Ricardo Salgado: « Penso todos os dias nos lesados do BES e sofro com isso »

Em entrevista à Rádio TSF. « Sofro com isso ». E ataca o Banco de Portugal.

Foto PAULO CUNHA / LUSA

Ricardo Salgado, antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES), garante que sofre com os problemas dos lesados do BES. « Devo dizer que falo com muitos lesados. Penso todos os dias nos lesados. Todos os dias. E sofro com isso », declarou o ex-banqueiro em entrevista à rádio TSF, difundida este domingo.

« O Banco Espírito Santo tem 150 anos e nunca lesou ninguém. Agora, quem desencadeou este processo do cerco à área não financeira do grupo é que acabou por fazer cair empresas como a Tranquilidade e outras. Não fui eu que provoquei os lesados, não fui eu que causei esta resolução. Não sou responsável por isso », defendeu-se Ricardo Salgado.

Salgado insiste que não foi o culpado da queda do BES, que resultou, na sua perspetiva, da resolução imposta pelo Banco de Portugal, para isolar o banco dos riscos da sua exposição aos outros negócios do Grupo Espírito Santo.

« Foi um erro. Aquilo é típico do médico que mata um cliente porque lhe aplicou um remédio que não é apropriado. Um remédio ao lado daquilo que deveria ter sido », afirmou Ricardo Salgado à TSF.

Na entrevista, o ex-líder do BES admite que consegue dormir, mas « não totalmente descansado ».

« “Os jogadores estão a fazer de mim treinador”, Lage. Declarações dos treinadores do FCP – SLB

Depois do jogo de sábado à noite que deu a vitória às águias no campo dos dragões e levou o Benfica para a frente do campeonato português, as declarações dos treinadores.

Sérgio Conceição: « Acho que, sinceramente, se o empate já era mau, com a derrota ficamos verdadeiramente desiludidos. A vitamina ideal para o Benfica foi um golo surgido do nada.  O normal era não perder este jogo.  »

Bruno Lage: “Os jogadores estão a fazer de mim treinador. O  mérito é deles. Gosto muito de usar a palavra equilíbrio. Foi um golo cedo, de bola parada. O FC Porto entrou muito bem. Tentámos controlar isso e, aos poucos, sentimos que o jogo veio-nos parar à mão. »

 

 

Contribuintes dão mais 850 milhões ao Novo Banco

Contribuintes dão mais 850 milhões ao Novo Banco. E quem paga a fatura política?

Foto TIAGO MIRANDA

A instituição bancária vai voltar a precisar de ajuda e as forças políticas já começaram a jogar no tabuleiro das acusações. À direita do PS culpa-se o governo, enquanto o Bloco de Esquerda responsabiliza PSD, CDS-PP e PS pela situação atual. Comunistas e bloquistas apostam na reversão da privatização.

Alfa/Expresso por João Miguel Salvador

A notícia de que o Novo Banco vai pedir uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, 850 milhões dos quais serão pedidos ao Estadoconhecida esta sexta-feira, trouxe a instituição bancária para o topo da agenda política e a maré de reações ainda não parou. Em causa, explica o banco presidido por António Ramalho, estão “perdas das vendas e da redução dos ativos ‘legacy‘”, mas para a classe política o que está em jogo é muito maior do que isso.

Depois de Mário Centeno ordenar uma auditoria à concessão de créditos problemáticos do Novo Banco — que estão a obrigar à injeção de capital pelo Fundo de Resolução e, por essa via, do Estado — e de o presidente do banco responder que “todas as auditorias são bem-vindas”, é a vez de novas vozes se juntarem à polémica iniciada nesta sexta-feira. É certo que as reações surgem dos mais diversos quadrantes, mas esta é uma luta que a oposição está apostada em ganhar.

