FC Porto vence por 3-2 em Braga e isola-se na liderança provisória da I Liga

O FC Porto isolou-se hoje na liderança provisória da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer por 3-2 no estádio do Sporting de Braga, virando o resultado no jogo da 27.ª jornada com dois golos de grande penalidade.

Os minhotos estiveram por duas vezes em vantagem, com golos de Wilson Eduardo, aos cinco minutos, e Murilo, aos 47, mas o campeão nacional conseguiu impor-se no Estádio Municipal de Braga, graças ao ‘bis’ de Soares, aos 26 e 79, o último de grande penalidade, e ao remate certeiro de Alex Telles, aos 69, também através de um castigo máximo.

O FC Porto totaliza agora 66 pontos, mais três do que o rival Benfica, que recebe hoje o Tondela, 16.º e antepenúltimo classificado, enquanto o Braga manteve-se no terceiro lugar, com 58, mas poderá ser apanhado pelo Sporting ainda nesta ronda, caso a equipa lisboeta vença também hoje no estádio do Desportivo de Chaves (17.º e penúltimo).

 

Resultados e programa da 27ª jornada (Horas de Paris):

– Sexta-feira, 29 mar:

Portimonense – Moreirense, 0-2 (0-1 ao intervalo)

 

– Sábado, 30 mar:

Sporting de Braga – FC Porto, 2-3 (1-1)

Desportivo de Chaves – Sporting, 19:00

Santa Clara – Vitória de Guimarães, 21:30

Benfica – Tondela, 21:30

 

– Domingo, 31 mar:

Marítimo – Nacional, 16:00

Rio Ave – Desportivo das Aves, 18:30

Boavista – Belenenses, 21:00

– Segunda-feira, 28 jan:

Feirense – Vitória de Setúbal, 21:15

Empregos de favor em Portugal. Opinião, por Daniel Ribeiro

O estranho caso de familiares de socialistas com empregos de favor ligados direta ou indiretamente ao Governo português. A família socialista portuguesa é demasiado numerosa para um país tão bonito e tão pequeno. Volte a ouvir aqui a última crónica de Daniel Ribeiro: 

 

Franceses copiaram os documentos do « pirata » Rui Pinto. Para eles não desaparecerem em Portugal

« Football Leaks ». Justiça francesa recolheu documentos de Rui Pinto e promete partilhá-los. Autoridades francesas foram a Budapeste e copiaram documentos do « hacker » agora detido em Portugal. Estavam com receio que fossem destruídos em Portugal. Posteriormente, soube-se que as autoridades belgas também copiaram os documentos.

As autoridades francesas copiaram os documentos armazenados por Rui Pinto com receio que os ficheiros acabassem destruídos em Portugal.

Segundo a revista alemã Der Spiegel, antes do pirata informático ser extraditado para Lisboa, os investigadores franceses apressaram-se a viajar até Budapeste para negociar com a Justiça húngara a cópia de todos os ficheiros.

Rui Pinto já entregou cerca de 70 milhões de documentos, muitos deles divulgados pela revista alemã, dando origem a diversas investigações judiciais.

As autoridades francesas negociaram a cópia do acervo de documentos encriptados do pirata informático português e não revelaram de imediato as razões deste pedido às homólogas húngaras. Estavam com receio que fossem destruídos em Portugal.

Rui Pinto, o denunciante português da Football Leaks, chegou a Portugal na semana passada, onde está preso preventivamente.

 

A hora muda no domingo. Deverá ser assim até 2021

O Parlamento Europeu pronunciou-se a favor da proposta de fim da mudança de hora bianual, mas apenas em 2021. Agora, é preciso que os estados-membros cheguem a uma posição comum em sede do Conselho da União Europeia.

Vamos adiantar os relógios uma hora na madrugada de domingo, dando início ao horário de verão, indica o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

Na madrugada de 31 de março, no domingo, em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, à 01:00, e em França às 02:00, os relógios devem ser adiantados 60 minutos passando para as 02:00 e 03:00 respetivamente.

