Portugal empata com Hungria e adia apuramento para a fase final

Portugal empatou 2-2 com a Hungria, na quarta jornada do Grupo F de qualificação europeia, e adiou a possibilidade de se apurar já hoje para a fase final do Mundial de futebol de 2026.

Um golo Dominik Szoboszlai, aos 90+1 minutos, empatou a partida a dois golos e ‘silenciou’ o Estádio José Alvalade, em Lisboa, que se preparava para festejar a nona presença portuguesa, sétima consecutiva, em fases finais.

A seleção lusa esteve muito perto de garantir o apuramento, depois de Cristiano Ronaldo marcar, aos 22 e 45+3 minutos, tornando-se no melhor marcador de sempre das fases de qualificação para Mundiais, ‘anulando’ o tento inaugural dos húngaros, marcado por Attila Szalai, aos oito minutos

Portugal, que na próxima jornada visita a República da Irlanda, lidera o Grupo F, com 10 pontos, mais cinco do que a adversária de hoje, que é segunda.

 

Com Agência Lusa.

Portugal goleia Gibraltar e isola-se no apuramento para o Europeu de futebol sub-21

A seleção portuguesa de futebol sub-21 venceu hoje a congénere de Gibraltar por 11-0, e isolou-se na liderança do Grupo B de qualificação para o Campeonato da Europa da categoria, a disputar em 2027.

Em Gibraltar, construiu uma das suas maiores goleadas de sempre com tentos de Diogo Travassos (08 e 84), Gustavo Varela (11 e 67), Rodrigo Mora (28), Fábio Baldé (51), Mateus Fernandes (56), Gabriel Brás (57), Youssef Chermiti (70), Gustavo Sá (90, de grande penalidade) e Geovany Quenda, (90+2).

Portugal, que segue invicto na qualificação, lidera o Grupo B, com 12 pontos, mais três do que a República Checa, segunda, que hoje perdeu por 2-1 com a Bulgária, terceira, com sete pontos.

A seleção comandada por Luís Freire, que nas jornadas anteriores bateu o Azerbaijão (5-0), a Escócia (2-0) e a Bulgária (3-0), visita na próxima jornada, em 18 de novembro, a República Checa.

 

Com Agência Lusa.

Eurovisão: Organização adia para dezembro decisão sobre participação de Israel

A União Europeia de Radiodifusão (UER), organizadora do festival Eurovisão da Canção, adiou para dezembro a decisão sobre se Israel vai poder participar no próximo evento, devido ao cessar-fogo alcançado para a Faixa de Gaza, confirmou segunda-feira aquela entidade.

Num comunicado enviado à agência francesa AFP, a UER revelou que “decidiu inscrever esta questão na ordem do dia da sua assembleia geral ordinária de inverno, que terá lugar em dezembro, em vez de organizar uma sessão extraordinária”, tal como tinha sido confirmado em setembro, na sequência de múltiplos apelos para que fosse implementado um boicote.

Esta decisão foi tomada “à luz dos recentes desenvolvimentos no Médio Oriente” e vai permitir aos países membros discutir de forma “aberta e em pessoa” sobre o próximo Festival Eurovisão da Canção, que vai acontecer na Áustria em 2026.

Nos últimos meses, Eslovénia, Espanha, Irlanda, Islândia e Países Baixos anunciaram que não vão participar na competição a realizar em Viena, em maio de 2026, caso Israel seja admitido como concorrente.

Em setembro, o conselho de administração da televisão pública espanhola, RTVE, aprovou « por maioria absoluta » o boicote à próxima edição, se Israel participar.

Espanha foi o primeiro país do grupo conhecido como « Big 5 » a anunciar este boicote. Os « Big 5 » são Espanha, Reino Unido, França, Alemanha e Itália, os maiores contribuintes da organização, e as suas canções têm acesso direto à final em cada edição.

Nos Países Baixos, a associação de radiodifusão pública Avrotros justificou a decisão citando as « graves violações da liberdade de imprensa » cometidas por Israel em Gaza.

A Áustria, país anfitrião do festival em 2026, por seu lado, lamentou os apelos ao boicote caso Israel participe na próxima edição, adiantou a AFP.

Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, nos dois últimos anos, que mataram pelo menos 67 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.

Nos últimos dias entrou em vigor um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, impulsionado pelos Estados Unidos e negociado ao longo de vários dias em Sharm el-Sheikh com a mediação de delegações do Egito, do Qatar e da Turquia.

