França vota a fugir do vírus. Vaticano fecha Praça de São Pedro, Santuário português de Paris com missa só na Alfa

O Vaticano anunciou que terá a Praça de São Pedro fechada na Páscoa e celebrações e missas decorrerão sem fiéis.

Em Paris, o Santuário de Nossa Senhora de Fátima faz, este domingo às 11h, missa sem fiéis na Igreja, que apenas pode ser seguida através da Rádio Alfa.

Em Espanha vive-se em quarentena, tal como em Itália.

França vai a votos para as municipais a fugir do vírus (com o Governo a aconselhar os franceses a ficarem o máximo de tempo possível em casa e a mandar fechar cafés, restaurantes, bares, discotecas e cinemas)

Covid-19. Perguntas e respostas. O que já sabemos sobre o vírus

Guia Covid-19. O que já sabemos sobre o vírus (um trabalho do Expresso, por Dina Margato e Raquel Albuquerque)

MARIANA GREIF/REUTERS

O contágio e a mortalidade são maiores do que na gripe sazonal. Em casos mais severos pode dar origem a pneumonia e insuficiência respiratória. Idosos têm maior risco

Que vírus é este?
Os coronavírus são comuns nos animais e só muito raramente passam para os seres humanos. Terá sido o caso do SARS-coV-2, apesar de ser ainda desconhecida a espécie que esteve na origem da primeira transmissão, num mercado de Wuhan, na China, país onde surgiu em dezembro de 2019. Todos os coronavírus já identificados em seres humanos provocam doenças respiratórias. Na última década, dois deles revelaram-se especialmente letais: a Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS), que causou 500 mortos desde 2012, e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), origem de cerca de 800 vítimas mortais entre 2002 e 2003. O novo membro, porém, já os ultrapassou largamente.

Que sintomas provoca?
Febre, cansaço e tosse seca são os sintomas mais comuns. Alguns doentes têm também cefaleias e dores musculares, congestão nasal ou diarreia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os sintomas são habitualmente ligeiros e cerca de 80% dos infetados recuperam sem necessitarem de tratamento especial. Nos casos mais severos, o vírus pode dar origem a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, obrigando a apoio de oxigénio e ventilação mecânica, explica o epidemiologista Nuno Taveira. Também se conhecem casos de pessoas que contraíram a doença, mas não desenvolveram sintomas.

Como ocorre a transmissão?
Através de gotículas libertadas pelo nariz ou boca quando alguém infetado tosse ou espirra ou na sequência de exposição prolongada a concentrações elevadas destas gotículas em espaços fechados. A transmissão pode ocorrer pelo contacto com objetos onde as partículas tenham pousado.

A que distância se evita o contágio?
“Deve manter-se a maior distância possível entre uma pessoa infetada e pessoas não infetadas. Se é um, dois ou quatro metros é difícil de dizer”, considera Nuno Taveira. “Se a pessoa espirrar para cima de nós num espaço fechado nem a quatro metros estaremos garantidamente protegidos.” Um estudo sobre o contágio da gripe A num avião, divulgado pela Sociedade Europeia de Pneumologia, concluiu que os passageiros duas filas à frente do infetado tinham 90% de probabilidade de ser contagiados e que os que estavam a nove filas tinham 25% (ver pág. 3 deste guia).

Quanto tempo sobrevive o vírus em superfícies?
Segundo a OMS, o vírus pode persistir desde poucas horas até vários dias, dependendo do tipo de superfície, a temperatura e a humidade. A desinfeção das superfícies deve ser feita com álcool a 70% e lixívia diluída, que inativam o vírus.

Porque é tão importante lavar as mãos?
O coronavírus está coberto por uma bolha de moléculas oleosas que se pode desfazer em contacto com sabão.

Quantos dias uma pessoa infetada está contagiosa?
Um estudo publicado na revista “The Lancet”, que analisou 191 pacientes internados em Wuhan, conclui que uma pessoa pode espalhar o vírus, em média, durante 20 dias: há casos de contágio durante um mínimo de sete dias e um máximo de 37.

