Os três desafios de Macron para 2019. O Presidente precisa de comunicar bem. Dizer é fazer, mas fazer-se compreender é melhor. Volte a ouvir aqui a crónica desta terça-feira do economista e professor de SciencesPo, Pascal de Lima:
« Teresa Villaverde vai ter retrospectiva integral no Pompidou » – informa o jornal Público.
« O centro de artes parisiense vai revisitar a filmografia da cineasta portuguesa, de A Idade Maior a O Termómetro de Galileu. Programa da integral inclui uma masterclass e um novo filme, encomendado pelo próprio Pompidou », acrescenta o diário português.
Foto . Público
DR
Uma retrospectiva integral para ver, no Centre Georges Pompidou, de 14 de Junho a 1 de Julho.
« O programa prevê também a estreia de um novo filme, encomendado pelo próprio centro, sobre o qual não há ainda informações disponíveis », acrescenta o Público.
No total serão projetados 15 filmes da realizadora de « Os mutantes », « Colo » e de « Transe ».
Um violento incêndio destruiu um prédio de habitação no bairro número 16, em Paris.
10 mortos e 36 feridos, seis deles bombeiros, foi o balanço provisório fornecido pelas autoridades a meio da manhã.
O fogo deflagrou durante a noite de segunda para terça-feira e apenas foi extinto já de manhã.
Vários residentes refugiaram-se no telhado deste prédio de oito andares localizado num dos bairros mais caros e mais luxuosos de Paris.
Les sapeurs-pompiers étaient encore déployés sur les lieux du sinistre à 5 heures ce mardi matin pour finir de le maîtriser. AFP/Geoffroy Van der Hasselt
Desconhece-se a origem do incêndio.
Autoridades confirnaran esta manhã que uma mulher que habitava no prédio foi detida e que a pista criminosa « é possível ».
A mulher estava em estado de ebriedade e, quando foi presa, estava a incendiar um automóvel, justicando o seu gesto devido a um conflito com um vizinho.
O incêndio ocorreu no 17 bis rue Erlanger e apenas foi declarado controlado às 7 horas, menos uma hora em Portugal continental.
Alguns das vítimas morreram quando saltaram pelas janelas para fugir às chamas muito violentas.
A meio da manhã ainda continuavam buscas nos escombros.
Entretanto, foi aberto um inquérito por “destruição voluntária pelo fogo resultando em morte”, informa o Ministério Público da capital francesa.
Os bombeiros apenas conseguiram dar o incêndio como controlado após cinco horas de combate às chamas.
Governo admite base aérea de Monte Real como aeroporto civil
A notícia foi avançada pelo Jornal Ecnómico na quinta-feira passada.
« O governo assume pela primeira vez, em público, a possibilidade de a base aérea de Monte Real poder vir a ser utilizada como aeroporto civil para passageiros », escreve o JE.
Cristina Bernardo
Eis a notícia, importante para Leiria e toda a região centro:
O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, surpreendeu, ao emitir um comunicado esta quinta-feira ao final do dia, reveland0 a ocorrência de uma reunião sobre a possibilidade de utilização civil da Base de Monte Real. Ou seja, sobre a possibilidade de essa infraestrutura passar a ser utilizada como um aeroporto para o tráfego de passageiros.
“Representantes dos ministérios da Defesa Nacional e do Planeamento e Infraestruturas reuniram-se com o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, com o qual fizeram um ponto de situação relativo ao estudo sobre a utilização civil da Base Aérea de Monte Real”, adianta a nota do ministério liderado por Pedro Marques.
Segundo esse comunicado, “esta reunião, foi analisado o trabalho já realizado e equacionadas as próximas etapas do mencionado estudo”, sem adiantar quaisquer pormenores. Presume-se que a reunião tenha ocorrido ontem, mas o comunicado não esclarece que detalhes foram discutidos com o preisdnete da CIMRL, Raul Castro.
O Ministério do Planeamento e das Infraestruturas acrescenta apenas que, “em julho de 2018, a CIM da Região de Leiria entregou ao Governo um estudo sobre a utilização civil da Base Aérea de Monte Real, tendo os ministérios da Defesa Nacional e do Planeamento e Infraestruturas assumido o compromisso de analisar o documento, em articulação com as estruturas intermunicipais”.
Desde essa altura, o Jornal Económico tentou várias vezes obter um comentário do ministério liderado por Pedro Marques, sem qualquer resultado prático. Aliás, o assunto foi desvalorizado pelos responsáveis do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas nesses diversos contactos.
