Nirvana. ‘Smells Like Teen Spirit’ com um bilião de visualizações no Youtube

O marco foi atingido esta semana. O vídeo do tema histórico da banda norte-americana ultrapassou os mil milhões de visualizações no YouTube.

Em 1991, o ano do lançamento de ‘Smells Like Teen Spirit’, o YouTube era apenas uma miragem futurista, um sonho arrojado de mentes inquietas e criativas. Os vídeos passavam apenas na televisão e não estava instituído o sistema de partilha imediata dos dias de hoje. Não sabemos o que diria Kurt Cobain (falecido em 94) se soubesse da última proeza dos Nirvana. O icónico vídeo do hit, que chegou a receber o título de hino de uma geração, atingiu mil milhões de visualizações no YouTube. O número continua a crescer todos os dias.

É o segundo vídeo dos anos noventa mais visto na plataforma digital, estando atrás da balada dos Guns N’ Roses, ‘November Rain’. Em terceiro lugar, está ‘Zombie’ dos irlandeses Cranberries.

‘Smells Like Teen Spirit’ é a faixa de abertura do álbum seminal ‘Nevermind’ e é um dos temas que serve de bandeira ao movimento grunge de Seattle.

O vídeo oficial, que esta semana atingiu o marco de mil milhões de visualizações, foi carregado no YouTube em 2009.

A realização é de Samuel Bayer que também pôs o dedo em vídeos para os Metallica, Green Day ou Smashing Pumpkins.

 

 

Alfa/Rádio Comercial.

 

Leonardo Jardim demitido de treinador do Mónaco e já há substituto

Leonardo Jardim demitido de treinador do Mónaco e já há substituto

Leonardo Jardim demitido de treinador do Mónaco

Alfa/Lusa
O treinador português Leonardo Jardim deixou o comando da equipa de futebol do Mónaco e vai ser substituído no cargo por Roberto Moreno, ex-selecionador espanhol interino, anunciou hoje o clube monegasco no seu sítio oficial.

Jardim, que levou o Mónaco ao título de campeão de França e às meias-finais da Liga dos Campeões em 2017, foi demitido 11 meses após o seu regresso ao clube do Principado e deixa a equipa no sétimo lugar da Liga Francesa, com 28 pontos em 18 jornadas.

Na equipa monegasca jogam três internacionais portugueses, o médio Adrien Silva e os extremos Gil Dias e Gelson Martins.

Leonardo Jardim foi demitido pela primeira vez em outubro de 2018 e substituído pelo ex-internacional Thierry Henry, ao qual viria a suceder três meses depois, com a equipa em 18.º lugar, em zona de descida.

O seu substituto, Roberto Moreno, de 42 anos, que era adjunto de Luis Enrique, foi promovido ao cargo de selecionador espanhol em junho de 2019, devido à doença grave da filha deste, a qual viria a falecer.

Em novembro último, Luís Enrique reivindicou o lugar que tinha sido forçado a abandonar pelas razões já mencionadas e acusou Roberto Moreno de deslealdade, recusando o regresso deste às funções de adjunto que exercia antes da sua saída do cargo de selecionador de Espanha.

Roberto Moreno, de 42 anos, assinou por dois anos e meio, até junho de 2022.

Mãe portuguesa com crianças sem-abrigo em Paris já tem casa e trabalho, segundo o JN

Mãe portuguesa com crianças sem-abrigo em Paris já tem casa e trabalho, segundo informa o JN (Jornal de Notícias)

A mãe portuguesa que vivia com duas crianças na rua, em Paris, França, já tem casa e trabalho, depois de um grupo de portugueses ter ajudado a família através de uma página no Facebook.

grupo, com o nome « Iniciativa de apoio à família portuguesa sem abrigo em Paris », foi criado no passado dia 16, depois de ter sido publicada a notícia de que aquela mãe vivia na rua com duas crianças, uma história contada no jornal francês « Le Parisien ». Conta já com mais de 140 membros, que terão conseguido oferecer um lar à família e um trabalho à mãe.

« É com emoção que partilho esta notícia com todos vós; esta família já tem um tecto e a mãe um trabalho », escreveu no Facebook Ivo Margarido, administrador do grupo. « Depois de um bom jantar oferecido por bons amigos que o Universo colocou no meu caminho, esta mãe e as suas crianças vão dormir no conforto de um lar, estando rodeadas de pessoas com uma essência generosa ».

