Livro « Pétain, Salazar, De Gaulle, affinités, ambiguités, illusions (1940-1944) » apresentado na casa de Portugal, no dia 3/10

Crónica de João Pinharanda para ouvir na segunda-feira, 30, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

Dias depois de morrer Jacques Chirac e quando ainda estamos em pleno debate sobre a sua longa vida política, a não perder a apresentação de Patrick Gautrat da sua obra histórica « Pétain, Salazar, De Gaulle, affinités, ambiguités, illusions (1940-1944) »- edições Chandeigne -, na Maison du Portugal, na Cité Universitaire, na quinta-feira, dia 3.

Crónica de João Pinharanda, diretor do Instituto Camões em Paris e conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em França

Domingo. Manual do bom fascista, Les eaux de Joana e Jacques Chirac no Passagem de Nível

« Passagem de nível » na Rádio Alfa

Apresentação e coordenação: Artur Silva
Domingo, 29 de Setembro 2019
Entre as 12h00 e as 13h30

Principal destaque:
-Livro: Manual do bom fascista, de Rui Zink , Edições Ideias de Ler
Numa altura em que se fala de criar um “Museu Salazar”, em que os neonazis mostram a cara e que um partido com ideias de extrema-direita participa nas Eleições legislativas em Portugal, dia 6 de Outubro 2019, Rui Zink dá um pontapé na formigueira

Outros temas:
-Evocação (sonora) da vinda à Radio Alfa do Presidente Jacques Chirac na campanha eleitoral das eleições Presidenciais de 2002

-Livro: Les eaux de Joana, de Valério Romão, Editions Chandeigne

-Musica: Portuguese Piano Trios, Volume 2 – O trio Pangea interpreta obras, pela primeira vez gravadas em disco, de compositores clássicos portugueses
Convidados músicos os membros do Trio Pangea:
Bruno Belthoise, Teresa Valente Pereira e Adolfo Rascón Carbajal

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José Cruz no Nunca é Tarde

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No próximo dia 30 de Setembro, segunda-feira é José Cruz quem vai estar no programa Nunca é tarde.
Desta vez o comediante vem falar da digressão que efectuou durante o verão em portugal e não só…

José Cruz vai participar no Portugal Comedy Fest em Paris já no dia 10 de Novembro, na sala La Cigale,  onde participam também os artistas Maria Vai C’a Joutras e Herman José.

José Cruz  – Uma pilha alcalina sempre em forma, que nos faz rir 🙂

 

Armando Lopes fala sobre Jacques Chirac e revela aspetos pessoais da sua relação de amizade

O Comendador Armando Lopes, em entrevista exclusiva à Alfa sobre o falecido Presidente Jacques Chirac, que também era seu amigo pessoal.

« Era uma pessoa com grande coração e muito amigo dos portugueses », diz o Presidente da  ALFA, Armando Lopes, que foi condecorado por Jacques Chirac com a Legião de Honra (Foto).

Na entrevista, Armando Lopes revela alguns aspetos desconhecidos da sua relação antiga, amiga e singular com o Presidente que ontem faleceu aos 86 anos:

Taça da Liga. Sporting perde em Alvalade com Rio Ave (1-2)

O Sporting, detentor do troféu, arrancou hoje a fase de grupos da Taça da Liga de futebol com uma derrota na receção ao Rio Ave por 2-1, em jogo da primeira jornada do grupo C da prova.

Os vila-condenses, que já tinham vencido em Alvalade para a Liga por 3-2, na quarta jornada, adiantaram-se aos 32 minutos, por Ronan, o Sporting ainda igualou aos 35, através de Bruno Fernandes, mas Lucas Piazón, aos 83, voltou a colocar a equipa nortenha na frente.

Finda a primeira jornada do grupo C, Rio Ave e Portimonense, que venceu na quarta-feira em casa do Gil vicente também por 2-1, lideram com três pontos, enquanto Sporting e gilistas não têm pontos.

 

Alfa/Lusa.

SC BRAGA SAI DA CHAMPIONS COM EMPATE DIANTE DO PSG

Depois de ter perdido em casa por expressivos 0-7, a eliminatória estava decidida, mas o SC Braga foi a Paris impor um empate à poderosa formação francesa (0-0).

As bracarenses até poderiam ter marcado nos primeiros minutos da etapa inicial, mas a grande figura da partida acabou mesmo por ser a sua guarda-redes, a irlandesa Marie Hourihan, com um punhado de defesas a negar o golo ao Paris Saint-Germain.

As francesas seguem assim para os oitavos de final da grande competição europeia a nível de clubes.

 

Alfa/abola.

