Seca e calor em França. Incêndios: milhares de hectares de plantações e vegetação devastados

Foto CHRISTOPHE SIMON/GETTY IMAGES

Em causa está o efeito combinado de ondas de calor e secas que atingiram nos últimos tempos o país

Alfa/Lusa/Expresso/imprensa francesa

Vários incêndios devastaram milhares de hectares de plantações e vegetação em regiões francesas na quinta-feira, devido ao efeito combinado de ondas de calor e secas, anunciaram esta sexta-feira autoridades locais e bombeiros.

Este é particularmente o caso da Normandia (noroeste), muito conhecida pelos seus campos verdes, e em outras regiões, como em Lorraine, no nordeste da França.

« Esta é uma situação sem precedentes no departamento de Loiret (centro-norte) », disse à agência de notícias AFP o secretário-geral adjunto da administração da Região Centro – Vale do Loire e Loiret.

Ludovic Pierrat acrescentou: « Tinhamos previsto incêndios, mas não com esta magnitude ».

Cerca das 20h de quinta-feira (19h em Lisboa), cerca de 500 hectares de plantações e 100 hectares de floresta ficaram queimados, por fogos que chegaram a ter dois quilómetros, segundo a autarquia.

Quatro casas também foram queimadas, sem vítimas, e 250 bombeiros foram mobilizados.

Os incêndios também eclodiram no Eure-et-Loir (centro-oeste), onde 1.170 hectares de campos foram afetados e 269 bombeiros mobilizados, segundo a administração local.

Registados também incêndios graves na Marne, na Oise, na Seine-Maritime e na Dordogne.

Mais de 150 pessoas estão desaparecidas. ONU teme o pior desastre do ano no Mediterrâneo

ONU teme o pior desastre do ano no Mediterrâneo: mais de 150 pessoas estão desaparecidas

Foto LOUISA GOULIAMAKI

“Notícia terrível. Chegam-nos informações de um grande naufrágio ao largo da costa da Líbia”, escreveu no Twitter Charlie Yaxley, o porta-voz da agência das Nações Unidas para os refugiados

Alfa/Expresso

Quando aquelas duas embarcações saíram da capital da Líbia na quinta-feira, a esperança confundia-se com lotaria. Eram 300 pessoas em busca da Europa. Mas, como tantas vezes acontece, o plano pode azedar: os dois barcos viraram-se depois de 120 quilómetros naquelas águas. A guarda costeira líbia resgatou 137 deles e recuperou um corpo sem vida. Ou seja, há mais de 150 pessoas desaparecidas, conta o “The Guardian”. Este pode ser o maior desastre desta natureza em 2019.

“Notícia terrível”, confirmou no Twitter Charlie Yaxley, porta-voz da agência das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR). « Chegam-nos informações de um grande naufrágio ao largo da costa da Líbia”, conta este artigo do “El País”. Yaxley revela ainda que a maioria seria da Eritreia e que havia mulheres e crianças a bordo.

A acalmia do mar, muito própria desta altura do ano, conduz a um aumento significativo de venturosas embarcações rumo ao continente europeu, o que aumenta também as histórias trágicas. É certo que também há o outro lado: quase 38 mil pessoas chegaram à Europa pelo mar durante este ano, enquanto outras oito mil fizeram-no por terra, regista o Organização Internacional de Migrações.

O porta-voz do ACNUR insistiu numa conversa que mais parece estar em loop: “Este evento terrível demonstra, mais uma vez, a necessidade extrema de mudar-se a abordagem no Mediterrâneo. Uma ação urgente é necessária para salvar vidas no mar e prevenir, em primeiro lugar, que outras pessoas entrem naqueles barcos, oferecendo alternativas legais e seguras”.

De acordo com aquele organismo, o número de mortos daqueles que tentaram navegar da Líbia para a Europa, em 2019, está nos 164. Num plano geral, as Nações Unidas aponta para pelo menos 683 mortes no Mediterrâneo desde o início do ano e 426 perderam a vida nas ‘rotas negras’: saíram da Argélia, Tunísia ou Líbia em direção a Malta ou Itália.

