Fernando Gomes vai procurar empresas « a partir de amanhã » para criar movimento único para LA2028

Fernando Gomes vai procurar “a partir de amanhã” as empresas para criar “um movimento único e pioneiro de financiamento” para Los Angeles2028, declarou hoje na tomada de posse como presidente do Comité Olímpico de Portugal.

“Queria deixar uma nota especial às empresas: vou procurar-vos a partir de amanhã. Em todas espero poder encontrar uma genuína vontade de se juntar a um movimento único e pioneiro de financiamento aos atletas de alta competição que nos leve a ter em Los Angeles uma equipa mais reconhecida, menos solitária, mais apoiada e mais perto de ganhar”, indicou, recebendo um forte aplauso.

Fernando Gomes discursava na tomada de posse dos órgãos sociais do Comité Olímpico de Portugal (COP) para o quadriénio 2025-2029, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O novo presidente do organismo olímpico tinha começado por instar todos – “Estado, empresas, comunicação social” – a participarem naquilo que descreveu como o final do silêncio no qual vive o desporto nacional, considerando que o país “vive na idade da ignorância, não das federações, não dos atletas, não das equipas, mas de tudo o resto”.

Interpelando diretamente o Governo, representado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, do ministro dos Assuntos Parlamentares, responsável pela tutela do desporto, e do secretário de Estado do setor, Pedro Dias, Fernando Gomes mostrou-se convicto de que, “aconteça o que acontecer no dia 18 de maio”, o executivo resultante das eleições vai perceber “a ambição de um plano claro e mensurável” para os objetivos comuns.

“Sei que independentemente desse resultado, o desporto precisa de olhar para as suas fontes de financiamento e perceber se elas estão a contribuir para o equilíbrio e competência, ou se estão a aumentar a vertigem que existe entre o futebol e todo o restante universo desportivo de muitos milhares de jovens talentos”, defendeu o portuense, que presidiu à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) durante 13 anos.

O presidente do COP reiterou que “rever a aplicação das receitas provenientes das apostas desportivas é nuclear”.

“Instamos o Governo a criar de imediato um grupo de trabalho que possa, de forma rápida e objetiva, analisar o que aconteceu nos últimos oito anos e perceber onde podemos introduzir ponderadores que fomentem uma distribuição mais concorrente com o êxito desportivo”, acrescentou, num apelo ‘aceite’ por Luís Montenegro no seu discurso.

Numa cerimónia na qual os nomes do desporto estiveram em ‘peso’, desde os antigos presidentes do COP Artur Lopes e Vicente Moura, aos líderes federativos ou o presidente do FC Porto, André Vilas-Boas, o antigo basquetebolista assumiu que é um dirigente “de poucas palavras, muito de fazer e sempre focado em objetivos”.

“O trabalho arranca hoje, o nosso programa foi sufragado, e amanhã [quarta-feira] mesmo já teremos uma reunião alargada com todas as federações para o melhorar ainda mais. Terminou o tempo das palavras, começa agora o tempo da ação”, prometeu.

Num discurso em que cumprimentou Laurentino Dias, o candidato derrotado nas eleições de 19 de março, e reafirmou que as federações que apoiaram o antigo secretário de Estado do Desporto são, aos seus olhos, “tão importantes quanto as outras”, Fernando Gomes recordou ainda José Manuel Constantino, que presidiu ao COP entre março de 2013 e 11 de agosto passado, data da sua morte.

“A honra que sinto por suceder a José Manuel Constantino, um dos maiores pensadores da história do desporto português, é proporcional à responsabilidade que tenho de dar vida ao seu legado e à sua visão”, comparou.

 

Marcelo pede “acordo de regime alargadíssimo” para próximo ciclo olímpico

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, intervém durante a cerimónia de posse dos órgãos sociais do Comité Olímpico de Portugal (COP) para o mandato 2025-2029, que decorreu no CCB, em Lisboa, 25 de março de 2025. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Presidente da República pediu hoje um “acordo de regime alargadíssimo” para o próximo ciclo olímpico e salientou a “boa coincidência” que os próximos Jogos se realizem em Los Angeles, voltando a deixar críticas à atual administração norte-americana.