A Covid-19 é mais perigosa do que a gripe comum?
Sim, a avaliar pelo contágio e pela taxa de mortalidade que se conhece até agora. Em média, cada infetado contagia 2,3 pessoas. Mas o contágio do vírus pode variar muito, explica Nuno Taveira. “O número de pessoas que alguém com gripe pode contaminar pode ir de menos do que duas até mais do que 16, dependendo do ambiente da transmissão. É muito difícil, nesta altura, comparar a contagiosidade dos dois vírus.” O que se sabe é que a população não tem imunidade para este novo vírus, o que a deixa vulnerável. Quanto à mortalidade, só mesmo no final será possível calcular a taxa certa. Para já, é bastante mais alta: a percentagem de mortes situa-se entre 2% e 4%, enquanto que na gripe sazonal não chega a 0,1%.

Atinge especialmente os idosos?
Sim. A taxa de mortalidade dos idosos é francamente superior. Segundo o estudo do Instituto Superior de Saúde Italiano que incidiu sobre 105 dos primeiros 148 mortos, a idade média dos que faleceram era de 81 anos, havendo 20 anos de diferença entre a idade média das vítimas mortais e dos doentes. Uma grande parte das mortes (42,2%) ocorreu entre os 80 e 89 anos, seguindo-se os idosos entre os 70 e 79 (32,3%). Carlos Robalo Cordeiro, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, salienta a fragilidade da população idosa, na qual se desencadeiam complicações pulmonares com maior facilidade. A doença também é mais severa entre doentes crónicos, nomeadamente com problemas cardiovasculares, respiratórios, diabetes e hipertensão.

As condições anteriores de saúde e o estado do sistema imunitário são determinantes?
A eficácia, robustez e prontidão do nosso sistema imunitário é fundamental para conter todo o tipo de infeções, incluindo as virais. As pessoas com sistema imunitário comprometido, seja por estilo de vida ou problemas de saúde que implicam utilizar medicamentos imunossupressores, estão mais vulneráveis. Em Itália, os doentes que morreram tinham, em média, mais de três problemas de saúde anteriores.

Covid-19. França fecha cafés, restaurantes, discotecas e cinemas a partir de meia-noite de sábado

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, anunciou na noite deste sábado (14) um reforço das medidas de prevenção contra a propagação da epidemia de coronavírus no país. A partir da meia-noite, cafés, restaurantes, discotecas, cinemas, teatros e estabelecimentos comerciais considerados « não essenciais » permanecerão fechados por tempo indeterminado. Farmácias, lojas, bancos e supermercados continuarão abertos.

A França atingiu este sábado o nível 3 da epidemia, com 4.500 pessoas infectadas – número que dobrou em 72 horas -, 91 mortos e 300 doentes em estado grave, necessitando de aparelhos de respiração artificial. Todas as regiões estão afetadas, inclusivé os territórios ultramarinos, como Guadalupe, Martinica e Guiana Francesa.

A circulação viral é rápida e intensa, disse na conferência de imprensa o diretor-geral da Saúde, Jérôme Salomon. « A epidemia vai generalizar-se nos próximos dias e tudo vai depender do controlo; os franceses ainda não tomaram consciência da necessidade de mudar o seu comportamento individual para conter a propagação do novo vírus », lamentou Salomon.

Minutos antes desta declaração, o primeiro-ministro francês também chamou a atenção dos franceses que continuavam a encher os bares e restaurantes, apesar do alto risco de transmissão do Covid-19. Philippe lembrou que 88% dos infectados curam-se da gripe, mas é necessário evitar um colapso no sistema público hospitalar com um número explosivo de internamentos simultâneos.

Os hospitais de Paris « nunca enfrentaram um fenómeno de tal magnitude », disse o diretor-geral dos hospitais públicos de Paris, Martin Hirsch, em entrevista ao jornal Le Monde. « Pode haver um aumento em casos graves de 20% a 30% por dia », o que « representaria 400 pacientes que necessitam simultaneamente de cuidados intensivos na região de Île-de-France [Paris e arredores] dentro de dez a quinze dias », prevê Hirsch.

