Supremo Tribunal de Hong Kong declara inconstitucional lei anti-máscara

O Supremo Tribunal de Hong Kong declarou hoje inconstitucional a proibição do uso de máscaras em protestos, noticiou a emissora local RTHK.

O tribunal afirmou que a proibição das máscaras, que entrou em vigor em 05 de outubro passado, é inconstitucional por impor mais restrições do que as necessárias aos direitos fundamentais da população, indicou a RTHK.

Esta decisão surgiu na sequência de uma revisão judicial por 24 deputados pró-democracia da decisão do executivo de Carrie Lam de aplicar uma lei de emergência que remonta à época colonial britânica, acrescentou.

Quando anunciou a imposição da ‘lei anti-máscara’, no mês passado, Carrie Lam afirmou que o Governo pretende « acabar com a violência e restaurar a ordem », devido à “situação de grande perigo público” que se vive no território desde o início de junho.

Na origem dos protestos antigovernamentais está uma polémica proposta de emendas à lei da extradição, já retirada formalmente pelo Governo de Hong Kong.

A antiga colónia britânica passou a ser uma região administrativa especial chinesa em 01 de julho de 1997.

 

Alfa/Lusa

Ano e meio depois, começa o julgamento da invasão da academia do Sporting

Artigo de Miguel Dantas in publico.pt

Bruno de Carvalho, ex-presidente dos “leões”, é acusado de 97 crimes de terrorismo. A ele juntam-se 43 arguidos, responsabilizados pelas agressões sofridas pelos jogadores e equipa técnica em Maio de 2018.

Meia centena de homens encapuzados, agressões e ameaças, balneário destruído, rescisões por justa causa, uma final da Taça de Portugal perdida e um presidente destituído: a novela que envolveu o Sporting na recta final da época 2017-18, e cujos efeitos ainda se fazem sentir, chega esta segunda-feira a julgamento.

Será no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, que os 44 arguidos da invasão à academia de Alcochete responderão pelos crimes de que são acusados pelo Ministério Público. Destes, apenas Nuno Mendes, líder da claque Juventude Leonina conhecido como “Mustafá”, se mantém em prisão preventiva.

A investigação foi da responsabilidade da procuradora Cândida Vilar, que recebeu uma punição por falta de zelo — ao deixar clara a ideia de que tinha sido forçada a apressar a acusação — e foi ainda alvo de um processo disciplinar, pelo tom agressivo que terá usado durante os interrogatórios.

Bruno de Carvalho é, sem grandes margens para dúvida, o arguido mais mediático do processo. Foram as agressões em Alcochete que espoletaram o afastamento do então presidente, que culminou com a sua destituição pouco mais de um mês após o incidente.

O ex-presidente é acusado de ter sido autor moral do ataque, estando acusado de 40 crimes de ameaça agravada, 19 de ofensa à integridade física qualificada, 38 de sequestro, ilícitos que, no entendimento do Ministério Público, neste caso, configuram crimes de terrorismo, puníveis com pena de prisão de dois a dez anos. Bruno de Carvalho é ainda acusado de um crime de detenção de arma proibida agravado.

A investigação concluiu que as críticas públicas do ex-presidente aos jogadores no Facebook serviam para “determinar os adeptos à prática de acções violentas contra os jogadores e a equipa técnica, o que o arguido Bruno de Carvalho pretendia”, pode ler-se no despacho final.

Em resposta a estas imputações, Bruno de Carvalho arrolou 22 testemunhas, nas quais se encontram nomes como o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, Pinto da Costa e Sousa Cintra. A defesa do ex-presidente solicitou também que o ataque à academia fosse reconstituído em tribunal, visto que a zona dos balneários — onde se deram as agressões — não é abrangida pelo sistema CCTV [circuito de videovigilância interna].

Os restantes arguidos são, na grande maioria, membros da claque Juventude Leonina — grupo organizado com o qual o Sporting cortou recentemente relações. Nuno Mendes, conhecido como “Mustafá” e líder do grupo; Fernando Mendes, antigo líder da Juve Leo que foi, entretanto, libertado por motivos de saúde; e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados do mesmo número de crime que o ex-presidente.