UM SACO SEM FUNDO

Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD às eleições europeias que acontecem este ano, acusa o ministro das Finanças de ter “duas caras” (“uma cara em Lisboa e tem outra cara em Bruxelas”) e que isso também já se verifica em relação ao Novo Banco. Para Rangel, Mário Centeno não pode “lavar as mãos como Pilatos” nesta questão. “Prometeu-nos um determinado quadro, quando fez a venda que fez, e agora o que nós vemos é que esse quadro é uma espécie de saco sem fundo. E, portanto, o ministro Centeno tem de responder e tem de explicar”, expressou em Castelo Branco, à margem da iniciativa “Democracias XXI”, dinamizada pela Distrital de Castelo Branco da JSD.

Não é o único a querer ser ouvido e é do lado do CDS-PP que também surgem palavras fortes. Os centristas querem ouvir Mário Centeno sobre o Novo Banco no parlamento “com a máxima urgência” e apontam a próxima semana como o tempo ideal para que o ministro das Finanças explique o que aconteceu.

Querem que Mário Centeno dê uma explicação « ao país e ao parlamento sobre estes novos factos ». « O CDS considera preocupantes e encara até com alguma estupefação estas notícias, porque contrariam aquilo que, nomeadamente por perguntas feitas por deputados do CDS, o Governo e o ministro das Finanças sempre disseram », afirmou o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, em declarações à agência Lusa. « Esta necessidade e eventual injeção de capital público foi aquilo que o ministro das Finanças disse que não iria acontecer por força do mecanismo criado e que então mereceu a nossa crítica », acrescentou.

MENTIRAS DO PSD, CDS E PS

À esquerda do PS as críticas também se fazem ouvir e os partidos que suportam o Governo já mostraram a sua preocupação face às noticias agora conhecidas. Com uma abordagem diferente da apresentada pela direita, que aposta na responsabilização do governo, o Bloco de Esquerda inclui PSD e CDS-PP nos culpados da situação atual, ao passo que o PCP não esconde a vontade de que a privatização seja revertida. Os comunistas voltaram este sábado a defender o regresso do Novo Banco à esfera pública, de modo a impedir ” »a entrega de milhares de milhões de euros » a privados. “Se o Estado paga o banco, o Estado deve gerir o banco.” Nesta matéria, é já certo que o PCP terá o apoio dos bloquistas.

Este sábado, quando responsabilizou PSD, CDS e PS pela situação do Novo Banco, Catarina Martins afirmou que “o que aconteceu com o BES e o Novo Banco é uma lição do que não deve ser feito no país”. Para a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), que falava aos jornalistas em Amarante, é inconcebível que “o mesmo Governo que diz que não há dinheiro para reivindicações laborais — que quando olhamos para a dimensão do novo Banco, são, de facto, tão modestas — continua sem compreender que é preciso uma alteração profunda da forma como este país lida com o sistema financeiro”.

Para a dirigente do Bloco, PSD e CDS « mentiram ao país » quando disseram que a resolução do BES não ia ter custos para o erário publico e frisa que a conta “já vai em mais de cinco mil milhões de euros”, mas para Catarina Martins os dois partidos de direita não são os dois únicos mentirosos da história. Na mesma intervenção, considerou que o Governo do PS mentiu “quando garantiu que a venda do Novo Banco era a melhor forma de travar o gasto de dinheiro público com o ex-BES”.

Catarina Martins não terminou as suas declarações sem reafirmar o que diz ter sido sempre uma bandeira do Bloco. « Sempre dissemos: se nós pagamos, mais vale sermos donos. O banco devia ter ficado para o Estado, porque nós continuamos a pagar um banco que, de facto, foi entregue a acionistas privados, foi entregue a uma multinacional », acentuou, concluindo: « Estamos a pagar os lucros dos outros. Nacionalizámos prejuízos e continuamos a pagar esses prejuízos ».

Conan Osíris vence Festival da Canção

Conan Osíris é o representante português no Festival da Eurovisão

Conan Osíris é o vencedor do Festival da Canção com a canção ‘Telemóveis’. O músico conquistou a vitória no concurso depois de ser o mais votado tanto pelo júri como pelo público.