Na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita à meia-noite, 00:00, de domingo, passando para a 01:00.

A hora legal volta a mudar a 27 de outubro, marcando a mudança para o regime de inverno, atrasando os relógios uma hora.

No final de agosto do ano passado, o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, anunciou que a instituição iria propor formalmente o fim da mudança de hora na União Europeia, depois de um inquérito não vinculativo feito a nível comunitário, segundo o qual mais de 80% dos inquiridos disseram preferir manter sempre o mesmo horário.

Em outubro, o primeiro-ministro, António Costa, defendeu que Portugal deve manter o atual regime bi-horário e ter uma hora de verão e uma hora de inverno, considerando que « o bom critério e único é o critério da ciência ».

Na terça-feira, o Parlamento Europeu pronunciou-se, em Estrasburgo, França, a favor da proposta de fim da mudança de hora bianual, mas apenas em 2021, e não já este ano, como propunha inicialmente a Comissão Europeia.

Depois de o Parlamento Europeu ter adotado a sua posição, através da aprovação de um relatório da comissão parlamentar de Transportes com 410 votos a favor, 192 contra e 51 abstenções, falta agora que os Estados-membros cheguem a uma posição comum em sede do Conselho da União Europeia, devendo depois a proposta de diretiva (lei comunitária) ser acertada entre estas duas instituições.

O texto aprovado no hemiciclo, elaborado pela comissão de Transportes do Parlamento Europeu, defende que as datas indicadas na proposta da Comissão Europeia para a abolição do acerto sazonal dos relógios são prematuras, já que os Estados-membros devem « dispor de tempo e da possibilidade de realizarem as suas próprias consultas públicas e avaliações de impacto, a fim de compreender melhor as implicações da abolição das mudanças de hora sazonais em todas as regiões ».

Segundo o Parlamento Europeu, caberá a cada Estado-membro decidir se quer aplicar a hora de verão ou a hora de inverno, mas os países da União Europeia deverão todavia coordenar entre si a escolha das respetivas horas legais, de modo a salvaguardar o bom funcionamento do mercado interno, e notificar essa decisão a Bruxelas até 01 de abril de 2020, o mais tardar.

O relatório propõe que a última mudança obrigatória para a hora de verão ocorra no último domingo de março de 2021. Os Estados-membros que optem pela hora de inverno acertariam ainda uma vez os relógios no último domingo de outubro de 2021. Após essa data, as mudanças de hora sazonais deixariam de ser possíveis.

O atual regime de mudança da hora é regulado por uma diretiva (lei comunitária) de 2000, que prevê que todos os anos os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro, marcando o início e o fim da hora de verão.

Alfa/Lusa

Três homens criaram réplica do escritório do MNE francês e roubaram €8 milhões

Israel. Três homens criaram réplica do escritório do MNE francês e roubaram €8 milhões.

Jean-Yves Le Drian, ministro francês dos Negócios Estrangeiros – DANISH SIDDIQUI/REUTERS

O grupo, que foi preso no mês passado, terá dito a vários empresários e diretores de grandes empresas do mercado bolsista francês que o dinheiro era necessário para operações secretas e para pagar o resgate de reféns na Síria e no Mali. Um deles ter-se-á feito passar pelo ministro Jean-Yves Le Drian em chamadas Skype, para tornar a história mais credível.

Alfa/Expresso. Por Hélder Gomes

A polícia israelita prendeu três homens acusados de roubarem oito milhões de euros a um empresário, depois de um deles se fazer passar pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros. Os suspeitos, alegadamente franco-israelitas e com idades compreendidas entre os 37 e os 47 anos, terão criado uma réplica do escritório do ministro Jean-Yves Le Drian para realizarem chamadas Skype.