« Esta mãe precisa de mais algumas ajudas, nomeadamente um computador com Autocad para poder desenvolver alguns projetos, uma vez que também é Arquitecta de formação. Por todos vamos conseguir », acrescentou Ivo Margarido, pedindo compreensão para o facto de se ter comprometido « a garantir o anonimato desta família ».

O Estado Português tem acompanhado a situação desta família portuguesa desde o início de dezembro, através do consulado geral de Portugal em Paris, que « está em contacto com as autoridades francesas competentes », referiu a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, no passado dia 16. No entanto, a mãe rejeitou o apoio social disponibilizado.

Crianças estudam numa estação de comboios

O jornal francês Le Parisien publicou uma reportagem sobre a vida de uma mulher portuguesa, de 37 anos, que vivia sem abrigo com os dois filhos menores, de 13 e 8 anos, na Île-de-France, região de Paris.

No seu site, o jornal mostrava que as duas crianças frequentavam a escola, em Athis-Mons, onde eram os primeiros a chegar e os últimos a sair, quando o estabelecimento de ensino encerrava as portas.

Macron, o Presidente que ‘atrai’ revoltas sociais.

Macron, o Presidente que ‘atrai’ revoltas sociais. Metade do mandato de Macron tem sido marcado por violentas convulsões sociais. Greve geral dura há três semanas. Transportes muito penalizados

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro. (leia a versão original deste texto em expresso.pt, edição semanal deste sábado, 28/12

 

Os franceses andam a pé, ou ficam paralisados nos carros, em colossais engarrafamentos, desde há mais de três semanas. Há manifestações quotidianas em toda a França e, devido à greve geral, viajar nos transportes públicos é impossível. Em França não há serviços mínimos como em Portugal e, quando há greve, os franceses sentem-na realmente na pele.

Os parisienses passaram o período do Natal a caminhar ou, exasperados, nos congestionamentos de automóveis nas estradas, que se contam, diariamente, em centenas de quilómetros à volta capital.

Nas estações de metro e de comboios da região parisiense vive-se um caos permanente, insuportável. Dentro de Paris, quase sem autocarros em funcionamento, só se veem filas intermináveis de automóveis e milhares de pessoas a circular a pé, de manhã à noite.

A greve contra a reforma do sistema de cálculo das pensões de reforma provoca atritos, tumultos e múltiplos conflitos entre utentes nos cais das gares, onde as pessoas se amontoam em espaços demasiado exíguos para acolher tanta gente, a maio­ria tentando chegar a horas ao trabalho ou regressar a casa.

A França é atualmente um país fortemente dividido. Há muitos anos que ninguém se entende e o Presidente Emmanuel Macron só agudizou as coisas. A economia francesa sofre: a empresa que gere os caminhos de ferro (SNCF) anuncia perdas, desde o início da greve, de €400 milhões, as lojas chiques dos Campos Elísios não têm clientes e os hotéis de luxo reportam cancelamentos de reservas.

As greves são apoiadas pela oposição a Macron — da esquerda radical de Jean-Luc Mélenchon à extrema-direita de Marine Le Pen, passando pelo PS do ex-presidente François Hollande, o homem que foi mentor de Emmanuel Macron e que o chamou para conselheiro na Presidência e, a seguir, o nomeou ministro da Economia.

Metade do mandato de Macron tem sido marcado por violentas convulsões sociais

A atual greve segue-se à muito violenta revolta dos “coletes amarelos”, que durou um ano e perante a qual o Presidente Macron fez cedências da ordem de €17 mil milhões, nomeadamente nas taxas sobre o gasóleo, nas pensões dos reformados que ganham acima dos €1200 e nos “prémios” que atribuiu aos salários mais baixos.

Face ao atual movimento organizado pelos sindicatos, bastante menos violento nas ruas do que o dos “coletes”, o primeiro-ministro, Édouard Philippe, falou ao país e tentou acalmar as coisas anunciando diversas concessões sobre os regimes especiais de reforma, sobre as particularidades dos assalariados nos ramos da saú­de, do ensino, da polícia, dos militares ou dos aeroportos. E, ao mesmo tempo, garantiu flexibilidade e garantias para a entrada em vigor do futuro regime universal por “pontos” para a entrada em vigor do novo regime de reformas. A par disso, Philippe agudizou a crise com uma curta frase sobre a chamada “idade de equilíbrio aos 64 anos”, que, na prática, porá fim ao atual regime de acesso à reforma com 62 anos. A noção da “idade de equilíbrio” significa que os assalariados apenas terão uma reforma plena e sem penalizações se trabalharem até aos 64 anos.

