Futebol. Portugal perde com Espanha e Porto perde com Mónaco

 Portugal perde com Espanha e falha revalidação do título no Europeu sub-19

Portugal perde com Espanha e falha revalidação do título no Europeu sub-19

A seleção portuguesa de futebol de sub-19 falhou hoje a revalidação do título europeu, ao perder por 2-0 com a congénere da Espanha, na final do Campeonato da Europa do escalão, disputada em Erevan.

FC Porto perde com o Mónaco no jogo de apresentação aos sócios

FC Porto perde com o Mónaco no jogo de apresentação aos sócios

O FC Porto, vice-campeão nacional de futebol, perdeu hoje por 1-0 com o Mónaco, treinado pelo português Leonardo Jardim, em jogo de apresentação aos sócios para a época 2019/20, disputado no Estádio do Dragão.

Um golo marcado aos 23 minutos pelo internacional português Gelson Martins, avançado do clube monegasco, foi suficiente para estragar a festa da equipa treinada por Sérgio Conceição.

Hoje. Portugal e Espanha na final do Europeu de sub-19

Portugal e Espanha disputam este sábado a final do Euro sub-19

foto. STEPHEN MCCARTHY

 

Portugal é o atual campeão europeu sub-19 e vai este sábado disputar a sua terceira final consecutiva, perante outro adversário de peso: a Espanha.

Na fase de grupos, portugueses e espanhóis já se defrontaram, com o jogo a terminar empatado (1-1).

 

 

Tour. Egan Bernal, 22 anos, faz história. Primeiro colombiano com vitória final à vista

Nibali vence penúltima etapa da Volta a França e Bernal tem vitória final à vista

Nibali vence penúltima etapa da Volta a França e Bernal tem vitória final à vista

Alfa/ Com Lusa e fontes francesas

O italiano Vincenzo Nibali (Bahrain Merida) venceu hoje isolado a 20.ª e penúltima etapa da Volta a França em bicicleta, em Val Thorens (Alpes), enquanto Egan Bernal (INEOS) conservou a liderança e será o primeiro colombiano a ganhar o Tour.

Numa tirada encurtada na véspera para 59,5 quilómetros, devido à possibilidade de deslizamentos de terras provocados por mau tempo, Nibali, vencedor do Tour em 2014, levou uma fuga a bom termo e completou o percurso em 1:51.53 horas, à frente dos espanhóis da Movistar Alejandro Valverde e Mikel Landa, respetivamente, segundo e terceiro, a 10 e 14 segundos.

Egan Bernal, que vestiu a camisola amarela ontem, sexta-feira, numa etapa interrompida pelo mau tempo, terminou em quarto, a 17 segundos, praticamente a par do colega Geraint Thomas, a quem vai suceder no historial de vencedores, tornando-se aos 22 anos o mais jovem corredor a ganhar a Volta a França depois da II Guerra Mundial.

Bernal será também o primeiro colombiano a ganhar a Volta à França.

À partida para a etapa de consagração, que ligará Rambouillet e Paris, na distância de 128 quilómetros, Bernal tem 1.11 minutos de avanço sobre Thomas, e 1.31 em relação ao holandês Steven Kruijswijk (Jumbo-Visma), que hoje relegaram o francês Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick Step) para a quinta posição na geral.

Alaphilippe é um dos heróis do Tour 2019 por ter conseguido manter-se 14 dias com a camisola amarela, que só perdeu na duas últimas etapas dos Alpes.

 

 

Mais mortos no Mediterrâneo. António Guterres, SG da ONU, quer rotas seguras e legais para migrantes e refugiados 

Secretário-geral da ONU, António Guterres, defende rotas seguras e legais para migrantes e refugiados.  

Alfa/Lusa

Guterres lançou esta ideia depois de mais um grave naufrágio, na quinta-feira, ao largo da Líbia, que causou pelo menos 62 mortos e 110 desaparecidos.

Numa mensagem na rede social Twitter, divulgada na sexta-feira, António Guterres escreveu: « Precisamos de rotas seguras e legais para os migrantes e os refugiados ».

« Todos os migrantes que procuram uma vida melhor merecem segurança e dignidade », acrescentou o responsável, que disse « sentir-se chocado » com esta tragédia.

Na sexta-feira, as equipas de resgate líbias anunciaram ter recuperado os corpos de 62 imigrantes vítimas de um naufrágio ocorrido na quinta-feira ao largo de Khoms, cidade localizada a 120 quilómetros a oeste da capital líbia, Tripoli.

