Le Figaro diz que « poderosa indústria textil » portuguesa fabrica máscaras para exportar

Jornal francês Le Figaro afirma que Portugal está a fabricar e já está pronto para exportar máscaras num artigo com o título « Masques au Portugal: une puissante industrie textile qui songe déjà à exporter ».

Além de elogiar a forma como Portugal tem combatido a epidemia, limitando a sua propagação, o diário francês diz que « várias cententas de empresas » da área têxtil responderam positivamente ao apelo do Governo português para virarem a produção para as máscaras de proteção contra o novo coronavírus.

Segundo Le Figaro, esta decisão relança a economia no setor têxtil que « estava praticamente parada » devido à pandemia.

Em Portugal, este assunto também é notícia porque a Confederação Europeia do Têxtil e do Vestuário quer colocar Portugal a exportar 515 milhões de máscaras certificadas  e reutilizáveis para toda a Europa. Pedido já foi feito junto da Comissão Europeia.

A produção de máscaras pode, assim, ajudar muitas empresas que cessaram a produção devido à Covid-19 — quase dois terços (64%) das empresas do têxtil e do vestuário aderiram ao « layoff » (desemprego parcial).

Para serem usadas e exportadas, as máscaras precisam de serem certificadas e esse processo junto do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário (CITEVE) está já a acontecer.

Essas máscaras começam a estar disponíveis no mercado português a partir de maio.

O material deve ter uma filtração de, pelo menos, 70% das partículas, no caso da população em geral, e de cerca de 90% para profissionais que contactam com o público.

“Há muita gente por aí que sofre de amnésia”. A importância do 25 de abril. Opinião

A queda da ditadura portuguesa. A importância do 25 de abril de 1974.  “Há muita gente por aí que sofre de amnésia”.

Antes do 25 de abril, para escaparem à miséria e à guerra colonial, milhares de portugueses tiveram de fugir clandestinamente de Portugal, muitas vezes apenas com a roupa que traziam vestida.

Ouça aqui a última crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:

Covid-19: França ultrapassa 21.000 mortos

A França registou 544 mortos nas últimas 24 horas em meio hospitalar e nos lares, perfazendo assim um total de 21.340 mortos desde o início da pandemia, anunciou hoje fonte oficial.

Os números do avanço do vírus em França foram divulgados hoje na conferência de imprensa diária de Jérôme Salomon, diretor-geral da Saúde.

Desde 01 de março, em meio hospitalar morreram 13.236 pessoas e nos lares foram registados 8.104 óbitos no mesmo período.

Em França há 29.741 pessoas hospitalizadas devido ao novo coronavírus e 5.218 destes pacientes estão nos cuidados intensivos.

Há duas semanas consecutivas que o número de pacientes em estado grave devido a esta doença tem vindo a diminuir. No entanto, Salomon lembrou que para além destes doentes há mais 2.000 pacientes nestas unidades devido a outras doenças e, assim, a pressão continua nos hospitais.

O diretor-geral da Saúde falou ainda do estudo que dá como pista de investigação a nicotina para travar a covid-19, lembrando que se trata apenas de uma possibilidade e desencorajando a população a fumar mais para travar o vírus.

« O que nós sabemos de certeza é que os fumadores apresentam formas graves de covid-19 e o tabagismo a longo prazo pode aumentar a mortalidade nos cuidados intensivos. Não podemos aconselhar a população a ingerir nicotina nem encorajar a que as pessoas fumem », afirmou.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 179 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 583 mil doentes foram considerados curados.

Alfa/Lusa.

Estudo aponta possível efeito protetor da nicotina contra a COVID-19

A nicotina pode ter um efeito protetor contra o novo coronavírus, revelam cientistas franceses que se preparam para iniciar vários testes com adesivos após constatarem a baixa proporção de fumadores entre os pacientes da COVID-19 em todo o mundo.

Vários estudos destacaram essa circunstância, confirmada agora por um novo relatório francês realizado entre 350 pacientes hospitalizados e 150 pacientes leves, que testaram positivo para a COVID-19.

« Entre estes pacientes, apenas 5% eram fumadores », diz à AFP o professor de medicina interna Zahir Amoura, responsável por este último estudo.

