Coletes amarelos. « Aumento de impostos sobre o diesel era muito positivo ». Deputado PS português

Crise dos coletes amarelos em França.

Carlos Zorrinho, dirigente dos socialistas portugueses e eurodeputado, diz que havia (em França) um mal estar para « este incendiar ». Mas acrescenta, em declarações à Rádio Alfa (a Ricardo José), que « a medida para aumentar impostos sobre o diesel era muito positiva ».  (Declaração gravada durante os Segundos Estados Gerais da Lusodescendência, que decorreram em Paris no passado fim de semana:

Tiago Ilori, Cristián Borja e Gonzalo Plata reforçam Sporting CP

Tiago Ilori foi confirmado como reforço do Sporting CP. O central chega do Reading e assina até 2024, com uma cláusula de rescisão no valor 45 milhões de euros. Para os ‘Leões’ chega também Gonzalo Plate. O avançado do Equador, de 18 anos, confirma que vem para o Sporting e que chega a 15 de Fevereiro.

 

https://twitter.com/AreaDeportivaFM/status/1090271349543763968

 

Esta terça-feira, na antevisão do jogo em Setúbal, Rodolfo Correia confirmou também a contratação de Cristían Borja e diz que os três reforços vão ajudar a equipa na segunda metade da época.

Segundo o clube de Alvalade, o defesa-central de 25 anos assinou um contrato válido até 2024, que inclui uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.

Formado no Sporting, Ilori chegou à equipa principal do clube em 2011/12 (dois jogos), antes de fazer 12 encontros na época seguinte, despertando a atenção do Liverpool, que o contratou e emprestou, depois, ao Granada (Espanha), Bordéus (França) e Aston Villa (Inglaterra).

Cumpriu três jogos pelos `reds` em 2015/16, antes de ser emprestado ao Reading, que viria a contratá-lo em definitivo em 2017, deixando agora o clube da segunda divisão inglesa para regressar aos lisboetas.

Esta temporada, o internacional sub-23 e sub-21 por Portugal (esteve nos Jogos Olímpicos de 2016 e no Euro2015) cumpriu 22 jogos, apontando um golo.

Alfa/Antena 1/RTP.

Portugal no festival de Clermont-Ferrand com filmes em competição e uma jurada

Portugal estará representado no Festival de Cinema de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand, que decorre em fevereiro em França, com vários filmes em competição, e uma jurada, a ilustradora Susa Monteiro.

 

 

 

De acordo com informação disponível no site oficial do festival, « Casa de Vidro », de Filipe Martins, e « Red Hill », de Laura Carreira, com produção britânica, estão na competição internacional.

« Casa de Vidro », produzido pelo centro de artes performativas balleteatro, é apresentado como um « filme híbrido », que conjuga documentário e ficção, em torno de um sem-abrigo toxicodependente, que vive entre um parque de estacionamento de um supermercado e um ‘stand’ de automóveis abandonado, no Porto.

Filipe Martins é realizador, professor e programador do Festival de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia, no Porto.

« Red Hill », uma ficção sobre um antigo mineiro e antigo segurança à beira da reforma, é a nova curta da realizadora portuguesa Laura Carreira, radicada na Escócia.

Depois de ter estudado em Lisboa, Laura Carreira formou-se em cinema na Universidade de Edimburgo e tem colaborado como assistente de realização com outros realizadores e artistas, como o compositor britânico Nigel Osborne.

É no júri da competição internacional, composto por cinco elementos, que se encontra a portuguesa Susa Monteiro.

Nascida em Beja, em 1979, Susa Monteiro dedica-se em exclusivo à ilustração e à banda desenhada desde 2005, depois de ter trabalhado em teatro e cinema.

Nos últimos anos, ilustrou livros para adultos e crianças de autores como António Torrado, Afonso Cruz ou Susana Cardoso Ferreira. Além disso, faz ilustrações para revistas e jornais e é responsável por posters de várias entidades e projetos. Susa Monteiro foi escolhida para fazer o poster da edição de 2020 do Festival de Cinema de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand.