As investigações afirmam que os planos para agredir os jogadores na academia tiveram início dois dias antes, a 13 de Maio, após a derrota do Sporting frente ao Marítimo, na Madeira, que ditou o afastamento da pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Em grupos criados no Whatsapp, os arguidos insultavam os jogadores pelo mau desempenho.

Nas mensagens que constam no despacho final, “Mustafá” terá garantido aos restantes membros de que a invasão a Alcochete tinha recebido “luz verde” de Bruno de Carvalho, que terá dado a indicação de que Jorge Jesus estaria de saída do clube. “Já falei com o presidente e ele disse-me ‘desta vez façam o que quiserem aos jogadores”, diz uma das mensagens.

As agressões atingiram praticamente todo o plantel e equipa técnica do Sporting. O avançado holandês Bas Dost, agredido na cabeça, teve de ser assistido pelos médicos dos “leões”. O preparador físico Mário Monteiro sofreu queimaduras na mão e na barriga, após ter sido atingido com uma tocha. O técnico Jorge Jesus também terá sido alvo de agressões.

Na mesma semana do ataque à academia, o Sporting foi derrotado pelo Desp. Aves no Jamor. Dias depois da derrota na final da Taça, vários jogadores rescindiram unilateralmente o contrato com o clube, denunciado ameaças e assédio, que tornavam impossíveis a continuação em Alvalade. Alguns dos que rescindiram contrato voltaram atrás na decisão, enquanto outros não vestiriam novamente as cores do Sporting.

Alfa/Público

Morreu a fadista Argentina Santos

A fadista Argentina Santos morreu hoje em Lisboa, aos 95 anos, disse à Lusa o músico Paulo Valentim, atual proprietário da casa de fados A Parreirinha de Alfama.

A fadista esteve à frente da casa de fados desde 1950 até princípios deste século, tendo-se tornado “uma referência gastronómica e do fado tradicional, por onde passaram algumas das melhores vozes como Celeste Rodrigues, Lina Maria Alves, Lucília do Carmo, António Mourão, Maria da Fé, entre outros ”, disse Paulo Valentim.

Argentina Santos, que popularizou fados como “A Minha Pronúncia” e “Chico da Mouraria” e “Chafariz d’el Rei”, encontrava-se atualmente a residir na Casa do Artista em Lisboa.

A carreira de Argentina Santos e a história da Parreirinha, que começou por ser uma taberna onde acontecia fado, confundem-se.

Em 2010, Museu do Fado escreveu que, ao confinar grande parte do seu percurso à Parreirinha de Alfama, Argentina Santos “fez também da sua casa uma autêntica oficina de fados, cenário de afetos e palco da cumplicidade criativa de poetas, músicos e fadistas”.

Entre outros, pela Parreirinha de Alfama passaram as vozes de Berta Cardoso, Alfredo Marceneiro, Fernanda Maria, Mariana Silva, Natércia da Conceição, Natalina Bizarro, Helena Tavares, Leonor Santos, Beatriz da Conceição, Flora Pereira e Júlio Peres.

Em 2003, na 52.ª Grande Noite de Fado, a Parreirinha de Alfama recebeu o Prémio Casa de Fado da Casa de Imprensa.

Referindo-se à criadora de “Chico da Mouraria”, o Museu do Fado assevera: “o seu fado tem a força de um pregão e a contenção de uma prece. Neles se combinam autenticidade humana e artística em perfeita simbiose. Destemido, o fado de Argentina Santos não conhece subterfúgios ou cedências. Basta-lhe ser autêntico”.

Argentina Santos cantou além fronteiras, nomeadamente no Festival de Edimburgo, Londres, Paris, Madrid, e em várias cidades de Itália.

Argentina Santos fez parte do elenco do espetáculo “Cabelo Branco é Saudade”, de autoria de Ricardo Pais.

 

Alfa/Lusa

Cristiano Ronaldo. « Não foi um bom espetáculo mas o mais importante foi a qualificação »

Cristiano Ronaldo falou na zona mista após o jogo Luxemburgo-Portugal (0-2), do Grupo B de qualificação para o Campeonato da Europa de futebol de 2020, disputado hoje no Estádio Josy Barthel, no Luxemburgo.

