fazer”, diz

Para si, o maior temor está em realizar a própria viagem pois não sabe “o quão seguro é ir para o aeroporto” e “estar fechada no avião com outras pessoas”. Esse medo depois manifesta-se na possibilidade de “”não poder estar com as pessoas ou correr o risco de as infetar”, por vir “de um país onde a situação está muito pior”, o que faz de si “uma pessoa de risco”.

Tal como ela, outros colegas e familiares encaram a possibilidade de ter de fazer quarentena no Reino Unido como um obstáculo se já tiver deixado de fazer teletrabalho no verão. No entanto, visto que o país se mantém sob estado de emergência sem grandes perspetivas de melhora no futuro, “muitas pessoas estão a ser informadas que não vão voltar ao escritório, até pelo menos, setembro”. Por isso mesmo, Jéssica diz ter “amigos a pensar se não era melhor ir para Portugal nestes tempos”.

”Com a ideia de que vão ter de ficar por casa, começaram a pensar porque não ir para Portugal usufruir o verão aí e trabalhar por aí? Ainda por cima não há diferença horária”, adianta Jéssica, se bem que o medo de “infetar as pessoas em Portugal”, não deixa de estar presente.

« Os desafios são exatamente os mesmos que se exigem a quem reside em Portugal »

Face a este e outros exemplos de emigrantes e lusodescendentes incertos de poder regressar a Portugal no verão ou com manifestas dificuldades em fazê-lo, o SAPO24 contactou o MNE para procurar compreender de que forma o Governo ou o Conselho das Comunidades Portuguesas está a acompanhar a sua situação, não tendo obtido resposta até à data de publicação desta peça.

Existem, no entanto, iniciativas criadas na sociedade civil que também tomam essa responsabilidade. Uma delas é a Associação Internacional de Lusodescendentes, criada no início deste ano e que tem como presidente o empresário Philippe Fernandes.

Ao SAPO24, a AILD disse estar a fazer um acompanhamento desde o início da pandemia. « Quando percebemos que muitos emigrantes e lusodescendentes estavam a regressar e a querer regressar a Portugal,  fizemos um comunicado a alertar para os perigos dessas entradas enquanto eventuais potenciais cadeias de contágio », explica a organização por email.

Com uma postura semelhante à tomada pelo Governo português, a AILD pediu aos emigrantes e lusodescendentes para que « se possível até, adiassem esses momentos » de regresso durante o período da Páscoa, reforçando àqueles que vieram « para terem o máximo de cuidados ». « Se tivessem mesmo de vir, seriam, naturalmente, bem-vindos, mas apelamos a que praticassem um período de isolamento profilático, para a própria salvaguarda e salvaguarda da saúde e vida dos familiares, pais, avós e amigos », explica a associação.

Parte desse esforço de consciencialização foi tomado, inclusive, na criação de um « flyer informativo e de alerta » pela comunidade, com as regras de segurança e medidas a cumprir. « Não queríamos de forma alguma que os nossos emigrantes pudessem ser rotulados de irresponsáveis e causadores da propagação do contágio, como, aliás, já existia alguns comentários a circular », lamenta a AILD.

No entanto, essa foi outra fase da pandemia. Neste período de desconfinamento, a AILD considera que « os emigrantes devem vir a Portugal no verão para reencontrar as suas famílias e, naturalmente, apoiar na recuperação da economia, como sempre tem acontecido e que é sempre extremamente importante », registando com agrado a postura do Governo.

No entender da associação, aliás, para além da importância de se reatarem laços, é preciso ter em conta o papel das comunidades na recuperação da economia nacional, e não apenas no que toca às remessas enviadas para o país. « O consumo interno é neste momento extremamente importante e os nossos emigrantes podem ser uma ajuda preciosa, pois, a alavanca do turismo estrangeiro, este ano não se verificará. E este é o risco da demasiada dependência de um modelo de negócio », alerta a AILD.

No entanto, apesar de ter alertado para o potencial risco de contágio que os emigrantes e os lusodescendentes poderiam representar numa fase prévia da pandemia, a AILD considera que hoje « os desafios são exatamente os mesmos que se exigem a quem reside em Portugal, ou seja, o cumprimento das regras e medidas estabelecidas pelas autoridades e pela DGS, no sentido de haver todos os cuidados de segurança, evitando o contágio e propagação da doença ».

A AILD, porém, concede que a vinda dos lusodescendentes e dos emigrantes « provocará um maior aglomerado de pessoas e consequente aumento do risco de contágio ». Por isso mesmo, « os cuidados terão de ser maiores, sobretudo, porque grande parte da nossa emigração tem origens nos municípios do interior, que como sabemos são zonas do país com baixa densidade e uma população envelhecida, o que significa portanto, uma população de risco ».