Este número equivale a « 80% menos fumadores entre os pacientes da COVID-19 do que entre a população geral de mesmo sexo e idade », acrescenta.

« A hipótese » que explicaria este fenómeno « é baseada no facto de que a nicotina impede, ou retém, o coronavírus de se fixar no receptor celular que ele normalmente utiliza », evitando, assim, que penetre nas células e se espalhe pelo organismo, explica à AFP o médico Jean-Pierre Changeux, do Instituto Pasteur.

Isso seria possível, porque a nicotina se fixaria no mesmo receptor celular, segundo Changeux, neurobiólogo de renome mundial e coautor de um artigo sobre o assunto na revista Comptes Rendus de Biologie da Academia de Ciências da França, da qual é membro.

Assim que a autorização final for obtida e com o apoio do Ministério da Saúde francês, adesivos de nicotina serão administrados em doses diferentes em três ensaios: um preventivo, para profissionais da saúde, a fim de determinar o seu eventual papel protetor; e outros dois terapêuticos, para tratar pacientes hospitalizados com SARS-CoV-2 e doentes mais graves em terapia intensiva, segundo Amoura.

Especialistas advertem, porém, que fumar não é a solução. Fumar altera o correto funcionamento dos pulmões e os seus efeitos nocivos para a saúde, como cancro ou ataque cardíaco, são bem conhecidos.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou cerca de 178 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 583 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 785 pessoas das 21.982 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

Nota.

Fumar prejudica gravemente a saúde

A exposição ao fumo ambiental do tabaco em casa, em veículos, nos locais de trabalho e em espaços públicos fechados é um grave risco para a saúde dos não fumadores expostos, não existindo um limiar seguro de exposição.

Deixar de fumar é a melhor decisão que uma pessoa fumadora pode tomar para melhorar a sua saúde e a saúde dos que o rodeiam.

Parar de fumar diminui o risco de morte prematura. As pessoas que deixam de fumar vivem em média mais 10 anos, quando comparadas com aquelas que continuam a fumar.

 

Alfa/AFP/Sapo.pt

 

Covid-19: Portugal registou mais 439 óbitos do que o expectável desde início do ano – DGS

 Desde o início de 2020 até 21 de abril registaram-se em Portugal mais 439 mortos em relação à média do mesmo período nos cinco anos anteriores, indicou hoje a diretora-geral da Saúde.

Questionada sobre os dados do Barómetro Covid-19 divulgados na terça-feira pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), que apontam para um aumento da mortalidade entre 16 de março e 14 de abril, Graça Freitas não justificou os números, sublinhando apenas que existem sempre variações, sejam sazonais, anuais, mensais ou até semanais.

Segundo o estudo da ENSP, neste período “registaram-se mais 1.255 óbitos do que seria de esperar com base na mortalidade média diária dos últimos 10 anos”, mas apenas 567 dos quais estão associados à doença provocada pelo novo coronavírus.

No entanto, durante a conferência de imprensa diária de atualização sobre a situação epidemiológica no país, a diretora-geral da Saúde ressalvou que, se se considerarem os dados desde o início do ano até ao dia 21 de abril, o aumento é de apenas 439 mortos, apesar do pico registado entre o final do mês de março e o início de abril.

“Obviamente que houve um pico. Entre o dia 24 de março e o dia 04 de abril houve mais mortalidade do que é habitual na linha de base, mas essa mortalidade já está a baixar, aproximando-se dos valores normais”, explicou.

Graça Freitas considerou ainda que é importante recordar os dados referentes aos meses de janeiro e fevereiro, quando o número de óbitos registados em Portugal foi inferior à média dos últimos cinco anos, com menos 689 mortes em janeiro e menos 580 em fevereiro.

Segundo os dados avançados hoje pela diretora-geral da Saúde, a mortalidade começa a aumentar em março, registando-se mais 542 mortes nesse mês, e em abril com 1.166 óbitos no total, incluindo os associados à covid-19.

A diretora-geral não atribuiu, no entanto, nenhuma explicação a estas variações e reforçou: “Há sempre modificações da mortalidade ao longo das semanas, dos meses e dos anos. Nós temos é que as monitorizar”.

