Em defesa do assessor que apareceu vestido de saia no Parlamento português. Volte a ouvir aqui a última crónica de Luísa Semedo, escritora e conselheira para a Europa do Conselho das Comunidades:
59 empresas portuguesas nas feiras BATIMAT, INTERCLIMA e IDEOBAIN em Paris
59 empresas portuguesas estarão presentes nas feiras BATIMAT, INTERCLIMA e IDEOBAIN em Paris – Comunicado oficial da Embaixada de Portugal:
« A BATIMAT (http://www.batimat.com/) – Salão Internacional da Indústria da Construção, certame líder e referência mundial na fileira da construção civil e dos materiais de construção, vai ter lugar, entre os dias 4 e 8 de novembro de 2019, no Parque de Exposições de Paris Nord Villepinte.
No mesmo espaço de exposições, e no mesmo período da feira BATIMAT, irão também ter lugar os certames INTERCLIMA (https://www.interclima.com/), dedicado aos equipamentos elétricos e sistemas de climatização para a construção civil (esta feira iniciar-se-á no dia 5 novembro e terminará no dia 8 de novembro), e IDEOBAIN (https://www.ideobain.com/), este especialmente focado nos materiais e equipamentos para as casas de banho e SPA’s.
Com mais de 2 300 expositores franceses e internacionais e mais de 330 000 visitantes, estão representados nestas 3 feiras, que se realizam de dois em 2 anos, mais de 180 países e são esperadas cerca de 70 delegações internacionais que vão também poder assistir a cerca de 200 conferências e workshops sobre temas ligados à inovação e às tendências nas áreas da construção civil e materiais de construção.
Nesta edição de 2019, Portugal mantem uma significativa presença, mas ligeiramente inferior aos últimos anos, com a participação de 59 empresas (em 2013 participaram 69 empresas, em 2015, 57 empresas e 72 em 2017), algumas delas integradas em projetos de internacionalização coletivos apoiados pelo Programa Portugal 2020/Compete 2020 e dinamizados pela AEP-Associação Empresarial de Portugal, AIMMAP-Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal e AIDA-Associação Industrial de Aveiro. Este ano, e pela primeira vez, existirá também um espaço promocional designado “Master Export” coorganizado pela Associação Empresarial de Águeda e pela Associação Empresarial de Cambra e Arouca, e apoiado pelo Programa Portugal 2020/Compete 2020, e que visa promover a indústria das referidas regiões, contando com produtos e representantes de algumas empresas.
Esta feira realiza-se num período particularmente relevante para o sector da construção civil em França, já que se inscreve num período de taxas de crédito para habitação extremamente baixas, num período de renovação urbana, no período da realização da gigantesca obra do “Grand Paris” e das diversas construções na perspetiva da realização dos Jogos Olímpicos de Paris de 2024. »
Sócrates vai responder ao juiz sobre a vida de luxo em Paris e o dinheiro vivo que recebeu do amigo
O interrogatório ao ex-primeiro-ministro José Sócrates por um juiz de instrução criminal já vai no quarto dia e hoje, quinta-feira, o ex-primeiro-ministro vai enfrentar um dos momentos mais difíceis do processo. Vai ser questionado sobre a vida luxuosa em Paris e o dinheiro vivo que recebeu do amigo Carlos Santos Silva.
Ontem, quarta-feira, o ex-primeiro-ministro já se referiu ao amigo Carlos Santos Silva e disse que ele é uma pessoa “honestíssima”.
Santos Silva também é um dos muitos acusados neste processo de corrupção que tem diversas ramificações com negócios nacionais e internacionais e transferências de dinheiro suspeitas.
Mas José Sócrates vai nesta quinta-feira ser questionado sobre a vida de luxo em Paris quando foi estudante nesta cidade e sobre entregas de dinheiro vivo às escondidas que, segundo ele, eram empréstimos.
