O impacto económico da crise dos Coletes Amarelos. Perdas na economia e a França com má imagem para turistas e investidores estrangeiros. Volte a ouvir aqui a crónica de terça-feira do economista e professor de SciencesPo, Pascal de Lima:
Coletes amarelos. Governo suspende aumentos de combustíveis, do gás e da eletricidade
França suspende tributação sobre combustíveis por seis meses. “Nenhum imposto merece colocar em risco a unidade da Nação”, disse o primeiro-ministro francês. Édouard Philippe anunciou um período de consultas, durante o qual não aumentarão também nem os preços da eletricidade, nem os do gás. Está suspenso igualmente o endurecimento da inspeção técnica de veículos

THEO ROUBY/GETTY IMAGES
O Governo francês suspendeu « por seis meses » o aumento da tributação nos combustíveis, enquanto o gás e a eletricidade « não vão aumentar durante o inverno », anunciou esta terça-feira o primeiro-ministro, que quer assim reverter a crise dos « coletes amarelos ».
« Estabelecer o percurso e mantê-lo é uma necessidade para governar a França, mas nenhum imposto merece colocar em risco a unidade da Nação », disse Édouard Philippe num discurso na televisão francesa, acrescentando que « deveria ser surdo » se « não ouvisse a ira » dos franceses.
Numa « preocupação pelo apaziguamento », o Governo e o Presidente francês, Emmanuel Macron, decidiram suspender por seis meses as medidas fiscais que deveriam entrar em vigor a 1 de janeiro de 2019.
« Durante este período de tempo, queremos identificar e implementar medidas de apoio justas e eficazes e, se não as encontrarmos, vamos tirar as consequências », acrescentou o primeiro-ministro.
O primeiro-ministro também declarou que está suspenso o endurecimento da inspeção técnica de veículos, outro dos pedidos originais dos « coletes amarelos », por seis meses com objetivo de « encontrar as justas adaptações ».
Por fim, nem os preços da eletricidade nem do gás aumentarão, como planeado, « durante as consultas e, portanto, durante o próximo inverno », disse o chefe do Governo.
« Essas decisões, imediatas, devem trazer tranquilidade e serenidade ao país » e « permitir um diálogo real sobre todas as preocupações expressadas nas últimas semanas », acrescentou Édouard Philippe.
A concertação local sobre a transição anunciada pelo Executivo diante da crise de « coletes amarelos » será realizada de 15 de dezembro a 1 de março, afirmou Philippe, dizendo-se « pronto » para « melhorar » e « complementar » as « medidas de apaziguamento » reveladas pelo executivo.
« O Governo fez propostas, talvez sejam insuficientes ou inadequadas, as soluções devem ser diferentes nas grandes cidades e no campo. Vamos falar sobre isso, vamos melhorar, vamos acertar », disse o primeiro-ministro.
O fim de semana ficou marcado em França por violentos protestos do movimento dos « coletes amarelos », sobretudo por desacatos em Paris e por atos de vandalismo no Arco do Triunfo.
O monumento, que é símbolo emblemático de Paris e da própria França, foi pintado, o seu museu saqueado e uma estátua partida, à margem dos protestos.
Os últimos dados sobre sábado indicam que 136 mil pessoas se juntaram à mobilização dos « coletes amarelos » e que houve 263 feridos, além de centenas de detidos.
“Coletes amarelos”: Governo francês recua e vai suspender aumento dos preços dos combustíveis
Os protestos dos “coletes amarelos” assumiram grandes proporções e refletem agora uma revolta mais generalizada contra o Governo
O Governo francês vai suspender o aumento do imposto sobre os combustíveis que motivou semanas de protestos violentos.
O primeiro-ministro, Édoard Philippe, tentou chegar a acordo com os manifestantes mas estes cancelaram as negociações, dizendo estarem a ser alvo de ameaças de morte de extremistas.
Os protestos dos “coletes amarelos” assumiram grandes proporções e refletem agora uma revolta mais generalizada contra o Governo. O movimento cresceu através das redes sociais e tem adeptos em todo o espetro político francês.
Três pessoas morreram desde o início dos confrontos. A violência resultante e o vandalismo, designadamente depois de estátuas terem sido destruídas no Arco do Triunfo, em Paris, foram amplamente condenados.
O Presidente Emmanuel Macron acusa os seus opositores políticos de sequestrarem o movimento dos “coletes amarelos” para bloquearem as suas reformas.
Portugal Convidado do Carrousel des Métiers d’ Art et de Création em Paris
A edição de 2018 do Carrousel des Métiers d’Art et de Création irá decorrer entre os próximos dias 6 e 9 de dezembro.