“O que estamos a viver hoje é o unilateralismo, é o isolacionismo, é o protecionismo, é a negação do diálogo, é a negação da tolerância, que é exatamente o oposto do espírito olímpico”, assinalou.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na cerimónia de tomada de posse do novo presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Fernando Gomes, que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e em que também discursou o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

“É preciso que o mundo melhore muitíssimo. Porque senão o espírito olímpico está a ser construído por um lado e a ser destruído pelo outro. Fecham-se fronteiras, fecham-se diálogos, fecham-se pontes, fica uma hipocrisia”, lamentou, ainda em referência à situação dos Estados Unidos.

Em Portugal, defendeu, vive-se “um momento histórico”, elogiando a “evolução impressionante” em termos de resultados do país nos Jogos Olímpicos das últimas décadas.

“Dito isto, eu sou um otimista realista, fui sempre, não há razão para deixar de ser. E o meu otimismo realista diz o seguinte: que agora é hora da unidade de todos em torno deste novo capítulo da história do movimento olímpico em Portugal”, defendeu.

A menos de dois meses de novas eleições legislativas antecipadas, Marcelo Rebelo de Sousa pediu que, nos próximos três anos de preparação para os Jogos Olímpicos de 2028, haja um acordo de regime nesta área.

“Não vale a pena estar a discutir, tem de haver mesmo acordo de regime. Qualquer que seja o governo, em quaisquer circunstâncias, isto tem de haver. E é um acordo de regime alargadíssimo, porque tem de ser aos atletas, aos clubes, aos autarcas, às famílias, aos portugueses, aos meios de comunicação social, ao mundo empresarial, às coletividades as mais diversas”, afirmou.

“Nós temos vários desportistas, em várias modalidades, que são os melhores do mundo. E se nós somos capazes de fazer isso no desporto, nós somos capazes de fazer isso em qualquer atividade”, defendeu.

O chefe de Estado e de Governo concordaram também na necessidade de aumentar a prática desportiva em Portugal entre as crianças, com Montenegro a considerar preocupantes os resultados do país nesse indicador e no da obesidade infantil.

“Nós às vezes enganamo-nos a nós próprios e pensamos que somos um país com muita prática desportiva e não somos, estamos na cauda da União Europeia em termos de prática desportiva e também estamos com uma performance preocupante ao nível da obesidade”, afirmou.

Fernando Gomes foi eleito a 19 de março presidente do COP para o quadriénio 2025-2029, somando 103 votos contra os 78 do adversário Laurentino Dias, correspondentes a 57% dos votos expressos em urna.

Além de muitas figuras do desporto, como o presidente do Futebol Clube do Porto, marcaram presença o ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, deputados do PS e vários autarcas, entre os quais o da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

 

Montenegro promete Plano de Desenvolvimento do Desporto e reponderar verbas das apostas

 

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, intervém durante a cerimónia de posse dos órgãos sociais do Comité Olímpico de Portugal (COP) para o mandato 2025-2029, que decorreu no CCB, em Lisboa, 25 de março de 2025. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo já tem “trabalho muito adiantado” para uma reponderação da distribuição das verbas das apostas desportivas e prometeu, até maio, um Plano de Desenvolvimento do Desporto.

Estes compromissos foram deixados por Luís Montenegro na cerimónia de tomada de posse do novo presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Fernando Gomes, que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e em que também discursou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois de ter salientado o programa já assinado pelo atual Governo com o COP em dezembro, de 65 milhões de euros, o primeiro-ministro respondeu ainda a um dos desafios que o novo presidente do Comité Olímpico tinha deixado ao Governo na tomada de posse.

“O ministro dos Assuntos Parlamentares e o secretário de Estado do Desporto já têm trabalho muito adiantado para a reponderação que farão já com o Comité Olímpico das verbas das apostas desportivas”, afirmou o primeiro-ministro.

Segundo Montenegro, o Governo está disponível para garantir que “haja maior equidade na distribuição dessas verbas para que todos possam ter a possibilidade de usufruir das receitas provenientes dessas atividades”.

O primeiro-ministro anunciou ainda que o Governo PSD/CDS-PP, tal como tinha previsto no seu programa, “está a terminar o trabalho de elaboração do Plano de Desenvolvimento do Desporto”

“Nós éramos um dos três países da União Europeia que não tínhamos esse plano. Já finalizámos a fase da consulta às autarquias, às federações, aos clubes, às universidades, às escolas. Estamos já numa fase de definição final da estratégia e até ao próximo mês de maio será apresentado o Plano de Desenvolvimento do Desporto”, afirmou, sem se referir às legislativas antecipadas previstas para 18 de maio.