A final do certame realizou-se este sábado à noite na Portimão Arena, em Portimão.

‘Telemóveis’ será a canção representante de Portugal no festival da Eurovisão, que se realiza em Telavive, Israel, em maio.

A classificação final, combinando votos do júri nacional e do público, foi esta:

1. Conan Osíris – ‘Telemóveis’ (Conan Osiris)
2. NBC – ‘Igual a Ti’ (NBC)
3. Matay – ‘Perfeito’ (Tiago Machado e Boss AC)
4. Madrepaz – ‘Mundo a Mudar’ (Frankie Chavez)
5. Surma – ‘Pugna’ (Surma e Tiago Félix)
6. Calema – ‘A Dois’ (Calema e Nelson Hel

7. Mariana Bragada – ‘Mar Doce’ (Mariana Bragada)
8. Ana Cláudia – ‘Inércia’ (Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro)

Depois da vitória, Conan OsÍris declarou: « Se calhar as pessoas precisaram de tempo para digerir ». Osíris admite que se calhar o público já o compreende melhor agora.

 

Benfica vence FC Porto por 2-1 e é o novo líder da Liga Portuguesa de futebol

O Benfica venceu  no terreno do FC Porto, por 2-1, e passou para a liderança da I Liga portuguesa de futebol, com uma vantagem de dois pontos sobre os ‘dragões’, a 10 jornadas do final do campeonato.

No ‘clássico’ da 24ª ronda, disputado no Estádio do Dragão, o espanhol Adrián López marcou para o FC Porto, aos 19 minutos, mas João Félix, aos 26, e Rafa, aos 52, fizeram os golos da vitória do Benfica, que não perde desde a visita ao Portimonense (2-0), na 15ª ronda, após a qual Bruno Lage assumiu o comando da equipa substituindo Rui Vitória.

O Benfica, que jogou desde os 77 minutos reduzido a 10, por expulsão de Gabriel, passou a somar 59 pontos, contra 57 do campeão nacional, cuja última derrota na I Liga tinha acontecido na Luz, perante os ‘encarnados’ (1-0), na sétima jornada. De então para cá, os ‘azuis e brancos’, acumularam 16 jogos sem perder.

O Sporting de Braga, terceiro classificado, com 49, e o Sporting, quarto, com 46, jogam no domingo, perante Rio Ave e Portimonense, respetivamente.

Resultados da 24.ª jornada da I Liga de futebol:

– Sexta-feira, 01 mar:

Desportivo das Aves – Boavista, 2-0 (0-0 ao intervalo)

– Sábado, 02 mar:

Nacional – Tondela, 3-2 (1-1)

Moreirense – Vitória de Setúbal, 1-1 (1-1)

FC Porto – Benfica, 1-2 (1-1)

– Domingo, 03 mar:

Desportivo de Chaves – Santa Clara, 16:00

Belenenses – Feirense, 16:00

Rio Ave – Sporting de Braga, 18:30

Sporting – Portimonense, 21:00

– Segunda-feira, 04 mar:

Vitória de Guimarães – Marítimo, 21:15

Alfa/Lusa.

Conselheiros portugueses na Europa apelam a voto nas eleições. Luísa Semedo reeleita Presidente

Reunião anual no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa. A cronista regular da Rádio Alfa, Luísa Semedo, foi reeleita por unanimidade para a presidência da região Europa do Conselho das Comunidades Portuguesas. Conselheiros na Europa apelam a voto nas europeias e legislativas

Alfa/Lusa

A presidente do Conselho Regional da Europa do Conselho das Comunidades Portuguesas apelou na sexta-feira, 01, ao voto dos emigrantes nas próximas eleições europeias e legislativas, para « mostrar o interesse » da emigração por Portugal.

« A mensagem é votar, aproveitar este direito que conseguimos alcançar e mostrar que nos interessamos por Portugal e pela nossa vida lá fora, pela vida dos nossos filhos », afirmou Luísa Semedo, no final da reunião anual do Conselho Regional da Europa do Conselho das Comunidades Portuguesas, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa.