O seu trabalho já foi várias vezes exposto, tanto em mostras individuais como coletivas.

Em fevereiro do ano passado editou « Sonho », um livro ilustrado sobre o sonho de um homem que adormece numa árvore. Toda a narrativa do livro é contada por Susa Monteiro apenas pela ilustração, a convite da editora Pato Lógico para a coleção « Imagens que contam ».

“O Sonho” valeu-lhe, em novembro, o prémio de melhor ilustrador português do 29.º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (Amadora BD).

Na lista de filmes na competição nacional do festival de Clermont-Ferrand surge “Como Fernando Pessoa Salvou Portugal”, uma coprodução entre França, Portugal e Bélgica, do norte-americano Eugène Green e com elenco português.

Além disso, a Agência da Curta Metragem irá marcar presença no mercado do festival, “onde participa desde 1999, assegurando a promoção da produção portuguesa através de um stand promocional e um conjunto de atividades diárias de divulgação do seu catálogo, que compreende mais de 400 filmes nacionais, junto dos mais de 3000 profissionais que, todos os anos, se reúnem no mercado”, de acordo com aquela entidade num comunicado hoje divulgado.

Em paralelo ao festival, no fórum de coprodução Euroconnection, que tem como missão encontrar parcerias entre produtores europeus, investidores, patrocinadores e televisões, “Portugal será representado por Vanessa Ventura, da produtora Animais, e a realizadora Mónica Santos”, nomeada recentemente para um prémio César, da academia francesa de cinema, por “Entre Sombras”, curta que assina com Alice Eça Guimarães.

“Produtora e realizadora encontram-se, neste momento, em fase de financiamento da nova curta-metragem de animação ‘O Casaco Rosa’. O projeto será apresentado numa sessão de pitching no dia 09 de fevereiro”, refere a Agência da Curta Metragem, cuja presença em Clermont-Ferrand é apoiada pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual, o Camões Instituto e a Embaixada de Portugal em Paris.

A programação do Festival de Cinema de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand inclui ainda o filme angolano “Lúcia no céu com semáforos”, de Ery Claver e Gretel Marin.

Considerado um dos mais relevantes na curta-metragem, o festival de Clermont-Ferrand cumprirá a 41.ª edição de 01 a 09 de fevereiro, em França.

Alfa/Lusa.

Índice « confirma que Portugal está estagnado no combate à corrupção »

Portugal apresenta um quadro de estagnação no que toca ao combate à corrupção, aponta a Transparência e Integridade. A partir do Índice de Perceção da Corrupção de 2018, divulgado esta terça-feira pela ONG Transparência Internacional, a associação portuguesa salienta o facto de o país estar há já seis anos “parado a meio da tabela europeia”.

Segundo o relatório da organização não-governamental Transparency Internacional, agora conhecido, Portugal segue aquém da média da Europa Ocidental e do conjunto dos países da União Europeia em matéria de combate à corrupção. O país ocupa o 30.º posto de uma tabela de 180 Estados e territórios.

A média da Europa Ocidental e da União é de 66 pontos, valor que perdura desde 2017. Por outro lado, no ano passado Portugal superou em 21 pontos a média internacional – 43 pontos.

Em 2017, o país ocupava o 29.º lugar com 63 pontos. De 2012 a 2018, as pontuações portuguesas situaram-se entre os 62 e os 64 pontos.

Para a Transparência e Integridade, associação portuguesa que integra a rede da Transparência Internacional, este desempenho é o reflexo de um quadro de crónicos casos de falhas de ética e alegada tentativa de domínio político sobre os conselhos superiores da Magistratura e do Ministério Público.

“A acumulação de escândalos de falta de ética na vida pública, a inoperância de uma Comissão para a Transparência no parlamento – que em três anos ainda não produziu resultados – ou as tentativas de controlo político sobre os Conselhos Superiores da Magistratura e do Ministério Público são a tradução prática de uma falta de vontade política que é evidente e reconhecida pelos observadores externos que compõem este índice”, afirma o presidente da associação, João Paulo Batalha, em comunicado citado pela agência Lusa.