Durante a campanha para o COP, Fernando Gomes defendeu que o modelo de distribuição das verbas das apostas desportivas, atualmente concentrado nas escassas modalidades que permitem apostas, deveria ser discutido.

“Faz todo o sentido que as modalidades desportivas que não são objeto de aposta desportiva e que por essa via não têm qualquer tipo de retorno mereçam da parte das entidades governativas uma análise aprofundada para criar um mecanismo de compensação […] que as ajude a ser financeiramente mais sustentáveis”, afirmou enquanto candidato.

 

Com Agência Lusa.

Primeiro-ministro português participa 5.ª feira em Paris em reunião sobre paz e segurança

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, vai participar na quinta-feira em Paris na reunião sobre paz e segurança para a Ucrânia organizada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.

A informação foi divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro, segundo o qual Montenegro estará no Palácio de Eliseu a partir das 09:45 (8:45 em Lisboa).

Na reunião, segundo a mesma nota, participam, além de Portugal, Alemanha, Bélgica, Canadá, Chipre, Croácia, Dinamarca, Espanha, Eslovénia, Estónia, Finlândia, Grécia, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Noruega, Países Baixos, Polónia, Reino Unido, República Checa, Roménia, Suécia, Turquia, Ucrânia, bem como o secretário-geral da NATO, a presidente da Comissão Europeia e o presidente do Conselho Europeu, o ex-primeiro-ministro português António Costa.

Esta cimeira ocorre na sequência de reuniões realizadas em Paris e Londres nas últimas semanas para dar “garantias de segurança” à Ucrânia, invadida pelas tropas russas em fevereiro de 2022, numa altura em que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta arrancar um eventual acordo de paz com a Rússia.

O objetivo é “finalizar” o trabalho sobre o apoio militar “a curto prazo” à Ucrânia, sobre “um modelo de exército ucraniano sustentável para evitar futuras invasões russas” e sobre as “garantias de segurança que os exércitos europeus podem fornecer”, incluindo os destacamentos terrestres em solo ucraniano, afirmou o Presidente francês na semana passada.

A 15 de março, o primeiro-ministro português já tinha participado por videoconferência na reunião de Londres com o objetivo de alcançar um cessar-fogo na Ucrânia e salientou que Portugal estará ao lado dos seus aliados “para garantir a paz e a segurança hoje e no futuro”.

Luís Montenegro entrou nessa reunião por videoconferência a partir do Ministério da Defesa Nacional, em Lisboa, onde esteve também o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Tribuna Desportiva – 24 Março 2025

Um programa de Manuel Alexandre com Armindo Faria, Marco Martins e Eric Mendes. Atualidade Desportiva, Entrevistas, Comentários, Crónicas e Reportagens.

Tribuna Desportiva é um programa desportivo da Rádio Alfa às Segundas-feiras, entre as 21h e as 23h. Redifusão às zero horas, na noite de quarta para quinta-feira (seguinte).

 

Primeira hora:

 

Segunda hora:

 

 

Tribuna Desportiva de 24 de Março 2025 – em estúdio Hugo Lamy jogador do Lusitanos de St Maur formado no Paris Saint-Germain.

« Le sens de ma vie ? Me mettre au service des autres » avoue Philippe Da Costa

Philippe Da Costa est le président de la Croix-Rouge française. Il nous présente aujourd’hui Nous sommes nés pour agir, publié aux éditions Autrement. Les droits d’auteur de cet essai seront entièrement reversés au mouvement humanitaire dont il porte la tenue depuis quatre décennies.

Entretien avec Didier Caramalho dans l’ALFA 10/13 du 25 mars 2025 :

 

Philippe Da Costa est le président de la Croix-Rouge française depuis le 10 septembre 2021, élu lors de la 77e assemblée générale et succédant au Professeur Jean-Jacques Eledjam. Il représente la Croix-Rouge française auprès des pouvoirs publics et des instances internationales comme le CICR et la FICR.