O trio, que rejeita as acusações, terá dito a vários empresários e diretores de grandes empresas do mercado bolsista francês que o dinheiro era necessário para operações secretas e para pagar o resgate de reféns na Síria e no Mali. A detenção ocorreu a 26 de fevereiro, segundo revelou esta quinta-feira a imprensa francesa.

Os suspeitos diziam aos empresários que as transações tinham de ser mantidas em segredo. Apenas uma pessoa abordada pelo grupo deu efetivamente dinheiro, de acordo com os media israelitas.

MÓVEIS IGUAIS, RETRATO DE MACRON E BANDEIRA FRANCESA

A réplica do escritório do chefe da diplomacia francesa, construída em Israel, incluía móveis iguais, um retrato do Presidente Emmanuel Macron e uma bandeira francesa ao fundo. “Eles telefonavam, enviavam emails e, às vezes, usavam o Skype para conversação com vídeo, fazendo-se [um deles] passar pelo próprio ministro”, revelou uma fonte ao jornal “Le Parisien”.

A polícia francesa trabalhou com uma unidade especial israelita para localizar os suspeitos em Telavive. Os três homens foram capturados quando se aproximavam de uma nova vítima que se preparava para lhes entregar dois milhões de euros, acrescenta o jornal.

Dois deles foram imediatamente capturados, enquanto o terceiro tentou fugir mas acabou também por ser preso. As autoridades terão apreendido um iate relacionado com o caso.

Fala francês, é casado com uma francesa. Uma entrevista surpreendente de Salvador Sobral ao « 20 Minutes »

Salvador Sobral: «Les Français sont un public difficile», estime le Portugais vainqueur de l’Eurovision

INTERVIEW Le chanteur portugais Salvador Sobral évoque pour « 20 Minutes » son nouvel album jazz qui sort ce vendredi, son rapport à la France et le concours Eurovision qu’il a remporté en 2017

Propos recueillis par Fabien Randanne

 

  • L’artiste portugais Salvador Sobral sort ce vendredi son deuxième album, « Paris, Lisboa ».

  • Le chanteur de 29 ans, qui a remporté l’Eurovision en 2017, revient à la musique après une longue hospitalisation en raison de problèmes de santé.

  • Salvador Sobral a un lien particulier avec la France. Son épouse, l’actrice Jenna Thiam, est française et ses séjours à Paris représentent pour lui « une libération », comme il l’explique à « 20 Minutes »

« En France, personne ne me connaît, ni ma musique », déplore d’emblée Salvador Sobral à l’autre bout du téléphone. Pourtant, le chanteur de 29 ans n’est pas complètement inconnu chez nous, ne serait-ce que parce qu’il a offert au Portugal​ sa première victoire à l’ Eurovision. C’était en 2017. Dans la foulée, alors qu’il devenait une gloire nationale, il a dû mettre sa carrière entre parenthèses pour ménager sa santé. Souffrant d’une insuffisance cardiaque, il a bénéficié d’une transplantation en décembre 2017. Celle qui fait battre son cœur, c’est l’actrice française Jenna Thiam, qu’il a épousée cet hiver. Grâce à elle – « à cause de l’amour », dit-il – il s’est mis à apprendre la langue de Molière, qu’il maîtrise brillamment. La preuve sur La Souffleuse, une chanson de son nouvel album, Paris, Lisboa, qui sort ce vendredi. Un disque tourné vers le jazz et, à l’image de l’interprète, empreint de sensibilité et d’envolées joyeuses. Deux aspects que l’on retrouve dans l’interview qu’il a accordée à 20 Minutes. La toute première qu’il a donnée intégralement en français.

Comment allez-vous ?

Là, je suis très bien. Je peux faire ma vie complètement normalement. J’ai été vraiment mal, l’année dernière. Et là, je peux courir, je peux jouer au foot, je peux vivre, quoi. C’est un peu bizarre parfois, je n’aurais jamais pensé que je pourrais vivre aussi normalement comme je le fais aujourd’hui. Je suis tellement reconnaissant de ça. C’est incroyable. J’ai bien récupéré, je suis jeune et le corps se régénère plus facilement. Ma motivation, l’envie de sortir de l’hôpital, ça m’a aidé aussi.