“O facto de o Governo se ocupar em disputas com a OCDE sobre o impacto da corrupção na economia, em vez de levar a cabo uma estratégia nacional de combate a este flagelo, mostra bem que a política vigente continua a ser a de tentar mascarar a realidade, em vez de enfrentá-la”, acentua o responsável, para quem esta é uma prática “consistente nos últimos anos, seja qual for o Governo”.

Olhando ao calendário eleitoral de 2019, a Transparência e Integridade apela a que “todos os candidatos às eleições europeias, regionais da Madeira e legislativas se comprometam com reformas claras e específicas no combate à corrupção”.

Em declarações à jornalista da rádio pública Marta Pacheco, João Paulo Batalha carregou na ideia de que o índice da Transparência Internacional mostra um país “estagnado no combate à corrupção”.

“Portugal é um país constantemente parado abaixo da média europeia”, enfatizou, para apontar, adiante, que “faz absolutamente falta uma estratégia de combate à corrupção”, que “permitiria ao Estado, às instituições públicas e obviamente aos responsáveis políticos estabelecerem objetivos que têm de ser cumpridos”.

Nórdicos na dianteira:

Na tabela da Transparência Internacional, mais de dois terços dos países apresentam uma pontuação aquém de 50. A média é de 43 e nenhum dos Estados chega ao máximo: Dinamarca e Noruega, os primeiros dois países do ranking, somam, respetivamente, 88 e 87 pontos; Finlândia, Singapura, Suécia e Suíça ocupam a terceira posição com 85 pontos.

Somália, com dez pontos, Sudão do Sul e Síria, ambos com 13, estão no fim da escala.

Em termos regionais, a maior pontuação cabe à Europa Ocidental e União Europeia, onde a média é de 66 pontos. A África subsaariana tem uma média de 32 pontos, o resultado mais baixo. Seguem-se a Europa Oriental e a Ásia Central, com uma média de 35.

“O mais perturbador”, assinala a Transparency Internacional, “é que a grande maioria dos países avaliados fez pouco ou nenhum progresso”. E “apenas 20 países fizeram progressos significativos nos últimos anos”.

“Sob observação”, no trabalho da ONG, fica a República Checa, 38ª com 59 pontos.

“A República Checa tem melhorado constantemente a sua pontuação no IPC desde 2014, mas acontecimentos ocorridos no ano passado sugerem que os ganhos podem ser frágeis. O primeiro-ministro [Andrej Babis] foi considerado culpado de conflito de interesses em relação à sua participação em empresas de media. Também foi acusado de conflito de interesses por ligações a uma empresa que recebeu milhões de euros em subsídios da EU”, evoca a Transparência Internacional.

O Índice de Perceção da Corrupção assenta num total de 13 fontes de dados. Banco Mundial, Fórum Económico Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Economist Intelligence Unit e Freedom House são exemplos.

Alfa/Lusa/Antena 1/RTP.

Filme de Carlos Conceição em competição no festival de Berlim

O filme « Serpentário », de Carlos Conceição, vai estar em competição no festival de cinema de Berlim, em fevereiro, integrado no concurso de primeiras longas-metragens, anunciou hoje a organização.

« Serpentário », uma coprodução luso-angolana, vai ser exibida no âmbito do programa paralelo Fórum e foi hoje selecionada para a competição de primeiras longas-metragens, a par de outras 15 obras, segundo o comunicado da Berlinale.

Do programa Fórum entram também em competição o filme alemão « Gli ultimi a vederli vivere/The Last to See Them », de Sara Summa, a coprodução franco-norte-americana « So Pretty », de Jessie Jeffrey Dunn Rovinelli, o filme romeno « Monștri », de Marius Olteanu, e o hispano-costarriquenho « El despertar de las hormigas », de Antonella Sudasassi Furniss.