Engagé dans l’association depuis 1979, il a occupé divers postes, de secouriste à chef d’intervention, avant de rejoindre le siège national en 2002 en tant que directeur de la vie associative. Il intègre le conseil d’administration en 2013, devient secrétaire national en 2017, puis accède à la présidence en 2021.

Philippe Da Costa | Nous sommes nés pour agir. L'appel du Président de la Croix-Rouge française. Autrement, 176 p., 17€
Philippe Da Costa | Nous sommes nés pour agir. L’appel du Président de la Croix-Rouge française. Autrement, 176 p., 17€

Titulaire d’un doctorat en sciences de l’éducation, Philippe Da Costa débute sa carrière en 1988 dans le secteur de la jeunesse et des sports. Il devient ensuite Commissaire général des Scouts de France jusqu’en 2002. Parallèlement à ses responsabilités à la Croix-Rouge, il occupe plusieurs mandats associatifs et intègre le secteur mutualiste, d’abord au sein de la Macif en 2011, puis d’AG2R LA MONDIALE, où il est membre du comité exécutif depuis 2019. Philippe Da Costa est également actif au sein du Conseil Economique, Social et Environnemental (CESE) et préside le Conseil scientifique de l’Injep.

Didier Caramalho

Morte do pequeno Émile. Avós e tios detidos por suspeitas de homicídio

Os avós maternos e os tios de Émile, o menino de dois anos que desapareceu nos Alpes franceses em julho de 2023, foram detidos por homicídio voluntário e ocultação de cadáver.

 

De acordo com o Ministério Público, citado pela agência France-Presse, estas detenções « fazem parte de uma fase de verificação e comparação dos elementos e informações recolhidos durante as investigações realizadas nos últimos meses ».

« Os investigadores estão também a realizar operações forenses em vários locais do país », acrescentou o procurador Jean-Luc Blanchon.

Os avós maternos de Émile, Philippe Vedovini e Isabelle Colombani, foram esta manhã detidos na sua casa, em La Bouilladisse, onde estavam a decorrer buscas. Um veículo foi apreendido.

A televisão BFMTV diz que o caso sofreu uma reviravolta este mês após as buscas da polícia francesa em Haut-Vernet, onde o menino de 2 anos desapareceu a 8 de julho de 2023, no primeiro dia de férias de verão com os avós maternos.

Os restos mortais da criança foram encontrados quase nove meses depois e as primeiras detenções aconteceram agora, quase dois anos após o desaparecimento.

 

O desaparecimento de Émile

Durante nove meses, as autoridades não conseguiram encontrar nenhuma pista sobre o desaparecimento de Émile. Tudo mudou em março de 2024, quando uma mulher descobriu o crânio e os dentes da criança a cerca de 1,7 quilómetros da aldeia de Haut-Vernet, uma caminhada de 25 minutos para um adulto.

Várias equipas da polícia, incluindo especialistas em engenharia, antropólogos e cães, foram chamados ao local para procurar os restos mortais de Émile. Na altura, conseguiram encontrar as roupas da criança na mesma zona.

A 13 de março deste ano, a presença de investigadores na aldeia de Haut-Vernet reacendeu as especulações.

Segundo vários meios de comunicação social, a polícia aprendeu um grande vaso que estava situado à entrada de uma capela da aldeia. O Ministério Público recusou-se a confirmar este facto.

 

Avós emitiram comunicado na altura do funeral de Émile

Dezanove meses após a morte de Émile, realizou-se um funeral público, a 8 de fevereiro, na basílica de Saint-Maximin-la-Sainte-Baume, não muito longe de Marselha, com a presença de toda a sua família. Centenas de pessoas assistiram à cerimónia.

Poucas horas depois da cerimónia, os avós de Émile emitiram um comunicado, citado pela AFP, no qual afirmaram que « com o tempo, chegar-se-ia à verdade ».

 

Com Imprensa Sic Notícias e BFMTV.

Almoçar ou jantar esta semana ? No Festival da Gastronomia da Rádio Alfa, claro !

Começou na passada sexta-feira, com pompa e circunstância, o 21º Festival da Gastronomia Portuguesa, na Sala Vasco da Gama, em Valenton, a sul de Paris. Venha fazer-nos uma visita!

Até ao próximo domingo este evento, organizado pela Rádio Alfa, oferece uma verdadeira viagem de sabores únicos, com uma enorme variedade de pratos típicos e vinhos portugueses.