Luísa Semedo sublinhou ainda que os emigrantes podem expressar « o sentimento de filiação à Pátria » no exercício do voto nas eleições europeias, em 26 de maio, e das legislativas, em 06 de outubro.

Nas eleições para o parlamento europeu de 2014, dos 244.986 eleitores portugueses inscritos em todo o mundo, em 71 consulados, apenas 5.129 votaram, a que correspondeu 2,09 por cento do universo de votantes.

Já na região Europa, somente 1.728 portugueses registados nos cadernos eleitorais votaram de entre os 80.932 eleitores inscritos em 29 consulados.

Ressalvando a importância do Conselho das Comunidades Portuguesas (CPP), por estar « acessível aos emigrantes », Luísa Semedo assinalou que « os portugueses não têm como chegar a quem os governa, a quem pode mudar as suas vidas ».

Luísa Semedo, que foi reconduzida hoje na presidência, fez um « balanço positivo » da reunião anual do Conselho Regional da Europa, com encontros com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, deputados e elementos representativos da sociedade civil, CGPT e Observatório da Emigração.

Entre os temas abordados na reunião do Conselho Regional da Europa do CPP estiveram o ‘Brexit’, o atraso na atribuição de pensões a emigrantes com carreira contributiva em Portugal, o ensino da língua portuguesa e a nova lei eleitoral.

« Uma das conclusões foi a de que há vários problemas que se têm arrastado ao longo destes anos e que não têm ainda solução. Continuamos a batalhar nas mesmas questões de há dez ou 20 anos. Não há vontade política », frisou, destacando os problemas orçamentais do CPP e do ensino de português.

Nesta última área, « não se tem conseguido uma continuidade no ensino, desde o pré-escolar ao liceu ».

Na eleição realizada hoje, Luísa Semedo foi reeleita para um mandato de um ano, com a unanimidade dos votos dos conselheiros de Alemanha, Andorra, Bélgica, França, Reino Unido, Luxemburgo, Suécia e Suíça.

O conselheiro das comunidades portuguesas na Suécia, Amadeu Batel, foi eleito secretário do Conselho Regional da Europa do Conselho das Comunidades Portuguesas.

Venezuela. Portugal oferece passaportes e cartões de cidadão (gratuitos)

Estado português já ofereceu 4 mil passaportes. O objetivo do Governo é facilitar a saída de portugueses da Venezuela. Ensino de português lá e criação de emprego cá são as prioridades

José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades, reconhece que a situação na Venezuela é delicada <span class="creditofoto">FOTO Alberto Frias</span>

José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades, reconhece que a situação na Venezuela é delicadaFOTO ALBERTO FRIAS

O objetivo do Governo é facilitar a saída de portugueses da Venezuela. Ensino de português lá e criação de emprego cá são as prioridades

Alfa/ Expresso – por MIGUEL SANTOS CARRAPATOSO

Paulo Rangel chamou-lhe “diplomacia de pantufas” e “política de veludo”. José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades, responde com outra provocação: “Onde é que esteve Paulo Rangel até agora?” Nos últimos anos, em particular desde 2016, o Governo garante ter intensificado os esforços no apoio à comunidade portuguesa na Venezuela e aos portugueses e lusodescendentes que querem regressar a Portugal. Deixou de cobrar qualquer valor pela emissão de passaportes, reforçou a rede consular e criou ofertas de emprego específicas para portugueses que residam na Venezuela e queiram começar uma nova vida em Portugal, por exemplo. Não se trata do plano de contingência pensado para o cenário mais extremo. Esse existe, mas tem carácter reservado, porque importa evitar fugas de informação como aquela que comprometeu a missão dos oito agentes das Operações Especiais da PSP (GOI), impedidos de entrar em Caracas no início de fevereiro. É antes um esforço para mitigar os efeitos de um eventual e acelerado regresso de milhares de cidadãos portugueses e lusodescendentes a Portugal — estima-se que existam 300 mil na Venezuela.