Crónica para um homem raro. Gérald Bloncourt, por Carlos Pereira
O Museu Nacional da História da Imigração – Palais de la Porte Dorée, em Paris – acolheu no sábado passado uma sessão de homenagem a Gérald Bloncourt, falecido no ano passado.
Bloncourt é, para alguns, « o fotógrafo da emigração portuguesa para França ».
São conhecidas muitas das suas fotos sobre a realidade da emigração portuguesa dos anos 1960 e seguintes. As suas fotografias nos bairros da lata falam por elas mesmas, nem precisam de legendas.
O jornalista e diretor do Lusojornal, Carlos Pereira, esteve na organização da homenagem a Gérald Bloncourt e dedica-lhe a CRÓNICA do DIA desta quinta-feira.
« Uma homenagem a um grande fotojornalista e a um homem raro », diz o cronista. Ouça, nesta quinta, 31, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

Cronista Carlos Pereira:
Peugeot, Citroën, Fiat e Chrysler querem formar gigante mundial do setor automóvel
Fiat, Chrysler, Peugeot e Citroën estão a negociar criação de gigante da produção automóvel
« Uma conquista da lusofonia ». Os Calema na inauguração do Salão do Chocolate em Paris
Os Calema atuaram ontem na inauguração oficial do Salão do Chocolate em Paris, onde o cacau de São Tomé e Príncipe, o país de origem dos dois irmãos que constituem a banda, é apresentado no Salão pela casa portuguesa « Equador ».
Em declarações a Olívia Vaz, da R. Alfa, António Mendes, estava emocionado por os Calema terem voltado a atuar no conhecido Salão parisiense do Chocolate, que festeja nesta edição 25 anos. « Estar a cantar aqui é uma conquista para a lusofonia », disse:
O Salão do Chocolate decorrer até 03 de novembro na Porte de Versailles, em Paris
Jorge Jesus « representa o Portugal rude e arcaico ». Artigo da Folha de São Paulo
Jesus visto no Brasil. « Representa o Portugal rude e arcaico » – um artigo dvulgado em Portugal pelo Diário de Notícias. O jornal Folha de S. Paulo publicou um artigo de opinião com o « perfil proletário do técnico do Flamengo » que « contrasta com país globalizado e elitista ». Leia na íntegra.
Um fadista no banco de reservas. Sempre vestido de preto dos pés à cabeça, uma homenagem à sua amada mãe, Jorge Jesus costumava acompanhar o jogo sentado perto da linha lateral. A sua voz rouca de ex-fumante ecoava pelas arquibancadas dos estádios moribundos que frequentava.
Durante muito anos, o hoje técnico do Flamengo era apenas um treinador iconoclasta acostumado a baldear entre times pequenos, entre eles o Belenenses, um clube de bairro escondido atrás do Mosteiro dos Jerónimos, onde repousa Luís de Camões, outro grande poeta português.
Com a sua crista prateada e o seu jeito de taxista da Baixa lisboeta, Jesus destoa no universo do cada vez mais formatado e regulamentado do futebol mundial. Avesso a redes sociais, estranho quando sai na capa das revistas dos famosos, Jesus é um dos últimos representantes do Portugal rude e arcaico das casas em ruínas, do vinho tinto pesado e das tascas gordurosas, abandonado por uma nova geração de consumidores de Airbnb, latte e poke bowls.
Ícone desse Portugal limpinho e cheiroso, globalizado e elitista, José Mourinho passou pelos melhores clubes do mundo até ser relegado ao papel ingrato de anti-herói de outra figura do futebol pós-moderno, Pep Guardiola. Metrossexual poliglota, frequentador das galas filantrópicas e sócio de empresas de offshore, Mourinho anunciou recentemente que estava aprendendo a sua sexta língua, o alemão, com se estivesse se preparando para vencer o Nobel de economia.