Il vous a été facile de revenir à la musique après votre hospitalisation ?

Physiquement, il y a eu des obstacles parce que ma voix a un peu changé. Ce sont des trucs techniques qui se jouent au niveau du diaphragme. J’ai dû faire une sorte de rééducation, tout seul dans ma chambre, en écoutant mes propres albums. Je m’imitais en chantant pour retrouver ma voix. Ça, c’était un peu difficile mais je pense que, là, je suis à 97 % de mes capacités. Emotionnellement, c’est trop tôt pour dire si je suis guéri totalement. Cela ne fait pas longtemps et à chaque fois que je pense à l’hôpital, je souffre encore un peu. Je n’ai pas encore tout surpassé.

Cette épreuve a nourri votre inspiration ?

Bien sûr. Tout ce que je vis est important pour ma musique. Que ce soir une belle chanson que j’écoute, un bon dîner, le fait d’être amoureux… accompagne ma musique et m’influence. La maladie et la guérison, ça a changé mon art aussi.

Votre album s’intitule « Paris, Lisboa ». Pourquoi ce titre ?

Quand je suis sorti de l’hôpital, j’ai commencé à faire beaucoup d’allers-retours entre Lisbonne et Paris parce que ma femme y vivait. C’était la première fois que je pouvais voyager tranquillement donc, pour moi, Paris représentait vraiment une libération. Ma compagne travaillait, je me promenais dans la ville, j’écoutais beaucoup de musique, j’allais à des jazz sessions au Duc des Lombards, au Sunset-Sunside, au Baiser Salé… J’ai aussi beaucoup lu, j’allais au cinéma. C’était vraiment important pour moi. Et Paris Lisboa est aussi un hommage à Paris, Texas de Wim Wenders que j’adore. C’est mon film préféré.

Vous connaissiez Paris auparavant ?

J’avais visité Paris en touriste. Mais je ne connaissais pas le Paris des Parisiens. Ma femme m’a présenté tout le côté artistique, le théâtre… J’adore le cinéma à Paris, on n’a pas ça à Lisbonne, malheureusement. Mon truc préféré dans cette ville, ce sont les petites salles. J’adore Le Champo [un cinéma du 5e arrondissement].

Dans la chanson « La Souffleuse », c’est la voix de votre femme, qu’on entend ?

(Il rit) Oui, oui. C’était une sorte d’hommage à Serge Gainsbourg parce que, parfois, il avait un petit chant comme ça (il prononce ces mots en les susurrant) et je trouvais ça rigolo. Tu as aimé la chanson ?

Beaucoup !

J’aimerais bien que les Français l’écoutent mais c’est difficile, la France est un marché difficile…

Le jazz s’adresse à un marché de niche…

Ça, c’est dans tous les pays. Le truc avec la France, c’est que les Français n’écoutent que de la musique française.

Et anglo-saxonne aussi…

Oui, oui. Mais ils sont difficiles comme public, mais moi, j’adore ça. C’est un bon challenge.

Vous ne pensez pas que la communauté portugaise de France, qui est très importante, pourrait être un public que vous pourriez atteindre ?

Bien sûr, j’adorerai avoir des Portugais dans mes concerts en France, si un jour j’en fais. C’est bien d’avoir des Portugais, mais si je suis en France, j’aimerais avoir des Français. Quand les chanteurs de fado viennent en France, ils ne jouent que pour des Portugais. J’ai beaucoup de respect pour les émigrés portugais. Ils ont travaillé dur en France, dans des milieux difficiles comme la construction ou comme concierges. C’est une génération très importante pour nous. Mais bien sûr que j’aimerais aussi jouer pour des Français, c’est compréhensible.

Sur votre album, vous chantez en portugais, évidemment, mais aussi en espagnol, en anglais… Vous voulez atteindre le public le plus international possible ?