Jacques Chirac, o esplêndido troca-tintas

De eurocético a europeísta, de reticente com os portugueses a amigo de portugueses. Jacques Chirac, neogaullista, o homem que ficou para a História como o dirigente ocidental que mais se opôs à guerra no Iraque, foi um fenómeno na política francesa.

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro

Desempenhou a função presidencial entre 1995 e 2007 e retirou-se da vida pública e política após uma das mais longas carreiras políticas na Europa: duas vezes Presidente, duas vezes primeiro-ministro e presidente da Câmara de Paris durante 18 anos. Faleceu nesta quinta-feira, aos 86 anos, depois de doença prolongada.

Foi polémico e contraditório quanto baste, protagonizou escândalos de diversas ordens, por vezes político-financeiros ou familiares, alguns deles, importantes, fizeram-no vacilar (foi condenado a dois anos de prisão com pena suspensa por mau uso de fundos públicos), mas saiu sempre bem de todas as confusões em que se meteu ou o meteram.

Conheceu problemas de todas as ordens, foi traído por alguns dos seus mais próximos colaboradores (como pelo seu antigo primeiro-ministro, Édouard Balladur, que se candidatou ao Eliseu contra ele em 1995), mas, como conhecia a França como poucos, acabou por vencer tudo e todos na política.

Depois do socialista, François Mitterrand, nunca mais ninguém lhe conseguiu realmente fazer frente. Mesmo Mitterrand, quando chegou ao fim da vida, terá reconhecido qualidades ao seu rival de quase sempre. “A França fica em boas mãos”, terá dito o velho socialista a alguns dos seus últimos visitantes.

Este repórter esteve com Jacques Chirac várias vezes em entrevistas ou em conversas a sós. Num país de bom vinho, ele gostava mais de cerveja. Um dia, em 1995, em campanha eleitoral para as presidenciais, em Amiens, entrou comigo num café e pediu um fino. Bebeu-o encostado ao balcão, de um trago. “Chiça, estava com sede!”, exclamou com o seu vozeirão imponente e limpando a boca com as costas da mão direita.

Andava na altura em campanha de mangas arregaçadas e sem gravata e, nesses tempos, em 1995, apoiava a UNITA, em Angola. Perante a minha objeção de que a França apoiava o MPLA, através das suas grandes petrolíferas, ficou pensativo um instante, mas respondeu firmemente: “A política da França não se decide pelos interesses no petróleo!”. Neste caso de Angola, viria a fazer marcha-atrás mais tarde, como o fez em muitos outros assuntos.

Os seus detratores consideravam-no um troca-tintas, por mudar frequentemente de opinião. Aconteceu também com os portugueses, junto dos quais contou até ao fim com alguns bons amigos, designadamente da Comunidade de França, muitos deles empresários como Armando Lopes e António Cardoso – condecorou ambos com a Legião de Honra – ou Mapril Baptista, que o encontrara pela primeira vez em 1986. Mas também não desprezava militantes associativos como Abílio Laceiras, que o conheceu quando ele ainda era apenas “maire” de Paris e o chegou a receber na Câmara em conjunto com o atleta português, Carlos Lopes. Mas, mais uma vez, aqui, foi troca-tintas: prometeu ao fundista de Viseu a medalha de Ouro de Paris e nunca lha deu.

Jacques Attali, antigo conselheiro especial de Mitterrand no Eliseu, descreve no seu livro “Verbatim” (três volumes) que no decorrer de uma reunião no Eliseu, que presenciou, no dia 24 de junho de 1987, Jacques Chirac se “opôs violentamente à ajuda que os países ricos dão às regiões mais pobres, gregas, portuguesas e italianas”. “Os portugueses nem sequer sabem ler, é uma armadilha para estúpidos!”, terá exclamado Chirac sobre as ajudas estruturais, segundo afirma Attali (Verbatim, vol II, página 343). O então primeiro-ministro preferia dar as ajudas aos agricultores franceses.

O conselheiro especial Attali relata a mesma opinião de Chirac sobre os fundos estruturais europeus nas páginas 244/5 do mesmo volume.

Anos mais tarde, durante a sua campanha eleitoral de 2002, Jacques Chirac garantiria a este repórter que tudo isso era uma malvadez e uma mentira.

“Sempre adorei os portugueses e reconheço o valor que eles criaram e o que fizeram pela França!”, exclamou no fim de uma entrevista na Rádio Alfa na qual, para surpresa de todos os presentes, escolheu como música para pôr fim à entrevista um tema de “Por este rio acima”, de Fausto. “Senhor Presidente, Fausto é um homem de esquerda!”, disse-lhe. “Ninguém é perfeito, mas você gosta ou não da música?”. “Gosto, claro, é excelente”. “Então tudo bem!”, respondeu.