“As unidades do Crescente Vermelho líbio [organização federada com a Cruz Vermelha Internacional] conseguiram recuperar 62 corpos de migrantes”, afirmou um responsável da organização, identificado como Abdel Moneim Abou Sbeih.

Cerca de 145 pessoas foram resgatadas após um naufrágio, que envolveu mais do que uma embarcação, ocorrido na quinta-feira no Mediterrâneo central, rota que sai da Argélia, Tunísia ou Líbia em direção à Itália e a Malta.

Pelo menos 110 pessoas estão dadas como desaparecidas, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Na quinta-feira, o Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, classificou este naufrágio como “a pior tragédia” registada, até à data, este ano no Mediterrâneo.

Os serviços migratórios líbios indicaram que pelo menos 350 pessoas, incluindo mulheres e crianças, estavam a bordo das embarcações envolvidas no naufrágio de quinta-feira.

Os migrantes são oriundos, entre outros países, da Eritreia, Egito, Sudão e Líbia.

Antes deste naufrágio, a OIM tinha indicado, na semana passada, que pelo menos 426 pessoas tinham morrido desde o início do ano durante a travessia da rota central do Mediterrâneo.

Estes valores eram relativos ao período entre janeiro e o passado dia 17 de julho.

Apesar da insegurança registada na Líbia, o país tornou-se nos últimos anos uma placa giratória para centenas de milhares de migrantes que tentam fugir de conflitos e da instabilidade verificados em outras regiões de África e do Médio Oriente e tentam alcançar a Europa através do Mediterrâneo.

Território imerso num caos político e securitário desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011 e devido a divisões e lutas de influência entre milícias e tribos, a Líbia tem sido um terreno fértil para as redes de tráfico ilegal de migrantes e de situações de sequestro, tortura e violações.

Emigrante em França encontrado morto à machadada em Barcelos

Adélio Ribeiro, 52 anos, emigrante em França, tinha acabado de chegar para férias em Portugal e foi encontrado morto com três machadadas em Barcelos, noticia o jornal Correio da Manhã. Terá sido assassinado quando estava deitado na cama.

O corpo foi transportado para o Gabinete Médico-Legal de Braga, para ser autopsiado, acrescenta o mesmo jornal.
« Adélio Ribeiro, de 52 anos, aproveitou a primeira manhã de férias em Barcelos, esta sexta-feira, para ir comprar um cabo novo para a machada que costumava usar para rachar lenha. Poucas horas depois, o emigrante, que regressou na quinta-feira à noite a casa da família, na Pereira, foi encontrado deitado na cama com a machada « espetada na testa ». O alerta foi do filho, de 16 anos », escreve o CM.
A PJ lançou investigações.

Quando o alerta foi dado , a  mulher  do emigrante já teria ido trabalhar.

Emigrantes. Programa Regressar. Saiba como candidatar-se aos apoios

Informação oficial do Consulado Geral de Portugal em Paris: 

Programa Regressar

Programa de apoio ao regresso para Portugal de trabalhadores que tenham emigrado, ou seus familiares


Programa Regressar

O que é?

É um programa de apoio ao regresso para Portugal de trabalhadores que tenham emigrado, ou seus familiares.

Em que consiste?

Consiste na concessão, pelo IEFP IP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), de um apoio financeiro aos emigrantes ou familiares de emigrantes que iniciem atividade laboral por conta de outrem no território de Portugal continental, mediante a celebração de um contrato de trabalho sem termo entre 1 de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2020. O apoio financeiro é majorado em função da dimensão do agregado familiar associado a este regresso, estando ainda previstos apoios complementares para comparticipação de despesas com a viagem de regresso e transporte de bens para Portugal, bem como de eventuais despesas com reconhecimento de qualificações académicas ou profissionais.

Tipo e valor do apoio

Apoio financeiro nos seguintes termos:

– 6 vezes o valor do IAS*, no caso de contratos a tempo completo
– Redução proporcional do apoio no caso de contratos a tempo parcial (com base um período normal de trabalho de 40 horas semanais).

O apoio financeiro é majorado em 10% por cada elemento do agregado familiar do destinatário que fixe residência em Portugal, até um limite de 3 vezes o valor do IAS.

