25 de abril de 1974. « Há muita gente por aí que sofre de amnésia ». Opinião

Uma « aula » sobre o 25 de abril.

« Há muita gente por aí que sofre de amnésia ».

Antes do 25 de abril, para escaparem à miséria e à guerra colonial, portugueses tiveram de fugir de Portugal, muitas vezes apenas com a roupa que traziam vestida.

Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir, na Rádio Alfa, na quinta-feira, 23.

Covid-19/Portugal: mais 23 mortes, 603 infetados e 226 recuperados, número de internados baixa

Covid-19 em Portugal: mais 23 mortes em 24 horas, 603 infetados e 226 recuperados, número de internados volta a baixar.

 

Informação oficial: No total, em Portugal, há agora 21.982 infetados, 785 mortos e 1.143 recuperados. 

 

Portugal regista hoje 785 mortos associados à covid-19, mais 23 do que na terça-feira, e 21.982 infetados (mais 603), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

 

Comparando com os dados de terça-feira, em que se registavam 762 mortos, hoje constatou-se um aumento percentual de 3%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, os dados da DGS revelam que há mais 603 casos do que na terça-feira, representando uma subida de 2,8%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (454), seguida da região Centro (175), de Lisboa e Vale Tejo (138), do Algarve (11), dos Açores (6) e do Atentejo, que regista um morto, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira.

Covid-19/Portugal. 25 de abril deve ser comemorado na Assembleia. Opinião

25 de abril deve ser comemorado na Assembleia da República, além do mais porque o Parlamento nunca fechou durante o estado de emergência atualmente em vigor em Portugal.

O « dia da liberdade » deve ser devidamente assinalado, embora com fortes limitações devido à crise do novo coronavírus.

É uma data fundamental para o país: pôs fim a uma ditadura, à guerra colonial, ao analfabetismo e libertou a imprensa.

Ouça aqui a última crónica de Daniel Ribeiro:

 

Covid-19/França. Distúrbios noturnos nos arredores de Paris e Estrasburgo apesar do confinamento

Covid-19: Distúrbios noturnos nos arredores de Paris e Estrasburgo apesar do confinamento

Covid-19: Distúrbios noturnos nos arredores de Paris e Estrasburgo apesar do confinamento

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Confrontos noturnos têm ocorrido nos últimos dias em França entre a polícia e habitantes dos subúrbios de Paris e Estrasburgo apesar das medidas de confinamento, com as autoridades a confirmarem hoje nove detenções nos arredores da capital francesa.

Nos subúrbios de Paris, a situação está tensa desde um incidente com um motociclista ocorrido no sábado à noite em Villeneuve-la-Garenne, em circunstâncias ainda por esclarecer.

O motociclista, que circulava sem capacete, fez uma fratura numa perna depois de ter embatido contra um carro da polícia descaracterizado.

O incidente, que ocorreu em pleno período de confinamento decretado por causa da pandemia do novo coronavírus, foi rapidamente denunciado nas redes sociais como um “erro policial”.

Nove pessoas foram detidas na noite de segunda para terça-feira nos arredores da capital francesa “por posse de engenhos incendiários e pela participação em grupo com o objetivo de cometer violência e danos », segundo as forças policiais de Paris, citadas hoje pelas agências internacionais.

Incidentes já tinham sido verificados durante a noite de domingo para segunda-feira em várias zonas da região administrativa da Ilha de França (que abarca a capital), com cerca de 15 veículos e cerca de 50 caixotes do lixo incendiados.

Na região leste de França, dois distritos da cidade de Estrasburgo também foram cenário de distúrbios durante a noite de segunda para terça-feira e pelo menos quatro pessoas foram detidas.

Em Meinau, na zona sul de Estrasburgo, uma esquadra da polícia foi atingida por ‘cocktails molotov’, enquanto em Port du Rhin, na zona leste, caixotes do lixo e um carro foram incendiados.

Segundo a rádio local France Bleu Alsace, um carro da polícia também foi atingido por um petardo em Meinau.

“Até agora, estava tudo bastante calmo” em Estrasburgo, mas « estamos a começar a sentir uma tensão crescente nos distritos », declarou à rádio France Bleu Alsace um autarca local.

França regista, desde o início da pandemia, um total de 20.265 mortes e 114.657 casos confirmados de covid-19, segundo dados anunciados na segunda-feira.

As medidas de confinamento decretadas pelo governo francês prolongam-se até 11 de maio.

A nível global, o novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 558 mil doentes foram considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Covid-19/Estados Unidos mais 2.751 mortos nas últimas 24 horas

Covid-19: Estados Unidos com 2.751 mortos nas últimas 24 horas – Lusa

Covid-19: Estados Unidos com 2.751 mortos nas últimas 24 horas

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Os Estados Unidos registaram 2.751 mortos causados pela covid-19 nas últimas 24 horas, um aumento em relação à véspera, indicou na terça-feira a Universidade Johns Hopkins.