Lusopress afasta-se do « Português de Valor », Pardal Henriques, ligado à greve dos motoristas em Portugal

Um COMUNICADO da Lusopress sobre o advogado Pedro Pardal Henriques, vice-presidente do sindicato de motoristas de transporte de matérias  perigosas:
« A Lusopress existe há 16 anos sediada em França, tendo como uma das suas iniciativas os Portugueses de Valor sendo a edição de 2020 a décima .
Portugueses de valor tem como objectivo eleger cada ano dez dos 100 portugueses  que durante o ano são nomeados e indicados por alguém ou mesmo por elementos da nossa equipa. Para eleger os 10 premiados é constituído um júri composto por 4 nomeados eleitos nos anos anteriores.
O advogado Pedro Pardal Henrique foi-nos indicado por alguém que achava que ele reunia as condições para tal. No ano 2018 a Gala teve lugar na Figueira da Foz e embora ele fosse um dos 100 nomeados o júri optou por não eleger recebendo unicamente um troféu de presença. Com o grupo portugueses de valor visitou o Museu dos Coches onde fomos recebidos pelo presidente da república.
Actualmente e na qualidade de vice presidente do sindicato de motoristas de transporte de matérias  perigosas utiliza os nomes Lusopress e Portugueses de Valor para se autopromover prejudicando a nossa marca e o nosso bom nome. Não queremos estar de algum modo associados a essa pessoa. »

Recorde de calor. Paris com 42,6º ultrapassa Lisboa

Forte vaga de calor em França: a cidade de Paris atingiu hoje a meio da tarde 42,6ºC à sombra, ficando algumas décimas à frente das mais elevadas temperaturas registadas em Lisboa, Madrid ou Roma.

A vaga de calor extremo atingiu a região de Paris e diversas outras cidades, designadamente uma vasta zona do norte da França onde foram também batidos recordes.

Temperaturas deverão começar a descer na noite de hoje para amanhã, depois do pico da canícula atingida nesta quinta-feira, 25.

Clique na imagem do gráfico e confira quais são agora as capitais europeias mais quentes da história. Paris está agora em 3º, Lisboa em 6º e Madrid em 7º.

 

 

41º à sombra em Paris, ao início da tarde. Recorde absoluto batido

Várias cidades estão hoje, quinta-feira, a bater recordes de altas temperaturas.

Em Paris, termómetros ultrapassaram os 41º C às 13h40 (menos uma hora em Lisboa).

As autoridades dizem que a atual vaga de calor deve ser levada “muito a sério”. A conjugação do forte calor com a poluição é perigosa, sobretudo nas cidades, para as pessoas idosas, doentes e para as crianças.

Autoridades francesas pedem aos habitantes para limitarem deslocações e tomaram medidas especiais, designadamente nos serviços de urgência dos hospitais.

20 departamentos franceses foram colocados em alerta vermelho, incluindo toda a região de Paris e o Norte do país. 60 outros departamentos estão em alerta laranja.

Hoje, quinta-feira, estão a ser batidos recordes de temperatura em diversas cidades francesas. Pico de altas temperaturas deverão terminar esta noite na região de Paris, mas outras zonas deverão continua em alerta.

 

(Leia mais sobre a canícula em França e na Europa em artigos relacionados, nesta página – radioalfa.net)

Tour chega ao « inferno » dos Alpes para três dias decisivos

Nesta quinta-feira, 25, o « Tour » entra nos Alpes, para « três dias de inferno » nas etapas decisivas da volta à França em bicileta, edição de 2019.

Franceses depositam grandes esperanças em Thibaut Pinot e em Julian Alaphilippe para a vitória final.

Alaphilippe  parte com a camisola amarela quando os ciclistas arrancarem para a primeira etapa, hoje, nos Alpes, com 208 quilómetros entre Embrun e Valloire, num percurso com duas contagens de categoria especial na alta montanha, a última a cerca de 20 quilómetros da meta, no Galibier.

Zapata, o homem voador, não conseguiu atravessar o Canal da Mancha

Homem voador tentou cruzar o Canal da Mancha, mas não conseguiu.

Franky Zapata, o « homem voador » fez sensação durante as comemorações do 14 de julho, Dia da Bastilha, Dia Nacional francês, em Paris.

Hoje, Franky Zapata tentou atravessar o Canal da Mancha no dia em que se comemora a primeira travessia aérea. Mas não conseguiu efetuar a travessia no seu já célebre « flyboard ».

28,8º registados em Paris às 8h30 locais. Calor extremo. Alerta máximo em França

Mais de 27ºC em Paris e em Bordéus, hoje, quinta-feira, antes das 8h locais (menos uma hora em Lisboa).

