George Pell: o cardeal que fazia « guerra ao sexo » enquanto abusava de crianças

O tesoureiro do Vaticano foi suspenso pelo Papa Francisco e impedido de “estar em contacto, de qualquer maneira, com menores”. Ao longo de 30 anos, foram várias as posições conservadoras que tomou.

É o número três do Vaticano e tornou-se, na noite de segunda-feira, no clérigo católico mais importante do mundo a ser condenado por crimes sexuais contra menores.

George Pell, tesoureiro do Vaticano e ex-conselheiro do Papa Francisco, foi considerado culpado de cinco crimes sexuais contra crianças, cometidos há mais de 20 anos, quando era arcebispo da sacristia da Catedral de São Patrício, em Melbourne – numa altura em que os dois rapazes faziam parte do coro da igreja e tinham cerca de 13 anos de idade.

O clérigo negou sempre todas as acusações. Neste momento, o cardeal está suspenso pelo Papa Francisco e impedido de “estar em contacto, de qualquer maneira, com menores”.

Apesar dos crimes que cometeu, o cardeal apresentou, ao longo dos anos, uma postura conservadora e inflexível em questões relacionadas com o sexo – como a homossexualidade e a contracepção, opondo-se-lhes completamente. Num artigo de opinião, o jornalista David Marr, do Guardian Australia, chamou-lhe “brutal” e “dogmático”: “George Pell fez uma guerra ao sexo – mesmo quando abusava de crianças”.

Também se apresentava contra a ordenação de mulheres para o sacerdócio, era contra o divórcio e o aborto – que classificou, em 2002, como “um escândalo moral maior” do que os abusos a jovens. São estas as frases que o colocaram sob os holofotes mediáticos nos últimos 30 anos.

Alfa/Jornal Público.

FIFA cria competição de desportos eletrónicos destinada a seleções nacionais

A FIFA anunciou a criação de uma nova competição internacional de desportos eletrónicos, designada eNations Cup e destinada a seleções nacionais, que se vai realizar entre 13 e 14 de abril de 2019.

O torneio será composto por 16 equipas, cada uma com dois jogadores, que vão representar países de todas as confederações do organismo regulador do futebol mundial, entre as quais a UEFA.

O português Luís Vicente, diretor do departamento de transformação e inovação digital do organismo, assinalou que “um torneio dedicado às nações é mais um passo significativo para a FIFA e para o desenvolvimento do ‘eFootball’ mundial”.

“A FIFA eNations Cup também vai permitir melhorar a nossa interação com os fãs e jogadores de todo o mundo, para além de permitir às nossas federações desenvolver e iniciar programas e competições nos seus respetivos países”, explicou, em declarações publicadas no site oficial do organismo internacional.

https://twitter.com/FIFAeWorldCup/status/1100327967618670593

Alfa/Lusa.

PSD considera « muito grave » os atrasos nas pensões de emigrantes no Luxemburgo

PSD considera « muito grave » caso das pensões de emigrantes no Luxemburgo. O deputado social-democrata Carlos Gonçalves considerou nesta segunda-feira, 25, « muito grave » os atuais atrasos da Segurança Social na atribuição de pensões a emigrantes portugueses no Luxemburgo com carreira contributiva também em Portugal.

Alfa/Lusa

Carlos Gonçalves, que contactou com a comunidade de portugueses no Luxemburgo nos últimos dias, referiu à agência Lusa que « as pessoas têm cada vez mais dificuldades em perceber porque é que não conseguem receber a sua reforma ».

O deputado, eleito pelo círculo da Europa, asseverou que os atrasos na atribuição de pensões e também de subsídios de desemprego e Abono de Família está « a prejudicar bastante a vida das pessoas ».

« Esta questão dá uma imagem de Portugal junto das autoridades luxemburguesas muito, muito negativa. Por isso, as pessoas estão desiludidas, algumas mesmo desanimadas, apenas porque, no plano administrativo, a Segurança Social portuguesa, e muito particularmente o Centro Nacional de Pensões, não envia o que tem de enviar, que é o formulário com o tempo de descontos », afirmou Carlos Gonçalves.

