O Tour é a França que adoramos. Porque cheira a salpicão e a piquenique nas montanhas. Porque é popular e épico

É a Volta à França em bicicleta. É genial. Desde miúdo, quando ainda estava em Portugal, sempre adorei seguir o « Tour ».

O « doping » sempre esteve presente e é um problema real. Mas, apesar disso, o pessoal que se habituou a seguir a corrida nunca desligará do « Tour ».

É uma competição com acesso gratuito, é uma festa, e os espetadores « dopam-se » com coisas diferentes de muitos ciclistas: com passeeios e sestas em encostas montanhosas, com piqueniques na relva, à beira das estradas, descontraídos com a família e amigos, comendo salpicão seco ou com alho e bebendo vinho fresco e cerveja.

Comem, bebem, convivem e todos vêem, entusiasmados, o colorido pelotão passar, num ápice, ao lado deles.

O « Tour » é uma grande festa popular e ecológica e, neste aspeto, é incomparavelmente melhor, sem dúvida, do que as corridas de Fórmula1 ou os jogos de um grande torneio de Ténis ou de Futebol.

Na Volta à França respira-se ar puro, assiste-se gratuitamente a combates épicos entre os ciclistas e entre cada um e as gigantescas dificuldades que eles, um a um, encontram na estrada.

Qiando chega à alta montanha, o « Tour » atinge a dimensão épica. Os ciclistas passam então a autênticos heróis em luta corpo a corpo com si próprios e  com as escarpas, em esforço total, titânico.

Nem o « doping »  dará um dia cabo do « Tour ». Porque a Volta à França é e será sempre de uma beleza sem par.

Viva o « Tour » de França.

(Daniel Ribeiro, diretor de antena da Rádio Alfa)

Sindicatos dos motoristas pedem « perdão » aos portugueses mas ameaçam com greve em Agosto

Os sindicatos dos motoristas desafiaram, na segunda-feira, a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) para um debate televisivo sobre o processo negocial em curso e pediram desculpas aos portugueses pela greve prevista para agosto.

« Não desejamos a greve por variadíssimas razões, a principal é a perfeita consciência do impacto e do transtorno que vai causar aos portugueses e à economia do país. Desde já pedimos perdão aos portugueses por eventuais transtornos no seu quotidiano, não temos dúvidas que compreenderão a nossa luta », avançaram os sindicatos dos motoristas de mercadorias e de matérias perigosas, numa carta aberta à ANTRAM, a que a Lusa teve hoje acesso.

A carta aberta é assinada por Jorge Cordeiro, do Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM), e por Francisco São Bento, do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

No sábado, o 1.º Congresso Nacional dos Motoristas, que decorreu em Santarém, com cerca de três centenas de motoristas, aprovou, por unanimidade, entregar no dia 15 um pré-aviso de greve a partir de 12 de agosto, por tempo indeterminado, até entrar em vigor o novo Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) para o setor, que prevê um aumento do salário base de 100 euros nos próximos três anos.

O novo CCT vai ser levado à reunião de dia 15 para continuar as negociações com a ANTRAM, a federação filiada da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), mediada pelo Ministério do Trabalho.

Para a mesma reunião, os dois sindicatos vão levar um pré-aviso de greve, ameaçando paralisar a partir de dia 12 de agosto, por tempo indeterminado, enquanto não entrar em vigor o novo CCT.

Na carta aberta à ANTRAM, os motoristas contestaram a « tentativa de manipulação da opinião pública » em relação ao objetivo dos sindicatos SIMM e SNMMP, indicando que « os homens que dirigem estes sindicatos são eles próprios motoristas de mercadorias e de matérias perigosas ».

« Andamos há 22 anos a servir a economia e o país com elevado sentido de responsabilidade e verdadeiro espírito de missão, sabemos que os portugueses nos vão perdoar por ao fim de 22 anos pensarmos um pouquinho em nós e nas nossas famílias, afinal de contas também somos homens e mulheres, pais, mães, filhos », afirmaram os sindicatos dos motoristas, endereçando um pedido de desculpas aos portugueses pelo impacto da greve prevista.

Cansados de « joguinhos de diplomacia », em que se simula « abertura e interesse em melhorar o setor para que no fim tudo fique na mesma », os motoristas alertam para a « precariedade das suas condições laborais e sociais ».

Neste âmbito, o SIMM e o SNMMP desafiam a ANTRAM, bem como os demais intervenientes no setor, para « um debate televisivo sobre toda a situação », segundo a carta aberta.

