A Amazon, as compras de Natal, Davos, os multimilionários, os mais pobres e os tempos modernos. Volte a ouvir aqui a crónica desta sexta-feira de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews, em Lyon:
Donald Trump tomou a decisão sob uma crescente pressão e um alargamento de situações de rutura de funcionamento, designadamente em aeroportos e serviços fiscais, mas sem conseguir obter o dinheiro para financiar o muro que pretende na fronteira com o México.
O recuo de Trump ocorreu no 35.º dia do encerramento parcial de vários serviços do governo, quando se acumulavam várias situações de disfuncionalidade, como os atrasos crescentes nos aeroportos, e se tornava a passar pela situação de não pagamento dos salários a mais de 800 mil funcionários públicos.
A reabertura acordada entre democratas e republicanos e promulgada por Trump é de apenas três semanas, até 15 de fevereiro, data em que o Presidente quer ver negociado um acordo que inclua dinheiro para o muro.
Alfa/Lusa.
Depois de ter fechado o ano passado com a vitória no Open dos Estados Unidos, Osaka, de 21 anos, impôs-se em três ‘sets’, pelos parciais de 7-6 (7-2), 5-7 e 6-4, num embate que durou duas horas e 27 minutos.
Com a vitória em Melbourne, a japonesa, que desperdiçou três ‘match points’ consecutivos no nono jogo do segundo ‘set’, vai assumir na segunda-feira a liderança do ‘ranking’ mundial, o que acontece pela primeira vez na sua carreira.
Por seu lado, Kvitova perdeu a sua primeira final de um ‘major’, depois de dois triunfos na relva de Wimbledon, em 2011 e 2014.
Alfa/Lusa.
No seguimento dos Primeiros Estados Gerais da Lusodescendência (EGL) que decorreram a 28 e 29 de janeiro de 2017, no quadro dos 25° aniversário, e culminaram com a assinatura de uma Carta de compromisso por todas as estruturas presentes em prol de campanhas nacionais abordando vários temas como a participação cívica, o recensamento eleitoral e a promoção da língua portuguesa, a Cap Magellan propõe os Segundos Estados Gerais da Lusodescendência, a decorrer nos próximos dias 26 e 27 de janeiro de 2019.
Os 1os EGL, evento único, reuniram as diferentes realidades dos lusodescendantes, lusófonos e lusófilos, dirigentes associativos, professores, estudantes, empresários, responsáveis políticos e oficiais, com o objetivo de criar uma rede capaz de promover a divulgação da língua portuguesa, reforçar a participação cidadã, dar a conhecer e divulgar a cultura através dos intercâmbios, do turismo sustentável e dos investimentos. O sucesso dos 1os Estados Gerais vem, entre outros, da forte representação das principais estruturas que atuam diariamente para os benefícios da comunidade lusófona em França. Um conjunto de entidades dinâmicas lutando pelas mesmas causas, tornou-se então consciente da sua existência e reuniu-se.
Assim, participaram nesta primeira edição 185 estruturas associativas e representantes do corpo docente da França, mas também de Portugal, Luxemburgo e Bélgica. Uma rede nasceu. A estes actores damos o nome de “Rede dos Estados Gerais da Lusodescendência” e que aguarda agora o lançamento de verdadeiras campanhas nacionais. A primeira dessas vai dizer respeito à promoção da língua portuguesa.
Os Estados Gerais da Lusodescendência ocorrem de dois em dois anos, baseado numa lógica de trabalho em rede, em torno destas campanhas nacionais. O formato mantêm-se idêntico e realizar-se-á na Casa de Portugal da Cidade universitária de Paris:
Expresso avança que investigação ao ex-primeiro-ministro começou com relatório enviado em 2013 pela Caixa à PJ. Nele, o banco dizia que Sócrates usaria a conta da mãe como “conta de passagem”.
500 páginas de uma investigação anterior ao processo judicial só agora são conhecidas. Caixa deu primeiro alerta sobre esquema de recebimento de dinheiro de Sócrates em abril de 2013. A informação prestada pelo banco público foi além do mero reporte de uma transação suspeita e continha já a base do que veio a tornar-se a Operação Marquês. Instrução do caso começa segunda-feira e pode demorar um ano. Operação Marquês tem 53 mil páginas e 13,5 milhões de ficheiros informáticos
Sócrates nunca apareceu referenciado, mas o facto de a transação suspeita envolver Santos Silva fez com que o procurador Rosário Teixeira determinasse a 17 de julho de 2013 que fosse integrado no PA principal, o 806/2013. Dois dias depois começava a Operação Marquês. »
Alfa/com Lusa, Expresso e outras fontes
Ultimato foi anunciado por Macron, Sánchez e Merkel e é possível que esta posição antecipe uma nova tomada de posição da União Europeia sobre a situação política na Venezuela.