O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela UER, fundada em 1950, em cooperação com operadores públicos de mais de 35 países, entre os quais a Rádio e Televisão de Portugal (RTP).

O concurso realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.

Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.

 

Com Agência Lusa.

PM francês anuncia suspensão da reforma das pensões até janeiro de 2028

O primeiro-ministro francês anunciou hoje a suspensão “até janeiro de 2028” da reforma das pensões aprovada em 2023, condição inegociável dos socialistas para não apresentarem uma moção de censura ao segundo Governo de Sébastien Lecornu.

“Vou propor ao parlamento, neste outono, que suspendamos a reforma das pensões de 2023 até às eleições presidenciais. A idade de reforma não será aumentada de agora até janeiro de 2028, tal como solicitou especificamente a CFDT [o principal sindicato de França]”, disse Lecornu no discurso de política geral perante os deputados da Assembleia Nacional.

No entanto, o governante advertiu “muito claramente” que “suspender por suspender não faz sentido” e sublinhou que não se trata de fazer “qualquer coisa”, pelo que esta suspensão terá de “ser compensada”, já que “custará 400 milhões de euros em 2026 e 1,8 mil milhões em 2027”.

 

Com Agência Lusa.

Tribuna Desportiva – 13 Outubro 2025

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

Primeira Hora:

 

Segunda Hora:

Cabo Verde faz história, São Tomé despede-se com vitória

Cabo Verde apurou-se hoje pela primeira vez para o Campeonato do Mundo de futebol, tornando-se a 22ª seleção finalista na edição de 2026, ao triunfar na receção ao Essuatíni (3-0), na 10ª e última jornada da qualificação africana.

No Estádio Nacional, na Praia, os ‘tubarões azuis’, 70.º classificados do ranking da FIFA, assinalaram o dia mais importante da sua história com três golos na segunda parte, de Dailon Livramento (48 minutos), do Casa Pia, de Willy Semedo (54), e do recém-entrado Stopira (90+1), do Torreense, garantindo o primeiro lugar do Grupo D, único de acesso direto à fase final da prova.

Cabo Verde terminou com 23 pontos, contra 19 dos Camarões, recordistas africanos de presenças em Mundiais (oito) e cinco vezes campeões continentais, que empataram em casa com Angola (0-0) e terão de aguardar até terça-feira para saber se vão ser um dos quatro melhores segundos colocados das nove ‘poules’ com entrada no play-off, que se realiza em novembro e definirá o representante africano na repescagem intercontinental.

Nessa contabilidade, os jogos de cada equipa frente aos sextos e últimos classificados dos respetivos grupos vão ser descontados, devido à retirada de Eritreia na ‘poule’ E.

Quarto país lusófono a aceder à fase final, após Brasil, Portugal e Angola, Cabo Verde juntou-se a Marrocos, Tunísia, Egito, Argélia e Gana entre as seleções do seu continente no Mundial2026, cujo lote de estreantes também inclui, para já, Jordânia e Uzbequistão.

Atrás dos ‘tubarões azuis’ e dos Camarões ficou a Líbia, terceira, com 16 pontos, que ainda poderia rumar ao play-off, mas não passou do ‘nulo’ na Maurícia (0-0), quinta, com seis, atrás de Angola, quarta, com 12, e à frente do Essuatíni, sexto e último, com três.

No Grupo H, a já apurada Tunísia finalizou um percurso invencível e sem golos sofridos na receção à Namíbia (3-0), ao marcar por Ali Abdi, de penálti, Hannibal Mejbri e Ferjani Sassi, para contabilizar 28 pontos em 30 possíveis, bem distante dos 15 dos namibianos.

A Namíbia terminou na segunda posição, fora do acesso à próxima fase e em igualdade pontual com a Libéria, terceira, que empatou na Guiné Equatorial (1-1), quinta, com 11.

Sob alçada do treinador português Ricardo Monsanto, que foi expulso perto do fim, São Tomé e Príncipe quebrou uma série de nove derrotas na qualificação com um triunfo na receção ao Malawi (1-0), realizada na Tunísia, voltando a vencer pela primeira vez desde março de 2022, na sequência de quatro empates e 13 derrotas nas diversas competições.

Ronaldo Lumungo, do Paços de Ferreira, festejou de penálti e encaminhou os primeiros três pontos do conjunto lusófono, sexto e último, atrás dos malauianos, quartos, com 13.

Já na ‘poule’ B, cuja vaga direta será decidida entre Senegal e RD Congo, Sudão do Sul e Togo empataram (0-0), enquanto, no Grupo C, que tem Benim, África do Sul e Nigéria na luta pelo comando, o Lesoto venceu na receção em solo sul-africano ao Zimbabué (1-0).