A França registou hoje o primeiro caso da infecção no sistema penitenciário. No estabelecimento prisional de Fresnes (região parisiense) uma pessoa de 74 anos contraiu o novo Covid-19. Depois de apresentar sintomas, foi levado para o hospital de Kremlin-Bicêtre.

O coronavírus também avança entre os políticos franceses. A secretária de Estado para a Transição Ecológica, Brune Poirson, 38 anos, deu positivo no teste do coronavírus, assim como a senadora Guylène Pantel. O ministro francês da Cultura, Franck Riester, e dez deputados foram contaminados.

Apesar das medidas tomadas para conter a propagação do coronavírus, os franceses vão às urnas neste domingo (15), no primeira volta das eleições municipais. As autoridades responsáveis pela organização das seções eleitorais prepararam-se para receber os eleitores nas melhores condições possíveis, desinfetando maçanetas, mesas e cabines de votação. Os franceses são convidados a levar uma caneta de casa. Foram tomadas medidas para evitar filas e respeitar as distâncias de segurança. O ministro do Interior, Christophe Castaner, admitiu « temer » uma participação em declínio, reconhecendo que alguns municípios consideram difícil abrir as suas seções eleitorais.

 

Alfa/RFI/AFP.

Covid-19. Abstenção histórica à vista nas municipais francesas

Covid-19. Abstenção histórica à vista nas municipais francesas (Alfa/Expresso)

Um homem usa uma máscara em Paris. Em França já foram detetados vários casos de infeção por Coronavírus BENOIT TESSIER/REUTERS

Primeira volta disputa-se no domingo, num país sujeito a restrições aos movimentos e com muito comércio e lazer encerrado. Fraca afluência pode levantar questões sobre legitimidade da eleição e inviabilizar segunda volta, marcada para dia 22

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro

O Presidente Emmanuel Macron mandou fechar creches, escolas, liceus e universidades, pediu aos franceses para limitarem os movimentos e, se possível, ficarem em casa. Os principais monumentos e cabarets de Paris e de outras cidades encerraram, mas as eleições municipais marcadas para os próximos dois domingos, 15 e 22 de março, não foram anuladas.

Os eleitores franceses continuam a ser chamados a votar neste domingo na primeira volta das autárquicas. Diversos presidentes de câmara e outros candidatos (muitos deles portugueses ou de origem portuguesa), contactados esta semana pelo Expresso, repetiram com grande ênfase o que disse há dois dias o Presidente francês: que a “segurança sanitária” nas assembleias de voto está garantida.

Por exemplo, a socialista Anne Hidalgo (presidente da Câmara de Paris, socialista, logo na oposição a Macron e ao Governo) declarou ao Expresso: “As pessoas poderão mesmo trazer esferográficas pessoais e, se não o fizerem, garantimos que tudo estará sempre constantemente a ser limpo e em ótimas condições, para que não corram qualquer risco de saúde”.

No entanto, devido à crise do coronavírus, que se intensifica em França com 3661 casos, 79 mortos e 800 novos infetados nas últimas 24 horas, as previsões da abstenção apontam para números muito elevados e históricos.

CRISE AINDA NÃO ATINGIU O PICO

A probabilidade de uma abstenção nunca vista na primeira volta das autárquicas poderá levar a interrogações sobre a realização da segunda volta, marcada para o dia 22, e colocar a questão da legitimidade da eleição dos novos autarcas franceses.

Entre a população francesa há grande preocupação com a crise sanitária. Especialistas dizem que o “pico da crise” ainda está para chegar e só se fala nisso em todo o país. Verifica-se mesmo um certo pânico e há uma corrida às compras nos supermercados.

O Expresso constatou desde sexta-feira que, em grande parte destes estabelecimentos, já esgotaram produtos alimentares enlatados, massas, e mesmo papel higiénico. Na região de Paris, os principais pontos turísticos – museus, torre Eiffel, palácio de Versalhes, cabarets, etc… – estão fechados.

 

 

 

 

Covid-19: Número de infetados em Portugal sobe para 169 – DGS

O número de casos confirmados em Portugal de infeção pelo novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, subiu hoje para 169, mais 57 do que os contabilizados na sexta-feira, e os casos suspeitos são agora 1.704.