Para o concurso de primeiras longas-metragens foi igualmente selecionada a produção brasileira « Greta », de Armando Praça, que vai ser exibida na secção Panorama.

Foram ainda nomeadas « Systemsprenger », de Nora Fingscheidt (Alemanha), também presente na competição geral, e « The Day After I’m Gone », de Nimrod Eldar (Israel), « 37 Seconds », de Hikari (Japão), « Buoyancy », de Rodd Rathjen (Austrália), « Flesh Out », de Michela Occhipinti (Itália), e « A Dog Barking at the Moon », de Xiang Zi (China/Espanha), que passam na secção Panorama.

« My Extraordinary Summer with Tess », de Steven Wouterlood (Holanda/Alemanha), e as produções alemãs « Cleo », de Erik Schmitt, « Die Einzelteile der Liebe », de Miriam Bliese, e « Oray », de Mehmet Akif Büyükatalay, da secção Generation, são as restantes longas-metragens candidatas ao prémio.

O júri desta competição é composto pela escritora e jornalista alemã Katja Eichinger, o realizador franco-senegalês Alain Gomis, e a realizadora e argumentista chinesa Vivian Qu, foi também anunciado hoje.

« Serpentário » é a primeira longa-metragem de Carlos Conceição, sobre « um rapaz que vagueia por uma paisagem africana pós-catástrofe, em busca do fantasma da sua mãe ». O filme assinala ainda a estreia da produtora Mirabilis, de António Gonçalves e do próprio realizador.

Para o Fórum também tinha sido selecionado o filme « A Portuguesa », da realizadora portuguesa Rita Azevedo Gomes, um filme de época que é uma adaptação de um conto de Robert Musil, com argumento de Agustina Bessa-Luís e de Rita Azevedo Gomes, e interpretação de Clara Riedenstein.

O programa do 49.º Fórum, anunciado no passado dia 18, apresentará uma escolha de 39 filmes que « tentam experimentar, assumem uma posição e recusam comprometer-se ».

« Alguns olham para a história do século XX, enquanto outros focam-se no que está ainda para vir, mesmo que estejam ancorados no ‘aqui e agora' », lê-se na nota de imprensa.

O Fórum contará ainda com três filmes brasileiros: « Chão », de Camila Freitas, « Querência », de Helvécio Marins Jr., e « A rosa azul de Novalis », de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro.

O Festival de Cinema de Berlim cumprirá a 69.ª edição, entre 07 e 17 de fevereiro.

Alfa/Lusa.

‘Fake News’: Google apresenta medidas de combate à desinformação nas eleições europeias

A Google divulgou hoje algumas medidas de combate à desinformação (‘fake news’) durante as eleições europeias, como o ‘Project Shield’, que serve para “proteger sítios de notícias independentes” contra ataques de negação de serviço distribuído na Internet.

Em comunicado, Lie Junius, diretora de políticas públicas da União Europeia (UE) e relações governamentais da Google, refere que “nunca foi tão necessário defender” jornalistas, campanhas e partidos políticos, ONG e grupos de monitorização de eleições, que garantem às pessoas informação durante os períodos eleitorais.

Os ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) são uma tentativa de exploração de milhares de computadores de modo a sobrecarregar sítios, ficando indisponíveis para os utilizadores e “impedindo que os eleitores recebam informações oficiais quando mais precisam delas”.

A Google anunciou também que a partir de hoje vai providenciar a ‘Jigsaw’, uma ferramenta que “vai disponibilizar proteções DDoS fortes e gratuitas para organizações europeias que são vitais para eleições livres e justas”.

Segundo a página de Facebook da ‘Jigsaw’, a ferramenta tem como missão “apoiar a liberdade de expressão e o acesso à informação, especialmente em sociedades repressivas”, a partir de dados recolhidos por uma equipa de engenheiros, investigadores e especialistas geopolíticos.