Trata-se de uma feira organizada pela Chambre Régionale de Métiers et de l’Artesanat de Ile de France e tem lugar no conhecido espaço do Carrousel du Louvre, galeria comercial localizada na parte inferior da pirâmide invertida do Louvre entre o Musée du Louvre (que acolheu, em 2017, cerca de 8,1 milhões de visitantes, dos quais 5,8 milhões estrangeiros) e o Jardin des Tuileries .
Segundo informação oficial da Embaixada em França, « Portugal é o país convidado nesta feira de venda direta de produtos e que conta com a participação de mais de 300 expositores, espalhados por uma área de exposição de 6 000m2, e onde são esperados mais de 30 000 visitantes naquela que é considerada a mais importante exposição dedicada ao artesanato em França ».
A participação nacional nesta feira, promovida e organizada pela AICEP, contempla um espaço coletivo de Portugal com uma área 120 m2 onde estarão presentes 12 empresas e uma associação de desenvolvimento local: ADXTUR- Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, Carapau Portuguese Products, Castebel, Claudia Nair e Victor Escaleira, Dedal, Fernanda Lamelas, Invidro Glass Art, Likecork, Liliana Alves Jewelry, Marita Moreno, MI.AM.BU, Sugo Cork Rugs e Vicara Design.
« Acreditamos que a participação coletiva de empresas e artesãos portugueses nesta iniciativa pode vir a constituir um marco importante na promoção internacional do artesanato português e constitui uma excelente ocasião para mostrar na “capital do luxo” um Portugal inovador, moderno, competitivo e global », refere, em comnunicado, Rui Paulo Almas, diretor do AICEP em Paris e Conselheiro económico e comercial da Embaixada de Portugal em França.
Expoisção de Paula Rego em Paris. Até 14 de janeiro
Exposição a não perder da grande pintora portuguesa, Paula Rego, no Musée de l’Orangerie, em Paris. « Les contes cruels » de Paula Rego, até 14 de janeiro. Volte a ouvir aqui a crónica de segunda-feira de Miguel Magalhães, diretor da fundação Gulbenkian em Paris:
Modric vencedor da Bola de Ouro 2018
O futebolista croata Luka Modric venceu hoje a Bola de Ouro de 2018, sucedendo ao português Cristiano Ronaldo, que tinha vencido as duas últimas edições, anunciou hoje a revista France Football.
Depois de dez edições – entre 2010 e 2015, o prémio era atribuído em conjunto pela France Football e pela FIFA – em que Ronaldo e o argentino Lionel Messi dividiram os galardões, Modric interrompeu o monopólio dos dois.
Vencedor da Liga dos Campeões pelo Real Madrid, tal como Ronaldo, que, entretanto, se mudou para a Juventus, e vice-campeão mundial, Modric já tinha vencido a votação para o prémio The Best, entregue pela FIFA, e o de melhor jogador da UEFA.
Cristiano Ronaldo terminou na segunda posição, seguido do francês Antoine Griezmann (Atlético de Madrid).
O francês Kylian Mbappé venceu o primeiro Prémio Kopa, que premeia o melhor jogador sub-21 e que foi eleito por 33 antigos vencedores da Bola de Ouro.
O jovem jogador, que, em 20 de dezembro, cumpre 20 anos, venceu a liga francesa ao serviço do Paris Saint-Germain e foi peça importante na conquista do Mundial2018 pela França.
O pódio do Prémio Kopa ficou completo com o norte-americano Christian Pulisic (Borussia Dortmund) e com o holandês Justin Kluivert (Roma).
Também pela primeira vez foi entregue a Bola de Ouro feminina, ganha pela norueguesa Ada Hegerberg, que, ao serviço do Lyon, venceu a Liga dos Campeões, na qual foi a melhor marcadora.
Hegerberg levou a melhor sobre a dinamarquesa Pernille Harder (Wolfsburgo) e sobre a alemã Dzsenifer Maroszan (Lyon), com a brasileira Marta (Orlando), que recebeu o prémio de melhor jogadora da FIFA, a ser quarta.
Alfa/Lusa.
Sporting vence em Vila do Conde e fecha jornada em segundo
O Sporting venceu hoje em casa do Rio Ave por 3-1, no jogo que encerrou a 11.ª jornada da I Liga de futebol, fechando a ronda no segundo posto, a dois pontos do comandante FC Porto.
Os ‘leões’ adiantaram-se cedo no marcador, aos oito minutos, por Bruno Fernandes, ainda permitiram que João Schmidt igualasse, quatro minutos depois, mas golos de Bas Dost, aos 23, e de Jovane Cabral, aos 72, sentenciaram a partida e permitiram que o treinador holandês Marcel Keizer também se estreasse no campeonato com um triunfo, depois das vitórias na Liga Europa e Taça de Portugal.