Afirmando a necessidade de o Governo tomar « medidas concretas », o deputado do PSD lembrou a visita do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, ao Luxemburgo, no início deste mês.

« As respostas foram apenas do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas e não da tutela, o Ministério da Segurança Social ou do Instituto da Segurança Social, avançando que havia uma permanência social [comissão de acompanhamento], em que as questões mais relevantes seriam discutidas durante o mês de março e tentar identificar casos mais gritantes », disse ainda.

Carlos Gonçalves sustentou que « o problema não se resolve com permanências sociais, resolve-se em Portugal, na Segurança Social, no Centro Nacional de Pensões, que, já se percebeu, não tem meios humanos e técnicos para dar resposta a esta questão e, mais do que isso, parece que há também um problema de gestão ».

« É tempo de, claramente, agirem rapidamente para resolverem o problema. O Governo avança com um prazo de seis meses e, depois, um segundo prazo que é até ao final do ano. Num ano de eleições, imagine-se o que as pessoas estão a pensar », disse o deputado, que, no Luxemburgo, reuniu com conselheiros das comunidades portuguesas e com a comissão de acompanhamento da questão das pensões.

Carlos Gonçalves contactou também autoridades do Luxemburgo, onde vivem cerca de 110 mil portugueses, num país com 540 mil habitantes.

A Associação Raras, que representa emigrantes portugueses no Luxemburgo, já divulgou anteriormente que aguarda « imensas respostas » do Centro Nacional de Pensões (CNP) de Portugal em processos que se arrastam há anos, um deles há 14 anos, sem que os direitos do cidadão sejam garantidos.

A presidente da Associação Raras, Isabel Ferreira, revelou, como exemplo, que o processo de pensão de invalidez de um emigrante português foi pedido aos serviços portugueses o extrato de contribuições em Portugal há 14 anos, ao mesmo tempo em que deu entrada na Caixa Nacional Seguro de Pensão (CNAP), entidade luxemburguesa.

Noutro dossiê na Associação Raras, um emigrante português, com 46 anos de carreira contributiva em Portugal, aguarda que a diligência realizada em maio do ano passado possa lançar três anos em falta no extrato de carreira contributiva em Portugal.

A inscrição desses três anos foi pedida ao CNP, que espera o lançamento pela Segurança Social de Leiria do período em falta, após o qual emite o documento para enviar para o Luxemburgo.

« O beneficiário continua a ser obrigado a trabalhar no Luxemburgo, sem capacidade de saúde, vendo-se obrigado a entrar em baixa médica, apenas porque Portugal é tardio no envio de documentação », explicou Isabel Ferreira, revelando que o beneficiário admite mesmo « abdicar dos três anos de carreira em Portugal » para que a situação se resolva.

Outros processos reúnem situações que Isabel Ferreira classifica de « caricatas », como o de um « dossiê encerrado pela CNP » depois de envio de carta para Luxemburgo em que apenas estava indicado o nome da rua (não tinha código postal nem localidade) ou o de outra beneficiária que está privada a subsídio de desemprego do Luxemburgo e inclusive ao direito à saúde porque o CNP remeteu processo para a Segurança Social do Porto, que, por sua vez, enviou para Coimbra, « sem qualquer resposta ».

 

Luísa Semedo foi a uma reunião dos coletes amarelos e gostou do que viu

Imagine o que fez a nossa cronista, Luísa Semedo, na passada sexta-feira à noite. Foi a uma reunião nas Yvelines dos coletes amarelos que juntou 450 pessoas e saiu muito positivamente impressionada com o debate.

Ouça nesta quarta-feira, 27, o relato do que viu a Presidente para a Europa do Conselho das Comunidades, que é doutorada em filosofia política e que não tem dúvidas em dizer que os coletes amarelos lançaram um movimento histórico em França.