De acordo com Lie Junius, “as preocupações com a desinformação aumentam antes de eleições, altura em que o acesso seguro a informações confiáveis é essencial”.

As eleições para o Parlamento Europeu vão decorrer entre 23 e 26 de maio de 2019 e são consideradas, pela multinacional norte-americana, o “grande foco”, depois de nos últimos anos haver “tentativas de disrupção dos processos democráticos”.

Com o objetivo de prevenir os abusos antes e depois das eleições, Lie Junius garante que há equipas na Europa “treinadas para identificar e impedir uma ampla gama de possíveis abusos que podem variar entre ataques de ‘phishing’ patrocinados por governos a ataques que tentam alterar o Google Maps para que as pessoas não encontrem os seus locais de voto”.

A Google indica ainda que está, “constantemente, a trabalhar para encaminhar as pessoas para conteúdo confiável e oficial e a aperfeiçoar os nossos sistemas de maneira a combater os efeitos da desinformação”.

Atualmente, com cerca de mil técnicos, jornalistas e pessoas de ONG relacionadas com as eleições na Europa, Lie Junius defende a “introdução de uma nova política e novos processos para verificar os anunciantes nas eleições europeias”.

“Qualquer pessoa que queira publicar anúncios políticos para as Europeias nas plataformas da Google terá de fornecer documentação que ateste que é uma entidade com sede na UE ou um cidadão de um país membro da EU”, refere a diretora de políticas públicas da União Europeia (UE) e relações governamentais da Google no comunicado.

A União Europeia irá divulgar dados em cada anúncio para tornar claro aos eleitores quem está a pagar pela publicidade, incluindo anúncios de organizações políticas, partidos políticos, entidades de defesa de direitos políticos ou angariação de fundos, candidatos individuais e políticos.

Com as equipas Google Trust & Safety, o Grupo de Análise de Ameaças (TAG) e a Jigsaw, a Google pretende evitar a interferência eleitoral, com a desativação de contas e o aviso aos utilizadores, partilhando informações com outras empresas e autoridades policiais e judiciais.

Lie Junius lembra também que a União Europeia irá apresentar dentro de meses o Relatório de Transparência para Anúncios Políticos e uma biblioteca de anúncios pesquisáveis “para tornar estas informações tão acessíveis e úteis para os utilizadores, profissionais e investigadores que queiram saber mais”.

O combate à desinformação está no topo da agenda da Comissão Europeia e também da nova presidência romena do Conselho da União Europeia.

Foi, por isso, criado no final do ano passado um Plano de Ação Conjunto que contém medidas como a criação de um sistema de alerta rápido para sinalizar campanhas de desinformação em tempo real.

O plano prevê também um instrumento de autorregulação para combater a desinformação ‘online’: um código de conduta subscrito por grandes plataformas digitais, como Facebook, Google, Twitter e Mozilla, que se comprometeram a aplicá-lo.

Alfa/Lusa.

Lídia Jorge, José Vieira da Silva, Guilherme d’Oliveira Martins, na Gulbenkian de Paris

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Até terça-feira, 29, a Europa em debate na Gulbenkian de Paris. Entre os partiipantes, destaque para as presenças de José Vieira da Silva, ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Guilherme d’Oliveira Martins, antigo ministro das Finanças e da Educação e ainda da escritora Lídia Jorge. 

Volte a ouvir aqui a crónica de segunda-feira, de Miguel Magalhães, diretor da delegação da Fundação em Paris:

 

Carlos Queiroz deixa seleção do Irão após eliminação na Taça Asiática

O treinador português Carlos Queiroz disse hoje que vai deixar a seleção de futebol do Irão, após a eliminação nas meias-finais da Taça Asática, derrota com o Japão (3-0), a “última etapa” no cargo.

“Esta foi a minha última etapa aqui”, atirou o técnico, em conferência de imprensa, na qual fez ainda referência à música ‘My Way’ (À minha maneira”, em tradução livre), de Frank Sinatra, destacando o papel que teve no futebol iraniano ao longo de oito anos.