« Vamos falar do processo negocial em curso, dos protocolos e acordos de compromisso celebrados, das várias propostas já apresentadas », referem os sindicatos dos motoristas, acrescentando como tema de debate « o que se tem passado no setor nos últimos 22 anos e que levou os motoristas a assumirem agora estas tomadas de posição ».

Afirmando aguardar « tranquilos » a resposta da ANTRAM ao desafio lançado, os motoristas apontaram « uma certeza: aquele que o recusar tem alguma coisa a esconder ».

A proposta para o novo CCT prevê um aumento do salário base de 100 euros nos próximos três anos (1.400 euros brutos para 2020, 1.600 para 2021 e 1.800 para 2022), indexado ao aumento do salário mínimo, melhoria das condições de trabalho e pagamento das horas extraordinárias a partir das oito horas de trabalho, entre outras medidas.

Criado no final de 2018, o SNMMP tornou-se conhecido com a greve iniciada no dia 15 de abril, que levou o Governo a decretar uma requisição civil e, posteriormente, a convidar as partes a sentarem-se à mesa de negociações.

A elevada adesão à greve de três dias surpreendeu todos, incluindo o próprio sindicato, e deixou sem combustível grande parte dos postos de abastecimento do país.

Alfa/JN

Incêndios 2017. UE lamenta ter falhado na ajuda a Portugal

O comissário europeu para a Ajuda Humanitária lamentou ter falhado a ajuda europeia no combate aos incêndios de 2017 em Portugal e revelou que a tragédia esteve na génese da criação do Sistema Europeu de Proteção Civil (rescUE).

Região de Pedógão Grande, devastada pelo grande incêndio de junho de 2017© Pedro Granadeiro/Global Imagens

Uma das situações mais dolorosas da minha vida foi não ter resposta para Portugal em 2017 [incêndios] e foi por isso que aceleramos a formação do rescUE », admitiu o cipriota Chistos Stylianides, comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises.

Stylianides falava aos jornalistas no âmbito de uma visita em Madrid ao centro onde está estacionada a frota inicial de meios aéreos de combate a incêndios, composta por sete aviões e seis helicópteros, que faz parte do rescUE.

No âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, foi criado este ano o « rescUE », com um orçamento de 200 milhões de euros para 2019/2020, que funciona, explicou Stylianides, como « uma rede de segurança adicional », mas que, alertou, « precisa de mais dinheiro para ser melhorada ».

Este ano, a Croácia, França, Itália, Espanha e Suécia colocaram aviões e helicópteros à disposição da frota de transição do « rescUE » 2019, que estão operacionais de junho a outubro para socorrer qualquer país que seja afetado por incêndios florestais.

Será também utilizado o sistema de satélites Copernicus da UE para cartografar as emergências resultantes dos incêndios.

Contudo, o objetivo a longo prazo é aumentar as capacidades e os meios e criar uma reserva « rescUE » mais forte, com 75% dos custos operacionais a serem suportados pela União Europeia.

Segundo o diretor do ECHO [mecanismo europeu de ajuda humanitária], no verão o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência (CCRE) 24/7 da UE foi reforçado com uma equipa de apoio aos incêndios florestais, com a participação de peritos, através da realização de videoconferências diárias para partilhar informações sobre o risco de incêndio em toda a Europa.

Na conversa com os jornalistas, Johannes Luchner abordou o caso português e mostrou-se preocupado com o tipo de madeira [eucalipto] que prolifera no país, defendendo como prioridade a prevenção, a limpeza das matas e o cadastro das terras.

O « rescUE » prevê a criação de uma reserva de ativos a nível europeu para responder a catástrofes, incluindo aviões de combate aos incêndios florestais, bombas de água especiais, equipas de busca e salvamento em meio urbano, hospitais de campanha e equipas médicas de emergência.

Os incêndios florestais que deflagraram em Portugal em 2017 mataram mais de 100 pessoas e destruíram 442 milhares de hectares de floresta e povoamentos.

Alfa/TSF

Pais desistiram. Máquinas desligadas. Vincent Lambert vai morrer

“A morte de Vincent Lambert é inevitável”. Máquinas desligadas.

Familiares mais próximos do enfermeiro francês de 42 anos desistem da luta jurídica, que durou mais de uma década, para manter vivo Vincent Lambert.

Os sucessivos processos em tribunal interpostos pelos pais chegaram ao fim.

Passados seis anos, as máquinas que mantinham o enfermeiro francês que teve um acidente em 2008 em estado vegetativo são hoje completamente desligadas.