Crónica para ouvir, na Rádio Alfa, na quarta-feira, alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

 

Liga Portuguesa de Futebol. Benfica goleia Chaves e continua a um ponto do FC Porto, Sporting empata na Madeira

O Benfica somou o oitavo triunfo consecutivo na I Liga portuguesa de futebol, ao golear em casa o Desportivo de Chaves por 4-0, em encontro da 26.ª jornada, mantendo-se a um ponto do líder FC Porto.

Rafa, aos 19 minutos, João Félix, aos 37, Seferovic, aos 43, isolando-se na liderança dos marcadores, com 15 tentos, e Jonas, aos 90, mantiveram o registo perfeito dos ‘encarnados’ na ‘era’ Bruno Lage, em vésperas da deslocação ao Dragão.

A formação da Luz passou a somar 56 pontos, no segundo posto, a um do FC Porto e já com mais sete do que o Sporting de Braga, enquanto os flavienses mantiveram-se com 19, no 17º e penúltimo lugar.

Antes desta partida, o Sporting tinha somado o quarto jogo sem ganhar nos últimos cinco jogos fora na I Liga, ao empatar 0-0 com o Marítimo, ficando a 11 pontos do líder FC Porto.

Por seu lado, o Marítimo pontuou em casa pela primeira vez na segunda volta, depois de duas derrotas, e subiu ao 12º posto, com 24 pontos, mais dois do que o Desportivo das Aves, o primeiro clube abaixo da ‘linha de água’, no 16º lugar.

Resultados da 23ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 22 fev:

Sporting de Braga – Belenenses, 0-2 (0-1 ao intervalo)

Tondela – FC Porto, 0-3 (0-1)

– Sábado, 23 fev:

Feirense – Moreirense, 1-3 (0-2)

Portimonense – Desportivo das Aves, 1-1 (0-1)

Vitória de Setúbal – Vitória de Guimarães, 1-1 (0-1)

– Domingo, 24 fev:

Santa Clara – Nacional, 2-0 (0-0)

Boavista – Rio Ave, 1-0 (1-0)

– Segunda-feira, 25 fev:

Marítimo – Sporting, 0-0

Benfica – Desportivo de Chaves, 4-0 (3-0)

Programa da 24ª jornada (Horas de Paris):

– Sexta-feira, 01 mar:

Desportivo das Aves – Boavista, 21:30

– Sábado, 02 mar:

Nacional – Tondela, 16:30

Moreirense – Vitória de Setúbal, 19:00

FC Porto – Benfica, 21:30

– Domingo, 03 mar:

Desportivo de Chaves – Santa Clara, 16:00

Belenenses – Feirense, 16:00

Rio Ave – Sporting de Braga, 18:30

Sporting – Portimonense, 21:00

– Segunda-feira, 04 mar:

Vitória de Guimarães – Marítimo, 22:15

Alfa/Lusa.

Francesa Total compra gigante das renováveis em Portugal por mais de 600 milhões

Petrolífera francesa Total compra gigante das renováveis em Portugal – notícia do Expresso-Diário desta segunda-feira.

A multinacional francesa entra diretamente para o quarto lugar da produção eólica em Portugal

Foto: STEPHANE MAHE / REUTERS

A Total venceu a corrida à compra da Novenergia, o quarto maior produtor de energias limpas em Portugal, com uma oferta superior a 600 milhões de euros, informa o Expresso.

O mesmo jornal acrescenta: « a Total, multinacional francesa do sector petrolífero, concluiu no final da semana passada a compra da Novenergia, sociedade que tem como principal ativo a Generg, que é o quarto maior produtor de energias renováveis em Portugal ».

Entre os grupos que também disputavam a aquisição da empresa de energias limpas estavam a estatal chinesa Datang, o fundo norte-americano Contour Global e a Finerge (outro dos grandes produtores de energia eólica em Portugal).

De acordo com a informação recolhida pelo Expresso, a Total ofereceu mais de 600 milhões de euros pela Novenergia, além de assumir a dívida do grupo. A oferta ficou ligeiramente acima da proposta que a Novenergia tinha recebido da Datang na primeira tentativa de venda, proposta essa que se aproximava dos 600 milhões.