O ARQUIPÉLAGO FRANCÊS

Num livro recente — “O Arquipélago Francês: Nascimento de Uma Nação Múltipla e Dividida” (edições Seuil) —, o sociólogo Jérôme Fourquet realça a realidade de uma França multicultural e fragmentada, incapaz de se unir eficazmente, seja a favor ou contra Emmanuel Macron. O sociólogo evoca um “bloco elitista”, que se reúne, ou tenta reunir, em torno do atual Presidente, e um outro “bloco popular”, no qual ele não acredita, que poderia levar Marine Le Pen ao poder.

Outros estudiosos, como o político Gérard Collomb, ex-socialista e até há alguns meses ministro do Interior de Macron, evocam uma probabilidade, pessimista, de crescimento das tensões atuais. “Os franceses vivem hoje lado a lado, mas receio que amanhã vão viver frente a frente”, diz Collomb.

Lado a lado e sem realmente se falarem, já vivem na realidade hoje os franceses, sobretudo nas cidades. Contudo, segundo a tese desenvolvida por Jérôme Fourquet, os franceses “evitam-se”, mas isso não chega para os levar à fase do confronto.

Na realidade, este correspondente verifica isso no dia a dia: em Paris, os vizinhos não falam uns com os outros e evitam cruzar-se nas entradas e escadas dos prédios.

Temas não faltam para conversas, desde os movimentos dos “coletes amarelos” aos das greves que paralisam o país. No entanto, nem “bonjour” se dizem uns aos outros.

O artigo mais lido do ano no site da Alfa: ESTADO DÁ 6.500 EUROS A EMIGRANTES E LUSODESCENDENTES QUE VOLTEM PARA TRABALHAR NO PAÍS

« JÁ EM JULHO. ESTADO DÁ 6.500 EUROS A EMIGRANTES E LUSODESCENDENTES QUE VOLTEM PARA TRABALHAR NO PAÍS ». (Este foi o artigo mais lido do ano no site da Alfa, por isso o voltamos a publicar)

Publicado a 25 de junho de 2019

Revista de imprensa – jornal Público desta terça, 25 (junho de 2019)

“Estado dá 6.500 euros a emigrantes que voltem para trabalhar no país” – escreve em título de primeiro página o jornal Público na sua edição desta terça-feira.

“Governo orçamentou dez milhões de euros para apoiar um universo potencial de 1500 pessoas em 2019, acrescenta o diário português.

Segundo este jornal, medida é para entrar em vigor no início de julho e destina-se também a lusodescendentes.

“Os emigrantes ou lusodescendentes que queiram voltar a Portugal para trabalhar terão um apoio do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) que poderá chegar aos 6536,4 euros por família. A medida faz parte do Programa Regressar, aprovado em Março pelo Governo”, acrescenta o Público.

O artigo na edição impressa do Público é reservado a assinantes. Mais alguns detalhes da notícia:

O objetivo é pagar um conjunto de apoios diretamente aos emigrantes que regressem e comecem a trabalhar em Portugal continental, cativando-os a tomarem a decisão de voltar ao país.

Será diretamente pago ao emigrante um subsídio de 2.614,56 euros. Soma-se uma comparticipação para custos da viagem do trabalhador e familiares até 1.307 euros, mais os custos do transporte dos bens até 871,52 euros e, ainda, um apoio aos custos com o reconhecimento das qualificações académicas ou profissionais, até 435,76 euros.

Como explicou ao Público o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, os apoios pressupõem que já exista um contrato de trabalho. “Esta é uma política ativa de emprego e destina-se a apoiar contratos de trabalho. Não é um apoio para as pessoas virem para Portugal procurar emprego”, disse. Ou seja, o programa visa cativar os lusodescendentes em idade ativa a regressarem ao país para trabalhar.

Portugal: Trabalhadores da Portway começam hoje greve nos aeroportos nacionais

Os trabalhadores da Portway, que prestam assistência em terra aos passageiros dos aeroportos, iniciam hoje uma greve de três dias em protesto pelo que dizem ser um congelamento das progressões na carreira e em outros direitos.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) e irá afetar os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal.

Num comunicado, o SINTAC indicou que decidiu avançar com o referido pré-aviso de greve na empresa porque, « através dos seus administradores pertencentes ao grupo Vinci, respondeu com a denúncia do acordo de empresa em vigor, e não cumpriu o devido descongelamento de carreiras no passado mês de novembro conforme tinha assinado em 2016 ».