A luta pelo direito à morte de Vicent Lambert tornou-se um símbolo da discussão sobre a morte digna em França.

Os pais de Vincent Lambert, o enfermeiro francês que ficou tetraplégico depois do acidente rodoviário, anunciaram esta segunda-feira que as máquinas que o mantêm vivo iam ser completamente desligadas no dia seguinte.

Lambert deixou de receber tratamentos médicos na passada terça-feira, após decisão do Supremo Tribunal ter decretado o fim da “hidratação e nutrição do paciente”, bem como da “sedação profunda do doente”.

 

Neymar: faltou ao treino e PSG vai “tomar medidas”

Começou a época de Neymar: faltou ao treino e PSG vai “tomar medidas”. O craque brasileiro faltou ao primeiro dia de trabalhos da época sem autorização do PSG, de acordo com um comunicado que o clube parisiense divulgou, esta segunda-feira. Será este o passo inaugural para forçar uma transferência?

Alfa/TRIBUNA EXPRESSO

AURELIEN MEUNIER – PSG

Com os anos, ficámos a saber que além dos dribles fantásticos e das fintas circenses, é de esperar que Neymar, de vez em quando, possa ser protagonista de coisas que não abonem muito a seu favor – uma agressão a um adepto, uma acusação de abuso sexual ou uma má reação a uma cueca sofrida num treino da seleção são os exemplos mais recentes. Esta segunda-feira, o Paris Saint-Germain deu conta de outro.

O clube que pagou por Neymar mais do que alguma vez tinha sido pago por um futebolista deu conta que o brasileiro faltou ao primeiro de trabalhos da época. « Não apareceu à hora e no local combinados, sem ter sido autorizado pelo clube de antemão », lê-se, no comunicado divulgado pelo PSG.

A imprensa desportiva tem noticiado, nas últimas semanas, que Neymar quererá regressar ao Barcelona, de onde saiu em 2017, para sair da eterna sombra de Lionel Messi.

Neymar, de 27 anos, não jogou na Copa América – que terminou no domingo, com vitória (2-1) do Brasil sobre o Peru -, por ter rompido os ligamentos de um tornozelo no derradeiro jogo de preparação da seleção.

João Sousa eliminado por Nadal nos oitavos de Wimbledon

João Sousa eliminado por Rafael Nadal nos oitavos de final de Wimbledon

João Sousa eliminado por Rafael Nadal nos oitavos de final de Wimbledon

Alfa/Lusa/ e outras fontes

O tenista português João Sousa foi hoje eliminado pelo espanhol Rafael Nadal, número dois do ‘ranking’ mundial, nos oitavos de final do torneio de Wimbledon, terceiro ‘Grand Slam’ do ano, ao perder em três ‘sets’.

Nadal, recente vencedor na terra batida de Roland Garros, superou Sousa, atual 69.º classificado da hierarquia mundial, por triplo 6-2, em apenas uma hora e 46 minutos.

Vencedor por duas vezes na relva londrina, em 2008 e 2010, Nadal, terceiro cabeça de série, vai defrontar nos quartos de final o vencedor do encontro entre os norte-americanos Sam Querrey, 65.º do mundo, e Tennys Sandgren, 94.º do mundo.

João Sousa conseguiu no torneio a melhor classificação de sempre de um português em Wimbledon.

Com Nadal, disputou uma partida histórica que marcou a estreia de um português nos “oitavos” da competição londrina.

Quem quer tocar com SYRO nos estúdios da Rádio Alfa?

SYRO jovem artista português vai estar na região parisiense em breve, e no dia 22 de Julho passa pelos estúdios da Rádio Alfa

Para essa ocasião,  SYRO lança um desafio e convida um dos nossos ouvintes a tocar com ele ao vivo nos nossos estúdios…

 

Se ainda não conhece o tema « Deixa Passar », veja o video aqui

 

Para concorrer basta enviar a sua « performance » em video a tocar a canção, para isso pode mande em mensagem privada pelo facebook da Rádio Alfa  ou por mail para vitorsantos@radioalfa.net.

A actuação vai ser em directo na Emissão « Nunca é Tarde » entre as 18h e as 19h no próximo dia 22 de Julho.

Quem é SYRO

SYRO, também conhecido como Diogo Lopes, é um cantor, autor e baterista português de 24 anos de idade. Começou a tocar bateria aos 12 anos, fortemente influenciado pelo gosto musical do pai e após ter assistido ao vivo os The Musical Box, projeto de tributo oficial à banda de rock progressivo Genesis.