Apoios complementares

Ao apoio financeiro podem acrescer os seguintes apoios complementares:

– Comparticipação dos custos da viagem para Portugal do destinatário e restantes membros do agregado familiar, com o limite de 3 vezes o valor do IAS;
– Comparticipação dos custos de transporte de bens para Portugal, com o limite de 2 vezes o valor do IAS;
– Comparticipação dos custos com o reconhecimento, em Portugal, de qualificações académicas ou profissionais do destinatário, com o limite do valor IAS*.

*Valor do IAS em 2019 (Indexante dos Apoios Sociais): € 435,76

Quem pode candidatar-se?

Podem candidatar-se os cidadãos que reúnam, cumulativamente, as seguintes condições:

– iniciem atividade laboral em Portugal continental entre 1 de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2020, mediante a celebração de contrato de trabalho sem termo;
– sejam emigrantes que tenham saído de Portugal até 31 de dezembro de 2015;
– tenham a respetiva situação contributiva e tributária regularizada;
– não se encontrem em situação de incumprimento no que respeita a apoios financeiros concedidos pelo IEFP, IP.

São, igualmente, destinatários da medida os familiares dos emigrantes que saíram de Portugal até 31 de dezembro de 2015, desde que reúnam as restantes condições previstas para os destinatários da medida.

Notas:
(i) Considera-se emigrante o cidadão nacional que tenha residido em país estrangeiro durante, pelo menos, 12 meses, com carácter permanente, e onde tenha exercido atividade remunerada por conta própria ou por conta de outrem (devem comprovar a situação junto do Consulado e solicitar a respetiva declaração).
(ii) Considera-se familiar de emigrante o cônjuge ou equiparado, o parente ou afim em qualquer grau da linha reta e até ao 3.º grau da linha colateral que com ele tenha residido, com caráter permanente, em país estrangeiro, por período não inferior a 12 meses (devem comprovar a situação junto do Consulado e solicitar a respetiva declaração).

Como apresentar a candidatura?

A candidatura é efetuada no portal do iefponline, na área de gestão do candidato, devendo ser efetuado o registo prévio no referido portal, caso ainda não esteja registado.
O período de candidatura decorre entre as 9h00 do dia 22 de julho de 2019 e as 24h00 do dia 1 de março de 2021
Os candidatos deverão apresentar declaração do Consulado, que comprove a situação de emigrante ou de familiar de emigrante.

Todo a informação disponível em:

https://iefponline.iefp.pt/IEFP/medFixacaoEmigrantes.do?action=overview

https://iefponline.iefp.pt/IEFP/veRegressoPortugal.jsp

Para obter informações mais detalhadas, ou esclarecer dúvidas:

→ Utilize o email: regressoaportugal@iefp.pt

→ Contacte pelo telefone +351 300 010 001 (dias úteis das 08:00 às 20:00)

→ Dirija-se a um centro de emprego, ou centro de emprego e formação profissional

Veja aqui:

– Guia do Apoio

– Regulamento

– Ficha síntese

– Roteiro do Regresso

França: Depois da canícula, tempestades diluvianas. Praias fechadas na costa atlãntica, Tour perturbado

Depois da forte vaga de calor que nos últimos dias abalou duramente a vida dos franceses,  violentas tempestades atingem a França.

Nalgumas regiões, cairam, nesta sexta-feira, 26, quase autênticos dilúvios.

As fortes chuvadas, por vezes repentinas e de curta duração mas de grande intensidade, levaram as autoridades a fechar dezenas de praias na costa Atlãntica, com particular incidência no País Basco, onde mais de 30 foram proibidas aos banhistas porque as águas da chuva atingiram os esgotos e poluiram o mar.

Também no Tour de França, uma inesperada tempestade de granizo impediu que a etapa de hoje, nos Alpes, chegasse ao fim e obrigou à anulação da parte final da corrida (leia artigo relacionado nesta página).

Nesta sexta-feira, a França viveu um dia muito contrastado: dilúvios em algumas regiões e calor extremo noutras – designadamente no leste do país.

Na estrada do Tour, nos Alpes:

 

 

 

Tour. Granizo nos Alpes. Final da etapa de hoje anulada. Alaphilippe perde a amarela

Parte final da antepenúltima etapa da Volta a França anulada devido à queda de granizo

Parte final da antepenúltima etapa da Volta a França anulada devido à queda de granizo

Alfa/com Lusa e outras fontes

A parte final da 19.ª e antepenúltima etapa da Volta a França em bicicleta foi hoje anulada, devido forte tempestade de de granizo, com os tempos finais a serem os da passagem pelo alto de Iseran.