A Novenergia é uma sociedade que tem a sua sede no Luxemburgo, e que é presidida pelo antigo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Pimenta.

Leia mais em Expresso-Diário

Avião que transportava Emiliano Sala não tinha autorização para voos comerciais

O departamento de investigação britânico de acidentes aéreos (AAIB) esclareceu hoje que o avião em que morreu o futebolista argentino Emiliano Sala, após despenhar-se no Canal da Mancha, não estava autorizado a operar voos comerciais.

A aeronave, registada nos Estados Unidos, « não podia ser utilizada para voos comerciais sem autorização da FAA e da CAA », as autoridades de regulação da aviação civil nos Estados Unidos e no Reino Unido, respetivamente, « não havendo qualquer prova de que essa autorização tivesse sido pedida ou concedida », escreveram os investigadores no relatório que apresentaram sobre o acidente.

Os investigadores indicam que David Ibbotson tinha uma licença de piloto emitida pela Agência Europeia para a Segurança da Aviação, mas essa licença não pressupõe necessariamente uma autorização para voar à noite, e a AAIB diz desconhecer se o piloto possuía ou não tal autorização.

« Estima-se que a licença e o registo do piloto se perderam com a queda da aeronave », escreveram os investigadores, sendo que o aparelho foi localizado, mas não recuperado, permanecendo a 67 metros de profundidade.

Os vídeos feitos por um robô no fundo do mar mostram a aeronave « severamente danificada », partida em três partes « mantidas apenas ligadas por cabos elétricos e cabos de controlo da aeronave ».

O jogador de 28 anos faleceu no passado dia 21 de janeiro, quando o avião em que viajava caiu no Canal da Mancha.

O corpo do futebolista foi encontrado dentro da avioneta, a norte da ilha de Guernsey, em 03 de fevereiro, sendo identificado quatro dias depois.

De momento, não há informação sobre o paradeiro de David Ibbotson, que pilotava o aparelho.

Sala tinha assinado contrato com o Cardiff City, por quem não chegou a ser apresentado, depois de ter marcado 12 golos em 19 jogos na Liga francesa de 2018/19, ao serviço do Nantes.

 

Alfa/Lusa.

Portugal melhora desempenho e ocupa 13º lugar em ‘ranking’ de saúde europeu

0

O Serviço Nacional de Saúde português teve um “forte desempenho” em 2018, colocando Portugal no 13.º lugar do ‘ranking’ de sistemas europeus, hoje divulgado, faltando melhorar questões como o tempo de agendamento de consultas e as infeções hospitalares.

O ‘ranking’ anual Euro Health Consumer Index classifica anualmente 35 serviços nacionais de saúde na Europa com base em indicadores como direitos e informação dos pacientes, acessibilidade, resultados, diversidade e abrangência dos serviços prestados, prevenção e produtos farmacêuticos. A lista é elaborada pela organização Health Consumer Powerhouse.

Em 2018, Portugal obteve 754 pontos, melhorando face aos 747 registados no ano anterior devido a um “forte desempenho” no Sistema Nacional de Saúde, o que lhe possibilitou passar de 14.º para 13.º lugar, segundo a informação hoje divulgada.

A liderar o ‘ranking’ está a Suíça (893 pontos), seguindo-se a Holanda (883), a Noruega (857), a Dinamarca (855) e a Bélgica (849).

Em sentido inverso, o pior classificado é a Albânia (544 pontos), seguida pela Roménia (549), Hungria (565), Polónia (585) e Bulgária (591).

Apesar da melhor classificação face ao ano anterior, Portugal continua de fora do ‘clube dos 800’, ou seja, dos países que obtiveram 800 pontos nos indicadores avaliados, para os quais o máximo é mil.

A pontuação de Portugal reparte-se em: 108 pontos para os direitos e informação dos pacientes (de um máximo de 125 atribuídos), 163 pontos na acessibilidade (de um máximo de 225), em 222 nos resultados (máximo de 278), 94 na diversidade e abrangência dos serviços prestados (máximo de 125), 89 na prevenção (máximo de 119) e 78 nos produtos farmacêuticos (máximo de 89).