Portugal regista 785 mortos associados à covid-19 em 21.982 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 23 mortos (+3%) e mais 603 casos de infeção (+2,8%).

Das pessoas infetadas, 1.146 estão hospitalizadas, das quais 207 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou de 917 para 1.143.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma « abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais ».

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: Vírus vai ficar por muito tempo, avisa OMS

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou hoje que o vírus que provoca a covid-19 vai estar presente “muito tempo”, e disse começar a haver estabilidade na situação da Europa.

“O vírus vai acompanhar-nos durante muito tempo”, afirmou o responsável numa conferência de imprensa online a partir da sede da OMS em Genebra, depois de começar por referir que a Europa está, em relação à pandemia, em situação estável e com tendência a baixar.

Ainda assim, referiu o diretor-geral da OMS, a epidemia pode reativar-se mesmo em situações em que o confinamento tem resultado, e avisou que “o mundo não voltará a funcionar como antes” e que é preciso procurar uma nova e mais segura realidade.

 Tedros Adhanom Ghebreyesus lembrou também que já há 2,5 milhões de pessoas infetadas e mais de 170.000 mortes provocadas pelo novo coronavírus.

Numa conferência de imprensa em que se falou várias vezes do aliviar das medidas de isolamento os responsáveis da OMS disseram compreender que as pessoas “queiram voltar às suas vidas normais”, mas assinalaram sempre a importância, na luta contra o vírus, do afastamento social.

 

Alfa/Lusa.

Celebra-se hoje o Dia Mundial da Terra!

Em plena pandemia mundial e com o Estado de Emergência ainda ativo no nosso país, convém lembrar que continuam a celebrar-se datas importantes para todos os seres humanos. Hoje é o Dia Mundial da Terra, a nossa casa!

Hoje, 22 de abril de 2020 celebra-se pelo 50º ano consecutivo o Dia Mundial da Terra. Esta celebração está subordinada ao tema “Ação Climática”, sendo esta uma temática de extrema importância, mesmo em tempos de pandemia. Devido aos condicionamentos associados à pandemia, as celebrações deste ano serão inéditas. Um dia em que geralmente se promove o contacto com a natureza e o meio ambiente, este ano terá que ser celebrado no confinamento das nossas habitações.

Este dia, comemorado pela primeira vez em 1970, é dinamizado a nível internacional pela organização Earth Day, que tem como missão “construir o maior movimento ambiental do mundo para promover mudanças transformadoras para as pessoas e o planeta”.

Devido aos constrangimentos provocados pela pandemia do novo coronavírus, as celebrações este ano vão ser inéditas.

O objetivo do Dia Mundial da Terra é diversificar e educar o movimento ambiental em todo o mundo. A Earth Day trabalha com um número superior a 75 mil parceiros em mais de 190 países com o objetivo de recrutar cada vez mais cidadãos para o movimento ambiental e, para além disso, impulsionar ações com impacto positivo no nosso planeta.

Mensagem do secretário-geral sobre o Dia Internacional da Terra:

 

 

Alfa/tempo.pt

Covid-19: FPF trabalha « num plano gradual de regresso à atividade” do futebol

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está a « trabalhar num plano gradual de regresso à atividade », seguindo regras que garantam « a segurança de todos os intervenientes » para evitar a propagação da pandemia de covid-19, informou hoje o organismo.

« A FPF tem uma equipa de especialistas multidisciplinar a trabalhar num plano gradual de regresso à atividade », indica o comunicado publicado no sítio oficial da FPF na Internet, mencionando um « plano detalhado para as diferentes áreas: seleções nacionais, clubes, competições, arbitragem, Cidade do Futebol e colaboradores »

O projeto que prepara o regresso do futebol à atividade em Portugal envolve uma equipa de especialistas que integra elementos do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e a Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

« O objetivo da FPF é assegurar que o regresso será efetuado no momento adequado, de acordo com as regras estipuladas e garantindo a segurança de todos os intervenientes, desde logo os jogadores, os treinadores, e os ‘staffs’ clínicos e logísticos de apoio direto às equipas, mas estendendo-se aos restantes intervenientes em treinos, jogos e deslocações », explica a federação.