O PNI – Plano Nacional de Investimentos 2030, recentemente apresentado pelo Governo, e agora em em discussão na Assembleia da República, não contempla qualquer possibilidade de investimento na base aérea de Monte Real e na sua transformação em aeroporto civil.
Em julho de 2018, os responsáveis da CIM da Região de Leiria, incluindo diversos autarcas, consideraram que esta era a melhor solução para complementar a oferta do aeroporto da Portela, em detrimento do Montijo.
A transformação da base aérea do Montijo em aeroporto civil complementar ao aeroporto Humberto Delgado foi a opção escolhida pelo Governo, mas as vozes discordantes estão a subir de tom, e ainda falta a aprovação, incontornável, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente para que este empreendimento possa seguir em frente.
Esta semana ocorreu um acidente entre um avião da Força Aérea e uma ave no estuário do Tejo, sublinhando alguns dos obstáculos que os ambientalistas apontam para esta localização do aeroporto complementar à Portela.
Desde o início do ano já morreram nove mulheres vítimas de violência doméstica
Alfa/Sol/JN
Já foram assassinadas nove mulheres desde o início do ano em contexto de violência doméstica, números preocupantes dado que estamos apenas em fevereiro.
Segundo o Jornal de Notícias, o primeiro caso remonta a 5 de janeiro, em Lagoa, no Algarve. Um casal foi encontrado morto em casa. Acredita-se que Nuno Guerreiro terá assassinado a companheira, Lúcia Rodrigues, suicidando-se de seguida com a mesma arma.
Apenas dois dias depois, nos Açores, um homem de 52 anos matou a cunhada, de 46 anos, à pancada. Em causa estaria uma disputa pela habitação que pertencia à mãe do homicida.
O mesmo jornal escreve que o terceiro homicídio por violência doméstica registado em Portugal em 2019, acontecia a 11 de janeiro. Vera Silva foi encontrada morta na própria casa, no Pragal, vítima de espancamento.
No mesmo dia, no Alandroal, um homem, de 83 anos, matava a mulher e a cunhada. Depois do crime, o suspeito tentou suicidar-se, mas foi encontrado ainda com vida. Acabou por morrer já no hospital.
A 17 de janeiro, em Oeiras, um homem de 72 anos matou a mulher, de 71 anos, com um tiro de caçadeira e suicidou-se no apartamento onde ambos residiam há cerca de 40 anos.
27 de janeiro, Santarém. Uma mulher de nacionalidade brasileira, de 48 anos, foi encontrada num cenário sangrento numa habitação. Além de agredida com violência, a vítima foi degolada. Na origem do crime terão estado negócios de prostituição.
No último dia dos mês de janeiro, dia 31, em Moimenta da Beira, um homem era detido suspeito de matar à facada a namorada de 25 anos e acabou por confessar a autoria do crime.
Esta segunda-feira, 4 de fevereiro, uma mulher de 60 anos morreu no Seixal. Terá sido o genro a deferir duas facadas sobre a vítima.
A média de casas mal aquecidas na União Europeia anda em torno dos 8%. Em Portugal temos mais do dobro das casas frias: 22%.
Opinião, Por Rui Tavares. In jornal Público
Não é preciso consultar os dados do Eurostat para confirmar o que sentimos nos ossos, mas cá vai: Portugal é um dos países europeus onde se passa mais frio dentro de casa. Pior do que nós, só Bulgária, Grécia e Chipre. A média de casas mal aquecidas na União Europeia anda em torno dos 8%. Em Portugal temos o dobro das casas frias: 22%. Qualquer estrangeiro ou português emigrante nos dirá o mesmo: nos países frios as casas estão (têm de estar, é claro) bem aquecidas. Em Portugal o tempo até pode estar mais morninho lá fora, mas enregela-se dentro de casa. E há outros países do Sul, como a Espanha, que estão na média da União Europeia com apenas 8% de casas onde se passa frio.
Será passar frio dentro de casa uma fatalidade nacional? Não; trata-se apenas de mais um dos legados do nosso passado que se revela extraordinariamente árduo de superar. Não é difícil entender que as nossas casas não tenham sido pensadas para um frio que não é a regra da maior parte do ano no nosso país. Mas isso não nos impede de perceber que com algum trabalho ao nível do isolamento e da eficiência energética as nossas casas — e não só as casas, também as escolas, hospitais, locais de trabalho e edifícios públicos — se possam tornar mais habitáveis durante os meses frios no nosso país. O frio afeta especialmente as populações sénior e abaixo da linha de pobreza, que gastam uma parte desproporcionada dos seus parcos rendimentos a tentarem manter-se aquecidos, mas que não têm fundos disponíveis para investir no tipo de isolamento e aquecimento das casas que lhes permitiria viver de forma mais confortável, pagando até menos a longo prazo. Por sua vez, este estado de coisas também não sai barato ao país, se pensarmos nos efeitos para a saúde pública, para a produtividade, no desperdício energético, e nos gastos excessivos em tentativas pouco eficientes para viver de forma menos desconfortável. Perdemos dinheiro, ou gastamo-lo mal, como famílias e como país, a viver mal durante o inverno.