A associação, todavia, diz-se convencida que as comunidades em visita « terão exactamente essa consciência e esse sentido de responsabilidade », sabendo que « será um período de férias diferente, mais recatado, menos exposto, sem as tradicionais festas de verão das aldeias, sem os grandes concertos de verão, sem os grandes aglomerados de gente ».

Por essa razão, no entender a AILD, as recomendações a dar aos emigrantes e lusodescendentes « é que venham, reencontrar as famílias, matar saudades, darem apoio a quem cá está e viveu momentos difíceis, mas também virem recarregar baterias, depois dos tempos difíceis que também viveram ». A pandemia, conclui, « teve um efeito e impacto psicológico muito grande, e este reencontro é muito importante ».

Covid-19: Espanha vai prolongar estado de emergência mais um mês

Covid-19: Espanha vai prolongar estado de emergência mais um mês

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O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sanchez, anunciou hoje que vai prolongar o estado de emergência no país durante “cerca de um mês”, para que esteja ativo até ao final da última etapa do desconfinamento.

“Este deverá ser o último estado de emergência e estará ativo até ao final do desconfinamento”, que deve durar até fim de junho, afirmou durante um discurso transmitido na televisão.

O estado de emergência em Espanha já foi prolongado quatro vezes, sendo que o atual deveria terminar em 24 de maio.

Decretado em 14 de março, esta exceção à normalidade permitiu ao Governo recuperar o controlo de poderes num país altamente descentralizado e limitar a circulação de pessoas, tendo sido considerado um dos mais rigorosos confinamentos do mundo.

Esta quinta extensão do prazo terá de ser aprovada pelo congresso dos deputados, onde o partido do Governo está em minoria e onde a oposição de direita recusou votar o prolongamento anterior.

A Espanha, um dos países mais afetados pela pandemia da covid-19 no mundo, com mais de 27.000 mortes, lançou na segunda-feira passada o levantamento progressivo das restrições associadas ao coronavírus em metade do país.

Com o acordo dado pelo Governo para aliviar as restrições em novas províncias na próxima segunda-feira, cerca de 70% dos espanhóis terão iniciado o desconfinamento na próxima semana.

A primeira fase do processo prevê, em particular, a reabertura das esplanadas de bares e restaurantes, bem como a autorização de reuniões familiares ou de amigos até 10 pessoas.

A região de Madrid, assim como grande parte da região de Castela e Leão e a cidade de Barcelona vão ser mantidas sob confinamento, embora mais flexível, podendo as pequenas lojas e serviços de comércio começar a retomar a atividade.

Sanchez voltou a pedir aos espanhóis que encarem o desconfinamento “com a maior cautela”, sublinhando que “o risco ainda existe” e que “o vírus não se foi embora, [pelo que] a sua ameaça é real”.

Segundo o relatório do Ministério espanhol da Saúde, hoje publicado, o país registou 102 mortes em 24 horas causadas pela covid-19, o número mais baixo dos últimos dois meses, mas que eleva o total de vítimas mortais para 27.563.

Foram registados 539 novos casos de infetados pelo novo coronavírus, um número bastante próximo do contabilizado na sexta-feira (549 casos).

Desde que foi detetada na China, em dezembro passado, a pandemia da covid-19 já provocou mais de 304 mil mortos e infetou perto de 4,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço da agência de notícias AFP.

Covid-19. Mais 13 mortos em Portugal, 227 novos casos de infeção e forte aumento de doentes recuperados

Mais 13 mortos em Portugal, 227 novos casos de infeção e forte aumento de doentes recuperados

Portugal registou mais 13 óbitos nas últimas 24 horas, elevando o total mortes provocadas pela covid-19 para 1.203. O número de infetados, de acordo com os dados revelados pela Direção Geral da Saúde neste sábado, subiu para 28.810, um aumento de 227 casos. A boa notícia do dia é a de que o número de doentes recuperados subiu perto de 15%.

Informação oficial:

Covid-19: Portugal com 1.203 mortos e 28.810 infetados

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Portugal regista hoje 1.203 mortes relacionadas com a covid-19, mais 13 do que na sexta-feira, e 28.810 infetados, mais 227, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de sexta-feira, em que se registavam 1.190 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (28.810), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 227 casos do que na sexta-feira (28.583), representando uma subida de 0,8%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (684), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (267), do Centro (221), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um caso, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de quinta-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

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