A coordenação do projeto pertence à Unidade de Saúde e Performance da FPF, integrando as várias especialidades médicas na área da medicina desportiva e contando, entre outros, com a colaboração dos serviços de infecciologia do Hospital Curry Cabral e do Hospital São João.

« A FPF está comprometida e empenhada em garantir um regresso ordenado e seguro à prática desportiva. Com a nossa Unidade de Saúde e Performance, envolvemos algumas das mais reputadas instituições na área da saúde pública para a elaboração de um plano que permita esse regresso em condições que inspirem confiança », observou o presidente da FPF, Fernando Gomes.

O organismo federativo assinalou que o grupo de emergência criado por Fernando Gomes e constituído pela Liga Portugal, representante das associações distritais e dos presidentes do Sindicato dos Jogadores e das associações de treinadores, árbitros e médicos, será mantido permanentemente a par do trabalho desenvolvido no âmbito deste plano.

Em 08 de abril, a FPF cancelou os campeonatos seniores não profissionais de futebol e de futsal da época 2019/20, devido à pandemia de covid-19, dando « por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições seniores que se encontram nesta data suspensas, não sendo atribuídos títulos nem aplicado o regime de subidas e descidas ».

O cancelamento ocorreu depois de os campeonatos de futebol e futsal dos escalões de formação terem tido o mesmo desfecho, numa decisão tomada em 27 de março, numa altura em que vigorava o estado de emergência, que foi prolongado e se mantém em vigor.

As competições profissionais – I Liga e II Liga – continuam suspensas, após a realização de 24 das 34 jornadas previstas, bem como a Taça de Portugal, que tem o Benfica e o FC Porto como finalistas.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 176 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 567 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. Das pessoas infetadas, 1.172 estão hospitalizadas, das quais 213 em unidades de cuidados intensivos, e o número de doentes curados aumentou 50,3%, de 610 para 917.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma « abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais ».

 

Alfa/Lusa.

Covid-19: Artistas apelam ao Facebook e à Google para que criem apoios ao setor em Portugal

Mais de uma centena de artistas portugueses, entidades e outros profissionais ligados à Cultura subscreveram um manifesto, no qual apelam ao Facebook e à Google para que criem apoios ao setor em Portugal.

“A comunidade artística portuguesa juntou-se para sensibilizar o Facebook e a Google a criarem plataformas de apoio aos artistas e às entidades que programam e pensam a cultura no nosso país”, lê-se no manifesto, divulgado hoje pela plataforma Gerador, um dos subscritores, no seu ‘site’.

Além da Gerador, o manifesto é subscrito por entidades como  A.M.A.E.I. – Associação de Músicos Artistas e Editoras Independentes, Anjos70 – Espaço Cultural, BoCA – Biennial of Contemporary Arts, Companhia de Dança Contemporânea de Évora, FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, Galeria Zé dos Bois, LAC – Laboratório de Actividades Criativas, LARGO Residências, Gnration, Maus Hábitos, Espaço de Intervenção Cultural e Teatro Regional da Serra do Montemuro.

Entre os artistas subscritores estão músicos como Joana Gama, Lena D’Água, Noiserv, Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) e Tó Trips, atores, entre os quais André Gago e Cristóvão Campos, artistas visuais e urbanos, como Catarina Glam, Contra, Vanessa Teodoro ou Daniel Eime, e coreógrafos, como Rui Horta.

Os subscritores recordam que, em resposta ao confinamento social, “muitos artistas e entidades culturais começaram, neste período, a investir de uma forma extraordinária em plataformas como o Facebook ou o Instagram, para ganharem a atenção do público e encontrarem soluções alternativas para levar cultura às pessoas que não passem pela via presencial: desde concertos, festivais, performances, iniciativas de diversas dimensões artísticas que são, no geral, gratuitas para o público”.

Dessa maneira, sublinham, “artistas e entidades culturais passaram a ser, através das suas páginas, um canal reforçado de tráfego para estas plataformas sem, no entanto, receberem qualquer benefício financeiro com esse esforço”.

Em troca,  os subscritores apelam à criação de “um fundo de apoio à concretização de projetos culturais, a serem implementados por artistas ou entidades”.

Além disso, pedem também que seja criada “a possibilidade de entidades e artistas promoverem gratuitamente conteúdos nestas plataformas, nomeadamente através da existência de um plafond mensal que lhes possa ser atribuído”.