A 23ª edição do Mundial decorre entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 e contará pela primeira vez com 48 seleções participantes, numa inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá, todos automaticamente qualificados como anfitriões, aos quais se juntam já 19 apurados.

 

Com Agência Lusa.

Trump pede paz sustentada em Gaza e um perdão a Netanyahu

O Presidente dos EUA, Donald Trump, apelou hoje à consolidação de uma paz duradoura no Médio Oriente e pediu ao Parlamento israelita um perdão para os processos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

No dia em que Israel e o Hamas assinam um plano de paz para Gaza e os islamitas libertaram os últimos reféns do conflito iniciado a 07 de outubro de 2023, Trump foi ao Knesset, o Parlamento de Israel, para descrever o momento como o « fim de uma era de terror e morte » e o início de uma nova etapa, marcada pela « grande concórdia e harmonia duradoura para Israel e para toda a região ».

Improvisando numa parte do discurso que durou mais de uma hora, Trump aproveitou para pedir ao Knesset para dar um perdão a Netanyahu nos processos judiciais em que está envolvido.

« Após tantos anos de guerra e perigos implacáveis, os céus estão calmos hoje, as armas e as sirenes silenciaram e o sol nasce sobre uma terra sagrada finalmente em paz. Uma terra e uma região que, se Deus quiser, viverão em paz por toda a eternidade », afirmou o chefe de Estado norte-americano, perante uma plateia que incluiu membros do Governo israelita, líderes da oposição e representantes diplomáticos de países árabes.

Trump destacou que o dia de hoje ficará registado como « o amanhecer histórico de um novo Médio Oriente », sublinhando que o plano de paz agora assinado, e que prevê a desmilitarização imediata da Faixa de Gaza e o fim da ameaça do Hamas, foi possível graças a uma « coligação inédita de nações responsáveis ».

« Não é apenas o fim de uma guerra. É o fim de uma era de morte e sofrimento. É o início de uma nova página para Israel, para os palestinianos e para todas as nações que escolheram a paz em vez do ódio », disse Trump.

O Presidente norte-americano fez questão de agradecer o papel dos países árabes e muçulmanos que, segundo disse, foram decisivos para pressionar o Hamas a libertar os reféns que ainda retinha.

« Tivemos muita ajuda, incluindo de países que ninguém esperava. Quero agradecer-lhes profundamente. É uma vitória para Israel e para o mundo », esclareceu o líder norte-americano.

Trump saudou igualmente as Forças de Defesa de Israel pela operação militar « Rising Lion », que classificou como « brilhante » e « determinante » para o desfecho do conflito e acrescentou que a cooperação militar entre os EUA e Israel foi essencial para alcançar a vitória no terreno, mas frisou que « o tempo da guerra acabou » e que « agora é tempo de transformar vitórias militares em paz sustentável ».

Numa longa intervenção, marcada por um tom celebratório e por momentos de improviso, Trump elogiou os seus principais assessores, incluindo o genro Jared Kushner e o empresário Steven Witkoff, a quem atribuiu um papel central nas negociações com os países árabes e muçulmanos.

O discurso foi interrompido por instantes por um deputado comunista que gritou a Donald Trump enquanto mostrava um cartaz onde se lia « Reconheçam a Palestina », antes de ser expulso da sala.

Para o futuro próximo, o Presidente norte-americano anunciou a criação do Board of Peace, uma plataforma internacional para coordenar a reconstrução de Gaza com o apoio de países árabes ricos, garantindo que os EUA vão liderar esse esforço e que « os recursos necessários já estão garantidos ».

« Hoje, muitos dos que foram nossos adversários estão prontos para ser nossos parceiros. E, quem sabe, até nossos amigos. Este é um momento que vai ser recordado por gerações como o instante em que tudo começou a mudar — e a mudar para melhor », afirmou Trump, fazendo um apelo direto à liderança palestiniana.

« Esta é a vossa oportunidade de escolher a construção em vez da destruição, o desenvolvimento em vez do fanatismo », disse Trump.

O líder norte-americano reafirmou ainda o seu compromisso com a expansão dos Acordos de Abraão, instando outros países da região a juntarem-se à iniciativa.

Na parte final do discurso, Trump dirigiu-se ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu com um comentário espontâneo: « Agora podes ser um pouco mais simpático, Bibi. Já não estás em guerra », antes de pedir um perdão para os seus processos judiciais.

 

Com Agência Lusa.