Segundo Queiroz, o mais importante « é o legado » que deixa. « Muitos jogadores passaram a jogar na Europa, e penso que há um futuro brilhante para o futebol iraniano se continuarem no bom caminho”, destacou.

O técnico luso mencionou ainda as “muitas coisas” que conseguiu para a seleção, como um centro de performance ou um “campo onde treinar”, além de ter ajudado a criar “uma base” e “uma geração de jovens”, que podem manter o nível do futebol alcançado.

Em entrevista à agência noticiosa France Presse, em 18 de janeiro, Queiroz confirmou o convite da Colômbia para orientar a seleção sul-americana, que vai disputar no verão a Copa América, dizendo estar “honrado e orgulhoso” pela possibilidade.

O Japão eliminou o Irão nas ‘meias’ com um ‘bis’ de Yuya Osako, aos 56 e 67 minutos, o último de grande penalidade, e um golo de Genki Haraguchi, aos 90+1.

Carlos Queiroz, à frente do Irão desde 2011, depois de ter passado também pela seleção portuguesa, disputou pela terceira vez a Taça Asiática, competição em que não passou dos quartos de final em 2011 e 2015.

Alfa/Lusa/Antena 1.

Moreirense e Vitória de Guimarães sobem ao quinto lugar

Moreirense e Vitória de Guimarães uniram-se hoje provisoriamente no quinto lugar, com triunfos por 2-1 frente ao Nacional e Feirense, respetivamente, na 19.ª jornada da I Liga de futebol.

Ao somarem 31 pontos, ultrapassaram o Belenenses, que só joga na quarta-feira, no Dragão, frente ao FC Porto, que lidera o campeonato com 46 pontos, mais cinco do que o Benfica (segundo), seis do que o Sporting de Braga (terceiro) e oito do que o Sporting (quarto).

Tozé, com golos aos cinco e 45+1 minutos, foi o artífice do triunfo do Vitória de Guimarães em Santa Maria da Feira: primeiro, aproveitou um alívio falhado para atirar entre as pernas do guarda-redes e, depois, desviou a bola de forma artística, sem hipóteses de defesa.

O central brasileiro Philipe Sampaio tinha dado empate efémero, aos 45, ao desviar de cabeça um livre na esquerda, insuficiente para tirar a equipa do penúltimo lugar, com 14 pontos, mais dois do que o lanterna-vermelha Desportivo de Chaves.

Em Moreira de Cónegos, o Moreirense impôs-se ao Nacional por 2-1, acabando o desafio em sofrimento quando poderia ter conseguido resultado bem mais tranquilo: aos 90, Camacho viu o segundo amarelo para os forasteiros, três minutos depois de o companheiro Hamzaoui ter feito o golo que ainda alimentou o sonho dos insulares.

Chiquinho foi quem mais brilhou, com golos aos 15 e 56 minutos, primeiro aproveitando um flagrante erro da defesa, que ‘colaborou’ no segundo tento, com desvio que enganou o guarda-redes.

Hamzaoui estreou-se a marcar pelo Nacional, surgindo em velocidade, fintando o guarda-redes e atirando para a baliza deserta.

O Moreirense vinha de dois desaires consecutivos, enquanto a equipa de Costinha sofreu a quarta derrota consecutiva e com isso é 14.ª com 19 pontos.

A expulsão de Jorge Fernandes (39) fragilizou o Tondela, que veria Ponck (58) marcar de cabeça e depois Mama Balde (73) ampliar em desvio pouco ortodoxo, permitindo o troinfo do Desportivo das Aves por 2-0.

Os avences de Augusto Inácio deixam provisoriamente a zona de descida, averbando 18 pontos, enquanto o Tondela tem mais um, 19.

No Funchal, o Rio Ave voltou a sorrir, impondo-se ao Marítimo, por 2-0, e acabando assim com longo jejum de 10 jogos sem vencer na Liga, o que lhe permitiu subir ao nono lugar, com 24 pontos, enquanto os insulares, que vinham de três triunfos, estão agora no 11.º com 20.