O SINTAC referiu que, « como se ainda não bastasse », a empresa « começou a cortar abonos sociais e direitos adquiridos por todos os seus trabalhadores ao longo de 20 anos, não reconhecendo assim todo o esforço dos trabalhadores ao longo dos anos, e tudo isto com um único objetivo, o de não baixar os seus lucros a fim de poder encher ainda mais os cofres do grupo Vinci ».

O sindicato sublinhou que « durante três anos os trabalhadores viram os seus aumentos e progressões de carreira congelados a fim de melhorar a saúde financeira da empresa, e contribuíram imenso » para o seu crescimento.

Entretanto, o SINTAC resolveu avançar com um novo pré-aviso de greve na Portway, desta vez ao trabalho suplementar, banco de horas e fins de semana, entre 01 de janeiro e o final de março.

Em declarações à agência Lusa, Fernando Simões, dirigente do SINTAC, deu conta desta nova paralisação, por entre críticas à atuação da empresa de ‘handling’ em aeroportos (assistência em terra).

“Tivemos contactos de alguns ex-trabalhadores que estiveram este verão ao serviço da Portway e, como sempre, tendo em conta a sazonalidade do verão IATA, foram dispensados entre o final de setembro e início de outubro, e que nos disseram que a Portway está a ligar-lhes na tentativa de fazer contratos de dez dias, a começar por volta de 21, 22 de dezembro”, indicou Fernando Simões.

Para o SINTAC, isto é uma “tentativa clara de substituir grevistas”, sendo que, de acordo com o dirigente sindical, a contratação de trabalhadores em cima da hora pode ter impactos a nível da segurança.

O mesmo dirigente sindical já tinha adiantado que “se a empresa atender à reivindicação e cumprir”, ou seja, apresentar-se junto do “Ministério do Trabalho e assinar um documento em que diz que até ao final do ano regulariza a situação das pessoas que devia ter regularizado em 2019”, assumindo o compromisso de cumprir que « quem tem que progredir na carreira avance em 2020, a greve será desconvocada”.

Por sua vez, a empresa afirmou que “cumpre escrupulosamente a lei e toda a regulamentação aplicável, tanto ao nível da legislação laboral como em termos de acordos e protocolos aplicáveis à empresa”, pelo que “não reconhece fundamentos para esta paralisação”.

“A Portway procedeu em novembro à aplicação das tabelas remuneratórias convencionadas e à aplicação das restantes condições remuneratórias previstas no Acordo de Empresa em vigor, o que representou um aumento médio de cerca de 8% nas remunerações”, assinalou.

Recordou também que foi “desenvolvida a negociação de um novo acordo de empresa, que não foi possível assinar por indisponibilidade do SINTAC após fecho da negociação”, mas a Portway “declarou, desde logo, a disponibilidade para diálogo futuro”, que mantém “com todos os parceiros sociais”, apelando para o “retomar das negociações no sentido de evitar esta paralisação”.

Segundo o SINTAC, a greve não tem serviços mínimos.

Alfa/Lusa

Portugal: Presidente da República assinala « salto de 15 vezes » nas verbas para sem-abrigo

O Presidente da República assinalou esta quinta-feira que há um « salto de 15 vezes » nas verbas do Orçamento para 2020 para a integração das pessoas em situação de sem-abrigo e destacou também o compromisso da Câmara de Lisboa.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participa na Festa de Natal da Re-food, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Lisboa, 26 de dezembro de 2019. MÁRIO CRUZ/LUSA

Marcelo Rebelo de Sousa falava à comunicação social, durante a festa de Natal da Re-food, movimento contra o desperdício alimentar, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Lisboa, iniciativa em que participou pela terceira vez e onde ouviu apelos para se recandidatar nas presidenciais de 2021.

Questionado sobre o ponto da situação do atual Plano de Ação 2019-2020 da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo 2017-2023, o chefe de Estado afirmou: « O que há de novo é que no Orçamento para o ano que vem há um salto de 15 vezes no que estava previsto de verbas para o plano dos sem-abrigo ».

« E em termos de habitação em Lisboa há um compromisso da Câmara de até 2023 construir ou utilizar, pôr à disposição fogos que possam cobrir cerca de 400 famílias. Ora, isto se for replicado noutros municípios pode ser muitíssimo importante para fazer uma viragem », acrescentou.

