Ouça esta crónica de Carlos Pereira. Governo quer lusodescendentes a estudar em Portugal. « Mais vale tarde do que nunca »

« Mais vale tarde do que nunca ». Governo português quer atrair lusodescendentes para estudar em Portugal. Mas só toca a sineta do afeto agora. Eis a razão: volte a ouvir aqui a opinião de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal:

Bebé de grávida em morte cerebral nasceu esta quinta-feira no Porto

Bebé de grávida em morte cerebral nasceu esta quinta-feira no Hospital de São João. A mãe da criança, de 26 anos, ficou em morte cerebral quando estava com 12 semanas de gravidez, tendo sido mantida em suporte orgânico de vida até às 32 semanas de gestação.

Alfa/Lusa

O filho de uma grávida em morte cerebral mantida em suporte orgânico no Hospital de São João, no Porto, nasceu esta quinta-feira, às 4h32 e está internado no Serviço de Neonatologia, disse à Lusa fonte daquela unidade hospitalar.

A mãe da criança estava internada no Serviço de Neonatologia do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ) « em morte cerebral, mantida em suporte orgânico até se atingirem as condições de maturidade fetal necessárias para a realização do parto », informou na quarta-feira aquele hospital.

A unidade hospitalar indicava ainda que « a família tem sido informada do evoluir da situação e do plano previsto », que previa que o parto acontecesse na sexta-feira.

De acordo com o « Jornal de Notícias », a mãe da criança, de 26 anos, teve um ataque de asma e ficou em morte cerebral quando estava com 12 semanas de gravidez, tendo sido mantida em suporte orgânico de vida até a criança atingir as 32 semanas de gestação.

Este é o segundo bebé a nascer em Portugal com uma mãe em morte cerebral. O primeiro, Lourenço, nasceu em 2016 no Hospital de S. José, em Lisboa, depois de a respetiva comissão de ética ter concordado manter a mãe ligada às máquinas até às 32 semanas de gravidez.

Naquele caso, o feto sobreviveu 15 semanas na barriga da mãe que estava em morte cerebral depois de ter sofrido uma hemorragia intracerebral, tendo sido o período mais longo alguma vez registado em Portugal.

Médicos e membros do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida ouvidos esta semana pelo jornal Público afirmaram não ter dúvidas de que prolongar artificialmente as funções vitais da mãe faz sentido, desde que a família concorde, uma vez que há um valor preponderante, que é o de uma vida, a da criança.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal, Luís Graça, disse ao diário que optar por deixar crescer um feto no útero da mãe em morte cerebral faz todo o sentido. « Se podemos salvar um ser vivo, não há dúvidas nem discussões éticas a fazer-se », defendeu.

Gonçalo Cordeiro Ferreira, que preside à Comissão Nacional de Saúde Materna, da Criança e do Adolescente observou, em declarações ao jornal, que « cada caso é um caso com as suas peculiaridades », pelo que « não há jurisprudência ética ».

O médico defendeu que esta é uma situação que levanta não apenas questões éticas mas também técnicas, descrevendo que os cuidados intensivos e de obstetrícia « têm que fazer o milagre » de reproduzir as condições e as substâncias necessárias à gestação do bebé com a mãe em suporte avançado de vida.

Miguel Oliveira da Silva, ex-presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV), afirmou ao Público que, « se se pode salvar a criança », acha « muito bem ».

Acrescentou que há « pouquíssimos casos deste tipo no mundo » e que ninguém sabe quais serão as consequências deste processo, sobretudo a nível psicológico », notando que, « ponderando todos os riscos, trata-se sempre de uma criança que vai poder viver ».

A crise dos media. Conferência na Gulbenkian de Paris, com editores dos The Economist e Financial Times

Início no dia um de abril do ciclo « Diálogos Gulbenkian » (coordenado por Ricardo Soares de Oliveira, Universidade de Oxford).

« A crise dos media. Informação e fim da verdade. Que fazer da crise dos media?  » –  Os problemas que coloca a crise que atinge os meios de informação de qualidade.  Com Sophie Pedder (The Economist) e Simon Kuper (Financial Times).

Conferência em inglês, com tradução simultânea em francês. « L’érosion de l’autorité des médias traditionnels, démarrée depuis des décennies et accélérée par l’avènement d’internet et des réseaux sociaux, est désormais aggravée par la désinformation active et le mépris pour les approches basées sur les faits ».

Ouça, na segunda-feira, na Rádio Alfa, a crónica, sobre esta conferência, de Miguel Magalhães, diretor  da delegação da Fundação Gulbenkian em Paris – alguns minutos antes das 7, 9, 11, 15, 17 e 19 horas.

 

« Calor anormal ». Mais de 100 incêndios em Portugal nesta quarta-feira

Os mais de 100 incêndios registados esta quarta-feira em Portugal mobilizaram mais de mil operacionais no terreno.

O adjunto de Operações Nacionais da Proteção Civil, Alexandre Penha, relaciona estes números com uma época de calor anormal.