O primeiro êxito de Daniel Ramos como técnico do Rio Ave – dois empates e uma derrota – verificou-se precisamente frente ao clube que orientou entre 2016 e 2018: foram trocados abraços antes da partida, mas depois fez por justificar os três pontos.

Diego Lopes, aos 52 minutos, e João Schmidt, aos 90+1, de grande penalidade, ‘selaram’ o triunfo.

Na terça-feira, o Benfica recebe o Boavista às 20:00, a mesma hora em que Desportivo de Chaves é anfitrião do Portimonense: às 22:15, o Sporting de Braga medirá forças com o Santa Clara.

O líder FC Porto joga somente na quarta-feira, recebendo o Belenenses (22:15).

Resultados da 19ª jornada da I Liga de futebol (Horas de Paris):

– Segunda-feira, 28 jan:

Marítimo – Rio Ave, 0-2 (0-0 ao intervalo)

Moreirense – Nacional, 2-1 (1-0)

Tondela – Desportivo das Aves, 0-2 (0-0)

Feirense – Vitória de Guimarães, 1-2 (1-2)

– Terça-feira, 29 jan:

Portimonense – Desportivo de Chaves, 20:00

Benfica – Boavista, 20:00

Sporting de Braga – Santa Clara, 22:15

– Quarta-feira, 30 jan:

Vitória de Setúbal – Sporting, 20:00

FC Porto – Belenenses, 22:15

Programa da 20ª jornada:

– Sexta-feira, 01 fev:

Rio Ave – Tondela, 21:00

– Sábado, 02 fev:

Desportivo de Chaves – Marítimo, 16:30

Boavista – Feirense, 19:00

Desportivo das Aves – Sporting de Braga , 21:30

– Domingo, 03 fev:

Santa Clara – Portimonense, 16:00

Nacional – Vitória de Setúbal, 16:00

Sporting – Benfica, 18:30

Vitória de Guimarães – FC Porto, 21:00

– Segunda-feira, 04 fev:

Belenenses – Moreirense, 21:15

Alfa/Lusa.

“Não sou extremista, sou equilibrado, até a Fátima fui”. Quem é Jérôme Rodrigues

“Família portuguesa era católica, a francesa era mais comunista. Não sou extremista, sou equilibrado, até a Fátima fui… não sou concretamente católico, mas sou batizado, há um equilíbrio nisto tudo, sou uma pessoa aberta”  Quem é o luso-francês que faz tremer Emmanuel Macron.

Alfa/Expresso. Adaptação – Por Daniel Ribeiro (Leia artigo completo no Expresso-Diário de segunda, 28/3)

Jérôme Rodrigues, atingido por um disparo, no sábado à tarde, na praça da Bastilha, em Paris, quando filmava, de cara destapada e com um telemóvel, uma manifestação do movimento, falou esta segunda-feira com o Expresso, no hospital onde foi operado durante cinco horas ao olho direito. Militante ‘colete amarelo’ desde a primeira hora, diz que não é um radical. “A família portuguesa era católica, a francesa era mais comunista. Não sou um extremista nem um vândalo, de modo nenhum”.

Quando recebeu o Expresso, ao fim da manhã desta segunda-feira, Jérôme Rodrigues já tinha dado, desde domingo, diversas entrevistas no hospital. Mesmo antes de ser uma das 18 vítimas atingidas nos olhos por disparos da polícia, o barbudo luso-francês já era muito conhecido em França. Era um dos rostos da fação França Em Cólera, uma das mais fortes e mais bem organizadas do movimento dos ‘coletes amarelos’, que nasceu na internet há cerca de três meses.

Jérôme era um “habitué” de todas as manifestações (onze sábados seguidos) e também dos debates que há várias semanas se têm multiplicado nos estúdios das TV francesas.