– Cristiano Ronaldo (autor do segundo golo de Portugal): “É sempre importante e um orgulho representar a minha seleção, ainda por cima com golos. Qualificámo-nos, que era o que queríamos mais. Sabíamos que tínhamos de ganhar estes dois jogos e estou muito feliz por a equipa ter ganhado e conseguido a qualificação. Vai ser o meu quinto europeu, estou muito feliz.

 

 

 

Som recolhido pela equipa de reportagem da Rádio Alfa com Marco Martins e Armindo Faria.

Euro2020 Portugal vence no Luxemburgo (0-2) e festeja apuramento

 A seleção portuguesa de futebol, campeã em título, venceu hoje por 2-0 no Luxemburgo, na última ronda do Grupo B, tendo conseguido o apuramento ainda antes do final do encontro, face ao empate da Sérvia.

Bruno Fernandes, aos 39 minutos, e Cristiano Ronaldo, aos 86, apontaram os tentos da formação das ‘quinas’, que vai marcar presença no Europeu pela oitava vez, e sétima consecutiva, desde 1996.

Portugal garantiu o segundo lugar do Grupo B, com 17 pontos, contra 20 da Ucrânia, que já estava apurada e empatou 2-2 na Sérvia (terceira, com 14), ainda com hipóteses de qualificação via ‘play-off’. O Luxemburgo somou quatro pontos e a Lituânia um.

 

Alfa/Lusa.

Do bidonville à « formidável » Casa de Portugal, em Champigny

Do bairro de lata (bidonville) à Casa de Portugal, a história da emigração lembrada em França. « Um orgulho », « uma maravilha », « algo formidável » é assim que portugueses e franceses qualificam a Casa de Portugal. Inauguração reuniu neste sábado dezenas de pessoas em Champigny-sur-Marne, cidade onde a emigração nacional conheceu um dos seus capítulos mais trágicos.

Alfa/com Lusa (adaptado pela Alfa)

« Esta casa tem o mesmo aspeto que na altura. Era uma casa que conhecíamos quando íamos e vínhamos do bidonville, passávamos sempre por aqui. Ver isto assim é um orgulho », contou Valdemar Francisco, que chegou a Champigny-sur-Marne em 1960, em declarações à agência Lusa.

Tal como este português, muitos outros foram chegando a esta cidade nas imediações de Paris e começaram, aos poucos, a construir um bairro de lata que existiu até 1980. Este sábado, a Associação Portuguesa Socio-Cultural & Recreativa (APSCR) de Champigny inaugurou a sua nova sede, numa casa cedida pela autarquia e inteiramente renovada pela associação e com o apoio financeiro de donativos da Comunidade portuguesa da região parisiense.

Nesta ocasião de festa, não deixou de ser lembrado o percurso difícil da comunidade portuguesa que construiu uma relação « especial » com a contraparte francesa. « O que torna a nossa relação especial com a comunidade portuguesa é que desde há 50 anos continuamos a ter esta solidariedade uns com os outros. Muitos portugueses ficaram aqui, constituíram família e querem perpetuar a sua cultura, havendo várias associações que mostram isso mesmo », indicou o autarca de Champigny, Christian Fautré.

Chegado à cidade em 1980, este eleito local ainda se lembra do fim do bidonville e das condições que chocavam a sociedade francesa. Algo vivido de perto por Nicole Perron. « Eu e o meu marido fomos professores na escola do Bidonville durante 20 anos e isso criou laços muito fortes [com a comunidade]. É formidável ver agora esta casa, porque o bidonville era uma coisa dramática », disse a antiga professora, contando que a própria escola até 1975 também era numa barraca.

« Uma vez caiu-me o telhado da sala em cima. Fizemos greve durante três meses e até enviamos tijolos à Assembleia Nacional para nos ajudarem », lembrou ainda Nicole Perron. Uma das maiores ajudas veio de Louis Talamoni, autarca de Champigny-sur-Marne entre 1950 e 1975 e também senador, que começou por mandar instalar luz e saneamento no bidonville. Também as fotografias de Gérald Bloncourt, algumas delas escolhidas pela sua viúva para serem expostas este sábado na Casa de Portugal, mostraram a realidade de quem vivia nessas condições.