Jacques Chirac foi hospitalizado diversas vezes desde que deixou o Eliseu, a primeira vez vítima de um derrame em 2005.

A notícia da morte foi comunicada pelo genro, Frédéric Salat-Baroux. Segundo ele, Chirac morreu ao início desta manhã, entre familiares, “pacificamente”.

Como Presidente será lembrado no mundo inteiro por ter liderado uma forte e bem argumentada oposição da França à invasão do Iraque, lançada pelos EUA em 2003. “A guerra é sempre o último recurso. É sempre uma prova de falhanço. É sempre a pior das soluções, porque traz morte e miséria”, disse.

Sobre a guerra contra o Iraque criticou diretamente também o português José Manuel Durão Barroso, pelo apoio que deu aos americanos, sem o ter ouvido a ele, num livro de memórias (dois volumes) publicado em 2011.

Atacou igualmente Barroso neste mesmo livro de memórias, a propósito do seu « exagerado liberalismo” como Presidente da Comissão Europeia.

Na realidade, sobre a Europa, Chirac evoluiu: começou na vida política por ser eurocético e demasiado egoísta e franco-francês, mas acabou os seus mandatos como europeísta convicto, em grande estilo como um autêntico “gaullista social”, o que ele na verdade era.

Em França, muitos também o recordarão por sempre se ter recusado debater frente a frente com o líder da extrema-direita francesa, Jean-Marie le Pen, em direto na televisão. “Desprezo esse homem, nem lhe olho para a cara”, disse quando o chefe da Frente Nacional o desafiava na segunda volta das presidenciais de 2002.

Jacques Chirac e a Rádio Alfa (Fotos)

Jacques Chirac foi Presidente da República de França entre 1995 e 2007. Foi um amigo da Comunidade portuguesa de França e da Rádio Alfa, onde se chegou a deslocar (a Valenton) para dar uma entrevista.

Na primeira foto, está com o Comendador Armando Lopes, presidente da Rádio, que ele condecorou com a Legião de Honra. Na altura desta foto, deu, no Eliseu, uma entrevista a Artur Silva (também na foto), jornalista da Rádio Alfa.

Mais tarde daria outra entrevista à Rádio nos estúdios, em Valenton.

Silas vai ser o treinador do Sporting

Treinador sucede a Leonel Pontes, mas o anúncio oficial nunca será feito antes do jogo desta noite entre os leões e o Rio Ave, a contar para a fase de grupos da Taça da Liga.

Silas (Foto: José Coelho / Lusa)

Silas é o treinador escolhido pelo presidente do Sporting para suceder a Leonel Pontes, mas o anúncio oficial nunca será feito antes do jogo desta noite, marcado para as 20 horas, entre os leões e o Rio Ave, a contar para a Taça da Liga.

O técnico do Belenenses, de 43 anos, reúne o perfil traçado pela SAD liderada por Frederico Varandas e deve estrear-se no comando técnico da equipa na segunda-feira, na deslocação dos leões ao terreno do Desportivo das Aves.

Inicialmente, os responsáveis do Sporting queriam que o novo treinador se estreasse depois do jogo da Liga Europa e começasse a orientar a equipa na paragem do campeonato, por causa dos compromissos das seleções, mas acabaram por antecipar o plano traçado face à necessidade de estancar os maus resultados, pois a equipa leonina perdeu o último jogo da Liga, na receção ao Famalicão.

Alfa/JN

Morreu o antigo Presidente francês Jacques Chirac

Jacques Chirac foi Presidente da República de França entre 1995 e 2007.

Antigo Presidente francês, Jacques Chirac morreu aos 86 anos, avança a agência Reuters, que cita a AFP.

Jacques Chirac foi Presidente da República de França entre 1995 e 2007.

Chirac, que desempenhou a função entre 1995 e 2007, retirou-se da vida pública e política após uma das mais longas carreiras políticas na Europa: duas vezes Presidente, duas vezes primeiro-ministro e presidente da câmara de Paris durante 18 anos.

Vítima de um derrame em 2005, foi hospitalizado diversas vezes desde que deixou o Eliseu.

A notícia da morte foi comunicada pelo genro, Frédéric Salat-Baroux. Segundo ele, Chirac morreu ao início desta manhã, entre familiares, “pacificamente”.

Como lembra o “The Guardian”, o antigo governante será lembrado internacionalmente por ter liderado a forte oposição de França à invasão do Iraque, liderada pelos EUA em 2003. “A guerra é sempre o último recurso. É sempre uma prova de falhanço. É sempre a pior das soluções, porque traz morte e miséria”.