Com este triunfo, o Sporting fechou a 11ª jornada no segundo posto com 25 pontos, menos dois do que o FC Porto, líder, enquanto o Rio Ave concluiu a ronda na sexta posição com 18 pontos, os mesmos do que o Vitória de Guimarães, quinto.
Resultados da 11ª jornada da I Liga:
– Sexta-feira, 30 nov:
Santa Clara – Belenenses, 2-3 (1-1 ao intervalo)
– Sábado, 01 dez:
Marítimo – Vitória de Setúbal, 0-1 (0-0)
Benfica – Feirense, 4-0 (0-0)
Sporting de Braga – Moreirense, 2-0 (2-0)
– Domingo, 02 dez:
Portimonense – Tondela, 3-2 (3-1)
Desportivo das Aves – Nacional, 2-3 (1-1)
Desportivo de Chaves – Vitória de Guimarães, 0-1 (0-1)
Boavista – FC Porto, 0-1 (0-0)
– Segunda-feira, 03 dez:
Rio Ave – Sporting, 1-3 (1-2)
Alfa/Lusa.
Modric sucede a Cristiano Ronaldo como vencedor da Bola de Ouro
O futebolista croata Luka Modric venceu hoje a Bola de Ouro de 2018, sucedendo ao português Cristiano Ronaldo, que tinha vencido as duas últimas edições, anunciou hoje a revista France Football.
https://twitter.com/lachainelequipe/status/1069702253232173057
Depois de dez edições – entre 2010 e 2015, o prémio era atribuído em conjunto pela France Football e pela FIFA – em que Ronaldo e o argentino Lionel Messi dividiram os galardões, Modric interrompeu o monopólio dos dois.
Vencedor da Liga dos Campeões pelo Real Madrid, tal como Ronaldo, que, entretanto, se mudou para a Juventus, e vice-campeão mundial, Modric já tinha vencido a votação para o prémio The Best, entregue pela FIFA, e o de melhor jogador da UEFA.
La première réaction du Ballon d'Or France Football 2018, Luka Modric #ballondor https://t.co/bjJGR2lh2D pic.twitter.com/muAayhMq55
— la chaine L'Équipe (@lachainelequipe) December 3, 2018
Classificação final:
Le classement final du Ballon d'Or France Football 2018 https://t.co/afW8ph0S7a
— France Football (@francefootball) December 3, 2018
Alfa/Lusa.
Macron à procura de uma impossível unidade nacional
Emmanuel Macron visitou no domingo a zona dos confrontos Foto ETIENNE LAURENT/EPA
Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro
“Senhor Presidente, são precisas respostas.” É esta a angustiante manchete desta segunda-feira do “Le Parisien”, o maior jornal popular francês, que é lido em todos os ‘bistrots’ (bares, cafés, tabacarias e cabeleireiros) de França e do ultramar.
Os franceses estão atónitos com a inédita revolta dos “coletes amarelos” que, por vezes, resulta em violência extrema e em inacreditável vandalismo, como aconteceu no sábado passado, em Paris, onde até o Arco do Triunfo, onde está o túmulo do soldado desconhecido, foi profanado.
Mas também se interrogam sobre a capacidade do jovem chefe de Estado de 40 anos, que não tem passado com peso na política, para dirigir um país como a França, que sempre conviveu ciclicamente com convulsões sociais e revoluções das mais radicais.
Dois dias depois do caos e da guerrilha urbana de sábado em Paris, incidentes continuavam a verificar-se um pouco por toda França — bloqueios de estradas e de refinarias e também ocupações de liceus e manifestações mais ou menos radicais em diversas cidades.
Aparentemente, no Eliseu tudo decorria normalmente. O Presidente Emmanuel Macron continuava sem falar ao país e sem oficialmente responder à crise, que está a assumir dimensões alarmantes e é sem dúvida a maior da sua curta presidência de apenas ano e meio. Visivelmente, Macron tentava ganhar tempo para decidir o que dizer, concretamente, aos franceses.
Macron procura uma porta de saída para o conflito e encarregou o seu primeiro-ministro, Édouard Philippe, de receber um a um todos os dirigentes políticos franceses, da extrema-direita à extrema-esquerda, passando por ecologistas e, até, Benoît Hamon, antigo candidato socialista à presidência. Esta segunda-feira tem sido uma roda-viva de políticos a entrarem e saírem da residência oficial do PM.