Muitas melhorias começaram a ser feitas pelos próprios portugueses. « Tenho boas recordações, mas vivia-se com algumas dificuldades. Eram barracas, é verdade, mas o meu pai cimentou tudo e não andávamos no meio da lama. Quando cheguei aos 18 anos, tirei a carta de camião e ainda ajudei a levar pedra para que os caminhos fossem mais limpos », contou Manuel Simões Marques que chegou ao bidonville com 13 anos e já está há 58 anos instalado em França.

Para Manuel Simões Marques a Casa de Portugal é « uma maravilha ». A obra custou entre 250 a 300 mil euros, com uma parte a vir do financiamento local e da solidariedade dos empresários e trabalhadores portugueses que doaram materiais e mão de obra para concluir a renovação em cerca de um ano, sem ajudas do Estado português.

« O Estado português tem vindo a aumentar o apoio para as associações, esses apoios, de facto, não são para obras. Mas são para as atividades associativas. No ano passado foram ajudadas cerca de 90 associações com mais de 700 mil euros. No concurso deste ano, que está aberto até dezembro, prevê-se que ainda sejam mais associações e que haja mais dinheiro », disse a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, que marcou presença e discursou nesta inauguração. Também uma delegação de Alpiarça, cidade geminada com Champigny-sur-Marne, esteve na inauguração.

Christian Fautré considera que é « uma pena » que não tenha havido mais ajudas de Portugal. « Ouvi os discursos da parte portuguesa que reconhecem a importância deste sítio, é algo simbólico. Eu não sei porque é que não foi dado nada, mas acho que uma pequena ajuda financeira fez falta », disse o autarca francês.

Muitos portugueses que estiveram na celebração, preferiram não falar com a Agência Lusa sobre as suas vivências quando ali chegaram nos anos 60 e 70. « Hoje já não é difícil [falar], mas naqueles tempos era. Foi preciso meio século para as coisas evoluírem », disse Valdemar Francisco, também dirigente associativa e empenhado em manter viva a memória do bidonville de Champigny.

Primeira foto de LP/C.L.

Coletes amarelos em Chatelet-les Halles, centro de Paris

Coletes amarelos estavam, às 19h30, no centro de Paris.

Nesta foto do le Parisien, um carro da polícia, em frente à Prefeitura da polícia:

Foto: « Une voiture de police a été renversée devant la préfecture de police ». LP/Yann Foreix

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Um ano de coletes amarelos: Paris está de novo a arder

Um ano de coletes amarelos: Paris está de novo a arder. Confrontos em Paris entre a polícia e manifestantes duram desde as 10h. A polícia não consegue dominar os tumultos. Coletes amarelos celebram primeiro aniversário do início do movimento

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro (Leia mais em expresso.pt)

Paris está de novo a arder, com confrontos e incêndios que duram há várias horas, designadamente na Praça de Itália, no sul da cidade. As autoridades acusam os Black Blocs (BB) de estarem na origem dos incidentes graves que se verificam em Paris desde cedo, esta manhã.

Sejam ou não os BB, facto é que, como constatou o Expresso, há dezenas, talvez duas centenas de encapuzados, que estão envolvidos na autêntica batalha campal com a polícia na vasta praça (de Itália) de Paris.

No local, por volta das 14h15 locais (menos uma hora em Lisboa), via-se uma espessa nuvem de fumo – proveniente dos gases lacrimogéneos e dos incêndios de barricadas, automóveis, veículos de estaleiros e mobiliário urbano diverso.

Este sábado, a polícia não tem mãos a medir na capital francesa, palco principal escolhido pelos “coletes amarelos” para comemorar o primeiro aniversário do início do movimento que pôs, desde há um ano, várias cidades francesas em polvorosa durante diversos sábados e meses consecutivos.