Pas du tout. La langue pour moi n’est qu’un véhicule pour la musique. La langue est un instrument. Quand je reçois une mélodie, je pense soit en portugais, en espagnol ou en anglais.

Vous avez écouté la version française d’« Amar Pelos Dois », la chanson avec laquelle vous avez gagné l’Eurovision, par le duo Madame Monsieur ?

C’est possible, mais je ne suis pas sûr. J’ai entendu tellement de versions. Il faudrait que je l’écoute. Peut-être que si un jour je joue en France, je pourrais la faire. C’est beau ?

C’est une version que j’aime beaucoup, en tout cas.

La traduction est bien ? Parce que ça c’est difficile…

Il me semble qu’elle est plutôt fidèle au texte original. Je vous laisserai juger. Est-ce que vous regrettez d’avoir participé à l’Eurovision ?

Jamais ! Je ne parlerais pas avec toi si je n’avais pas participé. J’étais en Chine la semaine dernière, je n’y serais jamais allé si je n’avais pas gagné l’Eurovision. Je suis vraiment reconnaissant envers le concours. Bien sûr qu’il y a eu des côtés mauvais, quand j’étais malade, ou avec la presse qui a pu être méchante… Mais là, je ne vis que de belles choses que l’Eurovision m’a apporté. Etre écouté par 200 millions de personnes, ce n’est pas rien.

Après votre victoire, vous avez pris position contre ce que vous avez appelé « la musique fast-food » et vous avez été beaucoup critiqué pour ça. Vous maintenez ces propos ?

J’étais vraiment fondamentaliste à l’époque, parce que pendant une semaine je n’ai écouté que ça [les chansons de l’Eurovision] et je ne pense pas que cette musique soit délivrée avec une vérité émotionnelle. Mais tout le monde a le droit de faire ce qu’il veut. Je ne pense plus comme ça. Je ne suis personne pour dire quelle musique est bonne ou non. Si la musique est donnée avec honnêteté, ça me va. A l’Eurovision, il y a un mélange de beaucoup de choses : c’est le spectacle, les lumières, la danse… La chanson se perd un peu dans tout ça.

Vous êtes la preuve du contraire puisque vous avez gagné sans chorégraphie ni pyrotechnie, non ?

Exactement. C’était l’exception. A l’Eurovision, c’est la proposition la plus différente des autres qui gagne, je pense. Cette année-là, c’était moi. L’année d’après, à Lisbonne, c’était la meuf qui faisait… [il s’interrompt] Je dis « meuf » parce que je ne sais pas comment dire, tu vois, j’ai appris le français slang [argotique]. Je crois qu’on ne dit pas « meuf »

On dit « femme »

La femme, voilà. Et puis mec aussi, mec. (Il rit). La femme qui a fait cette chanson [Netta Barzilai], avec ses bruits de poule, se démarquait. C’est toujours quelque chose de très différent et « choquant » qui gagne.

Vous n’avez d’ailleurs pas caché que vous n’aimiez pas la chanson de Netta Barzilai…

C’est pas mon truc, je ne vais pas acheter son disque, ça c’est sûr. Mais peut-être qu’elle n’achètera pas mon album non plus (il rit).

Faire des concerts en France, c’est en projet ?

Il n’y a pas de date encore. Comme je suis chez Warner Music, je crois que ça commence à bouger. Mais je suis un pessimiste, un pessimiste discret. Je me dis que je ne vais pas jouer en France et puis, un jour on m’appellera pour me dire qu’on va faire un concert à Paris, et moi, je serai complètement hystérique.

Emigrantes podem pedir apoio para voltar a Portugal a partir desta sexta-feira. Programa Regressar

Programa Regressar: emigrantes podem pedir apoio para voltar a Portugal a partir desta sexta-feira.