Noutra fase do nosso ciclo orçamental e económico a ideia de trazer considerações como esta para as nossas políticas públicas poderia ser entendida como inoportuna. Mas acontece que agora temos uma conjunção de dois fatores que podem fazer deste o momento ideal para algum investimento público nesta área. Por um lado, o estado tem agora um superavit orçamental — o que, por si só, não significa que o devamos gastar por gastar. Por outro lado, a economia dá sinais de abrandamento ou até recessivos. Um plano de investimentos na eficiência energética e no isolamento das casas e outros edifícios, nomeadamente locais de trabalho, aprendizagem e convalescença, poderia incluir algumas obras públicas e eventualmente alguns créditos fiscais para obras privadas; pela disseminação e distribuição geográfica de tal plano, estimularia o emprego e a economia a partir de baixo. Argumento decisivo, tal investimento significaria gastar algum dinheiro agora para poupar depois. Casas bem isoladas são mais baratas de aquecer. Locais de trabalho bem aquecidos durante os meses frios ajudam a aumentar a produtividade. Aquecer as casas e locais de trabalho dos portugueses não só conforta como compensa.
E aqui entra um elemento mais geral, e para mim decisivo, para justificar medidas públicas numa área como esta. Todos sabemos que estamos hoje perante uma crise ecológica. Cada vez mais pessoas concordam que essa crise ecológica justificaria um Green New Deal, ou seja, um novo contrato social e ecológico para salvar o planeta, passando por um grande plano de investimentos nas infraestruturas e nos empregos do futuro, de dimensões semelhantes ao New Deal original durante a Grande Depressão ou ao Plano Marshall no pós-guerra europeu (e há, pelo menos na UE, fundos disponíveis para o fazer, seja através do orçamento da União, do Fundo Europeu de Investimentos, ou através dos recursos que se perdem no planeamento fiscal agressivo ou na fraude chamada “do IVA em carrossel”). O problema com o Green New Deal é que ele não pode ser um plano abstrato nem longínquo. Um “novo contrato verde” não pode ser só taxação — o grande erro que cometeu Macron, por exemplo —, tem de ser em primeiro lugar um plano de investimento público implementado perto das pessoas e com benefícios tangíveis para elas.
Neste momento, em Portugal, vejo pouco benefícios mais tangíveis do que ajudar as pessoas a estar mais quentes em casa, estimulando a economia e o emprego, poupando dinheiro a longo prazo, e ajudando a combater a crise ecológica. A qualidade de vida não pode ser uma preocupação menor das políticas públicas. O conforto não deve ser um luxo.
Santos Silva: “Quanto mais seguro está Guaidó, mais seguros estão os portugueses”
MIGUEL A. LOPES/LUSA
Ministro dos Negócios Estrangeiros explica que Portugal deixou de comunicar politicamente com Maduro. “Mas ao nível consular e diplomático temos de nos ajustar”
Alfa/Expresso
O Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português esteve esta noite nos estúdios da SIC Notícias a comentar a situação na Venezuela. Augusto Santos Silva recusou que o Governo esteja a reboque de outras nações e disse que Nicolas Maduro, com quem Portugal deixou de contactar politicamente, perdeu a legitimidade eleitoral. O MNE espera que sejam agendadas eleições nos próximos 30 dias.
“A organização de eleições implica um domínio do aparelho do Estado”, começou por dizer Santos Silva, explicando que o contacto do Executivo português com aquele país se desenvolve em duas frentes: politicamente, a relação é tratada com Juan Guaidó, o autoproclamado presidente interino da Venezuela; diplomaticamente, até porque está detido um luso-venezuelano, os contactos são feitos com o regime de Maduro.
Os europeus desejam eleições livres na Venezuela. O MNE diz que Portugal « não está interessado em nenhum resultado ». E explica: « Estamos num processo político. É preciso que as candidaturas sejam apresentadas, que os tribunais as validem, que as mesas de voto sejam organizadas. (…) O presidente Maduro, no seu primeiro mandato, foi reconhecido universalmente como presidente da Venezuela porque as eleições em 2013 foram consideradas democráticas. »
Agora, e depois de ser observado o esvaziar dos « poderes da assembleia », « foi criada uma instituição fantoche, a assembleia constituinte, que ninguém reconheceu ». Depois, a mais recente eleição de Maduro « decorreu com proibição de candidaturas, viciação de resultados e sem condições mínimas ». São estas as razões que movem os europeus e aliados, garante.