Os subscritores do manifesto lembram que, de acordo com o próprio Facebook, “nos países mais atingidos pela Covid-19, a troca de mensagens nas suas plataformas cresceu mais de 50% no último mês, as mensagens de voz e vídeo chamadas mais do que duplicaram no Messenger e no Whatsapp e, em Itália, especificamente, houve um aumento de 70% na utilização das ‘apps’ da empresa desde que a crise atingiu o país”.

“Adicionalmente, ainda em Itália, as visualizações dos diretos no Facebook e Instagram duplicaram numa semana”, acrescentam.

Isso levou a que, com o “colapso do investimento das entidades nos meios publicitários tradicionais, como o exterior ou a imprensa em papel, seja natural que exista uma captura de uma percentagem significativa dos investimentos que antes eram dispersos por vários canais, como os que referimos em cima, por parte de entidades como o Facebook ou a Google”.

Os artistas e entidades culturais pedem ainda que os programas de apoio que propõem “não sejam entendidos como pontuais e exclusivos deste período frágil”, mas sim como um caminho para continuar a ser percorrido no futuro.

“Este manifesto vem ainda reforçar o que tem vindo a ser trabalhado no seguimento da diretiva sobre os direitos de autor no mercado único digital, aprovada pelo Parlamento Europeu em março de 2019 e que procura assegurar a melhor aplicação dos direitos de autor nas grandes plataformas digitais e agregadores de conteúdos como o Facebook, Google News ou YouTube, nomeadamente através de acordos de remuneração e reforço dos direitos de negociação dos criadores que se tenham identificado como proprietários de uma obra”, referem.

Os subscritores salientam que “uma crise como a de hoje acentua as fragilidades da relação destas plataformas com os criadores, cujo trabalho já há muito tempo é, por elas, monetizado”.

Segundo a Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos, entre 08 de março e 31 de maio foram cancelados, adiados ou suspensos 24.815 espetáculos em Portugal, por causa das medidas de contenção da epidemia da covid-19. O número foi revelado em 03 de abril e a associação alertava que poderia « aumentar exponencialmente » nas semanas seguintes.

Para combater a pandemia da covid-19, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram entretanto a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma « abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais ».

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 178 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Portugal, segundo o boletim hoje divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia, regista 785 mortos associados à covid-19 em 21.982 casos confirmados de infeção. Relativamente ao dia anterior, há mais 23 mortos (+3%) e mais 603 casos de infeção (+2,8%).

 

Alfa/Lusa.

Lucro da RTP quase triplica em 2019 para 903 mil euros

O lucro da RTP quase triplicou (173,9%) no passado, face a 2018, para 903 mil euros, o que se traduz em « resultados bastante fortes », disse hoje à Lusa o presidente do Conselho de Administração, Gonçalo Reis.

Os rendimentos operacionais (contribuição para o audiovisual e receitas comerciais) totalizaram 219,9 milhões de euros no ano passado, uma descida de 8,4% explicada pelos eventos atípicos de 2018 (Festival Eurovisão da Canção e Mundial 2018 de Futebol).

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 20,3% no período em análise para 15,5 milhões de euros e os gastos operacionais diminuíram 10,1% para 204,5 milhões de euros.

No ano passado, os gastos com pessoal aumentaram 5,5 milhões de euros devido essencialmente à integração de prestadores de serviços decorrente do Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP), segundo a empresa.

A dívida bancária da RTP reduziu-se em 10,6% no ano passado.

« Vivemos num contexto de sobriedade e de prudência, mas são resultados bastante fortes », por duas razões, afirmou Gonçalo Reis.

« Em primeiro lugar porque melhorámos em todas as dimensões chave, resultados operacionais a crescerem, resultados líquidos a crescerem, aumento do investimento, que é muito importante para a modernização da empresa, e redução da dívida bancária », elencou o presidente da RTP.

« Por outro lado porque é o quinto ano consecutivo. Portanto, há aqui uma trajetória de consistência e de sustentabilidade, que é património para a empresa, nomeadamente para os tempos que aí veem », salientou Gonçalo Reis.

 

Alfa/Lusa.

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