De acordo com a organização do Tour, os tempos finais da etapa serão os da passagem por esta derradeira contagem de montanha de categoria especial onde os corredores passaram, na qual o primeiro a passar foi o colombiano Egan Bernal (INEOS), que passa a ser também o novo líder da classificação.

O site oficial da prova informa que o camisola amarela, o francês Julian Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep), que tinha 1.30 minutos de avanço sobre Bernal, segundo classificado à partida para a tirada de hoje, passou naquele ponto com 2.07 de atraso.

O novo líder é o colombiano Egan Bernal, que passa a ser o grande favorito à vitória neste Tour 2019:

Brexit. Novo PM britânico pede ajuda a Macron e visita França

Boris Johnson pede a Macron para o ajudar a renegociar acordo de saída da UE

Boris Johnson pede a Macron para o ajudar a renegociar acordo de saída da UE

Alfa/Lusa

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, transmitiu hoje ao Presidente francês, Emmanuel Macron, o seu desejo de renegociar o ‘Brexit’, pedindo-lhe ajuda para abolir a polémica salvaguarda da fronteira irlandesa.

Numa conversa telefónica, os dois líderes acordaram em reunir para discutir o ‘Brexit’, com Boris Johnson a responder positivamente a um convite de Macron para visitar a França, nas próximas semanas, segundo um porta-voz do Governo britânico.

De acordo com essa fonte, durante a conversa, Johnson insistiu na ideia de necessidade de uma renegociação do acordo de saída, retirando dos seus termos a questão do ‘backstop’, a polémica salvaguarda de proteção da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

Mas Amélie de Montchalin, secretária de Estado para os Assuntos Europeus francesa, já alertou para a necessidade de ambas as partes evitarem “fazer jogos ou provocações” a três meses de distância do prazo final para o ‘Brexit’, marcado para 31 de outubro.

« Devemos estabelecer relações de trabalho e não entrar em jogos ou provocações », afirmou Montchalin, citada por jornais britânicos.

“O primeiro-ministro (Boris Johnson) quer chegar a um acordo. Ele vai procurá-lo de forma vigorosa, mas o (existente) acordo de saída foi rejeitado por três vezes na Câmara dos Comuns, Isso não voltará a acontecer”, disse, por sua vez, a fonte do Governo britânico, relatando a mensagem de Johnson a Macron.

Para evitar nova rejeição no parlamento britânico, o ‘Brexit’ deverá ser alvo de uma reformulação, obrigando a uma reabertura de negociação e abolindo a cláusula de salvaguarda da fronteira irlandesa, disse a mesma fonte.

A cláusula de salvaguarda irlandesa destina-se a impedir a existência de uma fronteira física entre as duas Irlandas, após o ‘Brexit’, e tem constituído o principal obstáculo à aprovação do acordo negociado entre a ex-primeira-ministra britânica Theresa May e a Comissão Europeia.

No seu primeiro discurso, após assumir o cargo de primeiro-ministro, na quarta-feira, Boris Johnson reiterou a prioridade em abandonar a União Europeia, dentro do prazo, “sem ‘mas’ e sem ‘e’”, respeitando a vontade expressa em referendo, em 2016.

O tema deverá constituir ponto central da conversa marcada entre Johnson e Macron, que deverá acontecer quando da participação do primeiro-ministro na reunião do G7, marcado para 24 a 26 de agosto, em Biarritz (sudoeste da França).

O ainda presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reafirmou a Johnson, na quinta-feira, que o acordo de saída do Reino Unido já acordado é o único aceitável pela União Europeia, o que cria dificuldades ao pedido de reabertura do processo negocial.

Hoje, a secretária de Estado dos Assuntos Europeus francesa alertou também para os riscos de uma tentativa de renegociação do acordo, sobretudo na questão sensível da fronteira irlandesa.

“Penso que devíamos evitar aparecer com soluções simplistas de que isto (o acordo) pode ser feito apenas acenando com a mão ou com um gesto de uma caneta”, disse Montchalin, citada por jornais britânicos.

Ainda assim, Montchalin reafirmou o desejo de estabelecer o diálogo com o Reino Unido, associando-se ao compromisso afirmado por Macron na conversa telefónica com Johnson, para “negociar com calma, em condições apaziguadas” as condições do divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia.