Existem, porém, questões a melhorar.

No seu relatório, a Health Consumer Powerhouse aponta que “Portugal é o único país europeu a ter pior acesso a cuidados primários além da Suécia”, já que o prazo estimado para conseguir uma consulta, nomeadamente em centros de saúde, é até 15 dias.

Dos países analisados (com exceção de Montenegro, para os quais não são apontados dados), Portugal é, também, o quarto pior classificado no que toca a “infeções hospitalares adquiridas sendo resistentes”, atrás da Roménia, de Malta e da Sérvia.

Portugal fica ainda em sétimo lugar dos países com maior tempo de espera para tratamentos de cancro e é o segundo pior (sem contar com a Albânia) nas carências não satisfeitas em exames dentários.

Alfa/Lusa.

Benfica procura aproximação à liderança e Sporting aponta ‘mira’ ao Braga

O Benfica procura reaproximar-se do líder FC Porto, na receção ao Desportivo de Chaves, enquanto o Sporting visita o Marítimo com o terceiro lugar na ‘mira’, no fecho da 23ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Os ‘encarnados’, que na quinta-feira garantiram o apuramento para os oitavos de final da Liga Europa, perante os turcos do Galatasaray, vêm de sete vitórias no campeonato e recebem os flavienses, às 21:15, em vésperas de jogarem com os ‘dragões’, na próxima ronda da prova.

Na sexta-feira, os portistas venceram em Tondela (3-0) e aumentaram para quatro os pontos de vantagem sobre o segundo colocado (57 contra 53).

Sem o central Ferro, expulso no triunfo na Vila das Aves (3-0), e os lesionados Jardel, Fejsa e Salvio, além do nigeriano Ebuehi, Bruno Lage deve apostar no regresso do argentino Conti ao centro da defesa, diante do ‘aflito’ Desportivo de Chaves, que ocupa o 17.º e penúltimo posto da I Liga.

A ‘retoma’ dos transmontanos parecia estar em ‘marcha’, com os triunfos sobre Portimonense e Marítimo, mas seguiram-se dois desaires, com Sporting de Braga e Boavista, que mantiveram a equipa em zona de despromoção.

Antes, às 19:00, o Sporting defronta o Marítimo no Funchal, um terreno de má memória para os ‘leões’, que ali perderam na época passada, na última jornada do campeonato, dois dias antes dos acontecimentos na Academia do clube, em Alcochete.

Dias depois da eliminação da Liga Europa, aos ‘pés’ do Villarreal, a formação de Alvalade, quarta classificada (45 pontos), quer capitalizar a segunda derrota seguida do Sporting de Braga, terceiro (49 pontos), e reduzir para um ponto a diferença para os minhotos.

Ainda sem o francês Mathieu, mas com Acuña de regresso às opções de Marcel Keizer, o Sporting terá pela frente o 14º colocado, que na jornada transata bateu o Belenenses e pôs fim a uma série de três derrotas consecutivas.

Programa e resultados da 23ª jornada:

– Sexta-feira, 22 fev:

Sporting de Braga – Belenenses, 0-2

Tondela – FC Porto, 3-0

– Sábado, 23 fev:

Feirense – Moreirense, 1-3

Portimonense – Desportivo das Aves, 1-1

Vitória de Setúbal – Vitória de Guimarães, 1-1

– Domingo, 24 fev:

Santa Clara – Nacional, 2-0

Boavista – Rio Ave, 1-0

– Segunda-feira, 25 fev:

Marítimo – Sporting, 20:00

Benfica – Desportivo de Chaves, 22:15

Alfa/Lusa.

Venezuela: Espanha e Portugal contra intervenção militar

Espanha e Portugal contra intervenção militar na Venezuela colocada em cima da mesa por Guaidó e EUA.