Além da praça de Itália, há outros locais onde a tensão é grande porque os “coletes” convocaram três manifestações para a capital (300 em todo o país). Nas praças da Bastilha e da República, bem como noutros pontos da capital, também se veem grupos de manifestantes e a concentração de muitas forças policiais. Na Bastilha, às 14h30 também se verificavam confrontos esporádicos.

Muitos outros contingentes das forças especiais permanecem na zona dos Campos Elísios para protegerem locais estratégicos de eventuais ataques, como o Palácio presidencial do Eliseu e outros edifícios institucionais.

A violência em Paris começou antes das 10h quando centenas de “coletes” bloquearam o “periférico”, a autoestrada circular que envolve a capital, com intervenção imediata da polícia antimotim.

Várias estações de metro da capital, pelo menos 20, continuam fechadas desde as seis da manhã.

Com as novas manifestações, os “coletes amarelos” desejam relançar o movimento que esteve algum tempo em “modo pausa”, “num momento de tréguas com o poder”, segundo disse ao Expresso o escritor e advogado luso-francês, Juan Branco, que defende os militantes.

Confrontos em Paris. Coletes amarelos bloqueiam acessos à cidade e cantam “parabéns a você”

Confrontos em Paris. Coletes amarelos bloqueiam acessos à cidade e cantam “parabéns a você”. Manifestações e incidentes começaram cedo esta manhã em Paris no primeiro aniversário do nascimento do movimento dos “coletes amarelos

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro (Leia mais em expresso.pt)

Os primeiros “contactos” físicos e violentos entre manifestantes dos “coletes amarelos” e a polícia já aconteceram esta manhã em dois pontos da capital, na Porta de Champerret, no norte da cidade, e na Praça de Itália, no sul.

Outros “coletes” bloquearam, entretanto, durante vários minutos o “periférico”, a autoestrada circular que envolve a capital, obrigando a polícia a intervir.

Em Paris vive-se desde esta manhã, muito cedo, um clima de forte tensão com as manifestações para celebrar o primeiro aniversário do início do movimento que pôs várias cidades francesas em polvorosa durante diversos sábados e meses consecutivos.

Várias estações de metro da capital, pelo menos 20, foram fechadas este sábado.

Para assinalar o aniversário, os “coletes” convocaram cerca de 300 manifestações em todo o país, três delas dentro de Paris.

O luso-francês, Jérôme Rodrigues, um dos líderes mais conhecidos do movimento, disse ao Expresso que pretendem comemorar « devidamente » o aniversário de forma “digna e para dar que falar”.

Com as novas manifestações, os “coletes amarelos” desejam relançar o movimento que esteve durante algum tempo em “modo pausa” e “num momento de tréguas com o poder”, segundo disse há algum tempo, também ao Expresso, o escritor e advogado Juan Branco, que defende os militantes.

Os incidentes com a polícia, que já recebeu pedradas e disparou gases lacrimogéneos continuavam, perto das 11h locais (menos uma hora em Lisboa). Barricadas também foram incendiadas na Praça de Itália.

No entanto, as manifestações começaram muito cedo num ambiente algo festivo – com grupos de coletes a cantarem « parabéns a você » e a partilharem um grande bolo amarelo na Porta de Champerret.

Inauguração, 25/11. Mais azulejos de Cargaleiro no metro de Paris. Fotos RTP

A estação do Metro parisiense, Champs-Elysées Clémenceau, já merece uma visita desde há muitos anos para apreciar a arte do pintor e ceramista português, Manuel Cargaleiro. Mas vai haver mais: a 25 de novembro serão inaugurados mais azulejos do artista nesta estação de metro do coração da capital francesa. (Fotos de Rodrigo Lobo, RTP)

Brevemente, vai ainda ser mais interessante passar por esta estação, porque o número de azulejos do artista vai aumentar.

Até agora o artista ocupava 400 metros quadrados nessa estação e agora vão ser instalados mais 20m2 de azulejos, revelou a RTP.

Se ainda não visitou a estação de Champs-Elysées Clémenceau, no coração de Paris, não hesite e veja arte do pintor e ceramista português, hoje com 92 anos, que viveu dezenas de anos na capital francesa.