O pico da canícula está previsto para hoje em França com recordes de calor que deverão ser batidos em França.

Em Paris, aponta-se para 42ºC à sombra durante o dia.  Em outros países europeus também deverão ser batidos recordes de temperaturas.

As autoridades dizem que a atual vaga de calor deve ser levada « muito a sério ». A conjugação do forte calor com a poluição é perigosa, sobretudo nas cidades, para as pessoas idosas, doentes e para as crianças.

Autoridades francesas pedem aos habitantes para limitarem deslocações e tomaram medidas especiais, designadamente nos serviços de urgência dos hospitais.

20 departamentos franceses foram colocados em alerta vermelho, incluindo toda a região de Paris e o Norte do país. 60 outros departamentos estão em alerta laranja,

(Leia mais sobre a canícula em França e na Europa em artigos relacionados, nesta página – radioalfa.net)

 

Foto le Parisien . Paris, calor extremo:

 

 

 

Calor extremo. 20 departamentos franceses em alerta máximo, entre eles a região de Paris

Autoridades francesas colocaram 20 departamentos em alerta vermelho devido à  atual vaga de calor excecional que se deverá intensificar amanhã, quinta-feira. 60 departamentos continuam em vigillãncia laranja.

Paris e toda a região de l’Ile-de-France estão em alerta vermelho desde as 16 horas locais (menos uma hora em Lisboa), bem como as regiões seguintes:  le Nord, le Pas-de-Calais, la Somme, l’Oise, l’Aisne, la Marne, l’Aube, l’Yonne, le Loiret, l’Eure e la Seine-Maritime.

Para amanhã estão previstos 42º C  à sombra em Paris e na periferia, nível que será um recorde histórico na região da capital. As cidades de Lille, Rouen, Orléans, Auxerre e Dijon também deverão bater recordes de temperaturas.

O atual episódio de canícula  deverá conhecer o seu pico de crise amanhã.

As autoridades dizem que a atual vaga de calor deve ser levada « muito a sério ». A conjugação do forte calor com a poluição é perigosa para as pessoas idosas, doentes e para as crianças.

(Leia mais sobre o calor extremo em França em artigos relacionados, nesta página)

Petite pause fraîcheur dans les fontaines du Trocadéro, en période de canicule, à Paris.

Canícula em França e não só. Diversos países europeus em alerta

Calor extremo deixa vários países da Europa ocidental sob alerta vermelho

Calor extremo deixa vários países da Europa ocidental sob alerta vermelho

Alfa/Lusa

As temperaturas vão continuar hoje a subir na Europa ocidental, onde vários países estão já sob alerta vermelho devido à onda de calor, que deverá atingir um valor recorde em algumas cidades.

Em França, quase todas as regiões estão sob alerta de calor, depois de um novo recorde ter sido estabelecido na terça-feira em Bordéus 41,2ºC (grau Celsius).

Na capital francesa, Paris, os serviços meteorológicos preveem para quinta-feira a temperatura mais alta dos últimos 70 anos: 41ºC.

No entanto, o recorde a nível nacional não deve ser atingido nos próximos dias: foi batido no final de junho, com 46°C no sul de França.

A vizinha Bélgica, que espera recordes absolutos nos próximos dias, emitiu pela primeira vez um alerta vermelho devido ao calor.

Os serviços meteorológicos belgas preveem 38ºC no nordeste do país, onde o recorde histórico data de junho de 1947.

Devido ao calor extremo, a maioria dos serviços na cidade de Bruxelas vai fechar hoje, quinta e sexta-feira às 13:00.

Na Flandres Ocidental, o governador decretou na terça-feira a proibição de fumar nas áreas naturais desta província marítima para evitar incêndios.

As autoridades do Reino Unido também disseram esperar recordes absolutos na quinta-feira. « Vamos provavelmente bater o recorde de calor de 36,7°C em julho, e há mesmo a possibilidade de bater o recorde absoluto de 38,5 », advertiram os serviços meterológicos britânicos.

A Itália também está a ser afetada pela vaga de calor e as autoridades aumentaram hoje o alerta para o nível 3 (vermelho) em cinco cidades: Bolzano, Brescia, Florença, Perugia e Turim.

O alerta de nível 3 deve-se à presença de « condições de emergência que podem afetar a saúde de pessoas ativas e saudáveis, não apenas subgrupos de risco, como idosos, crianças muito jovens e pessoas com doenças crónicas », explicaram.