Apoiantes do governo de Nicolas Maduro na manifestação de sábado

Foto: RAÚL MARTÍNEZ. Alfa/Expresso/Lusa

Ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha avisa que será condenada “firmemente qualquer intervenção militar estrangeira”, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirma que “todas as opções estão em cima da mesa”. Augusto Santos Silva também descarta intervenção externa

Josep Borrel, ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha, avisou hoje no Egito, no âmbito da cimeira União Europeia-Liga Árabe, que o seu país não apoiará uma intervenção militar estrangeira na Venezuela e assegurou que nem todas as soluções sobre a mesa ajudam a encontrar uma saída para esta crise.

Trata-se de uma posição relevante, dada a importância de Espanha no contexto das relações com os diferentes países da América Latina, mas que choca com as afirmações de Mike Pompeo, secretário de Estado norte-americano, para quem, pelo contrário, “todas as opções estão em cima da mesa”. As declarações de Pompeo revelam total sintonia com o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, que no sábado se dirigiu aos líderes internacionais para pedir um reforça da ajuda e admitiu o recurso a uma intervenção militar internacional.

O Minsitro dos negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, também veio entretanto esclarecer a posição protuguesa.Santos Silva defendeu hoje que a solução política para a Venezuela passa pela pressão política e diplomática internacional e não por confrontação interna, nem por uma intervenção militar externa.

“Para nós, a solução política de que a Venezuela carece não se obtém através de uma intervenção [militar] externa. Essa intervenção só agravaria ainda mais o problema. Há países que têm dito que todas as soluções estão em cima da mesa. Não é essa a posição da União Europeia. Nós achamos que a solução por via de uma confrontação interna não é solução, e a solução por via de uma intervenção externa também não é solução”, vincou Augusto Santos Silva, em declarações à agência Lusa.

O ministro espanhol, por sua vez, foi muito assertivo ao frisar que “nem todas as soluções estão sobre a mesa. Temos dito claramente que não apoiaremos e condenaremos firmemente qualquer intervenção militar estrangeira, que esperamos que não venha a acontecer”.

Citado pela agência Efe, o ministro precisou que a solução para a Venezuela tem de resultar de uma solução democrática, que envolva o povo venezuelano, e da realização de eleições presidenciais.

Acrescentou que é neste sentido que « Espanha tem procurado encontrar uma posição comum » junto dos parceiros europeus.

Numa entrevista à emisora « France 24 », emitida a 11 de fevereiro, o ministro das Relações Exteriores de Espanha já se tinha pronunciado contra uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, acentuando que esta não é a solução para a crise política que o país enfrenta.

Pompeo justifica as suas afirmações com a necessidade de « garantir que a democracia prevalece » na Venezuela e avisou que Washington “vai tomar medidas” após os distúrbios registados sábado.

“Todas as opções estão sobre a mesa. Vamos fazer o que for necessário para garantir que a democracia prevalece e que há um futuro melhor para o povo venezuelano”, referiu o secretário de Estado durante uma entrevista à cadeia de televisão Fox, em que foi questionado sobre a possibilidade de haver uma intervenção militar.

“Os dias de Maduro estão contados”, precisou Mike Pompeo citado pela agência Efe. O responsável da Administração Trump considerou o dia de sábado um “dia trágico”, tendo em conta os atos violentos que rodearam a entrada dos primeiros camiões com ajuda humanitária e que acabaram por resultar na morte de pelo menos quatro pessoas e em quase 300 feridos.

Neste contexto, Pompeo afirmou que Washington “vai tomar medidas”.

“Há mais sanções que podem ser aplicadas e mais assistência humanitária para oferecer”, precisou ainda o responsável pela diplomacia dos EUA, numa outra entrevista à CNN, mas sem avançar mais detalhes.

Mike Pompeo assinalou que o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, participa na segunda-feira numa reunião do Grupo de Lima, que vai decorrer em Bogotá (Colômbia), onde os EUA vão reafirmar o seu apoio a Juan Guaidó como o Presidente legítimo da Venezuela.

Através da plataforma Twitter, o secretário Estado escrever que “os Estados Unidos tomarão medidas contra aqueles que se opõem à restauração pacífica da democracia na Venezuela”, mas acrescentou que, “por agora, o tempo é de agir para apoiar as necessidades do desesperado povo venezuelano”.