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), dos 1.704 casos suspeitos, 126 aguardam resultado laboratorial.

Há ainda 5.011 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, menos do que na sexta-feira (5.674).

O boletim de hoje indica que se mantêm as 11 cadeias de transmissão ativas em Portugal.

Dos 169 casos confirmados de Covid-19 em Portugal, 114 estão internados, dez dos quais em unidades de cuidados intensos.

Há um caso de um doente já recuperado.

Entre os doentes internados estão os casos de um menino com menos de 10 anos e de 19 jovens entre os 10 e os 19 anos.

Existem três casos de doentes infetados internados acima dos 80 anos e 11 entre os 70 e os 79.

É entre a população com idades entre os 40 e os 49 anos que se registam mais casos (41) de doentes internados, segundo o boletim da DGS, que indica a existência de 37 casos entre os 30 e 39 anos e 26 casos entre os 50 e os 59 anos.

Há ainda registo de 19 casos entre os 20 e 29 anos e 12 entre os 60 e 69 anos.

A região Norte continua a ser a que regista o maior número de casos confirmados (77), seguida da Grande Lisboa (73), e das regiões Centro (8) e do Algarve (7).

Há quatro casos confirmado no estrangeiro, segundo o boletim epidemiológico diário.

O mapa disponibilizado pela DGS continua a não apresentar qualquer caso no Alentejo e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Os dados da DGS, atualizados às 10:00 de hoje, adiantam que 13 casos resultam da importação do vírus de Itália, 12 de Espanha, sete de França, cinco da Suíça e Bélgica e Alemanha/Áustria com um cada.

Segundo a DGS, mais de metade dos doentes positivos ao novo coronavírus (54%) têm tosse, 39% febre, 34% dores musculares, 33% cefaleia e 21% fraqueza generalizada. Há 10% dos doentes que apresentam dificuldade respiratória.

A doença Covid-19, provocada pelo novo coronavírus, foi classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na quarta-feira.

Em todo o mundo já foram infetadas mais de 143.000 pessoas e morreram mais de 5.500.

Em Portugal, o Governo decretou na quinta-feira o estado de alerta, colocando os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.

Foram igualmente suspensas, a partir de segunda-feira, as atividades letivas e restringido o funcionamento de discotecas e similares e suspensas as visitas a lares em todo o território nacional.

O Governo decidiu igualmente proibir o desembarque de passageiros de navios de cruzeiro, exceto dos residentes em Portugal, e limitar a frequência nos centros comerciais e supermercados para assegurar possibilidade de manter distância de segurança entre as pessoas.

Já tinham sido tomadas outras medidas em Portugal para conter a pandemia, como a suspensão das ligações aéreas com a Itália.

 

Alfa/Lusa.

 

 

JOGADORES PROTAGONIZAM CAMPANHA CONJUNTA DE PREVENÇÃO

A Liga Portugal e a Direção-Geral de Saúde lançaram uma campanha conjunta de prevenção e combate ao COVID-19.

Alguns jogadores, habituais protagonistas do jogo, exemplificam algumas medidas para ajudar a estancar esta pandemia.

Veja como Alex Telles, Fábio Silva, Fábio Martins, Cláudio Ramos, André André e Pizzi explicam.

 

 

Covid-19: Portugal cria linha de emergência para viajantes portugueses no estrangeiro

Covid-19: Ministério dos Negócios Estrangeiros cria linha de emergência para portugueses em viagem no estrangeiro.

A linha tem um endereço de e-mail (covid19@mne.pt) e um número de telefone (+351 217 929 755). Esta linha de emergência para viajantes estará disponível em dias úteis, entre as 9h e as 17h, e, fora deste horário, será complementada pela atividade do Gabinete de Emergência Consular (GEC) em funcionamento 24 horas por dia.

O MNE anunciou esta sexta-feira a criação da linha de emergência Covid-19 que tem como objetivo dar apoio aos portugueses que se encontrem transitoriamente em viagem no estrangeiro e que necessitem de ajuda para regresso a Portugal.