Enquanto isso, Jesus ainda luta para pronunciar corretamente « I love you« . Se Mourinho é o herdeiro de Cesar Luis Menotti, o sofisticado argentino de terno bem cortado e palavreado refinado, Jesus é o sucessor dos apaixonantes e erráticos Zdenek Zeman e Marcelo Bielsa, pouco preocupados com a imagem pública e obsessivamente dedicados ao jogo.
A ascensão de Jesus, o proletário, começou tarde. Em 2010, ele era apenas mais uma vítima do capitalismo selvagem português. Nesse ano, ele declarou, atónito, na porta da sede do recém-falido Banco Privado Português, que tinha perdido todas as suas economias. A tragédia o levou para União de Leiria, Belenenses e Sporting de Braga, de onde foi promovido para técnico do mítico Benfica. Fez história conquistando mais títulos do que o lendário Otto Glória, mas nunca perdeu a fama de azarado.
Entre benfiquistas, ele continua sendo lembrado pelo famoso « minuto 92 », quando se ajoelhou no Estádio do Dragão depois de um golo fatal no último jogo do campeonato e pela « tragédia de Turim » – a perda de uma taça europeia para o Sevilla, após um triunfo épico contra a poderosa Juventus nas semifinais. Mourinho é o vencedor mal-amado, enquanto Jesus é o derrotado adorado.
Agora tudo pode mudar. Nas próximas semanas, ele terá a oportunidade de provar que os grandes portugueses só realizam o seu destino quando desembarcam no Atlântico Sul. Chegou a hora de Jesus viver a sua Grande Noite.
Mathias Alencastro é pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento e doutor em Ciência Política pela Universidade de Oxford (Inglaterra)
Texto publicado originariamente no jornal Folha de S. Paulo a 24 de outubro de 2019
Quatro adolescentes condenados pela morte de português esfaqueado em Londres
Quatro adolescentes condenados pela morte de português esfaqueado em Londres
Quatro adolescentes foram ontem, 29, condenados por roubo e homicídio à facada do português Wilham Mendes em Londres no ano passado, somando as sentenças um total de 29 anos, anunciou a polícia britânica.
Um rapaz de 17 anos foi condenado a 16 anos e meio de prisão pelo homicídio e roubo de Wilham Mendes, outro rapaz de 17 anos foi condenado a 10 anos de prisão por homicídio involuntário e roubo, um rapaz de 16 anos foi condenado a dois anos e meio de prisão pelo roubo e outro rapaz de 16 anos foi condenado a um centro de correção para jovens, embora tenha sido ilibado do homicídio.
Wilham Mendes, de 25 anos e natural da Guiné-Bissau mas de nacionalidade portuguesa, morreu a 22 de dezembro do ano passado na sequência de um assalto, poucas horas depois de ter saído do trabalho num restaurante.
(Foto publicada pelo Correio da Manhã)
Os menores, com idades entre os 15 e 16 anos na altura, foram julgados em junho e julho deste ano no mesmo Tribunal Criminal de Londres onde hoje foram declaradas as sentenças.
A acusação, a cargo do ministério público britânico, apresentou imagens de imagens de videovigilância onde se vê Wilham Mendes rodeado pelos quatro adolescentes e a tentar fugir.
Segundo o procurador Oliver Glasgow, seguiu-se uma luta e uma fuga por ruas interiores, onde o português, um praticante de pugilismo amador, « foi violentamente esfaqueado e deixado a morrer ».
O detetive Devan Taylor, responsável pela investigação a cargo da Metropolitan Police, a polícia da capital britânica, lamentou este « caso trágico » e o « comportamento verdadeiramente chocante » dos quatro adolescentes.
« A família Mendes vai ter agora de viver com esta perda e os quatro réus vão viver o restante das suas vidas com o estigma de cadastro criminal e a morte de um homem na sua consciência », vincou.
Wilham Mendes foi uma das milhares de vítimas de crimes com armas brancas no Reino Unido, cujo número de homicídios ascendeu a 132 em Londres no ano passado.