Diogo Lopes foi um dos co-fundadores da banda Pop-Rock portuguesa Caelum. Mas a alma de artista não se esgotava como baterista de banda, freelancer live e de estúdio. Diogo começa a sentir a necessidade de ter o seu próprio espaço de expressão e identidade a solo como cantor. Assim nasce SYRO.

Em 2018 assina com a produtora RedMojo, tendo lançado até à data os seus dois primeiros singles como “frontman”: “Deixa Passar” e “E Agora”. Apesar de se tratar dum projeto musical recente, o trabalho de SYRO rapidamente chegou às maiores rádios nacionais, conquistou títulos como o artista “Most Wanted” no canal televisivo MTV Portugal e faz parte da banda sonora de novelas portuguesas.

As suas canções espelham pensamentos introspectivos sobre a maneira como o artista vê e se vê no mundo em que vivemos, refutando a plasticidade da lírica dos tempos modernos e procurando sempre a sinergia perfeita entre sons inovadores ou contemporâneos e produções orgânicas e sentidas.

De momento a trabalhar no seu álbum de estreia e a retornar à estrada, agora como artista solo, SYRO já mereceu o carimbo de qualidade e individualidade no panorama musical português.

 

 

Isabelle Huppert em peça de Robert Wilson no Festival de Teatro de Almada

Mary Said What She Said – Festival de Almada, 12 e 13 de julho

Le Théâtre de la Ville présente Mary Said What She Said, mise en scène Robert Wilson avec Isabelle Huppert (texte Darryl Pinckney, musique Ludovico Einaudi) au Festival d’Almada les 12 et 13 juillet, festival de théâtre de Lisbonne.

Créée au Théâtre de la Ville-Espace Cardin le 22 mai 2019, la pièce sera ensuite en tournée en Europe.

Mais três monumentos portugueses elevados a Património Mundial da UNESCO

Museu Machado de Castro em Coimbra também é Património Mundial. O Santuário do Bom Jesus, em Braga, e o conjunto composto pelo Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra também receberam ontem a classificação de Património Cultural Mundial da UNESCO. O Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, em Lisboa, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, em Tomar, foram os primeiros classificados, em 1983. Com as três últimas classificações, sobem para 18 o número de monumentos e áreas de Portugal elevadas a Património Mundial pela UNESCO. 

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Kyriakos Mitsotakis (direita) vence eleições na Grécia

Kyriakos Mitsotakis, vencedor das eleições na Grécia, diz que « começa uma nova, mas bonita, luta »

Kyriakos Mitsotakis, vencedor das eleições na Grécia, diz que começa uma nova, mas bonita, luta

Alfa/Lusa/Expresso

O conservador Kyriakos Mitsotakis, que venceu as eleições legislativas antecipadas na Grécia, afirmou que « começa uma nova, mas bonita, luta » e prometeu que trabalhará para dar crescimento e emprego ao país.

« Pedi um mandato forte e deram-mo com generosidade. Não defraudarei as expectativas », disse Mitsotakis, líder do partido de centro-direita Nova Democracia, que ganhou as eleições com maioria absoluta, assinalando que « um círculo doloroso se fecha hoje ».

Kyriakos Mitsotakis, que toma posse como primeiro-ministro na segunda-feira, prometeu que o novo Governo se pautará pelos princípios da transparência e da meritocracia e anunciou que o Parlamento trabalhará durante todo o verão porque « o futuro não pode esperar ».

Com quase todos os votos contados, a Nova Democracia obteve 39,6% (158 deputados), contra 31,6% (86 deputados) do partido de esquerda Syriza, que estava no poder.

AUSTERIDADE PENALIZOU ALEXIS TSIPRAS

Levado ao poder com a promessa de fazer frente à ortodoxia orçamental, Tsipras acabou por vergar-se a ela, aceitando um terceiro plano de resgate em 2015, com fortes perdas de poder de compra dos cidadãos e aumento do desemprego. Isto apesar de ter inclusive convocado um referendo em que aconselhou os eleitores a votar contra o programa da troika. Embora 61% lhe tenham dado ouvidos, Tsipras acabou por capitular e aplicou medidas ainda mais drásticas do que as previstas no plano rejeitado.

“De cabeça erguida, aceitamos o veredicto do povo”, resignou-se o ainda governante, que explicou ter tido de “tomar decisões difíceis com custos políticos pesados”. A abstenção de 44% foi a mais alta em 45 anos de democracia.