O objetivo de Macron e de Philippe era tentarem conseguir uma unidade nacional face aos ‘casseurs’ (vândalos), que durante dois sábados consecutivos puseram diversas zonas nobres de Paris em chamas. Pretendiam colocar o acento na segurança, no combate ao radicalismo (centenas de pessoas já foram presas desde o início, há 20 dias, na internet, deste movimento “espontâneo e cívico”), mas, no meio político e partidário francês, ninguém se entende.
Todos os políticos franceses (e não apenas os do Governo e da Presidência) parecem neste momento atordoados perante um movimento, sem líderes nem ideologia nem programa, que ninguém controla e que começou por surgir contra o aumento do preço dos combustíveis e que agora pede a demissão de Macron e eleições legislativas antecipadas.
A unidade nacional é, seguramente, impossível. Antes das reuniões com Édouard Philippe, Laurent Wauquiez, líder da direita clássica (do partido Os Republicanos), pedia um referendo sobre a transição energética e a reforma fiscal de Macron; Marine le Pen, chefe dos nacionalistas e populistas (RN, Ajuntamento Nacional), queria eleições antecipadas e pedia a introdução do sistema proporcional na lei eleitoral francesa; Jean-Luc Mélenchon (da França Insubmissa, esquerda ‘não alinhada’) também exigia a dissolução da Assembleia.
Depois de diversas reuniões, a meio da tarde desta segunda-feira não se verificava qualquer consenso entre o Governo e os restantes partidos a não ser num conselho que todos deram ao primeiro-ministro: avançar com uma moratória sobre os preços dos combustíveis e abrir discussões sobre aumentos das pensões de reforma e dos salários mais baixos.
No entanto, no imediato, Emmanuel Macron tem outros problemas pela frente. Nomeadamente um muito grave: garantir a segurança dos franceses e a ordem na praça pública até porque, nas redes sociais, já havia hoje apelos a mais manifestações para o próximo sábado em Paris — o “Ato IV”, ou seja, o quarto protesto em Paris desde a primeira manifestação dos “coletes”, a 17 de novembro.
Depois de uma cimeira de crise neste domingo, em Paris, Emmanuel Macron parece ter afastado a hipótese, que foi levantada pelo Ministério do Interior, da declaração do estado de emergência — que implicaria a proibição de manifestações.
Mas a França está inquieta e insegura e os franceses querem saber o que ele propõe para sair deste conflito. Até ao momento, a sua resposta tem sido minimalista. No domingo, no decorrer de uma visita improvisada à avenida Kléber, na zona do Arco do Triunfo e que foi uma das mais atingidas pela fúria dos ‘casseurs’ no sábado, foi apupado e não falou a não ser individualmente a agentes policiais e a bombeiros.
Édouard Philippe vai continuar as consultas amanhã, terça-feira, na sua residência e alguns dos “coletes amarelos” vão ser recebidos por ele. Mas não há representantes do movimento devidamente credenciados para o efeito e alguns dos “nomeados” até terão sido ameaçados pelas bases por estarem a “colaborar” com o Governo. A crise parece evidente e até divide agora também os próprios “coletes”.
Neste momento, só uma reivindicação deste movimento atípico consegue reunir todos os políticos, salvo Macron e o Governo — uma moratória sobre o aumento dos combustíveis, previsto para 1 de janeiro. E também há unanimidade, pelo menos formal, para condenar a violência.
No resto, ninguém se entende: nem sobre o fim do sistema eleitoral maioritário a duas voltas, com a introdução do método proporcional para dar alguma expressão parlamentar aos partidos antissistema, nem sobre o recurso mais frequente a referendos sobre temas sociais, nem sobre o aumento dos salários e das pensões mais baixas ou a descida dos preços do gás e da eletricidade.
Sandra Bastos vai ser a primeira árbitra portuguesa num Mundial de futebol
Sandra Bastos tornou-se hoje a primeira árbitra portuguesa nomeada para um Mundial de futebol feminino, ao integrar a lista definida para a fase final de 2019, a disputar em França, entre 07 de junho e 07 de julho.
O comité de arbitragem da FIFA anunciou hoje as 27 árbitras escolhidas e as 48 assistentes, provenientes de 42 países, nove dos quais da Europa.
Sandra Bastos, de 40 anos, é árbitra desde 2001 e internacional desde 2004, pertence aos quadros da Associação de Futebol de Aveiro, tendo estado em duas edições do Mundial de sub-17 e do Europeu de sub-19.
A fase final do Mundial2019 vai ser disputada nas cidades franceses de Grenoble, Le Havre, Lyon, Montpellier, Nice, Paris, Reims, Rennes e Valenciennes, com início em 07 de junho e a final agendada para 07 de julho, em Lyon.
Alfa/Lusa.