Alfa/ O Jornal Ecnómico: Por Joana Almeida (adaptação Alfa)

Os trabalhadores portugueses que emigraram e querem regressar a Portugal vão poder aderir ao Programa Regressar, a partir desta sexta-feira. O programa estratégico visa apoiar o regresso dos emigrantes e lusodescendentes para “fazer face às necessidades de mão-de-obra que hoje se fazem sentir nalguns setores da economia portuguesa” e aprofundar a sua relação com a sua comunidade de origem.

A resolução do Conselho de Ministro publicada esta quinta-feira em Diário da República aprova o Programa Regressar, que foi concebido pelo Executivo de António Costa para responder a três desafios iniciais: o desafio da coesão nacional e social, o desafio de garantir um novo motor de desenvolvimento da economia e o desafio de contribuir para o rejuvenescimento demográfico do país.

No documento, o Governo refere-se a esta iniciativa como um “programa estratégico de apoio ao regresso para Portugal de trabalhadores que tenham emigrado, ou seus descendentes, para fazer face às necessidades de mão-de-obra que hoje se fazem sentir nalguns setores da economia portuguesa, reforçando a criação de emprego, o pagamento de contribuições para a segurança social, o investimento e o combate ao envelhecimento demográfico”.

O Programa Regressar prevê a “criação de novos incentivos que reduzam os custos do regresso a Portugal e que facilitem a transição profissional e geográfica para os trabalhadores e para os seus agregados familiares”. No que toca à integração laboral, o programa vai disponibilizar ofertas de formação profissional aos emigrantes portugueses que queiram regressar a Portugal, bem como a reconversão profissional para facilitar a sua integração no mercado de trabalho português.

O programa prevê ainda, entre outras coisas, o lançamento de uma linha de crédito específica para os investidores e para os emigrantes portugueses que queiram investir.

Para isso, vai ser criada uma estrutura dedicada em exclusivo à sua operacionalização e acompanhamento, funcionando de forma transversal e em permanente contacto com todas as áreas governativas. Esta estrutura vai funcionar “de forma transversal e em permanente contacto com todas as áreas governativas, de acordo com as necessidades dos cidadãos elegíveis e beneficiários do Programa, bem como uma rede de pontos focais e uma comissão de coordenação interministerial”.

FPF exige reintegração do Gil Vicente na I Liga de futebol na época 2019/20

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) exigiu hoje a reintegração do Gil Vicente na I liga portuguesa na próxima época, considerando que deve ser respeitada a decisão judicial de junho de 2016.

Em comunicado, o organismo federativo diz não aceitar que “as expetativas criadas em todas as entidades e agentes desportivos, por via das alterações regulamentares e deliberações tomadas no seio da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), sejam frustradas neste momento, com impactos negativos em todas as competições seniores nacionais”.

A FPF garante que “os factos mais recentes vindos a público, quase três anos após a primeira decisão”, em nada alteram a sua posição e assegura que não terá “uma atitude passiva” na matéria.

Despromovido à II Liga na época 2006/07, por alegada irregularidade na utilização de Mateus, avançado atualmente no Boavista, o Gil Vicente viu a LPFP anunciar a sua reintegração na I Liga em 12 de dezembro de 2017, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, em 2016.

Esta instância de recurso declarou nula a decisão de descida do Gil Vicente tomada pelo Conselho de Justiça da FPF, em agosto de 2006.

Na sequência disso, a LPFP aprovou, após recomendação da FPF, a reintegração do emblema de Barcelos no principal escalão na época 2019/20, determinando que, na presente temporada, fossem despromovidos três clubes e promovidos dois da II Liga.

Atualmente, o Gil Vicente disputa a Série A do Campeonato de Portugal – terceiro escalão –, sem que os seus jogos contem para a classificação, por determinação federativa.

Recentemente vários clubes do principal escalão admitiram recorrer à justiça para impugnar o campeonato, alegando que a decisão judicial de 2016 não obriga à reintegração do clube de Barcelos.