Os três líderes europeus deram com efeito neste sábado oito dias a Nicolás Maduro para convocar eleições “transparentes”, caso contrário reconhecem Juan Guaidó como Presidente interino.
Numa sessão oficial no palácio da Moncloa, sede do Governo espanhol, o primeiro-ministro Pedro Sanchez sublinhou que Guaiadó deve liderar a transição para eleições livres na Venezuela, enquanto máximo representante da Assembleia Nacional venezuelana.
Emmanuel Macron optou pela rede social Twitter para passar a mesma mensagem: « O povo venezuelano deve poder decidir livremente o seu futuro. Se não forem anunciadas eleições em oito dias, poderemos reconhecer [Juan] Guaidó como ‘presidente interino’ da Venezuela para implementar esse processo político. Trabalhamos em conjunto com os nossos aliados europeus », anunciou o chefe do Governo francês.
A Alemanha acaba de anunciar a mesma possição através de um comunicado do Governo, citado pela agência France Press.
Recorde-se que, já na sexta-feira, o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, deixou claro que ou Nicolás Maduro aceita realizar “eleições livres no mais breve prazo possível”, ou a União Europeia (UE) reconhecerá que só Juan Guaidó o pode fazer.
“Se Nicolas Maduro mantiver a intransigência e se recusar a participar nesta solução de transição pacífica, isso significa que mais ninguém poderá contar com ele […] deixará de ser interlocutor válido” para a comunidade internacional, disse Santos Silva em Lisboa.
O ministro sublinhou que, a ser assim, isso significa “o reconhecimento de que só a Assembleia Nacional e o seu presidente estarão em condições de conduzir o processo eleitoral”.
Recorde-se que líder do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, autoproclamou-se na quarta-feira Presidente interino da Venezuela.
A Venezuela, país onde residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes, enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.
Foto JON NAZCA/REUTERS
Numa operação de extrema complexidade, marcada por uma série de dificuldades técnicas e sem interrupções, uma equipa de 100 operacionais esteve no terreno durante quase duas semanas a tentar resgatar a criança. Os pais de Julen, José Roselló e Victoria García, mantiveram-se no local a acompanhar de perto os trabalhos, enquanto tentavam alimentar a mais pequena esperança de encontrar o filho com vida.
Com 110 metros de profundidade e cerca de 30 centímetros de largura, o poço para onde caiu Julen localiza-se numa área montanhosa de difícil acesso, o que dificultou bastante a operação. “Resgate inédito e único no mundo”, “uma obra de engenharia humanitária”, “a montanha manda no nosso trabalho”, foram algumas das considerações feitas pelos especialistas, realçando os esforços hercúleos envolvidos na operação, que idealmente exigiam, no mínimo, meses de análise e estudos prévios por parte de empresas de engenharia.
Ao segundo dia, as autoridades começaram a traçar três hipóteses para salvar o pequeno Julen. Em contrarrelógio, a Guardia Civil decidiu experimentar ao mesmo tempo as três técnicas com vista a aumentar as hipóteses de encontrar a criança com vida. Uma deles passava por extrair areia do poço, enquanto outra consistia em abrir um buraco paralelo ao existente, de forma a evitar que a criança pudesse ser soterrada e a última técnica passava por abrir outro buraco, a partir da mesma boca do poço.
Entretanto, as autoridades, conseguiram encontrar um saco de guloseimas que a criança trazia consigo na altura da queda e pouco depois localizaram cabelos no interior do poço, cujo exame de ADN comprovou pertencerem a Julen.
Após a avaliação das três técnicas, as autoridades decidiram-se pela abertura de um túnel lateral e horizontal de cerca de 80 metros para tentar alcançar a zona onde se encontrava a criança, acreditando que esta seria aquela que implicava menos riscos. Mas as sucessivas dificuldades – nomeadamente as formações rochosas do terreno e um erro de cálculo do diâmetro do furo – obrigaram as equipas a recuar, por diversas vezes, atrasando os trabalhos antes de abrirem um novo túnel.