O Governo decretou um alerta especial por causa do agravamento do risco de incêndio em todo o país. Todo o continente está em alerta contra incêndios florestais.

O alerta está em vigor até domingo, dia em que está prevista chuva.

Para limitar os riscos de incêndio, as queimadas foram proibidas até ao próximo domingo.

Mais de mil fogos tiveram origem em queimadas este ano e e já fizeram três mortos.

Os dados mais recentes indicam que Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) registou, entre 1 de Janeiro e 17 de Março, 1344 incêndios, com 1608 hectares de área ardida.

Eleições europeias. Marisa Matias: « A democracia está em jogo ». Domingo, no programa « Passagem de nível »

 “Passagem de nível” na Rádio Alfa – um programa de Artur Silva. Domingo, 31 de Março 2019, das 12h00 às 13h30.

 

 Tema em destaque:

-Eleições europeias: a cabeça de lista do partido português, Bloco de Esquerda (BE), a eurodeputada Marisa Matias, detalha prioridades neste escrutínio do dia 26 de Maio 2019. “A defesa da democracia está em jogo nestas eleições”, diz a dirigente do BE.

 

E ainda, em relevo:

– Solidariedade. Correr para a Misericórdia de Paris, dia 9 de Junho, em Jouy-en-Josas (78).

Convidados: António Fernandes, Provedor da Sta. Casa e Patrick da Eira, responsável da “Marcha Solidária”

Outros temas:

-Cerimónias da Batalha de La Lys, dia 13 de Abril. A CCPF, em colaboração com várias associações, organiza uma viagem para participar no evento.

Convidado: Parcidio Peixoto, Presidente da Associação Memória das Migrações

 

-Festival de Fado, dias 6 e 7 de Abril, no Trianon em Paris

Convidada: Valérie do Carmo, Presidente da Académie do Fado

Ciclone em Moçambique. O dever de ajudar um país irmão. Opinião por Luísa Semedo

O drama do ciclone Idai em Moçambique. Não chega chorar, temos de ajudar. Volte a ouvir aqui a última crónica de Luísa Semedo, Presidente para a Europa do Conselho das Comunidades Portuguesas, sobre este drama:

Idai. Liga portuguesa de futebol promove campanha de recolha de bens na 27ª ronda

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) vai promover em todos os jogos da 27º jornada da I e II ligas uma campanha de apoio a Moçambique, que foi atingido na semana passada pelo ciclone Idai.

Em comunicado, a LPFP explica que a campanha, promovida em parceria com a congénere moçambicana e a TAP, decorrerá em todos os estádios que recebam encontros da próxima ronda das duas competições de futebol profissional.

A campanha, denominada Futebol por Moçambique, é desenvolvida pela Fundação do Futebol, entidade da LPFP vocacionada para as questões de responsabilidade social.

De acordo com a LPFP, os bens recolhidos nos 18 estádios serão transportados para Moçambique pela TAP, “com a maior brevidade possível”.

A liga apela à doação de artigos essenciais, nomeadamente, vestuário, comida e bens de primeira necessidade, tendo também divulgado uma lista de outros produtos necessários, que inclui, entre outros, desinfetante de água, lençóis, mantas, redes mosquiteiras e pensos higiénicos.

Em Moçambique, a passagem do ciclone Idai causou 468 mortos, mais de 1.500 feridos, mais de 135 mil desalojados e deixou um rastro de destruição na zona centro do país.

A passagem do Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas, segundo dados das agências das Nações Unidas.

Alfa/Lusa.

Tabucchi e o seu amor por Portugal são lembrados em exposição em Paris

Amigos e admiradores do escritor italiano Antonio Tabucchi, que viveu em Portugal, prestaram-lhe homenagem hoje, em Paris, através de testemunhos, textos lidos pela atriz Maria de Medeiros e da inauguração de uma exposição sobre a sua vida e obra.

« Tabucchi et le Portugal » é o mote da exposição inaugurada hoje na delegação da Fundação Calouste Gulbenkiam em Paris, e que reúne livros, fotografias, cadernos pessoais e apontamentos de Antonio Tabucchi, autor italiano falecido em 2012 e que fez de Portugal a sua casa, assim como inspiração para a sua obra. A exposição fica patente até ao dia 28 de abril.

Paris foi também um dos locais onde Tabucchi viveu e estabeleceu laços, criando assim um eixo entre Itália, Lisboa e Paris.

« Foi através de Paris que ele chegou a Portugal. Ele foi estudante aqui [em Paris] durante um ano, antes de ir embora comprou aqui um livrinho, esse livrinho era poesia de Fernando Pessoa. Ele quis aprender a língua em que foi escrita essa poesia, conhecer Portugal e conheceu-me a mim. E agora temos uma neta », disse Maria José de Lencastre, mulher de Tabucchi e comissária desta exposição, em declarações à agência Lusa.