« QUEM ACOMPANHOU AS MANIFESTAÇÕES COMPREENDE BEM DE QUE LADO ESTÁ O POVO VENEZUELANO »
Questionado sobre se cessou a ligação entre o Governo português e o presidente Maduro, Santos Silva foi taxativo: “Ao nível político, sim. Ao nível consular e diplomático, temos de nos ajustar”.
Quanto à segurança dos portugueses no território e sobre se estarão à mercê de represálias, o MNE revelou que pensa no cenário “ao contrário”, desconfiando dos relatos que dão conta do armamento de 50 mil populares por parte do regime.
“Quem acompanhou as manifestações compreende bem de que lado está o povo venezuelano. Quem acompanhou as sondagens, sabe bem de que lado está o povo venezuelano. [Os relatos do armamento dos 50 mil populares] não merecem grande crédito e duvido muito que sejam populares…”, explica.
E remata: “A posição europeia de defender a transição pacífica é justamente a posição que se faz contra a hipótese de confrontação interna ou intervenção externa. Quanto mais apoio tem Guaidó, mais seguro ele está [quanto às ameaças de que tem sido alvo]. Quanto mais seguro ele está, mais seguros estão os portugueses”.
O treinador português de futebol José Mourinho participou hoje na cerimónia de abertura de um jogo de hóquei no gelo na Rússia, ao dar o primeiro toque no disco, mas, ato contínuo, caiu no gelo.
Ao treinador português foi concedida a honra de movimentar o disco de borracha para dar início ao jogo que opôs as equipas do Avangard Omsk e do SKA St. Petersburg, da I Liga russa de hóquei no gelo.
No entanto, quando se dirigia para fora da pista de gelo, tropeçou numa carpete vermelha e tombou de costas, tendo sido de imediato auxiliado a erguer-se pelo jogador do SKA Pavel Datsyuk.
Não há registo de que José Mourinho, que está sem treinar desde dezembro do ano passado, quando foi despedido do Manchester United por causa dos resultados negativos, tenha saído lesionado da queda.
O músico português The Legendary Tigerman inicia em março uma nova digressão europeia com mais de 20 concertos para mostrar « Misfit », o álbum que editou há um ano, foi hoje anunciado.
A nova digressão começa a 12 de março em Newcastle, no Reino Unido, e estender-se-á até maio, com passagem por França, Suíça, Alemanha e Espanha. Grande parte das datas concentra-se em março.
The Legendary Tigerman, ou seja, Paulo Furtado, editou « Misfit » em janeiro de 2018 no mercado português e desde então tem sido lançado de forma faseada noutros países, como Espanha, França, Brasil e Estados Unidos.
Com « Misfit », tem passado o último ano em palco, atuando em Portugal e no estrangeiro, o que faz com que esta seja apresentada como « a maior digressão internacional » de The Legendary Tigerman.
Segundo a promotora, o músico já esteve por duas vezes em França e passou pelo Reino Unido, Suíça, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Espanha, Brasil, Macau e China.
« Misfit » foi composto durante uma viagem de Paulo Furtado aos Estados Unidos com o realizador Pedro Maia e a fotógrafa Rita Lino.
Na altura fizeram um filme, « Fade into nothing », que serviria de inspiração, juntamente com a própria viagem, para a composição dos temas novos. Paulo Furtado voltou aos Estados Unidos mais tarde, já com os músicos Paulo Segadães e João Cabrita, e gravou o álbum no estúdio Rancho de la Luna, em Joshua Tree, Califórnia.
« Escrevi todas as canções enquanto estava em rodagem e dentro desta mentalidade do ‘misfit’ [desenquadrado]. Quando usas uma máscara continuas a ser tu que está por detrás dessa máscara. A maior parte das coisas foram escritas por mim, com os diários, que se cruzavam com as letras », contou na altura à agência Lusa.
Influenciado pelos blues americanos, pelo punk e pelo rock’n’roll, Paulo Furtado admitiu que só recentemente quis gravar nos Estados Unidos, por receio de redundância e de não ter certezas absolutas da linguagem que queria seguir. « Precisei destes anos para ter essa certeza », disse.
Com « Misfit », o ‘one man band’ « continua mais ou menos mascarado » no meio deste trio, com o baterista Paulo Segadães e o saxofonista João Cabrita, e que se alarga a quarteto, ao vivo, com o baixista Filipe Rocha.
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