Na quarta-feira, o diário desportivo Record revelou ainda o memorando de entendimento com vista à reintegração, assinado em 12 de dezembro de 2017, entre Liga, Gil Vicente e Belenenses [o clube que permaneceu na I Liga, após o caso Mateus], contempla duas versões, uma das quais omite cláusulas relativas a uma indemnização a pagar pela FPF ao clube minhoto.

Alfa/Lusa.

Ouça esta crónica de Carlos Pereira. Governo quer lusodescendentes a estudar em Portugal. « Mais vale tarde do que nunca »

« Mais vale tarde do que nunca ». Governo português quer atrair lusodescendentes para estudar em Portugal. Mas só toca a sineta do afeto agora. Eis a razão: volte a ouvir aqui a opinião de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:

Bebé de grávida em morte cerebral nasceu esta quinta-feira no Porto

Bebé de grávida em morte cerebral nasceu esta quinta-feira no Hospital de São João. A mãe da criança, de 26 anos, ficou em morte cerebral quando estava com 12 semanas de gravidez, tendo sido mantida em suporte orgânico de vida até às 32 semanas de gestação.

Alfa/Lusa

O filho de uma grávida em morte cerebral mantida em suporte orgânico no Hospital de São João, no Porto, nasceu esta quinta-feira, às 4h32 e está internado no Serviço de Neonatologia, disse à Lusa fonte daquela unidade hospitalar.

A mãe da criança estava internada no Serviço de Neonatologia do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ) « em morte cerebral, mantida em suporte orgânico até se atingirem as condições de maturidade fetal necessárias para a realização do parto », informou na quarta-feira aquele hospital.

A unidade hospitalar indicava ainda que « a família tem sido informada do evoluir da situação e do plano previsto », que previa que o parto acontecesse na sexta-feira.

De acordo com o « Jornal de Notícias », a mãe da criança, de 26 anos, teve um ataque de asma e ficou em morte cerebral quando estava com 12 semanas de gravidez, tendo sido mantida em suporte orgânico de vida até a criança atingir as 32 semanas de gestação.

Este é o segundo bebé a nascer em Portugal com uma mãe em morte cerebral. O primeiro, Lourenço, nasceu em 2016 no Hospital de S. José, em Lisboa, depois de a respetiva comissão de ética ter concordado manter a mãe ligada às máquinas até às 32 semanas de gravidez.

Naquele caso, o feto sobreviveu 15 semanas na barriga da mãe que estava em morte cerebral depois de ter sofrido uma hemorragia intracerebral, tendo sido o período mais longo alguma vez registado em Portugal.

Médicos e membros do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida ouvidos esta semana pelo jornal Público afirmaram não ter dúvidas de que prolongar artificialmente as funções vitais da mãe faz sentido, desde que a família concorde, uma vez que há um valor preponderante, que é o de uma vida, a da criança.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal, Luís Graça, disse ao diário que optar por deixar crescer um feto no útero da mãe em morte cerebral faz todo o sentido. « Se podemos salvar um ser vivo, não há dúvidas nem discussões éticas a fazer-se », defendeu.

Gonçalo Cordeiro Ferreira, que preside à Comissão Nacional de Saúde Materna, da Criança e do Adolescente observou, em declarações ao jornal, que « cada caso é um caso com as suas peculiaridades », pelo que « não há jurisprudência ética ».

O médico defendeu que esta é uma situação que levanta não apenas questões éticas mas também técnicas, descrevendo que os cuidados intensivos e de obstetrícia « têm que fazer o milagre » de reproduzir as condições e as substâncias necessárias à gestação do bebé com a mãe em suporte avançado de vida.

Miguel Oliveira da Silva, ex-presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), afirmou ao Público que, « se se pode salvar a criança », acha « muito bem ».

Acrescentou que há « pouquíssimos casos deste tipo no mundo » e que ninguém sabe quais serão as consequências deste processo, sobretudo a nível psicológico », notando que, « ponderando todos os riscos, trata-se sempre de uma criança que vai poder viver ».