O Presidente da República, que traçou como meta « deixar de haver sem-abrigo em Portugal em 2023 », defendeu que atualmente « a habitação é fundamental » e alertou que este é « um problema que se pode agravar se, de repente, vier a crise económica ».

Depois de um dia de audiências aos parceiros sociais, Marcelo Rebelo de Sousa jantou na festa de Natal da Re-food e fez um curto discurso a elogiar este projeto criado por Hunter Halder, de origem norte-americana, pedindo uma salva de palmas para todos os voluntários que ajudam a recolher e a distribuir comida que, de outra maneira, seria desperdiçada.

« Isto é Natal », exclamou.

« Todos os dias, todas as noites nós podemos fazer dias e noites de Natal. Basta olhar para uma criança, basta ajudar uma pessoa, basta ouvir o desabafo de uma pessoa triste, sofrida, só, abandonada. Basta olhar para famílias como lá ao fundo numa mesa, de oito crianças e jovens. Basta ver esses exemplos e trabalhar para as ajudar e os ajudar todos os dias. Que é uma maneira de nos ajudarmos a nós próprios », considerou.

À chegada, Marcelo Rebelo de Sousa foi de mesa em mesa cumprimentar e tirar fotografias com as pessoas que estavam a jantar. António, de 75 anos, abraçou-o e pediu-lhe para se recandidatar. « Ainda falta tanto tempo », foi a resposta do chefe de Estado.

Mais no final, enquanto acabava a refeição, Sueli, de 38 anos, abeirou-se dele também para o elogiar: « É o melhor Presidente que o nosso país já teve. O povo adora-o. É uma pessoa muito humilde, muito humana. O que eu estou a dizer é a realidade, não é filme ».

No relatório da proposta de Orçamento do Estado para 2020 está inscrita uma verba de 7,5 milhões de euros para a Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo.

 

Alfa/Lusa

Apesar do Brexit: mais de 23 mil portugueses emigraram nos últimos 12 meses para o Reino Unido

Brexit não travou emigração para o Reino Unido: mais de 23 mil portugueses saíram nos últimos 12 meses

Mãos à obra, incentiva o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, junto a uma placa onde se lê “Get Brexit Done” (Vamos concluir o Brexit) – Foto BEN STANSALL / REUTERS

A Segurança Social britânica registou, nos últimos doze meses, um aumento de 27% no número de trabalhadores portugueses inscritos

Alfa/EXPRESSO/JN

Em 2016, o Brexit assustou muitos portugueses que queriam emigrar para o Reino Unido. A vontade de sair, contudo, parece não ter desaparecido, revela o “Jornal de Notícias” esta sexta-feira.

A Segurança Social britânica registou, nos últimos doze meses, um aumento de 27% no número de trabalhadores portugueses inscritos: chegaram 23570 portugueses ao Reino Unido enquanto no período homólogo anterior haviam sido apenas 18494.

Segundo o “JN”, a tendência de saídas começou a ser invertida no último trimestre do ano passado. Ao nível da União Europeia, nenhum país teve tantos emigrantes a rumar ao Reino Unido como Portugal; no espectro mundial, só a Índia e o Paquistão tiveram mais cidadãos a entrar no país.

Rui Pena Pires, presidente do Observatório da Emigração, estima um aumento em 2019 na ordem dos 15%, quando no ano passado sofrera uma redução de cerca de 50%, atingindo o valor mais baixo desde o boom do início desta década.

Hoje, 27/12. Reunião em Coimbra do Fórum Anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro

Universidade de Coimbra recebe Fórum Anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro.

Alfa/Notícias de Coimbra

 

Tem lugar esta sexta-feira, 27 de dezembro, a partir das 13 horas, a 8.ª edição do GraPE – Fórum Anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro.

O Auditório Pedro Nunes no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra recebe o evento que conta, na sessão de abertura, pelas 13h30, com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino superior, Manuel Heitor.

O GraPE é o encontro anual dos portugueses graduados a viver no estrangeiro e tem como principal objetivo promover o diálogo e estabelecer contatos.

Também o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros vai marcar presença no 8.º Fórum Anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro. Augusto Santos Silva vai participar na sessão de encerramento, prevista para as 18h30.