Com esta decisão, o MNE coloca à disposição dos portugueses em viagem pelo mundo um serviço destinado sobretudo a prestar informações relativas ao regresso a território nacional no caso de ocorrerem dificuldades de circulação no país onde se encontrem.

O MNE adverte que a linha de emergência não servirá para o tratamento de outros assuntos de natureza consular tais como a emissão de cartões de cidadão, passaportes biométricos ou tratamento de pedidos de vistos, que seguem os seus canais próprios e regulares junto dos postos consulares.

Covid-19: Diplomata e senador brasileiro infetados. Bolsonaro repete teste

Covid-19: Diplomata e senador brasileiro que acompanharam Bolsonaro nos EUA testam positivo (Lusa)

Um diplomata e um senador que acompanharam o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na sua recente viagem aos EUA, testaram positivo para o novo coronavírus, informaram fontes oficiais brasileiras esta sexta-feira.

Este é o quarto caso que afeta a delegação brasileira liderada por Bolsonaro, cujo teste deu negativo, mas que irá ser submetido a novo exame. O primeiro contágio foi o do chefe de imprensa da Presidência, Fabio Wajngarten.

A advogada Karina Kufa, tesoureira da Aliança pelo Brasil – novo partido de Bolsonaro -, também foi infetada ficará em isolamento durante dez dias.

Os dois novos casos anunciados na noite de sexta-feira correspondem ao encarregado dos Negócios do Brasil em Washington, o diplomata Nestor Forster, e o senador Nelson Trad Filho, do Partido Social Democrático e que preside à Comissãodos Negócios Estrangeiros da Câmara Alta do congresso brasileiro.

Durante essa viagem, que durou quatro dias, entre o último sábado e terça-feira, Bolsonaro e membros do seu partido participaram em vários eventos em Miami, incluindo um jantar com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Bolsonaro, que até agora não apresentou sintomas da doença, passou a ser considerado um caso suspeito, mas os testes realizados no dia anterior foram negativos, anunciou o Presidente ns redes sociais.

Também os ministros que acompanharam o Presidente testaram negativo.

O Brasil confirmou até sexta-feira 98 casos de coronavírus, a maioria deles no estado de São Paulo (56), o mais populoso e rico do país, e investiga cerca de 1.500 considerados suspeitos, embora sem registar mortes.

Forster, escolhido pelo Governo para ser o próximo embaixador brasileiro nos Estados Unidos, soube dos resultados dos seus testes para o coronavírus na sexta-feira à noite.

Por recomendação médica, o diplomata permanecerá em quarentena pelas próximas duas semanas, conforme relatado pela Embaixada do Brasil em Washington no seu ‘site’.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Ernesto Araújo, ainda aguarda os resultados dos exames.

Durante sua visita a Miami, Bolsonaro minimizou os riscos do coronavírus, em torno dos quais alegou que estava a ser gerada uma espécie de « ficção » e « fantasia », pelas quais culpou parcialmente a imprensa.

No entanto, na véspera da reunião, mudou de tom e, após o teste positivo do seu chefe de imprensa e de se submeter a uma análise, instou os brasileiros a adotarem medidas de precaução e até a evitarem grandes concentrações.

Também hoje, parou de apertar as mãos e abraçar os seguidores que o esperam praticamente todos os dias nos portões do Palácio da Alvorada, a sua residência oficial em Brasília.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5.300 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 140 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.

Covid-19/França: 79 mortos, 3661 infetados.Torre Eiffel e Museu do Louvre encerrados

Covid-19. Crise sanitária agrava-se em França: 79 mortos, 3661 pessoas infetadas

A Torre Eiffel, em Paris, encerrou nesta noite de sexta-feira, devido à epidemia do novo coronavírus, tal como aconteceu com outros monumentos turísticos franceses como o Louvre e o palácio de Versailles.

A célebre Torre espera “poder reabrir o mais brevemente possível, quando a situação de saúde o permitir”.

Pelo seu lado, a administração do Museu do Louvre anunciou igualmente hoje que o local vai ficar fechado “até nova ordem” devido à pandemia de Covid-19.

Crise sanitária agrava-se em França: 79 mortos, 3661 pessoas infetadas, segundo um balanço divulgado nesta sexta-feira, 13.