Este balanço diário eleva para 44.845 o número total de óbitos desde o início da epidemia no país, oficialmente o mais afetado no mundo pela covid-19.

O número de infetados ultrapassou já os 824.438 mil oficialmente diagnosticados, com perto de 40 mil novos contágios entre as 20:30 de segunda-feira e a mesma hora de terça-feira (01:30 de hoje em Lisboa), de acordo com a contagem daquela universidade. Cerca de 75 mil pessoas foram entretanto declaradas curadas.

Em 15 de abril, os Estados Unidos tinham mais de 2.500 mortos.

« Vejo a luz ao fundo do túnel », repetiu, no entanto, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na conferência de imprensa diária de terça-feira sobre situação da epidemia no país.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 176 mil mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Covid-19: França regista mais 531 mortos, total está quase nos 21.000 óbitos

A França registou 531 mortos nas últimas 24 horas em meio hospitalar e nos lares, perfazendo assim um total de 20.796 mortos desde o início da pandemia, anunciou hoje fonte oficial.

Os números do avanço do vírus em França foram divulgados hoje na conferência de imprensa diária de Jérôme Salomon, diretor-geral da Saúde.

Desde 01 de março, em meio hospitalar morreram 12.900 pessoas e nos lares foram registados 7.896 óbitos no mesmo período.

Em França há 30.106 pessoas hospitalizadas devido à covid-19 e 5.433 destes pacientes estão nos cuidados intensivos.

Tanto o número de pessoas hospitalizadas como os pacientes em estado grave têm vindo a descer.

Jérôme Salomon reconheceu esta noite que as pessoas confinadas podem estar a passar por stress e ansiedade, indicando que há algumas soluções. Ligar aos mais próximos, manter o mesmo ritmo quotidiano e fazer coisas que dão prazer como ler foram algumas das sugestões deixadas pelo diretor-geral da Saúde francês.

A França registou 117.304 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 172.500 mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 558 mil doentes foram considerados curados.

 

Alfa/Lusa.

Confinamento/Covid-19. Dicas e conselhos da psicoterapeuta Marina Raquel (3). Em português

Dicas e conselhos da psicoterapeuta Marina Raquel para viver o melhor possível em confinamento. Crónica número 3 (em português – Marina Raquel é lusodescendente, da terceira geração dos portugueses em França):

Covid-19: Portugal registou mais 1.255 óbitos do que o expectável um mês após a primeira morte devido ao coronavírus

Portugal registou, entre 16 de março e 14 de abril, um “excesso de mortalidade” que atingiu de “forma desproporcionada” pessoas com mais de 75 anos, tendo-se registado 1.255 óbitos acima do expectável, segundo o Barómetro Covid-19.

Um mês após a primeira morte por covid-19 registada em Portugal, em 16 de março, 14 dias depois da confirmação do primeiro caso, registaram-se 599 mortes atribuídas à doença provocada pelo novo coronavírus, equivalente a 3,3% dos 18.051 casos confirmados à data e correspondendo a uma incidência cumulativa de cerca de 176 casos por 100.000 habitantes e uma letalidade de 3,3%.

O estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) analisou o excesso de mortalidade em Portugal entre 16 de março e 14 de abril com base nos registos de mortalidade diária dos últimos 10 anos, comparando a mortalidade observada com a esperada, usando intervalos de confiança de dois desvios padrão.

“Os meses de março e abril são, normalmente, meses com mortalidade mais baixa do que os meses anteriores, mas em 2020 nota-se uma inversão dessa norma a partir de 11 de março, passando a registar-se um excesso de óbitos acima da média dos 10 anos anteriores”, refere o estudo.

Neste período, “registaram-se mais 1.255 óbitos do que seria de esperar com base na mortalidade média diária dos últimos 10 anos, ultrapassando mesmo o limiar da média mais dois desvios padrão [DP], a partir de 24 de março de 2020”.

O excesso de mortalidade afetou de “forma desproporcionada” os maiores de 75 anos, com mais 1.030 óbitos do que o expectável, sendo que nas pessoas com idades entre os 65 e os 74 anos foram apenas mais 67.

“O número de óbitos de pessoas com mais de 75 anos ultrapassou em 11 dias o limite da média dos últimos seis anos mais 2DP”, observa a análise, apontando a alteração do padrão de acompanhamento e da resposta a esta população, mais vulnerável e com doença crónica, como causa possível para este excesso de mortalidade não relacionada com a Covid-19.

Os investigadores sublinham que, mesmo subtraindo ao número de óbitos por causa natural os causados por covid-19, continua a observar-se “um excesso de mortalidade acima do limiar da média de óbitos dos seis últimos anos mais dois 2DP”.

Relativamente aos óbitos que se estimaram para uma situação em que não houvesse epidemia, registou-se um excesso de 1.214 óbitos, refere o estudo, indicando que 599 destes óbitos foram registados como covid-19 e os outros 615 (51%) por outras doenças.