Só ao décimo dia, os mineiros se preparavam para avançar com a etapa final do resgate. Contudo, um novo obstáculo voltou a atrasar a operação. E só entre esta quinta e sexta-feira, os oito elementos da Brigada de Salvamento Mineiro das Astúrias avançaram para o interior do túnel para escavar manualmente os últimos quatro metros de uma galeria vertical até ao local onde caiu Julen. “A fase mais crítica”, segundo o comandante da operação. Mas a extrema dureza do terreno obrigou a quatro microexplosões, que voltaram a atrasar a operação, antes de os mineiros resgatarem Julen.
No local, esteve cerca de uma centena operacionais apoiados por várias máquinas, da Corporação de Bombeiros, Proteção Civil, Equipa de Resgate na Montanha de Álora e Granada, Brigada de Salvamento Mineiro das Astúrias, mergulhadores e especialistas de empresas de engenharia nacionais e internacionais.
Para a família foram quase duas semanas de angústia. Acompanhados por uma equipa de psicólogos, José Roselló e Victoria García estiveram sempre na pequena localidade de Totálan, com cerca de 700 habitantes, recebendo diariamente millhares de mensagens de apoio após o incidente que ocorreu no dia 13 de janeiro.
Foi por volta das 14h locais (13h em Lisboa) desse domingo, que Julen caiu num poço ilegal em Totálan quando se dirigia com a família para a casa de um familiar que vivia na zona. Iam preparar paella para o almoço. Os pais dizem que só se aperceberam da queda do filho quando o ouviram chorar por breves instantes.
Nestes dias ali se mantiveram à espera de um ‘milagre’. Um milagre que não aconteceu quando, em 2017, José Roselló e Victoria García perderam o filho mais velho, de três anos, que caiu inanimado no passeio marítimo de Palo, na sequência de um problema cardíaco. E o fim trágico voltou a repetir-se. O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, já enviou as condolências à família.

Foto: SEBASTIEN NOGIER
O técnico regressa ao comando dos monegascos quase quatro meses depois de ter abandonado a equipa.
O Mónaco é atualmente o penúltimo classificado da liga francesa de futebol.
Em comunicado divulgado na página oficial na internet, o clube do Principado anuncia que o treinador luso, de 44 anos, celebrou contrato até junho de 2021 e “iniciará funções, juntamente com a sua equipa técnica, no domingo”.
O Mónaco já tinha anunciado ter cessado o vínculo com o francês Thierry Henry, que tinha substituído Jardim em outubro de 2018.
https://twitter.com/AS_Monaco/status/1088897057757294598
Alfa/Lusa.
Alfa/Expresso (extrato)
Na semana passada, a polícia de Budapeste prendeu Rui Pinto. Pode dizer-nos se existe alguma diferença entre Rui Pinto e John, o whistleblower dos Football Leaks?
Rui Pinto é o John. Dito isso, não estou a dizer que ele é o único whistleblower do Football Leaks. Ele faz parte do Football Leaks, mas há, claro, outras fontes.
Por que está a revelar a sua identidade agora?
A prisão trouxe-lhe muito stress e, depois de recuperar disso, ficou claro para ele que tinha de confirmar o facto de que é o John. Ele precisava de um pouco de tempo para isso, o que é compreensível. Ter sido preso e ter sido quase extraditado foi devastador para ele e para a sua família. Além disso, imediatamente após a sua detenção, ele foi apresentado pelos media portugueses simplesmente como um hacker, quando ele é um whistleblower relevante.
Em que condições se encontra o seu cliente? Como é que ele lidou com os acontecimentos dos últimos dias?
Tive a oportunidade de estar com os pais dele, que apoiam totalmente o filho. Eles estão, obviamente, assustados com toda a cobertura mediática. Tivemos uma reunião intensa para prepararmos a sua defesa. Estou convencido de que ele tem agora uma equipa jurídica internacional muito forte e competente, dedicada a defendê-lo. Acreditamos que podemos reunir argumentos fortes e convincentes. Claro que não somos ingénuos. Considero que este é um caso histórico e sem precedentes para a Europa. Baseia-se no contraste entre as acções agressivas das autoridades portuguesas, por um lado, e o interesse de várias autoridades [de outros países] em obter o seu testemunho e acesso a todos os dados e discos rígidos para poderem ser usados nas suas investigações criminais.
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