Nas entrevistas, no hospital, acusou a polícia de o ter visado pessoalmente. Ao Expresso repetiu o mesmo. Era conhecido e, neste sábado, andava de colete amarelo e de cara destapada na linha da frente, a filmar os confrontos com o telemóvel e a transmiti-los em direto nas redes sociais, bem como a tentar convencer alguns camaradas a saírem dos locais mais perigosos. “Eu não sou um ‘casseur’, nem um vândalo, ando sempre de cara destapada!”.

Depois de ter sido ferido, apresentou queixa em tribunal contra a polícia, o Governo e o Presidente Emmanuel Macron. É politicamente radical, mas não apela à violência. “Sou pacifista, quem provoca esta violência nem sequer é a polícia, é o Governo e o Presidente, que não páram de nos chamar extremistas!”, exclama.

No entanto, queira ou não, Jérôme está no olho do furacão da batalha política em França, designadamente da polémica sobre a utilização pela polícia de armamento comprovadamente perigoso, proibido noutros países europeus. E o seu caso já levou alguns políticos a pedir a demissão do ministro do Interior, Cristophe Castaner.

Ao Expresso fala espontaneamente em português, à frente de seis repórteres franceses e outros estrangeiros. “Sou um português de origem”, explica-lhes.

“O meu pai veio para França em 1978, por amor. Apaixonou-se pela minha mãe, francesa, que tinha ido de férias a Portugal e … foi assim”, diz. “Agora já voltaram para Portugal, vive-se melhor lá”, acrescenta.

O pai é de Celas (Coimbra) e Jérôme nasceu em França, há 39 anos, em Montreuil, na periferia leste de Paris (no complicado departamento 93, principal palco da revolta das periferias em 2005 – “na altura era tudo pacífico, tudo funcionava calmamente entre os habitantes, não é como agora”, informa).

“VIVE-SE MELHOR EM PORTUGAL”

Conviveu desde pequeno com pessoas de todas as origens, raças, religiões e culturas, trabalhou na Eurodisney e no Club Méditeranée, depois no comércio e, hoje, é canalizador. “Sou uma pessoa aberta, pacífica, não sou extremista, de modo nenhum!”, explica.

“Da família portuguesa recebi uma educação católica, da francesa um pouco mais comunista”, diz ao Expresso. “Por isso sou equilibrado, fui a Fátima e tudo, não sou concretamente católico, mas sou batizado, há um equilíbrio nisto tudo, sou uma pessoa aberta”.

Não nasceu em Portugal, mas fala português com alguma fluência. “O meu pai queria que eu aprendesse português, estudei quando era criança às quartas-feiras à tarde (ensino da ‘língua de origem’ para os filhos de emigrantes quando os estudantes franceses descansavam)”.

Jérôme não tem dupla nacionalidade porque, diz, “a papelada é complicada no consulado”.

Mas este ‘colete amarelo’ adora Portugal. À frente de todos os jornalistas presentes no hospital onde está em convalescença afirmou, em francês: “A França deveria inspirar-se em Portugal, onde por exemplo os velhos vivem melhor. Portugal é um país onde as pessoas vivem mais felizes. Em Miranda do Corvo, onde os meus pais residem, até o Presidente da República toma banho num rio sem segurança nenhuma à volta dele, Portugal interessa-me muito e o Governo até dá incentivos para o regresso dos emigrantes, Portugal é um eixo do progresso!”.

Quanto à política francesa, na qual hoje é um importante protagonista, diz que não lhe interessa. “Envolvi-me no movimento dos ‘coletes’ porque há muitos anos o esperava, mas não quero ser político, nem vou participar no Debate Nacional lançado pelo Presidente Macron, porque é fumo para os olhos”. “Eu luto pelo fim dos privilégios!”, conclui.

Quando foi ferido, Jérôme filmava a manifestação na Bastilha, neste sábado à tarde, porque é militante dos ‘coletes’ e porque adora filmar. “Tenho muitos filmes de Portugal, vou lá sempre!”, exclama.