Observou-se ainda um número de mortes por causas externas (que inclui acidentes de viação) inferior ao que seria de esperar com base nas médias dos últimos 10 anos.

Os investigadores apontam como explicação para esta redução as “severas limitações à mobilidade viária impostas pelas autoridades, no atual contexto da pandemia”.

“Este facto sugere que o excesso de mortalidade durante o mês de covid-19 teria sido ainda maior se não tivessem quase desaparecido os óbitos por causa externa associados com a mobilidade das pessoas”, salientam.

Na segunda semana de abril, já parece haver uma descida da mortalidade observada, compatível com um efeito das medidas de distanciamento social tomadas pelas autoridades desde meados de março e da alta adesão da população portuguesa a essas medidas.

A ENSP ressalva que as estimativas apresentadas no estudo “são conservadoras”, uma vez que uma parte dos óbitos por covid-19 terão passado sem diagnóstico por falta de diagnóstico laboratorial”.

“Muitas pessoas terão falecido em casa ou em instituições de cuidados continuados antes de poderem ter sido testadas para a presença do vírus”, exemplifica.

Também são conservadoras porque “os óbitos esperados são influenciados pelos óbitos dos anos anteriores, e fevereiro e o início março de 2020 registaram mortalidades inferiores às dos anos anteriores”, e pelo “quase desaparecimento dos óbitos por causas externas”, nomeadamente os acidentes de viação.

 

Alfa/Lusa.

Comemorações do 25 de Abril: Cavaco não vai à AR. Leia aqui: quem vai e não vai

Comemorações do 25 de Abril: Cavaco não vai à AR

ANTÓNIO JOSÉ / LUSA

Cavaco Siva não irá às comemorações do 25 de Abril no Parlamento. Sem problemas de saúde, o ex-Presidente da República cumpre as regras de confinamento

Alfa/Expresso

Cavaco Silva já informou a Assembleia da República de que não irá estar presente nas comemorações do 25 de Abril. O gabinete do ex-Presidente da República confirmou ao Expresso que Cavaco declinou o convite.

Encontrando-se bem de saúde, o ex-Chefe de Estado apenas quererá cumprir as regras de confinamento a que o país está submetido.

Será, assim, o segundo ex-Presidente a faltar. Jorge Sampaio também não irá, neste caso por motivos de saúde. Quanto a Ramalho Eanes, já confirmou a presença mas deixou claro que apenas irá « por responsabilidade institucional » e apesar de « discordar da modalidade » das comemorações.

O Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, que articulou com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a realização da cerimónia apesar de o país se encontrar em estado de emergência, defendeu em declarações ao Público que “Celebrar o 25 de Abril é dizer que não sairá desta crise qualquer alternativa antidemocrática”. Mas a polémica dividiu, pela primeira vez, a classe política em torno da comemoração da data.

O líder do CDS já disse que não irá. O líder do Chega é contra a cerimónia e diz que irá para a criticar. E mesmo entre os socialistas a questão não é pacífica – o ex-deputado João Soares já classificou a decisão de Ferro Rodrigues de « disparate ».

Entre os opinion makers, há quem defenda a cerimónia lembrando que o Parlamento tem continuado a reunir-se para aprovar leis e as sucessivas renovações do estado de emergência e que fechá-lo no 25 de Abril seria passar um sinal errado. Mas, em sentido contrário, há muitas vozes a criticarem o Presidente da Assembleia da República, sobretudo por ter decidido fazer as comemorações com convidados quando o país está obrigado a viver um confinamento que se prolonga até maio.

Habitualmente alargadas a cerca de 700 pessoas, as cerimónias no Parlamento terão, desta vez, pouco mais de 100 entre deputados e convidados, depois dos grupos parlamentares terem decidido limitar o número de representantes que terão na cerimónia e de os serviços da Assembleia terem reduzido o número de convidados.

Mas nem por isso escapam a uma forte contestação que já motivou abaixo assinados cruzados, contra e a favor. Com a divisão instalada no espaço público, o 25 de abril vai ser comemorado no Parlamento e Marcelo Rebelo de Sousa irá discursar.

Covid-19/Portugal. Número de recuperados supera o de mortos. Mais 27 óbitos e 516 casos em 24 horas

Covid-19: número de recuperados supera o de mortos. Mais 27 óbitos e 516 casos em 24 horas.

Informação oficial. Covid-19: Portugal com 762 mortos e 21.379 infetados

Portugal regista hoje 762 mortos associados à covid-19, mais 27 do que na segunda-feira, e 21.379 infetados (mais 516), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim da Direção-Geral da Saúde regista mais 307 recuperados e 516 casos de covid-19 em Portugal, esta segunda-feira.

No total, há agora 21.379 infetados, 762 mortos e 917 recuperados. É a primeira vez que o número de pessoas oficialmente curadas supera as mortes resultantes da pandemia em Portugal.

A taxa de crescimento dos infetados é de 2,5%, inferior à de ontem (3,3%). Já o número de recuperados cresce em 50%, de 610 para 917.