Entre 2015 e 2018, chegaram a Portugal 10 mil pessoas vindas da Venezuela. Só a região da Madeira acolheu 6 mil. O Governo português acredita que chegarão mais e quer facilitar o regresso de milhares antes que a crise se torne ainda mais dramática. A não cobrança de atos consulares insere-se nessa estratégia: desde outubro de 2018, o Estado português deixou de cobrar qualquer valor pela emissão de passaportes, cartões de cidadão ou registos de nacionalidade na Venezuela. Foi o único país da União Europeia a fazê-lo, e só neste período já foram emitidos 4505 novos passaportes e 4076 cartões de cidadão. Isto depois de ter decidido, em 2016, congelar os preços dos atos consulares. No conjunto destes três anos, já foram emitidos mais de 60 mil passaportes.

(Continue a ler este trabalho em Expresso-semanário, edição deste sábado)

Coletes amarelos. É sábado, há novas manifestações em Paris, Lyon, Lille, Bordéus…

Novas manifestações este sábado em Paris, Lyon, Lille, Bordéus… Os coletes amarelos voltam a manifestar-se pelo 16º consecutivo.

Com esta nova jornada de mobilização que está a ser apresentada como sendo um prelúdio para uma mais forte mobilização em março, os « coletes » têm um objetivo: pretendem assinalar o fim do « grande debate » lançado pelo Presidente Emmanuel Macrom, que temina a meados do mês, com a apresentação das suas conclusões.

O Governo acentou o discurso repressivo contra os « casseurs » e o que chamou « os cúmplices » que com eles manifestam,

Portugal: Carnaval com chuva, vento e temperaturas mais baixas

A chuva vai chegar a Portugal continental no final desta tarde, tornando-se mais intensa durante domingo. Na terça-feira de Carnaval as temperaturas devem baixar e o vento vai soprar mais forte.

Foto: André Gouveia / Global Imagens

Segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), preveem-se períodos de chuva fraca ou chuvisco no litoral Norte e Centro a partir do final desta tarde, que se vão intensificar no domingo, estendendo-se a todas as regiões do Norte e Centro do país.

Para terça-feira, a probabilidade de ocorrência de precipitação varia entre 60% e 90% no Minho e Douro Litoral, entre 50% e 70% nas restantes regiões do Norte e Centro e entre 20% e 50% na região Sul.

A previsão especial de Carnaval do IPMA indica que o vento vai soprar fraco, mas ficará mais intenso a partir da manhã de domingo nas regiões Norte e Centro, voltando a abrandar na noite de domingo para segunda-feira.

Na tarde de terça-feira de Carnaval o vento vai novamente soprar mais forte, sobretudo no litoral Norte.

O IPMA prevê uma subida de temperatura, em especial da mínima, até sábado, e a partir de domingo uma descida, em especial da máxima, que na terça-feira de Carnaval deverá variar entre os 15º e os 19ºC e, no interior Norte e Centro, entre os 11ºC e os 14ºC.

A agitação marítima deverá ser forte, com ondas de oeste/noroeste com 3,5 a 4,5 metros a norte do Cabo da Roca a partir da tarde de domingo e manhã de segunda-feira.

Para a Madeira, o IPMA prevê céu muito nublado, com possibilidade de aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas, com uma probabilidade de ocorrência de chuva entre 20% e 60% a partir da tarde de terça-feira.

O vento soprará de norte/nordeste fraco a moderado, por vezes forte nas terras altas, rodando para o quadrante leste na segunda-feira e para o quadrante sul na terça-feira de Carnaval, dia em que se vai intensificar, tornando-se moderado a forte.

 

Alfa/JN/Lusa

Crianças, a « Momo » não existe e não vos vai fazer mal

Desafio violento na Internet que tem crianças como alvo está a preocupar os pais, numa altura em que circulam novos relatos de casos. Instituto de Apoio à Criança apela à partilha e diálogo, para evitar consequências graves.