Todas as informações sobre o GraPE 2019, incluindo o programa completo, podem ser consultadas em http://grape.pt/2019/

(Graduados de França, da AGRAF, também participam no Fórum)

 

Só este mês é que os portugueses no México receberam boletim para votar nas eleições de Outubro

Só este mês é que os portugueses no México receberam boletim para votar nas eleições de Outubro. Os boletins de voto para as legislativas chegaram apenas no início de Dezembro, dois meses depois da data das eleições. Em causa estarão atrasos nos correios. Quando tentaram votar presencialmente, a embaixada estava fechada.

Alfa/com jornal Público e outras fontes (Trabalho de Liliana Borges). Leia a versão original em publico.pt

Nas eleições legislativas não foi contabilizado nenhum voto de portugueses a viver no México. Da África do Sul também não chegou qualquer voto.

Sem boletins de voto e com a embaixada de portas fechadas, os portugueses a viver no México não conseguiram votar nas eleições legislativas de 6 de Outubro. De acordo com uma eleitora portuguesa a viver na cidade do México há dois anos, o atraso nos correios fez com que os envelopes com os boletins chegassem apenas a 5 de Dezembro, dois meses depois do dia de eleições. Como ela, terão ficado sem votar pelo menos mais 20 portugueses a residir no México, escreve o Correio da Manhã. Em 2015, votaram 14 portugueses. Este caso faz aumentar o número de eleitores que não conseguiram exercer o seu direito de voto entre os 186 países para os quais foram enviados boletins.

A mesma eleitora, cuja identidade não é revelada, diz ainda que na semana das eleições vários portugueses enviaram um email para a embaixada para “perceber o que se passava”, mas não obtiveram qualquer resposta. Quando, a 6 de Outubro, tentaram votar presencialmente na embaixada, a porta estava fechada, acrescenta.

Ao Correio da Manhã, o Ministério da Administração Interna (MAI) garantiu que “todas as cartas foram enviadas para todos os países até dia 6 de Setembro”. O ministério responsável pela organização do acto eleitoral diz ainda que o Governo é “alheio a eventuais problemas nos serviços postais de outros países”.

Nas anteriores eleições legislativas, em 2015, foram registados 14 votos por correspondência de portugueses a viver no México.

Falta de preparação

Para José Cesário, antigo secretário de Estado das Comunidades, “o que aconteceu dependeu de duas situações”. A primeira falha está relacionada com a degradação dos serviços de correios, mas a segunda já foi responsabilidade dos ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Administração Interna. “Os emigrantes tinham a opção de votar presencialmente, mas os ministérios não avisaram que as embaixadas estariam abertas e os consulados não estavam preparados”, explica o antigo governante.

José Cesário defende o Governo e lembra que “só após a marcação do acto eleitoral e a constituição das listas é que se podiam enviar os boletins de voto”.

Ainda assim, admite que há espaço para melhorias ainda que estas tenham de ser estudadas. “Na nova alteração à lei foi incluído o voto electrónico, mas não a garantias de que seja seguro. O grupo de trabalho criado pelo Governo vai analisar como decorreu a votação dos emigrantes nas legislativas. Só a partir daí poderão ser encontradas novas soluções”, disse.

De acordo com os números fornecidos ao PÚBLICO pelo secretariado-geral do Ministério da Administração Interna, votaram através dos votos por correspondência 157.331 emigrantes portugueses nestas legislativas. A estes acrescem cerca de mil portugueses que votaram presencialmente nos consulados dos países onde estão emigrados.

Apesar de ter representado um aumento face às eleições de 2015, na qual votaram 28.485 portugueses, o número de votos deveria ter sido muito maior. Com o processo de recenseamento automático, uma alteração legal aprovada pela Assembleia da República em 2018, estavam inscritos mais de 1,4 milhões de eleitores, o que deixou a taxa de participação nos 10,79%.

Os problemas com a falta de boletins no México não foram um caso isolado. De África do Sul também não chegou qualquer envelope antes da contagem dos votos. Em causa terá estado um problema com a distribuição tardia por parte dos correios sul-africanos, ultrapassando a data limite para o envio dos boletins de voto.

(Alfa: Entretanto, para tentar resolver estes e outros problemas, o Governo anunciou a criação de um grupo de trabalho para analisar votação dos portugueses do estrangeiro.

O grupo de trabalho envolve os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Administração Interna e terá como missão “analisar o relatório que caracteriza o modo como decorreu a votação para a Assembleia da República no estrangeiro e propor alterações e ajustamentos, para que o processo possa ser mais simples e funcional para os cidadãos da diáspora”).