“Se não houver acordo, isso significa que não teremos uma relação de confiança com o Reino Unido”, concluiu a secretária de Estado francesa, dando o exemplo da Suíça ou da Noruega, dizendo que a União Europeia confia nesses países para relações comerciais, culturais e políticas, apesar de não integrarem a comunidade.

Portugal: Comprar casa é mais barato do que arrendar em todo o país

Comprar casa implica um encargo mensal entre 14% a 61% inferior ao valor mensal do arrendamento praticado na mesma zona, incluindo em Lisboa e Porto.

( Margarida Ramos / Global Imagens )

Comprar casa exige « menor esforço financeiro » do que arrendar « em todos os concelhos do país », de acordo com um estudo da consultora Century 21, sobre a acessibilidade da habitação em Portugal.

Tendo por base dados recolhidos e analisados pela Confidencial Imobiliário e assumindo uma habitação de 90 metros quadrados, a Century 21 concluiu que adquirir uma casa « implica um encargo mensal entre 14% a 61% inferior ao valor mensal do arrendamento praticado na mesma zona, incluindo em mercados muito valorizados, como Lisboa e Porto », onde a diferença se situa em respetivamente em -14% e -30%, sendo que em Faro é de -26%.

O estudo teve ainda por base uma taxa de esforço mensal de 33% das famílias para aquisição de habitação como sendo o máximo indicado e descobriu que « os cinco concelhos com a maior taxa de esforço do país para aquisição de habitação são Lisboa – onde este indicador atinge os 58%- seguida de Lagos, Loulé, Tavira e Albufeira ».

A tendência é explicada pelo « evidente desequilíbrio entre a oferta e a procura de habitação na capital », diz a Century 21.

Por outro lado, os cinco concelhos onde a aquisição de habitação requer menor taxa de esforço das famílias são Guarda, Castelo Branco, Bragança, Santarém e Portalegre, « que no total contam apenas com 2,1% dos agregados familiares do continente », indica o estudo.

No que diz respeito ao arrendamento, a taxa de esforço é ainda maior, com os cinco concelhos do país mais afetados a serem Lisboa e Albufeira, sendo que ambos registaram « uns expressivos 68%, seguidos de perto por Loulé, Cascais e Amadora, onde arrendar uma habitação de 90 metros quadrados já exige 57% do rendimento mensal das famílias ».

Segundo o estudo, em 13 das 18 capitais distritais comprar uma casa de 90 metros quadrados fica abaixo de 90.000 euros, « variando entre os 53.855 euros da Guarda e os 86.485 euros de Setúbal. Évora, Coimbra, Faro, Porto e Lisboa são as exceções, mas enquanto nas três primeiras, a compra dessa casa oscila entre 100.000 euros e 130.000 euros no Porto tem um valor de 164.714 euros e em Lisboa de 305.429 euros » salientou a consultora.

Dentro das áreas metropolitanas, há situações diferentes, sendo que no Algarve, « apenas Portimão fica abaixo do preço da capital distrital (125.444 euros), enquanto Tavira e Lagos se situam em torno dos 165.000 euros, e Loulé fica em 172.566 euros », diz a Century 21.

Na Área Metropolitana de Lisboa, Cascais está já acima dos 225.000 euros e Oeiras perto dos 195.000 euros « embora concelhos como o Barreiro, Seixal Montijo, a Sul, e Sintra, a Norte, se situem ainda abaixo dos 100.000 euros (a partir dos 75.000 euros) ».

No Porto, os preços são mais baixos, sendo que « apenas Matosinhos supera a barreira dos 100.000 euros, com os preços médios dos imóveis em Valongo e Gondomar a situarem-se mesmo entre os 70.000 euros e os 77.000 euros2, destaca a consultora.

Em Lisboa a prestação média para aquisição deste tipo de casa ronda os 1.011 euros. « A capital do País volta a apresentar uma diferença abissal em relação a todas as outras capitais de distrito, onde a mensalidade varia entre um mínimo de 182 euros na Guarda e um máximo de 564 euros no Porto ».

No que diz respeito ao arrendamento, segundo o mesmo estudo, « Lisboa, com uma renda média de 1.170 euros, destaca-se do Porto, nos 810 euros, enquanto todas as outras capitais de distrito registam rendas médias abaixo dos 600 euros, num mínimo de 339 euros na Guarda », conclui a Century 21.

 

Alfa/Lusa/TSF