Há alguns meses que o nome « Momo » vai ganhando espaço nas redes sociais, nos jornais, nos alertas da Polícia e, sobretudo, na vida de pais preocupados incapazes de controlar tudo o que os filhos veem na Internet. É uma espécie de desafio, que começou há meses no WhatsApp e que é atribuído como causa de suicídios infantis e ataques violentos, à semelhança da « Baleia Azul ».

Funciona assim: um utilizador desconhecido, que tem como imagem associada a de uma mulher com os olhos esbugalhados e um sorriso que pode assustar os mais vulneráveis, coage menores a cometer atos violentos. Segundo explicou a Unidade de Investigação de Delitos Informáticos do Estado de Tabasco, no México, quem envia a mensagem dá indicações à criança para fazer mal a si própria, sob ameaça de que a família sofrerá se as mesmas não forem seguidas, garantindo ter acesso a informações pessoais do destinatário.

De acordo com a BBC, a imagem assustadora em causa pertence a uma escultura que representa uma mulher-pássaro e faz parte de uma exposição sobre fantasmas e espetros de uma galeria de arte em Ginza (Tóquio), de 2016.

Youtube nega « Momo » em vídeos

O fenómeno já não é novo, mas novos casos divulgados nos últimos dias no Facebook trouxeram-no novamente para a atualidade mediática. Pais de crianças – entre os quais uma mãe portuguesa a viver na Alemanha – alertaram, em publicações que se tornaram virais, que a tal figura apareceu em vídeos infantis no Youtube, nomeadamente no jogo Fornite e nos desenhos animados Porquinha Peppa. A plataforma respondeu, num comunicado internacional, não haver nenhuma evidência de vídeos a promover o desafio Momo.

« Contrariamente a relatos da imprensa, não temos recebido qualquer evidência de vídeos que mostrem ou promovam o desafio Momo no Youtube. Conteúdo desse tipo estaria a violar as nossas políticas e seria imediatamente removido quando detetado », esclareceu ao JN o Youtube.

Instituto de Apoio à Criança não recebeu queixas

No Reino Unido, a divulgação em massa de um novo relato levou especialistas e instituições de apoio à criança, nomeadamente de apoio em situação de risco de suicídio, a alertar que o fenómeno não é mais do que um caso de « pânico moral » criado por adultos.

Em Portugal, o Instituto de Apoio à Criança (IAC) garante não ter recebido qualquer participação a dar conta do caso, considerando que, a ser verdade, é « muito grave e nefasto para a saúde mental e física das crianças », podendo provocar perturbações de sono, alimentação e outras.

« Geralmente, acontece numa fase em que a criança se está a construir e não tem ainda uma estrutura de personalidade formada para tomar decisões em consciência, não tendo noção do perigo real », explicou ao JN Melanie Tavares, coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do IAC.

A responsável disse ainda que este tipo de situação causa « angústia dupla », uma vez que as crianças sofrem por receberem as mensagens e por acharem que não as podem partilhar com os pais – segundo a indicação que recebem na mensagem.

O que se deve fazer?

Neste ou em qualquer caso que cause medo ou ansiedade, as crianças devem partilhar o que viram ou ouviram com os pais. « Não existe consequências » em fazê-lo, descansa a coordenadora.

Já os pais devem abordar as questões com os filhos, podendo aconselhá-los a falarem, em alternativa, com alguém próximo em quem confiem, « como a professora, a tia, o irmão mais velho ». Ocultar nunca é a solução. « Não há nada pior do que a falta de informação. As crianças vão acabar por ouvir falar disso, mas não sabem decifrar », disse Melanie.

Um caso detetado em Portugal

O Comando Territorial de Coimbra da GNR registou, no ano passado, uma ocorrência relacionada com o desafio viral protagonizado pela sinistra figura. A informação foi avançada ao JN na altura por fonte oficial da Guarda que, por se tratar de caso único, não quis avançar mais pormenores.

 

Alfa/JN