Com foco na região de Leiria (centro de Portugal) os visitantes desfrutam de uma experiência culinária autêntica, concentrada na qualidade e generosidade dos produtos.

A viagem gustativa começa com uma mesa de entradas repleta de petiscos dignos de fazer crescer água na boca, segue-se o prato de maior consistência de peixe ou carne e, por fim, uma seleção de queijos e sobremesas tradicionais.

Com um ambiente acolhedor e requintado, este festival é uma excelente oportunidade para redescobrir a gastronomia portuguesa em família ou com amigos, num clima descontraído, mas também sofisticado.

Este festival é, sem dúvida, imperdível para os apreciadores de boa comida e uma verdadeira celebração dos sabores de Portugal.

21° Festival da Gastronomia Portuguesa, estas imagens vão abrir-lhe o apetite:

https://www.tiktok.com/@radio_alfa/video/7485053966867369238

Até 30 de março : Sala Vasco da Gama (Rádio Alfa) , 1 Rue Vasco da Gama, Valenton ZA

Reservas pelo n°: 01 45 10 98 66

Eleições/Madeira: Albuquerque diz que não há equívocos sobre o que os madeirenses querem

O líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou hoje que “não há qualquer equívoco » em relação àquilo que os madeirenses querem, destacando que o partido alcançou a maior votação desde 2015 nas legislativas regionais deste domingo.

“Foi a maior votação de sempre desde que assumi a liderança”, referiu, acrescentando que o PSD ficou apenas a 300 votos da maioria absoluta na Assembleia Legislativa da Madeira.

Numa declaração na sede do PSD/Madeira, no Funchal, Miguel Albuquerque disse ainda que “hoje é dia de festejar” e que não falou com mais nenhum partido esta noite.

“Quero deixar um agradecimento muito sentido quanto à confiança depositada no meu partido e na minha liderança como o nosso povo uma vez mais demonstrou, não há qualquer equívoco”, salientou o líder do PSD/Madeira e presidente do Governo Regional desde 2015, nas únicas eleições que até agora venceu com maioria absoluta.

Além disso, acrescentou, nas regionais antecipadas de hoje, as terceiras em ano e meio, o povo da Madeira manifestou “uma atitude civicamente elevada”, confirmando “mais uma vez aquilo que quer: que é estabilidade e um governo para quatro anos, não quer brincadeiras de partidos”.

Numa declaração por vezes interrompidas pelas dezenas de apoiantes que se deslocaram até à sede do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque destacou, “para quem ainda tinha dúvidas”, que os sociais-democratas venceram este domingo em 10 dos 11 concelhos e em 50 das 54 freguesias da Madeira, obtendo mais 13 mil votos que no último ato eleitoral, em maio de 2024.

Por outro lado, continuou, a votação de hoje “é também uma clara derrota da coligação de esquerda e da agenda da maledicência que imperou durante toda a campanha eleitoral”.

“Da nossa parte vamos continuar a manter uma atitude política de humildade, de contacto com as populações”, prometeu, assegurando ainda prosseguir o “diálogo franco e aberto com todos os agentes, económicos, sociais e políticos”.

Questionado mais do que uma vez se já falou com algum partido para estabelecer futuros entendimentos, na medida em que ficou a um deputado da maioria absoluta, o líder do PSD/Madeira disse que não, nem com o CDS-PP, que já foi seu parceiro de coligação no Governo Regional.

“Não falei ainda com ninguém”, respondeu, argumentando querer fazer as coisas “com calma e ponderação”.

Contudo, admitiu, todos sabem quem são os “parceiros privilegiados” do PSD.

Interrogado se colocará à disposição o cargo de presidente do Governo Regional se for acusado no processo que investiga suspeitas de corrupção na Madeira, e em que é arguido, Miguel Albuquerque não respondeu diretamente, dizendo apenas que “o estatuto de arguido é para conferir direitos a quem é investigado”.

“Essa ideia que uma pessoa em Portugal com este sistema de denuncias anónimas pode-se demitir se for constituído arguido, significa que partidos radicais utilizam denúncias anónimas como instrumento político”, acrescentou.