Para assinalar a inauguração da exposição, amigos e admiradores da sua obra reuniram-se esta quarta-feira numa conferência na delegação da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, para lembrar o escritor, juntando oradores de Itália, França e Portugal.

Para Anna Dolfi, professora de literatura italiana na Universidade de Florença, e oradora nesta conferência, a autodefinição da condição de Tabucchi, que ele apelidava de « estrangeirado », era a mais correta.

« Ele era um estrangeirado da Itália e pela Itália, um país de que nunca se afastou porque levou sempre com ele o mais importante, a língua italiana. Ele pertenceu aos três países, e quando estava em cada um deles era como se também não pertencesse realmente. Foi um estrangeirado em todo o lado, mesmo se, em todas as suas escritas e escolhas, ele fosse completamente italiano, francês e português », afirmou a académica.

Mas sem nenhuma divisão, segundo recordou o amigo José Sasportes, ex-ministro português da Cultura. « É um escritor italo-português, mas essa etiqueta não chega para explicar o que a descoberta de Portugal significou para o desenvolvimento da sua obra. Não há uma crise de identidade em Tabucchi, ele não estava dividido. Ele era múltiplo, como Pessoa », afirmou Sasportes durante a conferência.

As palavras escritas e ditas por Tabucchi também foram lembradas. « Como ele escreveu, a combinação de palavras é suficiente, muitas vezes, para criar uma vida. Ele tinha uma crença profunda e não decorativa nem poética nas palavras. Elas abrem o horizonte e levam-nos a todo o lado », indicou Adrien Bosc, autor do livro « Constellation », sobre a queda de um avião francês nos Açores, que também foi orador nesta conferência.

Já as próprias palavras de Tabucchi foram ditas por Maria de Medeiros, que leu à plateia o conto « Os Voláteis de Fra Angelico », em vários momentos da homenagem.

« Para mim é só felicidade ler estes textos. Identifico-me completamente com Antonio Tabucchi. Eu sou completamente estrangeirada e ainda bem. Estamos na origem da ideia da Europa, de que o Mundo é nosso e de que as fronteiras não são tão importantes assim », disse a atriz à agência Lusa.

Tabucchi continuará a ser recordado em Paris, já no dia 6 de abril na Maison de la Poésie, com o lançamento do livro « Tabucchi par lui même », publicado pelo Instituto Cultural Italiano, no âmbito do festival « Italissimo ».

Alfa/Lusa.

 L’Équipe. José Mourinho a caminho da Ligue 1?

O treinador português josé Mourinho, sem clube desde que foi demitido do Manchester United em dezembro de 2018, está na capa do jornal L’Équipe esta quarta feira. O prestigiado jornal francês coloca o treinador português na rota da Ligue 1, ainda assim, sem anunciar quais os possiveis clubes.

 

 

O jornal partiu das entrevistas recentes concedidas por Mourinho, que deixou no ar a possibilidade de assumir uma equipa no futebol francês na próxima temporada.

Lyon e o Mónaco aparecem como possíveis candidatos a oferecerem trabalho a Mourinho. A equipa do principado, é de resto e como se sabe, comandada por Leonardo Jardim, campeão nacional pelo clube há duas temporadas, demitido e recontratado este ano.

Em fevereiro, as especulações quanto a possibilidade do português trabalhar em França ganharam corpo, muito por culpa da sua viagem a Lille para assistir a uma partida.

Após o embate com o Montpellier, que terminou empatado 0 a 0, o Special One afirmou que a sua presença tinha a ver com um convite.

Nos bastidores, o empresário Jorge Mendes também nega que Mourinho tenha um contrato com algum clube francês.

José Couceiro pede calma na euforia do futebol jovem

O diretor técnico nacional analisou os resultados positivos alcançados pelas seleções dos vários escalões de formação.

Terça-feira foi um dia de glória para as seleções nacionais jovens, com a qualificação dos sub-19 e sub-17 para a fase final dos campeonatos da Europa, a que se junta a presença dos sub-20 no mundial da categoria.

José Couceiro admitiu, que são boas notícias para a Federação Portuguesa de Futebol e “representam um trabalho conjunto de vários setores federativos e dos clubes”.

Para o diretor federativo “é importante estar nas fases finais não só pela presença mas por ser mais um passo no crescimento dos jogadores”.

O dirigente reconhece que atingidos estes patamares de excelência “é difícil estabelecer novos objetivos”.

José Couceiro não deixou de lembrar que “os outros países trabalham cada vez melhor” e deu o exemplo da Noruega.

Para o diretor técnico nacional o futebol jovem não atingiu um fim e afirmou: “Não está tudo feito, as infraestruturas podem ser cada vez melhores, os calendários competitivos podem ser melhorados e a criação do campeonato de sub-23 foi um passo importante”.

A concluir o dirigente admitiu que “Portugal está na vanguarda do futebol jovem e estar nas fases finais do mundial sub-20 e dos europeus de sub-19 e sub-17 não é para qualquer país mas temos que continuar a ser ambiciosos”.

Alfa/RTP/Antena 1.