Depois de falar aos jornalistas, Miguel Albuquerque e algumas dezenas de militantes desceram da sede do partido a pé até à Praça do Município, para festejar brevemente a vitória desta noite, com o líder do PSD/Madeira a agradecer novamente o apoio demonstrado.

O PSD venceu hoje as eleições legislativas regionais antecipadas da Madeira, falhando por um deputado a maioria absoluta, de acordo com os dados oficiais provisórios, com todas as freguesias apuradas.

Segundo informação disponibilizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, os sociais-democratas obtiveram 43,43% dos votos e 23 lugares (mais quatro) na Assembleia Legislativa Regional, constituída por um total de 47 deputados.

O CDS-PP, que já governou com o PSD e que nesta legislatura tinha um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas, tem um deputado (perdeu um), com 3,00% dos votos.

A maioria absoluta requer 24 assentos. Em 2019 e 2023 os sociais-democratas precisaram fazer acordos parlamentares (primeiro com o CDS-PP e depois com o PAN) para atingir este número.

Após as eleições de 2024, também antecipadas, o PSD (19 deputados) formou um executivo minoritário, já que o acordo firmado com o CDS-PP (dois eleitos) foi insuficiente para a maioria absoluta. O PS e o JPP, que totalizaram 20 deputados, chegaram então a propor uma solução de governo.

O JPP, que passou hoje para segunda força política na Madeira, elegeu 11 deputados, mais dois, com 21,05% dos votos, enquanto o PS obteve oito deputados (menos três), com 15,64%.

O Chega, que no ano passado elegeu quatro deputados, mas viu uma eleita desvincular-se do partido, obteve três mandatos, com 5,47%.

A IL conseguiu manter um deputado, com 2,17%.

Em relação à atual composição, a assembleia passou de sete para seis forças políticas, uma vez que o PAN não conseguiu reeleger a sua deputada única, com 1,62%.

A abstenção foi este ano de 44,02%.

 

Com Agência Lusa.

Liga Nações: Portugal avança para as ‘meias’ ao eliminar Dinamarca no prolongamento

Portugal qualificou-se hoje para as meias-finais da Liga das Nações em futebol, ao vencer a Dinamarca, em Lisboa, por 5-2 no prolongamento, após 3-2 no tempo regulamentar, recuperando da desvantagem de 1-0 da primeira mão.

Os suplentes Francisco Trincão, com os seus primeiros dois golos com a camisola das ‘quinas’, aos 86 e 91, e Gonçalo Ramos, aos 115, selaram o apuramento de Portugal para a ‘final four’, fase em que vai defrontar a anfitriã Alemanha, em junho.

Joachim Andersen, na própria baliza, aos 38, e Cristiano Ronaldo, aos 72, tinham dado vantagem a Portugal, já depois de o capitão da seleção lusa ter desperdiçado uma grande penalidade, defendida por Kasper Schmeichel, aos seis, tendo a Dinamarca igualado a eliminatória duas vezes, primeiro por Rasmus Kristensen, aos 56, e, depois, por Christian Eriksen, aos 76.

Com este desfecho, Portugal vai disputar a sua nona presença na fase final de um Campeonato do Mundo, a sétima seguida, frente a Hungria, Irlanda e Arménia, no Grupo F da qualificação europeia.

 

QUARTOS DE FINAL:

Liga A:

1ª mão:

– Quinta-feira, 20 mar:

Croácia – França, 2-0

Itália – Alemanha, 1-2

Países Baixos – Espanha, 2-2

Dinamarca – Portugal, 1-0

2ª mão:

– Domingo, 23 mar:

(+) Portugal – Dinamarca, 3-2 (5-2 ap)

(+) Alemanha – Itália, 3-3

(+) França – Croácia, 2-0 (2-0 ap, 5-4 gp)

(+) Espanha – Países Baixos, 2-2 (3-3 ap, 5-4 gp)

(+) Apurado para a ‘final four’, que se disputa na Alemanha, entre quatro e oito de junho de 2025.

 

FINAL FOUR:

MEIAS-FINAIS:

– Quarta-feira, 04 jun:

Alemanha – Portugal, 20:45

– Quinta-feira, 05 jun:

França – Espanha, 20:45

FINAL:

– Domingo, 08 jun:

Alemanha/Portugal – França/Espanha, 20:45

 

 

Com Agência Lusa.

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